Doenças e sintomas associados a alterações do equilíbrio postural em diabéticos: uma revisão integrativa

Eliza Mikaele Tavares da Silva Bartolomeu Fagundes de Lima Filho Érika Barioni Mantello André Gustavo Pires de Sousa José Diniz Júnior Juliana Maria Gazzola Sobre os autores

ABSTRACT

Purpose:

to verify the diseases and symptoms associated with changes in postural balance in middle-aged and elderly individuals with type 2 diabetes mellitus.

Methods:

an integrative review was performed using the following descriptors: "Dizziness," "Vertigo," "Vestibular Diseases," "Labyrinth Diseases," and "Type 2, Diabetes Mellitus" in English and in Portuguese in databases such as PubMed, SciELO, LILACS, Web of Science, and Scopus. Observational articles involving individuals aged 40 years or more with type 2 diabetes mellitus and with alteration in postural balance having presented at least one disease or symptom associated with that alteration were selected.

Results:

the search yielded 1,209 articles, but only five met the eligibility criteria. Individuals in the selected studies had systemic arterial hypertension, high body mass index, peripheral neuropathy, and postural instability when walking on irregular surfaces and in the dark, when looking at moving objects, moving the head quickly and changing posture, resulting in stumbling when walking, and falls. The articles were classified as IIb and III, according to the levels of evidence of the American Speech-Language Hearing Association.

Conclusion:

the subjects in the studied articles presented cardiovascular alterations, peripheral neuropathy, vestibular symptoms, difficulties in tasks/movements in challenging contexts, and falls.

Keywords:
Dizziness; Vertigo; Diabetes Mellitus, Type 2

RESUMO

Objetivo:

verificar doenças e sintomas associados às alterações do equilíbrio postural em indivíduos de meia-idade e idosos com Diabetes Mellitus tipo 2.

Métodos:

trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada a partir dos descritores: “Dizziness”, “Vertigo”, “Vestibular Diseases”, “Labyrinth Diseases”, “Diabetes Mellitus, Type 2” e seus correspondentes no português nas bases de dados: PubMed, Scielo, LILACS, Web of Science e Scopus. Foram inseridos artigos observacionais com cauística constituida por indivíduos a partir de 40 anos, com alteração no equilíbrio postural e Diabetes Mellitus tipo 2, e que apresentassem pelo menos uma doença ou sintoma associado a esta alteração.

Resultados:

a busca resultou em 1209 artigos, porém somente cinco atenderam os critérios de elegibilidade. Os participantes dos estudos selecionados apresentaram hipertensão arterial sistêmica, índice de massa corporal elevado, neuropatia periférica, instabilidade postural ao andar em superfícies irregulares e no escuro, ao olhar para objetos em movimento, ao movimentar a cabeça rapidamente e ao mudar de postura, tropeços ao andar e quedas. Os artigos foram classificados como IIb e III, segundo os níveis de evidências da American Speech-Language Hearing Association.

Conclusão:

foram identificadas alterações cardiovasculares, neuropatia periférica, sintomas vestibulares, dificuldades em tarefas/movimentos em contextos desafiadores e quedas em indivíduos de meia-idade e idosos com Diabetes Mellitus tipo 2.

Descritores:
Tontura; Vertigem; Diabetes Mellitus Tipo 2

Introdução

O Brasil é o quarto país do mundo com maior número de pessoas diabéticas11. Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.,22. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018). São Paulo: Editora Clannad, 2017.. Em 2015, existiam cerca de 14,3 milhões de casos entre indivíduos adultos e idosos, porém projeta-se para 2050 o quantitativo de 23,3 milhões11. Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.

2. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018). São Paulo: Editora Clannad, 2017.
-33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23..

Nessa conjuntura, vários são os fatores considerados responsáveis pelo aumento da incidência e prevalência do Diabetes Mellitus (DM) no Brasil e no mundo33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23.,44. Flor LS, Campos MR. The prevalence of diabetes mellitus and its associated factors in the Brazilian adult population: evidence from a population-based survey. Rev. Bras. Epidemiol. 2017;20(1):16-29.. A modificação do estilo de vida, caracterizado por padrão alimentar desbalanceado, a obesidade, o sedentarismo e o processo de envelhecimento populacional são alguns deles33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23.

