Reflexões sobre o uso clínico do TAT na contemporaneidade

Reflection about the clinical use of TAT in contemporaneity

Ana Paula Parada Valéria Barbieri Sobre os autores

Resumos

A elaboração de testes psicológicos ocorre em contextos socioculturais específicos e, portanto, não estão isentos de sua influência. Considerando as mudanças sociais que ocorreram desde a data de publicação do Teste de Apercepção Temática - TAT, é plausível indagar sobre as condições desse instrumento de apreender a subjetividade do indivíduo nos tempos atuais. Diante destas reflexões, este estudo buscou evidenciar a influência do contexto sócio-histórico-cultural e artístico na definição dos cartões do TAT, e refletir sobre sua utilização na realidade contemporânea. Nossas ponderações, sustentadas pela experiência clínica, sugerem que essas influências aparecem nas histórias contadas pelos sujeitos que referem-se aos cartões como imagens que dizem respeito ao passado, com conotações particulares. Diante disso, recomenda-se um uso crítico e cauteloso do TAT, no que diz respeito à análise das histórias produzidas, especialmente nas interpretações referentes ao uso dos mecanismos defensivos de isolamento e apego à realidade.

TAT; Avaliação psicológica; Psicanálise


The elaboration of psychological tests occurs in specific social cultural contexts and, therefore, these are not free from their influence. Considering the social changes that have occurred since the date of publication of the Thematic Apperception Test - TAT, it is plausible to question the conditions of this instrument used for learning the individual's subjectivity nowadays. In face of such considerations, this study aimed at offering evidence of the influence of the social-historical-cultural and artistic context over the definition of the TAT cards, and pondering about its use in contemporary reality. Our considerations, supported by clinical experience, suggest that these influences appear in the stories told by the subjects, which refer to the cards as images related to the past, with particular connotations. Considering that, a critical and cautious use of TAT is recommended for the analyses of the stories produced, especially in the interpretations related to the use of defense mechanisms of isolation and attachment to reality.

TAT; Psychological assessment; Psychoanalyses


ARTIGOS

Reflexões sobre o uso clínico do TAT na contemporaneidade

Reflection about the clinical use of TAT in contemporaneity

Ana Paula ParadaI; Valéria BarbieriII

IUniversidade Paulista, Ribeirão Preto, Brasil

IIUniversidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Brasil

Endereço para correspondência

RESUMO

A elaboração de testes psicológicos ocorre em contextos socioculturais específicos e, portanto, não estão isentos de sua influência. Considerando as mudanças sociais que ocorreram desde a data de publicação do Teste de Apercepção Temática - TAT, é plausível indagar sobre as condições desse instrumento de apreender a subjetividade do indivíduo nos tempos atuais. Diante destas reflexões, este estudo buscou evidenciar a influência do contexto sócio-histórico-cultural e artístico na definição dos cartões do TAT, e refletir sobre sua utilização na realidade contemporânea. Nossas ponderações, sustentadas pela experiência clínica, sugerem que essas influências aparecem nas histórias contadas pelos sujeitos que referem-se aos cartões como imagens que dizem respeito ao passado, com conotações particulares. Diante disso, recomenda-se um uso crítico e cauteloso do TAT, no que diz respeito à análise das histórias produzidas, especialmente nas interpretações referentes ao uso dos mecanismos defensivos de isolamento e apego à realidade.

Palavras-chaves: TAT, Avaliação psicológica, Psicanálise

ABSTRACT

The elaboration of psychological tests occurs in specific social cultural contexts and, therefore, these are not free from their influence. Considering the social changes that have occurred since the date of publication of the Thematic Apperception Test - TAT, it is plausible to question the conditions of this instrument used for learning the individual's subjectivity nowadays. In face of such considerations, this study aimed at offering evidence of the influence of the social-historical-cultural and artistic context over the definition of the TAT cards, and pondering about its use in contemporary reality. Our considerations, supported by clinical experience, suggest that these influences appear in the stories told by the subjects, which refer to the cards as images related to the past, with particular connotations. Considering that, a critical and cautious use of TAT is recommended for the analyses of the stories produced, especially in the interpretations related to the use of defense mechanisms of isolation and attachment to reality.

