O artigo tem como objetivo abordar a questão da integração de refugiados - uma das soluções duradouras proposta pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados -, relacionando o conceito à Teoria do Reconhecimento desenvolvida pelo sociólogo Axel Honneth. A metodologia empregada consiste em uma revisão bibliográfica, justificada pela necessidade de aprofundar o arcabouço conceitual sobre os processos de inclusão e pertencimento dessas pessoas que merecem - não só pelo direito legal ao refúgio, mas também pelo extenso sofrimento já vivido - um tratamento de acolhida o mais humanitário quanto possível. Ao mesmo tempo, a relevância da teoria de Honneth para este estudo reside no fato de que ela oferece as bases normativas para compreender a integração não apenas como uma questão burocrática, mas como um processo de mão-dupla entre migrantes forçados e sociedade receptora, servindo de fio condutor para uma vinculação mais estreita entre reconhecimento social e inclusão efetiva.
Palavras-chave:
integração; reconhecimento; migração; refúgio; multiculturalismo