4. Flor LS, Campos MR. The prevalence of diabetes mellitus and its associated factors in the Brazilian adult population: evidence from a population-based survey. Rev. Bras. Epidemiol. 2017;20(1):16-29.
-55. Lima ACS, Araújo MFM, Freitas RWJF, Zanetti ML, Almeida PC, Damasceno MMC. Fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em universitários: associação com variáveis sociodemográficas. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2014;22(3):484-90..

Dentre os tipos de DM, o tipo 2 (DM2) possui grande relevância no cenário brasileiro e mundial nas últimas décadas, pois é considerado uma epidemia global e corresponde a cerca de 90% de todos os casos de diabetes11. Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.,33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23..

Esse contexto causa preocupações, uma vez que se gera um alto custo para a sociedade e governo. Estima-se que, no Brasil, entre 2008 e 2010, 15,3% dos custos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) foram ocasionados pelo DM. Os danos financeiros não são os únicos, já que o DM2 pode ocasionar prejuízos a órgãos e sistemas do organismo, cursando com diminuição da capacidade funcional e redução da autonomia11. Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.,66. Ramos RSPS, Marques APO, Ramos VP, Borba AKOT, Aguiar AMA, Leal MCC. Factors associated with diabetes among the elderly receiving care at a specialized gerontology-geriatric outpatient clinic. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2017;20(3):364-74..

Além disso, o DM2 é considerado um potencializador de alterações no equilíbrio postural (EP)77. Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.. Indivíduos diabéticos, frequentemente, apresentam desordens nos sistemas sensoriais responsáveis pela manutenção do EP devido às comorbidades como retinopatia, neuropatia periférica e desordens no sistema vestibular77. Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.

8. Mozetic V, Daou JP, Martimbianco ALC, Riera R. What do Cochrane systematic reviews say about diabetic retinopathy? Cochrane Highlights. 2017;135(1):79-87.

9. Kanadani TC, Cotta BSS, Souza ACCR, Costa APO, Takahashi DM. Evaluation of short-term prognostic factors of ranibizumab in patients with dabetic macular edema. Rev. Bras. Oftalmol. 2018;77(3):137-41.
-1010. Maronesi CTP, Cecagno-Zanini SC, Oliveira LZ, Bavaresco SS, Leguisamo CP. Physical exercise in patients with diabetic neuropathy: systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. FisioterPesqui. 2016;23(2):216-23..

Apesar de a população diabética se encontrar em ascensão11. Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.,33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23. e a relação do DM2 com alterações no EP ser conhecida77. Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.,1111. David LZ, Finamor MM, Buss C. Possible hearing implications of diabetes mellitus: a literature review. Rev. CEFAC. 2015;17(6):2018-24., poucos são os estudos que trazem informações quanto às doenças e/ou sintomas associados a esta alteração na população diabética. Assim, estes fatores tornam-se pouco conhecidos clinicamente o que, consequentemente, gera dificuldades na realização de uma avaliação abrangente e no manejo adequado do paciente33. Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23.,55. Lima ACS, Araújo MFM, Freitas RWJF, Zanetti ML, Almeida PC, Damasceno MMC. Fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em universitários: associação com variáveis sociodemográficas. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2014;22(3):484-90..

O reconhecimento dos fatores (doenças e/ou sintomas) associados às alterações no EP na população diabética é de extrema importância, pois isto representará uma importante contribuição de na perspectiva direcionar um adequado processo avaliativo e de reabilitação. Além disso, possibilitará a construção de estratégias preventivas e orientará um apropriado manejo (encaminhamentos, planejamento terapêutico, escolha do tipo de tratamento, entre outros) do paciente, uma vez que as algumas comorbidades podem causar e/ou intensificar as alterações do EP.

Logo, esse estudo tem por objetivo verificar doenças e sintomas associados às alterações do EP em indivíduos de meia-idade e idosos com DM2.

Métodos

Trata-se de uma revisão integrativa realizada no período de maio a novembro de 2018, a partir das bases de dados: PubMed (US National Library of Medicine National Institutes of Health), SciELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Web of Science e Scopus.

