Open-access Como estamos pensando o som nas Artes Cênicas?

A proposta de colocar o som no centro das discussões desta seção temática Som em Cena surge a partir de um contexto em que apenas 1,5% da produção acadêmica publicada em periódicos de Artes Cênicas no Brasil aborda aspectos sonoros no teatro (Trevisan, 2024). Esse panorama não inclui os estudos sobre a voz, que, ao contrário dos demais elementos sonoros, conta com uma produção acadêmica significativa, a ponto de justificar a existência de uma revista semestral dedicada exclusivamente à área1. No entanto, apesar do aumento dos estudos sobre a voz e da expansão dos campos de pesquisa em Artes Cênicas nas últimas décadas, os elementos sonoros da cena continuam sendo tratados de forma fragmentada, com as investigações sobre voz, acústica, música de cena ou efeitos sonoros raramente se conectando ou dialogando entre si.

Um indicativo da dificuldade de se pensar o som do teatro de maneira mais integrada reflete-se, inclusive, no próprio léxico da área. Enquanto os termos relacionados às visualidades são amplamente estabelecidos e raramente geram controvérsias - como é o caso de iluminação ou cenografia -, no campo do som o vocabulário é tão ambiguamente definido que sequer há consenso sobre o significado de palavras, como sonoplastia (Uhiara, 2013; Lignelli, 2015; Leal, 2022; Lignelli; Magalhães; Mayer, 2022). A dissertação de mestrado de Raul Teixeira (2021) mapeia cerca de 70 termos diferentes usados para designar elementos sonoros em programas de espetáculos paulistanos das últimas décadas. Não é por acaso que, neste momento, dois projetos de pesquisa distintos, financiados por agências de fomento, estejam dedicados a estudar o léxico do som no teatro no Brasil2. Trata-se de uma questão premente.

Nesse sentido, a seção temática Som em Cena foi lançada no intuito de estimular reflexões que englobem tanto a experiência da escuta quanto a produção sonora nas artes da cena, compreendidas em um espectro amplo e plural. Os autores e as autoras aqui reunido(a)s responderam a esse convite com trabalhos que exploram a temática sonora a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas. Os corpora analisados abrangem uma gama de manifestações que vão desde criações radiofônicas até formas cênicas tradicionais praticadas nas ruas, da ópera à dança, e incluem práticas realizadas em diferentes países da América Latina e da Europa. Assim, podemos afirmar que esta seção temática contribui para a ampliação das fronteiras da pesquisa e do entendimento sobre o papel central que o som desempenha na construção e experiência da cena.

A abordagem do som que aqui se propõe está alinhada ao que nas Ciências Humanas convencionou-se denominar “Sonic Turn” (McEnaney, 2020), ou seja, uma virada sonora, identificável desde os anos 1980, que colocou em reavaliação a importância da oralidade, da escuta e das paisagens sonoras no cerne metodológico de diversas disciplinas como a Antropologia (Aterianus-Owanga; Santiago, 2016; Revel; Rey-Hulman, 1993), a História (Corbin, 1994; Descamps, 2019), as teorias da comunicação (Sterne, 2003; Ong, 1982), a Filosofia (Nancy, 2002; Kittler, 1990), entre outras. No Brasil, há pesquisadores(as) oriundos(as) de diferentes disciplinas se dedicando a uma abordagem mais ampla da sonoridade, organizando-se, inclusive, em núcleos de pesquisa, como o Laboratório de História da Cultura Sonora3, coordenado por José Geraldo Vinci de Moraes, do Departamento de História da Universidade de São Paulo, e o Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom)4, coordenado por Fernando Iazzetta, do Departamento de Música da mesma universidade, em atividade há mais de uma década. Ambos os grupos têm uma produção de grande relevância, que podem trazer importantes pistas para a compreensão do som nas Artes Cênicas.

