No período da União Ibérica (1580-1640), comerciantes da Zelândia, uma das mais ricas províncias dos Países Baixos, com ou sem o apoio das duas Grandes companhias de Comércio, passam a negociar com grupos indígenas do Maranhão e do Grão-Pará. Considerados por portugueses e espanhóis como hereges e piratas, esses agentes “holandeses” utilizam principalmente os rios Amazonas e Xingu como canais para o tráfico de uma variedade de produtos naturais com grande valor na Europa. Já os indígenas aproveitam esse interesse comercial para construir alianças militares e políticas vantajosas, manipulando, muitas vezes, os circuitos financeiros de cidades neerlandesas. O objetivo desse texto é discutir a inserção dos produtos da Amazônia nas redes comerciais do norte da Europa, mas também compreender a forma como os indígenas da região tiravam vantagens políticas e bélicas da concorrência entre as potências europeias.
Palavras-chave:
Tapuias; Comércio; Zelândia; Holandeses; Amazônia; Século XVII
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Fonte: autor e equipe.
Fonte: Fundação Biblioteca Nacional (Brasil) (