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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Volume: 30, Issue: 2, Published: 2008
  • Ooforectomy during pelvic surgery for benign disease in perimenopausal women Editorial

    Aldrighi, José Mendes; Ribeiro, Alessandra Lorenti; Aoki, Tsutomo
  • Access to emergency contraception: old barriers and new questions Artigos Originais

    Costa, Ney Francisco Pinto; Ferraz, Elisabeth Anhel; Souza, Cynthia Teixeira de; Silva, Cláudio Felipe Ribeiro da; Almeida, Mônica Gomes de

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: comparar duas estratégias de acesso à anticoncepção de emergência (AE): informação e informação com entrega antecipada do método, e sua relação com o uso deste método e com o uso regular de anticoncepcionais. MÉTODOS: DE AGosto de 2004 a janeiro de 2005, foram recrutadas voluntárias de 18 a 49 anos, atendidas em clínicas de saúde reprodutiva em seis cidades brasileiras. Os sujeitos foram distribuídos aleatoriamente no grupo que recebeu informação (Grupo Controle) ou no grupo que recebeu informação e entrega antecipada (Grupo Medicado). Houve visitas de seguimento em quatro e oito meses. Para a análise estatística, foram usados os testes de Person e McNemar. RESULTADOS: dos 823 sujeitos recrutados, 407 completaram os oito meses de observação e constituíram a amostra para análise. A maioria dos sujeitos (61%) não usou AE. Os sujeitos do Grupo Medicado usaram mais AE (57%) do que os do Grupo Controle (18%), e o fizeram mais precocemente em relação ao tempo desde a relação sexual desprotegida. Houve aumento significativo no uso regular de anticoncepcionais entre os sujeitos que usaram AE do Grupo Medicado (88% versus 97%) e uma redução sem significado estatístico no Grupo Controle. CONCLUSÕES: informação e entrega antecipada ampliaram o acesso e uso da AE e não reduziram o uso regular de anticoncepcionais, incluindo preservativos.

    Abstract in English:

    PURPOSE: to compare two strategies of access to emergency contraception: only information and information with previous delivery of this contraceptive method, and its relationship with the use of this method and the regular use of contraceptives. METHODS: from August 2004 to January 2005, 18 to 49-year-old volunteers, attended at reproductive health clinics from six Brazilian towns were recruited. The subjects were randomly distributed in a group getting information about emergency contraception (Control Group), or in a group getting information about this method and previous delivery of the contraceptive (Medicated Group). Follow-up visits occurred into four and eight months. Person and McNemar's tests were used for the statistical analysis. RESULTS: from the 823 recruited subjects, 407 completed the 8-month-observation period and were the sample analyzed. Most of the subjects (61%) did not use the emergency contraceptive. The subjects from the Medicated Group used more emergency contraceptives (57%) than the ones from the Control Group (18%), and they did it more precociously, concerning the time since the unprotected sexual intercourse. There was a significant increase of regular use of contraceptives among the subjects who used emergency contraceptives in the Medicated Group (88% versus 97%) and a statistically nonsignificant decrease in the Control Group. CONCLUSIONS: information and previous delivery intensified the access and use of emergency contraceptives, and did not reduce the regular use of contraceptives, including condoms.
  • Immunohistochemical expression of p16 and herpes simplex virus type 2 in squamous intraepithelial lesions and cervical cancer Artigos Originais

    Salcedo, Mila de Moura Behar Pontremoli; Silveira, Gustavo Py Gomes da; Zettler, Cláudio Galeano

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: demonstrar a expressão de biomarcadores, detectados por técnicas de imunohistoquímica, em tecidos sadios, lesões pré-neoplásicas e neoplásicas do colo do útero. MÉTODOS: para avaliação da reatividade imunohistoquímica de tecidos do colo do útero ao p16 e ao herpes simples vírus tipo 2 (HSV-2), foram avaliadas 187 amostras de lesões intra-epiteliais de baixo grau (LIE-BG) e lesões intra-epiteliais de alto grau (LIE-AG) e carcinoma do colo do útero, e comparadas com grupo de pacientes sem lesões no colo uterino. A análise estatística foi realizada pelo teste do chi2 para tendências. O nível de significância foi de alfa=0,05. RESULTADOS: foi avaliada a reatividade ao p16 com a seguinte distribuição: grupo sem lesão no colo do útero: 56% (24/43), LIE-BG: 92% (43/47), LIE-AG: 94% (43/46) e câncer: 98% (46/47) (p<0,001, tendência linear). Com relação ao HSV-2: grupo sem lesão no colo do útero: 27% (12/45), LIE-BG: 58% (22/38), LIE-AG: 78% (35/45) e câncer: 59% (29/49) (p<0,001, tendência linear). Foi observado aumento na proporção de reatividade para os dois marcadores entre os grupos controle, LIE-BG, LIE-AG e câncer do colo do útero (p<0,001). Não houve diferença significativa, quando comparamos apenas os grupos LIE-BG e LIE-AG entre si. CONCLUSÕES: FOI VErificado um aumento progressivo nas taxas de reatividade aos marcadores de imunohistoquímica estudados, com a severidade das lesões.

