Estudo comparativo sobre a perspectiva de futuro dos estudantes de escolas públicas e privadas

Estudio comparativo sobre las perspectivas de futuro de los estudiantes de escuelas públicas y privadas

Comparative study on the perspective on the future of public and private schools students

Isabel Cristina Vasconcelos de Oliveira Ana Alayde Werba Saldanha Sobre os autores

Resumos

A perspectiva de futuro, que é um tema recorrente entre os jovens, foi objeto de estudo desta investigação cujo objetivo foi comparar as expectativas dos estudantes das escolas públicas e privadas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório com 296 estudantes do ensino fundamental e médio de ambas as instituições, para responderem à Escala "Como você vê seu futuro" e escreverem discursivamente como imaginam o futuro deles, analisados por meio de testes de hipóteses e procedimentos de categorização. Observou-se que os estudantes diferem em poucos itens (como ingressar em uma universidade ou confiar nos dirigentes do país), ao passo que se assemelham na maioria (como conclusão dos estudos e conseguir emprego que trouxesse qualidade de vida), dados estes também encontrados na questão discursiva. Conclui-se, dessa forma, que os estudantes de escolas públicas e privadas diferem em poucas questões e possuem aspirações similares quanto à forma como idealizam seu futuro.

aspirações educacionais; interesses profissionais; estudantes; estudo qualitativo; medidas estatísticas


La perspectiva de futuro que es un tema recurrente de los jóvenes fue objeto de estudio de esta investigación, cuyo objetivo era comparar las expectativas de los estudiantes de instituciones públicas y privadas en João Pessoa/PB/Brasil. Así, un estudio exploratorio fue realizado con 296 estudiantes de primaria y secundaria de ambas instituciones para cumplir con la encuesta "¿Cómo ve a su futuro" y escribir como imaginaba el mismo. Datos fueron analizados mediante pruebas de comparación de medias y de los procedimientos para la clasificación. Se observó que los estudiantes difieren en algunos temas, mientras que la mayoría son similares (tales como la conclusión de los estudios y conseguir un trabajo que traiga calidad de vida). Estos datos también se encontraron con la pregunta abierta. Por lo tanto, estudiantes de escuelas públicas y privadas difieren en algunas cuestiones y tienen aspiraciones similares sobre la manera de idealizar su futuro.

aspiraciones educacionales; intereses profesionales; estudiantes; estudio cualitativo; medidas estadísticas


Perspective on the future, a recurrent theme for young people, was the object of this study, which aimed to compare the expectations of students of public and private schools. An exploratory study was conducted with 296 students from primary to high school in both institutions. They were asked to answer the scale "How you see your future" and discursively write how they imagined their future, which were analyzed through tests of hypotheses and categorization procedures. We observed that students differ in few items (such as entering university or trusting the country' leaders), while the majority of expectations are similar (such as graduating and getting a job that enables them to have quality of life). These data were also found in the discursive question. The conclusion is that students from public and private schools differ in few issues and have similar expectations about the way they idealize their future.

educational aspirations; professional interests; students; qualitative methodology; statistical measurement


ARTIGO

Estudo comparativo sobre a perspectiva de futuro dos estudantes de escolas públicas e privadas1 1 Esse texto foi revisado seguindo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009.

Comparative study on the perspective on the future of public and private schools students

Estudio comparativo sobre las perspectivas de futuro de los estudiantes de escuelas públicas y privadas

Isabel Cristina Vasconcelos de OliveiraI; Ana Alayde Werba SaldanhaII

IUniversidade Federal do Rio Grande do Norte

IIUniversidade Federal da Paraíba

Endereço para correspondência

RESUMO

A perspectiva de futuro, que é um tema recorrente entre os jovens, foi objeto de estudo desta investigação cujo objetivo foi comparar as expectativas dos estudantes das escolas públicas e privadas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório com 296 estudantes do ensino fundamental e médio de ambas as instituições, para responderem à Escala "Como você vê seu futuro" e escreverem discursivamente como imaginam o futuro deles, analisados por meio de testes de hipóteses e procedimentos de categorização. Observou-se que os estudantes diferem em poucos itens (como ingressar em uma universidade ou confiar nos dirigentes do país), ao passo que se assemelham na maioria (como conclusão dos estudos e conseguir emprego que trouxesse qualidade de vida), dados estes também encontrados na questão discursiva. Conclui-se, dessa forma, que os estudantes de escolas públicas e privadas diferem em poucas questões e possuem aspirações similares quanto à forma como idealizam seu futuro.

