Mineralogia, morfologia e análise microscópica de solos do bioma cerrado

Mineralogy, morphology and microscopic analysis of soils of the cerrado biome

Resumos

As características macro e micromorfológicas dos horizontes diagnósticos superficiais e subsuperficiais de Latossolos e Neossolos Quartzarênicos das superfícies Sul-Americana e Velhas foram estudadas em perfis sob cobertura de vegetação nativa, visando estabelecer um referencial para futuras comparações com áreas similares sob constante intervenção antrópica em termos de sustentabilidade. Com os solos referenciados por sub-região e pela superfície geomórfica que representam, três agrupamentos foram constituídos: Grupo 1: solos de textura argilosa a muito argilosa e hipo a mesoférricos; Grupo 2: solos de textura média a arenosa e hipoférricos, e Grupo 3: solos de textura argilosa a muito argilosa e férricos. O horizonte Bw dos Latossolos argilosos e muito argilosos estudados (Grupos 1 e 3), com relações cauliníticas/(caulinita + gibbsita) variando de 0,27 a 0,77, apresentaram grande coincidência de estrutura e microestrutura, respectivamente, forte muito pequena granular e de microagregados. Os solos do Grupo 2, Latossolos de textura média e um Neossolo Quartzarênico, apresentaram o plasma preferencialmente como películas aderidas aos grãos que dominam o fundo matricial. A presença marcante de agregados na fração areia, resistentes ao tratamento para dispersão da terra fina, se deu apenas nos Latossolos argilosos e muito argilosos do Grupo 3 (com caráter férrico) e em parte do Grupo 1 (naqueles mais gibbsíticos). No leste de Goiás, o horizonte Bw dos perfis de G2, Latossolos Amarelos de mineralogia gibbsítica e isenta de hematita, apresentaram feições observadas em lâmina delgada de cor vermelha e agregados residuais da fração areia com hematita detectada pela difração de raios-X, aspectos que corroboram a hipótese de um pedoambiente mais úmido dessa posição na paisagem relativamente à posição G1, com perfis de Latossolos Vermelhos.

Latossolos; Neossolos Quartzarênicos; micromorfologia


The macro and micromorphological characteristics of the surface and subsurface diagnostic horizons of Oxisols and Quartzipsamments of the South American and Velhas geomorphic surfaces were analyzed in profiles under native vegetation cover, in order to establish a reference for future comparisons with similar areas under ongoing human intervention. The soils in their respective subregions and geomorphic surfaces were classified in three groups: Group 1: hypo to mesoferric, clayey to very clayey soils; Group 2: hypoferric; sandy to sandy loam soils, and Group 3: ferric, clayey to very clayey soils. The Bw horizons of the studied clayey and very clayey Oxisols (Groups 1 and 3), with kaolinite/(kaolinite + gibbsita) ratio varying from 0.27 and 0.77, present elevated similarity in macrostructure and microstructure, which are granular. The soil plasma of Group 2 (sandy loam Oxisols and a Quartzipsament) is film-like and is adhered to grains that are dominant in the matrix background. The marked presence of dispersion resistant aggregates in the sand fraction occurred only in Group 3 ferric clayey Oxisols and in more gibsitic Oxisols of Group 1. In Bw horizons of yellowish gibsitic Oxisols of the G2 profiles from eastern Goiás, red colored thick sections and residual aggregates of the sand fraction with presence of hematite detected by X-ray diffraction were observed. These features corroborate the hypothesis of a more humid pedoenvironment at this landscape position compared to that at position G1, where reddish Oxisol profiles are found.

