Cerambycidae (Coleoptera) dos estados do Piauí e Ceará, Brasil: espécies conhecidas, nova tribo, nova espécie e novos registros

Cerambycidae (Coleoptera) from states of Piauí and Ceará, Brazil: known species, new tribe, new species and new records

Resumos

Uma nova espécie de Compsibidion Thomson, 1864 é descrita do Piauí. Sydacini, nova tribo de Cerambycinae, é validada. As espécies de Cerambycidae atualmente registradas para o Piauí (118) e para o Ceará (126) são apresentadas. São acrescentados vinte e dois novos registros para o Piauí e onze para o Ceará. Duas espécies são excluídas da fauna do Ceará: Hippopsis lemniscata lemniscata (Fabricius, 1801) e Oncideres saga (Dalman, 1823).

Fauna de Cerambycidae; Cerambycinae; Lamiinae; Neotropical; Taxonomia


A new species of Compsibidion Thomson, 1864 is described from Piauí. Sydacini, a new tribe of Cerambycinae, is validated. Species of Cerambycidae currently recorded for Piauí (118) and for Ceará (126) are presented. Twenty-two new records for Piauí and eleven for Ceará are reported. Two species are excluded from the fauna of Ceará: Hippopsis lemniscata lemniscata (Fabricius, 1801), and Oncideres saga (Dalman, 1823).

Cerambycidae fauna; Cerambycinae; Lamiinae; Neotropical; Taxonomy


Cerambycidae (Coleoptera) dos estados do Piauí e Ceará, Brasil: espécies conhecidas, nova tribo, nova espécie e novos registros

Cerambycidae (Coleoptera) from states of Piauí and Ceará, Brazil: known species, new tribe, new species and new records

Ubirajara R. MartinsI,IV; Antonio Santos-SilvaI; Maria Helena M. GalileoII,IV; Francisco Limeira-de-OliveiraIII

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42494, 04218-970, São Paulo, SP, Brasil. (urmsouza@usp.br; toncriss@uol.com.br)

IIPorto Alegre, RS, Brasil. (mhgalileo@gmail.com)

IIIDepartamento de Química e Biologia, Centro de Estudos Superiores de Caxias, Universidade Estadual do Maranhão, Praça Duque de Caxias, s/n, Morro do Alecrim, 65604-380, Caxias, MA, Brasil. (franciscolimeira@cesc.uema.br)

IVPesquisador do CNPq

ABSTRACT

A new species of Compsibidion Thomson, 1864 is described from Piauí. Sydacini, a new tribe of Cerambycinae, is validated. Species of Cerambycidae currently recorded for Piauí (118) and for Ceará (126) are presented. Twenty-two new records for Piauí and eleven for Ceará are reported. Two species are excluded from the fauna of Ceará: Hippopsis lemniscata lemniscata (Fabricius, 1801), and Oncideres saga (Dalman, 1823).

Keywords: Cerambycidae fauna, Cerambycinae, Lamiinae, Neotropical, Taxonomy.

RESUMO

Uma nova espécie de Compsibidion Thomson, 1864 é descrita do Piauí. Sydacini, nova tribo de Cerambycinae, é validada. As espécies de Cerambycidae atualmente registradas para o Piauí (118) e para o Ceará (126) são apresentadas. São acrescentados vinte e dois novos registros para o Piauí e onze para o Ceará. Duas espécies são excluídas da fauna do Ceará: Hippopsis lemniscata lemniscata (Fabricius, 1801) e Oncideres saga (Dalman, 1823).

Palavras-chave: Fauna de Cerambycidae, Cerambycinae, Lamiinae, Neotropical, Taxonomia.

O estudo de material recebido para identificação, proveniente de coletas realizadas no Nordeste do Brasil, tem demonstrado que a fauna de Cerambycidae dessa região ainda é pouco conhecida. Isso tem sido evidenciado em diversos trabalhos recentes (e.g. Paz et al., 2008; Martins et al., 2009a,b, 2011; Martins & Galileo, 2013), nos quais novos registros e novas espécies são bastante frequentes.

Como o registro de algumas espécies para os estados do Piauí e Ceará são bastante ambíguos (não raro citados apenas por inferência), optamos por incluir lista atualizada das espécies formalmente conhecidas para esses estados. Acreditamos que isso facilitará o estudo da fauna da região e, sem dúvida, oportunizará a inclusão de novos registros no futuro.

A nova tribo de Cerambycinae, Sydacini, estabelecida neste trabalho tem por autor exclusivo Ubirajara R. Martins.

MATERIAL E MÉTODOS

Todos os espécimes estudados foram comparados com o material depositado na coleção do MZSP (em muitos casos holótipos e/ou parátipos), descrições, redescrições e, em alguns casos, com fotos de tipos. Seguida do nome da espécie, a referência entre parênteses indica o primeiro trabalho que registrou a espécie para o estado.

Os espécimes estão depositados no Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo (MZSP) e na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A pesquisa na literatura demonstrou que há 118 espécies formalmente registradas para o estado do Piauí e 126 para o Ceará. O estudo do material recebido para identificação permitiu adicionar 22 novos registros para o Piauí e 11 para o Ceará. Para o Piauí, encontRamos um novo registro de Prioninae, 18 de Cerambycinae e três de Lamiinae. No Ceará foram encontrados oito novos registros em Cerambycinae e três em Lamiinae.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A pesquisa na literatura demonstrou que há 118 espécies formalmente registradas para o estado do Piauí e 126 para o Ceará. O estudo do material recebido para identificação permitiu adicionar 22 novos registros para

o Piauí e 11 para o Ceará. Para o Piauí, encontramos um novo registro de Prioninae, 18 de Cerambycinae e três de Lamiinae. No Ceará foram encontrados oito novos registros em Cerambycinae e três em Lamiinae.

PIAUÍ

Espécies atualmente registradas para o estado do Piauí (primeira citação para o estado entre parênteses):

