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Uma revisão de escopo de revisões sistemáticas sobre exposição humana ao mercúrio

A scoping review of systematic reviews on human exposure to mercury

Luciana Azevedo de Sousa Maria Paula do Amaral Zaitune Sobre os autores

Resumo:

Introdução:

a promulgação da Convenção de Minamata no Brasil em 2018 incentivou o cumprimento dos seus objetivos em reduzir o uso e a poluição por mercúrio.

Objetivo:

caracterizar a produção científica sobre exposição humana ao mercúrio e identificar lacunas de conhecimento a fim de subsidiar a tomada de decisão em saúde.

Métodos:

revisão de escopo de revisões sistemáticas e metanálises, sem restrição de idioma ou data de publicação, utilizando as bases PubMed, BVS e Cochrane Library.

Resultados:

71 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade, com 40 revisões sistemáticas, 30 metanálises e 1 overview. Amálgama dentário e contaminação alimentar e ambiental por atividades que utilizam mercúrio foram as fontes de exposição mais mencionadas. Os temas mais estudados contaram com transtornos mentais e comportamentais, assim como uso de biomarcadores e testes neurocomportamentais relacionados à exposição ao mercúrio.

Discussão:

lacunas como a exposição ocupacional ao mercúrio, uso em práticas tradicionais e em cosméticos apontam para a necessidade de mais estudos. As revisões identificadas podem oferecer subsídios para sínteses de evidências e protocolos de atenção à saúde de populações expostas, assim como para a elaboração de políticas públicas que visem o controle do uso e da exposição ao mercúrio.

Palavras-chave:
mercúrio; intoxicação por mercúrio; exposição a produtos químicos; saúde do trabalhador; revisão

Abstract:

Introduction:

in 2018, the promulgation of the Minamata Convention in Brazil encouraged compliance with its goals of reducing mercury use and pollution.

Objective:

to characterize the scientific production and identify the knowledge gaps to subsidize decision-making in healthcare on human exposure to mercury.

Methods:

a scoping review was carried out of systematic reviews and metanalysis, without language and publication date restriction, retrieved from the PubMed, BVS, and Cochrane Library databases.

Results:

a total of 71 studies met the eligibility criteria, of which 40 were systematic reviews, 30 meta-analyses, and one overview. Dental amalgam as well as food and environmental contamination by mercury-based activities were the most cited sources of exposure. Most studies focused on mental and behavioral disorders, as well as the use of biomarkers and neurobehavioral tests related to mercury exposure.

Discussion:

knowledge gaps on occupational exposure to mercury, mercury use in both traditional practices and cosmetics point to the need for further studies. The reviews identified could provide data for evidence synthesis and healthcare protocols for affected populations, as well as for elaborating public policies aimed at controlling mercury use and exposure.

Keywords:
mercury; mercury poisoning; chemical products exposure; occupational health; review

Introdução

O mercúrio é um elemento químico natural encontrado no ar, na água, no solo e distribuído por todo o ambiente por processos naturais - atividade vulcânica, intemperismo de rochas, movimentos da água, processos biológicos, como combustão natural - e antropogênicos, ou seja, causados pela atividade humana - combustão de combustíveis fósseis, usinas de geração de eletricidade, mineração de ouro e prata, fabricação de cimento, pesticidas, cloro, soda cáustica, espelhos e equipamentos médicos, vazamentos industriais, odontologia, incineração de resíduos e cadáveres. Também pode ocorrer pela remobilização de fontes históricas, como no solo, sedimentos, água, aterro e resíduos contendo mercúrio11. World Health Organization. Guidance for identifying populations at risk from mercury exposure [Internet]. Geneva: WHO; 2008. [citado em 24 ago 2022] Disponível em: https://www.who.int/publications/m/item/guidance-for-identifying-populations-at-risk-from-mercury-exposure
https://www.who.int/publications/m/item/...
),(22. Organização Pan-americana de Saúde. Cooperação técnica entre Brasil, Bolívia e Colômbia: teoria e prática para o fortalecimento da vigilância em saúde de populações expostas a mercúrio. Brasília, DF: Opas; 2011..

Como a maioria dos metais, ele pode existir de diferentes formas químicas, inorgânicas e orgânicas, e é persistente no ambiente. As três formas principais incluem o mercúrio elementar ou metálico; o mercúrio inorgânico ou iônico; e o mercúrio orgânico, sendo o metilmercúrio o mais importante22. Organização Pan-americana de Saúde. Cooperação técnica entre Brasil, Bolívia e Colômbia: teoria e prática para o fortalecimento da vigilância em saúde de populações expostas a mercúrio. Brasília, DF: Opas; 2011.)-(77. Berzas Nevado JJ, Rodríguez Martín-Doimeadios RC, Guzmán Bernardo FJ, Jiménez Moreno M, Herculano AM, do Nascimento JLM, et al. Mercury in the Tapajós River basin, Brazilian Amazon: a review. Environ Int. 2010;36(6):593-608..

O mercúrio circula entre os compartimentos atmosférico, aquático, terrestre e biótico, envolvendo diversas transformações químicas e físicas complexas e em distintos padrões de transporte e deposição no ambiente. Por exemplo, o mercúrio elementar se encontra como vapor na atmosfera, podendo percorrer longas distâncias e voltar à superfície por meio da chuva. A partir daí, pode retornar à atmosfera novamente como vapor ou ser transformado em metilmercúrio por micro-organismos presentes em sedimentos ou na água de rio ou mar. O metilmercúrio se acumula nos seres vivos, atingindo altas concentrações em peixes do topo da cadeia trófica, e consiste na forma mais importante de exposição humana. O ciclo descrito, chamado de biogeoquímico, possibilita a interação do mercúrio com o meio ambiente e com os seres vivos. Os diferentes efeitos nos organismos dos seres vivos dependerão da forma química do metal, da via de exposição (ingestão, inalação ou absorção cutânea) e da intensidade de exposição88. Tinôco AAP, Azevedo ICDD, Marques EAG, Mounteer AH, Martins CP, Nascentes R, et al. Avaliação de contaminação por mercúrio em Descoberto, MG. Eng Sanit Ambient. 2010;15(4):305-14..

Destacam-se cinco principais fontes de exposição ao mercúrio: os processos industriais, o garimpo de ouro, a alimentação, o uso no setor saúde e nas práticas tradicionais que envolvem o uso do mercúrio em preparações medicinais e em práticas religiosas11. World Health Organization. Guidance for identifying populations at risk from mercury exposure [Internet]. Geneva: WHO; 2008. [citado em 24 ago 2022] Disponível em: https://www.who.int/publications/m/item/guidance-for-identifying-populations-at-risk-from-mercury-exposure
https://www.who.int/publications/m/item/...
. Portanto, das cinco fontes citadas, três são relacionadas à exposição ocupacional.

O mercúrio possui uma vasta utilidade em processos industriais e em outras atividades, como na elaboração de instrumentos científicos, nas lâmpadas fluorescentes, na indústria de cloro-soda, em catalisadores, em materiais odontológicos, em laboratórios de pesquisa, análises químicas e biológicas, indústria farmacêutica, refino do petróleo, fabricação de ácido acético e de acetaldeído, indústrias de papel, entre outras44. Azevedo FA. Toxicologia do mercúrio. São Carlos: Rima; 2003.),(99. Hacon S, Azevedo F. Plano de ação regional para prevenção e controle da contaminação por mercúrio nos ecossistemas amazônicos. Brasília, DF: Organização do Tratado para Cooperação Amazônica; 2006.),(1010. Lacerda LD, Santos AF, Marins RV. Emissão de mercúrio para a atmosfera pela queima de gás natural no Brasil. Qim Nova. 2007;30(2):366-69.. Na década de 1980 o Brasil se tornou um dos principais países emissores desse tipo de metal para o meio ambiente, principalmente devido à indústria de cloro-soda1111. Lacerda LD, Salomons W. Mercury in the Amazon: a chemical time bomb? 3rd ed. Rio de Janeiro: Centro de Tecnologia Mineral; 1991..

