Este estudo apresenta o círculo de cultura física desenvolvido com mulheres em uma realidade local, buscando compreender como suas experiências são atravessadas por raça/etnia, gênero e classe social, bem como as dificuldades que encontram no acesso à cultura física. O problema que orienta a pesquisa consiste em entender de que modo o círculo de cultura física pode promover práticas decoloniais que contribuam para o empoderamento dessas mulheres. O projeto foi realizado entre março e outubro de 2024, em um centro esportivo de Maringá-PR e contou com a participação ativa de 14 mulheres. Quatro etapas orientaram o processo teórico-metodológico: a) leitura empírica e contextual; b) tematização/sensibilização; c) experimentação/problematização; d) ação dialógica criadora. Os dados foram registrados em diário de campo, fotografias e vídeos, e analisados a partir de quatro eixos: a) Quem são essas mulheres?; b) Mulheres e espiritualidade; c) O que aproxima e afasta mulheres da cultura física?; d) O que elas esperam do poder público? O projeto evidenciou a diversidade no ‘ser mulher’ e os condicionantes estruturais que dificultam o acesso à cultura física, revelando também o engajamento das participantes no cuidado de si e na reivindicação por políticas públicas qualificadas. O círculo de cultura física mostrou-se potente para fomentar autonomia, consciência crítica e empoderamento, além de oferecer subsídios para sua replicação situada em outros contextos com vistas ao enfrentamento da colonialidade.
Palavras-chave:
Círculo de cultura física; Corpos; Mulheres; Decolonialidade.
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Source: the authors.
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Legend: 1 I identify as a woman; 2 I identify as white; 3 I feel romantic, sexual, and affective attraction to men; 4 I identify with the sex assigned at birth; 5 I am under 50 years old; 6 I feel young; 7 I feel capable/able to do things; 8 I feel attractive; 9 I am middle or upper-middle class; 10 I identify with/am aligned with the Christian religion (e.g., Catholic; Protestant; Adventist; Pentecostal). The questions associated with situations of oppression were: 11 I do not identify as a woman; 12 (a) I identify as black (black or brown); 12 (b) I identify as Asian; 12 (c) I identify as Indigenous; 13 I feel romantic and affective attraction to people other than men; 14 I do not identify with the sex assigned at birth; 15 I am over 50 years old; 16 I do not feel young; 17 I do not feel capable/able to do things; 18 I do not feel attractive; 19 I am from a poor/working class background; 20 (a) I identify with/am drawn to Afro-Brazilian religions (e.g., Candomblé, Umbanda), Spiritism, Buddhism, or another; 20 (b) I have no religion.Source: the authors.
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