Open-access O PAPEL DA ENGENHOSIDADE EMPREENDEDORA E DAS CAPACIDADES DINÂMICAS NA INTENÇÃO EMPREENDEDORA DOS ALUNOS

RESUMO

A pesquisa sobre a engenhosidade empreendedora (EE) como antecedente da intenção empreendedora (IE), especialmente entre jovens em ambientes com recursos limitados e vazios institucionais, é ainda pouco explorada. O presente estudo investigou a IE de 222 estudantes universitários através dos efeitos da EE e das capacidades dinâmicas. Os resultados revelaram que a EE aumenta a IE, tanto como uma variável de segunda ordem como uma construção multidimensional e a multidimensionalidade da EE parcialmente mediada pelas capacidades dinâmicas amplia a IE dos estudantes. A pesquisa encontrou novos insights sobre as descobertas as disposições da EE entre jovens potenciais empreendedores, diferenciado-os dos empreendedores já existentes. Assim, é fundamental que a educação empreendedora reflita a necessidade de dimensões da EE, como a atitude face à frugalidade, o autocontrolE e o bootstraping financeiro - ou a prática de dar início a um empreendimento com recursos próprios - como áreas de competências essenciais para sobreviver em ambientes com acesso limitado a recursos. O

estudo conclui extraindo implicações relevantes para a teoria e a política/prática.

Palavras-chave:
engenhosidade empreendedora; capacidades dinâmicas; intenção empreendedora; vazios institucionais; economia em desenvolvimento.

ABSTRACT

The research on entrepreneurial resourcefulness (ER) as an antecedent of entrepreneurial intention (EI), especially among young people in resource-constrained environments and institutional voids, is still under-explored. This study investigated the EI of 222 university students through the effects of ER and dynamic capabilities (DC). Results revealed that ER can increase EI both as a second-order variable and a multidimensional construct. The multidimensionality of ER partially mediated by dynamic capabilities enhances the students’ EI. The research found novel insights into ER among young aspiring entrepreneurs, differentiating them from existing entrepreneurs. Thus, it is critical for entrepreneurial education to reflect on the need for ER dimensions like attitude toward frugality, self-control, and financial bootstrapping as core skills for surviving in resource-constrained environments. The study concludes by drawing implications relevant to theory and policy/practice.

Keywords:
entrepreneurial resourcefulness; dynamic capabilities; entrepreneurial intention; institutional voids; developing economy.

RESUMEN

La investigación sobre el ingenio emprendedor como antecedente de la intención emprendedora, especialmente entre jóvenes emprendedores en entornos con recursos limitados y vacíos institucionales, sigue siendo un área de investigación poco explorada. Este estudio investigó la intención emprendedora de 222 estudiantes universitarios a través de los efectos del ingenio emprendedor y las capacidades dinámicas. Los resultados revelan que el ingenio emprendedor puede mejorar la intención emprendedora, como variable de segundo orden y como constructo multidimensional. Además, a través del papel parcialmente mediador de las capacidades dinámicas, la multidimensionalidad del ingenio emprendedor mejora la intención emprendedora de los estudiantes. La investigación arrojó conocimientos novedosos sobre el ingenio emprendedor entre los jóvenes aspirantes a empresarios en comparación con los empresarios ya existentes. Como tal, resulta fundamental que la educación empresarial reflexione sobre la necesidad de que dimensiones del ingenio emprendedor, como la actitud hacia la frugalidad, el autocontrol y el bootstrapping financiero, sean habilidades básicas para sobrevivir en entornos con recursos limitados. El estudio concluye extrayendo implicaciones relevantes para la teoría y la política/práctica.

Palabras clave:
ingenio emprendedor; capacidades dinámicas; intención emprendedora; vacíos institucionales; economía en desarrollo.

INTRODUÇÃO

De uma perspectiva teórica e prática, o empreendedorismo focado no aluno está ganhando cada vez mais espaço, e startups e pequenos negócios são uma opção para alunos e jovens iniciando suas vidas profissionais em economias desenvolvidas e em desenvolvimento (Pugalis et al., 2015). Considerando que alguns desses alunos provavelmente serão empreendedores após a graduação (Ibidunni et al., 2020), é crucial promover habilidades nessa direção, facilitando essa “engenhosidade” (resourcefulness) (Chalmers et al., 2020; Manzi-Puertas et al., 2024).

O conceito de engenhosidade empreendedora (EE) se refere à capacidade dos empreendedores de encontrar novos recursos ou fazer o melhor uso de recursos limitados para promover seus negócios ou explorar novas oportunidades (Moss et al., 2022). Essa capacidade é especialmente importante, pois todo empreendedor passou por restrições de recursos devido à natureza dinâmica de seu ambiente de negócios, que está sujeito a mudanças de maneiras que estão fora do controle dos indivíduos (Neumann, 2021). Na literatura, a palavra “resourcefulness” (engenhosidade) tem sido usada para designar habilidades, atividades ou atos que indivíduos/empresas usam para combinar ou acessar recursos como finanças, habilidades, capital material e social (Welter et al., 2018). De acordo com Badghish et al. (2023), a engenhosidade é um antecedente da ação e da intenção empreendedora (IE). Além disso, Santos et al. (2019) observaram que empreendedores bem-sucedidos demonstraram engenhosidade em suas atividades.

Este estudo observa duas lacunas principais na literatura de EE. Primeiro, a compreensão teórica da EE do aluno em restrições de recursos situacionais e ambientais e vazios institucionais não foi bem estabelecida na literatura. Os poucos estudos (por exemplo, Manzi-Puertas et al., 2024) derivam de ambientes institucionalmente estáveis. No entanto, ambientes com recursos limitados caracterizados por falhas institucionais oferecem novos insights sobre esclarecimentos teóricos sobre EE. Em segundo lugar, a literatura de EE enfatiza amplamente seu papel em empresas já estabelecidas (Fisher, 2024; Michaelis et al., 2022) sem explorá-la como um antecedente da IE do aluno. Em linha com Borges et al. (2021) e Ibidunni et al. (2020), defendemos a importância da educação para a IE dos alunos, oferecendo-lhes oportunidades de desenvolver habilidades empreendedoras. Nesse sentido, consideramos a EE uma habilidade que os alunos com IE devem desenvolver para aumentar suas chances de criar novos empreendimentos bem-sucedidos (Lyons et al., 2020).

Barrales-Molina et al. (2013) sugerem que o ambiente de negócios é um antecedente crítico para determinar o sucesso de um novo empreendimento. De acordo com Teece et al. (1997), as capacidades dinâmicas (CD) representam como as empresas adaptam seus negócios ao ambiente em mudança. No nível individual, os acadêmicos revelam que os empreendedores podem adotar princípios de CD para atingir seus objetivos (Frank et al., 2017; Sprafke et al., 2012). No nível da empresa, a capacidade do empreendedor de manobrar o ambiente reflete como ele mobiliza CD para iniciar ou manter novos empreendimentos (Kurtmollaiev, 2020). No contexto de estudantes e empreendedorismo, há uma escassez de pesquisas sobre a capacidade desses indivíduos de reconhecer oportunidades (Santos et al., 2019) e de incorporar, desenvolver e reconfigurar habilmente recursos internos e externos para atingir seus objetivos empreendedores em um ambiente de negócios em mudança.