Oxisol; Entisol; micromorphology


SEÇÃO V - GÊNESE, MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO DO SOLO

Mineralogia, morfologia e análise microscópica de solos do bioma cerrado

Mineralogy, morphology and microscopic analysis of soils of the cerrado biome

J. B. V. GomesI; N. CuriII; D. G. SchulzeIII; J. J. G. S. M. MarquesIV; J. C. KerV; P. E. F. MottaVI

IPesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Av. Beira-Mar 3250, CEP 49025-040 Aracaju (SE). E-mail: bosco@cpatc.embrapa.br

IIProfessor Titular do Departamento de Ciência do Solo, Universidade Federal de Lavras - UFLA. CEP 37200-000 Lavras (MG). Bolsista do CNPq. E-mail: niltcuri@ufla.br

IIIProfessor, Agronomy Department, Purdue University, 47907-1150 West Lafayette-IN, USA. E-mail: dschulze@purdue.edu

IVProfessor Adjunto do Departamento de Ciência do Solo, UFLA. E-mail: jmarques@ufla.br

VProfessor Adjunto do Departamento de Solos, Universidade Federal de Viçosa - UFV. CEP 36571-000 Viçosa (MG) E-mail: jcker@solos.ufv.br

VIPesquisador da Embrapa Solos. R. Jardim Botânico 1024, CEP 22460-000 Rio de Janeiro (RJ). E-mail: motta@cnps.embrapa.br

RESUMO

As características macro e micromorfológicas dos horizontes diagnósticos superficiais e subsuperficiais de Latossolos e Neossolos Quartzarênicos das superfícies Sul-Americana e Velhas foram estudadas em perfis sob cobertura de vegetação nativa, visando estabelecer um referencial para futuras comparações com áreas similares sob constante intervenção antrópica em termos de sustentabilidade. Com os solos referenciados por sub-região e pela superfície geomórfica que representam, três agrupamentos foram constituídos: Grupo 1: solos de textura argilosa a muito argilosa e hipo a mesoférricos; Grupo 2: solos de textura média a arenosa e hipoférricos, e Grupo 3: solos de textura argilosa a muito argilosa e férricos. O horizonte Bw dos Latossolos argilosos e muito argilosos estudados (Grupos 1 e 3), com relações cauliníticas/(caulinita + gibbsita) variando de 0,27 a 0,77, apresentaram grande coincidência de estrutura e microestrutura, respectivamente, forte muito pequena granular e de microagregados. Os solos do Grupo 2, Latossolos de textura média e um Neossolo Quartzarênico, apresentaram o plasma preferencialmente como películas aderidas aos grãos que dominam o fundo matricial. A presença marcante de agregados na fração areia, resistentes ao tratamento para dispersão da terra fina, se deu apenas nos Latossolos argilosos e muito argilosos do Grupo 3 (com caráter férrico) e em parte do Grupo 1 (naqueles mais gibbsíticos). No leste de Goiás, o horizonte Bw dos perfis de G2, Latossolos Amarelos de mineralogia gibbsítica e isenta de hematita, apresentaram feições observadas em lâmina delgada de cor vermelha e agregados residuais da fração areia com hematita detectada pela difração de raios-X, aspectos que corroboram a hipótese de um pedoambiente mais úmido dessa posição na paisagem relativamente à posição G1, com perfis de Latossolos Vermelhos.

Termos de indexação: Latossolos, Neossolos Quartzarênicos, micromorfologia.

SUMMARY

The macro and micromorphological characteristics of the surface and subsurface diagnostic horizons of Oxisols and Quartzipsamments of the South American and Velhas geomorphic surfaces were analyzed in profiles under native vegetation cover, in order to establish a reference for future comparisons with similar areas under ongoing human intervention. The soils in their respective subregions and geomorphic surfaces were classified in three groups: Group 1: hypo to mesoferric, clayey to very clayey soils; Group 2: hypoferric; sandy to sandy loam soils, and Group 3: ferric, clayey to very clayey soils. The Bw horizons of the studied clayey and very clayey Oxisols (Groups 1 and 3), with kaolinite/(kaolinite + gibbsita) ratio varying from 0.27 and 0.77, present elevated similarity in macrostructure and microstructure, which are granular. The soil plasma of Group 2 (sandy loam Oxisols and a Quartzipsament) is film-like and is adhered to grains that are dominant in the matrix background. The marked presence of dispersion resistant aggregates in the sand fraction occurred only in Group 3 ferric clayey Oxisols and in more gibsitic Oxisols of Group 1. In Bw horizons of yellowish gibsitic Oxisols of the G2 profiles from eastern Goiás, red colored thick sections and residual aggregates of the sand fraction with presence of hematite detected by X-ray diffraction were observed. These features corroborate the hypothesis of a more humid pedoenvironment at this landscape position compared to that at position G1, where reddish Oxisol profiles are found.