O garimpo de ouro1212. Gesisky J. Estudo estima emissões de mercúrio nos garimpos de ouro no Brasil. WWF [Internet]. 12 jun 2018. [citado em 1 jul 2019]. Disponível em: https://www.wwf.org.br/?65922/estudo-estima-emissoes-mercurio-garimpos-ouro-brasil
https://www.wwf.org.br/?65922/estudo-est...
),(1313. Martiniano LC, Bezerra CWB, Marques EP, de Sousa AG, Fernandes RN, Marques, ALB. Novo método espectrofotométrico para determinação de Hg (II) em amostras de peixe. Cienc Tecnol Aliment. 2008;28(2):373-79. e os processos de erosão e lixiviação decorrentes do desmatamento em solo que contém partículas de mercúrio1414. Barbieri FL, Gardon J. Hair mercury levels in Amazonian populations: spatial distribution and trends. Int J Health Geogr. 2009;8(71):1-20. também são considerados fontes de emissão antropogênica do metal. Na prática de mineração em pequena escala ou artesanal, é considerável a exposição dos trabalhadores e populações vizinhas, causada pela volatilização do mercúrio elementar no processo de recuperação do ouro. A inalação dos vapores é a via de exposição ao mercúrio metálico mais importante e perigosa para essa população, assim como para os negociantes que visitam as “lojas de ouro”11. World Health Organization. Guidance for identifying populations at risk from mercury exposure [Internet]. Geneva: WHO; 2008. [citado em 24 ago 2022] Disponível em: https://www.who.int/publications/m/item/guidance-for-identifying-populations-at-risk-from-mercury-exposure
https://www.who.int/publications/m/item/...
.

Segundo documento da Organização do Tratado para Cooperação Amazônica (OTCA)99. Hacon S, Azevedo F. Plano de ação regional para prevenção e controle da contaminação por mercúrio nos ecossistemas amazônicos. Brasília, DF: Organização do Tratado para Cooperação Amazônica; 2006., a principal via de exposição humana ao mercúrio se dá pelo consumo de peixes contaminados pelo metilmercúrio. Resíduos de processo de mineração contendo mercúrio metálico despejados próximos aos cursos de água aumentam sua disponibilidade para contato com micro-organismos que o transformam em mercúrio orgânico ou metilmercúrio, por meio do processo de metilação. Assim, esse composto se acumula em partículas sólidas suspensas que servem de alimento aos peixes e, ao serem ingeridos, se ligam aos aminoácidos das proteínas dos músculos do animal. Os peixes de maiores dimensões que se alimentam dos peixes menores, ou seja, predadores, passam a acumular maiores teores do metilmercúrio, o que explica o acúmulo crescente na cadeia alimentar aquática, integrando desse modo a cadeia alimentar humana, especialmente das populações ribeirinhas, cuja principal fonte de proteína animal consiste em peixes44. Azevedo FA. Toxicologia do mercúrio. São Carlos: Rima; 2003..

O mercúrio possui uma ampla gama de utilidades no setor saúde, desde aparelhos de uso hospitalar, como esfigmomanômetros e termômetros de coluna de mercúrio, à prática odontológica, com uso do amálgama para reparação de cáries dentárias1515. Dunne SM, Gainsford ID, Wilson NHF. Current materials and techniques for direct restorations in posterior teeth. Part 1: Silver amalgam. Int Dent J. 1997;47(3):123-36.. Assim, pessoas que utilizam amálgamas em restaurações dentárias estão expostas ao mercúrio inorgânico ou elementar pela absorção a partir dessa fonte, assim como os trabalhadores dos consultórios odontológicos22. Organização Pan-americana de Saúde. Cooperação técnica entre Brasil, Bolívia e Colômbia: teoria e prática para o fortalecimento da vigilância em saúde de populações expostas a mercúrio. Brasília, DF: Opas; 2011.. No entanto, há autores1616. Jones DW. Exposure or absorption and the crucial question of limits for mercury. J Can Dent Assoc. 1999;65(1):42-6.)-(1818. Mondelli J. O que o cirurgião-dentista que prática a odontologia deve saber a respeito do amálgama dentário. Full Dent Sci. 2014;5(19):511-26. que afirmam que a liberação de mercúrio das restaurações não oferece riscos à saúde, em decorrência da escala reduzida, uma vez que o mercúrio está ligado à prata, e da baixa capacidade de absorção intestinal desse metal.

O metal também pode ser encontrado sob a forma de etilmercúrio em um conservante de vacinas chamado timerosal, que tem o objetivo de proteger o imunizante contra a contaminação fúngica e bacteriana. Como o calendário vacinal é voltado sobretudo para a primeira infância, a exposição a essa substância ocorre predominantemente em idades precoces. Essas vacinas são aplicadas por via parenteral (intramuscular), ocasionando absorção quase total do composto, que é metabolizado pelo organismo em etilmercúrio e tiosalicilato44. Azevedo FA. Toxicologia do mercúrio. São Carlos: Rima; 2003.),(1919. US Food & Drug Administration. Thimerosal and vaccines. FDA [Internet]. 2 jan. 2018 [citado em 22 ago 2022]. Disponível em: https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/safety-availability-biologics/thimerosal-and-vaccines#nolink
https://www.fda.gov/vaccines-blood-biolo...
),(2020. Dórea JG. Exposure to mercury during the first six months via human milk and vaccines: modifying risk factors. Am J Perinatol. 2007;24(7):387-400.. Em 1999, surgiram hipóteses relacionadas ao timerosal e possíveis relações com o desenvolvimento de Transtorno do Espectro do Autismo e neurotoxicidade2121. Pires VS. Timerosal contido em vacinas e transtornos do espectro autista: revisão de literatura. Sanare. 2018;17(1):93-101., que foram refutadas posteriormente por diversos estudos clínicos e epidemiológicos. Em 2006, o Comitê Consultivo Global da Organização Mundial da Saúde confirmou que o uso desse composto em conservação de vacinas não causa danos à saúde e defende sua utilização, não sendo necessário alterar as práticas de imunização existentes. Além disso, o Comitê argumenta que, comparado ao metilmercúrio, a meia vida do etilmercúrio é mais curta e sua capacidade de acumulação no sangue é expressivamente menor2222. World Health Organization. Statement of Thimerosal. The global advisory committee on vaccine safety. WHO [Internet]. 2006. [citado em 9 out 2019]. Disponível em: http://www.who.int/vaccine_safety/committee/topics/thiomersal/statement_jul2006/e/
http://www.who.int/vaccine_safety/commit...
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O mercúrio elementar tem sido usado há anos em práticas tradicionais que envolvem seu uso medicinal em preparações herbais e práticas religiosas, especialmente na cultura afro-caribenha e latino-americana2323. World Health Organization. International Programme on Chemical Safety. Concise international chemical assessment document 50: elemental mercury and inorganic mercury compounds: human health aspects. Geneva: PCS; 2003.. O mercúrio para tal finalidade é facilmente encontrado e comprado na América do Norte em lojas chamadas “botânicas”, que comercializam produtos à base de plantas e artigos para práticas religiosas2424. Wendroff AP. Domestic mercury pollution. Nature. 1990;347:623.),(2525. Zayas LH, Ozuah PO. Mercury use in espiritismo: a survey of botanicas. Am J Public Health. 1996;86(1):111-2.. O uso em locais fechados e por tempo prolongado expõe os indivíduos que o manipulam, podendo causar comprometimento, porém são necessários mais estudos para compreender seus riscos2626. Pinn AB. Varieties of African American religious experience. Minneapolis: Fortress Press; 1998..

O mercúrio, em suas variadas formas, é tóxico para o ser humano e para o meio ambiente. A depender da forma físico-química em que o mercúrio se apresenta, pressupõe-se as vias de exposição (inalação, ingestão, absorção cutânea ou dérmica) e o entendimento de como entrará em contato com o ser humano e seus diferentes efeitos em tecidos e órgãos. Deve-se lembrar que há outros fatores contributivos, como a idade do indivíduo, a concentração da substância e a duração da exposição para favorecer o aparecimento de problemas de saúde.

Os alvos primários de toxicidade do mercúrio são: sistema nervoso, rins e sistema cardiovascular, além de respiratório, gastrointestinal, hematológico, imunológico e reprodutivo2727. United Nations Environment Programme. Study on mercury sources and emissions, and analysis of cost and effectiveness of control measures: "UNEP paragraph 29 study". Geneva: United Nations Environmental Programme; 2010.. A intoxicação pode ser aguda, ou seja, a exposição se dá em um curto período e em altas concentrações; ou crônica, quando ocorrem exposições a baixas concentrações em períodos prolongados, sendo o sistema nervoso o alvo mais sensível.

Dentre os casos emblemáticos dos efeitos do mercúrio na saúde humana, destaca-se o que ocorreu entre os anos de 1920 e 1968 na Baía de Minamata, Japão, onde foram despejados resíduos de mercúrio utilizados como elemento catalisador no processo de produção em uma fábrica de acetaldeído e cloreto de vinila. Os médicos da região começaram a observar muitas pessoas, principalmente filhos de mães que ingeriram peixes e frutos do mar da região, que apresentavam ataxia, deterioração da fala, constrição do campo visual, dificuldades auditivas, alterações sensoriais, deficiência mental e paralisia mental. A partir disso, caracterizou-se a Doença de Minamata, que se trata de um conjunto de sinais e sintomas de intoxicação grave derivada da exposição ao mercúrio2828. Micaroni RCCM, Bueno MIMS, Jardim WF. Compostos de mercúrio. Revisão de métodos de determinação, tratamento e descarte. Qim Nova. 2000;23(4):487-95..

