O objetivo deste artigo é debater algumas reflexões sobre as implicações de pesquisar e colaborar a partir de uma perspectiva interseccional. Primeiro, apresentamos as inflexões, polêmicas e apropriações que caracterizam a virada interseccional e que, em relação às nossas experiências, permitem-nos traçar um posicionamento para trabalhar com mulheres indígenas. Em segundo lugar, voltamos a duas situações que ocorreram no contexto do nosso trabalho de investigação e colaboração com duas organizações na Argentina – o Warmis de Nazareno e o Movimento de Mulheres Indígenas e Diversidades para o Bem Viver – para apontar como estas situações desafiaram o sentido de nossas práticas. Em terceiro lugar, à guisa de conclusão, oferecemos algumas ideias sobre a articulação entre academia comprometida e interseccionalidade que, em contextos de trabalho com mulheres indígenas, situa a reflexividade como instância fundamental do ponto de vista metodológico, político e ético.
Palavras-chave
investigação; colaboração; interseccionalidade; reflexividade; mulheres indígenas