Palavras-chave: aspirações educacionais, interesses profissionais, estudantes, estudo qualitativo, medidas estatísticas.

ABSTRACT

Perspective on the future, a recurrent theme for young people, was the object of this study, which aimed to compare the expectations of students of public and private schools. An exploratory study was conducted with 296 students from primary to high school in both institutions. They were asked to answer the scale "How you see your future" and discursively write how they imagined their future, which were analyzed through tests of hypotheses and categorization procedures. We observed that students differ in few items (such as entering university or trusting the country' leaders), while the majority of expectations are similar (such as graduating and getting a job that enables them to have quality of life). These data were also found in the discursive question. The conclusion is that students from public and private schools differ in few issues and have similar expectations about the way they idealize their future.

Keywords: educational aspirations, professional interests, students, qualitative methodology, statistical measurement.

RESUMEN

La perspectiva de futuro que es un tema recurrente de los jóvenes fue objeto de estudio de esta investigación, cuyo objetivo era comparar las expectativas de los estudiantes de instituciones públicas y privadas en João Pessoa/PB/Brasil. Así, un estudio exploratorio fue realizado con 296 estudiantes de primaria y secundaria de ambas instituciones para cumplir con la encuesta "¿Cómo ve a su futuro" y escribir como imaginaba el mismo. Datos fueron analizados mediante pruebas de comparación de medias y de los procedimientos para la clasificación. Se observó que los estudiantes difieren en algunos temas, mientras que la mayoría son similares (tales como la conclusión de los estudios y conseguir un trabajo que traiga calidad de vida). Estos datos también se encontraron con la pregunta abierta. Por lo tanto, estudiantes de escuelas públicas y privadas difieren en algunas cuestiones y tienen aspiraciones similares sobre la manera de idealizar su futuro.

Palabras clave: aspiraciones educacionales, intereses profesionales, estudiantes, estudio cualitativo, medidas estadísticas.

O tema "perspectiva de futuro" não poderia ser mais adequado, ou melhor aplicado, para estudantes do espaço urbano do ensino médio e últimos anos do fundamental que se deparam, nesta fase, com a necessidade de enfrentamento de novas responsabilidades e, principalmente, com a necessidade de escolha de uma profissão. Tais eventos apresentam-se como temas novos no cotidiano de tais estudantes e irão demarcar, juntamente com outros aspectos subjetivos, o período de transição para a fase adulta, sendo compreensível que seja caracterizada por incertezas, inseguranças e indecisões.

Uma pesquisa, realizada por Sarriera, Silva, Pigatto Kabbas e Lópes (2001), corrobora essa assertiva ao sugerir que os alunos construíam suas perspectivas em função de projetos profissionais não inteiramente clarificados, calcados em fantasias com elevadas expectativas quanto ao futuro, mas ainda cientes das dificuldades de inserção no mercado profissional. É natural, portanto, que exista um número considerável de pesquisas destinadas a investigar assuntos correlatos a essa temática, como a identidade ocupacional, inserção laboral, "futuro ideal" ou motivação e realização profissional.

De acordo com Neiva-Silva (2003), perspectivas, aspirações, expectativas ou projetos de vida são diferentes conceitos utilizados pela literatura científica para fazer menção à crença de realizar ou ver algo realizado em seu futuro. Dessa forma, o presente trabalho, tomando esses termos como sinônimos, não gostaria de considerar uma definição fechada, pautada na percepção teórica de apenas um autor, mas, compreender a perspectiva de futuro como a forma como os indivíduos percebem o seu futuro e os objetivos de vida que se propõem a atingir, ou, ainda, como um construto voltado para o planejamento ou esperança de concretizar algo, posteriormente, que considera a influência de outras variáveis teóricas, como a maturidade profissional e motivação dos indivíduos, por exemplo, e aquelas de natureza socioeconômica, como renda, contato com outras culturas, dentre outras. No entanto, para melhor delimitar as questões abordadas nos instrumentos utilizados e possibilitar um direcionamento teórico, adota-se neste estudo, portanto, a perspectiva de Locatelli, Bzuneck e Guimarães (2007). Tais autores consideram a perspectiva de futuro como a antecipação, no presente, de metas futuras, referindo-se, assim, ao grau e ao modo pelo qual o futuro cronológico de um indivíduo é integrado ao espaço de vida presente por meio de processos motivacionais, sejam estas metas relativamente próximas (como concluir o ensino médio e passar em alguma universidade, por exemplo) ou mais distantes (como engajar-se em um emprego que assegure boa qualidade de vida). Estes referidos exemplos estão presentes no instrumento que foi utilizado para investigar a perspectiva de futuro, sugerindo que tal perspectiva teórica pode ser adequada aos propósitos deste estudo.