Keywords: TAT, Psychological assessment, Psychoanalyses

A história da Avaliação Psicológica é relativamente recente, porém marcada por grandes alterações em seus instrumentos. O uso inicialmente indiscriminado dos testes de avaliação de inteligência e personalidade, e os seus consequentes erros diagnósticos exigiram, ao longo do tempo, o aperfeiçoamento das técnicas, com a determinação de suas qualidades psicométricas em procedimentos de padronização (Anastasi & Urbina, 2000). Paralelamente, surgiu a preocupação em adaptar os instrumentos para sua utilização em realidades socioculturais diferentes daquelas em que foram produzidos (Dana, 2000; Ritzler, 2006). Se os estudos referentes à adaptação dos testes para espaços culturais distintos já têm o seu lugar na literatura, o caráter histórico recente da avaliação psicológica foi responsável por somente agora se apresentarem também questionamentos referentes à transposição temporal desses instrumentos.

Os testes de avaliação da personalidade mais utilizados até hoje foram desenvolvidos na primeira metade do século XX (Anastasi & Urbina, 2000). Embora desde essa época uma série de modificações dos papéis sociais, relacionamentos pessoais e configurações familiares tenha ocorrido nas sociedades ocidentais, esses instrumentos, em relação a seus estímulos componentes, permaneceram os mesmos.

Diante dessa situação, o presente estudo teve como objetivo debater o uso do Teste de Apercepção Temática – TAT na sociedade contemporânea, discutindo até que ponto ele permanece capaz de revelar a experiência afetiva latente e manifesta do homem atual, a despeito das diversas modificações impostas ao viver humano por essa nova realidade sócio-cultural.

O Teste de Apercepção Temática (TAT)

O TAT é um instrumento psicológico do tipo projetivo, elaborado em 1935, nos Estados Unidos, por Henry A. Murray e Christina D. Morgan (Murray, 1964); porém, apenas em 1943 sua forma definitiva foi publicada. É utilizado para revelar impulsos, emoções, sentimentos, complexos e conflitos da personalidade, expondo tendências que o paciente não pode admitir por não ter consciência delas. Assim, é um importante recurso para estudos da personalidade, interpretação do comportamento, doenças psicossomáticas, neuroses e psicoses (Brelet-Fourlard & Chabert, 2005).

O procedimento consiste na apresentação de cartões ao indivíduo e de uma solicitação do examinador para que conte estórias sobre eles, inventadas sem premeditação. Em seguida, realiza-se um inquérito a fim de identificar a fonte de inspiração das estórias e possibilitar o surgimento de novas associações. Brelet-Fourlard e Chabert (2005) mantiveram essa técnica de aplicação, mas suprimiram o inquérito. A análise e interpretação das estórias incidem sobre o texto das narrações do examinando, anotadas na ordem de apresentação dos cartões. A capacidade de as estórias revelarem componentes significativos da personalidade depende do predomínio de duas tendências psicológicas: a inclinação para interpretar uma situação humana ambígua em conformidade com as experiências passadas, e a tendência daqueles que contam estórias para proceder de modo semelhante (Murray, 1964).

Nas últimas décadas surgiram diferentes abordagens da interpretação do TAT, baseadas em três grandes movimentos (Brelet-Fourlard & Chabert, 2005). O primeiro é propriamente projetivista, possibilitando a investigação dos desejos e mecanismos de defesa do indivíduo. O segundo diz respeito à compreensão metapsicológica do lugar do ego nas produções do TAT. Assim, destaca-se a atividade adaptativa do ego e da elaboração psíquica da pulsão, além da eficácia dos mecanismos de defesa. O terceiro movimento visa à compreensão de modalidades de funcionamento da personalidade por meio das condutas discursivas dos sujeitos.

Integrando esses movimentos, Shentoub (1990) propôs uma nova forma de análise dos cartões em relação a seu conteúdo manifesto e latente. Ela afirma que as imagens reproduzidas sobre os cartões do TAT solicitam não somente mecanismos perceptivos de tomada de consciência ou de leitura de estímulos, mas, além disso, a reativação de conflitos essenciais com os quais se confronta a condição humana. Dentre eles, destaca-se o complexo de Édipo, pois em todos os cartões em que são apresentados personagens, há diferença de gerações e/ou sexos. O reconhecimento dessas diferenças possibilita o acesso à elaboração de uma problemática edipiana estruturante. No entanto, há também cenários relacionais suscetíveis de colocar em prova as representações do sujeito por ele mesmo.