    Abstract in English:

    PURPOSE: to demonstrate the expression of biomarkers, detected by immunohistochemical techniques in healthy tissues, as well as in preneoplastic and neoplastic lesions of the uterine cervix. METHODS: in order to evaluate the immunohistochemical reactivity of tissues from the uterine cervix to p16 and to type 2 herpes simplex virus (HSV-2), 187 samples of low-grade intraepithelial lesions (LG-IEL) and high-grade intraepithelial lesions (HG-IEL), and of uterine cervix carcinoma were compared with a group of patients without uterine cervix lesions. Statistical analysis was done by the chi2 test for trends. The significance level was alpha=0.05. RESULTS: the reactivity to p16 was assessed showing the following distribution: group without uterine cervix lesions: 56% (24/43), LG-IEL: 92% (43/47), HG-IEL: 94% (43/46), and cancer: 98% (46/47) (p<0.001, linear trend). Concerning the HSV-2: group without uterine cervix lesions: 27% (12/45), LG-IEL: 58% (22/38), HG-IEL: 78% (35/45), and cancer: 59 % (29/49) (p<0.001, linear trend). There was an increase in the reactivity ratio for the two markers in the pathological groups (LG-IEL, HG-IEL and uterine cervix cancer, at p<0.001) compared to controls. There was no significant difference between the LG-IEL and the HG-IEL groups. CONCLUSIONS: a progressive increase of reactivity ratios of the studied immunohistochemical markers as a function of lesion severity was observed.
  • Age as an independent prognostic factor in breast cancer Artigos Originais

    Clagnan, Willian Simões; Andrade, Jurandyr Moreira de; Carrara, Hélio Humberto Angotti; Tiezzi, Daniel Guimarães; Reis, Francisco José Candido dos; Marana, Heitor Ricardo Cosiski; Abrão, Renato Antonio

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: comparar as características epidemiológicas e clínicas e a evolução pós-tratamento de mulheres com câncer de mama diagnosticadas antes ou após os 40 anos de idade. MÉTODOS: foi realizado um estudo retrospectivo, tipo caso-controle, com análise de informações obtidas dos prontuários de pacientes atendidas entre janeiro de 1994 e junho de 2004. Excluímos os casos com carcinomas intraductais e no estádio IV. Foram formados três grupos: pacientes com menos de 40 anos no diagnóstico (n=72), pacientes entre 40 e 50 anos (n=68) e pacientes com mais de 50 anos (n=75). Foram coletadas e analisadas informações sobre a idade no momento do diagnóstico, maior diâmetro das lesões, estadiamento clínico, tipo, grau histológico, presença de receptores hormonais e o estado dos linfonodos. O teste do chi2 foi empregado para variáveis qualitativas. Para as variáveis quantitativas que não apresentam distribuição normal (como número de gânglios axilares acometidos por metástases e tempo de seguimento), foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis. Para a construção das curvas de sobrevida livre de doença e sobrevida global, foi utilizado o teste log-rank. RESULTADOS: não houve diferença na distribuição por estádios, no grau de diferenciação tumoral ou na distribuição dos tipos histológicos, na expressão de receptores de estrogênio ou c-erb-B2 entre os grupos. Encontramos diferença na expressão de receptores de estrogênio, que foi menos freqüente no grupo com menos de 40 anos em relação ao grupo com mais de 50 anos (36,2 versus 58,4%). Não houve diferença nos diâmetros tumorais, que foram em média de 5,1, 4,7 e 5 cm. Não encontramos diferença nas taxas de acometimento de linfonodos axilares, que foram de 63,9, 46,9 e 50%, respectivamente nas pacientes com menos de 40 anos, pacientes entre 40 e 50 anos e pacientes com mais de 50 anos. A média de seguimento foi de 54 meses nos três grupos. Houve recidiva da doença em 22,6% das pacientes com menos de 40 anos, 60% das pacientes entre 40 e 50 anos e 22,6% das pacientes com mais de 50 anos, com diferença significante (p<0,0001). Encontramos taxa de óbito pela doença de 46,9% nas pacientes com menos de 40 anos, mais elevada que nas pacientes entre 40 e 50 anos (26,9%) e pacientes com mais de 50 anos (22,6%), p=0,0019. A análise logística mostrou que somente a idade inferior a 40 anos e a presença de mais de um gânglio axilar acometido por metástase foram fatores independentes para risco de morte pela doença. CONCLUSÕES: A IDADe menor que 40 anos é um fator de risco independente no câncer de mama. Os indicadores de prognóstico tradicionais como estádio, diâmetro tumoral, comprometimento axilar e receptores hormonais não mostraram associação com a evolução das pacientes.