No que concerne à influência de outros construtos, é importante tecer breves considerações sobre, pelo menos, a maturidade profissional e a motivação dos indivíduos, cuja articulação teórica permite que sejam estabelecidas condições de produção e alimentação das aspirações futuras. Iniciando com a maturidade vocacional, desenvolvido por Donald Super, esta vai muito além de decisões conscientes acerca de escolhas profissionais, se referindo a uma gama de comportamentos empreendidos pelo indivíduo, visando à inserção no mundo profissional (Melo-Silva, Oliveira, & Coelho, 2002).

O conceito de maturidade vocacional, portanto, refere-se a um processo contínuo desde a infância até a velhice, por meio de um construto psicossocial que indica o grau de desenvolvimento vocacional ao longo de tarefas que compõem cinco estágios (crescimento, exploração, estabelecimento, manutenção e desengajamento de uma profissão). Estes, em geral, são ordenados, previsíveis e dinâmicos, resultantes da interação entre as características do indivíduo e as demandas da cultura (Balbinotti, 2003). Para este trabalho, em específico, é adequado o estágio "Exploração", que se reporta a atividades de buscar e conhecer uma profissão, etapa em que o público-alvo está envolvido.

Quanto à motivação, a articulação possível está em uma relação positiva entre motivação e construção de expectativas: uma falta de motivação supostamente pode construir perspectivas de futuro baixas; ao passo que baixas expectativas podem gerar no indivíduo sentimentos baixos de motivação (Maluf & Bardelli, 1991).

Partindo para a relação com variáveis de natureza social, ressalta-se a premissa de Coutinho e cols. (2005), que sugerem a relação entre escola e futuro, na visão dos alunos, dada em função de duas alternativas. A primeira aponta para uma noção positiva, na qual acreditam que a escola é "muito importante", traz "uma vida melhor", dá "futuro", e que se imaginam formados na profissão que escolheram, ou "cursando uma faculdade"; enquanto a segunda é formada por aqueles que perceberam a escola de forma negativa, não demonstrando intenção de buscar uma qualificação profissional pela educação formal. A forma como a escola é percebida, portanto, pode apresentar influência na construção das expectativas futuras dos estudantes.

Destacando, também, a influência de variáveis econômicas, citam-se Günther e Günther (1998), que propõem que a diferença de classes denota, para o público adolescente, percepções distintas quanto às oportunidades que venham a ter: frequentar uma escola privada revela maiores expectativas de concluir o ensino médio e entrar para a universidade, enquanto não frequentar uma escola privada associou-se a não esperar um emprego que garanta boa qualidade de vida, nem esperar possuir casa própria.

Voltando a discussão ao próprio desenvolvimento do sujeito, citam-se questões inerentes à adolescência e juventude, como as transformações físicas e implicações psicológicas e sociais de uma nova fase. Para Coval (2006), tais mudanças podem não ocorrer de forma serena de modo que muitas representações sobre os adolescentes versam sobre rebeldia, agressividade e instabilidade. Esse mesmo autor, que investigou a representação da adolescência em futuros docentes, também observou que esta era vista como um período da formação da identidade, identificação grupal e necessidade de autoafirmação.

Considerando outros fatores, Sanchez, Oliveira e Nappo (2004), propõem que os focos que constroem as aspirações são distintos e envolvem dimensões como religiosidade e família. Ainda neste âmbito, Oliveira, Sá, Fisher, Martins e Teixeira. (2001) identificaram algumas questões relacionadas à elaboração destas aspirações, como a qualidade das relações familiares.

Nesse âmbito, apesar de não ser uma questão nova, existem poucas pesquisas que direcionem o seu foco para as diferenças entre as populações das escolas públicas e privadas, além da recorrência e relevância do tema para os alunos. Nesse sentido, o presente trabalho tem como hipótese de pesquisa que as aspirações se manifestam de forma diferente em estudantes de escolas públicas e privadas, dada a influência das variáveis acima citadas. Assim, tem-se como objetivo comparar a perspectiva de futuro dos alunos destes dois tipos de instituição.