Assim, Shentoub (1990) propõe dois eixos de problemáticas solicitados no TAT: o narcísico, para investigar a qualidade e o investimento da representação de si quanto à identidade e identificação; e o objetal, que avalia qualidade e investimento das representações de relações. O surgimento de diferentes formas de interpretação indica a ampla utilização e contribuição do TAT ao longo do tempo.

Técnicas de avaliação psicológica baseadas na apresentação de cenas, como o TAT, averiguam o modo como as situações concretas são vividas pelas pessoas e o seu significado. Assim, os cartões referem-se às situações cotidianas comuns às pessoas para as quais foram desenvolvidos, ou seja, cenas de um contexto relacional com objetos internos ou externos. Contudo, as formas de relacionamento social são dinâmicas, mudam com o decorrer do tempo e, com isso, também mudam as relações dos indivíduos com os seus objetos internos, que dependem dos objetos externos.

Essa ideia é corroborada por Klein (1958/1997), em sua teoria sobre a fantasia. Para ela, as fantasias são apoiadas em sensações, imagens auditivas e visuais que são progressivamente elaboradas a partir das percepções do mundo externo. Dessa forma, as experiências com a realidade externa fornecem material para a fantasia, sendo esta alimentada pelas primeiras. Por outro lado, as figuras do TAT podem ser compreendidas como um objeto real, mas também como um lugar de investimento de significados subjetivos, semelhante a um objeto transicional, como um campo intermediário entre o real e o imaginário (Winnicott, 1971/1975).

Os cartões do TAT têm sido corretamente utilizados durante anos, por psicólogos do mundo todo em sua prática profissional e pesquisas clínicas com indivíduos de ambos os sexos e de várias idades. Ao longo de nossa própria experiência com esse instrumento, temos verificado a existência de relatos frequentes por parte dos pacientes de que as situações ilustradas nos cartões referem-se ao passado, o que nos leva a indagar sobre até que ponto tais cartões poderiam refletir as vivências do indivíduo contemporâneo. Para tanto, seria relevante iniciar tal reflexão por meio da consideração sobre o contexto sociocultural em que o TAT se desenvolveu e a sua influência na origem dos cartões.

As situações expressas no TAT devem ser abordadas considerando os significados e características relacionais próprias da época de seu surgimento. Nesta, o cenário foi marcado pelo início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e, posteriormente, pelo estabelecimento de uma nova organização mundial. Nesse período, nos EUA, houve a "Grande Depressão", época de intensa recessão econômica, com níveis muito altos de desemprego, investimentos negligíveis e deflação (Gray, s/d). Assim, em virtude do temor de uma revo lução socialista, implantou-se o "New Deal", visando à participação e intervenção do governo na economia, por meio de incentivos ao comércio e programas de ajuda social e econômica aos pobres e desempregados, o que resultou em explosão populacional e econômica (Chudacoff, 1977).

O período pós-guerra caracterizou-se por mudanças mundiais: as diferenças internacionais passaram a ser discutidas pacificamente, o combate à fome e moléstias se transformaram numa causa comum. Nessa época, os EUA dedicavam-se aos assuntos internos, especialmente a reintegração à vida civil de milhões de pessoas que prestaram serviço militar. Um equilíbrio econômico foi alcançado pela grande oferta de emprego, vinda do crescimento industrial. Em 1952, o Partido Republicano assumiu o poder e instalou o combate à segregação racial; nessa época, houve melhorias no padrão de vida e crescimento da ciência e economia (Chudacoff, 1977; Gray, s/d). As mudanças nas décadas de 40 a 60 não dizem respeito apenas ao setor político e econômico, mas também às produções artísticas.

A simultaneidade dos momentos de transição social e artística pode ser compreendida ao considerar que toda criação artística está vinculada aos fenômenos sociais, podendo as artes ser utilizadas como testemunhos de fins ideológicos, constituindo um meio original de expressão. Kogan (1965) afirma que a criação artística é também econômica e política, constituindo um sistema de configuração e interpretação do mundo. As ações e objetos figurativos permitem ao homem traduzir suas sensações e materializações segundo uma ordem determinada, porém modificável. Entende-se por ações da arte uma conduta do artista que suscita outra no contemplador, e uma ação técnica que organiza a experiência vivida, criando um objeto figurativo que materializa essa organização e a traduz em uma determinada ordem.