1. Achryson surinamum (Linnaeus, 1767) (Cerambycinae, Achrysonini) (Martins, 2002);

2. Adetus differentis Galileo et al., 2013 (Lamiinae, Apomecynini) (Galileo et al., 2013);

3. Aereniphaula machadorum Galileo & Martins, 1990 (Lamiinae, Aerenicini) (Martins & Galileo, 1998);

4. Aleiphaquilon castaneum (Gounelle, 1911) (Cerambycinae, Neocorini) (Galileo et al., 2013);

5. Alienosternus cristatus (Zajciw, 1970) (Cerambycinae, Piezocerini) (Zajciw, 1970);

6. Ambonus interrogationis (Blanchard, 1847) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

7. Anobrium punctatum Galileo & Martins, 2002 (Lamiinae, Pteropliini) (Galileo & Martins, 2002);

8. Antodice lenticula Martins & Galileo, 1985 (Lamiinae, Aerenicini) (Martins & Galileo, 2013);

9. Ataxia piauiensis Martins & Galileo, 2012 (Lamiinae, Pteropliini) (Martins & Galileo, 2012b);

10. Ataxia obscura (Fabricius, 1801) (Lamiinae, Pteropliini) (Paz et al., 2008);

11. Austroeme femorata Martins, 1997 (Cerambycinae, Oemini) (Martins, 1997a);

12. Beraba decora (Zajciw, 1961) (Cerambycinae, Eburiini) (Galileo et al., 2013);

13. Bisaltes (Bisaltes) triangularis Breuning, 1940 (Lamiinae, Apomecynini) (Galileo et al., 2013);

14. Bomaribidion hirsutum Martins, 1969 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

15. Cacostola flexicornis Bates, 1865 (Lamiinae, Onciderini) (Galileo et al., 2013);

16. Cacostola parafusca Martins et al., 2009 (Lamiinae, Onciderini) (Galileo et al., 2013);

17. Cacostola volvula (Fabricius, 1781) (Lamiinae, Onciderini) (Galileo et al., 2013);

18. Ceiupaba lineata Martins & Galileo, 1998 (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2013);

19. Chlorida festiva (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Bothriospilini) (Barreto et al., 2013);

20. Chydarteres d. dimidiatus (Fabricius, 1787) (Cerambycinae, Trachyderini) (Barreto et al., 2013);

21. Cicuiara striata (Bates, 1866) (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2013);

22. Coccoderus longespinicornis Fuchs, 1964 (Cerambycinae, Torneutini) (Monné, M. L., 2005);

23. Coleoxestia exotica Martins & Monné, 2005 (Cerambycinae, Cerambycini) (Galileo et al., 2013);

24. Colynthaea coriacea (Erichson, 1848) (Cerambycinae, Piezocerini) (Zajciw, 1968b);

25. Compsibidion campestre (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

26. Compsibidion decoratum (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins & Galileo, 2013);

27. Compsibidion elianae Martins & Galileo, 2012 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

28. Compsibidion paragraphycum Martins & Galileo, 2013 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins & Galileo, 2013);

29. Compsibidion pictum Galileo et al., 2013 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

30. Compsibidion vanum (Thomson, 1867) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Paz et al., 2008);

31. Compsosoma nubilum Gounelle, 1908 (Lamiinae, Compsosomatini) (Galileo et al., 2013);

32. Cotycicuiara caracolensis Martins & Galileo, 2013 (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2013);

33. Cotycicuiara multifasciata Galileo & Martins, 2008 (Lamiinae, Desmiphorini) (Galileo et al., 2013);

34. Ctenoscelis coeus (Perty, 1832) (Prionini, Callipogonini) (Zajciw, 1968b);

35. Cupanoscelis heteroclita Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

36. Cycnidolon obliquum Martins, 1969 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins & Galileo, 2013);

37. Desmiphora (Desmiphora) pallida Bates, 1874 (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2013);

38. Diasporidion duplicatum (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins, 1968);

39. Dolichosybra tubericollis Breuning, 1942 (Lamiinae, Apomecynini) (Martins & Galileo, 2013);

40. Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790) (Cerambycinae, Trachyderini) (Zajciw, 1968b);