A pergunta norteadora da pesquisa foi: “quais doenças e sintomas estão associados às alterações no EP em pacientes com DM2?”. Ressalta-se que a faixa etária do estudo foi elencada baseada nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes; a referida sociedade descreve que o diagnóstico de DM2, geralmente, ocorre após os 40 anos de idade1212. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016). São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2016..

A busca foi executada a partir dos descritores (em português e inglês) “Dizziness”, “Vertigo”, “Vestibular Diseases”, “Labyrinth Diseases” e “Diabetes Mellitus, Type 2” nas seguintes combinações: “Diabetes Mellitus, Type 2 and Dizziness”; “Diabetes Mellitus, Type 2 and Vertigo”; “Diabetes Mellitus, Type 2 and Vestibular Diseases”; “Diabetes Mellitus, Type 2 and Labyrinth Diseases”; “Diabetes Mellitus Tipo 2 and Tontura”; “Diabetes Mellitus Tipo 2 and Vetigem”; “Diabetes Mellitus Tipo 2 and Doenças Vestibulares”; “Diabetes Mellitus Tipo 2 and Doenças do Labirinto”.

Foram selecionados para este estudo artigos que preencheram os seguintes critérios de elegibilidade: (a) ser observacional, (b) publicados no período de 2008 a 2018, (c) que trouxeram em suas amostras indivíduos, com idade igual ou superior aos 40 anos, com alteração no EP e DM2, (d) que apresentaram pelo menos uma doença ou sintoma associado a alterações no EP, por meio de análise inferencial ou descritiva. Foram excluídos artigos que (a) apresentaram como critério de inclusão possuir determinada(s) doença(s) associada(s) não secundária(s) ao DM2, pois assim o estudo teria como foco determinada(s) condição de saúde em uma população em particular e não na população em geral, (b) que trouxeram amostras de indivíduos com hipotensão postural (HO) uma vez que esta pode ser assintomática e suas alterações variadas podem ou não ocasionar alterações no EP1313. Freeman R, Wieling W, Axelrod FB, Benditt E, Benarroch E, Biaggioni I et al. Consensus statement on the definition of orthostatic hypotension, neurally mediated syncope and the postural tachycardia syndrome. ClinAuton Res. 2011;21(2):69-72. e (c) que estivesse repetido nas bases de dados. Vale salientar que nos estudos do tipo prospectivo foram analisados os sintomas iniciais ao tratamento, pois esses podem ser minimizados ou sanados com o mesmo.

Com relação aos erros e vieses que podem estar presente nesse tipo de pesquisa, destacam-se o erro aleatório, que envolve a amostra e seus valores reais da população, que pode ser diminuído por optar por artigos com uma amostra maior; erro sistemático, referente a erros na parte metodológica, minimizado nesta pesquisa pela revisão da metodologia e pela base em estudos de revisão já publicados em revistas de alto impacto; viés de seleção, de informação e de confundimento, minimizados pela análise detalhada dos critérios de elegibilidade, pela revisão crítica da metodologia e pela revisão feita por pares do manuscrito1414. Almeida CPB, Goulart BNG. How to avoid bias in systematic reviews of observational studies. Rev. CEFAC. 2017;19(4):551-5..

Os artigos foram pesquisados e selecionados de maneira independente por dois avaliadores treinados e envolvidos com a produção do manuscrito, visando minimizar perdas de citações. A seleção ocorreu em três etapas: (a) leitura dos títulos, (b) dos resumos dos artigos e (c) do artigo na íntegra.

Os artigos inseridos foram analisados e classificados segundo os níveis de evidências empregados pela ASHA em 20041515. Mullen R. The state of the evidence: ASHA develops levels of evidence for communication sciences and disorders. 6 de março de 2007. The ASHA Leader, pp. 8-9, 24-25. Disponível em: http://www.asha.org/ Publications/leader/2007/070306/f070306b.htm.
http://www.asha.org/ Publications/leader...
, adaptados do Scottish Intercollegiate Guideline. Os quais são classificados da seguinte forma: Ia - metanálise bem desenhada de múltiplos estudos controlados e randomizados; Ib - estudo controlado aleatório e bem desenhado; IIa - estudo controlado não randomizado bem concebido; IIb - estudo quase-experimental bem desenhado; III - estudo não experimental bem desenhado; IV - relatório de comitê de especialista, conferência para consenso, experiência clínica de expertises.