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O panorama da virada sonora no teatro é explorado de maneira aprofundada no artigo De um ‘passado audível’ a outro, um mesmo protocolo de escuta? Ao revisitar um percurso de mais de uma década na coordenação de dois projetos internacionais pioneiros na área do som do teatro, MarieMadeleine Mervant-Roux traz um breve panorama histórico, metodológico e bibliográfico desse campo de estudos. Seu relato ressalta as contribuições dos Sound Studies para o estudo do som nas Artes Cênicas, especialmente para a análise de documentos sonoros, cuja escuta não é “natural” ou intuitiva5. No texto, apresentado como uma contribuição pessoal para uma parceria que se inicia com o Brasil6, a pesquisadora compartilha os desafios enfrentados por sua equipe, traça algumas comparações entre os dois contextos e lança questões pertinentes para auxiliar no desbravamento de algumas trilhas desse campo.

Os estudos do som, de fato, propiciam especialmente o diálogo interdisciplinar, e, na seção temática aqui apresentada, dois artigos exploram a paisagem sonora das Artes Cênicas a partir de questões ou abordagens de outras disciplinas das Ciências Humanas. O primeiro, interessa-se por uma questão de história cultural: a pateada, uma prática na qual parte do público batia os pés ruidosamente como forma de interromper o espetáculo. Em Da Pateada: ecos de uma prática extinta, mas ruidosa, Luiz Paulo Pimentel aborda essa manifestação ruidosa da plateia, que fazia parte das regras do jogo, recebendo ampla cobertura da imprensa até sua repressão e desaparecimento no início do século XX. O estudo revela como esse som, que integrava a paisagem sonora dos teatros da época, foi silenciado a ponto de ser praticamente inexistente nas narrativas teóricas e históricas sobre o teatro.

Pesquisador da antropologia social, Giovanni Cirino analisa, em Sons da Devoção: experiência acústica na cenológica de São Benedito, a sonoridade da Congada de Ilhabela, uma manifestação cultural do litoral norte de São Paulo, celebrada durante três dias em meados de maio, no contexto da Festa de São Benedito. O artigo oferece uma análise etnográfica dos diversos elementos sonoros e musicais que compõem a paisagem sonora dessa forma performativa, atravessada pela religiosidade, trazendo instrumentos e sonoridades ancestrais, que podemos ouvir (e ver) acessando os links incluídos no artigo.

A sonoridade oriunda de formas populares brasileiras é abordada em um contexto bastante distinto em Experiência da Imagem e a Densidade Sonora: efeitos de presença na encenação de Auto da Catingueira. A obra analisada, O Auto da Catingueira, de Elomar Figueira Mello, constrói um diálogo entre a ópera, as sonoridades das formas populares e o teatro de formas animadas. A autora, Ana Cristina Moreira Pessôa, analisa o espetáculo propondo uma reflexão sobre a noção de presença a partir do prisma sonoro.

A noção de presença, central nos estudos sobre as Artes Cênicas contemporâneas (Icle, 2011), tópico recorrente na própria trajetória desta revista (Souza, 2024), é igualmente abordada, em sua relação com o som, em outro artigo da seção: Teatros do Som: escuta, imersão, estranhamento. Nesse artigo, José Batista Dal Farra Martins (Zebba dal Farra) articula as noções de presença e ausência a partir das concepções de imersão e estranhamento, por intermédio de uma reflexão sobre o modo como o som, em sua complexidade e variedade, pode gerar diferentes efeitos presenças no palco.

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Na chamada para contribuições desta seção temática, frisamos o interesse em textos que abordassem o gesto da escuta de fontes sonoras plurais e a produção sonora no teatro a partir do ângulo de “atores/atrizes, criadores(as) e operadores(as) de som, dramaturgos(as), encenadores(as), do público, e até do próprio espaço cênico” (Uhiara; Wegner, 2023). O conjunto das propostas recebidas era bastante rico nesse sentido, abarcando análises de espetáculos ou relatos sobre/de diferentes agentes do teatro.