Com base na teoria de CD, contextualizamos e ampliamos a compreensão do início de novos empreendimentos e IE entre jovens e aspirantes a pequenos empreendedores autorregulados, investigando como eles identificam e usam a EE em uma economia em desenvolvimento. O estudo é baseado em um contexto econômico caracterizado por acesso limitado a recursos e um vazio institucional em relação ao suporte para pequenas empresas. Acreditamos que a pesquisa sobre EE e CD é crítica para lançar luz sobre a resiliência dos alunos em relação à sustentação de sua IE e à construção de empresas longevas, apesar do ambiente desafiador em economias em desenvolvimento. A pesquisa aborda as seguintes questões: Qual é a relação entre EE e IE de estudantes universitários em uma economia em desenvolvimento? Qual é o papel mediador das CD na relação entre EE e IE de estudantes universitários em uma economia em desenvolvimento?

O estudo responde a essas questões investigando a relação entre EE e IE de alunos em uma instituição de ensino superior nigeriana que enfatiza o empreendedorismo em seus cursos, examinando o papel mediador das CD nessa relação. O artigo está organizado da seguinte forma: A próxima seção apresenta uma discussão do contexto teórico e hipóteses, seguida por uma descrição da metodologia e análise de dados. A seção subsequente examina as descobertas, e a última seção apresenta a conclusão, as limitações do estudo e as direções para pesquisas futuras.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este estudo adota a teoria das capacidades dinâmicas (CD) (Teece, 2007; Teece et al., 1997) para avaliar a intenção empreendedora (IE) de estudantes universitários em um ambiente imprevisível e em rápida evolução. A teoria defende que empresas de alto desempenho demonstram reação oportuna, criatividade rápida e escalável e capacidade de gestão para organizar e redistribuir com eficiência competências internas e externas (Mikalef et al., 2019). Uma capacidade estratégica da empresa deve ser personalizada para uma necessidade específica do consumidor, ser única e difícil de reproduzir (Ferreira et al., 2020). A teoria das CD afirma que a natureza das competências e habilidades está inserida nos processos organizacionais e gerenciais formados pelos ativos e caminhos de uma empresa (Alonso & Kok, 2018). Este estudo enriquece as afirmações teóricas da teoria das CD ao estender a pesquisa sobre a engenhosidade empreendedora (EE) para alunos em um ambiente com recursos limitados. A pesquisa explora dimensões da EE, como atitude em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro para entender a IE dos alunos em um contexto de vazio institucional.

Estudos recentes tentaram explicar teorias de capacidades organizacionais anteriores no contexto de capacidades individuais. Por exemplo, Clark et al. (2024) examinaram a aplicação em nível individual da orientação empreendedora. A pesquisa teorizando capacidades em nível individual é emergente na literatura, e este estudo visa contribuir aplicando a teoria das CD para explorar o empreendedorismo estudantil. Empreendedores individuais devem ser capazes de fazer mais com menos, o que significa que os alunos devem desenvolver a capacidade criativa de identificar o potencial em recursos existentes, criar novos recursos e transformar e/ ou combinar esses recursos em um nível mais alto de utilidade (Williams et al., 2021). Alunos capazes de empregar seu conhecimento de números de negócios, disciplina pessoal e habilidade empática podem aproveitar oportunidades e demandas de negócios para ter sucesso em seu mercado de ação (Quagrainie et al., 2023).

HIPÓTESES

Engenhosidade empreendedora e intenção empreendedora

A engenhosidade empreendedora (EE) é um construto multidimensional (Bradley, 2015) relacionado ao uso eficiente de recursos disponíveis em circunstâncias onde os recursos são limitados. Este estudo investiga três dimensões de EE (Bradley et al., 2011): atitude em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro, e avalia sua influência na intenção empreendedora (IE) dos alunos.

Atitude em relação à frugalidade

Frugalidade se refere ao uso de recursos com base nas expectativas futuras do empreendedor. A definição de frugalidade é caracterizada como a preferência geral de uma pessoa por (a) preservar e (b) adquirir recursos usando uma lógica econômica (ou seja, avaliar o custo de oportunidade de recursos recém-adquiridos) (Lange et al., 2023). Consequentemente, empreendedores com uma alta atitude em relação à frugalidade são mais propensos a preservar recursos e fazer mais com menos (Khanal et al., 2022). A atitude do empreendedor em relação à frugalidade, especialmente em economias em desenvolvimento, significa usar dinamicamente recursos limitados para sustentar a existência da empresa (Ploeg et al., 2021). Portanto, a frugalidade é uma característica importante em um empreendimento de sucesso (Michaelis et al., 2022). Embora esse argumento não esteja bem estabelecido na literatura, este estudo tenta fechar essa lacuna ao levantar a hipótese de que:

  • H1a: A atitude em relação à frugalidade influencia a intenção empreendedora dos alunos.

Autocontrole

O autocontrole aqui pode ser entendido como a capacidade do empreendedor de manter os olhos no objetivo em vez de se entregar a prazeres de curto prazo. No contexto do empreendedorismo estudantil, o autocontrole pode ser um fator estratégico, considerando que os jovens tendem a se distrair facilmente e a ser egocêntricos (Olokundun et al., 2018). Consequentemente, essa característica prevê comportamentos relacionados ao uso de recursos para novos empreendimentos de sucesso (Liu et al., 2021), o que leva a hipótese de que:

  • H1b: O autocontrole influencia a intenção empreendedora dos alunos.

Bootstrapping financeiro

Atividades de bootstrapping financeiro e outras formas de recursos (por exemplo, autofinanciamento interno, bootstrapping temporário de recursos, uso conjunto de recursos e bootstrapping relacionado ao cliente) são consideradas engenhosas pelos economistas porque reduzem o custo de iniciar um novo empreendimento (Block et al., 2022). Como resultado, o bootstrapping financeiro fornece terreno fértil para testar a reespecificação teórica de EE (Ibidunni et al., 2018). Dada a teorização pouco explorada sobre o bootstrapping financeiro na contribuição para a IE em economias em desenvolvimento, este estudo afirma que:

  • H1c: A prática do bootstrapping influencia a intenção empreendedora dos alunos.

Efeito mediador das capacidades dinâmicas na engenhosidade empreendedora e na intenção empreendedora

Teece et al. (1997) conceituaram capacidades dinâmicas (CD) como a capacidade da empresa de integrar, construir e reconfigurar seus recursos internos e externos para se adaptar ao ambiente em mudança. A dimensionalidade das CD na literatura depende de adaptações contextuais. A visão que os autores adotaram ao longo do tempo dependeu da adaptação conceitual, como uma cointegração de CD em outros conceitos para determinar uma perspectiva dinâmica de um conceito recém-desenvolvido (por exemplo, Competências Dinâmicas de Gestão do Conhecimento) (Villar et al., 2014). Este estudo adota uma conceituação mais robusta de CD (Shin et al., 2020) para refletir como os alunos pesquisados adaptam e integram recursos e capacidades para lidar com seu ambiente empreendedor. Portanto, as seguintes dimensões de capacidades dinâmicas são identificadas com a intenção empreendedora: capacidades de sensibilidade, aprendizagem, integração e coordenação.

Atitude em relação à frugalidade, capacidades dinâmicas e intenção empreendedora

Empreendedores que operam em mercados com recursos limitados podem alcançar resultados mais otimizados por meio da complementaridade da frugalidade e abordagens dinâmicas para impulsionar os objetivos da empresa (Kaur, 2022). As empresas que buscam uma estratégia frugal no ambiente em mudança buscam reduzir os custos associados às operações e aquisição e uso de recursos, ao mesmo tempo em que atendem aos requisitos dos clientes (Hossain et al., 2016). Assim, a frugalidade é uma tentativa razoável para empreendimentos disruptivos em mercados de baixo custo para alcançar vantagens organizacionais (Reinhardt et al., 2018). López-Sánchez e Santos-Vijande (2022) afirmam que a frugalidade e a capacidade dinâmica da empresa continuam sendo cruciais para que as empresas em economias emergentes alcancem maior competitividade econômica. Consequentemente, levantamos a hipótese de que:

  • H2a: A atitude em relação à frugalidade, quando mediada por capacidades dinâmicas, fortalece a intenção empreendedora dos alunos.