41. Eburia sordida Burmeister, 1865 (Cerambycinae, Eburiini) (Galileo et al., 2013);

42. Eburodacrys assimilis Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

43. Eburodacrys campestris Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

44. Eburodacrys crassimana Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

45. Eburodacrys decipiens Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

46. Eburodacrys dubitata White, 1853 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

47. Eburodacrys fortunata Lameere, 1884 (Cerambycinae, Eburiini) (Zajciw, 1968b);

48. Eburodacrys havanensis Chevrolat, 1862 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

49. Eburodacrys lugubris Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

50. Eburodacrys nemorivaga Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

51. Eburodacrys seminigra Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

52. Eburodacrys sexmaculata (Olivier, 1790) (Cerambycinae, Eburiini) (Paz et al., 2008);

53. Eburodacrys truncata Fuchs, 1956 (Cerambycinae, Eburiini) (Zajciw, 1963a);

54. Eburodacrys tuberosa Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Galileo et al., 2013)

55. Eburodacrystola pickeli (Melzer, 1928) (Cerambycinae, Eburiini) (Galileo et al., 2013);

56. Ectenessa ocellata (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Ectenessini) (Martins, 1998);

57. Ectenessa quadriguttata (Burmeister, 1865) (Cerambycinae, Ectenessini) (Galileo et al., 2013);

58. Ectenessa villardi Belon, 1902 (Cerambycinae, Ectenessini) (Martins, 1998);

59. Ectenessidia varians (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Ectenessini) (Martins, 1998);

60. Epacroplon cruciatum (Aurivillius, 1899) (Cerambycinae, Hexoplini) (Galileo et al., 2013);

61. Exalphus foveatus (Marinoni & Martins, 1978) (Lamiinae, Acanthoderini) (Galileo et al., 2013);

62. Gnomibidion fulvipes (Thomson, 1865) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

63. Gorybia castanea (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Piezocerini) (Galileo et al., 2013);

64. Gorybia instita Martins, 1976 (Cerambycinae, Piezocerini) (Galileo et al., 2013);

65. Gorybia suturella Martins, 1976 (Cerambycinae, Piezocerini) (Galileo et al., 2013);

66. Hylettus seniculus (Germar, 1824) (Lamiinae, Acanthocinini) (Paz et al., 2008);

67. Mallodon spinibarbe (Linnaeus, 1758) (Prioninae, Macrotomini) (Zajciw, 1968b);

68. Mariliana bellula Martins & Galileo, 2013 (Lamiinae, Hemilophini) (Martins & Galileo, 2013);

69. Mephritus blandus (Newman, 1841) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

70. Mephritus callidioides (Bates, 1870) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

71. Methia longipennis Martins, 1997 (Cerambycinae, Methiini) (Martins & Galileo, 2013);

72. Mimasyngenes fonticulus Martins & Galileo, 2012 (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2012c);

73. Mimasyngenes piauiensis Galileo et al., 2013 (Lamiinae, Desmiphorini) (Galileo et al., 2013);

74. Myoxomorpha vidua Lacordaire, 1872 (Lamiinae, Acanthoderini) (Galileo et al., 2013);

75. Nephalius cassus Newman 1841 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Galileo et al., 2013);

76. Nesozineus apharus Galileo & Martins, 1996 (Lamiinae, Acanthoderini) (Martins & Galileo, 2013);

77. Nesozineus bucki (Breuning, 1954) (Lamiinae, Acanthoderini) (Paz et al., 2008);

78. Nesozineus triviale Galileo & Martins, 1996 (Lamiinae, Acanthoderini) (Galileo et al., 2013);

79. Niophis aper (Germar, 1824) (Cerambycinae, Ectenessini) (Galileo et al., 2013);

80. Notosphaeridion scabrosum (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Hexoplini) (Martins, 1967);

81. Notosphaeridion vestitum Martins, 1960 (Cerambycinae, Hexoplini) (Galileo et al., 2013);

82. Ocroeme recki (Melzer, 1931) (Cerambycinae, Oemini) (Galileo et al., 2013);

83. Oncioderes piauiensis Martins & Galileo, 2013 (Lamiinae, Onciderini) (Martins & Galileo, 2013);

84. Ophtalmoplon inerme Martins, 1965 (Cerambycinae, Hexoplini) (Galileo et al., 2013);

85. Oreodera glauca glauca (Linnaeus, 1758) (Lamiinae, Acanthoderini) (Galileo et al., 2013);

86. Orthostoma chryseis (Bates, 1870) (Cerambycinae, Compsocerini) (Paz et al., 2007);

87. Oxymerus a. aculeatus Dupont, 1838 (Cerambycinae, Trachyderini) (Zajciw, 1968b);

88. Pantomallus morosus (Audinet-Serville, 1834) (Cerambycinae, Eburiini) (Galileo et al., 2013);

89. Paranyssicus conspicillatus (Erichson, 1847) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

90. Perissomerus ruficollis Martins, 1961 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

91. Poeciloxestia travassosi Fragoso, 1978 (Cerambycinae, Cerambycini) (Galileo et al., 2013);

92. Polyrhaphis gracilis Bates, 1862 (Lamiinae, Polyrhaphidini) (Galileo et al., 2013);

93. Pronoplon rubriceps (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Hexoplini) (Galileo et al., 2013);

94. Psapharochrus nigrovittatus (Zajciw, 1969) (Lamiinae, Acanthoderini) (Martins & Galileo, 2013);

95. Psiloibidion leucogramma (Perty, 1832) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins, 1968);

96. Pteracantha agrestis Monné & Monné, 2002 (Cerambycinae, Trachyderini) (Monné & Monné, 2002);

97. Rhaphiptera oculata Gounelle, 1908 (Lamiinae, Pteropliini) (Galileo et al., 2013);

98. Smaragdion viride Martins, 1968 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

99. Sphaerioeme rubristerna Martins & Napp, 1992 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

100. Sphaerion exutum (Newman, 1841) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Galileo et al., 2013);

101. Sphagoeme aurivillii Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Oemini) (Galileo et al., 2013);

102. Stenoeme bellarmini Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Oemini) (Galileo et al., 2013);

103. Stizocera consobrina Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

104. Stizocera plumbea Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Galileo et al., 2013);

105. Stizocera tristis (Guérin-Méneville, 1844) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

106. Temnopis rubricollis Martins et al., 2009 (Cerambycinae, Oemini) (Galileo et al., 2013);

107. Trachyderes s. succinctus (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Trachyderini) (Zajciw, 1968b);

108. Trichohippopsis vestita Martins & Galileo, 2013 (Lamiinae, Agapanthiini) (Martins & Galileo, 2013);

109. Tropidion atricolle Martins, 1962 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

110. Tropidion buriti Martins & Galileo, 2012 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins & Galileo, 2012a);

111. Tropidion obesum Martins, 1968 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

112. Tropidion rusticum (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

113. Tropidion s. signatum (Audinet-Serville, 1834) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

114. Tropidion sipolisi (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins & Galileo, 2013);

115. Tropidion supernotatum (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Galileo et al., 2013);

116. Uncieburia nigricans (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

117. Xenofrea peculiaris Martins & Galileo, 2013 (Lamiinae, Xenofreini) (Martins & Galileo, 2013);

118. Zelliboria daedaleum (Perty, 1832) (Cerambycinae, Piezocerini) (Perty, 1832).

Novos registros. Todo o material estudado procede de Piracuruca (P. N. de Sete Cidades, Posto do ICMBio, 04º05’57"S, 41º42’34"W). Esse material, na quase totalidade está depositado na coleção da UEMA. Parte do material foi retida para a coleção MZSP.

PRIONINAE

119. Enoplocerus armillatus (Linnaeus, 1767) (Callipogonini). Material examinado: ♀, 10-12.III.2013, F. L. Oliveira & T. T. A. Lima col., armadilha luminosa.

Originalmente descrita da Índia ("Habita in India"). illiGer (1805) foi o primeiro a registrar corretamente a espécie para o Ocidente: "P. armillatus – Hab. in India occidentali". lePeletier & audinet-serville (1825), erroneamente, registraram novamente a espécie para o Oriente: "Des Indes orientales". sturM (1843) foi o primeiro a assinalar esta espécie para uma localidade específica nas Américas: "armillatus. F. Ol. 4. 66. p. 9. t. 5. Cayenna".

Atualmente a espécie está registrada para a Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Trinidad & Tobago, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Brasil (Amazonas, Pará, Maranhão, Goiás, Ceará, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul), Argentina, Paraguai e Uruguai. Registros como em Bezark & Monné (2013) ["Costa Rica, Panama, S. Amer (widely distributed)"] não permitem saber em que estados brasileiros a espécie foi formalmente registrada.

CERAMBYCINAE

120. Achryson immaculipenne Gounelle, 1909 (Achrysonini). Material examinado: ♂, 8-12.I.2013, T.M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilh luminosa; ♀, 10-12.III.2013, F. L. Oliveira & T. T. A. Silva col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Goiás, Pernambuco). Atualmente registrada para a Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana Francesa, Brasil (Maranhão, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná), Paraguai e Argentina (Monné, 2014a).

121. Plocaederus plicatus (Olivier, 1790) (Cerambycini). Material examinado: ♂, 7-12.II.2013, J.A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col., armadilha luminosa.

Descrita sem localidade-tipo. Audinet-Serville (1834) foi o primeiro a registrar uma localidade para a espécie: Guiana Francesa (Caiena). Atualmente registrada para a Venezuela, Suriname, Guiana Francesa, Bolívia e Brasil (Amapá, Amazonas, Pará, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte, Mato Grosso) (Martins, 1979; Monné, 2014a).

122. Potiaxixa gounellei (Zajciw, 1966) (Cerambycini).Material examinado: ♀, 17-19.VII.2012, J. S. Pinto Jr. & J. A. Rafael col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Distrito Federal). Registrada para o Suriname e Brasil (Distrito Federal, São Paulo) (Monné, 2014a).

123. Neoclytus pusillus (Castelnau & Gory, 1841) (Clytini). Material examinado: 3♂, 6♀, 8-12.I.2013, F. L. J. S. Pinto Jr. col., armadilha suspensa, armadilha luminosa; ♀, 16-31.I.2013, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha suspensa, ♀, 7-12.II.2013, J. A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (sem localidade determinada). Atualmente registrada para a Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Suriname, Guiana Francesa, Brasil (Amazonas, Pará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul), Paraguai, Uruguai e Argentina (Martins & Galileo, 2011; Monné, 2014a).

