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Distribuição geográfica do complexo cortelezzii (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) no Brasil

Geographical distribution of the cortelezzii (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) complex in Brazil

Resumos

Existem aproximadamente 500 espécies de flebotomíneos nas Américas, sendo 30 delas vetores de leishmanioses. Evandromyia cortelezzii (Brèthes), E. sallesi (Galvão & Coutinho) e E. corumbaensis (Galati et al) formam o complexo cortelezzii. Essas espécies são semelhantes morfologicamente e muitas vezes confundidas, gerando erros em sua identificação específica. Devido à importância epidemiológica recentemente atribuída a esse complexo, foi realizado estudo detalhado a fim de corrigir as impropriedades cometidas durante a identificação específica das mesmas e atualizar sua distribuição geográfica. Evandromyia corumbaensis tem distribuição regional, enquanto as demais estão amplamente distribuídas pelo território brasileiro.

Leishmaniose; Evandromyia cortelezzii; Evandromyia corumbaensis; Evandromyia sallesi


There are nearly 500 species of sandflies in Americas, 30 of which are vectors of leishmaniasis. Evandromyia cortelezzii (Brèthes), E. sallesi (Galvão & Coutinho) and E. corumbaensis (Galati et al) comprise the cortelezzii complex. These species are morphologically similar and many times misidentified. Due to the epidemiological importance recently attributed to this complex, a detailed study was carried out in order to correct wrongful information due to their misidentification, and update their geographical distribution. Evandromyia corumbaensis was found to have a regional distribution, while the other two species are widely distributed in the Brazilian territory.

Leishmaniasis; Evandromyia cortelezzii; Evandromyia corumbaensis; Evandromyia salles


SCIENTIFIC NOTE

Gustavo M L CarvalhoI; Reginaldo P BrazilII; Alda L FalcãoI; José D Andrade FilhoI

ICentro de Referência Nacional e Internacional para Flebotomíneos, Lab. de Leishmanioses, Centro de Pesquisas René Rachou, Av. Augusto de Lima 1715, Barro Preto, 30190-002, Belo Horizonte, MG; jandrade@cpqrr.fiocruz.br

IILab. de Bioquímica e Fisiologia de Insetos, Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Av. Brasil, 4365, Rio de Janeiro, RJ, rpbrazil@ioc.fiocruz.br

RESUMO

Existem aproximadamente 500 espécies de flebotomíneos nas Américas, sendo 30 delas vetores de leishmanioses. Evandromyia cortelezzii (Brèthes), E. sallesi (Galvão & Coutinho) e E. corumbaensis (Galati et al) formam o complexo cortelezzii. Essas espécies são semelhantes morfologicamente e muitas vezes confundidas, gerando erros em sua identificação específica. Devido à importância epidemiológica recentemente atribuída a esse complexo, foi realizado estudo detalhado a fim de corrigir as impropriedades cometidas durante a identificação específica das mesmas e atualizar sua distribuição geográfica. Evandromyia corumbaensis tem distribuição regional, enquanto as demais estão amplamente distribuídas pelo território brasileiro.

Palavras-chave: Leishmaniose, Evandromyia cortelezzii, Evandromyia corumbaensis, Evandromyia sallesi

ABSTRACT

There are nearly 500 species of sandflies in Americas, 30 of which are vectors of leishmaniasis. Evandromyia cortelezzii (Brèthes), E. sallesi (Galvão & Coutinho) and E. corumbaensis (Galati et al) comprise the cortelezzii complex. These species are morphologically similar and many times misidentified. Due to the epidemiological importance recently attributed to this complex, a detailed study was carried out in order to correct wrongful information due to their misidentification, and update their geographical distribution. Evandromyia corumbaensis was found to have a regional distribution, while the other two species are widely distributed in the Brazilian territory.