    Abstract in English:

    PURPOSE: to compare the epidemiologic and clinical characteristics, and the follow-up of breast cancer in women diagnosed under and over 40 years of age. METHODS: a retrospective study, case-control type, with analysis of information obtained from medical records of patients attended from January 1994 to June 2004. Cases of intraductal carcinoma and at stage IV were excluded. Three groups were formed: patients under 40 years old at the diagnosis (n=72); patients between 40 and 50 (n=68) and patients over 50 (n=75). Data about age at the moment of diagnosis, lesion largest diameter, clinical stage, type, histological grade, presence of hormonal receptors and state of the lymph nodes were collected and analyzed. The chi2 test was used for qualitative variables. For quantitative variables without normal distribution (such as number of axillary nodes with metastasis and follow-up duration), the Kruskal-Wallis' test was used. For delineating the curves of free-of-disease and global survival, the log-rank test was used. RESULTS: there was no difference among the groups in the stage distribution, concerning the tumoral differentiation grade or in the distribution of histological types, and in the estrogen receptor and c-erb-B2 expression. Difference was found in the RP expression, which was less frequent in the group of patients under 40, than in the group of patients over 50 (36.2% versus 58.4%) respectively. There was no difference among the groups in the mean tumoral diameter (5.1, 4.7 and 5 cm, respectively). There was also no difference among the groups, concerning the rate of axillary lymph node metastasis (63.9, 46.9 and 50%, respectively). The average follow-up was 54 months for all the groups. Disease recurrence occurred in 22.6% of patients under 40 years old, in 60% of patients between 40 and 50, and in 22.6% of patients over 50, with a significant difference among groups (p<0.0001). Death caused by the disease was higher among patients under 40 (46.9%) than among patients between 40 and 50 (26.9%) and over 50 (22.6%), p=0.0019. The logistic analysis showed that "age under 40" and the "presence of more than one metastatic axillary node" were independent death risk factors. CONCLUSIONS: age under 40 is an independent risk factor for breast cancer. The traditional prognostic indicators, such as stage, tumoral diameter, axillary involvement and presence of hormonal receptors are not associated with the disease evolution.
  • Evaluation of breast microcalcifications according to Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS TM) and Le Gal's classifications Artigos Originais

    Resende, Lúcio Márcio Perri de; Matias, Marco Antônio Rodrigues Freire; Oliveira, Gracinda Maria Baltazar de; Salles, Márcio Almeida; Melo, Frederico Henrique Corrêa; Gobbi, Helenice

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: avaliar a acurácia da mamografia para o diagnóstico de microcalcificações mamárias suspeitas, com as classificações do Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS TM) e Le Gal em comparação com o resultado histopatológico utilizado como padrão-ouro. MÉTODOS: foram selecionados dos arquivos dos blocos cirúrgicos, 130 casos operados com mamografias contendo somente microcalcificações mamárias, inicialmente classificadas como suspeitas sem lesões detectáveis ao exame clínico. Estas foram reclassificadas por dois examinadores, utilizando as classificações de Le Gal e BI-RADS TM, obtendo-se diagnóstico de consenso. As biópsias foram revistas por dois patologistas e foi obtido diagnóstico de consenso. A leitura das mamografias e a revisão das lâminas foram feitas em duplo-cego. As análises estatísticas utilizadas neste estudo foram o teste do chi2, o modelo Fleiss quadrático para VPP e o programa Epi-Info 6.0. RESULTADOS: a correlação entre a análise histopatológica e mamográfica, usando BI-RADS TM e Le Gal, mostrou a mesma sensibilidade de 96,4%, especificidade de 55,9 e 30,3%, valor preditivo positivo (VPP) de 37,5% e 27,5% e acurácia de 64,6 e 44,6%, respectivamente. Quando discriminamos por categorias de BI-RADS TM, obtivemos VPPs: categoria 2, 0%; categoria 3, 1,8%; categoria 4, 31,6% e categoria 5, 60%. Os VPPs pela classificação de Le Gal foram: categoria 2, 3,1%; categoria 3, 18,1 %; categoria 4, 26,4%; categoria 5, 66,7% e não classificável, 5,2%. CONCLUSÕES: observou-se uma maior precisão com a classificação de BI-RADS TM, porém não se conseguiu reduzir a ambigüidade na avaliação das microcalcificações mamárias.

