A proposta deste artigo é realizar um balanço dos avanços e limites experimentados no campo da cumplicidade empresarial com a ditadura militar tomando como marco as investigações da Comissão Nacional da Verdade (2013-2014) e outras iniciativas, a partir da apresentação de um caso, a participação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no contexto do Golpe de 64 e seus impactos sobre a classe trabalhadora e o espaço urbano. Como trata-se de um campo em desenvolvimento, e respeitando o processo de construção das temáticas e caminhos político-institucionais traçados até o momento, propõe-se uma aproximação teórico-metodológica entre o campo que denominaremos aqui de Empresas e Ditadura e o campo da História Social do Trabalho.
Palavras-chave:
História Social do Trabalho; Empresas e Ditadura; Justiça de Transição; Companhia Siderúrgica Nacional