Salienta-se que o instrumento foi aplicado por dois avaliadores de forma independente e em caso de divergência, solicitou-se um terceiro avaliador para critério de desempate.

Revisão de Literatura

A busca inicial resultou em 1209 artigos identificados, desses 927 foram excluídos com bases nos títulos, 257 duplicaram-se entre as combinações de descritores ou bases de dados, três foram excluídos durante a leitura do resumo por não contemplar o tema abordado e 17 durante a leitura do texto na íntegra por não atenderem os critérios de elegibilidade. Dessa forma, cinco artigos atenderam os critérios de elegibilidade dessa pesquisa e foram revisados.

Figura 1:
Fluxograma da seleção dos artigos

A Tabela 1 descreve as características dos estudos incorporados nesta revisão, tais como autor/ano/país, objetivo, amostra, tipo do estudo, instrumentos utilizados, principais achados, doenças e/ou sintomas encontrados em indivíduos com DM2 e alteração do EP e nível de evidência.

Tabela 1:
Características dos estudos inseridos

Dos cinco artigos inseridos nesta pesquisa, dois desses1616. Aranda C, Meza A, Rodríguez R, Mantilla MT, Jáuregui-Renaud K. Diabetic polyneuropathy may increasethe handicap relatedto vestibular disease. ArchMed Res. 2009;40(3):180-5.,1717. D'Silva LJ, Staecker H, Lin J, Maddux C, Ferraro J, Dai H et al. Otolith dysfunction in persons with both diabetes and benign paroxysmal positional vertigo. Otology&Neurotology. 2017;38(3):379-85. citaram a variável hipertensão arterial sistêmica (HAS) e, em ambos, indivíduos diabéticos com alteração do EP exibiram maior frequência dessa doença. A HAS ocasiona aumento dos níveis pressóricos arteriais que levam a alterações funcionais e/ou estruturais de alguns órgãos e podem gerar o comprometimento no fluxo sanguíneo capilar e no transporte de oxigênio2121. Marchiori LLM, Melo JJ, Possette FLF, Correa AL. Comparison of frequency of vertigo in elderly with and without arterial hypertension. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2010;14(4):456-60.,2222. Ribeiro WA, Mariano ES, Cirino HP, Teixeira JM, Martins LM, Andrade M. Health education for patients with diabetes mellitus and hypertension in family health strategy. Revista Pró-Univer SUS. 2017;8(2):110-4.. Com isso, os nutrientes não são fornecidos adequadamente para as estruturas do organismo, como a orelha interna77. Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.,2121. Marchiori LLM, Melo JJ, Possette FLF, Correa AL. Comparison of frequency of vertigo in elderly with and without arterial hypertension. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2010;14(4):456-60.,2222. Ribeiro WA, Mariano ES, Cirino HP, Teixeira JM, Martins LM, Andrade M. Health education for patients with diabetes mellitus and hypertension in family health strategy. Revista Pró-Univer SUS. 2017;8(2):110-4..

A orelha interna possui atividade metabólica intensa e diferente de outros órgãos não dispõe reserva energética armazenada, o que a torna mais sensível às flutuações, principalmente, da glicose e do oxigênio, suprimentos necessários para o seu adequado funcionamento66. Ramos RSPS, Marques APO, Ramos VP, Borba AKOT, Aguiar AMA, Leal MCC. Factors associated with diabetes among the elderly receiving care at a specialized gerontology-geriatric outpatient clinic. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2017;20(3):364-74.,77. Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.. Dessa forma, a HAS e o DM2 são fatores que podem gerar alterações no EP2121. Marchiori LLM, Melo JJ, Possette FLF, Correa AL. Comparison of frequency of vertigo in elderly with and without arterial hypertension. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2010;14(4):456-60.. Contudo, ainda não é claro se a sobreposição das duas doenças pode aumentar o risco de desequilíbrio corporal. O aumento deste risco pode ser um efeito secundário da HAS não controlada e o único sintoma de crises hipertensivas, ou seja, um sinal de alerta para alterações circulatórias2323. Lopes AR, Moreira MD, Trelha CS, Marchiori LLM. Association between complaints of dizziness and hypertension in non-institutionalized elders. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2013;17(2):157-62..