Autocontrole, capacidades dinâmicas e intenção empreendedora

Empreendedores de alto desempenho demonstram sua engenhosidade ao, por exemplo, adiar a gratificação imediata, adotar a autoinstrução e aplicar métodos de resolução de problemas (Kennett et al., 2008). Nossa teorização de autocontrole representa a posição que o empreendedor assume ou espera assumir para garantir um processo contínuo de autoconsciência e gestão eficaz e eficiente de si mesmo e dos recursos para garantir o sucesso da iniciativa empreendedora. Consequentemente, o empreendedor desenvolve as habilidades para aprender continuamente e integrar esse aprendizado na empresa para alcançar resultados de empreendimento bemsucedidos (Murnieks et al., 2020). Portanto, levantamos a hipótese de que:

  • H2b: Quando mediado pela capacidade dinâmica, o autocontrole fortalece a intenção empreendedora dos alunos.

Bootstrapping financeiro, capacidades dinâmicas e intenção empreendedora

O ambiente econômico em que as empresas operam está se tornando cada vez mais desafiador e, portanto, os empreendedores que operam em ambientes com recursos limitados estão aumentando suas capacidades para se tornarem mais inteligentes financeiramente (Khan & Quaddus, 2020). Portanto, uma área de habilidade essencial para empreendedores que buscam novos empreendimentos inclui esforços proativos para adquirir os recursos financeiros necessários para seus negócios (Malmström & Öqvist, 2021). Consequentemente, levantamos a hipótese de que:

  • H2c: Quando mediado pela capacidade dinâmica, o bootstrapping financeiro fortalece a intenção empreendedora dos alunos.

O modelo conceitual na Figura 1 mostra as relações hipotéticas entre EE e IE. Testamos as relações diretas entre as dimensões de EE (ou seja, atitude em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro) e IE. Nosso modelo também reflete o papel mediador das dimensões de CD (capacidade de sensibilidade, aprendizagem, integração e coordenação) na relação entre EE e EI. Conforme refletido nas respectivas hipóteses, prevemos uma relação positiva entre as variáveis do estudo.

Figura 1
Modelo Conceitual do Estudo

METODOLOGIA

Cenário da pesquisa e coleta de dados

A pesquisa coletou dados de estudantes universitários na Nigéria, a nação mais populosa da África, buscando aumentar o conhecimento sobre a relação entre engenhosidade empreendedora (EE) e intenção empreendedora (IE) em uma economia em desenvolvimento. Os estudantes nesses países têm que lidar com a escassez de recursos, gargalos associados à administração de pequenas empresas e os vazios institucionais formais generalizados (Ibidunni et al., 2021). Essa falta de estruturas institucionais fez com que muitos empreendedores existentes e aspirantes identificassem criativamente recursos que os ajudassem a permanecer no mercado (Ibidunni et al., 2021). Paradoxalmente, esses empreendedores são responsáveis p or 65% dos empregos criados na economia da Nigéria, embora associados a atividades informais que dependem da autossustentabilidade em vez de estruturas governamentais e outras estruturas formais. Portanto, a desenvoltura é uma área crítica e estratégica de suas operações.

Para este estudo, aplicamos um questionário a alunos de graduação na Covenant University, Nigéria. A Covenant University tem uma cultura altamente empreendedora e é a principal instituição de ensino superior a enfatizar o empreendedorismo em seus cursos. O curso sobre teoria e prática do empreendedorismo é obrigatório para alunos em todas as suas faculdades, do primeiro ao último ano da graduação. Portanto, a população-alvo deste estudo incluiu todos os alunos de graduação da Covenant University do primeiro ao quinto ano, que estavam dispostos a iniciar seus negócios após a graduação, ou seja, um grupo de 5.193 alunos. Esses alunos estavam matriculados em programas oferecidos nas quatro faculdades da universidade: a Faculdade de Administração e Ciências Sociais (CMSS), Faculdade de Engenharia (CoE), Faculdade de Estudos de Liderança e Desenvolvimento (CLDS) e a Faculdade de Ciência e Tecnologia (CST). O tamanho da amostra foi determinado usando a fórmula de Yamane (1967); os alunos foram selecionados por meio de amostragem estratificada e aleatória, e a principal razão apresentada por aqueles que escolheram não participar foi a falta de tempo disponível devido à priorização de outras atividades escolares.

Um total de 250 alunos tiveram acesso ao questionário. A população-alvo foi estratificada de acordo com os programas universitários e o ano acadêmico em que os alunos estavam no momento da pesquisa. Os procedimentos éticos foram seguidos rigorosamente, incluindo a obtenção do consentimento informado de todos os participantes. Um método de amostragem proposital foi adotado para excluir alunos que não tinham interesse em iniciar negócios, pois a pesquisa se concentrou em explorar a relação entre EE e IE. Dentro de cada estrato, os alunos receberam números, que foram então selecionados aleatoriamente para identificar os participantes e determinar a amostra final.

Dos 250 questionários distribuídos aos alunos selecionados, 222 foram devolvidos com respostas válidas (88,8%). Os 28 questionários restantes (11,2%) foram preenchidos incorretamente ou não devolvidos. A Tabela 1 mostra as características dos entrevistados.

Tabela 1
Características dos entrevistados

Medidas

O questionário foi derivado de trabalhos anteriores relacionados a este estudo. O instrumento para avaliar a EE foi derivado de Michaelis et al. (2022) e Williams et al. (2021). O instrumento de dimensões de capacidade dinâmica, incluindo capacidades de sensibilidade, coordenação, integração e aprendizagem, foi derivado de Handoko e Tjaturpriono (2023). O instrumento para a IE foi baseado em Gollwitzer e Sheeran (2006). O questionário tinha duas seções; a seção A buscou coletar o perfil dos respondentes, e a seção B apresentou perguntas para coletar dados para cada subvariável das variáveis independentes, mediadoras e dependentes desta pesquisa. As respostas foram medidas em uma escala Likert de 5 pontos, variando de discordo totalmente (1) a concordo totalmente (5).

Variáveis de controle

A literatura anterior identificou variáveis q ue podem ser usadas como variáveis de controle devido à sua alta chance de influenciar a IE (Tang et al., 2021). Autores têm argumentado sobre a importância de adicionar variáveis d e controle em modelos de regressão para contabilizar qualquer variância que possa ser explicada por fatores diferentes das variáveis de interesse (Bodlaj & Čater, 2018). Estudos anteriores sugeriram que características demográficas como idade, educação e gênero podem afetar a IE (Bonesso et al., 2018). No nível individual, variáveis demográficas como idade e educação foram identificadas para ajudar empreendedores a reduzir a responsabilidade da novidade (Tian et al., 2018). Assim, idade e gênero foram incluídos como variáveis de controle. Gênero foi codificado como uma variável dicotômica onde as entrevistadas foram codificadas com 1 e os entrevistados com 0. Estudos anteriores argumentaram que as empreendedoras têm menos oportunidades de explorar as possibilidades de lançamentos de negócios bem-sucedidos, especialmente no contexto da economia em desenvolvimento (Ojong et al., 2021). Portanto, a tendência é uma economia com menos empreendedoras do que empreendedores (Maina & Marks, 2020). A idade foi codificada como uma variável contínua. Também controlamos os campos de estudo dos alunos incluindo modelos para alunos registrados na Faculdade de Administração e Ciências Sociais, Faculdade de Ciência e Tecnologia, Faculdade de Engenharia ou Faculdade de Estudos de Liderança e Desenvolvimento.

