Ramos colaterais do arco aórtico e suas principais ramificações no cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)

Collateral branches of the aortic arch and its main rami in crab-eating fox (Cerdocyon thous)

Ana R. Lima Damázio C. de Souza Daiene C. do Carmo Juliana T. Santos Érika Branco Sobre os autores

Resumo:

O cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) pertence à família Canidae, encontra-se amplamente distribuído pela América do Sul. Devido à escassez literária a respeito da morfologia desta espécie objetivamos colaborar com o conhecimento da anatomia do arco aórtico e seus ramos colaterais. Foram estudados quatro animais, sendo 2 machos e 2 fêmeas oriundos da Mina de Bauxita, Paragominas, Pará, Brasil/Terra Ltda, sob autorização da SEMA-PA nº 455/2009, que morreram por causas naturais. O sistema arterial foi preenchido com látex corado em vermelho e fixado em solução aquosa de formoldeído 10%. O arco aórtico de Cerdocyon thous apresentou em sua origem apenas dois vasos, o tronco braquiocefálico e a artéria subclávia esquerda. Do tronco braquiocefálico originou-se o tronco bicarotídeo, que se bifurcou nas artérias carótidas comum direita e esquerda, e artéria subclávia direita. Das artérias subclávias ocorreu a formação do tronco costocervical, artéria vertebral, artéria torácica interna, artéria cervical superficial e ao atingir o espaço axilar passa a ser chamada de artéria axilar em ambos os antímeros. Concluímos que o arco aórtico de Cerdocyon thous é similar ao de outros animais domésticos com relação ao número de ramificações em sua origem.

Termos de Indexação:
Cachorro-do-mato; Cerdocyon thous; arco aórtico; morfologia

Abstract:

Crab-eating fox (Cerdocyon thous) belongs to the Canidae family distributed in South America. Due to literary scarcity regarding the morphology of this species, we objectifiked to collaborate with description of the anatomy of the aortic arch and its collateral branches. We studied four foxes, 2 males and 2 females, from Mina Bauxita, Paragominas, Pará, Brazil/Terra Ltda, under authorization of SEMA-PA nº 455/2009, that died of natural causes. The arterial system was filled with red latex and fixation with 10% formaldehyde solution. The aortic arch of Cerdocyon thous showed that in its origin are two vessels, brachiocephalic trunk and left subclavian artery. From brachiocephalic trunk originates the bicarotid trunk, bifurcated into left and right carotid common arteries, and right subclavian artery. The subclavian arteries originates the costocervical trunk, vertebral artery, internal thoracic artery, superficial cervical artery, to reach the axillary space, and passes to be called axillary artery on both sides. We conclude that the aortic arch of Cerdocyon thous is similar to the one in other domestic animals regarding the number of ramificastions at its origin.