O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado foi descrito em três artigos1717. D'Silva LJ, Staecker H, Lin J, Maddux C, Ferraro J, Dai H et al. Otolith dysfunction in persons with both diabetes and benign paroxysmal positional vertigo. Otology&Neurotology. 2017;38(3):379-85.,1818. D'Silva LJ, Whitney SL, Santos M, Dai H, Kluding PM. The impact of diabetes on mobility, balance, and recovery after repositioning maneuvers in individuals with benign paroxysmal positional vertigo. J. diabet. complicat. 2017;31(6):976-82.,2020. D'Silva LJ, Kluding PM, Whitney SL, Dai H, Santos M. Postural sway in individuals with type 2 diabetes and concurrent benign paroxysmal positional vertigo. Int J Neurosci. 2017;12(12):1065-73., que mostraram uma população com médias elevadas do IMC, a partir de 30 Kg/m22. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018). São Paulo: Editora Clannad, 2017., em relação aos demais grupos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), valores do IMC igual ou acima de 30 Kg/m22. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018). São Paulo: Editora Clannad, 2017. são caracterizados como obesidade2424. Nascimento MM, Pereira LGD, Cordeiro PRN, Araújo LMG. Comparison and agreement of criteria for the BMI classification of physically active elderly women living in the Backlands, semi-arid Region. J Hum Growth Dev. 2017;27(3):342-9..

Entretanto, os artigos não trouxeram explicações quanto à relação do IMC elevado (obesidade) com alterações no EP. Todavia, a literatura geral descreve a associação da obesidade com o DM2 devido ao aumento da liberação de substâncias, como dos ácidos graxos não esterificados pelo tecido adiposo, que induzem a resistência à insulina, prejudicando a função das células β, produtoras de insulina, e, consequentemente, gerando falhas no controle da glicemia2323. Lopes AR, Moreira MD, Trelha CS, Marchiori LLM. Association between complaints of dizziness and hypertension in non-institutionalized elders. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2013;17(2):157-62.,2525. Wannmacher L. Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas. OPAS/OMS - Representação Brasil. 2016;1(7):1-10.. Atualmente, a obesidade é associada ao maior risco de quedas, incapacidades funcionais2626. Himes CL, Reynolds SL. Effect of obesity on falls, injury, and disability. J AmGeriatr Soc. 2012;60(1):124-9. e sintomas depressivos2727. Hooker SA, MacGregor KL, Funderburk JS, Maisto AS. Body mass index and depressive symptoms in primary care settings: examining the moderating roles of smoking status, alcohol consumption and vigorous exercise. ClinObes. 2014;4(1):21-9..

Os artigos de D’Silva et al (2017)1717. D'Silva LJ, Staecker H, Lin J, Maddux C, Ferraro J, Dai H et al. Otolith dysfunction in persons with both diabetes and benign paroxysmal positional vertigo. Otology&Neurotology. 2017;38(3):379-85. e D’Silva et al (2017)1818. D'Silva LJ, Whitney SL, Santos M, Dai H, Kluding PM. The impact of diabetes on mobility, balance, and recovery after repositioning maneuvers in individuals with benign paroxysmal positional vertigo. J. diabet. complicat. 2017;31(6):976-82. mostraram diferenças entre os indivíduos com DM2 com e sem alteração no EP em relação a neuropatia periférica (NP). A NP é uma das principais complicações do DM, afetando entre 5 a 80% desta população. Essa comorbidade pode interromper as aferências e eferências das extremidades dos membros inferiores. Com isso, a propriocepção torna-se deficitária e, consequentemente, a manutenção da postura, a estratégia reativa do passo e a execução dos passos tornam-se mais difíceis e, deixam os indivíduos mais suscetíveis a quedas1010. Maronesi CTP, Cecagno-Zanini SC, Oliveira LZ, Bavaresco SS, Leguisamo CP. Physical exercise in patients with diabetic neuropathy: systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. FisioterPesqui. 2016;23(2):216-23.,1212. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016). São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2016.,2626. Himes CL, Reynolds SL. Effect of obesity on falls, injury, and disability. J AmGeriatr Soc. 2012;60(1):124-9..