Análise

Usamos modelos de equações estruturais de mínimos quadrados parciais (PLS/SEM) para realizar as estimativas, que é um modelo comum nas áreas de administração e empreendedorismo (Hair et al., 2020). Devido aos efeitos diretos e indiretos do intrincado modelo de pesquisa, o PLS-SEM foi considerado apropriado para esta investigação (Ferreira et al., 2024). Empregamos um procedimento de duas etapas para avaliar as hipóteses de pesquisa (Anderson & Gerbing, 1988). Primeiro, a análise fatorial confirmatória (CFA) foi usada para avaliar a validade e a confiabilidade do modelo de medição (Hair et al., 2019). Segundo, o SEM foi realizado com base no modelo de medição para avaliar se o modelo se ajustava aos dados. Em linha com Fornell e Larcker (1981) e Hair et al. (1998), a validade desses construtos foi avaliada usando os seguintes métodos: (i) validade fatorial (carga fatorial > 0,5 é desejável); (ii) confiabilidade entre avaliadores, que foi determinada pelo Alfa de Cronbach (CA > 0,7) e confiabilidade composta (CR > 0,7); (iii) validade convergente por meio da variância média extraída (AVE), assumindo validade convergente sempre que AVE > 0,50; e (iv) validade discriminante, garantindo que as correlações entre os construtos não excedam suas respectivas AVEs.

A análise incluiu o modelo estimado, as estimativas do coeficiente dos caminhos mostrando os efeitos diretos e indiretos, e suas respectivas significâncias estatísticas pelos resultados do bootstrap e do coeficiente determinante (R2) para avaliar o modelo estrutural e a validação das hipóteses correspondentes ou não. Usando a abordagem bootstrapping (com base em uma amostra de 5.000 bootstraps), o estudo avaliou as estatísticas t e suas significâncias estatísticas correspondentes (Streukens & Leroi-Werelds, 2016).

RESULTADOS

Modelos de medição

Nosso estudo adotou o teste de um fator de Harman para avaliar a possibilidade de variância de método comum (VMC), principalmente porque os dados foram derivados de um único contexto - alunos da Covenant University, Nigéria. Seguindo o argumento de Podsakoff et al. (2003), todas as medidas neste estudo foram carregadas em uma análise fatorial exploratória (EFA), assumindo que a VMC é rastreável a um único fator ou fator geral que responde por mais de 50% da covariância entre as medidas. Portanto, todas as variáveis p ara engenhosidade empreendedora (EE), capacidades dinâmicas (CD) e variáveis d e intenção empreendedora (IE) foram submetidas à análise fatorial. A análise aplicou rotação restrita, seguindo a sugestão de Podsakoff et al. (2003).

A análise fatorial produziu sete fatores com autovalores maiores que um. O primeiro fator respondeu por 22,56% da variância. Portanto, a VMC não responde pela associação entre as variáveis independentes e dependentes deste estudo.

Além disso, avaliamos os construtos para confiabilidade interavaliadores, validade convergente e validade discriminante de acordo com Neneh (2019). A confiabilidade interavaliadores foi avaliada usando o alfa de Cronbach (CA) e a confiabilidade composta (CR). Os valores de CA estavam entre 0,6650 e 0,8790, enquanto os valores de CR estavam entre 0,7365 e 0,8380. Todos os valores estavam acima dos limites recomendados por Fornell e Larker (1981) e Hair et al. (1998). Avaliamos a validade convergente usando os critérios de variância média extraída (AVE), assumindo que os valores de AVE para cada item devem ser 0,5 e acima (Hair et al., 1998). Todos os valores de AVE caíram entre 0,5809 e 0,7680 e, portanto, foram considerados válidos (ver Tabela 2). O estudo avaliou a validade discriminante dos itens de pesquisa de acordo com a recomendação de Fornell e Larcker (1981) de que a correlação entre as medidas não deve exceder a raiz quadrada da AVE. A Tabela 3 descreve a matriz de correlação de todas as escalas para este estudo de acordo com as recomendações de Fornell e Larcker. Os valores médios dos itens estavam entre 1,660 e 4,277, indicando que os entrevistados geralmente concordavam com os itens levantados no instrumento de pesquisa. Usar a análise de correlação para preceder uma análise de regressão é essencial para determinar que os itens incluídos na pesquisa têm uma relação linear e a direção de tal relação. No entanto, a relação não deve exceder 0,7 (Donkor et al., 2018). Portanto, a validade discriminante para a escala é garantida.

Tabela 2
Análise Fatorial Confirmatória dos Itens
Tabela 3
Estatísticas Descritivas dos Itens

Efeitos principais e mediadores

Prosseguimos com a avaliação de regressão múltipla após afirmar a confiabilidade e a validade do modelo de medição.

A Tabela 4 mostra os resultados da análise multivariada das variáveis produzidas pelo modelagem de equações estruturais. O estudo analisou os efeitos diretos da EE medidos pela atitude em relação à frugalidade (ATF), autocontrole (AC) e bootstrapping financeiro (BF) na IE dos alunos. Além disso, a mediação das capacidades dinâmicas na relação entre EE e IE foi medida considerando a capacidade de sensibilidade (CSEN), capacidade de aprendizagem (CAP), capacidade de coordenação (CC) e capacidade de integração (CIN).

Tabela 4
Resultados da Análise Multivariada

O estudo controlou três variáveis: gênero, idade e faculdade. Em todos os níveis de análise direta e de mediação para todas as hipóteses testadas, os resultados estatísticos refletiram que as três variáveis de controle não influenciaram as relações entre as variáveis. Para ATF, as variáveis de controle mostraram que gênero (β = -0,025, Sig. = 0,763), idade (β = 0,146, Sig. = 0,085) e faculdade (β = 0,035, Sig. = 0,733) não afetaram os resultados da análise. Além disso, a análise para AC reflete que gênero (β = -0,018, Sig. = 0,830), idade (β = 0,143, Sig. = 0,087) e faculdade (β = 0,072, Sig. = 0,495) não afetaram os resultados da análise. Os resultados da análise para BF, incluindo gênero (β = -0,017, Sig. = 0,830), idade (β = 0,130, Sig. = 0,163) e faculdade (β = 0,063, Sig. = 0,511), não afetaram os resultados da análise.

Os efeitos diretos das três principais variáveis de EE, incluindo ATF, AC e BF, na IE dos alunos foram analisados. Em um nível de confiança de 0,05 (95%), os resultados estatísticos mostraram que as três dimensões de EE incluídas neste estudo não impactaram diretamente a IE dos alunos. Os resultados refletiram que ATF (β = -0,165, Sig. = 0,207), AC (β = 0,065, Sig. = 0,662) e BF (β = 0,055, Sig. = 0,594) não são estatisticamente significativos para a IE dos alunos.

O estudo prosseguiu testando os efeitos mediadores das dimensões de CD, incluindo CSEN, CAP, CC e CIN, na relação entre as dimensões EE e IE. A análise para ATF revelou uma relação direta com CSEN (β = 0,547, Sig. = 0,000), CAP (β = 0,513, Sig. = 0,000), CIN (β = 0,483, Sig. = 0,000) e CC (β = 0,477, Sig. = 0,000). O efeito mediador revelou que apenas CAP (β = 0,547, Sig. = 0,000) foi estatisticamente significativo na mediação da relação entre EE e IE. Enquanto isso, a análise para AC revelou uma relação direta estatisticamente significativa apenas com CAP (β = 0,340, Sig. = 0,014). O efeito mediador revelou que apenas CAP (β = 0,471, Sig. = 0,008) foi estatisticamente significativo na mediação da relação entre EE e IE. A análise para BF revelou uma relação direta com a mediação de CSEN (β = -0,384, Sig. = 0,003) e CC (β = -0,477, Sig. = 0,010). No entanto, apenas o efeito de CAP ((β = 0,487, Sig. = 0,006) foi estatisticamente significativo na mediação da relação entre EE e IE.