    Abstract in English:

    PURPOSE: the aim of this study is to evaluate the accuracy of mammography in the diagnosis of suspicious breast microcalcifications, using BI-RADS TM and Le Gal's classifications. METHODS: one hundred and thirty cases were selected with mammograms contain only microcalcifications of file and initially classified as suspicious (categories 4 and 5) without lesions clinical detectable and reclassified by two examiners, getting a consensus diagnosis. The biopsies were reviewed by two pathologists getting also a consensus diagnosis. Both, mammogram and histopathologic analysis were double blinded reviewed. Qui-square test, Fleiss-square statistic and EPI-INFO 6.0 were used in this study. RESULTS: the correlation between histopathological and mammographic analysis using BI-RADS TM and Le Gal classification showed the same sensitivity of 96.4%, specificity of 55.9 and 30.3%, positive predictive value (PPV) of 37.5 and 27.5%, and accuracy of 64.6 and 44.6% respectively. The PPV by BI-RADS TM categories was: category 2, 0%; category 3, 1.8%; category 4, 30.8%; and category 5, 60%. The PPV by Le Gal classification was: category 2, 3.1%; category 3, 18.1%; category 4, 26.4%;category 5, 66.7%, and non classified 5.2%. CONCLUSIONS: the results were better for the classification of BI-RADS™, but it did not get to reduce the ambiguity in assessment of breast microcalcifications.
  • Clinical and laboratorial profile and complications of patients with HELLP syndrome admitted in an obstetric intensive care unit Artigos Originais

    Katz, Leila; Amorim, Melania Maria Ramos de; Miranda, Giselly Veríssimo; Silva, João Luiz Pinto e

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: descrever o perfil clínico e laboratorial e complicações de pacientes com síndrome HELLP internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) obstétrica e incluídas em um ensaio clínico randomizado para avaliar a eficácia do uso da dexametasona. MÉTODOS: O PRESente estudo corresponde a uma análise secundária das pacientes submetidas a um ensaio clínico randomizado realizado entre agosto de 2005 e novembro de 2006. A amostra foi composta de puérperas com diagnóstico de síndrome HELLP (pré ou pós-parto), que não fossem usuárias crônicas de corticosteróides ou portadoras de doenças crônicas que pudessem alterar os parâmetros laboratoriais da doença. Pacientes muito graves ou que não tivessem condições de consentir em participar também não foram incluídas no estudo. Os dados foram coletados por meio de formulários padronizados preparados especialmente para serem utilizados no estudo. As variáveis analisadas foram: idade, paridade, idade gestacional na admissão e na interrupção da gestação, época do diagnóstico de síndrome HELLP, classificação da síndrome HELLP (completa ou incompleta), pressão arterial e diurese na admissão. Os resultados laboratoriais analisados no momento do diagnóstico da síndrome HELLP foram: hemoglobina, contagem de plaquetas e dehidrogenase lática, transaminases e bilirrubinas séricas. Analisaram-se ainda as complicações apresentadas: oligúria, insuficiência renal aguda, manifestações hemorrágicas, edema agudo de pulmão, óbito, necessidade de hemotransfusão e tempo de internamento hospitalar. A digitação e a análise estatística foram realizadas usando-se o programa Epi-Info 3.3.2. RESULTADOS: foram avaliadas 105 pacientes. A idade variou de 14 a 49 anos, com média de 26,7. Em relação à paridade, 56 pacientes (53,8%) eram primigestas. O diagnóstico da síndrome HELLP foi feito no período pré-parto em 47 pacientes (45,2%) com idade gestacional média de 32,4 semanas. Entre as complicações, encontraram-se manifestações hemorrágicas em 36 pacientes (34,3%), oligúria em 49 (46,7%) e os critérios de insuficiência renal aguda se aplicaram em 21 (20%) dos casos. Hemotransfusão foi necessária em 35 (33,3%) das pacientes. Sete (6,7%) apresentaram edema agudo de pulmão. Quatro mulheres evoluíram para o óbito, correspondendo a 3,8% dos casos. O tempo médio entre o diagnóstico da síndrome HELLP e o egresso (alta ou óbito) foi de 10,3 dias, variando de 1 a 33 dias. CONCLUSÕES: A SÍNDrome HELLP é uma doença grave, que cursa com elevada morbimortalidade materna. Dentre as complicações mais encontradas, destacam-se a oligúria e as manifestações hemorrágicas, com freqüente indicação de hemotransfusão. A letalidade foi de 3,8%.