Diante do reconhecimento da toxicidade do mercúrio e de seus efeitos deletérios à saúde humana, a Organização das Nações Unidas (ONU) vem promovendo discussões e negociações multilaterais sobre o tema e visando desenvolver um instrumento norteador, o que motivou a elaboração da Convenção de Minamata2929. Fenner ALD, Caldas RW, Villardi JWR, Machado AA, Gomes GAP, Moura BC. Nova convenção internacional sobre o mercúrio expõe desafios para saúde global. Com Ciencias Saude. 2017;28(3/4):326-32.. O objetivo principal dessa Convenção é proteger a saúde humana e o meio ambiente das emissões e liberações antropogênicas de mercúrio e de compostos mercuriais. Apesar de a Convenção ter sido adotada em 2013, apenas em 2018 foi promulgada no Brasil, pelo decreto nº 9.4703030. Brasil. Decreto nº 9.470, de 14 de agosto de 2002. Promulga a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, firmada pela República Federativa do Brasil, em Kumamoto, em 10 de outubro de 2013. Diário Oficial da União. 15 ago 2018;(157 seção 1):65-73.. O instrumento apresenta 35 artigos e cinco anexos. Embora a saúde esteja em diversos capítulos, destaca-se o artigo 16, que é dedicado exclusivamente aos “aspectos de saúde”.

Após a promulgação, o Ministério da Saúde formou um grupo de trabalho para elaborar um plano setorial de implementação da Convenção, para reduzir e eliminar o uso do mercúrio no Brasil. Nesse contexto, entendemos ser importante desenvolver este estudo com o objetivo de levantar e caracterizar a produção de conhecimento global sobre a exposição humana ao mercúrio e identificar as lacunas de conhecimento no tema, a fim de subsidiar gestores e outros atores sociais atuantes na tomada de decisão em saúde, assim como fazer recomendações para pesquisas futuras.

Métodos

Optou-se pela metodologia de revisão de escopo (scoping study ou scoping review), que é um método frequentemente utilizado para reconhecer a literatura acerca de um tema específico, auxiliar no mapeamento de estudos, analisar a extensão, o alcance e a natureza da investigação, sumarizar e divulgar os dados da investigação, assim como identificar as lacunas de pesquisas existentes3131. Arksey H, O'Malley L. Scoping studies: towards a methodological framework. Int J Soc Res Methodol. 2005;8(1):19-32.)-(3434. Munn, Z, Peters, MDJ, Stern, C, Tufanaru C, McArthur A, Aromataris E. Systematic review or scoping review? Guidance for authors when choosing between a systematic or scoping review approach. BMC Med Res Methodol. 2018;18(143):1-7.. Possui a transparência e a replicabilidade proporcionadas pelas etapas da revisão sistemática, sem o propósito de avaliar a qualidade das evidências produzidas3535. Armstrong R, Hall BJ, Doyle J, Waters E. Cochrane update. "Scoping the scope" of a cochrane review. J Public Health. 2011;33(1):147-50..

As etapas metodológicas seguiram determinadas recomendações para revisões de escopo3131. Arksey H, O'Malley L. Scoping studies: towards a methodological framework. Int J Soc Res Methodol. 2005;8(1):19-32., sendo incorporadas etapas de melhoria do método propostas em demais estudos3232. Peters MDJ, Godfrey CM, Khalil H, McInerney P, Parker D, Soares CB. Guidance for conducting systematic scoping reviews. Int J Evid Based Healthc. 2015;13(3):141-6.),(3333. Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil, H. Capítulo 11: Revisões do escopo (versão 2020). In: Aromataris E, Munn Z, editores. Joanna Briggs Institute reviewer manual. Adelaide: JBI; 2020.),(3636. Levac D, Colquhoun H, O'Brien KK. Scoping studies: advancing the methodology. Implement Sci. 2010;5(69):1-9.. O relato desta revisão seguiu as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR)3737. Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O'Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): checklist and explanation. Ann Intern Med. 2018;169(7):467-73..

Definição da questão de pesquisa

Considerando a abrangência do estabelecido pela Convenção de Minamata, pensou-se que uma revisão de escopo de revisões sistemáticas poderia ser o ponto de partida para conhecer as evidências existentes sobre a exposição humana ao mercúrio e as lacunas de conhecimento no tema. Dessa forma, a pergunta de pesquisa foi: “o que as revisões sistemáticas da literatura científica na área da saúde abordam a respeito da exposição humana ao mercúrio?”

Os termos para a busca nas bases foram definidos a partir de descritores de assunto dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e do MeSH (Medical Subject Headings), que facilitam a pesquisa e a recuperação de artigos nas bases de dados bibliográficas da área da saúde3838. Brandau R, Monteiro R, Braile DM. Importância do uso correto dos descritores nos artigos científicos. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2005;20(1):7-9..

Critérios de elegibilidade

Foram consideradas elegíveis revisões sistemáticas e metanálises, por serem desenhos de pesquisa com rigor e transparência metodológica, que conferem forte nível de evidência, e por constituírem material para a elaboração de sínteses de evidência para políticas públicas.

Os seguintes critérios de exclusão foram considerados: estudos que não fossem revisões sistemáticas ou metanálises; que tratassem de instrumento de medida de pressão arterial, como por exemplo, esfigmomanômetro de coluna de mercúrio; que tratassem do uso de termômetros de mercúrio; ou que não tratassem da exposição humana ao mercúrio.

Estratégia de busca e fontes de informação

As buscas foram realizadas no período de julho a setembro de 2020 em três bases eletrônicas: PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library, sem restrição de idioma ou data de publicação.

Procedeu-se uma combinação dos descritores que resultou nas seguintes estratégias de busca, para as três bases consultadas: PubMed: (“Meta-Analysis” [Publication Type] OR “Systematic Review” [Publication Type]) AND (“mercury”[MeSH Terms] OR “mercury”[All Fields]) AND (“mercury”[MeSH Terms] OR “mercury”[All Fields]), BVS: (“Meta-Analysis” OR metanálise OR metaanálisis) AND (mercury OR mercúrio OR mercurio) AND (Revisão sistemática OR revisión sistemática OR systematic review) e na Cochrane Library: mercury OR mercúrio OR mercurio.

Seleção dos estudos e extração dos dados

As publicações encontradas foram exportadas para o aplicativo Rayyan3939. Ouzzani M, Hammady H, Fedorowicz Z, Elmagarmid A. Rayyan: a web and mobile app for systematic reviews. Syst Rev. 2016;5(210):1-10.. Após remoção das duplicatas, as duas autoras leram independentemente os títulos e resumos dos artigos e excluíram os que não estavam nos critérios de elegibilidade. As divergências foram solucionadas posteriormente, por consenso. Ainda nesta etapa, as autoras definiram as variáveis que seriam extraídas.

Cabe ressaltar que a revisão de escopo não estabelece, como critério essencial, a avaliação da qualidade metodológica dos estudos e, portanto, não foi realizada.

Mapeamento dos dados

Foram elaboradas duas tabelas: uma com os estudos excluídos e as razões de exclusão e outra com os artigos selecionados, as variáveis definidas para extração e a caracterização dos estudos encontrados, que consistiram em: idioma, ano de publicação, tipo de publicação, período de busca, quantidade de autores, número de bases utilizadas para busca, tipos de estudos considerados, população estudada, local do estudo, fonte de exposição, forma química do mercúrio e desfechos.

Resultados

A partir dos critérios estabelecidos na estratégia de busca, esta pesquisa encontrou 163 revisões sistemáticas ou metanálises nas três bases de dados (BVS=41; Cochrane=9 e Pubmed=113). A Figura 1 mostra as etapas da triagem, que resultaram em 71 artigos selecionados para realização dessa revisão de escopo. O Quadro 1 apresenta a síntese dos estudos incluídos. Os artigos excluídos estão listados no Material Suplementar 1 (Disponível em: https://doi.org/10.48331/scielodata.YD9OZX).

Figura 1
Diagrama de fluxo de Revisões Sistemáticas, Metanálises e Overview (PRISMA) do processo de seleção de artigos realizado neste estudo

Quadro 1
Estudos incluídos nesta revisão de escopo sobre exposição humana ao mercúrio, contendo informações sobre idioma, tipo de estudo, número de bases consultadas, população estudada, desfecho estudado e categoria

A Tabela 1 apresenta as características dos estudos selecionados, a partir de variáveis definidas para esta revisão de escopo.