Nessa perspectiva, reunimos neste número temático cinco artigos que esmiúçam questões relacionadas à criação sonora, a partir de duas ou mais perspectivas criativas, em contextos geográficos diversos: Paris, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Atenas e Goiânia. Estas pesquisas permitem conhecer, cada uma à sua maneira, algum aspecto da relação criativa entre artistas sonoros e artistas responsáveis por outros elementos do espetáculo, tecendo um diálogo entre teoria e prática - alguns de dentro, outros de fora -, conectando as diversas vozes que formam a complexa malha sonora das Artes Cênicas.

Paris. Em Réinventer le Silence: sur l’introduction des fonds sonores dans le théâtre français du dernier tiers du XXe siècle [Reinventar o silêncio: a introdução de fundos sonoros no teatro francês nas últimas três décadas do século XX], Noémie Fargier demonstra, a partir da análise de encenações de Joel Pommerat e Patrice Chéreau, o modo como o uso de sons de fundo se transformaram em uma prática sonora recorrente nos palcos franceses a partir dos anos 1970. A autora estuda esses sons - fabricados com soluções técnicas variadas e desempenhando funções dramatúrgicas igualmente diversas - nos processos criativos de André Serré e François Leymarie, que criaram os sons dos espetáculos de Chéreau e Pommerat, respectivamente, para compreender a relação entre sons de pano de fundo, o silêncio do palco e o contorno acústico dos espetáculos. O texto mostra o modo como essa relação se constrói progressivamente, a partir do entrelaçamento dos problemas concretos trazidos pela artesania da encenação e do som.

Buenos Aires. Dando um salto para o século XXI, temos, do outro lado do Atlântico, a parceria criativa entre um compositor e encenadora, mapeada em Documentos Sonoros, Resonancias Biográficas y Montaje para la Configuración de Constelaciones Idiorrítmicas: la mutua influencia entre Lola Arias y Ulises Conti. Após traçar o longo histórico criativo do duo argentino, Denise Cobello propõe a leitura dessa cooperação pela lente da idiorritmia (Barthes, 2003), ou seja, do ritmo como “combinação entre o tempo pessoal e a vivência coletiva” no processo de criação.

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Do ponto de vista interno à criação, a seção temática traz três relatos de experiência por parte de duplas de artistas-pesquisadores.

Rio de Janeiro. Em Colaboração ou 16 Variações sobre um Tema: conformações paradoxais entre dança, música e conceito, Maria Alice Poppe e Tato Taborda pensam, a partir da experiência criativa de uma bailarina e de um músico, a interação entre som e gesto. A dupla interroga o silêncio, o ruído, a escuta e a consciência corporal em cada variação. O diálogo entre as duas disciplinas conduz à discussão sobre o que ressoa ou destoa no léxico comum às duas linguagens, em uma tentativa de “produção de sentido a partir do cruzamento dessas terminologias, como forma de ativar processos em uma linguagem que parte de conceitos e terminologias da outra”.

Atenas. Outra reflexão sobre a experiência prática escrita a quatro mãos (ou duas vozes) se encontra em Sound Dramaturgies: repoliticizing performance [Dramaturgias Sonoras: repolitizando a performance]. Angeliki Poulou, dramaturga, e Manolis Manousakis, criador sonoro, refletem sobre a relação entre som e dramaturgia no coletivo artístico grego Medea Electronique, especialmente sobre o modo como o som pode contribuir para repolitizar o teatro e a performance.

Goiânia. A terceira dupla, composta por Flávia Honorato dos Santos e Renata de Lima Silva, tem como foco os sons da cena produzidos por corpos em performance em um processo criativo, em que atriz e encenadora, respectivamente, partiram da musicalidade afro-brasileira. Em Ressonâncias musicais no corpo e cena da performance negra, os traços identificados, no que as autoras denominam “performance negra”, fazem parte de uma concepção em que dramaturgia, música, voz e corpo são indissociáveis. Emaranhados, eles constroem a sonoridade do espetáculo - visão que traz um contraponto particularmente interessante aos métodos de criação sonora de um espetáculo, guiados exclusivamente por músicos ou sonoplastas.