Método

Trata-se de um estudo de campo exploratório, com uma amostragem não probabilística e por conveniência, de cunho quantitativo e qualitativo. Os dados foram coletados em duas escolas (uma pública e outra privada), onde se pôde obter certa padronização do ambiente de aplicação, seguindo estes passos: (a) apresentação dos aplicadores e exposição dos objetivos da pesquisa; (b) reiteração sobre o anonimato dos participantes e a confidencialidade de suas respostas; (c) informação sobre a livre deliberação de cada um em responder; e, por fim, (d) instruções específicas sobre a forma de responder aos questionários.

Participantes

Participaram deste estudo 296 adolescentes, 55,7% do sexo feminino, com idade variando dos 13 aos 21 anos de idade (M=16,6; DP=1,5), com prevalência da faixa etária dos 16 aos 18 anos (69,3%). A maioria era solteira (97,3%), frequentando do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, em instituições privadas (54,1%) e públicas (45,9%), a maioria do turno matutino (79%). Dos estudantes da escola particular, a maior parte possuía renda familiar superior a R$ 2.000,00 (46,9%) e não praticava atividade remunerada (93,1%), estando, aqueles que trabalhavam, voltados para a área de serviços gerais (marcenaria, limpeza) e de informática; ao passo que os da escola pública, a maioria tinha uma renda familiar de até R$ 500,00 (66,2%) e não desempenhava nenhum tipo de atividade remunerada (90,4%), enquanto os que exerciam atuavam na área de serviços gerais (marcenaria, limpeza), artesanais (confecção de bijuterias) e estéticos (em salões de beleza).

Instrumentos

Para contemplar a perspectiva de futuro, foi utilizado o instrumento "Como você vê seu futuro", construído para uma amostra de estudantes de Brasília por Günther e Günther (1998), contendo 11 itens em escala tipo Likert com 5 opções de resposta, nos quais os sujeitos respondiam quais as chances que acreditavam ter de terminar o ensino médio, ingressar em uma universidade, conseguir um emprego que trouxesse qualidade de vida. A esta escala foi acrescida uma questão aberta que não constava no instrumento original, sob o enunciado "Agora, de forma discursiva, descreva como você imagina o seu futuro". Optou-se por este acréscimo por se acreditar que as respostas discursivas poderiam trazer dimensões que não eram contempladas pela escala, aprofundando, desta forma, os achados sobre perspectiva de futuro.

Associado a esse instrumento e à questão aberta, foi aplicado um questionário sociodemográfico com o objetivo de melhor caracterizar o perfil da amostra e de ter um maior controle sobre variáveis externas que possam interferir nos resultados da pesquisa, como idade, sexo, estado civil, renda, dentre outras. Foi solicitado, ainda, que os sujeitos informassem quais as profissões que seus pais exerciam e qual a carreira que eles gostariam de seguir.

Procedimento

A resposta discursiva foi interpretada por meio de análise de conteúdo temática e categorização, enquanto as respostas fornecidas pela escala foram registradas na forma de banco de dados do programa de informática, SPSS for Windows (Statistical Package for Social Sciences), versão 15.0, e analisadas em estatística paramétrica uni e bivariada. Para o questionário sociodemográfico, utilizaram-se também a categorização das respostas e a estatística descritiva. Nos procedimentos descritivos, utilizou-se a apresentação de frequências, medidas de tendência central e dispersão; enquanto nos uni e bivariados, testes de hipóteses entre dois (teste t) ou mais grupos (ANOVA) e testes de associação entre grupos (qui-quadrado).

Quanto à escala "Como você vê o seu futuro?", o primeiro procedimento para a sua análise foi obter uma pontuação geral baseada na soma de todos os itens, nomeada de escore de perspectiva de futuro. A este escore foi aplicado um teste t, visando a identificar se a média dos estudantes diferia significativamente em função do tipo de escola freqüentada. Cada item do instrumento também foi verificado mediante o uso do teste t, com o objetivo de verificar o poder de discriminação entre os grupos.

No que concerne às questões éticas, este estudo foi submetido à Comissão de Ética da para serem asseguradas as deliberações previstas na Resolução 196/96 sobre pesquisas com seres humanos, ressaltando-se, sobretudo, o anonimato e a confidencialidade das respostas, tanto verbalmente, quanto por meio de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Resultados e Discussão

Iniciando esta seção com uma caracterização da amostra e apresentação de estatísticas descritivas, destaca-se que, na escola pública, 66% dos alunos informaram que a sua renda familiar mensal era inferior a R$ 500,00 reais, e que a profissão dos seus pais (58%) e das suas mães (51%) era eminentemente voltada para a área de serviços gerais (conserto de móveis, eletrodomésticos, limpeza de ambientes). Os adolescentes, quando questionados sobre qual a carreira ou profissão que gostariam de seguir, a categoria mais forte foi a da área de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas) com 25%, seguida da segurança pública (policiais, delegados, agentes federais) com 12%.