Key words: Leishmaniasis, Evandromyia cortelezzii, Evandromyia corumbaensis, Evandromyia salles

Algumas espécies de flebotomíneos possuem capacidade vetorial, podendo transmitir o agente etiológico de doenças virais, bacterianas e causadas por protozoários. Nestas últimas estão incluídas as leishmanioses, que atingem aproximadamente 12 milhões de pessoas em várias regiões do mundo, principalmente no Brasil (WHO 2003).

Evandromyia cortelezzii (Brèthes), E. sallesi (Galvão & Coutinho) e E. corumbaensis (Galati et al) formam o complexo cortelezzii (Galati et al 1989), espécies muitas vezes confundidas, gerando erros em suas identificações.

Os machos de E. corumbaensis diferenciam-se por apresentarem maior número de cerdas no tufo do basistilo e os dutos ejaculadores mais longos. E. sallesi apresenta a região dorsal do parâmero linear, sem concavidades, dando ao mesmo aspecto mais largo e robusto do que aquele de E. cortelezzii, o qual apresenta região dorsal mais côncava, resultando em parâmero mais estreito. Apenas a fêmea de E. corumbaensis pode ser separada das demais, devido aos dutos individuais mais longos e mais finos que nas outras espécies.

Segundo Young & Duncan (1994), E. corumbaensis teria distribuição geográfica restrita, ocorrendo apenas no Mato Grosso do Sul. E. cortelezzii seria restrita a Argentina e Uruguai, enquanto E. sallesi seria largamente distribuída pelo território nacional e por alguns países sul americanos. Essa distribuição geográfica é basicamente a mesma dada por Martins et al (1978), apresentada antes da descrição de E. corumbaensis.

Devido à dificuldade de identificação das espécies desse complexo, tornou-se rotineiro, com raras exceções (Rangel et al 1990), utilizar a distribuição geográfica para a identificação das mesmas. Dessa forma, os exemplares provenientes de estados brasileiros eram identificados como E. sallesi, excetuando-se aqueles oriundos de Mato Grosso do Sul, que eram identificados como E. corumbaensis. Os exemplares da Argentina, em sua maioria, eram determinados como E. cortelezzii, sendo que nesse país, já foi registrada também a presença de E. sallesi.

Devido à importância epidemiológica recentemente atribuída a E. cortelezzii e E. sallesi, encontradas infectadas naturalmente com Leishmania em Minas Gerais (Carvalho et al 2008, Saraiva et al 2009) e as dúvidas quanto à correta distribuição geográfica das espécies desse complexo, fez-se um estudo detalhado de E. cortelezzii, E. corumbaensis e E. sallesi, baseado na análise morfológica de exemplares provenientes de diversas localidades do Brasil, depositados na Coleção de Flebotomíneos do CRNIF/LALEI/CPqRR, além de minuciosa revisão da literatura, todavia nesses casos, sem examinar o material.

A identificação dos flebotomíneos foi realizada utilizando-se as informações de Galati et al (1989). No caso de fêmeas de E. cortelezzii e E. sallesi, morfologicamente indistintas, a identificação foi realizada em associação com os machos provenientes da mesma coleta.

Segue abaixo a distribuição geográfica por estado e respectivos municípios quando baseada nos exemplares examinados por nós e apenas por estado quando referida por outros autores.

Evandromyia cortelezzii

Localidade-tipo: La Plata, Argentina

Acre: Rio Branco; Tocantins: Porto Nacional; Bahia: Carvalho et al (2005); Ceará: Maranguape; Maranhão: Rebêlo et al (1999); Goiás: Cabeceiras, Itumbiara, Rianópolis, Sítio D'abadia; Mato Grosso: Missawa & Maciel (2007), Miranda; Mato Grosso do Sul: Oliveira et al (2003); Espírito Santo: Aracruz; Minas Gerais: Andrade Filho et al (2008), Carvalho et al (2008), Gomes et al (1978); Galati et al (1989), Acaiaca, Alfenas, Bambuí, Barra Longa, Belo Horizonte, Caeté, Caratinga, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Felício dos Santos, Itambacuri, Itanhomi, Itapecerica, Jaboticatuba, Januária, Lagoa Santa, Matias Barbosa, Moema, Monte Carmelo, Oliveira, Paracatu, Passabém, Patos de Minas, Peçanha, Pocrane, Presidente Olegário, Rio Casca, Santo Antônio do Amparo, Taquaraçu, Tarumirim, Unaí, Vazante; Rio de Janeiro: Pita-Pereira et al (2005), Laje do Muriaé, Petrópolis; São Paulo: Galati et al (1989), Gomes et al (1978), Mayo et al (1998), Sucen (2009); Paraná: Dias-Sversutti et al (2007), Teodoro et al (1998, 1999, 2003, 2004, 2006a, 2006b), Borrasópolis, Cianorte, Floresta, Guairá, Reserva, Tumeira; Rio Grande do Sul: Andrade Filho et al (2007).