Tabela 1
Síntese das características dos estudos incluídos nesta revisão de escopo

Dos 71 estudos incluídos, 40 são revisões sistemáticas4343. Meyer-Baron M, Schaeper M, van Thriel C, Seeber A. Neurobehavioural test results and exposure to inorganic mercury: in search of dose-response relations. Arch Toxicol. 2004;78(4):207-11.)-(4848. Cohen JT, Bellinger DC, Connor WE, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal intake of n-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):366-74.),(5252. Williams JHG, Ross L. Consequences of prenatal toxin exposure for mental health in children and adolescents: a systematic review. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2007;16(4):243-53.),(5555. Hacon S, Barrocas PRG, Vasconcellos ACS, Barcellos C, Wasserman JC, Campos RC, et al. An overview of mercury contamination research in the Amazon basin with an emphasis on Brazil. Cad Saude Publica. 2008;24(7):1479-92.),(5757. Schoeman K, Bend JR, Hill J, Nash K, Koren G. 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Toxic metal (Cd, Hg, Mn, Pb) partition in the maternal/foetal unit: a systematic mini-review of recent epidemiological studies. Toxicol Lett. 2020;332:20-6., 30 são metanálises4040. Zheng YX, Liang YX. [Meta-analysis in neurobehavioral toxicological studies]. Zhonghua Yu Fang Yi Xue Za Zhi. 1994;28(5):281-3.)-(4242. Zhou W, Liang Y, Christiani DC. Utility of the WHO neurobehavioral core test battery in Chinese workers - a meta-analysis. Environ Res. 2002;88(2):94-102.),(4949. Rohling ML, Demakis GJ. A meta-analysis of the neuropsychological effects of occupational exposure to mercury. Clin Neuropsychol. 2006;20(1):108-32.)-(5151. Pan J, Song H, Pan XC. [Reproductive effects of occupational exposure to mercury on female workers in China: a meta-analysis]. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2007;28(12):1215-8.),(5353. Aminzadeh KK, Etminan M. Dental amalgam and multiple sclerosis: a systematic review and meta-analysis. J Public Health Dent. 2007;67(1):64-6.),(5454. 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Osteoporos Int. 2020;31(9):1671-82., 2 em chinês4040. Zheng YX, Liang YX. [Meta-analysis in neurobehavioral toxicological studies]. Zhonghua Yu Fang Yi Xue Za Zhi. 1994;28(5):281-3.),(5151. Pan J, Song H, Pan XC. [Reproductive effects of occupational exposure to mercury on female workers in China: a meta-analysis]. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2007;28(12):1215-8. e 1 em português9595. Jorge RC. Toxicidade do amálgama dentário na saúde do paciente: uma revisão sistemática [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2017.. Os estudos em língua estrangeira foram lidos com o auxílio de ferramentas de tradução automática disponíveis on-line, como Google Tradutor.

A primeira revisão sistemática foi publicada em 19944040. Zheng YX, Liang YX. [Meta-analysis in neurobehavioral toxicological studies]. Zhonghua Yu Fang Yi Xue Za Zhi. 1994;28(5):281-3. e observou-se um gradiente de aumento das publicações, sendo 50 delas publicadas após 2011.

A maior parte dos estudos (36) utilizou de duas a cinco bases bibliográficas e foram escritos por dois a quatro autores (n=44).

Amálgama dentário4444. Issa Y, Brunton PA, Glenny AM, Duxbury AJ. Healing of oral lichenoid lesions after replacing amalgam restorations: a systematic review. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004;98(5):553-65.),(5353. Aminzadeh KK, Etminan M. Dental amalgam and multiple sclerosis: a systematic review and meta-analysis. J Public Health Dent. 2007;67(1):64-6.),(5656. Fernández-Yáñez Sánchez A, Leco-Berrocal MI, Martínez-González JM. Metaanalysis of filler materials in periapical surgery. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2008;13(3):E180-5.),(6868. Baccaglini L, Thongprasom K, Carrozzo M, Bigby M. Urban legends series: lichen planus. Oral Dis. 2013;19(2):128-43.),(7474. Sharif MO, Merry A, Catleugh M, Tickle M, Brunton P, Dunne SM, et al. Replacement versus repair of defective restorations in adults: amalgam. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(2):CD005970.),(7575. Rasines Alcaraz MG, Veitz-Keenan A, Sahrmann P, Schmidlin PR, Davis D, Iheozor-Ejiofor Z. 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Dental cavity liners for class I and class II resin-based composite restorations. Cochrane Database Syst Rev. 2016;10(10):CD010526. (n=11) e exposição alimentar4545. Cohen JT, Bellinger DC, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal methyl mercury exposure and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):353-65.),(4646. Bouzan C, Cohen JT, Connor WE, Kris-Etherton PM, Gray GM, König A, et al. A quantitative analysis of fish consumption and stroke risk. Am J Prev Med. 2005;29(4):347-52.),(4747. Gochfeld M, Burger J. Good fish/bad fish: a composite benefit-risk by dose curve. Neurotoxicology. 2005;26(4):511-20.),(4848. Cohen JT, Bellinger DC, Connor WE, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal intake of n-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):366-74.),(5757. Schoeman K, Bend JR, Hill J, Nash K, Koren G. 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Dentre as publicações que especificaram a forma química de mercúrio, o orgânico4444. Issa Y, Brunton PA, Glenny AM, Duxbury AJ. Healing of oral lichenoid lesions after replacing amalgam restorations: a systematic review. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004;98(5):553-65.),(5353. Aminzadeh KK, Etminan M. Dental amalgam and multiple sclerosis: a systematic review and meta-analysis. J Public Health Dent. 2007;67(1):64-6.),(5656. Fernández-Yáñez Sánchez A, Leco-Berrocal MI, Martínez-González JM. Metaanalysis of filler materials in periapical surgery. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2008;13(3):E180-5.),(6868. Baccaglini L, Thongprasom K, Carrozzo M, Bigby M. Urban legends series: lichen planus. Oral Dis. 2013;19(2):128-43.),(7474. Sharif MO, Merry A, Catleugh M, Tickle M, Brunton P, Dunne SM, et al. Replacement versus repair of defective restorations in adults: amalgam. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(2):CD005970.),(7575. 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Environ Health. 2011;10(9):1-15.)-(6464. Hoshino ACH, Ferreira HP, Malm O, Carvallo RM, Câmara VM. A systematic review of mercury ototoxicity. Cad Saude Publica. 2012;28(7):1239-47.),(6666. Miller S, Pallan S, Gangji AS, Lukic D, Clase CM. Mercury-associated nephrotic syndrome: a case report and systematic review of the literature. Am J Kidney Dis. 2013;62(1):135-8.),(6767. Kuo CC, Moon K, Thayer KA, Navas-Acien A. Environmental chemicals and type 2 diabetes: an updated systematic review of the epidemiologic evidence. Curr Diab Rep. 2013;13(6):831-49.),(7777. Starling P, Charlton K, McMahon AT, Lucas C. Fish intake during pregnancy and foetal neurodevelopment - a systematic review of the evidence. Nutrients. 2015;7(3):2001-14.),(8080. Martínez-Galero E, Pérez-Pastén R, Perez-Juarez A, Fabila-Castillo L, Gutiérrez-Salmeán G, Chamorro G. Preclinical antitoxic properties of Spirulina (Arthrospira). Pharm Biol. 2016;54(8):1345-53.),(8282. Nersesyan A, Kundi M, Waldherr M, Setayesh T, Mišík M, Wultsch G, et al. Results of micronucleus assays with individuals who are occupationally and environmentally exposed to mercury, lead and cadmium. Mutat Res Rev Mutat Res. 2016;770(Pt A):119-39.),(8585. Zheng LY, Sanders AP, Saland JM, Wright RO, Arora M. Environmental exposures and pediatric kidney function and disease: a systematic review. Environ Res. 2017;158:625-48.),(8686. Poole CJM, Basu S. Systematic review: occupational illness in the waste and recycling sector. Occup Med (Lond). 2017;67(8):626-36.),(8989. Koning IV, Tielemans MJ, Hoebeek FE, Ecury-Goossen GM, Reiss IKM, Steegers-Theunissen RPM, et al. Impacts on prenatal development of the human cerebellum: a systematic review. J Matern Fetal Neonatal Med. 2017;30(20):2461-8.)-(9292. Jafari T, Rostampour N, Fallah AA, Hesami A. The association between mercury levels and autism spectrum disorders: a systematic review and meta-analysis. J Trace Elem Med Biol. 2017;44:289-97.),(9696. Rahmani J, Fakhri Y, Shahsavani A, Bahmani Z, Urbina MA, Chirumbolo S, et al. A systematic review and meta-analysis of metal concentrations in canned tuna fish in Iran and human health risk assessment. Food Chem Toxicol. 2018;118:753-65.)-(9898. Bolden AL, Schultz K, Pelch KE, Kwiatkowski CF. Exploring the endocrine activity of air pollutants associated with unconventional oil and gas extraction. Environ Health. 2018;17(26):1-17.),(100100. Xu L, Zhang W, Liu X, Zhang C, Wang P, Zhao X. Circulatory levels of toxic metals (aluminum, cadmium, mercury, lead) in patients with Alzheimer's disease: a quantitative meta-analysis and systematic review. J Alzheimers Dis. 2018;62(1):361-372.),(101101. Castro NSS, Lima MO. Hair as a biomarker of long term mercury exposure in Brazilian Amazon: a systematic review. Int J Environ Res Public Health. 2018;15(3):500.),(106106. Henriques MC, Loureiro S, Fardilha M, Herdeiro MT. Exposure to mercury and human reproductive health: a systematic review. Reprod Toxicol. 2019;85:93-103.),(110110. Jalili C, Kazemi M, Taheri E, Mohammadi H, Boozari B, Hadi A, et al. Exposure to heavy metals and the risk of osteopenia or osteoporosis: a systematic review and meta-analysis. Osteoporos Int. 2020;31(9):1671-82..