Index terms: Oxisol, Entisol, micromorphology.

INTRODUÇÃO

A morfologia dos Latossolos é conhecida por apresentar a maior parte do plasma do horizonte B contido em agregados granulares muito pequenos, os microagregados (Vidal-Torrado et al., 1999). A expressão máxima dessa morfologia reflete-se na micromorfologia em uma trama grânica/granóidica e microestrutura granular/micropédica (Stoops & Buol, 1985; Kalima & Spaargaren, 1988; Vidal-Torrado & Lepsch, 1993), mas variações de comportamento são comuns, dependendo, principalmente, da mineralogia da fração argila e da textura dos solos.

Os microagregados de solos tropicais intemperizados são muito resistentes e tiveram papel de destaque na formulação da hipótese da hierarquia da agregação dos solos (Oades & Waters, 1991). Mais recentemente, outros pesquisadores levantaram dados e novas hipóteses surgiram para explicar a maior resistência e durabilidade desses microagregados, quando comparados aos de solos menos intemperizados (Schulze & Stott, 1997; Vrdoljak, 1998; Marques, 2000; Schaefer, 2001). Essa maior resistência é atestada pela dificuldade de se refletir o teor de argila em pegajosidade na textura avaliada pelo tato (Cline & Buol, 1973). É muito citada a sensação inicial de areia ao tato de Latossolos argilosos e muito argilosos (Buol & Eswaran, 2000), normalmente relacionada com as denominadas areia e silte funcionais (Resende et al., 2002). Essa resistência faz com que, em Latossolos mais oxídicos, areia e silte incluam também agregados mais resistentes aos tratamentos de dispersão química e mecânica realizados na análise granulométrica.

Considerando que variações na morfologia latossólica ocorrem mesmo para os solos das superfícies geomórficas da região dos Cerrados (onde ela é mais bem expressa), foi objetivo deste trabalho analisar a macro e micromorfologia dos horizontes diagnósticos superficiais e subsuperficiais de Latossolos e Neossolos Quartzarênicos das superfícies Sul-Americana e Velhas, sob cobertura vegetal nativa. Além disso, a observação pormenorizada dos atributos macro e micromorfológicos dos solos realça aspectos dos mais sensíveis à intervenção antrópica: estrutura, porosidade, permeabilidade, compactação e encrostamento do solo (Bullock et al., 1985). Assim, a observação desses aspectos sob remanescentes de cobertura vegetal nativa, cada vez mais raros ou mesmo inexistentes (principalmente nas chapadas), servirá como referencial para futuras comparações com áreas similares sob constante intervenção antrópica, em termos de sustentabilidade.

MATERIAL E MÉTODOS

Sub-regiões e amostragem

A amostragem foi realizada em três sub-regiões: Leste de Goiás (G), Noroeste de Minas (N) e Triângulo Mineiro (T), considerando a repetição das superfícies geomórficas (Figura 1). Os solos amostrados correspondem às posições de paisagem com maior amplitude em cada superfície, o que coincide com posições de topo a meia encosta e áreas de elevado aproveitamento agrícola (Figura 1C). Amostraram-se três repetições, todas sob cobertura vegetal nativa, de 13 posições na paisagem, totalizando 39 perfis de solo.

Os dados de clima das três sub-regiões encontram-se em Gomes et al. (2004). Os solos das diferentes posições de paisagem foram agrupados pela textura e teor de Fe2O3 do ataque sulfúrico (Quadro 1).

