Conciliar trabalho e vida pessoal na pandemia foi desafiador, especialmente com filhos pequenos. Este estudo comparou a percepção de trabalhadoras e trabalhadores com filhos até seis anos sobre conciliação trabalho-família e saúde mental durante o teletrabalho compulsório na pandemia. Participaram 234 profissionais (158 mães/76 pais). A coleta de dados on-line incluiu quatro escalas com evidências de validade: Escala de Percepção Atual de Desenvolvimento Profissional, Escala de Habilidades para o Teletrabalho em Casa, Escala de Interferência do Trabalho na Família e de Interferência da Família no Trabalho e Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse. As análises de testes t apontaram escores médios desfavoráveis às mulheres, com relevante tamanho de efeito, em termos de depressão, estresse, conflito trabalho-família e família-trabalho. Ademais, os homens apresentaram maior percepção de desenvolvimento profissional e habilidades para o teletrabalho. Discutimos contribuições teóricas do estudo e implicações práticas sobre o combate das desigualdades de gênero na relação trabalho-família.
Palavras-chave
Perspectiva de gênero; Saúde Mental; Pandemias; Teletrabalho; Equilíbrio trabalho-vida