Em relação aos desfechos tratados nos estudos incluídos, uma quarta parte4848. Cohen JT, Bellinger DC, Connor WE, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal intake of n-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):366-74.)-(5050. Geier DA, Geier MR. A meta-analysis epidemiological assessment of neurodevelopmental disorders following vaccines administered from 1994 through 2000 in the United States. Neuro Endocrinol Lett. 2006;27(4):401-13.),(5252. Williams JHG, Ross L. Consequences of prenatal toxin exposure for mental health in children and adolescents: a systematic review. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2007;16(4):243-53.),(5454. Ng DK, Chan CH, Soo MT, Lee RS. Low-level chronic mercury exposure in children and adolescents: meta-analysis. Pediatr Int. 2007;49(1):80-7.),(5858. Zajac L, Sprecher E, Landrigan PJ, Trasande L. A systematic review of US state environmental legislation and regulation with regards to the prevention of neurodevelopmental disabilities and asthma. Environ Health. 2009;8(9):1-12.),(6969. Sheehan MC, Burke TA, Navas-Acien A, Breysse PN, McGready J, Fox MA. Global methylmercury exposure from seafood consumption and risk of developmental neurotoxicity: a systematic review. Bull World Health Organ. 2014;92(4):254-69F.),(7272. Yoshimasu K, Kiyohara C, Takemura S, Nakai K. A meta-analysis of the evidence on the impact of prenatal and early infancy exposures to mercury on autism and attention deficit/hyperactivity disorder in the childhood. Neurotoxicology. 2014;44:121-31.),(7676. Taylor LE, Swerdfeger AL, Eslick GD. Vaccines are not associated with autism: an evidence-based meta-analysis of case-control and cohort studies. Vaccine. 2014;32(29):3623-9.),(7777. Starling P, Charlton K, McMahon AT, Lucas C. Fish intake during pregnancy and foetal neurodevelopment - a systematic review of the evidence. Nutrients. 2015;7(3):2001-14.),(8181. Bellinger DC, O'Leary K, Rainis H, Gibb HJ. Country-specific estimates of the incidence of intellectual disability associated with prenatal exposure to methylmercury. Environ Res. 2016;147:159-63.),(9191. Saghazadeh A, Rezaei N. Systematic review and meta-analysis links autism and toxic metals and highlights the impact of country development status: higher blood and erythrocyte levels for mercury and lead, and higher hair antimony, cadmium, lead, and mercury. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 2017;79(Pt B):340-68.)-(9494. Modabbernia A, Velthorst E, Reichenberg A. Environmental risk factors for autism: an evidence-based review of systematic reviews and meta-analyses. Mol Autism. 2017;8(13):1-16.),(102102. Hibbeln JR, Spiller P, Brenna JT, Golding J, Holub BJ, Harris WS, et al. Relationships between seafood consumption during pregnancy and childhood and neurocognitive development: two systematic reviews. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2019;151:14-36.),(103103. Puty B, Leão LKR, Crespo-Lopez ME, Almeida APCPSC, Fagundes NCF, Maia LC, et al. Association between methylmercury environmental exposure and neurological disorders: a systematic review. J Trace Elem Med Biol. 2019;52:100-10.),(109109. Bakthavachalu P, Kannan SM, Qoronfleh MW. Food color and autism: a meta-analysis. Adv Neurobiol. 2020;24:481-504.) (n=18) trata sobre doenças relacionadas a transtornos mentais e comportamentais relacionados à exposição ao mercúrio, em que estão incluídos estudos que demonstram a não causalidade da exposição ao etilmercúrio com alterações neurológicas do transtorno do espectro do autismo5454. Ng DK, Chan CH, Soo MT, Lee RS. Low-level chronic mercury exposure in children and adolescents: meta-analysis. Pediatr Int. 2007;49(1):80-7.),(7676. Taylor LE, Swerdfeger AL, Eslick GD. Vaccines are not associated with autism: an evidence-based meta-analysis of case-control and cohort studies. Vaccine. 2014;32(29):3623-9.),(9191. Saghazadeh A, Rezaei N. Systematic review and meta-analysis links autism and toxic metals and highlights the impact of country development status: higher blood and erythrocyte levels for mercury and lead, and higher hair antimony, cadmium, lead, and mercury. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 2017;79(Pt B):340-68.),(9292. Jafari T, Rostampour N, Fallah AA, Hesami A. The association between mercury levels and autism spectrum disorders: a systematic review and meta-analysis. J Trace Elem Med Biol. 2017;44:289-97.),(9494. Modabbernia A, Velthorst E, Reichenberg A. Environmental risk factors for autism: an evidence-based review of systematic reviews and meta-analyses. Mol Autism. 2017;8(13):1-16.),(109109. Bakthavachalu P, Kannan SM, Qoronfleh MW. Food color and autism: a meta-analysis. Adv Neurobiol. 2020;24:481-504.) (n=6) e um único estudo5050. Geier DA, Geier MR. A meta-analysis epidemiological assessment of neurodevelopmental disorders following vaccines administered from 1994 through 2000 in the United States. Neuro Endocrinol Lett. 2006;27(4):401-13. que mostra causalidade, publicado em 2006. Além disso, há estudos que abordam distúrbios e deficiências no desenvolvimento neurológico e cognição4848. Cohen JT, Bellinger DC, Connor WE, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal intake of n-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):366-74.),(5050. Geier DA, Geier MR. A meta-analysis epidemiological assessment of neurodevelopmental disorders following vaccines administered from 1994 through 2000 in the United States. Neuro Endocrinol Lett. 2006;27(4):401-13.),(5858. Zajac L, Sprecher E, Landrigan PJ, Trasande L. A systematic review of US state environmental legislation and regulation with regards to the prevention of neurodevelopmental disabilities and asthma. Environ Health. 2009;8(9):1-12.),(6969. Sheehan MC, Burke TA, Navas-Acien A, Breysse PN, McGready J, Fox MA. Global methylmercury exposure from seafood consumption and risk of developmental neurotoxicity: a systematic review. Bull World Health Organ. 2014;92(4):254-69F.),(7777. Starling P, Charlton K, McMahon AT, Lucas C. Fish intake during pregnancy and foetal neurodevelopment - a systematic review of the evidence. Nutrients. 2015;7(3):2001-14.),(9393. Kern JK, Geier DA, Homme KG, King PG, Bjørklund G, Chirumbolo S, Geier MR. Developmental neurotoxicants and the vulnerable male brain: a systematic review of suspected neurotoxicants that disproportionally affect males. Acta Neurobiol Exp (Wars). 2017;77(4):269-296.),(102102. Hibbeln JR, Spiller P, Brenna JT, Golding J, Holub BJ, Harris WS, et al. Relationships between seafood consumption during pregnancy and childhood and neurocognitive development: two systematic reviews. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2019;151:14-36.),(110110. Jalili C, Kazemi M, Taheri E, Mohammadi H, Boozari B, Hadi A, et al. Exposure to heavy metals and the risk of osteopenia or osteoporosis: a systematic review and meta-analysis. Osteoporos Int. 2020;31(9):1671-82. (n=8), deficiências do desenvolvimento neurológico e asma5858. Zajac L, Sprecher E, Landrigan PJ, Trasande L. A systematic review of US state environmental legislation and regulation with regards to the prevention of neurodevelopmental disabilities and asthma. Environ Health. 2009;8(9):1-12. (n=1), alterações no Quociente de Inteligência - QI8181. Bellinger DC, O'Leary K, Rainis H, Gibb HJ. Country-specific estimates of the incidence of intellectual disability associated with prenatal exposure to methylmercury. Environ Res. 2016;147:159-63. (n=1) e saúde mental5252. Williams JHG, Ross L. Consequences of prenatal toxin exposure for mental health in children and adolescents: a systematic review. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2007;16(4):243-53. (n=1).