O perfil de cada solo representativo foi descrito em trincheira, segundo Lemos & Santos (1996), sendo a amostragem realizada em duas profundidades (0-0,2 e 0,8-1,0 m), totalizando 78 amostras. Cada amostra representa um horizonte diagnóstico, superficial ou subsuperficial, de cada pedon, estando representada por um código de quatro caracteres: (1) letras G, N e T, que correspondem às sub-regiões já indicadas; (2) números 1-5, que representam diferentes posições na paisagem (Figura 1C); (3) letras A, B e C, que representam as três repetições de cada posição na paisagem de cada sub-região, e (4) números 1 e 2, respectivamente, horizontes diagnósticos; superficial (horizonte A) e subsuperficial (horizontes Bw, no caso de Latossolos, e C, no caso de Neossolos Quartzarênicos). O código, além do formato por amostra (por exemplo, N1C1), pode aparecer de forma parcial, referindo-se à posição na paisagem de determinada sub-região (por exemplo, N1) ou a um perfil específico (por exemplo, N1C). A morfologia e a granulometria foram realizadas para o total das amostras. Para a análise micromorfológica, coletaram-se amostras indeformadas em pelo menos uma repetição de todas as posições de paisagem, tendo sido as posições T4 e T5, com perfis de solo originados de basalto, amostradas em duas repetições. A mineralogia da fração argila e as areias foram examinadas e caracterizadas em uma repetição de cada posição na paisagem.

Análises de solos

As amostras deformadas foram secas ao ar, destorroadas e passadas em peneiras de malha de 2 mm, para obtenção da terra fina seca ao ar (TFSA). A análise granulométrica seguiu as recomendações da Embrapa (1997). As relações moleculares SiO2/Al2O3 (Ki) e SiO2/(Al2O3 + Fe2O3) (Kr) foram calculadas a partir das extrações de Fe, Al e Si após tratamento da TFSA com H2SO4 1:1 (volume).

A quantificação da mineralogia da fração argila foi feita a partir das razões obtidas dos difratogramas e da alocação dos valores de Si, Al, Fe e Ti do ataque sulfúrico, método adaptado de Resende et al. (1987). Nas análises de difração de raios-X (DRX), foram separadas amostras de argila a partir da terra fina por sedimentação após dispersão com NaOH 1,0 mol L-1 (Embrapa, 1997).

A areia do horizonte subsuperficial, após dispersão da TFSA com NaOH de forma semelhante ao preparo da amostra para a granulometria (Embrapa, 1997), foi separada por tamisação nas frações: areia grossa (2,0—0,2 mm) e areia fina (0,2—0,05 mm). As duas frações foram observadas em lupa bilocular, espalhando-se pequenas quantidades do material em placas de petri quarteadas, possibilitando a confecção de fotografias por câmera acoplada à bilocular e a quantificação dos grãos de quartzo, agregados que resistiram à dispersão da análise granulométrica e grãos de minerais escuros (incluindo magnéticos). Também foram realizadas observações de forma e cor dos materiais. Para aquelas amostras com quantidades significativas de agregados e grãos escuros, foi realizada a DRX do material moído. Para separar os grãos escuros destas amostras, foram empregados um magneto de mão e uma fase líquida de elevada densidade (tetrabrometano, densidade = 2,9 Mg m-3). Os agregados foram separados manualmente. Todas as amostras foram testadas para reação à presença de H2O2 1:1 a frio, visando à detecção de revestimentos de manganês.