Index Terms:
Crab-eating fox; Cerdocyon thous; aortic arch; morphology

Introdução

O cachorro-do-mato ou guaraxaim (Cerdocyon thous) é um mamífero da família dos canídeos, amplamente distribuído pela América do Sul (Facure & Giaretta 1996Facure K.G. & Giaretta A.A. 1996. Food habits of carnivoros in a coastal Atlantic forest of southeastern Brazil. Mammalia 60:499-502.). Tais animais, noctívagos, medem cerca de 65cm de comprimento, com pelagem cinza-clara de base amarelada, e faixa dorsal negra, que se estende da nuca à ponta da cauda. Os membros e as pontas das orelhas são negras e apresentam pelagem curta, o que os diferenciam do cachorro-do-campo (Moro-Rios et al. 2008Moro-Rios R.F., Silva-Pereira J.E., Silva P.W., Moura-Britto M. & Marques D.N. 2008. Manual de Rastros da Fauna Paranaense. Instituto Ambiental do Paraná, Curitiba. 70p.). São onívoros e oportunistas (Facure & Giaretta 1996Facure K.G. & Giaretta A.A. 1996. Food habits of carnivoros in a coastal Atlantic forest of southeastern Brazil. Mammalia 60:499-502., Beisiegel 2001Beisiegel B.M. 2001. Notes on the coati, Nasua nasua (Carnivora: Procyonidae) in an Atlantic forest area. Braz. J. Biol. 61:689-692., Santos-Júnior & Macedo 2007Santos-Júnior T.S. & Macedo M. 2007. Potencial frutívoro e dispersor de sementes por cachorro-do-mato, Cerdocyon thous, em uma área de cerrado manejada para o cultivo de teca, Tectona grandiis, (Rosário Oeste, MT). Anais VIII Congresso de Ecologia do Brasil, Caxambu, MG.), e sua dieta consiste de frutas, ovos, artrópodes, répteis, pequenos mamíferos e carcaças de animais mortos (Facure & Monteiro-Filho 1996Facure K.G. & Monteiro-Filho E.L.A. 1996. Feeding habits of the crab-eating fox, Cerdocyon thous (Carnivora: Canidae), in suburban area of southeastern Brazil. Mammalia 60:147-149,, Santos-Júnior & Macedo 2007Santos-Júnior T.S. & Macedo M. 2007. Potencial frutívoro e dispersor de sementes por cachorro-do-mato, Cerdocyon thous, em uma área de cerrado manejada para o cultivo de teca, Tectona grandiis, (Rosário Oeste, MT). Anais VIII Congresso de Ecologia do Brasil, Caxambu, MG.). No Brasil, esta espécie pode ser encontrada em ambientes abertos naturais ou alterados, presentes em biomas como a Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Cerrado (Berta 1982Berta A. 1982. Cerdocyon thous. Mammalian Species, Smithsonian Institution Press, Washington, DC, 186:1-4., Facure & Giareta 1996Facure K.G. & Giaretta A.A. 1996. Food habits of carnivoros in a coastal Atlantic forest of southeastern Brazil. Mammalia 60:499-502., Juarez & Marinho-Filho 2002Juarez K.M. & Marinho-Filho J. 2002. Diet, habitat use, and home ranges of sympatric canids in Central Brazil. J. Mammalogy 83:925-933., Jácomo et al. 2004Jácomo A.T.A., Silveira L. & Diniz-Filho J.A.F. 2004. Niche separation between the maned wolf (Chrysocyon brachyurus), the crab-eating fox (Dusicyon thous) and the hoary fox (Dusicyon vetulus) in central Brazil. J. Zoology 262:99-106.). O seu habitat é marcado por ambientes florestados, áreas campestres, bordas de florestas e áreas alteradas e habitadas pelo homem (Moro-Rios et al. 2008Moro-Rios R.F., Silva-Pereira J.E., Silva P.W., Moura-Britto M. & Marques D.N. 2008. Manual de Rastros da Fauna Paranaense. Instituto Ambiental do Paraná, Curitiba. 70p.).

A aorta é o grande vaso ímpar que emerge do ventrículo esquerdo medialmente ao tronco pulmonar. Como aorta ascendente, ela se estende cranialmente coberta pelo pericárdio, faz uma curva acentuada dorsalmente e para a esquerda onde recebe o nome de arco aórtico, na sequencia segue caudalmente como aorta descendente estando localizada ventralmente às vértebras, a porção disposta cranial ao diafragma é a aorta torácica e a parte caudal é a aorta abdominal (Schaller 1999Schaller O. 1999. Nomenclatura Anatômica Veterinária Ilustrada. Manole, São Paulo. 614p.).