Este dado corrobora com o artigo de Aranda et al. (2009)1616. Aranda C, Meza A, Rodríguez R, Mantilla MT, Jáuregui-Renaud K. Diabetic polyneuropathy may increasethe handicap relatedto vestibular disease. ArchMed Res. 2009;40(3):180-5., que trouxe a comparação dos sintomas relacionados ao EP em diabéticos com doença vestibular periférica com e sem NP. Foram observadas maiores frequências da vertigem, das instabilidades ao andar em superfícies irregulares e andar no escuro, ao movimentar a cabeça rapidamente e ao mudar de postura nos indivíduos com NP em relação aos sem NP. Dessa forma, comorbidades como NP podem intensificar, ainda mais, queixas de desequilíbrio corporal.

O artigo de Jáuregui-Renaud et al. (2009)1919. Jáuregui-Renaud K, Sánchez B, Olmos AI, González-Barcena D. Neuro-otologic symptoms in patients with type 2 diabetes mellitus. Diabetes Res Clin Pract. 2009;84(3):e4 5-e47. traz metodologia diferente em relação ao artigo Aranda et al. (2009)1616. Aranda C, Meza A, Rodríguez R, Mantilla MT, Jáuregui-Renaud K. Diabetic polyneuropathy may increasethe handicap relatedto vestibular disease. ArchMed Res. 2009;40(3):180-5., todavia, também descreve os principais sintomas do EP, em indivíduos com e sem DM2, por meio de um questionário padronizado similar. Como resultado, constatou-se maior frequência dos sintomas relacionados ao EP indivíduos com DM2 (Tabela 1).

Os artigos inseridos nesta revisão exibiram: HAS; IMC elevado; NP; tontura; vertigem e instabilidade postural ao andar em superfícies irregulares, ao olhar para objetos em movimento, ao andar no escuro, ao movimentar a cabeça rapidamente e mudar de postura; tropeços ao andar; e relato de três ou mais quedas inexplicadas durante o ano como fatores frequentes em indivíduos com alteração do EP e com DM2.

Porém, nenhum dos artigos inseridos nesta pesquisa descreveu se realizaram cálculo amostral ou randomização da amostra e, somente um artigo1717. D'Silva LJ, Staecker H, Lin J, Maddux C, Ferraro J, Dai H et al. Otolith dysfunction in persons with both diabetes and benign paroxysmal positional vertigo. Otology&Neurotology. 2017;38(3):379-85. trouxe o cegamento dos juízes. Essas lacunas diminuem a representatividade e validade externa dos estudos bem como dificultam o entendimento da veracidade dos dados apresentados pelos vieses metodológicos. Contudo, os procedimentos utilizados foram descritos adequadamente e os instrumentos padronizados, permitindo assim a reprodutibilidade clínica dos estudos. Dessa forma, os artigos foram caracterizados com nível de evidência IIb e III, segundo a ASHA1515. Mullen R. The state of the evidence: ASHA develops levels of evidence for communication sciences and disorders. 6 de março de 2007. The ASHA Leader, pp. 8-9, 24-25. Disponível em: http://www.asha.org/ Publications/leader/2007/070306/f070306b.htm.
http://www.asha.org/ Publications/leader...
.

Vale ressaltar que as alterações no EP podem possuir etiologia multifatorial2828. Gazzola JM. Dizziness in the elderly. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2018;21(1):5-6., então avaliar o indivíduo de forma abrangente, levando em consideração as comorbidades apresentadas, é de extrema importância para um adequado manejo do paciente. Destaco a importância da avaliação abrangente, tendo em vista que poucos são os estudos que trazem amostras com indivíduos diabéticos e, além das variáveis citadas acima, a literatura mostra que fatores clínico-funcionais e psicoemocionais, como capacidade funcional, ansiedade e depressão2929. Sousa RF, Gazzola JM, Ganança MM, Paulino CA. Correlation between the body balance and functional capacity from elderly with chronic vestibular disorders. Braz J Otorhinolaryngol. 2011;77(6):791-8.

30. Ferreira LMBM, Jerez-Roig J, Ribeiro KMOBF, Moreira FSM, Lima KC. Association between continuous use drugs and dizziness in institutionalized elderly people. Rev. CEFAC. 2017;19(3):381-6.
-3131. Borges MGS, Rocha LR, Couto EAB, Mancini PC. Comparison of balance, depression, and cognition in institutionalized and non-institutionalized elderly individuals. Rev. CEFAC. 2013;15(5):1073-9. se encontram associados a alterações no EP na população em geral.