As análises micromorfológicas foram realizadas em lâminas delgadas de 3,5 x 7,0 cm, confeccionadas a vácuo, com resina de poliéster (Fitzpatrick, 1984), a partir de amostras indeformadas, e observadas em microscópio de luz plana, com polarização, luz refletida e transmitida da ZEISS, modelo AXIOPLAN. As análises seguiram critérios estabelecidos em Brewer (1976), Bullock et al. (1985) e Lima et al. (1985). Para as micrografias, empregou-se o programa KS400 de análise de imagens da ZEISS, acoplado ao microscópio.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Morfologia dos solos

Ocorre grande dominância da estrutura forte muito pequena granular nos horizontes subsuperficiais, com variações nos Latossolos de textura média do Grupo 2 e uma exceção na estrutura em grãos simples dos perfis de Neossolos Quartzarênicos da posição N4 (Quadro 2). Se a expressão da estrutura granular é favorecida pela presença de óxidos de Al e de Fe (Resende et al., 2002), mesmo os horizontes subsuperficiais dos Latossolos argilosos relativamente mais cauliníticos do Grupo 1 [perfis N1A e N2A, relação Ct/(Ct + Gb) de 0,69 e 0,77, respectivamente, contra 0,27 do perfil G2A, o mais gibbsítico], apresentam estrutura forte muito pequena granular, típica dos Latossolos da região dos cerrados. Os solos do Grupo 3 apresentam relações Ct/(Ct + Gb) entre 0,65 e 0,73 e são, marcadamente, de estrutura granular, influenciados pelo elevado teor de Fe2O3 que apresentam (Quadro 3).

O horizonte A de vários perfis, incluindo a quase totalidade daqueles sob vegetação nativa de floresta (G4A e todos os perfis do Grupo 3), apresenta uma estrutura em blocos subangulares de grau moderado a forte, conseqüência dos constantes ciclos de umedecimento e secagem sobre esse horizonte (Resende et al., 2002).

Análise microscópica de areias dos horizontes subsuperficiais

Alguns solos apresentam na sua fração areia quantidades expressivas de agregados residuais (Quadro 4 e Figuras 2, 3 e 4). As areias dos perfis do Grupo 3 (Figura 4), T4A e T5A, são aquelas com maiores quantidades desses agregados, influenciadas pelo elevado teor de Fe2O3 (299 e 281 g kg-1, para as amostras T4A2 e T5A2, respectivamente), fato associado ao material de origem (basalto) desses perfis de solos. Pinheiro-Dick & Schwertmann (1996), ao compararem a resistência à desagregação mecânica em diferentes Oxissolos, encontraram maior resistência naqueles com maior conteúdo de óxidos de Fe.

Os perfis das posições G1 e G2 (Figuras 2a e 2b), com 46 a 70 % de agregados residuais na fração areia, são os de mineralogia mais gibbsítica de todos os solos estudados, independentemente do teor de Fe2O3 e da relação Gt/(Gt + Hm). A influência positiva da gibbsita (Gb) na estabilidade de agregados de Oxissolos, aqui se refletindo na quantidade de agregados resistentes ao tratamento para dispersão da análise granulométrica, foi citada por Bartoli et al. (1991). Ferreira et al. (1999) e Vitorino (2001) também afirmaram que Latossolos gibbsíticos desenvolvem estrutura granular muito resistente. Isso pode ser devido ao arranjamento esférico das placas de gibbsita e ao maior ponto isoelétrico desse mineral. Existe também a possibilidade de que os microagregados de Oxissolos apresentem um núcleo de matéria orgânica, indisponível ao ataque microbiano, à volta do qual as placas de gibbsita se organizariam (Vrdoljak, 1998).

A presença de 21 % de agregados residuais na fração areia fina do perfil T2A (Figura 2f) pode ser comparada com a ausência desses agregados no perfil T1A (Figura 2e). Eles apresentam relação Ct/(Ct + Gb) do horizonte subsuperficial bem próxima (respectivamente, 0,54 e 0,58, para T1A2 e T2A2), mas diferem muito na relação Gt/(Gt + Hm) (respectivamente, 0,14 e 0,77, para T1A2 e T2A2), o que está refletido na cor desses solos, respectivamente, vermelho e vermelho-amarelo, para T1A e T2A. A maior resistência à dissolução da goethita (Gt), relativamente à hematita (Hm), está bem documentada na literatura (Kämpf & Curi, 2000), mas não é feita nenhuma diferenciação entre a resistência de agregados goethíticos e hematíticos.