Em 1950-1960, as produções artísticas estavam ligadas a um novo movimento denominado Arte Moderna, introduzido na América durante a Primeira Guerra Mundial, com a migração de artistas franceses para os EUA. Após a Segunda Guerra, os EUA se transformaram no ponto focal desse novo movimento artístico, marcado pelas novas visões dos artistas, suas ideias inéditas sobre a natureza, materiais e funções da arte, caminhando em direção à abstração (Germain, 1980). Segundo Bazin (1980) essas imagens pautavam-se nas descobertas da psicologia moderna, que revelava na alma humana uma infraestrutura irracional, sem necessidade de criar uma pintura pura e submissa à natureza. Assim, mesmo quando se pretende traduzir uma emoção sensível, é a própria forma que deve ser expressiva e não a representação do motivo.

A história do TAT

Antes do aparecimento do TAT, cartões com figuras para estimular respostas verbais nos sujeitos já eram utilizados, principalmente com o objetivo de estudar o desenvolvimento da inteligência e sua relação com a personalidade. Schwartz (1932, conforme citado por Jacquemim, Barbieri & Okino, 2003), para abordar e aprofundar o conhecimento sobre a delinquência juvenil, criou o Social Situation Picture Test (SSPJ) composto por oito cartões representativos de situações sociais mais frequentemente vividas por menores abandonados e delinquentes.

Inicialmente, o TAT foi constituído por 19 quadros impressos e um em branco. A série atual, composta por 31 quadros, foi selecionada em bases pragmáticas, sendo a eficácia de cada um calculada com a ajuda de outros testes de personalidade (Morgan, 1995). Desse modo, a classificação do quadro foi constituída pela informação que a história sugerida pelo sujeito proporcionou ao diagnóstico.

Brelet-Foulard e Chabert (2005) reportam estudos comparativos entre os resultados obtidos com a série atual do TAT e com o Rorschach, comprovando sua validade e precisão. Contudo, nem todos os profissionais utilizam a série completa do TAT. Por exemplo, Brelet-Foulard e Chabert optaram pelo uso dos cartões selecionados por Shentoub (1990) por considerá-los mais pertinentes e significativos para remeter a conflitos inconscientes. Esses cartões são: 1, 2, 3RH, 4, 5, 6RH, 6MF, 7MF, 7RH, 8RH, 9MF, 10, 11, 12RM, 13R, 13HF, 19 e 16.

Morgan (1995) escreveu sobre a forma de seleção e origem dessas figuras, afirmando que elas foram retiradas de obras artísticas, fotografias, ou criadas e modificadas por Christina Morgan. O resultado final foram cartões escolhidos por serem extremamente populares e comuns naquela época, visando aumentar a possibilidade de identificação.

Segundo Morgan (1995), o cartão 1 consiste na cópia feita por Lumière da fotografia de um jovem violinista de 6 anos de idade. O cartão 2 é a reprodução de uma obra muito popular na época, chamada "Morning on the cape", criada por um artista anônimo. O cartão 3RH é uma reprodução modificada de uma fotografia, e o cartão 4 uma reprodução alterada, baseada na obra da artista americana Cecil C. Beall. O cartão 5 também parece ser uma cópia de uma fotografia com modificações quanto à idade e trajes da personagem. O cartão 6MF, por sua vez, foi criado especialmente para o TAT por Christina Morgan. O 7MF é a reprodução branca e preta de uma obra do artista americano Anatol Shulkin, adquirida pelo Metropolitan Museum of Art, em 1938. O cartão 7RH é uma imagem, de origem desconhecida, que foi alterada para a redução dos detalhes e consequente aumento da ambiguidade. O cartão 8RH é a reprodução de uma ilustração feita pelo americano Carl Muller, que era originalmente acompanhada por uma história denominada "Wild Geese flying", elaborada por Hal Boorland. O cartão 9MF é a reprodução de uma ilustração feita por Harry Morse Meyers. O cartão 10 é uma fotografia de uma pintura de origem não-identificada. O cartão 11 é a reprodução de uma pintura denominada "The dragon's ravine", feita por Arnold Boecklin em 1870. O cartão 12 RM origina-se de uma fotografia feita por Harold G. Grainger em 1937, que a valorizava pela sensação de completude e harmonia transmitida. O cartão 13R consiste numa parte de uma fotografia registrada em 1940, por Nancy Post Wright. A fotografia original mostrava a cabana e a paisagem, deixando pequena e insignificante a figura do garoto, em que Murray focalizou sua atenção. O cartão 13 HF consiste na reprodução modificada de um cartão já utilizado na edição anterior do teste, cuja origem não foi divulgada. O cartão 19 é a reprodução de uma pintura feita em 1918 por Burchfield, um artista que sofria de depressão e alucinações, e que uniu nesta obra vários símbolos abstratos. O cartão em branco, número 16, tem sua origem na primeira versão do TAT, em 1935.

