Requisitos uniformes para manuscritos apresentados a periódicos biomédicos

Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals

Artigo Especial

REQUISITOS UNIFORMES PARA MANUSCRITOS APRESENTADOS A PERIÓDICOS BIOMÉDICOS* * Tradução em português do documento: International Committee of Medical Journal Editors. Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals. New Engl J Med 1997; 336:309-16. Tradução elaborada por Carlos Augusto Pantoni e aprovada pela Comissão de Editoração ** Os nomes do "Committee" são: Linda Clever (West Journal of Medicine), Lois Ann Colainni (Index Medicus), Frank Davidoff (Annals of Internal Medicine), Richard Horton (Lancet), Jerome P. Kassirer and Marcia Angell (New England Journal of Medicine), George D. Lundberg and Richard Glass (Journal of the American Medical Association), Magne Nylenna (Tidsskrift for den Norske Laegeforenig), Richard G. Robinson (New Zealand Medical Journal), Richard Smith (British Medical Journal), Bruce P. Squires (Canadian Medical Association Journal), and Martin Van Der Weyden (Medical Journal of Australia)

UNIFORM REQUIREMENTS FOR MANUSCRIPTS SUBMITTED TO BIOMEDICAL JOURNALS

International Committee of Medical Journal Editors** * Tradução em português do documento: International Committee of Medical Journal Editors. Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals. New Engl J Med 1997; 336:309-16. Tradução elaborada por Carlos Augusto Pantoni e aprovada pela Comissão de Editoração ** Os nomes do "Committee" são: Linda Clever (West Journal of Medicine), Lois Ann Colainni (Index Medicus), Frank Davidoff (Annals of Internal Medicine), Richard Horton (Lancet), Jerome P. Kassirer and Marcia Angell (New England Journal of Medicine), George D. Lundberg and Richard Glass (Journal of the American Medical Association), Magne Nylenna (Tidsskrift for den Norske Laegeforenig), Richard G. Robinson (New Zealand Medical Journal), Richard Smith (British Medical Journal), Bruce P. Squires (Canadian Medical Association Journal), and Martin Van Der Weyden (Medical Journal of Australia)

INTRODUÇÃO

Um pequeno grupo de editores de periódicos médicos gerais reuniu-se informalmente em Vancouver em 1978, com o objetivo de estabelecer critérios para a formatação de manuscritos apresentados aos seus periódicos. O grupo tornou-se conhecido como o Grupo de Vancouver. Seus requisitos para os manuscritos, inclusive o formato das referências bibliográficas desenvolvidos pela Biblioteca Nacional de Medicina (National Library of Medicine - NLM), foram publicados pela primeira vez em 1979. O Grupo de Vancouver expandiu-se, tornando-se o Comitê Internacional dos Editores de Periódicos Médicos (International Committee of Medical Journal Editors - ICMJE), que reúne anualmente e tem, gradualmente, expandido os seus interesses.

O comitê já produziu quatro edições anteriores dos Requisitos Uniformes e com o passar dos anos, surgiram publicações que vão além da preparação de manuscritos. Algumas dessas publicações estão atualmente incluídas nos Requisitos Uniformes e outras são tratadas em relatórios separados. Cada relatório foi publicado em um periódico diferente (Os relatórios foram publicados na edição de 15 de fevereiro de 1997 do CMAJ).

Esta quinta edição consiste em um esforço para reorganizar e rever a redação dos Requisitos Uniformes a fim de aprimorar a clareza e abordar questões relacionadas a direitos, privacidade, descrições de métodos e outros assuntos. Todo o conteúdo do documento pode ser reproduzido para fins educacionais, não-lucrativos sem consideração por direitos autorais. O comitê estimula a distribuição deste material.

Solicita-se aos periódicos que concordarem em utilizar os Requisitos Uniformes (atualmente existem mais de 500) citarem o documento de 1997 em suas instruções para autores.

É importante enfatizar as implicações desses requisitos uniformes. Primeiramente, os Requisitos Uniformes são instruções a autores sobre como preparar manuscritos e não para editores com relação ao estilo de publicação. (No entanto, muitos periódicos se basearam neles durante a busca de elementos para os seus estilos de publicação).