Onze publicações versaram sobre biomarcadores e testes neurológicos e comportamentais4040. Zheng YX, Liang YX. [Meta-analysis in neurobehavioral toxicological studies]. Zhonghua Yu Fang Yi Xue Za Zhi. 1994;28(5):281-3.)-(4343. Meyer-Baron M, Schaeper M, van Thriel C, Seeber A. Neurobehavioural test results and exposure to inorganic mercury: in search of dose-response relations. Arch Toxicol. 2004;78(4):207-11.),(4545. Cohen JT, Bellinger DC, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal methyl mercury exposure and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):353-65.),(6262. Esteban-Vasallo MD, Aragonés N, Pollan M, López-Abente G, Perez-Gomez B. Mercury, cadmium, and lead levels in human placenta: a systematic review. Environ Health Perspect. 2012;120(10):1369-77.),(6363. Sears ME, Kerr KJ, Bray RI. Arsenic, cadmium, lead, and mercury in sweat: a systematic review. J Environ Public Health. 2012;2012(184745):1-10.),(7070. Ou L, Chen L, Chen C, Yang T, Wang H, Tong Y, et al. Associations of methylmercury and inorganic mercury between human cord blood and maternal blood: a meta-analysis and its application. Environ Pollut. 2014;191:25-30.),(7373. Rooney JPK. The retention time of inorganic mercury in the brain - a systematic review of the evidence. Toxicol Appl Pharmacol. 2014;274(3):425-35.),(8787. Fields CA, Borak J, Louis ED. Persistence of mercury-induced motor and sensory neurotoxicity: systematic review of workers previously exposed to mercury vapor. Crit Rev Toxicol. 2017;47(10):845-66.),(108108. Kabamba M, Tuakuila J. Toxic metal (Cd, Hg, Mn, Pb) partition in the maternal/foetal unit: a systematic mini-review of recent epidemiological studies. Toxicol Lett. 2020;332:20-6., sendo incluídos nessa categoria os estudos com a placenta e/ou sangue materno como biomarcador6262. Esteban-Vasallo MD, Aragonés N, Pollan M, López-Abente G, Perez-Gomez B. Mercury, cadmium, and lead levels in human placenta: a systematic review. Environ Health Perspect. 2012;120(10):1369-77.),(7070. Ou L, Chen L, Chen C, Yang T, Wang H, Tong Y, et al. Associations of methylmercury and inorganic mercury between human cord blood and maternal blood: a meta-analysis and its application. Environ Pollut. 2014;191:25-30.),(108108. Kabamba M, Tuakuila J. Toxic metal (Cd, Hg, Mn, Pb) partition in the maternal/foetal unit: a systematic mini-review of recent epidemiological studies. Toxicol Lett. 2020;332:20-6.) (n=3); testes de habilidades cognitivas ou neurocomportamentais4141. Meyer-Baron M, Schaeper M, Seeber A. A meta-analysis for neurobehavioural results due to occupational mercury exposure. Arch Toxicol. 2002;76(3):127-36.),(4343. Meyer-Baron M, Schaeper M, van Thriel C, Seeber A. Neurobehavioural test results and exposure to inorganic mercury: in search of dose-response relations. Arch Toxicol. 2004;78(4):207-11.),(8787. Fields CA, Borak J, Louis ED. Persistence of mercury-induced motor and sensory neurotoxicity: systematic review of workers previously exposed to mercury vapor. Crit Rev Toxicol. 2017;47(10):845-66.) (n=3); o tempo de retenção do mercúrio no cérebro7373. Rooney JPK. The retention time of inorganic mercury in the brain - a systematic review of the evidence. Toxicol Appl Pharmacol. 2014;274(3):425-35. (n=1); a persistência da neurotoxicidade do mercúrio avaliando efeitos motores e sensoriais objetivos - exame físico, testes neurocomportamentais e estudos eletrofisiológicos8787. Fields CA, Borak J, Louis ED. Persistence of mercury-induced motor and sensory neurotoxicity: systematic review of workers previously exposed to mercury vapor. Crit Rev Toxicol. 2017;47(10):845-66. (n=1); resultados de testes neurocomportamentais de indivíduos expostos de forma ocupacional ao mercúrio4141. Meyer-Baron M, Schaeper M, Seeber A. A meta-analysis for neurobehavioural results due to occupational mercury exposure. Arch Toxicol. 2002;76(3):127-36.),(4343. Meyer-Baron M, Schaeper M, van Thriel C, Seeber A. Neurobehavioural test results and exposure to inorganic mercury: in search of dose-response relations. Arch Toxicol. 2004;78(4):207-11. (n=2); e avaliação da excreção de mercúrio pelo suor6363. Sears ME, Kerr KJ, Bray RI. Arsenic, cadmium, lead, and mercury in sweat: a systematic review. J Environ Public Health. 2012;2012(184745):1-10. (n=1).

Dez estudos categorizados em “outros danos à saúde por exposição a mercúrio” foram publicações que tratavam de riscos e danos à saúde humana7171. Miguel E, Clavijo D, Ortega MF, Gómez A. Probabilistic meta-analysis of risk from the exposure to Hg in artisanal gold mining communities in Colombia. Chemosphere. 2014;108:183-9.),(9595. Jorge RC. Toxicidade do amálgama dentário na saúde do paciente: uma revisão sistemática [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2017.) (n=2) e saúde do feto 5757. Schoeman K, Bend JR, Hill J, Nash K, Koren G. Defining a lowest observable adverse effect hair concentrations of mercury for neurodevelopmental effects of prenatal methylmercury exposure through maternal fish consumption: a systematic review. Ther Drug Monit. 2009;31(6):670-82. (n=1), efeitos biológicos e doenças ocupacionais em trabalhadores8686. Poole CJM, Basu S. Systematic review: occupational illness in the waste and recycling sector. Occup Med (Lond). 2017;67(8):626-36. (n=1), riscos carcinogênicos e não carcinogênicos8282. Nersesyan A, Kundi M, Waldherr M, Setayesh T, Mišík M, Wultsch G, et al. Results of micronucleus assays with individuals who are occupationally and environmentally exposed to mercury, lead and cadmium. Mutat Res Rev Mutat Res. 2016;770(Pt A):119-39.),(9696. Rahmani J, Fakhri Y, Shahsavani A, Bahmani Z, Urbina MA, Chirumbolo S, et al. A systematic review and meta-analysis of metal concentrations in canned tuna fish in Iran and human health risk assessment. Food Chem Toxicol. 2018;118:753-65.) (n=2), estudo sobre carga de doença6161. Prüss-Ustün A, Vickers C, Haefliger P, Bertollini R. Knowns and unknowns on burden of disease due to chemicals: a systematic review. Environ Health. 2011;10(9):1-15. (n=1), benefícios e riscos do consumo de peixe4747. Gochfeld M, Burger J. Good fish/bad fish: a composite benefit-risk by dose curve. Neurotoxicology. 2005;26(4):511-20. (n=1) e ototoxicidade6464. Hoshino ACH, Ferreira HP, Malm O, Carvallo RM, Câmara VM. A systematic review of mercury ototoxicity. Cad Saude Publica. 2012;28(7):1239-47. (n=1).

A relação do metal com a área odontológica foi observada em nove estudos, sendo alguns (n=7) sobre comparação entre amálgama e resina5656. Fernández-Yáñez Sánchez A, Leco-Berrocal MI, Martínez-González JM. Metaanalysis of filler materials in periapical surgery. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2008;13(3):E180-5.),(7474. Sharif MO, Merry A, Catleugh M, Tickle M, Brunton P, Dunne SM, et al. Replacement versus repair of defective restorations in adults: amalgam. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(2):CD005970.),(7575. Rasines Alcaraz MG, Veitz-Keenan A, Sahrmann P, Schmidlin PR, Davis D, Iheozor-Ejiofor Z. Direct composite resin fillings versus amalgam fillings for permanent or adult posterior teeth. Cochrane Database Syst Rev. 2014;(3):CD005620.),(7979. Moraschini V, Fai CK, Alto RM, Santos GO. Amalgam and resin composite longevity of posterior restorations: a systematic review and meta-analysis. J Dent. 2015;43(9):1043-1050.),(8383. Agnihotry A, Fedorowicz Z, Nasser M. Adhesively bonded versus non-bonded amalgam restorations for dental caries. Cochrane Database Syst Rev. 2016;3(3):CD007517.),(8484. Kielbassa AM, Glockner G, Wolgin M, Glockner K. Systematic review on highly viscous glass-ionomer cement/resin coating restorations (part I): do they merge Minamata Convention and minimum intervention dentistry? Quintessence Int. 2016;47(10):813-23.),(107107. Schenkel AB, Peltz I, Veitz-Keenan A. Dental cavity liners for class I and class II resin-based composite restorations. Cochrane Database Syst Rev. 2016;10(10):CD010526. e outros (n=2) sobre lesões liquenóides orais4444. Issa Y, Brunton PA, Glenny AM, Duxbury AJ. Healing of oral lichenoid lesions after replacing amalgam restorations: a systematic review. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004;98(5):553-65.),(6868. Baccaglini L, Thongprasom K, Carrozzo M, Bigby M. Urban legends series: lichen planus. Oral Dis. 2013;19(2):128-43., que consiste numa condição inflamatória crônica caracterizada por erupções inflamatórias, geralmente orais ou genitais.