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Outra tônica dominante da seção temática é a radiofonia. Em três artigos, a relação entre rádio e teatro é abordada, a partir de perspectivas metodológicas e contextos também bastante diversos.

Um deles se interessa pela empreitada radiofônica de um homem de teatro no período de Ditadura Militar no Brasil. João das Neves, então à frente da manutenção artística e administrativa do Grupo Opinião (RJ), vê na peça radiofônica alemã (Hörspiel) um meio de se comunicar com os “desconectados” por meio de uma linguagem acessível e explorando as melhores formas para se exprimir por meio dessa mídia. Em A peça radiofônica alemã e os esforços de João das Neves para a difusão do gênero no Brasil, Roberta Carbone traça o histórico da Hörspiel, gênero que passa por diversas fases de desenvolvimento, para expor o projeto radiofônico de João das Neves no Brasil dos anos 1970.

O artigo de Andrés Betancourt Morales diz respeito a dois países e duas épocas. Extravío y serendipia en los meandros del archivo de En la diestra de Dios Padre, de Enrique Buenaventura aborda a descoberta, no século XXI, de uma versão perdida de um texto colombiano, graças aos arquivos sonoros de uma rádio francesa que difundiu sua apresentação em 1960. Os registros de áudio de En la diestra de dios padre, na ocasião da participação do Teatro Experimental de Cali, no Festival de Théâtre des Nations, permitiram a descoberta dos elementos perdidos do texto de Enrique Buenaventura, trazendo chaves importantes para a compreensão da gênese da criação da peça.

O terceiro e último exemplo nesse sentido pode ser encontrado em Radio, scène et documentaire sonore de recherche : explorations sonores de la peinture de Mark Rothko [Rádio, cena e documentário sonoro de pesquisa: explorações sonoras da pintura de Mark Rothko], que relata o caso de um documentário sonoro produzido pela emissora de rádio France Culture, que se desdobra na criação de um espetáculo pelos próprios autores e que, por sua vez, estimula a autora do artigo, Séverine Leroy, à produção de uma reflexão sobre esse processo criativo sob a forma de um documentário sonoro de pesquisa. A autora ressalta a importância das formas sonoras na disseminação de resultados de pesquisa e disponibiliza, no artigo, links para ouvir o resultado do que ela designa como “prática de pesquisa sonora”

Esses estudos são emblemáticos de um movimento que reconsidera a importância dos arquivos sonoros na pesquisa em Artes Cênicas. Gravações sonoras de espetáculos e ensaios, repertórios radiofônicos e fonográficos, narrativas sobre a memória sonora de críticos e espectadores são alguns tipos de documentos explorados e valorizados nesse processo. Se, em um primeiro momento, os pesquisadores empreenderam uma busca por arquivos sonoros esquecidos, há hoje um movimento de constituição de novos tipos de acervos para a preservação da memória teatral por meio de arquivos sonoros e, dentre eles, os arquivos que documentam as práticas sonoras do teatro.

Desse panorama resulta a institucionalização pioneira e simultânea de diversos acervos de sonoplastas teatrais, em diferentes países e tipos de entidades custodiadoras. O Centro de Documentação Teatral (CDT), da Universidade de São Paulo - que está tratando atualmente acervos de sonoplastas atuantes na segunda metade do século XX em São Paulo -, o departamento de Artes do Espetáculo da Bibliothèque nationale de France (BnF) -, que trabalha na constituição de um fundo de arquivo especificamente ligado à sonoplastia teatral, em um empreendimento pioneiro no país, que tem tradição secular de conservação de documentos e objetos teatrais - e o Arquivo Nacional do Som de Portugal, em Lisboa - que inscreve pela primeira vez a sonoplastia num espectro mais amplo do patrimônio sonoro português - são três exemplos desse movimento. O surgimento dos acervos da sonoplastia requer o desenvolvimento de um campo de estudos específico, que possibilite a criação de novas metodologias de análise, valorização, difusão e, sobretudo, de escuta de documentos sonoros. Ao mesmo tempo, também desencadeia a redescoberta de outros arquivos sonoros, sobretudo nas áreas da rádio, da indústria fonográfica e da televisão - que são registros precisos para entender as técnicas do palco, dada a circulação de artistas entre mídias (Van Drie, 2010; Wegner, 2022) -, o que certamente trará novos impulsos para a área que almejamos fortalecer com esta seção temática.

