Morphological analysis and description of the ovaries of female silky sharks, Carcharhinus falciformis (Müller & Henle, 1839)

Mariana G. Rêgo Fábio H. V. Hazin Joaquim Evêncio Neto P. G. V. Oliveira Maria Goretti Soares Keilla Regina L. S. Torres Fernanda O. Lana Pollyana C. G. Roque Natália L. Santos Rui Coelho Sobre os autores

Este trabalho tem como objetivo estudar o trato reprodutivo feminino de tubarões lombo preto, Carcharhinus falciformis, capturados no Atlântico Sul e Equatorial. As amostras foram coletadas entre janeiro de 2008 e março de 2010, através das embarcações da frota atuneira, que tem como pesca alvo o atum e espadarte, com um total de 17 fêmeas coletadas. A metodologia seguida para analisar os ovários das fêmeas incluiu a análise macroscópica e histológica. Macroscopicamente, foi possível determinar que o ovário destes tubarões, é suspenso por mesentério na seção anterior da cavidade do corpo, muito irrigada por vasos sanguíneos, contendo uma vasta gama de ovócitos. Os ovários foram encontrados em três diferentes estágios de maturação: estádio I (imaturo), estágio II (maturação) e fase III (Maturo). Ovários imaturos foram pequenos, com largura variando de 1,0 a 3,1 centímetros, e tinham uma estrutura gelatinosa ou granulosa interna; ovários em maturação foram ligeiramente maiores, variando de largura entre 5,2 e 6,0 cm; ovários maduros variaram de largura entre 6,5 e 7,8 cm, possuíam uma forma mais arredondada e a presença de ovócitos grandes e bem desenvolvidos. Ao exame microscópico, foi possível observar que os ovários foram cobertos com tecido epitelial simples durante os estágios iniciais de desenvolvimento, e um epitélio cúbico simples na fase final de maturação. Durante os estágios iniciais de maturação, o órgão epigonal não foi diferenciado do ovário. Em espécimes maduros, o ovário mostrou um epitélio cúbico simples, e só abaixo deste epitélio havia uma camada de tecido conjuntivo denso e músculo com a presença de ovócitos vitelogênicos e células de gordura. Também foi evidenciada uma membrana fina juntando os ovócitos. Finalmente, foi possível distinguir uma zona pelúcida, separando os ovócitos da parede do folículo e uma lâmina basal entre as camadas granular e da camada teca.


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