Em humanos, o arco aórtico é considerado uma estrutura importante para cirurgiões e intervencionistas. Aneurismas ou dissecções do arco aórtico necessitam ser tratados por complexos procedimentos cirúrgicos como hipotermia profunda com retenção da circulação e perfusão cerebral seletiva, estes procedimentos envolvem a possibilidade de substituição do arco aórtico e reconstrução de sua continuidade com a aorta e seus ramos colaterais com menos risco de isquemia e/ou dano cerebral por embolia. Desta forma, o conhecimento de dados descritivos de conformação do arco aórtico pode auxiliar nos diagnósticos e/ou intervenções terapêuticas. O conhecimento das características anatômicas do arco aórtico e seus ramos colaterais podem ser úteis no auxilio e desenvolvimento de novas técnicas de acesso a estas estruturas (Demertzis et al. 2010Demertzis S., Hurni S., Stalder M., Gahl B., Herrmann G. & Van den Berg J. 2010. Aortic arch morphometry in living humans. J. Anatomy 217:588-596.).

Pouco se tem descrito na literatura a respeito desta espécie de carnívoro, desta forma pouco se sabe sobre a sua morfologia. Devido a esta lacuna de informações objetivamos descrever os ramos colaterais do arco aórtico do Cerdocyon thous.

Material e Métodos

Foram estudados quatro exemplares jovens de cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), 2 machos e 2 fêmeas, provenientes da Mina de Bauxita, Paragominas, Pará, Brasil/Empresa Terra Ltda, sob autorização SEMA-PA Nº455/2009 que vieram a óbito por causas naturais e foram doados ao Instituto de Saúde e Produção Animal - ISPA da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA.

Os animais tiveram o sistema arterial preenchido com látex Neoprene corado em vermelho subsequentemente foram fixados com solução aquosa de formoldeído a 10% por meio de injeções intramusculares, subcutâneas e intracavitárias, sendo mantidos nesta solução por no mínimo sete dias antes de serem realizadas as dissecações. Toda nomenclatura adotada foi baseada na Nomina Anatômica Veterinária (International Committee on Veterinary Gross Anatomical Nomenclature, 2012International Committee on Veterinary Gross Anatomical Nomenclature 2012. Nomina Anatomica Veterinaria. World Association on Veterinary Anatomist, Knoxville. 160p.).

Resultados e Discussão

O cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) apresentou apenas dois vasos originados do arco aórtico: o tronco braquiocefálico e a artéria subclávia esquerda; o primeiro origina a artéria subclávia direita e o tronco bicarotídeo que, por sua vez origina as artérias carótidas comum direita e esquerda (Fig.1 e 2). Nusshag (1970)Nusshag W. 1970. Compêndio de Anatomia y Fisiologia de los Animales Domésticos. Editorial Acribia, Zaragoza. 48p. afirmou que o arco aórtico dos animais domésticos em geral, origina as artérias carótidas e as artérias subclávias, contudo Schwarze & Schröder (1970)Schwarze E. & Schröder L. 1970. Compêndio de Anatomia Veterinária. Editorial Acribia, Zaragoza , p.33-34. descreveram que tem origem no arco aórtico três vasos: a artéria subclávia esquerda, a artéria carótida comum esquerda e o tronco braquiocefálico. Diferindo dos resultados observados para o C. thous.

Fig.1:
Arco aórtico (1) de Cerdocyon thous in situ onde podemos observar o tronco braquiocefálico (2), artéria subclávia esquerda (3), tronco bicarotídeo (4), artéria carótida comum direita (5), artéria carótida comum esquerda (6), artéria subclávia direita (7), artéria vertebral direita (8), tronco costocervical direito (9), tronco costocervical esquerdo (10), artéria torácica interna direita (11), artéria torácica interna esquerda (12), artéria cervical superficial direita (13), artéria cervical superficial esquerda (14), artéria axilar direita (15) e artéria axilar esquerda (16). Barra de escala: 3cm.

Fig.2:
Arco aórtico de Cerdocyon thous ex situ onde podemos observar o arco aórtico (1), tronco braquiocefálico (2), artéria subclávia esquerda (3), tronco bicarotídeo (4), artéria carótida comum direita (5), artéria carótida comum esquerda (6), artéria subclávia direita (7), o ventrículo direito (VD) e o ventrículo esquerdo (VE). Barra de escala: 2cm.