Em segundo lugar, se os autores prepararam seus manuscritos de acordo com o estilo especificado nesses requisitos, os editores dos periódicos participantes não os devolverão para alterações relacionadas ao estilo antes de considerá-los para publicação. Durante o processo de publicação, no entanto, os periódicos podem alterar manuscritos aceitos para que estejam de acordo com detalhes de seu estilo de publicação.

Em terceiro, os autores que enviarem manuscritos para um periódico participante não devem tentar prepará-los de acordo com o estilo de publicação daquele periódico, mas sim seguir os Requisitos Uniformes.

Os autores devem também seguir as instruções do periódico em relação a quais tópicos são adequados para aquele veículo e quais tipos de artigos podem ser apresentados (por exemplo, artigos originais, revisões ou estudos de caso). Além disso, as instruções do periódico provavelmente contêm outros requisitos que são únicos para aquele periódico, tal como o número exigido de cópias do manuscrito, idiomas aceitos, extensão dos artigos e abreviações aprovadas.

Os periódicos participantes devem informar, em suas instruções para autores, que suas normas seguem os Requisitos Uniformes e citar uma versão publicada.

QUESTÕES A CONSIDERAR ANTES DE APRESENTAR UM MANUSCRITO

Publicação repetida ou em duplicata

Uma publicação repetida ou em duplicata é a publicação de um artigo que se sobrepõe substancialmente a outro artigo já publicado.

Os leitores de periódicos primários devem poder confiar na originalidade de seus artigos, a menos que seja claramente informado que estes estão sendo republicados por escolha do autor e do editor. As bases para esse posicionamento são as leis internacionais de direitos autorais, a conduta ética e a utilização eficiente de recursos.

A maioria dos periódicos não aceita trabalhos que já foram descritos, em sua maior parte, em artigos publicados ou relatados em textos que já tenham sido apresentados ou aceitos para publicação em outro periódico de forma impressa ou por meio eletrônico. Essa política não impede que o periódico considere um trabalho que tenha sido rejeitado por outro periódico, ou um trabalho completo subseqüente à publicação de um artigo preliminar, tal como um resumo ou pôster apresentado a colegas em encontros profissionais. Ela também não impede que os periódicos considerem um trabalho que já tenha sido apresentado em encontro científico, mas não publicado na íntegra, ou que esteja sendo considerado para publicação em anais ou em outro formato semelhante. Informações impressas de reuniões científicas agendadas não são geralmente consideradas como uma transgressão dessa regra. No entanto, tais informações não devem conter dados adicionais ou cópias de tabelas e figuras.

Ao apresentar um artigo, o autor deve sempre fazer uma declaração para o editor em relação às apresentações anteriores que possam ser consideradas como publicações repetidas ou duplicadas do mesmo trabalho ou de trabalho muito semelhante. O autor deve alertar o editor caso o trabalho inclua sujeitos sobre os quais um trabalho anterior tenha sido publicado. Qualquer trabalho que se enquadre nessas condições deve ser citado e incluído nas referências bibliográficas do novo trabalho. Cópias desse material devem ser incluídas ao artigo apresentado a fim de auxiliar o editor em sua decisão sobre como lidar com o assunto.

Caso haja a tentativa de publicação de um trabalho repetido ou em duplicata, ou no evento de sua ocorrência sem a devida notificação, os autores devem saber que medidas serão tomadas pelos editores. No mínimo, deve-se esperar a rejeição imediata do manuscrito apresentado. Se o editor não tiver se tornado ciente das violações e o artigo já tiver sido publicado, então um aviso de publicação repetida ou em duplicata será provavelmente emitido com ou sem a explicação ou aprovação do autor.

