Reflito sobre a demanda social por uma crítica radical ao universalismo que, por tanto tempo, caracterizou o discurso histográfico. As reivindicações por maior diversidade na escrita da história não se limitam mais ao aspecto temático. Novas gerações exigem a pluralização de sujeitos e vozes na produção de conhecimento sobre o passado. No centro dessa transformação epistemológica está o conceito de experiência histórica, uma vez que tal experiência também pode contribuir para a construção de histórias insubmissas e disruptivas de passados opressivos. Em diálogo com as epistemologias feministas, retomo a análise de Joan Scott sobre a importância de os “estudos da diferença” não essencializem a experiência histórica em suas abordagens. Ademais, exploro o conceito de escrevivência elaborado por Conceição Evaristo, como uma abertura teórico-metodológica para a construção de histórias comprometidas com o enfrentamento das questões sociais que ainda causam desigualdade na sociedade brasileira.
Palavras-chaves:
Experiência histórica; Epistemologias feministas; Escrevivência; Conceição Evaristo