Em contrapartida, na escola particular, 47% dos alunos declararam que a sua renda familiar mensal era superior a R$ 2.000,00 reais. As carreiras mais frequentes dentre os pais dos alunos foram o funcionalismo público (15,1%) e na área de humanas/administrativa, como administração e contabilidade (15%). As mães, por sua vez, atuavam mais frequentemente na área de educação, sendo professoras ou diretoras (14%). Em relação aos adolescentes, as carreiras ou profissões mais almejadas foram aquelas voltadas para as áreas de saúde (26,4%), como medicina, fisioterapia e nutrição, e jurídica (13,8%), direito e magistratura.

Confrontando as carreiras que eles gostariam de seguir com o tipo de escola que frequentam, observou-se uma associação significativa (Ç2=35,249; gl=14; p=0,001) entre ser de instituição privada e querer seguir carreira na área de exatas (resíduo ajustado de 2,4), e entre ser de instituição pública e querer ser educador (resíduo ajustado = 2,2) ou não saber ainda que carreira seguir (resíduo = 2,2).

Observou-se que o escore de perspectiva de futuro médio dos estudantes da escola pública foi 40,57 (DP=6,51), ao passo que o da escola privada foi 42,61 (DP=5,29) (t=-2,925; gl=259,727; p=0,004), como pode ser observado na Tabela 1.

Ainda que com diferenças estatisticamente significativas em ambos os grupos, observa-se que 91% (DP = 0,41; p = 0,001) apresentaram perspectivas de futuro positivas. Aqueles que apresentaram perspectivas de futuro negativas (N = 26) têm média de idade de 16 anos, pertencem a ambos os sexos, e a maioria cursa o ensino médio em escolas públicas (65%). A renda familiar deste grupo é inferior a R$ 1.000,00 (73%) e 88% não exercem alguma atividade de trabalho. Em relação à profissão dos pais, a maioria exerce atividades de serviços gerais (42% pai e 46% mãe) ou encontram-se sem trabalhar (27% pai e 23% mãe). Em relação à carreira ideal, 27% alegam não saber, 19% citam a área de saúde, 11%, segurança pública e 8%, área jurídica ou de humanas.

Partindo do pressuposto de que as exigências e cobranças podem ser diferentes, em função da idade, e considerando que a amplitude das idades aqui encontradas foi extensa (amplitude=8), optou-se também por verificar se a perspectiva de futuro variava em função da faixa etária, mediante o uso de uma Análise de Variância (ANOVA). Foi observada semelhança nas médias (F=2,100; gl=2; p=0,124), de forma que se optou por considerar a amostra como um todo. Para confirmar essa decisão, foi observada ainda a interação da faixa etária e do tipo de escola na ANOVA, para observar se ambas as variáveis apresentavam influência nos escores de perspectiva de futuro. Nos dados analisados, não foi encontrada associação entre ambas as variáveis e os escores (F=1,471; p=0,231).

Para identificar se a renda familiar apresentava influência na perspectiva de futuro, foi realizada uma ANOVA, que mostrou uma relação entre renda e esta última (F=2,785; gl=4; p=0,027). O teste post hoc de Bonferroni mostrou, com probabilidade associada de 0,017, que a diferença se dava entre aqueles cuja renda era inferior a R$ 500,00 (M=40,27; DP=6,858) e entre R$ 1500,00 e R$ 2000,00 (M=43,61; DP=5,205). Por fim, observou-se a interação dos dados na ANOVA, com o objetivo de avaliar se a renda associada ao tipo de escola apresentava influência nas expectativas dos estudantes, o que não foi constatado (F=1,101; p=0,356).

Quanto à questão aberta acrescida ao instrumento, suas respostas foram categorizadas e estão discriminadas na Tabela 2.

A primeira categoria, "Feliz/Próspero", agrupou as respostas daqueles que relataram imaginar um futuro repleto de felicidades e grandes vitórias, constituindo 22% destas na escola pública (categoria mais forte), e 15% na escola privada, situando-se como a terceira categoria mais forte deste grupo. Uma segunda categoria denominada "Bom emprego" apresentou-se como a mais frequente das escolas privadas (com 25%), e a segunda das escolas públicas (com 21%). Enquanto a terceira categoria, "Com família constituída", esteve na terceira colocação nas escolas públicas (16%) e na segunda colocação nas particulares (18%).