Cinco estudos trataram de doenças do aparelho circulatório, como doenças cardiovasculares7878. Gribble MO, Cheng A, Berger RD, Rosman L, Guallar E. Mercury exposure and heart rate variability: a systematic review. Curr Environ Health Rep. 2015;2(3):304-14.),(9797. Chowdhury R, Ramond A, O'Keeffe LM, Shahzad S, Kunutsor SK, Muka T, et al. Environmental toxic metal contaminants and risk of cardiovascular disease: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2018;362:k3310. (n=2), hipertensão arterial9999. Hu XF, Singh K, Chan HM. Mercury exposure, blood pressure, and hypertension: a systematic review and dose-response meta-analysis. Environ Health Perspect. 2018;126(7):076002-1-15.),(105105. Gallego-Viñas G, Ballester F, Llop S. Chronic mercury exposure and blood pressure in children and adolescents: a systematic review. Environ Sci Pollut Res Int. 2019;26(3):2238-52. (n=2) e risco de derrame4646. Bouzan C, Cohen JT, Connor WE, Kris-Etherton PM, Gray GM, König A, et al. A quantitative analysis of fish consumption and stroke risk. Am J Prev Med. 2005;29(4):347-52. (n=1).

A exposição e a disponibilidade ambiental do mercúrio foram abordadas em quatro estudos, com os temas de biomagnificação do mercúrio6565. Lavoie RA, Jardine TD, Chumchal MM, Kidd KA, Campbell LM. Biomagnification of mercury in aquatic food webs: a worldwide meta-analysis. Environ Sci Technol. 2013;47(23):13385-94.),(104104. Pestana IA, Azevedo LS, Bastos WR, Souza CMM. The impact of hydroelectric dams on mercury dynamics in South America: a review. Chemosphere. 2019;219:546-56. (n=2), dispersão do mercúrio em compartimentos ambientais dos reservatórios e sobre a contaminação de mercúrio na bacia Amazônica5555. Hacon S, Barrocas PRG, Vasconcellos ACS, Barcellos C, Wasserman JC, Campos RC, et al. An overview of mercury contamination research in the Amazon basin with an emphasis on Brazil. Cad Saude Publica. 2008;24(7):1479-92.),(101101. Castro NSS, Lima MO. Hair as a biomarker of long term mercury exposure in Brazilian Amazon: a systematic review. Int J Environ Res Public Health. 2018;15(3):500. (n=2).

Alguns estudos referiram doenças endócrinas6767. Kuo CC, Moon K, Thayer KA, Navas-Acien A. Environmental chemicals and type 2 diabetes: an updated systematic review of the epidemiologic evidence. Curr Diab Rep. 2013;13(6):831-49.),(8888. Roy C, Tremblay PY, Ayotte P. Is mercury exposure causing diabetes, metabolic syndrome and insulin resistance? A systematic review of the literature. Environ Res. 2017;156:747-60.),(9898. Bolden AL, Schultz K, Pelch KE, Kwiatkowski CF. Exploring the endocrine activity of air pollutants associated with unconventional oil and gas extraction. Environ Health. 2018;17(26):1-17. (n=3), tais quais diabetes, resistência à insulina e do sistema reprodutivo5151. Pan J, Song H, Pan XC. [Reproductive effects of occupational exposure to mercury on female workers in China: a meta-analysis]. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2007;28(12):1215-8.),(106106. Henriques MC, Loureiro S, Fardilha M, Herdeiro MT. Exposure to mercury and human reproductive health: a systematic review. Reprod Toxicol. 2019;85:93-103. (n=2), como disfunção do período menstrual, ciclo menstrual, volume sanguíneo menstrual, dismenorreia e alterações na função reprodutiva e fertilidade humana.

Cinco estudos abordaram a relação da exposição ao mercúrio e doenças do sistema nervoso, como Esclerose Lateral Amiotrófica9090. Wang MD, Little J, Gomes J, Cashman NR, Krewski D. Identification of risk factors associated with onset and progression of amyotrophic lateral sclerosis using systematic review and meta-analysis. Neurotoxicology. 2017;61:101-30. (n=1), Esclerose Múltipla5353. Aminzadeh KK, Etminan M. Dental amalgam and multiple sclerosis: a systematic review and meta-analysis. J Public Health Dent. 2007;67(1):64-6. (n=1), Doença de Alzheimer6060. Mutter J, Curth A, Naumann J, Deth R, Walach H. Does inorganic mercury play a role in Alzheimer's disease? A systematic review and an integrated molecular mechanism. J Alzheimers Dis. 2010;22(2):357-74.),(100100. Xu L, Zhang W, Liu X, Zhang C, Wang P, Zhao X. Circulatory levels of toxic metals (aluminum, cadmium, mercury, lead) in patients with Alzheimer's disease: a quantitative meta-analysis and systematic review. J Alzheimers Dis. 2018;62(1):361-372. (n=2) e impactos no desenvolvimento do cerebelo8989. Koning IV, Tielemans MJ, Hoebeek FE, Ecury-Goossen GM, Reiss IKM, Steegers-Theunissen RPM, et al. Impacts on prenatal development of the human cerebellum: a systematic review. J Matern Fetal Neonatal Med. 2017;30(20):2461-8. (n=1), e outros dois estudos relacionaram a exposição ao mercúrio à função e doença renal6666. Miller S, Pallan S, Gangji AS, Lukic D, Clase CM. Mercury-associated nephrotic syndrome: a case report and systematic review of the literature. Am J Kidney Dis. 2013;62(1):135-8.),(8585. Zheng LY, Sanders AP, Saland JM, Wright RO, Arora M. Environmental exposures and pediatric kidney function and disease: a systematic review. Environ Res. 2017;158:625-48..

Um estudo8080. Martínez-Galero E, Pérez-Pastén R, Perez-Juarez A, Fabila-Castillo L, Gutiérrez-Salmeán G, Chamorro G. Preclinical antitoxic properties of Spirulina (Arthrospira). Pharm Biol. 2016;54(8):1345-53. tratou da utilização da alga spirulina como uma opção farmacológica que neutraliza os efeitos tóxicos quando ocorre exposição a metais. Por fim, um estudo abordou o conhecimento de profissionais de saúde em relação à saúde ambiental e os impactos na saúde infantil5959. Trasande L, Newman N, Long L, Howe G, Kerwin BJ, Martin RJ, et al. Translating knowledge about environmental health to practitioners: are we doing enough? Mt Sinai J Med. 2010;77(1):114-23..

Discussão

Esta revisão de escopo mapeou as revisões sistemáticas e metanálises sobre a exposição humana ao mercúrio em bases bibliográficas da área da saúde, no sentido de apresentar uma visão global dos achados. Considerou-se expressiva a quantidade de revisões sistemáticas e metanálises encontradas em três bases, visto que esses desenhos de estudo, considerados secundários, combinam os resultados de estudos primários, sintetizam e analisam os resultados obtendo conclusões, em geral, com rigor e transparência metodológica que conferem forte nível de evidência111111. Honório HM, Santiago JF. Fundamentos das revisões sistemáticas em odontologia. São Paulo: Quitessence; 2018.. Como esses desenhos de estudo constituem a matéria prima para elaboração de overviews e sínteses de evidências, vislumbra-se esse potencial para futuras publicações dessa natureza e para a tomada de decisão informada por evidências.

Para esta discussão, foi levada em conta a lente da Convenção de Minamata3030. Brasil. Decreto nº 9.470, de 14 de agosto de 2002. Promulga a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, firmada pela República Federativa do Brasil, em Kumamoto, em 10 de outubro de 2013. Diário Oficial da União. 15 ago 2018;(157 seção 1):65-73. e o que estes achados poderiam auxiliar no plano setorial da saúde, no sentido de apontar potencialidades, como saber o que já existe de evidências disponíveis globalmente na literatura, bem como lacunas ou fraquezas, como aspectos pouco estudados por exemplo.

