Este artigo analisa os impactos da virada digital na história oral, desde a popularização do gravador digital, em meados dos anos 2000, até as tecnologias de Inteligência Artificial. Argumenta-se que as transformações digitais abriram novas perspectivas metodológicas, éticas e hermenêuticas. A digitalização possibilitou avanços como entrevistas remotas e transcrições automatizadas, mas suscitou propostas de avanços além dessas práticas. A integração com IA generativa desafia interpretações convencionais, sugerindo abordagens híbridas. Conclui-se que a virada digital ampliou os horizontes do campo, mantendo o compromisso com a memória de expressão oral e suas complexidades.
Palavras-chave:
História Oral; Virada Digital; Inteligência Artificial