    Abstract in English:

    PURPOSE: to describe the clinical and laboratorial profile of HELLP syndrome patients admitted at an Obstetric Intensive Care Unit (ICU) and included in a randomized clinical trial to evaluate the efficacy of dexamethasone in this clinical setting. METHODS: the present study is a secondary analysis of a randomized clinical trial design to evaluate the efficacy of dexamethasone in patients with HELLP syndrome. This sample of patients was composed of patients in the puerperium, with the diagnosis of HELLP syndrome (diagnosis made before or after delivery) who were not chronic corticosteroid users and not carriers of any chronic disease which could modify HELLP syndrome's laboratorial parameters. Patients who were too critical or whose condition did not allow them to consent to participate were not included. Data were extracted from the records used in the randomized clinical trial. Age, parity, gestational age at admission and delivery, time of diagnosis (before or after delivery), HELLP syndrome classification (partial or complete), arterial blood pressure, and diuresis at admission were considered for analysis. Among laboratorial findings, hemoglobin, platelet count, liver enzymes, LDH, and serum bilirubin were analyzed. Complications presented by the patients were also analyzed as well as need of blood transfusions and duration of hospitalization. Analysis was made by the Epi-Info 3.3.2 program. RESULTS: one hundred and five patients were analyzed. Age varied from 14 to 49 years (means of 26.7). Regarding parity, 56 patients (53.8%) were primiparas. Analyzing the timing of the diagnosis, 47 patients (45.2%) had the diagnosis before delivery. The mean gestational age in these patients was 32.4 weeks. Hemorrhagic manifestations were observed in 36 patients (34.3%), oliguria was present in 49 patients (46.7%) and criteria for acute renal failure were seen in 21 (20%) of the cases. Hemotransfusions were necessary in 35 (33.3%) patients. Seven patients (6.7%) had pulmonary edema and four patients died, corresponding to 3.8% of the cases. The mean time from diagnosis of HELLP syndrome to discharge or death was 10.3 days, varying from 1 to 33 days. CONCLUSIONS: HELLP syndrome is an ominous diagnosis, which implicates in elevated maternal morbimortality. Among complications, oliguria and hemorrhagic manifestations were the most common findings and hemotransfusions were frequently required. Lethality reached 3.8%.
  • Atosiban as a tocolytic agent: a new proposal of a therapeutic approach Artigos Originais

    Cabar, Fábio Roberto; Bittar, Roberto Eduardo; Gomes, Cláudia Messias; Zugaib, Marcelo