Sendo assim, a clínica audiológica e otoneurológica deve direcionar atenção especial as comorbidades apresentadas por cada indivíduo, uma vez que estas são capazes de potencializar ou causar de alterações no EP e/ou atenuar o processo de reabilitação bem como podem auxiliar no processo de planejamento terapêutico, visto que o tratamento e/ou estimulação dos sistemas alterados pode ser o ponto chave para o sucesso do processo interventivo e, consequentemente, melhora da qualidade de vida.

Conclusão

Adultos de meia-idade e idosos com DM2 com alterações no EP apresentaram maior frequência de alterações cardiovasculares, neuropatia periférica em membros inferiores, sintomas vestibulares, dificuldades em tarefas/ movimentos em contextos desafiadores e quedas.

Estudos futuros são necessários para esclarecer quais doenças e sintomas se encontram associados, tendo em vista que isso pode propiciar um melhor delineamento preventivo, avaliativo e interventivo uma vez que o DM2 é potencializador de alterações no EP. Destaca-se, ainda, a importância de metodologias com robustez, pois assim contribuirão para construção de um modelo ideal de cuidados.

Referências bibliográficas

  • 1
    Costa AF, Flor LS, Campos MR, Oliveira AF, Costa MFS, Silva RS et al. Burden of type 2 diabetes mellitus in Brazil. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2):e00197915.
  • 2
    Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018). São Paulo: Editora Clannad, 2017.
  • 3
    Lima CLJ, Ferreira TMC, Oliveira PS, Ferreira JDL, Silva EC, Costa MML. Characterization of users at risk of developing diabetes: a cross-sectional study. Rev. Bras. Enferm. 2018;71(supl1):516-23.
  • 4
    Flor LS, Campos MR. The prevalence of diabetes mellitus and its associated factors in the Brazilian adult population: evidence from a population-based survey. Rev. Bras. Epidemiol. 2017;20(1):16-29.
  • 5
    Lima ACS, Araújo MFM, Freitas RWJF, Zanetti ML, Almeida PC, Damasceno MMC. Fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em universitários: associação com variáveis sociodemográficas. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2014;22(3):484-90.
  • 6
    Ramos RSPS, Marques APO, Ramos VP, Borba AKOT, Aguiar AMA, Leal MCC. Factors associated with diabetes among the elderly receiving care at a specialized gerontology-geriatric outpatient clinic. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2017;20(3):364-74.
  • 7
    Bittar RSM, Santos MA, Mezzalira R. Glucose metabolism disorders and vestibular manifestations: evaluation through computerized dynamic posturography. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):372-6.
  • 8
    Mozetic V, Daou JP, Martimbianco ALC, Riera R. What do Cochrane systematic reviews say about diabetic retinopathy? Cochrane Highlights. 2017;135(1):79-87.
  • 9
    Kanadani TC, Cotta BSS, Souza ACCR, Costa APO, Takahashi DM. Evaluation of short-term prognostic factors of ranibizumab in patients with dabetic macular edema. Rev. Bras. Oftalmol. 2018;77(3):137-41.
  • 10
    Maronesi CTP, Cecagno-Zanini SC, Oliveira LZ, Bavaresco SS, Leguisamo CP. Physical exercise in patients with diabetic neuropathy: systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. FisioterPesqui. 2016;23(2):216-23.
  • 11
    David LZ, Finamor MM, Buss C. Possible hearing implications of diabetes mellitus: a literature review. Rev. CEFAC. 2015;17(6):2018-24.
  • 12
    Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016). São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2016.
  • 13
    Freeman R, Wieling W, Axelrod FB, Benditt E, Benarroch E, Biaggioni I et al. Consensus statement on the definition of orthostatic hypotension, neurally mediated syncope and the postural tachycardia syndrome. ClinAuton Res. 2011;21(2):69-72.
  • 14
    Almeida CPB, Goulart BNG. How to avoid bias in systematic reviews of observational studies. Rev. CEFAC. 2017;19(4):551-5.