A informação científica relatada em um trabalho ou carta enviada ao editor e que já tenha sido aceita, mas ainda não publicada, se exposta à publicidade preliminar aos meios públicos de comunicação, órgãos governamentais ou empresas, viola as normas de muitos periódicos. Tal publicidade pode ser justificada quando o trabalho ou carta descrever avanços terapêuticos importantes ou riscos à saúde pública, tais como os efeitos graves e adversos de medicamentos, vacinas, outros produtos biológicos, produtos medicinais ou doenças notificáveis. Tal publicidade não colocará a publicação em risco, mas deverá ser discutida e aceita pelo editor antecipadamente.

Publicação Secundária Admissível

A publicação secundária no mesmo ou em outro idioma, especialmente no exterior, é justificável e pode ser benéfica, desde que todas as condições seguintes sejam atendidas:

- Os autores tenham recebido a aprovação dos editores de ambos os periódicos; o editor envolvido com a publicação secundária mantenha uma fotocópia, reimpressão ou manuscrito da versão primária.

- A prioridade da publicação primária seja respeitada por um intervalo entre publicações de pelo menos uma semana (a menos que o contrário tenha sido especificamente negociado pelos dois editores).

- O trabalho destinado à publicação secundária se dirija a um grupo diferente de leitores; uma versão resumida seja suficiente.

- A versão secundária reflita fielmente os dados e interpretações constantes na versão primária.

- Uma nota de rodapé na página de rosto da versão secundária informe aos leitores, pares e órgãos de documentação que o trabalho já foi publicado na íntegra ou parcialmente e mencione a referência primária. O texto adequado para tal nota seria: "Este artigo é baseado em estudo originalmente publicado no [título do periódico, com referência completa]".

- A permissão para a publicação secundária deve ser isenta de taxas.

Proteção dos direitos do paciente à privacidade

Os pacientes têm direito à privacidade, o qual não deve ser violado sem seu consentimento informado. Informações que possam identificá-los não devem ser publicadas em descrições escritas, fotografias ou árvores genealógicas, a não ser que a informação seja essencial para os propósitos científicos e o paciente (ou seus pais ou tutores) forneça o consentimento informado por escrito para a publicação. O consentimento informado para tal propósito exige que se mostre ao paciente o manuscrito a ser publicado.

Detalhes de identificação devem ser omitidos, caso não sejam essenciais. No entanto, os dados concernentes aos pacientes não devem ser, em momento algum, alterados ou falsificados na tentativa de obter o anonimato. O anonimato completo é difícil de atingir e o consentimento informado deve ser obtido se houver quaisquer dúvidas. Por exemplo, esconder a região dos olhos em fotografias de pacientes é uma forma inadequada de proteção ao anonimato.

A exigência do consentimento informado deve ser incluída nas instruções do periódico para os autores. No caso de o consentimento informado ter sido obtido, tal fato deve ser indicado no artigo publicado.

REQUISITOS PARA APRESENTAÇÃO DE MANUSCRITOS

Resumo dos requisitos técnicos

- Digite todas as partes do manuscrito em espaço duplo.

- Inicie cada seção ou componente em uma nova página.

- Revise a seqüência: página de rosto, resumo e palavras chaves, texto, agradecimentos, referências, tabelas (uma tabela em cada página separada), legendas das figuras.

- As figuras (sem montagens, impressão de boa qualidade) não devem ser maiores do que 203 × 254 mm.

- Inclua a permissão para reprodução de materiais publicados anteriormente ou para a utilização de figuras que possam identificar sujeitos humanos.

- Anexe o formulário de transferência de direitos autorais e outros formulários.

- Envie o número necessário de cópias em papel.

- Mantenha cópias de todos os documentos apresentados.

Manuscritos em disquetes

Para trabalhos que estejam em fase final de aceitação, alguns periódicos exigem que os autores enviem uma cópia em formato eletrônico (em um disquete). São aceitos manuscritos produzidos por uma variedade de processadores de texto ou arquivos textos em formato ASCII.

Ao enviarem disquetes, os autores devem:

1. Incluir uma cópia impressa do manuscrito contido no disquete.

2. Gravar somente a versão mais recente do manuscrito no disquete.

3. Nomear o arquivo de forma clara.

4. Colocar uma etiqueta no disquete indicando o formato do arquivo e seu nome.

5. Dar informações sobre o tipo de equipamento e programas utilizados.

Os autores devem consultar as instruções do periódico para se certificarem de quais são os formatos aceitos, convenções para nomear arquivos, o número a cópias a serem apresentadas e outros detalhes.