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: avaliar um novo esquema terapêutico de emprego do atosibano quanto ao efeito tocolítico, eficácia e efeitos colaterais maternos e fetais. MÉTODOS: Estudo prospectivo com 80 gestantes em trabalho de parto prematuro admitidas para tocólise. Critérios de inclusão: gestação única, presença de contrações uterinas regulares, dilatação cervical >1 cm e <3 cm, esvaecimento cervical >50%, idade gestacional entre 23 e 33 semanas e seis dias, membranas ovulares íntegras, índice de líquido amniótico >5 e <25 e ausência de doenças maternas, patologias feto-anexiais, restrição do crescimento fetal, sofrimento fetal e incompetência cervical. Critérios de exclusão: corioamnionite ou febre na vigência de tocólise. No grupo de estudo, utilizou-se atosibano com dose de ataque de 6,75 mg iv em bolus. Em seguida, infusão por três horas de 300 mcg/min e, após, 100 mcg/min durante três horas e 30 minutos. Se as contrações persistissem, mantinha-se infusão iv de 100 mcg/min durante 12 horas e 30 minutos e fazia-se nova avaliação, sucessivamente até completar 45 horas. No Grupo Controle, foi utilizado terbutalina; diluíram-se cinco ampolas de 2,5 mg de terbutalina em 500 mL de soro glicosado a 5% e foi iniciada a infusão intravenosa contínua, 20 mL/h. Na persistência de contrações uterinas, aumentava-se a velocidade de infusão da solução em 20 mL/h até que se conseguisse a parada das contrações uterinas. Quando foi atingida a dose na qual a paciente não apresentava atividade uterina, esta foi mantida por 24 horas. RESULTADOS: a idade gestacional no parto variou de 29 semanas e cinco dias a 40 semanas e seis dias. Em 97,5% dos casos foi possível postergar o parto em pelo menos 48 horas, com intervalo médio entre o início da tocólise e o parto de 28,2 dias. No Grupo Controle, em nove casos, o parto ocorreu em intervalo inferior a 48 horas após o início da tocólise (22,5%); o intervalo médio entre o início da tocólise e o parto foi de 5,3 dias (dp=1,8 dias). No grupo atosibano, observou-se algum efeito colateral em 27,5% das pacientes (náuseas, fogachos). Não houve taquicardia, dispnéia ou taquipnéia. No Grupo Controle, efeitos colaterais foram observados em 75% das pacientes (n=30) (palpitações, taquicardia, taquipnéia, cefaléia) e em 10% (n=4) a terapia com terbutalina teve que ser suspensa. Em 22,5% dos casos (n=9) foi diagnosticado taquicardia fetal. Não foi observado nenhum caso de morte neonatal precoce. CONCLUSÕES: O Esquema terapêutico utilizado, com menores doses de atosibano, com menor tempo de infusão foi eficiente na tocólise, com bom perfil de segurança e baixa incidência de efeitos colaterais maternos, fetais e neonatais.

    Abstract in English:

    PURPOSE: to test a therapeutic approach using atosiban for tocolysis, evaluating its safety and maternal and fetal side effects. METHODS: prospective study with 80 pregnant women with preterm labor admitted for tocolysis. Inclusion criteria: singleton pregnancy, regular uterine activity, cervical dilatation between 1 to 3 cm, cervical enfacement greater than 50%, 23 to 33 weeks and six days of gestational age, intact membranes, amniotic fluid index between 5 and 25, no maternal, fetal or placental diseases, no fetal growth restriction, no cervical incompetence, no fever. Exclusion criteria: chorioamnionitis or fever during tocolysis. Atosiban group: women received 6.75 mg atosiban iv in bolus, 300 mcg/min for three hours, then 100 mcg/min for three hours and thirty minutes. If uterine activity persisted, it was maintained iv infusion of 100 mcg/min for 12.5 hand that so for as long as 45 hours. Control group: women received terbutaline (five ampoules, 500 mL crystalloid solution) iv infusion, 20 mL/h. If uterine activity persisted, infusion velocity was raised (20 mL/h) until uterine contractions were absent. The dose was maintained for 24 hours. RESULTS: gestational age at birth was 29 weeks and five days to 40 weeks and six days. In atosiban group, the proportion of women who had not delivered at 48 hours was 97.5%, mean interval between tocolysis and birth of 28.2 days. In control group, birth occurred before 48 hours in 22.5% of the cases; mean interval between tocolysis and birth of 5.3 days. Maternal side effects were observed in 27.5% of cases of the atosiban group, none with tachycardia, dyspnea or tachypnea. In the control group, 75% of the cases referred palpitations, tachycardia, tachypnea or headache (drug infusion was interrupted in four cases). Fetal tachycardia was observed in 22.5% of the cases (n=9). No early neonatal death was observed. CONCLUSIONS: the therapeutic approach used showed to be effective for tocolysis, with low incidence of maternal, fetal and neonatal side effects.
  • Urinary tract infection in pregnancy Artigo De Revisão

    Duarte, Geraldo; Marcolin, Alessandra Cristina; Quintana, Silvana Maria; Cavalli, Ricardo Carvalho

    Abstract in Portuguese:

