Trata-se de um estudo descritivo e ecológico que analisou o comportamento da mortalidade materna durante a pandemia de Covid-19, no Brasil, em 2020 e 2021; tendo como base os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do DataSUS e do Portal da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A partir das séries históricas e das Razões de Mortalidade Materna (RMM) de 1996 a 2021, identificou-se uma mediana de 56,79/100.000 nascidos vivos concentrada nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que durante a pandemia subiu para 110,25/100.000 nascidos vivos. Desses óbitos, 40,5% estiveram relacionados à Covid-19 e 70% ocorreram no período puerperal, afetando mulheres solteiras, pardas e com ensino médio. A Região Sul, Centro-Oeste e o Distrito Federal elevaram mais de 400% a RMM, relacionada com o coronavírus. Identificamos uma baixa adesão vacinal contra a covid-19 nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com enorme disparidade no estado de São Paulo, com 268,14%, e Roraima, com apenas 4,57% de cobertura vacinal neste grupo. Concluiu-se que a pandemia gerou efeitos trágicos na saúde materna, regredindo cerca de 20 anos as RMM no Brasil, impondo desafios ainda maiores ao cumprimento da Meta ODS 3.1 para redução da mortalidade materna no País.
Palavras-chave:
Mortalidade materna; covid-19; Cobertura vacinal; ODS; Brasil
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Fonte: elaboração própria a partir de: quadro portaria (planalto.gov.br); Notas Técnicas - Português (Brasil) (www.gov.br).