124. Atharsus nigricauda Bates, 1867 (Elaphidiini). Material examinado: 9♂, 8♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, >F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col.

Descrita do Brasil (Pará). Atualmente registrada para a Bolívia e Brasil (Pará, Mato Grosso, Maranhão) (Monné, 2014a).

125. Stizocera armata Audinet-Serville, 1834 (Elaphidiini). Material examinado: ♂, ♀, 8-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (sem localidade precisa). Registrada para a Bolívia, Brasil (Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) e Argentina (Martins, 2005; Monné, 2014a).

126. Stizocera lissonota (Bates, 1870) (Elaphidiini). Material examinado: ♂, ♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Pará) e registrada para o Panamá, Bolívia, Guiana Francesa e Brasil (Pará, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais) (Martins, 2005; Monné, 2014a).

127. Chrysoprasis moerens White, 1853 (Heteropsini). Material examinado: ♂, ♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col.

Descrita do Brasil (Pará) e registrada para a Venezuela, Guiana Francesa e Brasil (Amazonas, Pará, Maranhão) (Monné, 2014a).

128. Chrysoprasis nymphula Bates, 1870 (Heteropsini). Material examinado: ♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil meridional. Atualmente registrada para o Brasil (Goiás, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) Argentina e Uruguai (Monné, 2014a).

129. Calycibidion rubricolle Galileo & Martins, 2010 (Hexoplini). Material examinado: ♀, 7-13.II.2013, J. A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col., armadilha luminosa.

Descrita e conhecida somente do Brasil (Bahia) (Monné, 2014a).

130. Gnomidolon maculicorne Gounelle, 1909 (Hexoplini). Material examinado: 1 ♀, 19-24.IV.2012, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Goiás). Atualmente registrada para a Guiana Francesa e Brasil (Goiás, Amazonas) (Monné & Giesbert, 1994; Monné, 2014a).

131. Gnomidolon melanosomum Bates, 1870 Hexoplini). Material examinado: ♀, 19-24.IV.2012, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Amazonas). Atualmente registrada para a Guatemala, Honduras, Costa Rica, Panamá, Equador, Peru, Venezuela, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa e Brasil (Amapá, Amazonas, Pará) (Joly, 1991; Martins, 2006; Bezark & Monné, 2013; Monné, 2014a).

132. Hexoplon uncinatum Gounelle, 1909 (Hexoplini). Material examinado: ♂, 1-10.III.2013, F. L. Oliveira & T. T. A. Silva col., armadilha Malaise.

Descrita do Brasil (Minas Gerais). Atualmente registrada para o Peru, Bolívia, Guiana Francesa, Brasil (Maranhão, Goiás, Mato Grosso, São Paulo), Paraguai e Argentina (Monné, 2014a).

133. Compsibidion callispilum (Bates, 1870) (Neoibidionini). Material examinado: ♂, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col.

Descrita do Brasil (Pará) e registrada para a Venezuela, Bolívia, Guiana Francesa e Brasil (Pará) (Monné, 2014a).

134. Compsibidion bicolor sp. nov. (Neoibidionini)

(Figs 1-4)

Etimologia. Latim, bicolor = com duas cores. Alusivo ao padrão de cor dos élitros.

Holótipo ♀. Cabeça, escapo, pedicelo, antenômero III, terço distal dos élitros e pernas pretos (exceto extremo basal do pedúnculo dos profêmures e base dos meso- e metafêmures, que são acastanhados); antenômeros IV-XI castanho-escuros; protórax, meso- e metasternum, metade basal e margem distal do urosternito I e extremo lateral dos urosternitos II-IV castanho-avermelhados; élitros castanho-alaranjados nos dois terços basais (mais amarelado junto à área distal preta).

Fronte microesculturada; área entre os tubérculos anteníferos pontuada; a cada lado, na área em frente aos tubérculos anteníferos, uma região semielíptica, suavemente elevada e aplanada, fina e abundantemente estriada longitudinalmente, com fóvea elíptica central (as estrias prolongam-se sobre a face frontal dos tubérculos anteníferos); área entre os tubérculos anteníferos e a área posterior dos lobos oculares superiores com estrias longitudinais; área entre os olhos e o protórax lisa no centro e com pontos moderadamente grossos e esparsos nas laterais; uma cerda longa a cada lado da margem distal da fronte. Região não-estriada dos tubérculos anteníferos, brilhante, com pontos esparsos. Área atrás dos lobos oculares inferiores, próximo à gula, com cerdas longas e esparsas. Submento com estrias transversais grossas e pontos grossos, esparsos; cerdas longas e esparsas. Lobos oculares superiores com três fileiras de omatídios; distância entre os lobos oculares superiores igual a 0,4 vezes o comprimento do escapo; distância entre os lobos oculares inferiores, em vista frontal, igual a 0,5 vez o comprimento do escapo. Antenas tão longas quanto 1,7 vez o comprimento elitral; atingem o ápice elitral no meio do antenômero X; fórmula antenal, baseada no comprimento do antenômero III: escapo = 0,70; pedicelo = 0,15; IV = 0,65; V = 0,65; VI = 0,60; VII = 0,50; VIII = 0,50; IX = 0,47; X = 0,45; XI = 0,64.

Pronoto glabro, com pontos muito finos e esparsos. Élitros com pontos grossos e abundantes e cerdas curtas entremeadas por cerdas longas; ápice com espinho longo no ângulo externo e curto no ângulo sutural. Metasterno com pontos moderadamente finos e esparsos; área junto ao quarto distal dos metepisternos e cavidades metacoxais pubescente; restante da superfície com cerdas curtas e esparsas, exceto no terço centro-distal, onde há cerdas longas e esparsas. Urosternitos com cerdas curtas e dispersas, entremeadas por cerdas longas (cerdas curtas mais abundantes do urosternito I para o V). Fêmures clavados; ápice dos metafêmures com lobo arredondado nas duas faces.

Dimensões em mm. Comprimento total, 9,1; comprimento central do pronoto, 1,9; largura anterior do protórax, 1,1; largura posterior do protórax, 1,1; largura umeral, 1,6; comprimento elitral, 5,7.

Material-tipo. Holótipo ♀, BRASIL, Piauí: Piracuruca (P. N. de Sete Cidades, Posto do ICMBio, 04º05’57"S, 41º42’34"W; armadilha luminosa), 07-13. II.2013, J. A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col. (MZSP).

Discussão. Compsibidion bicolor sp. nov. é semelhante a C. paulista (Martins, 1952) e C. tuberosum Martins, 1971. Difere da primeira: ausência de faixas amareladas distintas nos élitros (presentes em C. paulista); pernas principalmente pretas (pernas anteriores e intermediárias e metatíbias alaranjadas em C. paulista); ápice dos metafêmures com lobo arredondado nas duas faces (aguçadas em C. paulista). De C. tuberosum difere: pronoto sem tubérculos evidentes (bem marcados em C. tuberosum); élitros sem manchas esbranquiçadas e nítidas (presentes em C. tuberosum); ápice dos metafêmures com lobo arredondado nas duas faces (com espinhos evidentes em C. tuberosum); pernas principalmente pretas (fêmures avermelhados em C. tuberosum).