    Vários fatores tornam a infecção do trato urinário (ITU) uma relevante complicação do período gestacional, agravando tanto o prognóstico materno quanto o prognóstico perinatal. Durante muitos anos, a gravidez foi vista como fator predisponente a todas as formas de ITU. Hoje, sabe-se que ela, como evento isolado, não é responsável por maior incidência de ITU; as mudanças anatômicas e fisiológicas impostas ao trato urinário pela gravidez predispõem à transformação de mulheres bacteriúricas assintomáticas (BA) em gestantes com ITU sintomáticas. A BA acomete entre 2 e 10% de todas as gestantes, das quais aproximadamente 30% desenvolverão pielonefrite, se não tratadas adequadamente. No entanto, observa-se incompreensível resistência dos pré-natalistas à identificação da BA neste período. Seu diagnóstico é microbiológico e baseia-se em duas uroculturas apresentando mais que 10(5) colônias/mL de urina, identificando-se o mesmo germe. Seu tratamento é facilitado, visto que pode ser baseado no antibiograma, não havendo fundamentação científica de que o pré-estabelecimento de esquemas terapêuticos seja uma medida adequada. Para o tratamento da pielonefrite, não é possível aguardar o resultado da cultura e o conhecimento prévio do perfil de resistência dos antibacterianos disponíveis para uso em gestantes seria a melhor medida. Outra variável importante é utilizar um antibiótico bactericida, endovenoso na fase aguda da infecção e com possibilidades de ser administrado via oral após a melhora clínica da paciente, em seu domicílio. Em nosso meio, a droga que melhor atende a todas estas demandas é a cefuroxima, utilizada por um período de 10-14 dias. As cefalosporinas de terceira geração não existem na forma oral, carreando o inconveniente de tratamento parenteral em sua totalidade. Em decorrência dos efeitos colaterais, considera-se inadequado o uso de aminoglicosídeos em gestantes. Apesar das inconsistentes insinuações de contra-indicações das quinolonas monofluoradas, havendo indicação, acredita-se que a norfloxacina possa ser uma boa opção à cefuroxima. Para os casos em que a profilaxia da ITU está indicada, preferem-se os quimioterápicos, entre eles a nitrofurantoína, com o cuidado de evitar seu uso no final da gravidez pelo risco de kernicterus no neonato.

    Abstract in English:

    Several factors cause urinary tract infection (UTI) to be a relevant complication of the gestational period, aggravating both the maternal and perinatal prognosis. For many years, pregnancy has been considered to be a factor predisposing to all forms of UTI. Today, it is known that pregnancy, as an isolated event, is not responsible for a higher incidence of UTI, but that the anatomical and physiological changes imposed on the urinary tract by pregnancy predispose women with asymptomatic bacteriuria (AB) to become pregnant women with symptomatic UTI. AB affects 2 to 10% of all pregnant women and approximately 30% of these will develop pyelonephritis if not properly treated. However, a difficult to understand resistance against the identification of AB during this period is observed among prenatalists. The diagnosis of UTI is microbiological and it is based on two urine cultures presenting more than 10(5) colonies/mL urine of the same germ. Treatment is facilitated by the fact that it is based on an antibiogram, with no scientific foundation for the notion that a pre-established therapeutic scheme is an adequate measure. For the treatment of pyelonephritis, it is not possible to wait for the result of culture and previous knowledge of the resistance profile of the antibacterial agents available for the treatment of pregnant women would be the best measure. Another important variable is the use of an intravenous bactericidal antibiotic during the acute phase, with the possibility of oral administration at home after clinical improvement of the patient. At our hospital, the drug that best satisfies all of these requirements is cefuroxime, administered for 10-14 days. Third-generation cephalosporins do not exist in the oral form, all of them involving the inconvenience of parenteral administration. In view of their side effects, aminoglycosides are considered to be inadequate for administration to pregnant women. The inconsistent insinuation of contraindication of monofluorinated quinolones, if there is an indication, norfloxacin is believed to be a good alternative to cefuroxime. In cases in which UTI prophylaxis is indicated, chemotherapeutic agents are preferred, among them nitrofurantoin, with care taken to avoid its use at the end of pregnancy due to the risk of kernicterus for the neonate.
  • Prevalence and multiplicity of human papillomavirus in cervix uterine of women infected with human immunodeficiency virus (HIV) Resumo De Tese

    Corrêa, Christine Miranda
  • Efficacy of physiotherapy performed during radiotherapy in the prevention of locoregional complications in women under treatment for breast cancer: a controlled clinical trial Resumo De Tese

    Oliveira, Mariana Maia Freire de
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