Nosso estudo testou ainda uma análise de segunda ordem de EE em IE, dado o papel mediador das CD. Os resultados indicaram que EE está diretamente relacionado a IE (β = 0,304, Sig. = 0,001). Enquanto isso, o resultado estatístico revela que EE se conecta com CAP (β = 0,289, Sig. = 0,001) e CIN (β = 0,197, Sig. = 0,047), mas apenas CAP (β = 0,365, Sig. = 0,021) media a relação entre EE e IE.

Discussão

As descobertas sugerem que a engenhosidade empreendedora (EE) está relacionada à intenção empreendedora (IE) dos alunos somente quando mediada pelas dimensões de capacidade dinâmica do aluno.

Implicações teóricas

Os resultados mostraram que as dimensões da EE, incluindo as atitudes dos alunos em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro, não resultam diretamente em sua intenção empreendedora. Nossa pesquisa encontrou novos insights sobre a EE dos alunos em comparação com os empreendedores existentes. Essa relação estatisticamente não significativa entre as dimensões da EE e a IE pode resultar da fraca compreensão dos alunos sobre o uso da EE dentro do contexto empreendedor único em uma economia em desenvolvimento como a da Nigéria. Portanto, é fundamental que a educação empreendedora reflita a necessidade de dimensões da EE como atitude em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro como áreas de habilidades essenciais para sobreviver em ambientes com acesso limitado a recursos. Como já observado, a pesquisa e a prática da EE em muitas economias em desenvolvimento continuam sendo um campo emergente de investigação. As descobertas do presente estudo incentivam o desenvolvimento de investigações mais robustas para apoiar uma compreensão mais profunda das dimensões da EE em economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, a análise de segunda ordem da EE demonstra sua relação positiva direta e estatisticamente significativa com a IE dos alunos. Assim, uma visão mais complexa e agregada da teorização da EE impacta significativamente os resultados de aprendizagem dos alunos dispostos a abrir um negócio. Portanto, em vez de perceber a EE como um construto multidimensional que deve ser visto em termos de uma inclinação para uma atitude frugal, autocontrole e bootstrapping financeiro, é melhor adotar uma conceituação da EE como um padrão de resposta holística a situações de recursos limitados e vazios institucionais. No entanto, os resultados do estudo diferem de muitos outros estudos que viram a EE como um conceito com múltiplas dimensões que resultam diretamente em novos empreendimentos (Simba et al., 2021). A contribuição teórica do nosso estudo está em estabelecer uma visão divergente da EE dentro de um ambiente marcado por recursos limitados e vazio institucional.

Os resultados corroboram o argumento sobre a EE como um construto multidimensional, pois foi possível observar o papel mediador de dimensões específicas das CD (capacidade de sensibilidade, capacidade de aprendizagem, capacidade de coordenação e capacidade de integração) na relação entre a EE e a IE dos alunos. O estudo contribui para a teorização multidimensional da EE ao identificar condições específicas e CD que aumentam a IE dos alunos. Os resultados indicam que os alunos com uma atitude em relação à frugalidade demonstram alta sensibilidade no uso de recursos para criar valor. Os alunos gerenciam esses recursos por meio da DC, como capacidades de sensibilidade, aprendizagem, coordenação e integração. Essencialmente, a combinação da frugalidade e capacidade de aprendizagem dos alunos resulta em uma intenção empreendedora mais forte. Portanto, as capacidades de aprendizagem são cruciais para que os alunos aumentem o interesse, a confiança e a habilidade em relação ao empreendedorismo e à criação de empregos em ambientes desafiadores impostos por economias em desenvolvimento. Como tal, a teorização de modelos que aprimoram as capacidades de aprendizagem frugais para aumentar a IE e a criação de empresas sustentáveis deve receber maior atenção entre os acadêmicos interessados em economias em desenvolvimento. Nossa afirmação se alinha com Hossain et al. (2016), afirmando que a frugalidade empreendedora pode influenciar a escalabilidade da empresa, principalmente por meio da adoção de um padrão de aprendizagem em suas várias formas. Além disso, LópezSánchez e Santos-Vijande (2022) argumentam que a complementaridade do empreendedorismo frugal e da capacidade de aprendizagem que resulta em uma capacidade de aprendizagem focada no mercado influencia fortemente a capacidade inovadora da empresa.

Implicações práticas

O presente estudo oferece uma melhor compreensão da dimensionalidade do conceito e prática de EE, especialmente no que se refere a uma visão multidimensional versus holística. Da perspectiva holística, a EE reflete como um empreendedor realiza o uso eficiente e eficaz de recursos limitados em relação aos objetivos do empreendimento. Também inclui sua capacidade de explorar recursos existentes para criar novos e valiosos recursos. Nosso estudo demonstra que a EE aumenta a IE dos alunos, independentemente das limitações impostas por um ambiente com recursos limitados. Enquanto isso, este estudo também fornece insights sobre uma perspectiva multidimensional do conceito de EE, que pode ser vista como a extensão em que os empreendedores demonstram uma atitude em relação à frugalidade, autocontrole e bootstrapping financeiro. Essas três dimensões também são habilidades críticas que o currículo e a prática do empreendedorismo devem refletir, fornecendo aos alunos uma visão completa do conceito de EE.

Argumentamos aqui que a estrutura de política de empreendedorismo em economias em desenvolvimento deve apoiar um ambiente de aprendizagem altamente dinâmico no qual estudantes, teóricos e profissionais podem integrar conhecimento para repensar maneiras de desenvolver habilidades de EE para a criação de novos empreendimentos escaláveis. Essa afirmação se baseia no papel crítico das capacidades dinâmicas no aprimoramento do relacionamento entre EE e IE, especialmente a capacidade de aprendizagem. A necessidade de vários novos negócios para apoiar o crescimento da economia da Nigéria foi identificada (Adekiya & Ibrahim, 2016; Ibidunni et al., 2023). Além disso, o empreendedorismo jovem, especialmente praticado por estudantes universitários, é percebido como uma área estratégica de pesquisa e prática para apoiar o aumento da IE e o desenvolvimento de novos negócios em diferentes setores da economia do país (Ibidunni et al., 2020).

CONCLUSÃO E PESQUISA FUTURAS

A pesquisa conduzida com estudantes universitários da Nigéria revelou que a engenhosidade empreendedora (EE) pode melhorar a intenção empreendedora (IE) tanto como uma variável de segunda ordem quanto como um construto multidimensional. Além disso, por meio do papel parcialmente mediador das capacidades dinâmicas (CD), a multidimensionalidade da EE aprimora a IE dos alunos. Nosso estudo oferece uma contribuição significativa para a pesquisa em empreendedorismo e gestão estratégica. No entanto, está limitado a coleta de dados conduzida em um único contexto geográfico e instituição - nesse caso, uma instituição privada - bem como em um momento específico, reduzindo as oportunidades de insights potenciais de estudos longitudinais e entre países.