Compsibidion bicolor pode ser incluída no dilema 43 (considerando-se o dilema 1 modificado) em Martins (2007):

1. Lobos oculares superiores com três fileiras de omatídios e prosterno sem pubescência serícea. Grupo sphaeriinum ..................................................2 Lobos oculares superiores com três ou quarto fileiras de omatídios e prosterno com pubescência serícea .......................................................5 43(42). Pernas principalmente pretas; abas apicais dos metafêmures arredondadas. Brasil (Piauí) ...........................................C. bicolor sp. nov. Pernas anteriores e intermediárias claras; abas apicais dos metafêmures distintamente aguçadas .....................................................................43a 43a(43). Protórax castanho-avermelhado; manchas claras anteriores dos élitros alongadas; metafêmures castanhoescuros (menos nas bases), com abas apicais aguçadas. Brasil (São Paulo) .................................C. paulista Martins, 1971 Protórax avermelhado; manchas claras anteriores dos élitros pequenas e arredondadas; metafêmures alaranjados com ápices espinhosos. Brasil (Espírito Santo) ...................C. tuberosum Martins, 1971

135. Thoracibidion flavopictum (Perty, 1832) (Neoibidionini). Material examinado: 2♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Minas Gerais). Atualmente está registrada para a Bolívia, Brasil (Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina), Paraguai e Argentina (Martins, 1968; Monné, 2014a).

136. Sphagoeme suturalis Martins, 1977 (Oemini). Material examinado: ♀, 08-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Pará, Mato Grosso) e registrada também para a Guiana Francesa e para o estado brasileiro do Maranhão (Monné, 2014a).

137. Hemilissa gummosa (Perty, 1832) (Piezocerini). Material examinado: ♂, 8-12.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Rio de Janeiro). Registrada para a Bolívia, Brasil (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), Paraguai e Argentina (Martins, 2003b; Bezark & Monné, 2013).

138. Phaedinus corallinus Gounelle, 1911 (Trachyderini). Material examinado: ♂, 1-10.III.2013, F. L. Oliveira & T. T. A. Silva col., armadilha Malaise.

Descrita do Brasil (Goiás) e registrada também para o estado brasileiro do Mato Grosso (Monné, 2014a).

LAMIINAE

139. Dryoctenes scrupulosus (Germar, 1824) (Acanthoderini). Material examinado: ♀, 07-13.II.2013, J. A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (sem localidade determinada). Registrada para a Costa Rica, Panamá, Colômbia, Peru, Bolívia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Brasil (Amazonas, Pará, Rondônia, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), Argentina e Paraguai (Viana, 1972; Zajciw, 1966; Zajciw, 1974; Monné, 2014b).

140. Recchia moema Martins & Galileo, 1998 (Aerenicini). Material examinado: ♀, 18-20.IV.2012, J. T. Camara & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita e conhecida do Brasil (Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina (Monné, 2014b).

141. Ibypeba camiri Martins & Galileo, 2012 (Desmiphorini). Material examinado: ♂, 07-12.II.2013, J. A. Rafael, F. L. Oliveira & J. T. Camara col., armadilha luminosa.

Descrita e conhecida apenas da Bolívia (Monné, 2014b).

CEARÁ

Os três principais trabalhos que trataram da fauna de Cerambycidae do estado do Ceará são: Rocha (1954), Zajciw (1966) e Silva (1967). Espécies atualmente registradas para o estado do Ceará (primeira citação entre parênteses):