Preparação de manuscritos

O texto de artigos observacionais e experimentais é geralmente (mas não necessariamente) dividido em seções com os seguintes títulos: Introdução, Métodos, Resultados e Discussão. Artigos longos podem necessitar de subtítulos dentro de algumas seções (especialmente nas seções Resultados e Discussão) para que possam apresentar seus conteúdos de forma clara. Outros tipos de artigos, como os estudos de caso, revisões e editoriais, devem provavelmente exigir outros formatos. Os autores devem consultar os periódicos individualmente para maiores esclarecimentos.

Imprima o manuscrito em papel sulfite branco 216 × 279 mm ou ISO A4 (212 × 297 mm), com margens de, no mínimo, 25 mm. Imprima somente em um dos lados do papel, utilizando espaço duplo em todo o texto, inclusive a página de rosto, resumo, texto, agradecimentos, referências, tabelas e legendas de figuras. Numere as páginas consecutivamente a partir da página de rosto. Insira o número da página no canto superior ou inferior do lado direito de cada página.

Página de Rosto

A página de rosto deve conter (a) o título do artigo, que deve ser conciso, mas informativo; (b) o nome pelo qual cada autor é conhecido, com seu(s) título(s) acadêmico(s) mais elevado(s) e afiliação institucional; (c) o(s) nome(s) do(s) departamento(s) e instituição(ões) aos quais o trabalho deve ser atribuído; (d) renúncias, se houver; (e) o nome e endereço do autor responsável pela correspondência relacionada ao manuscrito; (f) o nome e endereço do autor para quem pedidos de cópias do trabalho devem ser dirigidos ou uma declaração de que cópias não serão fornecidas pelos autores; (g) a(s) fonte(s) de fomento na forma de auxílio financeiro, equipamento, medicamentos ou todos esses; e (h) um título resumido curto (com 40 caracteres no máximo, contando letras e espaços) no pé da página de rosto.

Autoria

Todas as pessoas designadas como autores devem portar os requisitos necessários para autoria e todos aqueles que se qualificarem devem ser incluídos como autores. Cada autor deve ter tido participação suficiente no trabalho para assumir responsabilidade pública pelas partes apropriadas de seu conteúdo. Um ou mais autores devem se responsabilizar pela integridade do trabalho como um todo, desde de seu início até o artigo publicado.

O crédito de autoria deve ser baseado somente em 1) contribuição substancial à concepção e projeto, ou obtenção de dados, ou análise e interpretação de dados; 2) ao esboço do artigo ou à sua revisão crítica objetivando conteúdos intelectuais importantes; e 3) aprovação final da versão a ser publicada. As condições 1, 2 e 3 devem ser atendidas. A obtenção de auxílio financeiro, coleta de dados ou supervisão geral do grupo de pesquisa por si só não justificam a autoria.

Os editores podem solicitar que os autores descrevam qual foi a contribuição de cada um deles e essa informação pode ser publicada.

Com uma freqüência cada vez maior, investigações multicêntricas são atribuídas a um autor institucional. Todos os membros do grupo mencionados como autores, seja na posição da autoria abaixo do título ou em uma nota de rodapé, devem atender os critérios de autoria mencionados acima. Os membros do grupo que não atenderem tais critérios devem ser mencionados, com sua permissão, nos Agradecimentos ou em um apêndice (vide Agradecimentos).

A ordem de autores deve ser uma decisão conjunta dos co-autores. Uma vez que essa ordem é designada de formas diferentes, seu significado não pode ser inferido de maneira precisa, a menos que este seja informado pelos autores. Os autores podem, se desejarem, explicar a ordem de autoria em uma nota de rodapé. Ao decidirem sobre tal ordem, os autores devem estar cientes de que muitos periódicos limitam o número de autores mencionados no índice e que a NLM inclui, na MEDLINE, 25 autores (ela inclui 24 e o último autor, se houver mais do 25).