Para os solos argilosos estudados, parece ocorrer uma interessante conjunção dos efeitos do teor de óxidos de Fe do ataque sulfúrico e das relações Ct/(Ct + Gb) e Gt/(Gt + Hm), estando os agregados residuais na fração areia, e previstamente na fração silte (não analisada), associados aos valores muito elevados de óxidos de Fe (perfis T4A e T5A) e aos valores muito baixos da relação Ct/(Ct + Gb) (perfis G1A e G2C). Quando o teor de óxidos de Fe e a relação Ct/(Ct + Gb) foram intermediários (perfis G4A, T1A e T2A), uma elevada relação Gt/(Gt + Hm) parece ter influenciado para que o material de solo ainda apresentasse quantidades expressivas de agregados residuais na fração areia, caso de T2A. Para os Latossolos de textura média, o efeito da mineralogia ficou diluído pela textura mais grosseira dos solos, pois seria o caso de N3A, um Latossolo Amarelo (LA) com relação Ct/(Ct + Gb) de 0,55, mostrar alguma quantidade de agregados residuais na fração areia, o que não ocorreu (Figura 3).

Nenhuma das amostras de areia apresentou reação à presença de peróxido de hidrogênio, sendo consideradas virtualmente isentas de materiais mangânicos.

Mineralogia das areias

Para todas as amostras, de todos os grupos, o quartzo (Qz) é o mineral predominante nas frações areia fina e grossa, como constatado a partir da DRX dessas frações.

No grupo 1, os agregados residuais do perfil G1A, um Latossolo Vermelho (LV), consistem de uma mistura de Qz, Gb, Hm, caulinita (Ct) e Gt (Quadro 5 e Figura 5). No perfil G2C, um LA, cuja mineralogia da fração argila evidenciou ausência de Hm [relação Gt/(Gt + Hm) = 1, Quadro 3], foi confirmada essa ausência nos agregados da fração areia fina. Nos agregados da fração areia grossa, a Hm foi detectada e reflete a presença de feições vermelhas observadas nos agregados residuais (Figura 2b). Essas feições vermelhas também são observadas na lâmina delgada do horizonte Bw (Figura 8e). É bastante lógico admitir que a presença desses agregados residuais vermelhos tenha influenciado a detecção da Hm pela DRX.

No Grupo 3, os agregados de T4A e T5A confirmam a ausência de Gt na fração argila (Quadros 3 e 5 e Figura 6), o que os diferencia dos agregados de LVs férricos estudados por Pinheiro-Dick & Schwertmann (1996). Agregados de ambos os perfis apresentam ilmenita (Il), enquanto a magnetita (Mt) e a maghemita (Mh) foram detectadas apenas nas amostras de T4A, sendo esses três componentes menores somados a anatásio e rutilo nos agregados estudados por Pinheiro-Dick & Schwertmann (1996).

Os materiais pesados e magnéticos (minerais escuros e eventuais agregados e nódulos) dos perfis do Grupo 3 basicamente repetem a composição mineralógica dos agregados, com maior intensidade dos reflexos referentes aos minerais Mt, Il e Mh. O perfil G4A apresentou apenas Qz e Hm na composição dos minerais/agregados colecionados como pesados e magnéticos (Quadro 5 e Figura 7).

Micromorfologia

Os solos argilosos e muito argilosos dos Grupos 1 e 3 apresentam grande dominância das microestruturas granulares (microagregados discretos) e granulares adensadas (microagregados coalescidos), que correspondem às tramas (grânica e granóidica) descritas para Latossolos (Lima, 1988; Ferreira et al., 1999; Vidal-Torrado & Lepsch, 1999; Vidal-Torrado et al., 1999) (Quadro 6 e Figuras 8, 9 e 11 ). Pode-se ainda notar que os perfis N1A e N2A, os mais cauliníticos dos solos argilosos (Quadro 3), apresentam os microagregados menos bem expressos relativamente aos outros perfis desse Grupo nos horizontes subsuperficiais, nada comparável, entretanto, ao plasma contínuo e denso de Latossolos extremamente cauliníticos originados de sedimentos do Grupo Barreiras (Ferreira et al., 1999).