1. Achryson surinamum (Linnaeus, 1767) (Cerambycinae, Achrysonini) (Rocha, 1954);

2. Adetus irregularis (Breuning, 1939) (Lamiinae, Apomecynini) (Breuning, 1940);

3. Aegoschema moniliferum (White, 1855) (Cerambycinae, Acanthoderini) (Nascimento & Bravo, 2014);

4. Aerenea flavolineata Melzer, 1923 (Lamiinae, Compsosomatini) (Monné, 1980);

5. Aerenea sulcicollis subsulcicollis Breuning, 1948 (Lamiinae, Compsosomatini) (Monné, 1980);

6. Aglaoschema collorata (Napp, 1993) (Lamiinae, Compsocerini) (Martins & Galileo, 2013);

7. Ambonus distinctus (Newman, 1840) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Zajciw, 1966);

8. Ambonus interrogationis (Blanchard, 1846) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Rocha, 1954);

9. Andraegoidus fabricii (Dupont, 1838) (Cerambycinae, Trachyderini) (Zajciw, 1968a);

10. Andraegoidus variegatus (Perty, 1832) (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

11. Anelaphus souzai (Zajciw, 1964) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Zajciw, 1964);

12. Antodice neivai Lane, 1940 (Lamiinae, Aerenicini) (Nascimento & Bravo, 2014);

13. Aphilesthes rustica Bates, 1881 (Lamiinae, Aerenicini) (Martins & Galileo, 1998);

14. Ataxia albisetosa Breuning, 1940 (Lamiinae, Pteropliini) (Zajciw, 1966);

15. Ataxia parva Galileo & Martins, 2011 (Lamiinae, Pteropliini) (Martins & Galileo, 2013);

16. Bebelis picta Pacoe, 1875 (Lamiinae, Apomecynini) (Nascimento & Bravo, 2014);

17. Bisaltes (Bisaltes) elongatus Breuning, 1939 (Lamiinae, Apomecynini) (Breuning, 1939);

18. Brachylophora auricollis (Bruch, 1918) (Cerambycinae, Rhopalophorini) (Clarke, 2011);

19. Brasiliosoma tibiale (Breuning, 1948) (Lamiinae, Apomecynini) (Nascimento & Bravo, 2014);

20. Cacostola flexicornis Bates, 1866 (Lamiinae, Onciderini) (Nascimento & Bravo, 2014);

21. Callisema rufipes Martins & Galileo, 1990 (Lamiinae, Calliini) (Nascimento & Bravo, 2014);

22. Chlorida festiva (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Bothriospilini) (Rocha, 1954);

23. Chrysoprasis aureicollis White, 1853 (Cerambycinae, Heteropsini) (Zajciw, 1966);

24. Chrysoprasis aurigena (Germar, 1824) (Cerambycinae, Heteropsini) (Rocha,1954);

25. Chrysoprasis basalis Chevrolat, 1859 (Cerambycinae, Heteropsini) (Napp & Martins, 1995);

26. Chrysoprasis concolor Redtenbacher, 1867 (Cerambycinae, Heteropsini) (Napp & Martins, 1997);

27. Chrysoprasis nitidisternis Zajciw, 1960 (Cerambycinae, Heteropsini) (Napp & Martins, 1998);

28. Chrysoprasis reticulicollis Zajciw, 1958 (Cerambycinae, Heteropsini) (Napp & Martins, 1998);

29. Chrysoprasis ritcheri Gounelle, 1913 (Cerambycinae, Heteropsini) (Napp & Martins, 1998);

30. Chrysoprasis variabilis Zajciw, 1958 (Cerambycinae, Heteropsini) (Zajciw, 1965);

31. Coleoxestia waterhousei (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Cerambycini) (Gounelle, 1909);

32. Compsosoma nubilum Gounelle, 1908 (Cerambycinae, Compsosomatini) (Nascimento & Bravo, 2014);

33. Cosmisoma brullei (Mulsant, 1863) (Cerambycinae, Rhopalophorini) (Zajciw, 1962);

34. Criodion cinereum (Olivier, 1795) (Cerambycinae, Cerambycini) (Rocha, 1954);

35. Criodion torticolle Bates, 1870 (Cerambycinae, Cerambycini) (Martins & Monné, 2005);

36. Ctenoscelis coeus (Perty, 1832) (Prioninae, Callipogonini) (Rocha, 1954);

37. Cycnidolon obliquum Martins, 1969 (Cerambycinae, Neoibidionini) (Nascimento & Bravo, 2014);

38. Dadoychus mucuim Galileo & Martins, 1998 (Lamiinae, Hemilophini) (Galileo & Martins, 1998);

39. Desmiphora (Desmiphora) cirrosa Erichson, 1847 (Lamiinae, Desmiphorini) (Martins & Galileo, 2013);

40. Desmiphora (Desmiphora) cucullata Thomson, 1868 (Lamiinae, Desmiphorini) (Zajciw, 1966);

41. Desmiphora (Desmiphora) hirticollis (Olivier, 1795) (Lamiinae, Desmiphorini (Rocha, 1954);

42. Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790) (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

43. Dorcasta implicata Melzer, 1934 (Lamiinae, Apomecynini) (Breuning, 1971);

44. Dryoctenes scrupulosus (Germar, 1824) (Lamiinae, Acanthoderini) (Rocha, 1954);

45. Eburia sordida Burmeister, 1865 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

46. Eburodacrys crassimana Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Rocha, 1954);

47. Eburodacrys longilineata White, 1853 (Cerambycinae, Eburiini) (Rocha, 1954);

48. Eburodacrys rhabdota Martins, 1967 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

49. Eburodacrys seabrai Zajciw, 1958 (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b);

50. Eburodacrys sexmaculata (Olivier, 1790) (Cerambycinae, Eburiini) (Rocha, 1954);

51. Eburodacrys sulfurifera Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Eburiini) (Gounelle, 1909);

52. Eburodacrystola pickeli (Melzer, 1928) (Cerambycinae, Eburiini) (Melzer, 1928);

53. Ectenessa guttigera (Lucas, 1857) (Cerambycinae, Ectenessini) (Zajciw, 1961);

54. Ectenessa quadriguttata (Cerambycinae, Ectenessini) (Nascimento & Bravo, 2014);

55. Enoplocerus armillatus (Linnaeus, 1767) (Prioninae, Callipogonini) (Rocha, 1954);

56. Estola nigropunctata Breuning, 1940 (Lamiinae, Desmiphorini) (Breuning, 1974);

57. Estolomimus marmoratus Breuning, 1940 (Lamiinae, Desmiphorini) (Breuning, 1940);

58. Eutrypanus dorsalis (Germar, 1824) (Lamiinae, Acanthocinini) (Nascimento & Bravo, 2014);

59. Gibbestola flavescens Breuning, 1940 (Lamiinae, Desmiphorini) (Monné, 1994);

60. Gisostola nordestina Galileo & Martins, 1987 (Lamiinae, Desmiphorini) (Galileo & Martins, 1987);

61. Gnomibidion digrammum (Bates, 1870) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins, 1968);

62. Gnomibidion fulvipes (Thomson, 1865) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Zajciw, 1966);

63. Hexoplon cearense Martins & Galileo, 1999 (Cerambycinae, Hexoplini) (Martins & Galileo, 1999);

64. Hippopsis pertusa Galileo & Martins 1988 (Lamiinae, Agapanthiini) (Martins & Galileo, 2007);

65. Hypselomus cristatus Perty, 1832 (Lamiinae, Onciderini) (Rocha, 1954);

66. Juiaparus batus batus (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Cerambycini) (Zajciw, 1966);

67. Juiaparus mexicanus (Thomson, 1861) (Cerambycinae, Cerambycini) (Rocha, 1954);

68. Jupoata rufipennis (Gory, 1831) (Cerambycinae, Cerambycini) [Zajciw, 1966 – como Brasilianus plicatus (Olivier, 1790)];

69. Lathusia ferruginea (Bruch, 1908) (Cerambycinae, Rhopalophorini) (Marques & Napp, 1997);

70. Laticranium mandibulare Lane, 1959 (Lamiinae, Laticraniini) (Zajciw, 1968a);

71. Lochmaeocles fasciatus (Lucas, 1859) (Lamiinae, Onciderini) (Rocha, 1954);

72. Lochmaeocles obliquatus Dillon & Dillon, 1946 (Lamiinae, Onciderini) (Zajciw, 1966);

73. Macrodontia cervicornis (Linnaeus, 1758) (Prioninae, Macrodontiini) (Zajciw, 1966);

74. Mallocera umbrosa Gounelle, 1909 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins, 2005);

75. Mallodon spinibarbe (Linnaeus, 1758) (Prioninae, Macrotomini) (Melzer, 1919);

76. Megacyllene falsa (Chevrolat, 1862) (Cerambycinae, Clytini) (Nascimento & Bravo, 2014);

77. Megaderus stigma (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

78. Metopocoilus corumbaensis Lane, 1956 (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954 – como M. rojasi Sallé, 1853);