Considerando os dados de origem e de seleção dos cartões do TAT, nota-se características típicas de produções artísticas e fatores socioculturais da época de seu desenvolvimento. Nos cartões 2, 4, 5, 6MF, 7MF e 9MF, tais características podem ser vistas nos trajes e penteados das figuras humanas, objetos dos cenários, ambiente campestre, trabalho rural, móveis e outros adornos. A presença dessas características nesses cartões pode representar traços de um movimento artístico anterior à Arte Moderna, cujo objetivo era retratar fielmente a realidade. Entretanto, os demais cartões (1, 3, 10, 11, 12RM, 13R, 13HF) variam entre figuras definidas e abstratas, seguindo os objetivos da Arte Moderna. Dessa forma, o TAT retrata a transição dos movimentos artísticos e a entrada da sociedade norte-americana no Modernismo.

As imagens do TAT também refletem as concepções culturais relativas aos papéis sociais de homem, mulher, criança e família vigentes na época de sua origem. Com a ideologia moderna, formaram-se as famílias burguesas e a "hierarquia" entre os gêneros. Sob influência do capitalismo e Revolução Industrial, a família privatizou-se e transformou-se em família conjugal moderna, perdendo suas funções produtivas, já que segundo a concepção econômica vigente, a produção deveria restringir-se às relações exercidas na esfera do trabalho remunerado. Construiu-se então, um mundo feminino, privado, "da casa", oposto à esfera pública, "da rua", que se tornou, no imaginário e ideologia oficial, um domínio masculino. A divisão sexual do trabalho estabelecida impedia o exercício da liberdade e igualdade entre os sexos (Neder, 2002; Ribeiro & Ribeiro, 2007; Vaitsman, 1994).

Nos séculos XVII a XVIII surgiu então a "família tradicional", em que a identidade de seus membros é posicional, ou seja, definida a partir de sua posição, idade e sexo. A mulher era concebida como um ser biológica e socialmente voltado à maternidade, educação dos filhos e cuidado do lar. Assim, a mulher deveria ser educada para desempenhar o papel de mãe, educadora dos filhos e suporte do homem para que este pudesse enfrentar o trabalho fora de casa. A "boa mulher" deveria ser "prendada" e ir à escola e alfabetizar-se para desempenhar bem sua missão como educadora. (Neder, 2002; Ribeiro & Ribeiro, 2007; Vaitsman, 1994).

É nítida a influência dessas concepções nas artes e nas figuras do TAT, ao se considerarem os conteúdos manifestos dos cartões e sua divisão entre masculinos e femininos. Os cartões 2, 6 MF, 7MF, 10 e 13HF remetem à ideia de família nuclear ou casais heterossexuais. Além disso, há também a separação dos papéis sociais conforme o gênero, com a figura da mulher ligada à educação e cuidado dos filhos (cartões 2 e 7MF); bem como a figura masculina voltada para o trabalho (cartões 2 e 8RH).

Assim como os papéis de homem e mulher, a concepção de criança e infância também é determinada pela situação política, social e religiosa de uma comunidade. No caso das sociedades ocidentais, após um período de anulação da infância, no século XVII predominou a visão de que as crianças eram pequenos cidadãos que deveriam ser educados pela cultura e leis sociais, mas também preservadas, vistas como frágeis criaturas de Deus (Ariès, 1981).

Além disso, no século XVIII, surgiu um novo elemento, a preocupação com a higiene e saúde física das crianças, que legitimou as necessidades infantis (Newson & Newson, 1974). Assim, foi nesta época que as crianças foram vistas como portadoras de necessidades físicas e emocionais, como seres dependentes e em formação. Tais preocupações também podem ser observadas nos cartões do TAT, principalmente nos 1, 7MF e 13R, que apresentam figuras de crianças com necessidades e conflitos como sua temática latente.