Quanto às demais categorias, suas porcentagens foram equivalentes em "Aquisição da casa própria", "Futuro decorrente da vontade de Deus/Jesus" e "Com saúde/saudável", mas diferiram, em "Com sonhos realizados", "Ascendendo socialmente" e "Ajudando ao próximo", presentes na estrutura obtida nas expectativas dos estudantes da rede pública de ensino.

Com o exposto, observa-se que, dentre as profissões mais almejadas dos estudantes, sejam estes de escolas públicas ou particulares, estão aquelas que adquiriram historicamente um status na sociedade (como médicos, advo gados, delegados). Observa-se, também, uma associação feita entre pertencer à determinada instituição e carreira que gostaria de seguir, como ser da escola privada e querer estudar na área de exatas (engenharia, computação), ou ser da escola pública e querer ser educador ou não saber qual carreira seguir. Magalhães, Lassance e Gomes (1998) sugerem uma interpretação para a indecisão como uma indisponibilidade atitudinal para o comportamento de exploração vocacional, em um contexto marcado por dificuldades afetivo-emocionais (problemas nas relações familiares e interpessoais).

Um aspecto relevante, para a compreensão de tais diferenças, também é trazido por Arpini e Quintana (2003), ao sugerirem que o abismo que a sociedade construiu, entre os diferentes grupos sociais, acaba por influenciar a forma de estruturar a adolescência em cada um desses grupos sociais. Propõem, ainda, que desconhecer ou negar tais diferenças podem trazer prejuízos para os adolescentes, em virtude de a sociedade apresentar um modelo ideal cujos atributos se distanciam do perfil apresentado por esses grupos (por exemplo, propor como modelo ideal "ser engenheiro", divergindo da carreira escolhida pelos estudantes de escola pública).

Essa informação pode ser relevante, para que sejam elaborados programas de trabalho de orientação vocacional nestas instituições. Sarriera e cols. (2001) levantam questionamentos sobre quais os tipos de projetos ou programas mais eficazes, para a preparação para o mercado de trabalho desses jovens, e sugerem programas não meramente adaptativos, mas aqueles que os façam refletir sobre suas condições de vida.

No que concerne ao instrumento objetivo, os dados sugerem que os alunos de escola privada têm mais expectativas do que os estudantes de escola pública em ingressar em uma universidade/faculdade. Em uma direção parecida a estes achados, destacam-se as considerações de Bardagi, Lassance, Paradiso e Menezes (2006), que sugerem que, para os jovens das classes média e alta, parece não existir outra forma de profissionalização ou inserção no mercado de trabalho senão pela passagem pelo ensino superior. Entretanto, as considerações de Sparta (2003) e Ribeiro (2003) apontam que adolescentes de escolas públicas e privadas veem a possibilidade de frequentar um curso de nível superior, como um projeto definido por indivíduos de diferentes classes sociais.

Essa diferença, nas expectativas de ingresso em uma universidade, pode ajudar a compreender a divergência nas carreiras em função do tipo de escola (área de exatas para os da escola particular e querer ser educador ou não saber ainda o que seguir para os de escola pública). Locatelli e cols. (2007) estimam que os adolescentes estejam definindo sua identidade vocacional ao final do ensino médio, especialmente se consideram a iminência do ingresso em uma universidade. Com base nessa perspectiva, infere-se que a indefinição de qual carreira seguir pode estar aliada às aspirações mais baixas em ingressar em uma universidade, apontando assim para uma concordância com os achados desta pesquisa. Estes mesmos autores apontam uma maior indefinição nas escolhas vocacionais na escola pública (Locatelli e cols., 2007). Sarriera e cols. (2001) também fazem contribuições nesse sentido, ao constatarem que os adolescentes da periferia (público-alvo da sua investigação) se deparam com dúvidas quanto as suas escolhas profissionais por não saberem o que esperar do futuro (independente do ingresso em uma universidade).

Ainda com relação ao acesso ao ensino superior, Oliveira, Pinto e Souza (2003) complementaram que este ainda se mantém bastante elitizado, e uma das hipóteses para tanto, decorre do fato de as camadas populares não receberem condições de competir por vagas no sistema público de ensino superior, em igualdade com as camadas mais altas. Tal perspectiva é compartilhada por Oliveira, Fisher, Martins e Sá (2003). Essa é, portanto, uma explicação adequada para os achados desta pesquisa.