Quanto ao tronco braquiocefálico Bruni & Zimmerl (1977)Bruni A.C. & Zimmerl V. 1977. Anatomia degli Animale Domestici. Casa Editrici Dr. Francesco Vallardi, Milano, p.30-37. relataram que, nos carnívoros, este se dirige cranialmente sobre a face ventral da traqueia e emite as artérias braquiocefálica e subclávia direita. Em acréscimo, Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., em cães, e Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p., em carnívoros, consideram que a artéria carótida comum esquerda é o primeiro ramo do tronco braquiocefálico e que sua terminação ocorre medialmente ao primeiro espaço intercostal ou à primeira costela, no antímero direito da cavidade torácica, onde se originam as artérias carótida comum direita e subclávia direita. Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p. considera que às vezes a artéria braquiocefálica pode sofrer uma trifurcação, originando as artérias carótidas comum direita e esquerda e a artéria subclávia direita.

A artéria subclávia direita originou o tronco costocervical direito, a artéria vertebral direita, a artéria torácica interna direita e a artéria cervical superficial direita. Após a emissão desses ramos, ao alcançar o espaço axilar, passa a ser denominada de artéria axilar direita possuindo um maior calibre em relação aos seus ramos, podendo ser considerada como continuação da artéria subclávia direita (Fig.1).

A primeira ramificação da artéria subclávia direita ocorreu ao nível da primeira costela, seguiu cranialmente ventrolateralmente a traqueia e deu origem ao tronco costocervical, este por sua vez deu origem à artéria vertebral direita que segue cranialmente até atravessar os forames transversos das vértebras cervicais. Oposta à origem da artéria costocervical direita existe a artéria torácica interna direita que segue caudalmente e adentra na cavidade torácica. Na sequência têm origem a artéria axilar direita e a artéria cervical superficial direita (Fig.1).

O tronco bicarotídeo, no C. thous, com origem no tronco braquiocefálico deu origem as artérias carótidas comum direita e esquerda. As artérias carótidas comum direita e esquerda apresentaram um trajeto ascendente, seguindo lateralmente à traqueia no antímero direito e o esôfago no antímero esquerdo em sentido cranial (Fig.1). Em relação às artérias carótida comum esquerda, carótida comum direita e subclávia direita, Schwarze & Schröder (1970)Schwarze E. & Schröder L. 1970. Compêndio de Anatomia Veterinária. Editorial Acribia, Zaragoza , p.33-34. relatam que a artéria carótida comum esquerda origina-se diretamente do arco aórtico, e que as artérias carótida comum direita e subclávia direita originam-se do tronco braquiocefálico. Bruni & Zimmerl (1977)Bruni A.C. & Zimmerl V. 1977. Anatomia degli Animale Domestici. Casa Editrici Dr. Francesco Vallardi, Milano, p.30-37., Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p. e Dyce et al. (2010)Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p. citam que a artéria carótida comum esquerda é a primeira a originar-se da artéria braquiocefálica, opostamente à segunda costela e ventralmente à traquéia, cruzando obliquamente a superfície ventrolateral da traquéia e dirigindo-se para a cabeça. Segundo relatos em capivaras (Miglino et al. 1983Miglino M.A., Souza W.M. & Nascimento A.A. 1983. Contribuição ao estudo dos colaterais calibrosos do arco aórtico na capivara (Hidrochoerus hydrochoeris). Anais 8º Encontro de Pesquisas Veterinárias, Jaboticabal. FCAV/Unesp, Jaboticabal, p.182.), coelhos (Albuquerque et al. 1987Albuquerque J.F.G., Souza W.M., Fonseca M.A.G., Bastos C.M.C. & Carregal R.D. 1987. Contribuição aos estudos dos colaterais calibrosos do arco aórtico do coelho (Oryctolagus cuniculus, Linnaeus 1758) da raça Nova Zelândia. Ars Vet. 3:1-4.), quatis (Carvalhal et al. 1988Carvalhal R., Souza W.M. & Miglino M.A. 1988. Contribuição estudo dos colaterais calibrosos no quati (Nasua narica). Anais Congresso Brasileiro de Anatomia e Congresso Luso Brasileiro de Anatomia, Brasília, p.86.), cutias (Carvalho et al. 1993Carvalho M.A.M., Zanco N.A., Arrivabene M. & Cavalcante Filho M.F. 1993. Branches of the aortic arch in cutia (Dasyprocta agouti, Rodentia). Anais XVI Congresso Brasileiro de Anatomia, São Paulo, p.122., Albuquerque et al. 1996Albuquerque J.F.G., Sousa M.S.N., Carneiro C.R., Suassuna A.C.D. & Mendonça A.C.B. 1996. Ramos calibrosos do arco aórtico em cutia (Dasyprocta prymnolopha). Anais 17º Congresso Brasileiro de Anatomia, Fortaleza, p.53.) e em pacas (Nogueira et al. 1996Nogueira T.M.R., Machado M.R.F., Artoni S.B.C. & Varella M.H.C. 1996. Ramos do arco aórtico da paca (Agouti paca Linnaeus, 1766). Anais 9º Congresso Brasileiro de Anatomia, Fortaleza, p.138.), há ocorrência em maior frequência da origem das artérias carótidas comuns esquerda e direita e subclávia direita a partir do tronco braquiocefálico e, em menor frequência, a origem das duas carótidas a partir do tronco bicarotídeo.