Desenvolvimento

Nos séculos XX e XXI ocorreram diversas transformações quanto ao papel feminino e constituição social das mulheres como indivíduos. Atualmente, as identidades são complexas e fragmentadas, por isso não se pode compreendê-las em categorias gerais como classe e gênero. Os valores culturais contemporâneos revelaram sujeitos autônomos e novas formas de vivência das relações interpessoais (Bauman, 2004; Roudinesco, 2003).

Assim, visualiza-se o maior número de divórcios e desmembramento da família nuclear (Ramalho, 2005; Ribeiro & Ribeiro, 2007), acompanhados por outras transformações no casamento e na família, que impossibilita a existência de um modelo dominante, pois não surgiu uma estrutura para substituir a família moderna (Vaistman, 1994). Atualmente, famílias monoparentais, alianças homossexuais e diferentes papéis sociais entre homens e mulheres constituem uma realidade. Desse modo, a família "tradicional" transformou-se em "igualitária", em que seus membros percebem-se como iguais porque são indivíduos e, ao mesmo tempo, como diferentes porque são pessoas distintas, com poder de escolha limitado somente pelo respeito à individualidade do outro (Caldana, 1998; Vaistman, 1994).

Nesse contexto de mudanças socioculturais, incluindo os novos papéis de homens e mulheres, geração de novas estruturas e concepções de família e sociedade, a manutenção e ampla utilização de um instrumento diagnóstico como o TAT, nascido em outro universo histórico-social, deve ser debatida em relação aos modos como ele permanece sendo apropriado pelos psicólogos. Assim, diante do risco de buscar conhecer uma realidade contemporânea por meio de uma ótica moderna, impõe-se ao psicólogo o problema de como avaliar as histórias produzidas nos dias atuais, criadas a partir de imagens que remetem a situações sociais passadas. Além disso, é fundamental considerar se o caráter "temporal" e "social" contido no conteúdo manifesto dos cartões poderia influenciar seu sentido latente, interferindo na projeção.

Em acordo com a concepção de Klein (1954/1997), a influência dos objetos concretos e experiências com o mundo externo na estruturação das fantasias, o psicólogo necessita indagar se o conhecimento intelectual dos participantes acerca das características socioculturais presentes nos cartões alteraria o processo de produção das histórias, uma vez que a identificação com o estímulo poderia ser comprometida.

Brelet-Foulard e Chabert (2005) afirmaram ser difícil identificar o conceito daquilo que está na figura, o grau em que o sujeito projeta dados pessoais ou responde a uma aparência normativa da objetividade presente no estímulo. Sustentamos que esta se trata de uma falsa dicotomia, pois se os cartões do TAT podem ser considerados obras de arte, e se toda criação artística está vinculada à História (Kogan, 1965), os objetos figurativos retratados no teste e nas outras obras permitem ao homem (observador) traduzir suas sensações e materializar a experiência vivida em determinada ordem. Assim, não se trata de colocar em xeque o valor de o TAT revelar conteúdos inconscientes relacionados às demandas latentes de seus cartões, mas de levar em consideração que a diversidade da experiência humana, característica de homens e mulheres contemporâneos, que expressa aspectos fundantes de sua personalidade, pode não estar sendo contemplada pela forma atual do teste. O exemplo disso é a conotação predominantemente edipiana dos cartões num momento histórico-social em que a clínica psicológica é assaltada por pessoas portadoras de sofrimentos mais primitivos que os relacionados às vivências triangulares (Vaisberg, 2004).

Favoravelmente à nossa posição, a experiência empírica e a sobrevivência do TAT ao longo do tempo permitem afirmar que, em sua maioria, os sujeitos traduzem suas sensações por intermédio do material, pois conseguem elaborar histórias pessoais, exceto alguns indivíduos borderline ou pré-psicóticos, que se aferram à imagem concreta do cartão. Entretanto, não é possível determinar em que ordem a experiência é vivida, mas, qualquer que seja ela, a descrição das características socioculturais presentes no conteúdo manifesto, especialmente dos cartões 2, 4, 5 e 7MF, vem se mostrando frequente nos indivíduos que se submetem ao TAT, como pode ser visto nos exemplos a seguir*:

[...] Ela está passando por um lugar na fazenda onde um homem está arando a terra para plantar, porque isso aqui é antigo, é daquelas épocas que tinha que arar a terra puxando o cavalo. E essa mulher aqui é a esposa dele, que mora na fazenda e está vendo o marido trabalhar. (Mulher, 32 anos, cartão 2)