Comparando os solos aqui estudados com o Latossolo Una distrófico (atual Latossolo Vermelho-Amarelo), de plasma intermediário entre porfirogrânico e aglutinado, estudado por Ferreira et al. (1999), o último se apresenta com uma relação Ct/(Ct + Gb) de 0,91 contra 0,77 da amostra mais caulinítica do Grupo 1 (horizontes A e B do perfil N2A). Cabe ressaltar a boa expressão da microestrutura granular nos solos do Grupo 3, influenciada pelo caráter férrico desses solos.

Os solos do Grupo 2, de textura mais grosseira, apresentam microestrutura do tipo de grãos interligados e de grãos com películas, ocorrendo também inclusão de microestrutura com microagregados entre grãos (Figura 10). A subdominância de microagregados em Latossolos de textura média (Quadro 7) já tinha sido mencionada por Lima (1988), com o plasma formando preferivelmente massas aderidas aos grãos que dominam o fundo matricial, embora possam ocorrer Latossolos de textura média mais próxima aos limites da textura argilosa com predominância de microagregados, como aquele estudado por Santos et al. (1989). Dessa forma, as diferentes mineralogias não produziram grandes diferenças de microestrutura, bem como já não tinham apresentado na estrutura (Quadro 2), sendo excedidas pelo efeito da textura dos diferentes solos.

Em cada perfil, os horizontes subsuperficiais (Bw) dos Grupos 1 e 3 apresentam, relativamente aos horizontes superficiais, melhor distinção dos microagregados, mais discretos (Figura 8b) ou mais coalescidos (Figura 9b). A maior atividade biológica (como canais deixados pela fauna nas Figura 8a, 8f e 9c ) e a maior freqüência de ciclos de umedecimento e secagem sobre os horizontes superficiais prejudicam a definição dos microagregados, além de impingir-lhes maior coalescência, promovendo deformações mecânicas que lhes aumentam o tamanho (Vidal-Torrado et al., 1999).

Observa-se presença constante de pequenos fragmentos opacos (carvão) no plasma de materiais dos horizontes A dos perfis sob vegetação nativa de cerrado (mais bem observados na figura 9g), fato que pode estar associado à elevada freqüência do fogo nesse tipo de vegetação (Furley, 1996; Furley, 1999). Os fragmentos de carvão são semelhantes àqueles encontrados em microagregados de origem biológica de Latossolos com horizonte A húmico por Silva & Vidal-Torrado (1999). A presença de fragmentos de carvão maiores, soltos no fundo matricial, também ocorre (Figura 9a). Nos perfis do Grupo 3, a presença dos opacos se acentua muito (Quadros 6 e 7 e Figura 11h), independentemente do horizonte analisado e do tamanho do fragmento, boa parte englobando acumulações ferruginosas herdadas do material de origem (basalto) ou sendo produtos de alteração de minerais do próprio basalto.

 

A presença de um plasma manchado de vermelho, com vários nódulos e agregados dessa cor no perfil G2A (Figura 8e), serviu para confirmar a presença de Hm nos agregados residuais da sua fração areia grossa, detectada pela DRX (Quadro 5 e Figuras 2b e 5). Igualmente, serve para reforçar a hipótese de que nos perfis associados à superfície Sul-Americana de G, a ocorrência de Latossolo Vermelho-Amarelo e LA na posição G2 possa estar relacionada com um pedoambiente mais úmido (Motta et al., 2002), por ser a posição G1 relativamente mais elevada que G2 (Figura 12). Se a característica mais típica do plasma de Oxissolos é sua homogeneidade, como de todo o fundo matricial, decorrente da grande pedoturbação (Stoops & Buol, 1985), no mínimo, é inesperada a presença desse plasma amarelo com várias "feições" vermelhas, corroborando a hipótese anterior.