Foi notório o aumento de publicações sobre o tema a partir de 2013, possivelmente pelo fato de que nesse ano fora aprovado por 140 países o texto final sobre a Convenção de Minamata, que consiste no acordo de redução de emissões antropogênicas desse metal a fim de proteger o meio ambiente e a saúde humana, especialmente as populações mais vulneráveis, como fetos, crianças e gestantes44. Azevedo FA. Toxicologia do mercúrio. São Carlos: Rima; 2003..

No entanto, chama a atenção a alta frequência de estudos que não especificaram as fontes de exposição estudadas e as formas químicas de mercúrio consideradas nas pesquisas. Isso pode apontar uma fragilidade ou lacuna a ser superada em estudos futuros, de modo a permitir encontrar e filtrar adequadamente artigos em eventual estratégia de busca na literatura, por exemplo.

A exposição clínica ao mercúrio na área odontológica foi apresentada em estudos que comparam o uso de restaurações dentárias com amálgama e com resina composta. Os estudos apontaram que a resina apresenta menor durabilidade, por outro lado, oferece melhor estética e menor dano ao meio ambiente, mostrando-se uma alternativa nos países que baniram o mercúrio. Outros estudos versaram sobre a substituição versus reparo no manejo das restaurações dentárias de amálgama defeituosas, assim como sobre a resolução ou melhora de lesões na cavidade oral, causadas por uma condição inflamatória crônica conhecida como lesão liquenóide, após substituição de restauração de amálgama. Vale lembrar que o anexo A da Convenção de Minamata prevê a redução do uso dos amálgamas dentários, o que pode ter incentivado o desenvolvimento de pesquisas sobre esse assunto2929. Fenner ALD, Caldas RW, Villardi JWR, Machado AA, Gomes GAP, Moura BC. Nova convenção internacional sobre o mercúrio expõe desafios para saúde global. Com Ciencias Saude. 2017;28(3/4):326-32.),(3030. Brasil. Decreto nº 9.470, de 14 de agosto de 2002. Promulga a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, firmada pela República Federativa do Brasil, em Kumamoto, em 10 de outubro de 2013. Diário Oficial da União. 15 ago 2018;(157 seção 1):65-73..

Os estudos que abordam o metilmercúrio também são frequentes e tratam da ingestão de peixes que apresentam quantidade significativa dessa forma do metal. Trata-se de uma das principais fontes de exposição, especialmente para comunidades ribeirinhas, em que esse alimento representa a principal fonte de proteína112112. Castilhos ZC, Rodrigues APC. Avaliação da potencial acumulação de mercúrio em peixes dos reservatórios (previstos) de Jirau e de Santo Antônio, Rio Madeira, RO. Rio de Janeiro: Centro de Tecnologia Mineral; 2008.. A maior parte desses estudos contemplam os “transtornos mentais e comportamentais”, ou seja, o prejuízo no desenvolvimento cognitivo e neurológico pelo consumo de pescados, e constituem potencial para elaborar protocolos de atenção à saúde ou outros documentos que podem servir como subsídio para a tomada de decisão, a exemplo de overviews e sínteses de evidências que constituem estudos com potencial aplicabilidade para políticas públicas.

Também foram localizados artigos que investigaram a associação entre exposição ao mercúrio pelas vacinas com timerosal e o surgimento de autismo. A maior parte desses artigos afirmam que não há causalidade da exposição ao etilmercúrio com alterações neurológicas do transtorno do espectro do autismo. O único estudo encontrado a partir das estratégias de buscas que demonstra algum tipo de causalidade é uma publicação de 2006, que posteriormente foi refutado.

Estudos sobre a exposição ocupacional ao mercúrio ainda são pouco frequentes. Dos quatro aqui encontrados4444. Issa Y, Brunton PA, Glenny AM, Duxbury AJ. Healing of oral lichenoid lesions after replacing amalgam restorations: a systematic review. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004;98(5):553-65.),(4949. Rohling ML, Demakis GJ. A meta-analysis of the neuropsychological effects of occupational exposure to mercury. Clin Neuropsychol. 2006;20(1):108-32.),(5151. Pan J, Song H, Pan XC. [Reproductive effects of occupational exposure to mercury on female workers in China: a meta-analysis]. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2007;28(12):1215-8.),(8787. Fields CA, Borak J, Louis ED. Persistence of mercury-induced motor and sensory neurotoxicity: systematic review of workers previously exposed to mercury vapor. Crit Rev Toxicol. 2017;47(10):845-66., apenas um7171. Miguel E, Clavijo D, Ortega MF, Gómez A. Probabilistic meta-analysis of risk from the exposure to Hg in artisanal gold mining communities in Colombia. Chemosphere. 2014;108:183-9. tratou de mineração em pequena escala. O uso também ocorre em mineração de maior escala. Sabe-se que ainda há extração mineral com uso de mercúrio em nosso país, mesmo sendo proibida sua utilização e, portanto, presença de exposição de trabalhadores ao mercúrio nessas atividades. Exposição a baixas concentrações por tempo prolongado pode levar à intoxicação crônica, comumente atingindo o aparelho gastrointestinal, o sistema nervoso e as funções psíquicas33. Lacerda LD, Malm O. Contaminação por mercúrio em ecossistemas aquáticos: uma análise das áreas críticas. Estud Av. 2008;22(63):173-90., incluindo as categorias de desfecho “Biomarcadores e testes neurológicos e comportamentais”, “Transtornos mentais e comportamentais” e “Doenças endócrinas e do sistema reprodutivo”. Dessa forma, sugerimos que se façam mais estudos relacionados com a saúde do trabalhador.

Alguns estudos abordaram a exposição pré-natal ao mercúrio4848. Cohen JT, Bellinger DC, Connor WE, Shaywitz BA. A quantitative analysis of prenatal intake of n-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive development. Am J Prev Med. 2005;29(4):366-74.),(5252. Williams JHG, Ross L. Consequences of prenatal toxin exposure for mental health in children and adolescents: a systematic review. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2007;16(4):243-53.),(5757. Schoeman K, Bend JR, Hill J, Nash K, Koren G. Defining a lowest observable adverse effect hair concentrations of mercury for neurodevelopmental effects of prenatal methylmercury exposure through maternal fish consumption: a systematic review. Ther Drug Monit. 2009;31(6):670-82.),(6262. Esteban-Vasallo MD, Aragonés N, Pollan M, López-Abente G, Perez-Gomez B. Mercury, cadmium, and lead levels in human placenta: a systematic review. Environ Health Perspect. 2012;120(10):1369-77.),(7070. Ou L, Chen L, Chen C, Yang T, Wang H, Tong Y, et al. Associations of methylmercury and inorganic mercury between human cord blood and maternal blood: a meta-analysis and its application. Environ Pollut. 2014;191:25-30.),(7777. Starling P, Charlton K, McMahon AT, Lucas C. Fish intake during pregnancy and foetal neurodevelopment - a systematic review of the evidence. Nutrients. 2015;7(3):2001-14.),(8181. Bellinger DC, O'Leary K, Rainis H, Gibb HJ. Country-specific estimates of the incidence of intellectual disability associated with prenatal exposure to methylmercury. Environ Res. 2016;147:159-63.),(8989. Koning IV, Tielemans MJ, Hoebeek FE, Ecury-Goossen GM, Reiss IKM, Steegers-Theunissen RPM, et al. Impacts on prenatal development of the human cerebellum: a systematic review. J Matern Fetal Neonatal Med. 2017;30(20):2461-8. a partir da avaliação de amostras de tecido placentário. Indicaram que a barreira hematoencefálica e a placentária são sensíveis à exposição ao metal e demonstraram problemas mentais e comportamentais como consequências dessa exposição.

Igualmente, o tema “biomarcadores e testes neurológicos e comportamentais” foi bastante abordado nas revisões sistemáticas, que podem ser aproveitadas para elaboração de sínteses de evidências e constituírem subsídio para a elaboração de protocolos clínicos de avaliação da exposição humana ao mercúrio.

O uso de mercúrio em práticas tradicionais e em cosméticos não foi encontrado nas revisões sistemáticas e metanálises, constituindo uma lacuna de conhecimento.

Como limitações, ressalta-se que esta revisão de escopo se restringiu à busca de revisões sistemáticas e metanálises e que não foram aplicados instrumentos de avaliação de qualidade dessas publicações. Também cumpre reiterar que a busca foi restrita a três bases bibliográficas específicas da área da saúde.

Os estudos sistematizados nesta revisão de escopo constituem informação potencial para elaboração de síntese de evidências e de conhecimento para uso e aplicação na elaboração de protocolos de atenção à saúde de populações expostas ao mercúrio e em políticas públicas, conforme recomendado pela Convenção de Minamata.

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  • 3
    As autoras informam que o trabalho não foi apresentado em evento científico.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Dez 2022
  • Data do Fascículo
    2022

Histórico

  • Recebido
    25 Nov 2020
  • Revisado
    01 Mar 2021
  • Aceito
    16 Abr 2021
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