Quanto às expectativas frente à compra de uma casa própria, também se observou que os estudantes das escolas privadas possuem estas mais elevadas que os das escolas públicas. Estes dados corroboram aqueles encontrados por Günther e Günther (1998), nos quais evidenciaram que não frequentar uma escola privada denota menos expectativas em possuir uma casa própria.

Quanto ao alcance de um emprego que lhes trouxesse satisfação, os estudantes das escolas privadas apresentaram uma maior média, embora os das escolas públicas tenham depositado as suas expectativas em índices moderados ou altos. A próxima diferença diz respeito à crença que eles têm na postura dos políticos e dirigentes do país, no futuro, nos quais, de forma inversa, os alunos de escola pública depositam expectativas mais elevadas nestas autoridades, do que os do contexto particular, acreditando que, no futuro, eles serão mais honestos e mais confiáveis do que se apresentam na atualidade. Por fim, com relação à variável "apoio dos amigos", os de escola privada apresentaram índices mais elevados do que os de escola pública.

Todos os dados deste estudo parecem demonstrar uma constatação feita por Gentili (2001), que propõe que o fato de todos terem "acesso à escola não significa que todos têm acesso ao mesmo tipo de escolarização" (p. 37). Os resultados da investigação de Reis (2008) indicam que os adolescentes têm apreendido a educação escolar como mera obrigatoriedade para ingresso no mercado de trabalho, e a escola pública como desconectada de seus interesses de vida.

Observou-se, também, em uma linha oposta, que dimensões da perspectiva de futuro não foram totalmente distintas entre os estudantes, de forma que apresentaram expectativas similares em: concluir o ensino médio, possuir uma vida familiar feliz, permanecer saudável a maior parte do tempo, ser feliz por morar no Brasil, ser respeitado pela comunidade e alcançar um emprego que lhe garantisse qualidade de vida. Essa última concepção pode estar relacionada a um fenômeno, proposto por Oliveira e cols. (2004), que reflete uma compreensão do trabalho como possibilidade de mobilidade social, nas quais as condições desfavoráveis de vida que enfrentavam poderiam ser superadas por meio de um bom emprego. Esse desejo por melhorar as condições de vida também foi reportado no estudo de Oliveira (2007). Quanto ao "emprego que traga boa qualidade de vida", ressalta-se ainda que, no instrumento original, esta questão foi uma das que distinguiu as aspirações dos alunos provenientes dos dois tipos de escolas (Günther & Günther, 1998). Uma possível explicação para tal diferença versa sobre os diferentes tipos de análises adotados para interpretação dos dados (no original foi utilizada a correlação canônica, enquanto aqui se optou por testes de hipóteses), ou mesmo a diferença de contextos ou transformação das percepções em intervalo considerável de tempo (dez anos).

Quanto aos dados fornecidos pela questão discursiva, foi observada uma similitude na estrutura das categorias de ambos os tipos de escolas, com alteração apenas na ordem das três categorias que obtiveram maior frequência. Mas em ambos, destacaram-se o ideal de sucesso dos estudantes pela imagem felizes e bem-sucedidos profissionalmente e a importância das relações sociais e afetivas para a vida dos sujeitos, por desejarem estar com família constituída. A ênfase em desejar constituir uma família também foi constatada por Pratta e Santos (2007), ao investigarem a opinião de adolescentes sobre o relacionamento familiar e seus planos para o futuro.

Ainda quanto à similaridade das respostas, Denize Oliveira e cols. (2003) também constataram que os alunos das escolas públicas e privadas se aproximam nas concepções em relação ao futuro. Em termos de frequência, elas foram elevadas em expectativas quanto aos futuros relacionamentos afetivos, e ao emprego e à profissão.

Ainda em frequências equivalentes, citam-se o desejo de aquisição da casa própria, de estarem saudáveis e rodeados de amigos, e o futuro determinado segundo a vontade de Deus. Em frequências pouco diferentes (mas ainda próximas), destacam-se as expectativas dos alunos de instituições públicas, em estarem com os sonhos realizados no futuro, e as dos alunos das particulares, de possuírem carro.

Por fim, ressalta-se a formação de algumas categorias apenas em um tipo de instituição. Para os estudantes da escola pública, emergiram as dimensões "ajudar ao próximo" e "ascendendo socialmente", que segundo Denize Oliveira e cols. (2003) este último pode ser um fim atingido por meio do trabalho ou da escola. Nas instituições particulares, por exemplo, foi encontrada a categoria viajar ou morar no exterior, sob o argumento de que o nosso país não valoriza da forma merecida a maioria das atividades profissionais, de modo que o sucesso profissional seria alcançado mais facilmente no exterior. No entanto, a frequência das respostas em cada categoria não foi alta.

