As espécies do gênero Amaranthus estão entre as principais plantas daninhas que infestam áreas agrícolas brasileiras. O Amaranthus hybridus se destaca por suas características ecofisiológicas e pela presença de biótipos resistentes aos herbicidas inibidores das enzimas ALS e EPSPs. A competição entre plantas daninhas e culturas é um dos principais entraves no rendimento de grãos. A fim de evitar estas perdas de rendimento, são desenvolvidos estudos de competição entre plantas daninhas e culturas, os quais determinam os períodos críticos de interferência que visam definir o melhor momento para o controle de plantas daninhas. O objetivo deste estudo foi determinar os períodos críticos de controle para caruru-roxo em soja e seus efeitos na produtividade de grãos. Para tanto, foram desenvolvidos dois experimentos nas safra 2020/21 e 2021/22 em área naturalmente infestada por A. hybridus. Os tratamentos consistiram em períodos de convivência entre a soja e A. hybridus. Os experimentos foram desenvolvidos em delineamento de blocos ao acaso com arranjo fatorial, em que o primeiro fator foi a presença ou a ausência da planta daninha, e o segundo fator foram os períodos de convivência dos 0 aos 60 DAE (0, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAE). A presença de A. hybridus desde a emergência da cultura causou a redução de 35,47% no rendimento de grãos na safra 2020/21, e de 25,26% na safra 2021/22. Com base no ajuste dos dados no modelo de regressão de quatro parâmetros foram determinados os períodos críticos de controle, sendo que o PCPI ocorre dos 7 aos 56 DAE da cultura; o PAI perdura dos 0 aos 7 DAE, e o PTPI se estende dos 0 aos 56 DAE da soja.
Palavras-chave:
Amaranthus hybridus (L.); Glycinemax (L.) Merril; períodos de convivência; matocompetição; interferência.
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