Pesquisas futuras podem se beneficiar de dados coletados sem essas restrições, capturando a diferença na engenhosidade ao comparar alunos e empreendedores dispostos a abrir um negócio após a graduação. Essa perspectiva enriquecerá o desenvolvimento do currículo de EE em instituições de ensino superior, pois pode informar a mentoria entre pares em torno da engenhosidade no processo empreendedor.

Avaliado pelo sistema de revisão duplo-anônimo.

Referências bibliográficas

  • Adekiya, A. A., & Ibrahim, F. (2016). Entrepreneurship intention among students: The antecedent role of culture and entrepreneurship training and development. International Journal of Management Education, 14(2), 116-132. https://doi.org/10.1016/j.ijme.2016.03.001
    » https://doi.org/10.1016/j.ijme.2016.03.001
  • Alonso, A. D., & Kok, S. A. (2018). Resource-based view and dynamic capabilities approach in the context of a region’s international attractiveness: The recent case of Western Australia. Local Economy, 33(3), 307-328. DOI:10.1177/0269094218765167
    » https://doi.org/10.1177/0269094218765167
  • Anderson, J. C., & Gerbing, D. W. (1988). Structural equation modeling in practice: A review and recommended two-step approach. Psychological Bulletin, 103(3), 411-423. https://doi.org/10.1037/0033-2909.103.3.411
    » https://doi.org/10.1037/0033-2909.103.3.411
  • Badghish, S., Ali, I., Ali, M., Yaqub, M. Z., & Dhir, A. (2023). How does socio-cultural transition help to improve entrepreneurial intentions among women? Journal of Intellectual Capital, 24(4), 900-928. https://doi.org/10.1108/JIC-06-2021-0158
    » https://doi.org/10.1108/JIC-06-2021-0158
  • Barrales-Molina, V., Bustinza, Ó. F., & Gutiérrez-Gutiérrez, L. J. (2013). Causes and effects of dynamic capabilities generation. British Journal of Management, 24(4), 571-591. https://doi.org/10.1111/j.1467-8551.2012.00829.x
    » https://doi.org/10.1111/j.1467-8551.2012.00829.x
  • Block, J.H., Fisch, C. & Hirschmann, M. (2022). The determinants of bootstrap financing in crises: evidence from entrepreneurial ventures in the COVID-19 pandemic. Small Business Economics, 58, 867-885. https://doi.org/10.1007/s11187-020-00445-6
    » https://doi.org/10.1007/s11187-020-00445-6
  • Bodlaj, M. and Čater B. (2018). The impact of environmental turbulence on the perceived importance of innovation and innovativeness in SMEs. Journal of Small Business Management, 57, 417-435. https://doi.org/10.1111/jsbm.12482
    » https://doi.org/10.1111/jsbm.12482
  • Bonesso, S., Gerli, F., Pizzi, C. & Cortellazzo, L. (2018). Students’ Entrepreneurial Intentions: The Role of Prior Learning Experiences and Emotional, Social, and Cognitive Competencies. Journal of Small Business Management, 56(1), 215-252 https://doi.org/10.1111/jsbm.12399
    » https://doi.org/10.1111/jsbm.12399
  • Borges, A. P., Lopes, J. M., Carvalho, C., Vieira, B. M., & Lopes, J. (2021). Education is a key to providing the growth of entrepreneurial intentions. Education+ Training, 63(6), 809-832. https://doi.org/10.1108/ET-03-2020-0052
    » https://doi.org/10.1108/ET-03-2020-0052
  • Bradley, S. W. (2015). Entrepreneurial resourcefulness. In C. L. Cooper, M. H. Morris, & D. F. Kuratko (Eds.), Wiley encyclopedia of management, 3, 1-3.
  • Bradley, S. W., McMullen, J. S., Atmadja, A., & Artz, K. W. (2011). Self-employed or employing others? Pre-entry capabilities, entrepreneurial action, and the learned resourcefulness of microcredit firm founders. Frontiers of Entrepreneurship Research, 31(19), 2.
  • Chalmers, D., MacKenzie, N. G., & Carter, S. (2020). Artificial intelligence and entrepreneurship: Implications for venture creation in the fourth industrial revolution. Entrepreneurship Theory and Practice, 45(5), 1028-1053. https://doi.org/10.1177/1042258720934581
    » https://doi.org/10.1177/1042258720934581
  • Clark, D. R., Pidduck, R. J., Lumpkin, G. T., & Covin, J. G. (2024). Is it okay to study entrepreneurial orientation (EO) at the individual level? Yes!. Entrepreneurship Theory and Practice, 48(1), 349-391. https://doi.org/10.1177/10422587231178885
    » https://doi.org/10.1177/10422587231178885
  • Donkor, J., Donkor, G. N. A., & Kwarteng, C. K. (2018). Strategic planning and performance of SMEs in Ghana: The moderating effect of market dynamism. Asia Pacific Journal of Innovation and Entrepreneurship, 12(1), 62-76. https://doi.org/10.1108/APJIE-10-2017-0035
    » https://doi.org/10.1108/APJIE-10-2017-0035
  • Ferreira, J. J., Fernandes, C. I., & Veiga, P. M. (2024). The effects of knowledge spillovers, digital capabilities, and innovation on firm performance: A moderated mediation model. Technological Forecasting and Social Change, 200, 123086. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2023.123086
    » https://doi.org/10.1016/j.techfore.2023.123086
  • Ferreira, J., Coelho, A., & Moutinho, L. (2020). Dynamic capabilities, creativity, and innovation capability and their impact on competitive advantage and firm performance: The moderating role of entrepreneurial orientation. Technovation, 92/93, 102061. https://doi.org/10.1016/j.technovation.2018.11.004
    » https://doi.org/10.1016/j.technovation.2018.11.004
  • Fisher, G. (2024). Resourcefulness enactment: The sensemaking process underpinning resourceful actions. Entrepreneurship Theory and Practice, 48(4), 911-940. https://doi.org/10.1177/10422587231205321
    » https://doi.org/10.1177/10422587231205321
  • Fornell, C., & Larcker, D. F. (1981). Evaluating structural equation models with unobservable variables and measurement error. Journal of Marketing Research, 18(1), 39-50. https://doi.org/10.1177/002224378101800104
    » https://doi.org/10.1177/002224378101800104
  • Frank, H., Güttel, W., & Kessler, A. (2017). Environmental dynamism, hostility, and dynamic capabilities in medium-sized enterprises. The International Journal of Entrepreneurship and Innovation, 18(3), 185-194. https://doi.org/10.1177/1465750317723219
    » https://doi.org/10.1177/1465750317723219
  • Gollwitzer, P. M., & Sheeran, P. (2006). Implementation intentions and goal achievement: A metaanalysis of effects and processes. Advantages in Experimental Social Psychology, 38, 69-119. https://doi.org/10.1016/S0065-2601(06)38002-1
    » https://doi.org/10.1016/S0065-2601(06)38002-1
  • Hair, J. F., Anderson, R. E., Tatham, R. L., & Black, W. C. (1998). Multivariate data analysis (5th ed.). Prentice-Hall.
  • Hair, J. F., Jr., Howard, M. C., & Nitzl, C. (2020). Assessing measurement model quality in PLSSEM using confirmatory composite analysis. Journal of Business Research, 109, 101-110. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2019.11.069
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2019.11.069
  • Hair, J. F., Risher, J. J., Sarstedt, M., & Ringle, C. M. (2019). When to use and how to report the results of PLS-SEM. European Business Review, 31(1), 2-24. https://doi.org/10.1108/EBR-11-2018-0203
    » https://doi.org/10.1108/EBR-11-2018-0203
  • Hair, J., Anderson, R., Tatham, R., & Black, W. (1998). Multivariate data analysis (5th ed.). Prentice Hall.