A artéria subclávia esquerda teve origem no arco aórtico juntamente com o tronco braquiocefálico. Originou o tronco costocervical esquerdo, a artéria vertebral esquerda, a artéria torácica interna esquerda, a artéria cervical superficial esquerda e a artéria axilar esquerda. As origens destas artérias foram similares ao que ocorreu com as mesmas no antímero oposto (Fig.1).

Ao analisar o Cerdocyon thous, foi observado que, do arco aórtico emergem apenas dois vasos, o tronco braquiocefálico e a artéria subclávia esquerda. Ao nível do primeiro espaço intercostal o tronco braquiocefálico sofre uma bifurcação originando o tronco bicarotídeo, que origina as artérias carótidas comum direita e esquerda, e a artéria subclávia direita. O arranjo encontrado em Cerdocyon thous ao que se refere às artérias carótidas difere do encontrado no cão e no gato, pois nestas espécies não existe a formação de um tronco comum entre as duas artérias carótidas (Evans & De Lahunta 1994Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p.). Filho & Borelli (1970)Filho F.F. & Borelli V. 1970. Contribuição ao estudo dos colaterais calibrosos do arco aórtico no gato. Revta Fac. Med. Vet. São Paulo 8:385-388. estudando 240 gatos (Felis catus domestica) encontraram em 165 animais este mesmo arranjo, sendo a presença de tronco bicarotídeo relatada no restante. Este mesmo arranjo foi descrito em pacas (Agouti paca) e chinchilas (Chinchilla lanígera) (Oliveira et al. 2001Oliveira F.S., Machado M.R.F., Miglino M.A. & Nogueira T.M. 2001. Gross anatomical study of the aortic arc branches of paca (Agouti paca Linnaeus, 1766). Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. 38:103-105., Araujo et al. 2004Araujo A.C.P., Oliveira J.C.D. & Campos R. 2004. Ramos colaterais do arco aórtico e suas principais ramificações em chinchila (Chinchilla laríngea). Revta Port. Ciênc. Vet. 549:53-58,). Em estudos com gambás (Didelphis albiventris) e mocós (Kerodon rupestris), este arranjo foi o menos encontrado, sendo que na maioria dos casos, surge do tronco braquiocefálico a artéria subclávia direita e posteriormente o tronco bicarotídeo se dividindo nas artérias carótidas comum direita e esquerda (Reckziegel et al. 2003Reckziegel S.H., Lindemann T. & Culau P.O.V. 2003. Side of the aortic arch in Opossum (Didelphis albiventris). Ciência Rural 33:507-511., Magalhães et al. 2007Magalhães M.S., Albuquerque J.F. G., Oliveira M.F., Papa P.C. & Moura C.E.B. 2007. Branches of the aortic arch in mocó (Kerodon rupestris). Revta Port. Ciênc. Vet. 102:49-52.), assemelhando-se a forma descrita em suínos por Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p., esse comportamento também foi encontrado em cutias (Dasyprocta agouti) (Carvalho et al. 1993Carvalho M.A.M., Zanco N.A., Arrivabene M. & Cavalcante Filho M.F. 1993. Branches of the aortic arch in cutia (Dasyprocta agouti, Rodentia). Anais XVI Congresso Brasileiro de Anatomia, São Paulo, p.122.).