Essas feições avermelhadas podem ser interpretadas de dois modos distintos, mas ambos envolvem um pedoambiente relativamente mais úmido em G2 que em G1: (a) Os nódulos avermelhados seriam resquícios de um período em que todos, ou quase todos, os solos das chapadas eram avermelhados. Com o posterior surgimento de condições mais úmidas, houve xantização dos horizontes superficiais, mas permaneceram alguns nódulos avermelhados de maior resitência. (b) Mesmo sendo bem drenados, os solos na posição G2 podem ter microssítios onde ocorrem, temporariamente, condições de redução. Por difusão, decorrente do gradiente então estabelecido, o Fe2+ movimentar-se-ia para sítios mais bem oxigenados, onde se precipitaria na forma de Hm. Esses sítios mais bem oxidados são os nódulos avermelhados.

A única amostra em que poros de empacotamento não dominam a lâmina é o horizonte A do perfil G4A, onde predominam canais, cavidades e alvéolos (Quadro 6). O Grupo 3 apresenta as amostras com maior espaço poroso (média de 43 %). Os Grupos 1 e 2 são semelhantes em termos médios (respectivamente, 32 e 30 % de poros), mas apresentam muita variabilidade entre os perfis de solo (Quadro 7). No Grupo 1, por exemplo, os perfis da superfície Sul-Americana de N (N1A e N2A) são menos porosos que os de G e T que ocorrem nessa mesma superfície, em consonância com o caráter mais caulinítico das amostras de N (Quadro 3), como já observado por Ferreira et al. (1999). De qualquer forma, a dominância de poros de empacotamento ajuda a explicar a elevada permeabilidade dos perfis estudados, conforme observações de campo.

Nódulos ferruginosos, como os já comentados opacos, ocorrem em todos os solos do Grupo 3, aspecto associado à influência de material máfico nos perfis deste grupo.

Os agrotúbulos provenientes de atividade biológica das amostras do horizonte B dos perfis G1A, N1A e T2A (Figuras 8c e 9h) apresentam a parede externa com plasma adensado e trama interna preenchida por microagregados e assemelham-se aos pedotúbulos de Latossolos do norte de Minas, descritos por Oliveira et al. (2000).

CONCLUSÕES

1. O horizonte Bw dos Latossolos argilosos e muito argilosos estudados (Grupos 1 e 3), com relações de cauliníticas/(caulinita+gibbsita) variando de 0,27 a 0,77, apresenta grande coincidência de estrutura e microestrutura, respectivamente forte muito pequena granular e de microagregados (granular adensada ou granular).

2. Os solos do Grupo 2, Latossolos de textura média e um Neossolo Quartzarênico, apresentam o plasma preferencialmente como películas aderidas aos grãos que dominam o fundo matricial.

3. A presença marcante de agregados na fração areia, resistentes ao tratamento para dispersão da terra fina seca ao ar, ocorreu apenas nos Latossolos argilosos e muito argilosos do Grupo 3 (com caráter férrico) e em parte do Grupo 1 (naqueles mais gibbsíticos).

4. O horizonte Bw dos Latossolos Amarelos de mineralogia gibbsítica e isenta de hematita, da posição G2 do leste de Goiás, apresenta agregados residuais da fração areia e feições observadas em lâmina delgada (microagregados e nódulos) de cor vermelha e com hematita detectada pela difração de raios-X, que corroboram a hipótese de um pedoambiente mais úmido dessa posição relativamente à posição G1, com perfis de Latossolos Vermelhos.

LITERATURA CITADA

Recebido para publicação em maio de 2003 e aprovado em maio de 2004

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    29 Nov 2004
  • Data do Fascículo
    Ago 2004

Histórico

  • Aceito
    Maio 2004
  • Recebido
    Maio 2003
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