  • Handoko, I., & Tjaturpriono, H. A. (2023). The dynamic capabilities of high-turbulent markets: Indonesian start-up cases during COVID-19 pandemic. Entrepreneurship Research Journal, 14(4), 1641-1668. https://doi.org/10.1515/erj-2022-0225
    » https://doi.org/10.1515/erj-2022-0225
  • Hossain, M., Simula, H., & Halme, M. (2016). Can frugal go global? Diffusion patterns of frugal innovations. Technology in Society, 46, 132-139. https://doi.org/10.1016/j.techsoc.2016.04.005
    » https://doi.org/10.1016/j.techsoc.2016.04.005
  • Ibidunni, A. S., Esho, E., Adeola, O., & Farai, A. A. (2023). Strategic shift of Developing Economies (DEs) to production and industrialization: The role of informal institutions. RAE-Revista de Administração de Empresas, 63(3), 1-8. https://doi.org/10.1590/S0034-759020230309
    » https://doi.org/10.1590/S0034-759020230309
  • Ibidunni, A. S., Kehinde, O. J., Ibidunni, O. M., Olokundun, M. A., Olubusayo, F. H., Salau, O. P., Borishade, T. T. & Peter, F. (2018). Data on the relationships between financing strategies, entrepreneurial competencies and business growth of technology-based SMEs in Nigeria. Data In Brief, 18, 988-991. https://doi.org/10.1016/j.dib.2018.03.136
    » https://doi.org/10.1016/j.dib.2018.03.136
  • Ibidunni, A. S., Mozie, C., & Ayeni, A. W. (2020). Entrepreneurial characteristics among university students: Insights for understanding entrepreneurial intentions among youths in an emerging economy. Education+Training, 63(1), 71-84. https://doi.org/10.1108/ET-09-2019-0204
    » https://doi.org/10.1108/ET-09-2019-0204
  • Ibidunni, A. S., Ufua, D. E., & Opute, A. P. (2022). Linking disruptive innovation to sustainable entrepreneurship within the context of small and medium firms: A focus on Nigeria. African Journal of Science, Technology, Innovation and Development, 14(6), 1591-1607. https://doi.org/10.1080/20421338.2021.1975355
    » https://doi.org/10.1080/20421338.2021.1975355
  • Kaur, V. (2022). Frugal innovation: knowledge-based dynamic capabilities and pandemic response. California Management Review, 64(3). https://cmr.berkeley.edu/2020/06/frugal-innovation/
    » https://cmr.berkeley.edu/2020/06/frugal-innovation/
  • Kennett, D.J., O’Hagan, F.T., & Cezer, D. (2008). Learned resourcefulness and the long-term benefits of a chronic pain management program. Journal of Mixed Methods Research, 2(4), 317-339. https://doi.org/10.1177/1558689808319732
    » https://doi.org/10.1177/1558689808319732
  • Khan, E. A., & Quaddus, M. (2020). Financial bootstrapping of informal micro-entrepreneurs in the financial environment: A moderated mediation analysis. International Journal of Sociology and Social Policy, 40(11/12), 1533-1550. https://doi.org/10.1108/IJSSP-07-2019-0138
    » https://doi.org/10.1108/IJSSP-07-2019-0138
  • Khanal, P. B., Aubert, B. A., Bernard, J.-G., Narasimhamurthy, R. & Dé, R. (2022). Frugal innovation and digital effectuation for development: the case of Lucia. Information Technology for Development, 28(1), 81-110. https://doi.org/10.1080/02681102.2021.1920874
    » https://doi.org/10.1080/02681102.2021.1920874
  • Kurtmollaiev, S. (2020). Dynamic capabilities and where to find them. Journal of Management Inquiry, 29(1), 3-16. https://doi.org/10.1177/1056492617730126
    » https://doi.org/10.1177/1056492617730126
  • Lange, A., Hüsig, S. & Albert, M. (2023). How frugal innovation and inclusive business are linked to tackle low-income markets. Journal of Small Business Management, 61(6), 2588-2621. https://doi.org/10.1080/00472778.2021.1924380
    » https://doi.org/10.1080/00472778.2021.1924380
  • Liu, H.-C., Liang, C., Chang, C.-C., Ip, C. Y., & Liang, C.-T. (2021). Optimizing personality traits and entrepreneurial creativity to boost the precursors of social entrepreneurial intentions: Five Studies in Taiwan. Journal of Social Service Research, 47(1), 10-32. https://doi.org/10.1080/01488376.2019.1708840
    » https://doi.org/10.1080/01488376.2019.1708840
  • López-Sánchez, J. Á., & Santos-Vijande, M. L. (2022). Key capabilities for frugal innovation in developed economies: Insights into the current transition towards sustainability. Sustainability Science, 17, 191-207. https://doi.org/10.1007/s11625-021-01071-1
    » https://doi.org/10.1007/s11625-021-01071-1
  • Lyons, T. S., Lyons, J. S., & Jolley, G. J. (2020). Entrepreneurial skill-building in rural ecosystems: A framework for applying the Readiness Inventory for Successful Entrepreneurship (RISE). Journal of Entrepreneurship and Public Policy, 9(1), 112-136. https://doi.org/10.1108/JEPP-09-2019-0075
    » https://doi.org/10.1108/JEPP-09-2019-0075
  • Maina, I. & Marks, Z. (2020). Strengthening and Scaling the Next Generation of Women Entrepreneurs in Africa. Retrieved 11 June 2022 from https://africa.harvard.edu/files/african-studies/files/women_entrepreneurship_in_africa_policy_brief_-_next_generation_final.pdf
    » https://africa.harvard.edu/files/african-studies/files/women_entrepreneurship_in_africa_policy_brief_-_next_generation_final.pdf
  • Malmström, M., & Öqvist, A. (2024). Constructing an Entrepreneurial Identity: How Enterprise Intentions Among Young People are Motivationally Formed. Entrepreneurship Research Journal, 14(1), 187-224. https://doi.org/10.1515/erj-2017-0165
    » https://doi.org/10.1515/erj-2017-0165
  • Manzi-Puertas, M. A., Agirre-Aramburu, I., & López-Pérez, S. (2024). Navigating the student entrepreneurial journey: Dynamics and interplay of resourceful and innovative behaviour. Journal of Business Research, 174, 114524. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2024.114524
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2024.114524
  • Michaelis, T. L., Scheaf, D. J., Carr, J. C., & Pollack, J. M. (2022). An agentic perspective of resourcefulness: Self-reliant and joint resourcefulness behaviours within the entrepreneurship process. Journal of Business Venturing, 37(1), 106083. https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2020.106083
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2020.106083
  • Mikalef, P., Boura, M., Lekakos, G., & Krogstie, J. (2019). Big data analytics capabilities and innovation: the mediating role of dynamic capabilities and moderating effect of the environment. British Journal of Management, 30(2), 272-298. https://doi.org/10.1111/1467-8551.12343
    » https://doi.org/10.1111/1467-8551.12343
  • Moss, T. W., Loor, D. A. C., & Parada, F. D. (2022). Partnerships as an enabler of resourcefulness in generating sustainable outcomes. Journal of Business Venturing, 37(1), 106089. https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2020.106089
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2020.106089
  • Murnieks, CY, Klotz, AC, Shepherd, DA. (2020). Entrepreneurial motivation: A review of the literature and an agenda for future research. Journal of Organizational Behavior 41: 115- 143. https://doi.org/10.1002/job.2374
    » https://doi.org/10.1002/job.2374
  • Neneh, B. N. (2019). Customer orientation and performance of women-owned businesses: A configurational approach. Journal of Small Business Management, 57, 218-243. https://doi.org/10.1111/jsbm.12468