79. Mionochroma vittatum (Fabricius, 1775) (Cerambycinae, Callichromatini) (Rocha,1954);

80. Nealcidion bicristatum (Bates, 1863) (Lamiinae, Acanthocinini) (Zajciw, 1966);

81. Neoclytus rufus (Olivier, 1795) (Cerambycinae, Clytini) (Zajciw, 1965);

82. Neocorus ibidionoides (Audinet-Serville, 1834) (Cerambycinae, Neocorini) (Nascimento & Bravo, 2014);

83. Nephalius cassus Newman, 1841 (Cerambycinae, Elaphidiini) (Nascimento & Bravo, 2014);

84. Odontocera fasciata (Olivier, 1795) (Cerambycinae, Rhinotragini) (Rocha, 1954);

85. Oedopeza ocellator (Fabricius, 1801) (Lamiinae, Acanthocinini) (Rocha, 1954);

86. Oncideres dejeanii Thomson, 1868 (Lamiinae, Onciderini) (Zajciw, 1966);

87. Oncideres gutturator (Fabricius, 1775) (Lamiinae, Onciderini) (Zajciw, 1966);

88. Oncideres limpida Bates, 1865 (Lamiinae, Onciderini) (Dillon & Dillon, 1946);

89. Oncideres ulcerosa (Germar, 1824) (Lamiinae, Onciderini) (Zajciw, 1966);

90. Onychocerus crassus (Voet, 1778) (Lamiinae, Anisocerini) (Zajciw, 1966);

91. Onychocerus albitarsis Pascoe, 1859 (Lamiinae, Anisocerini) (Nascimento & Bravo, 2014);

92. Oreodera quinquetuberculata (Drapiez, 1820) (Lamiinae, Acanthoderini) (Nascimento & Bravo, 2014);

93. Orthomegas cinnamomeus (Linnaeus, 1758) (Prioninae, Callipogonini) (Zajciw, 1966);

94. Orthomegas similis Gahan, 1894 (Prioninae, Callipogonini) (Rocha, 1954);

95. Oxymerus aculeatus Dupont, 1838 (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

96. Oxymerus basalis (Dalman, 1823) (Cerambycinae, Trachyderini) (Hüdepohl, 1979);

97. Paranyssicus conspicillatus (Erichson, 1847) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Martins & Galileo, 2013);

98. Phaula thomsonii Lacordaire, 1872 (Lamiinae, Aerenicini) (Rocha, 1954);

99. Plocaederus confusus Martins & Monné, 2002 (Cerambycinae, Cerambycini) (Martins & Monné, 2002);

100. Plocaederus fragosoi Martins & Monné, 2002 (Cerambycinae, Cerambycini) (Nascimento & Bravo, 2014);

101. Psapharochrus brunnescens (Zajciw, 1963) (Lamiinae, Acanthoderini (Zajciw, 1963b);

102. Psapharochrus jaspideus (Germar, 1824) (Lamiinae, Acanthoderini) (Rocha, 1954);

103. Psapharochrus nigricans (Lameere, 1884) (Lamiinae, Acanthoderini) (Rocha, 1954);

104. Psygmatocerus wagleri Perty, 1828 (Cerambycinae, Torneutini) (Rocha, 1954);

105. Ptericoptus dorsalis Audinet-Serville, 1835 (Lamiinae, Apomecynini) (Galileo & Martins, 2003);

106. Pteroplius acuminatus Audinet-Serville, 1835 (Lamiinae, Pteropliini) (Rocha, 1954);

107. Recchia abauna Martins & Galileo, 1998 (Lamiinae, Aerenicini) (Martins & Galileo, 1998);

108. Retrachydes thoracicus (Olivier, 1790) (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

109. Rhopalophora collaris (Germar, 1824) (Cerambycinae, Rhopalophorini) (Rocha, 1954);

110. Rhopalophora occipitalis Chevrolat, 1859 (Cerambycinae, Rhopalophorini) (Zajciw, 1968a);

111. Sphallotrichusbidens (Fabricius, 1801) (Cerambycinae, Cerambycini) (Zajciw, 1966);

112. Steirastoma stellio Pascoe, 1866 (Lamiinae, Acanthoderini) (Zajciw, 1966);

113. Stenoidion corallinum chapadense (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Neoibidionini) (Martins, 1970);

114. Stizocera meinerti (Aurivillius, 1900) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Zajciw, 1966);

115. Stizocera plicicollis (Germar, 1824) (Cerambycinae, Elaphidiini) (Rocha, 1954);

116. Susuacanga octoguttata (Germar, 1821) (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 2000);

117. Tobipuranga auripes (Bates, 1870) (Cerambycinae, Heteropsini) (Zajciw, 1966);

118. Torneutes pallidipennis Reich, 1837 (Cerambycinae, Torneutini) (Zajciw, 1965);

119. Trachyderes bilineatus (Olivier, 1795) (Cerambycinae, Trachyderini) (Zajciw, 1966);

120. Trachyderes s. succinctus (Linnaeus, 1758) (Cerambycinae, Trachyderini) (Rocha, 1954);

121. Trestonia ceara Dillon & Dillon, 1946 (Lamiinae, Onciderini) (Dillon & Dillon, 1946);

122. Trestonia frontalis (Erichson, 1847) (Lamiinae, Onciderini) (Nascimento & Bravo, 2014);

123. Trichohippopsis rufula Breuning, 1958 (Lamiinae, Agapanthiini) (Martins & Galileo, 2013);

124. Tucales franciscus (Thomson, 1857) (Lamiinae, Compsosomatini) (Nascimento & Bravo, 2014);

125. Uncieburia nigricans (Gounelle, 1909) (Cerambycinae, Eburiini) (Martins, 1997b).

126.Xenambyx lansbergei (Thomson, 1865) (Cerambycinae, Torneutini) (Nascimento & Bravo, 2014).

Exclusão de registros. Hippopsis lemniscata lemniscata (Fabricius, 1801), citada para o Ceará por Rocha (1954) e Silva (1967) é formalmente excluída da fauna desse estado brasileiro. Atualmente essa espécie está registrada para os Estados Unidos, México, Guatemala, Honduras e Nicarágua (Monné, 2014b) e, sem dúvida, foi confundida por Rocha (1954) com outra espécie do gênero.

Oncideres saga (Dalman, 1823) foi citada para o Ceará por Silva (1967), baseado no registro estabelecido por Rocha (1954). No entanto, Rocha (1954) apenas registrou: "O. sp. aff. saga Dalm.". Dessa forma, excluímos o registro dessa espécie para o Ceará.

Novos registros. Todo o material estudado procede de Ubajara (Parque Nacional de Ubajara, Cachoeira do Cafundó, 03º50’13"S, 40º54’35"W). Esse material, na quase totalidade está depositado na coleção da UEMA. Uma pequena parte do material foi retida para a coleção MZSP.

CERAMBYCINAE

127. Anama limpida Martins, 2005 (Elaphidiini). Material examinado: ♀, 16-31.XII.2012, F. L. Oliveira & J. S. Pinto col., armadilha suspensa.

Descrita do Brasil (Amazonas, Mato Grosso). Atualmente registrada para o Panamá, Guiana Francesa e Brasil (Amazonas e Mato Grosso) (Bezark & Monné, 2013; Monné, 2014a).

128. Stizocera armata Audinet-Serville, 1834 (Elaphidiini). Material examinado: ♀, 12-15.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (sem localidade precisa).

Registrada para a Bolívia, Brasil (Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná ao Rio Grande do Sul) e Argentina (Martins, 2005; Monné, 2014a).

129. Chrysoprasis nymphula Bates, 1870 (Heteropsini). Material examinado: ♂, 12-15.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Junior col.; 2♂, 1-14.II.2013, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil meridional. Atualmente registrada para o Brasil (Goiás, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) Argentina e Uruguai (Monné, 2014a).