Resumo e palavras chaves

A segunda página deve conter um resumo (de não mais do que 150 palavras para resumos não-estruturados ou 250 palavras para resumos estruturado). O resumo deve indicar os propósitos do estudo ou investigação, procedimentos básicos (seleção dos sujeitos ou animais de laboratórios utilizados na investigação, métodos observacionais e analíticos), principais resultados (dados específicos e sua significância estatística, se possível) e as principais conclusões. Deve enfatizar os aspectos novos e importantes do estudo ou observações.

Abaixo do resumo, os autores devem incluir, e identificar como tal, de 3 a 10 palavras chaves ou frases curtas que auxiliarão os indexadores durante a indexação cruzada do artigo. Tais palavras ou frases podem também ser publicadas com o resumo. Utilize termos da lista de Títulos Médicos por Assunto (medical subject headings - MeSH) do Index Medicus. Caso os termos adequados da MeSH não se encontrem ainda disponíveis para termos recentemente introduzidos, termos atuais podem ser utilizados.

Introdução

Indique o propósito do artigo e faça um resumo da fundamentação lógica do estudo ou observação. Forneça referências que sejam estritamente pertinentes e não inclua dados ou conclusões do trabalho que está sendo apresentado.

Métodos

Descreva a seleção dos sujeitos observacionais e experimentais (pacientes ou animais de laboratório, inclusive controles) de forma clara. Identifique idade, sexo e outras características importantes dos sujeitos.Visto que a relevância de variáveis como idade, sexo e etnicidade dos objetos da pesquisa nem sempre se mostra de forma clara, os autores devem justificá-las explicitamente sempre que forem incluídas em um trabalho. O princípio norteador deve ser a clareza sobre como e porque o estudo foi realizado. Por exemplo, os autores devem explicar porque somente sujeitos de certas idades foram incluídos ou porque mulheres foram excluídas. Os autores devem evitar termos como "raça", os quais não contêm um significado biológico preciso e utilizar, em seu lugar, descritores alternativos tais como "etnicidade" ou "grupo étnico". Os autores devem especificar cuidadosamente o que os descritores significam e informar exatamente como os dados foram coletados (por exemplo, quais termos foram utilizados nos questionários de investigação, se os dados foram auto-relatados ou atribuídos por outros, etc.).

Identifique os métodos, equipamentos (forneça o nome e endereço do fabricante em parênteses) e procedimentos com detalhes suficientes de modo a permitir que outros pesquisadores reproduzam os resultados. Inclua referências de métodos estabelecidos, inclusive métodos estatísticos (vide Estatísticas); forneça referências e descrições breves de métodos que tenham sido publicados, mas que não são bem conhecidos; descreva métodos novos ou substancialmente modificados, estabeleça motivos para sua utilização e avalie suas limitações. Identifique precisamente todas as drogas e substâncias químicas utilizadas, inclusive seu(s) nome(s) genérico(s), dosagem(ns) e via(s) de administração.

Informações sobre ensaios clínicos realizados de forma aleatória devem apresentar informação referente aos principais elementos de estudo, incluindo os principais elementos do estudo, incluindo o protocolo (população do estudo, intervenções ou exposições, resultados e fundamentação lógica da análise estatítica) e designação das intervenções (métodos de estudos randômicos, indicação dos grupos de intervenção e controle) e métodos duplamente cegos.

Autores que apresentarem manuscritos de revisões devem incluir uma seção descrevendo os métodos utilizados para localizar, selecionar, extrair e sintetizar dados. Esses métodos devem também ser sumariados no resumo.

Ética

Ao relatar experimentos com sujeitos humanos, indique se os procedimentos adotados estiveram de acordo com as normas éticas do comitê responsável pela avaliação de experimentos em humanos (institucional ou regional) e com a Declaração de Helsinki de 1975, revisada em 1983. Não utilize nomes de pacientes, suas iniciais ou números de hospitais, principalmente em material ilustrativo. Ao relatar experimentos com animais, indique se algum guia da instituição ou do Conselho Nacional de Pesquisa, ou qualquer lei nacional sobre o cuidado e utilização de animais de laboratório foi seguida.