[...] Uma estudante foi visitar um museu, diante de um quadro de época, porque ela também estava com roupa de época, foi fotografada e tem o quadro de cenário no fundo. E ela ainda fez uma pose como se ela estivesse participando do quadro, independente de que ela esteja fora de contexto. (Homem, 32 anos, cartão 2)

[...] Ela entrou nesse lugar, que é tipo uma biblioteca que tem naquelas casas antigas, para ver se essa pessoa está lá. (Mulher, 32 anos, cartão 5)*

Dessa forma, em nossa experiência os cartões 2, 4, 5 e 7MF mostraram-se mais propensos a demandar maior esforço do sujeito para reconhecimento do seu conteúdo manifesto, por conterem elementos culturais próprios de outra época histórica.

Segundo Ritzler (2006), alguns testes psicológicos, como os testes de apercepção, apresentam importantes limites para as aplicações culturais, já que foram desenvolvidos e padronizados numa cultura específica. A partir do estudo com índios nativos, Dana (2000) afirma que a reflexão sobre a adaptação estende-se inclusive, para as categorias diagnósticas de psicopatologia e intervenções terapêuticas propostas inicialmente como universais. Ele sustenta que os valores e características culturais influenciam as expressões de comportamento, formulação e concepção de sintomas, bem como a concepção de self. Assim, segundo ele, o uso rígido de padrões sobre saúde e patologia descaracteriza e desumaniza o ser humano, composto por subjetividade e singularidades. Porém, apesar de suas limitações, evidências empíricas recentes mostram que cada método é, pelo menos, potencialmente efetivo para usos culturais (Ritzer, 2006).

Em relação ao TAT, apesar de Ritzler (2006) afirmar que aspectos relacionados à "modernidade" não prejudicam o valor diagnóstico do teste, os investigadores têm tentado aumentar a sensibilidade cultural das imagens, apresentando características no trajar e físicas específicas de uma cultura e ilustrando cenas relevantes às comunidades culturais, metodologia que tem obtido algum sucesso. Estudos de grupos culturais envolvendo adaptações dos cartões do TAT são descritos por França-e-Silva (1984), como o TAT Índio, constituído por 12 cartões desenhados por um artista índio, representando cenas da vida cotidiana dos mesmos; o TAT Africano voltado para o estudo da personalidade do "africano urbano", considerando a diversidade em relação aos seus padrões educacionais, à inteligência, à adaptabilidade, ao tribalismo e à urbanização; e o TAT Congo, composto por 3 cartões originais e 7 derivados de desenhos e fotografias que representavam a atitude do negro ante o trabalho, a instrução e os brancos.

Apesar da preocupação de autores como Montagna e Silva (2008) com o uso adequado do TAT em diferentes contextos históricos-culturais, na literatura encontram-se poucos estudos sobre modificações na estrutura do teste para sua adaptação cultural. Porém, a técnica continua sendo utilizada em diversas pesquisas, especialmente para investigação psicodinâmica da personalidade (Barros & Herzog, 2006; Esteves & Barros, 2006; Ferreira & Barbieri, 2008; Parada & Barbieri, 2008; Parada & Barbieri, 2009; Scaduto & Silva, 2006; Silva & Soster, 2006).

As descrições feitas pelos sujeitos, das características sociais, históricas e culturais das imagens, conforme exemplos anteriores, são interpretadas, segundo Morval (1982), como refletindo a atuação de mecanismos de isolamento ou dificuldade de simbolização, também compreendida como rígido apego à realidade. Segundo Laplanches e Pontalis (2001), o isolamento é um mecanismo de defesa que consiste em isolar um comportamento ou pensamento de modo que suas conexões com o resto da existência do sujeito ficam rompidas. Desse modo, efetua-se uma separação entre a representação insuportável e o seu afeto, ficando esta enfraquecida e isolada na consciência.

Quanto à capacidade de simbolização, esta se refere ao alcance de um modo de representação indireta e figurada de objetos, ideias, conflitos e/ou desejos inconscientes. Acentuam-se as relações que unem, por uma rede complexa de conexões, o símbolo com aquilo que ele representa, bem como na medida em que essas relações se estruturam num tipo de linguagem (Laplanches & Pontalis, 2001).

