Open-access Elastografia hepática por ultrassonografia: revisão narrativa dos princípios técnicos e da interpretação dos resultados

Nos últimos anos, métodos não invasivos de avaliação da fibrose hepática transformaram significativamente a prática da hepatologia, reduzindo a necessidade de biópsias hepáticas. Entre eles, as técnicas de elastografia se consolidaram como ferramentas amplamente utilizadas para o estadiamento da fibrose em pacientes com doença hepática crônica. Atualmente, diferentes modalidades estão disponíveis, incluindo a elastografia transitória, a elastografia por ondas de cisalhamento pontual, a elastografia bidimensional e a elastografia por ressonância magnética - as três primeiras são técnicas baseadas em ultrassom, enquanto a última é baseada em ressonância magnética. Nesse contexto, a elastografia hepática por ultrassonografia destaca-se por ser uma técnica acessível, reprodutível e com boa acurácia. Esta revisão narrativa tem por objetivo apresentar os princípios técnicos da elastografia por ondas de cisalhamento, discutir fatores que influenciam a confiabilidade das medidas e oferecer orientações práticas para a interpretação dos resultados. São abordados aspectos relacionados ao protocolo de aquisição, limitações do método, potenciais fatores de confusão, bem como valores de corte de relevância clínica. Conclui-se que, quando aplicada em condições ideais de indicação, execução e interpretação, a elastografia hepática por ultrassonografia constitui uma ferramenta útil e complementar no manejo da doença hepática crônica.

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