Senile dementia and pharmacological drugs

A demência senil e drogas farmacológicas

Milton Luiz Gorzoni Renato Moraes Alves Fabbri Sueli Luciano Pires About the authors

ABSTRACT

Side effects and drug interactions are common in the elderly and highly relevant in the demented, being routinely confused with symptoms of cognitive impairment. Which drugs are most consumed by this patient group? Do prescription patterns differ between the demented and non-demented? Objective: To define drug consumption quantitatively and qualitatively in demented (D) and non-demented (ND) elderly. Methods: Patients were divided into men and women, by age group (<80 and ≥80 years), non-demented and demented status, and consumers of ≤3 or >3 drugs. As a criterion comparing groups, the Chi-square (Fisher's exact) test was employed. This study is part of Project No. 405/10 approved by the Ethics Committee of the institution. Results: The sample had a mean age of 81.5±8.8 years, 29 D (21 women and 8 men) and 21 ND (16 women and 5 men), 12 consumers of up to three drugs (7 D and 5 ND) and 38 consumers of 3 medications or more (22 D and 16 ND). The most used drugs among dementia patients were aspirin, angiotensin-converting enzyme inhibitors, statins, selective serotonin reuptake inhibitors, and vitamins. Drugs most consumed by non-demented included vitamins, aspirin, calcium carbonate, proton pump inhibitors, statins and alendronate sodium. There was no statistical significance on any of the comparisons, although the number of elderly consumers of vitamins in the ND had a p-value of 0.06 (Yates). Conclusion: The elderly in this series, regardless of dementia status, gender or age group, had similar drug consumption patterns and used multiple drugs simultaneously.

Key words:
elderly; senile dementia; alzheimer type; pharmaceutical preparations; iatrogenic disease

RESUMO

Iatrogenias, efeitos colaterais e interações medicamentosas são comuns em idosos e altamente relevantes em dementados, onde corriqueiramente as manifestações decorrentes são confundidas com disfunção cognitiva. Quais seriam os medicamentos mais consumidos por esses pacientes? O padrão de prescrição diferiria dos não-dementados? Objetivo: Definir os padrões de consumo medicamentoso, quantitativos e qualitativos em dementados (D) e não-dementados (ND). Métodos: Casuística dividida entre homens e mulheres, por idade (<80 e ≥80 anos), dementados e não-dementados, consumidores de ≤3 ou >3 medicamentos. Como critério comparativo entre grupos, utilizou-se qui-quadrado (teste exato de Fisher). Esse estudo faz parte do Projeto No. 405/10 aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Resultados: A Idade média foi de 81,5±8,8 anos, 29 D (21 mulheres e 8 homens) e 21 ND (16 mulheres e 5 homens), 12 consumidores de até 3 medicamentos (7 D e 5 ND) e 38 consumidores de mais de 3 medicamentos (22 D e 16 ND). Os medicamentos mais consumidos entre os dementados foram: ácido acetil salicílico, inibidores da enzima conversora da angiotensina, estatinas, inibidores da recaptação da serotonina e vitaminas. Fármacos mais consumidos entre os não-dementados: vitaminas, ácido acetil salicílico, carbonato de cálcio, inibidores da bomba de prótons, estatinas e alendronato de sódio. Não houve significância estatística nas comparações entre os grupos D e ND, embora o número de idosos ND consumidores de vitaminas apresente p 0,06 (Yates). Conclusão: Na presente casuística, dementados ou não, independentemente do gênero ou da faixa de idade, apresentam padrão medicamentoso semelhante, merecendo ênfase a multiplicidade de fármacos em uso simultaneamente.

Palavras-chave:
idosos; demência senil; medicamentos; iatrogenia

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Publication Dates

  • Publication in this collection
    Apr-Jun 2013

History

  • Received
    18 Dec 2012
  • Accepted
    15 Mar 2013
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