Estatísticas

Descreva os métodos estatísticos com detalhes suficientes a fim de permitir que leitores com conhecimentos na área e que tenham acesso aos dados originais verifiquem os resultados apresentados. Quando possível, quantifique os resultados e apresente-os com os indicadores apropriados de erros de medida ou incerteza (tal como intervalos de confiança). Evite basear-se somente em testes de hipótese estatísticos, como a utilização dos valores p, os quais não oferecem informações quantitativas importantes. Discuta a elegibilidade dos sujeitos experimentais. Forneça detalhes sobre a aleatorização. Descreva os métodos utilizados para o cegamento bem sucedido de quaisquer observações. Relate complicações no tratamento. Forneça o número de observações. Relate perdas de elementos de observação (por exemplo, desistências durante uma investigação clínica). Quando possível, referências relacionadas ao projeto do estudo e métodos estatísticos devem ser feitas a trabalhos padronizados (mencionado-se o número de página) e não a artigos nos quais o projeto ou métodos foram originalmente relatados. Especifique quaisquer programas de computador de uso geral que tenham sido utilizados.

Inclua uma descrição geral dos métodos na seção Métodos. Quando os dados forem resumidos na seção resultados, especifique os métodos estatísticos utilizados em sua análise. Limite o número de tabelas e figuras àquelas necessárias para explicar o argumento do trabalho e estabelecer a sua fundamentação. Utilize gráficos como uma alternativa às tabelas com muitos dados; não duplique dados em gráficos e tabelas. Evite a utilização não-técnica de termos técnicos em estatística, como "aleatório" (que implica em um instrumento aleatorizante), "normal", "significativo", "correlação" e "amostra". Defina os termos estatísticos, abreviações e símbolos.

Resultados

Apresente seus resultados em uma seqüência lógica no texto, tabelas e figuras. Não repita no texto todos os dados das tabelas e figuras; enfatize ou resuma somente as observações importantes.

Discussão

Enfatize os aspectos novos e importantes do estudo e as conclusões que surgem destes. Não repita dados ou outros materiais apresentados na Introdução ou na seção Resultados. Inclua na Discussão as implicações dos achados e sua limitações, inclusive as implicações para pesquisa futura. Relacione as observações a outros estudos relevantes.

Associe as conclusões aos objetivos do estudo, mas evite afirmações não-qualificadas e conclusões que não estejam completamente fundamentadas pelos dados. Em particular, os autores devem evitar fazer afirmações relacionadas a benefícios econômicos e custos, a não ser que seu manuscrito inclua dados e análises econômicas. Evite priorizar ou aludir a trabalhos que ainda não foram terminados. Afirme novas hipóteses quando houver fundamento para estas, mas classifique-as claramente como tais. Recomendações, quando apropriadas, podem ser incluídas.

Agradecimentos

Em um lugar apropriado do artigo (nota de rodapé da página de rosto ou apêndice do texto; verifique os requisitos do periódicos) uma ou mais declarações devem especificar (a) as contribuições que exigem agradecimento mas não justificam autoria, como o apoio geral dado pelo chefe de um departamento; (b) agradecimentos por colaboração técnica; (c) agradecimentos por apoio financeiro ou material, os quais devem especificar a natureza do auxílio, e (d) relações que possam causar um conflito de interesses.

Pessoas que tenham contribuído intelectualmente com o artigo, cujas contribuições não justifiquem autoria, podem ser mencionadas e seu cargo ou contribuição descrita (por exemplo, "consultor científico," "revisão crítica da proposta do estudo," "coleta de dados" ou "participação em investigação clínica"). Tais pessoas devem fornecer permissão para a menção aos seus nomes. Os autores são responsáveis por obter a permissão escrita das pessoas cujos nomes são incluídos nos agradecimentos, uma vez que os leitores podem inferir o seu aval aos dados e conclusões.