No TAT, o isolamento e dificuldade de simbolização são sinalizados em movimentos de superinvestimento da realidade externa, que se traduzem pelas narrações empobrecidas no plano da produtividade e de uma grande insipidez no plano fantasmático. Neste contexto, a pessoa parece cortada de seu mundo interno, sem capacidade de fantasiar e evocar seus conflitos durante a produção das estórias (Brelet-Fourlard & Chabert, 2005).

Entretanto, é preciso considerar a possibilidade de que essas descrições das pranchas, feitas pelos sujeitos, se constituíam num recurso utilizado por eles para aproximarem-se de objetos atualmente incomuns ou não-populares e, assim, possibilitar a projeção e expressão de sua personalidade. Desse modo, tal atitude configurar-se-ía num esforço para colaborar com o psicólogo e não em uma resistência.

Considerações finais

Diante das considerações apresentadas, este estudo reitera que qualquer proposta de reformulação de instrumentos e procedimentos de avaliação psicológica deve considerar as variáveis sociais, culturais e históricas, visando preservar sua validade e valor diagnóstico, conforme já apontado por Ottati e Noronha (2003) e por Noronha e Freitas (2005). Entretanto, vale ressaltar que apesar da reconhecida importância de adaptação e padronização dos testes psicológicos, existe um número escasso de investimentos e pesquisas com este intuito, especialmente no que se refere às técnicas projetivas (Noronha & cols., 2002).

Nesse contexto, o presente estudo não visa definir alterações na estrutura do TAT, nem tampouco estabelecer critérios para inclusão ou exclusão de seus cartões com base nas influências das novas formas de viver humano da contemporaneidade, pois isso extrapola os limites deste trabalho. Portanto, mostra-se necessário um número maior de pesquisas com amostras representativas com participantes de diferentes idades, gêneros e culturas.

Nosso intuito não é meramente alertar para a necessidade de cuidados no uso do TAT na realidade contemporânea, dada a sua construção numa época caracterizada por relacionamentos pessoais e sociais específicos, que não contemplam toda a diversidade dos modos de se vincular presentes na atualidade. Assim, este trabalho, ao abarcar as diferenças entre os aspectos sócio-histórico-culturais de origem do TAT e os atuais, descreveu as possíveis interferências que essa situação pode acarretar no processo de identificação do indivíduo com as imagens dos cartões, detectando elementos mais problemáticos presentes no conteúdo manifesto de alguns deles. Nossa experiência com o TAT mostra que a vinculação da imagem do cartão a um contexto sociocultural, percebido como antigo pelo examinando, pode demandar um esforço maior se sua parte pela necessidade preliminar de sua descrição para a posterior produção da história, sem apresentar, portanto, o sentido de ação defensiva tradicionalmente atribuída a esse fenômeno. Assim, acontecimentos como este devem ser criteriosamente ponderados quanto a seus significados interpretativos durante as análises dos psicólogos sobre produções em testes como o TAT, o que exige não apenas experiência técnica, mas fundamentalmente sensibilidade clínica, capacidade crítica e um profundo conhecimento da comunidade sociocultural a que pertence o examinando.

Recebido em agosto de 2010

Reformulado em novembro de 2010

Aprovado em fevereiro de 2011

Sobre as autoras:

Ana Paula Parada é docente do curso de Psicologia da UNIP, supervisora de estágios na área de Avaliação Psicológica, Psicodiagnóstico Interventivo e Psicologia da Saúde, mestre pela FFCLRP-USP na área de Saúde-Doença: avaliação e intervenção. Atuação em Psicologia Clínica sob orientação psicanalítica.

Valéria Barbieri é docente do Departamento de Psicologia e Educação da FFCLRP-USP. Possui doutorado em Psicologia Clínica pela USP, atuando na área de Avaliação Psicológica, com ênfase em Psicodiagnóstico Interventivo de orientação psicanalítica (abordagem winnicottiana) e Psicopatologia Infantil.

  • Endereço para correspondência:
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    Bairro Santa Cruz - 14020-380 - Ribeirão Preto-SP
    E-mail:
    • Anastasi, A. & Urbina, S. (2000). Testagem psicológica Porto Alegre, RS: Artmed.
    • Ariés, P. (1981). História social da família e da criança Rio de Janeiro, RJ: Zahar.
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    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      25 Ago 2011
    • Data do Fascículo
      Abr 2011

    Histórico

    • Revisado
      Nov 2010
    • Recebido
      Ago 2010
    • Aceito
      Fev 2011
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