Ao analisar as informações a respeito das artérias subclávias, Nusshag (1970)Nusshag W. 1970. Compêndio de Anatomia y Fisiologia de los Animales Domésticos. Editorial Acribia, Zaragoza. 48p., Schwarze & Schröder (1970)Schwarze E. & Schröder L. 1970. Compêndio de Anatomia Veterinária. Editorial Acribia, Zaragoza , p.33-34., Bruni & Zimmerl (1977)Bruni A.C. & Zimmerl V. 1977. Anatomia degli Animale Domestici. Casa Editrici Dr. Francesco Vallardi, Milano, p.30-37., Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Frandson et al. (2011)Frandson R.D., Wilke W.L. & Faits A.D. 2011. Anatomia e Fisiologia de Animais de Fazenda. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 432p., Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p., Nickel et al. (1981)Nickel R., Schummer A. & Seiferre E. 1981. The Anatomy of the Domestic Animals. Vol.3. Verlag Paul Parey, Berlin, p.71-74., Romer & Parsons (1985)Romer A.S. & Parsons I.S. 1985. Anatomia comparada dos vertebrados. Atheneu, São Paulo. 559p. e Dyce et al. (2010)Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p. consideram que estas originam os mesmos vasos, no entanto com algumas variações quanto à organização topográfica. Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p. e Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p. mencionaram ainda que a artéria subclávia esquerda é a segunda ramificação do arco aórtico, ao nível do segundo espaço intercostal no antímero esquerdo da cavidade torácica, passando cranialmente na face esquerda do esôfago e enroscando-se ao redor da primeira costela. A artéria subclávia direita pode originar-se do tronco braquiocefálico ou diretamente do arco aórtico. Em Cerdocyon thous a artéria subclávia esquerda origina-se do arco aórtico da mesma forma como descrito para o cão, gato, suíno (Evans & De Lahunta 1994Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Dyce et al. 2010Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p.), jaguatirica (Leopardus pardalis) (Martins et al. 2010Martins D.M., Lima A.R., Pinheiro L.L., Santa Brigida S.S., Melul R. & Branco, E. 2010. Descrição morfológica do arco aórtico e suas principais ramificações em Jaguatirica (Leopardus pardalis). Acta Vet. Bras. 4:74-77.), mão-pelada (Procyon cancrivorus) (Santos et al. 2004Santos A.L.Q., Moraes F.M., Malta T.S., Carvalho S.F.M. & Alves Junior J.R.F. 2004. Topografia dos colaterais calibrosos do arco aórtico de um mão pelada (Procyon cancrivorus Gray, 1865). Archs Vet. Sci. 9:67-72.) e tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla) (Pinheiro et al. 2012Pinheiro V.L.C., Lima A.R. , Pereira L.C., Gomes B.D. & Branco E. 2012. Descrição anatômica dos ramos colaterais do arco aórtico do tamandua-mirim (Tamandua tetradactyla). Biotemas 25:133-137.) diferindo dos equinos e ruminantes (Evans & De Lahunta 1994Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Dyce et al. 2010Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p.) e da capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) (Culau & Reckiziegel 2007Culau P.O.V. & Reckziegel S.H. 2007. Colaterais do arco aórtico da Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris). Acta Scientiae Veterinariae 35:89-92.) onde surge do tronco braquiocefálico sendo este o único ramo colateral que tem origem no arco aórtico destas espécies.