130. Hexoplon juno Thomson, 1865 (Hexoplini). Material examinado: ♂, 12-15.I.2013, T. M. A. Lima, F. L. Oliveira & J. S. Pinto Jr. col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (sem localidade determinada). Atualmente registrada para o Peru, Bolívia, Brasil (Goiás, Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná), Paraguai e Argentina (Martins, 2006; Monné, 2014a).

131. Tropidion rusticum (Gounelle, 1909) (Neoibidionini). Material examinado: ♂, 1-14.II.2013, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil (Goiás). Atualmente registrada para a Bolívia, Brasil (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo) e Paraguai (Monné, 2014a).

SYDACINI Martins, trib. nov.

Gênero-tipo: Sydax Lacordaire, 1869.

Martins (1997a) registrou: "Com base nesses caracteres encontradiços em Oemini, transferi (l. c.) provisoriamente, Sydax para essa tribo, mas ao estudála mais aprofundadamente, junto com as outras tribos sul-americanas de Cerambycinae, constato que essa transferência não foi correta. Sydax não se enquadra em Oemini principalmente pelas cavidades coxais anteriores completamente fechadas lateralmente, pelo escapo e antenômero III sem asperezas, pelo acentuado dimorfismo sexual no antenômero III e pelos élitros sem microescultura, com pelos organizados em fileiras longitudinais. Também não me foi possível enquadrar Sydax em outra das tribos como redefinidas nesta obra, portanto, deve ser criada uma tribo nova para incorporá-lo". Martins (1997a) não nomeou formalmente a tribo e, portanto, Sydacini não tem valor nomenclatural em Martins (1997a).

Martins (2003a), equivocadamente, atribuiu Sydacini a Martins (1997a). Com isso, não foi estabelecido o status de "tribo nova" para Sydacini. Assim, de acordo com o artigo 16.1 do ICZN (1999), Sydacini não tem valor nomenclatural em Martins (2003).

Monné (2005) considerou Sydacini como válida em Martins (2003a), mas Monné (2014a), seguindo os argumentos de Bousquet et al. (2009) e Bouchard et al. (2011), suprimiu essa tribo do seu catálogo.

Bousquet et al. (2009) comentou, corretamente: "Sydacini Martins, 2003a: 204, 205 (based on Sydax Lacordaire, 1868). Nomen nudum. Comment. This name is unavailable under Article 16.1 (not explicitly indicated as intentionally new). This taxon, which included a single genus, Sydax Lacordaire, 1868, was described in Martins (1997a:8-9) but not named. It was named in Martins (2003a:204, 205) but not indicated as intentionally new, a requirement of availability after 1999".

Da mesma forma, Bouchard et al. (2011), concordando com Bousquet et. al. (2009), registraram: "Sydacini Martins, 2003a:204 [stem: Sydac-]. Type genus: Sydax Lacordaire, 1868. Comment: name unavailable (Art. 16.1): name not indicated as intentionally new; this taxon was originally described by Martins (1997a:8-9) but not named".

Sydacini é presentemente validada seguindo os critérios do ICZN (1999). De acordo com Martins (2003a), "Os caracteres que definem Sydacini são mencionados para Sydax". A nova tribo difere de Ibidionini pela lígula sem emarginação na borda anterior, palpos maxilares com o dobro do comprimento dos labiais com artículo II muito alongado, gálea cilíndrica e não-espatuliforme no ápice, lacínia reduzida em comprimento, pro- e mesocoxas salientes e contíguas (processos pro- e mesosternal ausentes ou muito reduzidos), styli da genitália feminina laterais e anteapicais (Martins, 2003a). Difere de Oemini pelos tubérculos anteníferos situados sobre uma elevação transversal, pela ausência de micropelos entre os omatídios, pela lacínia larga, pela gálea desenvolvida, com abundantes pelos apicais, pelo mento trapezoidal, pelos palpos inseridos junto da borda anterior do mento, pelo protórax muito longo, sensivelmente mais longo do que largo, pela genitália dos machos com parâmeros muito longos e providos de pelos apicais muito compridos, pelo ápice do lobo-médio com a parte dorsal emarginada, pelas cavidades procoxais não angulosas lateralmente, pelo antenômero III sem asperezas e engrossado nas antenas dos machos e pelos élitros sem microescultura e com pelos longos organizados em fileiras longitudinais (Martins, 2003a).

133. Sydax stramineus Lacordaire, 1869 (Sydacini, trib. nov.). Material examinado: ♀, 1-14.II.2013, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita do Brasil, sem localidade determinada. Atualmente registrada para a Colômbia, Bolívia, Brasil (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul), Paraguai e Argentina (Di Iorio, 2004; Monné, 2014a).

134. Pseudoeriphus fulvicollis (Fabricius, 1793) (Trachyderini). Material examinado: ♀, 20-22.VII.2012, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., varredura.

Descrita do Suriname. Atualmente registrada para o Equador, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Brasil (Pará, Rondônia, Mato Grosso) (Monné, 2014a).

LAMIINAE

135. Aerenea brunnea Thomson, 1868 (Aerenicini). Material examinado: ♂, 13-17.XI.2012, F. L. Oliveira & D. W. A. Marques col., armadilha Malaise.

Descrita do Brasil, sem localidade determinada. Registrada para a Costa Rica, Panamá, Trinidad & Tobago, Colômbia, Peru, Venezuela, Bolívia, Suriname, Guiana Francesa, Brasil (Pará, Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul), Paraguai e Argentina (Breuning, 1980; Monné, 1980; Monné, 2014b).

136. Hippopsis pubiventris Galileo & Martins, 1988 (Agapanthiini). Material examinado: ♀, 15-22.II.2013, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa; Povoado São Raimundo (zona rural), 1 ♀, 23.VI.2010, L. L. Reis col.

Descrita do Peru e Brasil (Acre, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina). Atualmente registrada também para a Bolívia (Bezark & Monné, 2013).

137. Cuicirama fasciata (Bates, 1866) (Hemilophini). Material examinado: ♀, 22-24.IV.2012, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., rede entomológica.

Descrita do Brasil (Amazonas) e atualmente registrada também para os estados brasileiros do Pará, Mato Grosso, Goiás e São Paulo (Monné, 2014b).

138. Polyrhaphis argentina Lane, 1978 (Polyrhaphidini). Material examinado: ♀, 21-24.IV.2012, J. A. Rafael & F. L. Oliveira col., armadilha luminosa.

Descrita da Bolívia, Argentina e Paraguai. Atualmente registrada também para o Peru e Brasil (São Paulo) (Monné, 2014b).

Agradecimentos. A todos os envolvidos nas coletas, que resultou neste trabalho.

Recebido em 3 de julho de 2014.

Aceito em 17 de setembro de 2014.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    13 Nov 2014
  • Data do Fascículo
    Set 2014

Histórico

  • Aceito
    17 Set 2014
  • Recebido
    03 Jul 2014
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