Considerações finais

Nesses termos, como contribuições, acredita-se que esses resultados podem nortear novos estudos comparativos entre as redes de ensino, que, por sua vez, podem fornecer subsídios para a intervenção psicológica no contexto educativo e a elaboração de medidas de orientação vocacional para os estudantes. Conhecer como a perspectiva de futuro se manifesta também possibilita que sejam trabalhados, em sala de aula, conteúdos voltados para o mercado de trabalho e o contexto profissional.

Dessa forma, sugere-se a realização de novas pesquisas sobre esse tema que contemplem as motivações dos estudantes para a construção de tais perspectivas (possibilitando compreender melhor as bases desse fenômeno), bem como a realização de outras que estejam articuladas com outros temas (como maturidade profissional, motivação, tipos de personalidade vocacionais), a fim de permitir uma apreensão mais global do construto. Sugerem-se, ainda, pesquisas que investiguem a representação do que seja escola, pois a forma como esta é vista, como apontou Coutinho e cols. (2005), pode orientar a construção das expectativas futuras dos estudantes quanto à educação formal. Propõe-se, também, a realização de novas pesquisas em outras cidades do país, com vistas a comparar os dados aqui encontrados e ampliar o campo de discussão deste tema.

Ainda como sugestões, propõe-se que, em associação aos instrumentos de medida sobre esse tema, seja aplicado um questionário sociodemográfico com abordagem de hábitos e práticas (como frequência com que lê livros, preferência por leituras, gêneros de filmes a que assistem), habilidades (domínio de línguas estrangeiras e informática) e vivências dos estudantes (como se já conheceu outras culturas, países), com vistas a possibilitar novas associações com este fenômeno.

Com a utilização da questão discursiva, tentou-se amenizar as limitações dos dados objetivos e, considerando que esta evocou categorias que não constavam na escala (como possuir carro, conhecer/morar no exterior), sugere-se, por fim, em investigações futuras, que seja considerada a possibilidade de inclusão de novos itens e/ou adoção de estratégias que possam abordar as expectativas de futuro de forma mais complexa.

Na sequência, destacam-se as limitações deste estudo, que versam sobre: (a) amostra limitada a apenas uma cidade, (b) não ter contemplado os três turnos de ensino (e consequentemente, não obteve mais dados para estabelecer comparações entre os quadros e compreender, de forma mais ampliada, a manifestação dessa temática); (c) a falta de outros estudos sobre este tema e/ou utilizando essa escala, para permitir uma confirmação ou refutação dos resultados aqui encontrados, impossibilitando, assim, uma discussão externa dos resultados.

Nesse âmbito, os dados analisados sugerem que, apesar de em alguns itens as expectativas dos alunos de escola privada serem mais elevadas, os estudantes de escolas públicas não apresentaram expectativas baixas, ou diferença significativa em todos os itens. Na questão aberta, essa similitude das respostas fica mais evidente, demonstrando mais uma aproximação, entre a perspectiva de futuro dos alunos, do que uma diferença profunda.

Referências

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  • Endereço para correspondência:
    Isabel Cristina Vasconcelos de Oliveira
    Rua José Jardim, nº 95. Ipês
    CEP 58.028-160. João Pessoa-PB, Brasil.
    E-mail:
  • Recebido: 02/10/2008

    1ª revisão: 28/06/2009

    2ª revisão: 06/08/2009

    Aceite final: 05/09/2009

    Isabel Cristina Vasconcelos de Oliveira é mestranda em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, bolsista CAPES.

    Ana Alayde Werba Saldanha é Professora Adjunta do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba.

  • 1
    Esse texto foi revisado seguindo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009.
    • Arpini, D. M., & Quintana, A. M. (2003). Identidade, família e relações sociais em adolescentes de grupos populares. Estudos de Psicologia (Campinas), 20(1), 27-36.
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    Endereço para correspondência: Isabel Cristina Vasconcelos de Oliveira Rua José Jardim, nº 95. Ipês CEP 58.028-160. João Pessoa-PB, Brasil. E-mail: oliveiraicv@gmail.com 1 Esse texto foi revisado seguindo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009.

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      27 Abr 2010
    • Data do Fascículo
      Abr 2010

    Histórico

    • Recebido
      02 Out 2008
    • Revisado
      28 Jun 2009
    • Aceito
      05 Set 2009
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