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Concluímos, enfim, este editorial exprimindo nosso otimismo em relação aos avanços das pesquisas em som nas Artes Cênicas. Recebemos um grande número de propostas pertinentes, de grande interesse para área, ainda que nem todas tenham sido selecionadas para a presente publicação. Esse otimismo se reforça com o trabalho dos pareceristas: conseguimos mobilizar importantes especialistas na área, de diversos países, que fizeram análises muito ricas, que acreditamos ter contribuído para o desenvolvimento dos estudos aceitos ou não. Gostaríamos, enfim, de agradecer à equipe da Revista Brasileira de Estudos da Presença, especialmente a Gilberto Icle, pelo rigor e generosidade em todo o processo editorial. Esta experiência nos proporcionou um aprendizado ímpar sobre o que pode e deve ser uma publicação acadêmica de excelência. A indexação deste periódico em diversos metaeditores acadêmicos, como SciELO, incitaram-nos a descobrir práticas ainda incomuns no meio da pesquisa em artes, como as da Ciência Aberta, que sugere, por exemplo, a abertura de pareceres ou o uso de repositórios de dados. Ainda que não tenhamos conseguido explorar todas suas potencialidades como nós gostaríamos, elas abriram um horizonte de possibilidades que nos faz imaginar novos caminhos para a pesquisa em Artes Cênicas.

Esperamos que os estudos aqui reunidos contribuam, com suas diferentes abordagens metodológicas, objetos e escutas, para o avanço da pesquisa da dimensão sonora das artes da cena e que, para além dos estudos dos fenômenos sonoros individuais, o som possa ser tomado como um prisma a partir do qual se possa reler a história das artes da cena ou analisar estéticas, pedagogias e processos de criação do tempo presente. Desejamos uma boa leitura!

Notas

  • 1
    Referimo-nos à Revista Voz e Cena, da Universidade de Brasília, publicada semestralmente desde 2020. ISSN: 2675-4584. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/index. Acesso em: 06 nov. 2024.
  • 2
    Um é o projeto Sonoridades da cena: termos e conceitos, subsidiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sob a responsabilidade de César Lignelli, o outro é o projeto Jovem Pesquisador Arquivos sonoros de teatro, subsidiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob a responsabilidade de Rafaella Uhiara.
  • 3
    Para mais informações, acesse o site do Laboratório de História da Cultura Sonora. Disponível em: https://www.memoriadamusica.com.br/index.php/apresentacao/. Acesso em: 08 nov. 2024.
  • 4
    Para mais informações, acesse o site do NuSom. Disponível em: https://nusom.eca.usp.br/sobre_nusom. Acesso em: 08 nov. 2024.
  • 5
    Para aprofundar a questão do diálogo entre os Sound Studies e as Artes Cênicas nos projetos desenvolvidos pela equipe da pesquisadora, recomendamos a leitura da entrevista concedida à Virgínia Bessa, para o dossiê História e Cultura Sonora, publicado na Revista de História (Bessa, 2023).
  • 6
    Trata-se de uma parceria entre o laboratório THALIM (CNRS/ENS/Université Sorbonne Nouvelle) e o projeto Arquivos Sonoros de Teatro, desenvolvido no Centro de Documentação Teatral da Universidade de São Paulo, com auxílio Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) (2022/15032-4).
  • Disponibilidade de dados de pesquisa:
    o conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo está publicado no próprio artigo.
  • Este texto inédito também se encontra publicado em inglês e francês neste número do periódico.

Referências

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  • Editor responsável:
    Gilberto Icle

Disponibilidade de dados

o conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo está publicado no próprio artigo.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Jan 2025
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Recebido
    30 Set 2024
  • Aceito
    10 Nov 2024
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