Dyce et al. (2010)Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p. descreveu que nos animais domésticos as artérias subclávias direita e esquerda fornecem sangue para os membros torácicos e estruturas do pescoço e junção cervicotorácica. Emitem quatro ramos em seu trajeto, o primeiro deles a artéria vertebral segue no sentido craniodorsal até chegar à primeira vértebra cervical por onde penetra no canal vertebral. O segundo maior ramo trata-se do tronco costocervical que origina as primeiras artérias intercostais dorsais e a artéria cervical profunda. O terceiro ramo é a artéria torácica interna que apresenta uma curvatura ventral no mediastino, acompanha o esterno e atravessa sob o diafragma continuando como artéria epigástrica cranial. O quarto ramo, a artéria cervical superficial tem origem na subclávia de maneira oposta à origem da torácica interna e irriga os músculos da parte ventral do pescoço a parte cranial do ombro e parte superior do braço. As artérias subclávias no Cerdocyon thous, emitem os mesmos ramos arteriais descritos para os animais domésticos, originando quatro ramos: artéria vertebral, tronco costocervical, artéria cervical superficial e artéria torácica interna.

Quanto ao tronco costocervical, Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p. e Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p. consideram que o mesmo origina-se próximo à origem da artéria vertebral, cruzando sua superfície lateral e correndo dorsalmente, cruzando o esôfago no antímero esquerdo e a traquéia no antímero direito (Getty 1981Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p.). Em Cerdocyon thous, o tronco costocervical foi o primeiro ramo a originar-se das artérias subclávias, localizado medialmente à primeira costela em ambos os antímeros.

Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p., Nickel et al. (1981)Nickel R., Schummer A. & Seiferre E. 1981. The Anatomy of the Domestic Animals. Vol.3. Verlag Paul Parey, Berlin, p.71-74. e Dyce et al. (2010)Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p. relatam que a artéria cervical superficial origina-se na superfície cranial das artérias subclávias, medialmente e oposto à origem da artéria torácica interna. No Cerdocyon thous, a artéria cervical superficial é o último ramo das artérias subclávias, emergindo cranialmente à artéria axilar em ambos os antímeros.

Com relação às artérias torácicas internas, Bruni & Zimmerl (1977)Bruni A.C. & Zimmerl V. 1977. Anatomia degli Animale Domestici. Casa Editrici Dr. Francesco Vallardi, Milano, p.30-37., Evans & De Lahunta (1994)Evans H.E. & De Lahunta A. 1994. Guia para a Dissecação do Cão. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 206p., Getty (1981)Getty R. 1981. Anatomia dos Animais Domésticos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro . 2000p., Nickel et al. (1981)Nickel R., Schummer A. & Seiferre E. 1981. The Anatomy of the Domestic Animals. Vol.3. Verlag Paul Parey, Berlin, p.71-74. e Dyce et al. (2010)Dyce K.M., Sack W.O. & Wensing C.J. 2010. Tratado de Anatomia Veterinária, Elsevier, Rio de Janeiro. 813p. consideram que suas origens nas artérias subclávias ocorrem medialmente à primeira costela, e que as mesmas correm ventralmente no mediastino, acompanhando o esterno, onde penetram ao nível da terceira esternébra. No Cerdocyon thous, observou-se que as artérias torácicas internas originam-se lateralmente à traqueia, ao nível da primeira costela e opostamente a origem do tronco costocervical nos dois antímeros.

O arco aórtico dos Cerdocyon thous analisados assemelham-se ao descrito para os animais domésticos quanto ao número de vasos que se originam do mesmo, ou seja o tronco braquiocefálico e a artéria subclávia esquerda. Quanto aos outros vasos oriundos destes dois ocorreram algumas diferenças entre as outras espécies comparadas.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jul 2016

Histórico

  • Recebido
    11 Maio 2015
  • Aceito
    13 Mar 2016
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