O que levou as mulheres pegarem em armas no regime civil militar brasileiro? Teria sido o mesmo motivo que as levou aos bancos escolares, à universidade, ao mercado de trabalho? Ou teria sido a luta pela igualdade dos direitos civis e a garantia dos direitos humanos? Ou, ainda, o combate ao autoritarismo e a luta pela democracia? Para responder a tais questionamentos, tomamos como objeto de análise as trajetórias de vida de quatro mulheres, presas políticas acusadas de subversão e de serem membros do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) em Pernambuco, no período de 1968 a 1978. Teoricamente, tais trajetórias foram analisadas à luz dos pressupostos da história das mulheres. O resultado evidencia práticas femininas que compõem um perfil de mulheres ativas e revolucionárias, distinto do “estereótipo” de passividade, que tanto as estigmatiza na escrita da História.
Palavras-chave:
Ditadura civil-militar; luta armada; mulheres; PCBR; Pernambuco