  • 15
    Mullen R. The state of the evidence: ASHA develops levels of evidence for communication sciences and disorders. 6 de março de 2007. The ASHA Leader, pp. 8-9, 24-25. Disponível em: http://www.asha.org/ Publications/leader/2007/070306/f070306b.htm
    » http://www.asha.org/ Publications/leader/2007/070306/f070306b.htm
  • 16
    Aranda C, Meza A, Rodríguez R, Mantilla MT, Jáuregui-Renaud K. Diabetic polyneuropathy may increasethe handicap relatedto vestibular disease. ArchMed Res. 2009;40(3):180-5.
  • 17
    D'Silva LJ, Staecker H, Lin J, Maddux C, Ferraro J, Dai H et al. Otolith dysfunction in persons with both diabetes and benign paroxysmal positional vertigo. Otology&Neurotology. 2017;38(3):379-85.
  • 18
    D'Silva LJ, Whitney SL, Santos M, Dai H, Kluding PM. The impact of diabetes on mobility, balance, and recovery after repositioning maneuvers in individuals with benign paroxysmal positional vertigo. J. diabet. complicat. 2017;31(6):976-82.
  • 19
    Jáuregui-Renaud K, Sánchez B, Olmos AI, González-Barcena D. Neuro-otologic symptoms in patients with type 2 diabetes mellitus. Diabetes Res Clin Pract. 2009;84(3):e4 5-e47.
  • 20
    D'Silva LJ, Kluding PM, Whitney SL, Dai H, Santos M. Postural sway in individuals with type 2 diabetes and concurrent benign paroxysmal positional vertigo. Int J Neurosci. 2017;12(12):1065-73.
  • 21
    Marchiori LLM, Melo JJ, Possette FLF, Correa AL. Comparison of frequency of vertigo in elderly with and without arterial hypertension. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2010;14(4):456-60.
  • 22
    Ribeiro WA, Mariano ES, Cirino HP, Teixeira JM, Martins LM, Andrade M. Health education for patients with diabetes mellitus and hypertension in family health strategy. Revista Pró-Univer SUS. 2017;8(2):110-4.
  • 23
    Lopes AR, Moreira MD, Trelha CS, Marchiori LLM. Association between complaints of dizziness and hypertension in non-institutionalized elders. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2013;17(2):157-62.
  • 24
    Nascimento MM, Pereira LGD, Cordeiro PRN, Araújo LMG. Comparison and agreement of criteria for the BMI classification of physically active elderly women living in the Backlands, semi-arid Region. J Hum Growth Dev. 2017;27(3):342-9.
  • 25
    Wannmacher L. Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas. OPAS/OMS - Representação Brasil. 2016;1(7):1-10.
  • 26
    Himes CL, Reynolds SL. Effect of obesity on falls, injury, and disability. J AmGeriatr Soc. 2012;60(1):124-9.
  • 27
    Hooker SA, MacGregor KL, Funderburk JS, Maisto AS. Body mass index and depressive symptoms in primary care settings: examining the moderating roles of smoking status, alcohol consumption and vigorous exercise. ClinObes. 2014;4(1):21-9.
  • 28
    Gazzola JM. Dizziness in the elderly. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2018;21(1):5-6.
  • 29
    Sousa RF, Gazzola JM, Ganança MM, Paulino CA. Correlation between the body balance and functional capacity from elderly with chronic vestibular disorders. Braz J Otorhinolaryngol. 2011;77(6):791-8.
  • 30
    Ferreira LMBM, Jerez-Roig J, Ribeiro KMOBF, Moreira FSM, Lima KC. Association between continuous use drugs and dizziness in institutionalized elderly people. Rev. CEFAC. 2017;19(3):381-6.
  • 31
    Borges MGS, Rocha LR, Couto EAB, Mancini PC. Comparison of balance, depression, and cognition in institutionalized and non-institutionalized elderly individuals. Rev. CEFAC. 2013;15(5):1073-9.

  • 3
    Pesquisa realizada no Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    01 Jul 2019
  • Data do Fascículo
    2019

Histórico

  • Recebido
    15 Dez 2018
  • Aceito
    15 Abr 2019
ABRAMO Associação Brasileira de Motricidade Orofacial Rua Uruguaiana, 516, Cep 13026-001 Campinas SP Brasil, Tel.: +55 19 3254-0342 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revistacefac@cefac.br
Accessibility / Report Error