Evandromyia corumbaensis

Localidade-tipo: Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil

Goiás: Anápolis, Rianápolis; Mato Grosso: Missawa & Dias (2007); Mato Grosso do Sul: Galati et al (1989, 1997, 2003, 2006), Oliveira et al (2003), Camapuã.

Evandromyia sallesi

Localidade-tipo: Araçatuba, São Paulo, Brasil

Tocantins: Andrade Filho et al (1998); Sergipe: município ignorado; Rio Grande do Norte: Ximenes et al (1999); Goiás: Amaro Leite, Anápolis, Ceres, Maurilândia, Rianópolis; Mato Grosso: Missawa & Dias (2007); Mato Grosso do Sul: Galati et al (1997, 2006), Camapuã; Minas Gerais: Barata et al (2005), Dias et al (2007), Gontijo et al (2002), Lemos & Lima (2005), Loiola et al (2007), Monteiro et al (2005), Saraiva et al (2008), Souza et al (2004), Arinos, Bocaiúva, Buenópolis, Buritizeiro, Cássia, Conceição de Ipanema, Corinto, Diamantina, Espinosa, Felixlândia, Janaúba, Januária, Monte Azul, Monte Verde, Pirapora, Pratápolis, Rio Casca, Tupaciguara, Uberaba, Várzea da Palma; Rio de Janeiro: Afonso et al (2007), Souza et al (2003); São Paulo: Galati et al (1989).

As três espécies ocorrem em todos os estados da Região Centro-Oeste, sendo somente E. corumbaensis restrita a essa região. A espécie desse complexo que apresenta maior distribuição pelo território nacional é E. cortelezzii, demonstrando sua omissão das listas de espécies de vários estados em detrimento de E. sallesi, que apresenta distribuição mais restrita que aquela citada na literatura científica. Em Minas Gerais, E. cortelezzii e E. sallesi são encontradas em vários municípios, não havendo um padrão distinto de distribuição. O mesmo pode ocorrer no Nordeste do país, onde ambas foram encontradas, entretanto, pouco material dessa região foi analisado. Nos estados do Sul apenas a primeira espécie é encontrada. Ambas as espécies foram encontradas em simpatria em Minas Gerais (Januária e Rio Casca), Tocantins (Porto Nacional) e Rio de Janeiro, todavia, não podemos informar qual a verdadeira identidade das espécies desse complexo que ocorrem neste último estado. E. sallesi foi descrita de Araçatuba, estado de São Paulo, entretanto, a maioria dos registros para esse estado é de E. cortelezzii (Camargo-Neves et al 2002).

Espera-se que com esse trabalho a atenção devida seja tomada com relação à identificação específica desse complexo de espécies e que seja utilizada sua morfologia e não a distribuição geográfica como praticada em diversos trabalhos.

Received 30/VII/08.

Accepted 21/V/09.

Editado por Eunice Galati - FSP/USP

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  • Distribuição geográfica do complexo cortelezzii (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) no Brasil

    Geographical distribution of the cortelezzii (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) complex in Brazil
  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      14 Jan 2010
    • Data do Fascículo
      Dez 2009

    Histórico

    • Aceito
      21 Maio 2009
    • Recebido
      30 Jul 2008
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