    » https://doi.org/10.1111/jsbm.12468
  • Neumann, T. (2021). The impact of entrepreneurship on economic, social and environmental welfare and its determinants: a systematic review. Management Review Quarterly, 71(3), 553-584. https://doi.org/10.1007/s11301-020-00193-7
    » https://doi.org/10.1007/s11301-020-00193-7
  • Ojong, N., Simba, A. & Dana, L.-P. (2021). Female entrepreneurship in Africa: A review, trends, and future research directions. Journal of Business Research, 132, 233-248. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2021.04.032
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2021.04.032
  • Olokundun, M., Moses, C. L., Iyiola, O., Ibidunni, S., Ogbari, M., Peter, F. & Borishade, T. (2018). The effect of non-traditional teaching methods in entrepreneurship education on students’ entrepreneurial interest and business start-ups: A data article. Data in Brief, 19, 16-20. https://doi.org/10.1016/j.dib.2018.04.142
    » https://doi.org/10.1016/j.dib.2018.04.142
  • Ploeg, M., Knoben, J., Vermeulen, P., & Beers, C. van. (2021). Rare gems or mundane practice? Resource constraints as drivers of frugal innovation. Innovation, 23(1), 93-126. https://doi.org/10.1080/14479338.2020.1825089
    » https://doi.org/10.1080/14479338.2020.1825089
  • Podsakoff, P. M., MacKenzie, S. B., Lee, J. Y. & Podsakoff, N. P. (2003). Common Method Biases in Behavioural Research: A Critical Review of the Literature and Recommended Remedies,” Journal of Applied Psychology, 88(5), 879-903. https://doi.org/10.1037/0021-9010.88.5.879
    » https://doi.org/10.1037/0021-9010.88.5.879
  • Pugalis, L., Round, A., Blackwood, T., & Hatt, L. (2015). The entrepreneurial middle ground: Higher education entry decisions of aspiring entrepreneurs. Local Economy, 30(5), 503-519. https://doi.org/10.1177/0269094215589312
    » https://doi.org/10.1177/0269094215589312
  • Quagrainie, F. A., Kabalan, A. A. M., Adams, S., & Dankwa, A. D. (2023). 3Ps model of entrepreneurial resourcefulness among micro-youth entrepreneurs. Journal of Entrepreneurship in Emerging Economies, 15(5), 1194-1214. https://doi.org/10.1108/JEEE-07-2021-0276
    » https://doi.org/10.1108/JEEE-07-2021-0276
  • Reinhardt, R., Gurtner, S. & Griffin, A. (2018). Towards an adaptive framework of low-end innovation capability-a systematic review and multiple case study analysis. Long Range Planning, 51(5),770- 796. https://doi.org/10.1016/j.lrp.2018.01.004
    » https://doi.org/10.1016/j.lrp.2018.01.004
  • Santos, E., Fernandes, C. I., Ferreira, J. J., & Lobo, C. A. (2021). What is the impact of informal entrepreneurship on venture capital flows? Journal of the Knowledge Economy, 12, 2032-2049. https://doi.org/10.1007/s13132-020-00701-w
    » https://doi.org/10.1007/s13132-020-00701-w
  • Santos, S. C., Neumeyer, X., & Morris, M. H. (2019). Entrepreneurship education in a poverty context: An empowerment perspective. Journal of Small Business Management, 57, 6-32. https://doi.org/10.1111/jsbm.12485
    » https://doi.org/10.1111/jsbm.12485
  • Shin, K., Singh, N. K., & Pérez-Nordtvedt, L. (2020). Learning, dynamic capabilities, and firm performance: The case of entrepreneurial firms in the South Korean fashion industry. Entrepreneurship Research Journal, 13(1), 99-130. https://doi.org/10.1515/erj-2020-0098
    » https://doi.org/10.1515/erj-2020-0098
  • Simba A, Ojong N, Kuk G. (2021). Bricolage and MSEs in emerging economies. The International Journal of Entrepreneurship and Innovation, 22(2):112-123. doi:10.1177/1465750320969621
    » https://doi.org/10.1177/1465750320969621
  • Sprafke, N., Externbrink, K., & Wilkens, U. (2012). Exploring micro-foundations of dynamic capabilities: Insights from a case study in the engineering sector. Research in Competence-Based Management, 6(A Focused Issue on Competence Perspectives on New Industry Dynamics), 117-152.
  • Streukens, S., & Leroi-Werelds, S. (2016). Bootstrapping and PLS-SEM: A step-by-step guide to get more out of your bootstrap results. European Management Journal, 34(6), 618-632. https://doi.org/10.1016/j.emj.2016.06.003
    » https://doi.org/10.1016/j.emj.2016.06.003
  • Tang, J., Yang, J., Ye, W. & Khan, S. A. (2021). Now is the time: The effects of linguistic time reference and national time orientation on innovative new ventures. Journal of Business Venturing, 36(5), 106142. https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2021.106142
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2021.106142
  • Teece, D. J. (2007). Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, 28(13), 1319-1350. https://doi.org/10.1002/smj.640
    » https://doi.org/10.1002/smj.640
  • Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18, 509-533. https://doi.org/10.1002/(SICI)10970266(199708)18:7%3C509::AID-SMJ882%3E3.0.CO;2-Z
    » https://doi.org/10.1002/(SICI)10970266(199708)18:7%3C509::AID-SMJ882%3E3.0.CO;2-Z
  • Tian, L., Yang, J. Y. & Wei, L. (2018). Speed to legal registration and nascent venture performance: a temporal dilemma for nascent entrepreneurs in an emerging economy. Journal of Small Business Management, 57(2), 476-495. https://doi.org/10.1111/jsbm.12382
    » https://doi.org/10.1111/jsbm.12382
  • Villar, C., Alegre, J., & Pla-Barber, J. (2014). Exploring the role of knowledge management practices on exports: A dynamic capabilities view. International Business Review, 23(1), 38-44. https://doi.org/10.1016/j.ibusrev.2013.08.008
    » https://doi.org/10.1016/j.ibusrev.2013.08.008
  • Welter, F., Xheneti, M., & Smallbone, D. (2018). Entrepreneurial resourcefulness in unstable institutional contexts: The example of European Union borderlands. Strategic Entrepreneurship Journal, 12(1), 23-53. https://doi.org/10.1002/sej.1274
    » https://doi.org/10.1002/sej.1274
  • Williams, T. A., Zhao, E. Y., Sonenshein, S., Ucbasaran, D., & George, G. (2021). Breaking boundaries to creatively generate value: The role of resourcefulness in entrepreneurship. Journal of Business Venturing, 36(5), 106141. https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2021.106141
    » https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2021.106141
  • Yamane, T. (1967). Statistics: An Introductory Analysis New York: Harper and Row.

*

Autor correspondente

CONFLITOS DE INTERESSE

Os autores não têm conflitos de interesse a declarar.

Editor Associado:

Dennys Eduardo Rossetto

Avaliadores/as:

O/A primeiro/a avaliador/a não autorizarou a divulgação de sua identidade. Victor Silva Correa https://orcid.org/0000-0001-7412-2375, Universidade Paulista, São Paulo, SP, Brasil. Os/as avaliadores não autorizaram a divulgação de seus relatórios de avaliação por pares.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    03 Mar 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    30 Abr 2024
  • Aceito
    31 Jul 2024
location_on
Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Avenida Nove de Julho, 2.029, Bela Vista, CEP: 01313-902, Telefone: +55 (11) 3799-7718 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: rae@fgv.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro