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Cadernos de Saúde Pública, Volumen: 42 Suplemento 1, Publicado: 2026Cadernos de Saúde Pública, Volumen: 42 Suplemento 1, Publicado: 2026
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ARTICLE Políticas de salud en Brasil (2016-2022): neoliberalismo, pandemia y amenazas al Sistema Único de Salud Machado, Cristiani Vieira Lima, Luciana Dias de Resumen en Portugués: O presente artigo analisa as políticas de saúde no Brasil entre 2016 e 2022, período marcado por uma inflexão política nacional e pela pandemia de COVID-19. O estudo examina a condução federal da política de saúde nos governos de Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019-2022), considerando o contexto, o processo político e o conteúdo das políticas, bem como os diferentes momentos da resposta à pandemia. Com base no institucionalismo histórico e no conceito de conjuntura crítica, a análise explora continuidades, mudanças e disputas em torno do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo apoiou-se em investigação documental, em matérias jornalísticas e na literatura sobre o tema. Os resultados apontam que o período se configurou como uma conjuntura crítica, com efeitos imediatos e graves na condução das políticas e na resposta à pandemia. Houve constrangimentos ao financiamento setorial, retrocessos em políticas específicas, fragilização institucional e formas de resistência no interior do Estado e na sociedade. Durante o período estudado, não se observaram mudanças radicais nos rumos do sistema de saúde brasileiro, devido a fatores estruturais, à densidade institucional do SUS, à disputa de projetos, à interação de coalizões de atores com interesses variados ou, até mesmo, à sua curta duração. No entanto, a compreensão do impacto dessa conjuntura crítica, ainda recente, exige a verificação de suas repercussões em médio e longo prazos, em âmbitos global, regional e nacional.Resumen en Español: Este artículo analiza las políticas de salud en Brasil entre 2016 y 2022, un período marcado por una inflexión política nacional y la pandemia de la COVID-19. Se examina la gestión federal de la política de salud en los Gobiernos Michel Temer (2016-2018) y Jair Bolsonaro (2019-2022) según el contexto, el proceso político y el contenido de las políticas, así como los diferentes momentos de la respuesta a la pandemia. Con base en el institucionalismo histórico y en el concepto de coyuntura crítica, el análisis explora continuidades, cambios y disputas en torno al Sistema Único de Salud (SUS). Este estudio se fundamentó en investigaciones documentales, artículos periodísticos y en la literatura sobre el tema. Los resultados revelan que el período se configuró como una coyuntura crítica, con efectos inmediatos y graves en la gestión de las políticas y la respuesta a la pandemia. Hubo limitaciones en el financiamiento sectorial, retrocesos en políticas específicas, debilitamiento institucional y formas de resistencia dentro del Estado y la sociedad. Durante el período estudiado, no se observaron cambios radicales en la dirección del sistema de salud brasileño a causa de factores estructurales, de densidad institucional del SUS, de la disputa entre proyectos, de la interacción de coaliciones de actores con intereses variados o incluso su corta duración. Sin embargo, comprender el impacto de esta coyuntura crítica que aún es reciente requiere investigar sus repercusiones a mediano y largo plazo, a nivel global, regional y nacional.Resumen en Inglés: The article analyzes health policies in Brazil from 2016 to 2022, a period marked by a shift in national politics and the COVID-19 pandemic. The study examines federal health policy management under the administrations of Michel Temer (2016-2018) and Jair Bolsonaro (2019-2022), considering the context, the political process, and policy content, as well as the different phases of the pandemic response. Drawing on historical institutionalism and the concept of critical juncture, the analysis explores continuities, changes, and disputes surrounding the Brazilian Unified National Health System (SUS). The study drew on document research, news articles, and the academic literature. The results indicate that the period was a critical juncture, with immediate and severe effects on policy implementation and the pandemic response. There were constraints on sectoral funding, setbacks in specific policies, institutional weakening, and forms of resistance within the state and society. During the period studied, no radical changes were observed in the direction of the Brazilian health system, due to structural factors, the institutional density of the SUS, competing policy agendas, the interaction of coalitions of actors with varied interests, or even the period’s short duration. However, fully understanding the impact of this critical juncture, which is still recent, requires assessing its medium- and long-term repercussions at the global, regional, and national levels. |
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