A ressonância magnética (RM) é o método de imagem padrão-ouro na avaliação das fístulas perianais, fundamental na caracterização anatômica dos trajetos fistulosos e na orientação das estratégias cirúrgicas. A avaliação préoperatória por RM reduz taxas de recidiva e o risco de complicações, como incontinência fecal. Este artigo revisa os principais elementos que devem compor o laudo de RM para otimizar o planejamento cirúrgico. Essas informações impactam diretamente na escolha terapêutica, incluindo técnicas como fistulotomia, ligadura do trajeto interesfinctérico da fístula (LIFT), tratamento de fístula anal assistido por vídeo (VAAFT), fechamento do trajeto fistuloso com laser (FiLaC) ou retalhos de avanço. Discute-se ainda o papel emergente da reconstrução de modelo tridimensional (3D) a partir de dados de RM, destacando seu potencial em aprimorar a compreensão espacial da anatomia complexa das fístulas, favorecer o planejamento cirúrgico, reduzir o tempo operatório e melhorar os resultados clínicos. No entanto, a geração de modelos 3D precisos requer segmentação meticulosa e interpretação criteriosa das imagens por radiologistas experientes. São também abordadas perspectivas futuras, como a integração de modelos 3D com sistemas de navegação intraoperatória e a padronização da avaliação da atividade inflamatória.
Unitermos:
Fístula retal/diagnóstico por imagem; Canal anal/cirurgia; Imageamento por ressonância magnética; Imageamento tridimensional; Cirurgia colorretal
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