Agradecimentos à colaboração de caráter técnico devem ser apresentados em um parágrafo separado daqueles que reconhecem outros tipos de contribuições.

Referências

As referências devem ser numeradas consecutivamente na ordem em que elas forem mencionadas pela primeira vez no texto. Identifique as referências no texto, tabelas e legendas de figuras com algarismos arábicos entre parênteses. As referências citadas somente nas tabelas ou em legendas devem ser numeradas de acordo com a seqüência estabelecida pela primeira identificação no texto daquela tabela ou figura em particular.

Utilize o estilo dos exemplos abaixo, os quais são baseados nos formatos utilizados pela NLM no Index Medicus. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o estilo empregado no Index Medicus. Consulte a Lista de Periódicos Indexados no Index Medicus (List of Journals Indexed in Index Medicus), publicada anualmente na forma de uma publicação separada pela Biblioteca e na forma de listagem na edição de janeiro do Index Medicus. A lista também pode ser obtida através da página da Biblioteca na Internet http://www.nlm.nih.gov).

Evite utilizar resumos como referências. As referências a artigos aceitos e ainda não publicados devem ser feitas na forma "no prelo" ou "prestes a ser publicado"; os autores devem obter permissão escrita para citar tais artigos assim como verificar que eles foram aceitos para publicação. Informações de manuscritos apresentados e ainda não aceitos devem ser citados no texto sob a forma "observações não-publicadas" com autorização da fonte.

Evite citar uma "comunicação pessoal", a menos que ela forneça informação essencial não disponível a partir de uma fonte pública. Neste caso o nome da pessoa e a data da comunicação deve devem ser citados em parênteses no texto. Para artigos científicos, os autores devem obter permissão escrita e a confirmação de exatidão da fonte de uma comunicação pessoal.

As referências devem ser verificadas pelo(s) autor(es) em comparação com os documentos originais.

O estilo dos Requisitos Uniformes (o estilo de Vancouver) é baseado, em grande parte, em um estilo padrão ANSI adaptado pela NLM para seus bancos de dados (por exemplo, MEDLINE). Observações foram adicionadas nos casos em que o estilo Vancouver se difere do estilo atualmente utilizado pela NLM.

Artigos em periódicos

1 - Artigo padrão em periódico (inclua 6 autores, seguidos de "et al" se o número exceder 6) [Obs.: A NLM atualmente inclui até 25 autores; se houver mais do que 25 autores, os 24 primeiros são citados, em seguida inclui-se o último autor seguido de "et al".] Vega KJ, Pina I, Krevsky B. Heart transplantation is associated with an increased risk for pancreatobiliary disease. Ann Intern Med 1996 Jun 1;124(11):980-3.

De forma opcional, se o periódico contém páginação contínua em todo o volume (como ocorre em muitos periódicos médicos), o mês e o número da edição podem ser omitidos [Obs.: Objetivando a padronização, essa opção é utilizada em todos os exemplos neste documento. A NLM não utiliza essa opção.]

Vega KJ, Pina I, Krevsky B. Heart transplantation is associated with an increased risk for pancreatobiliary disease. Ann Intern Med 1996;124:980-3.

2 - Mais do que seis autores

Parkin DM, Clayton D, Black RJ, Masuyer E, Friedl HP, Ivanov E, et al. Childhood Leukaemia in Europe after Chernobyl: 5 year follow-up. Br J Cancer 1996;73:1006-12.

3 ¾ Instituição como Autor

The Cardiac Society of Australia and New Zealand. Clinical exercise stress testing. Safety and performance guidelines. Med J Aust 1996;164:282-4.

4 ¾ Sem indicação de autoria

Cancer in South Africa [editorial]. S Afr Med J 1994;84:15.

5 - Artigo não em inglês [Obs.: A NLM traduz o título para inglês, coloca a tradução entre colchetes e acrescenta um indicador de idioma em forma abreviada]

Ryder TE, Haukeland EA, Solhaug JH. Bilateral infrapatellar seneruptur hos tidligere frisk kvinne. Tidsskr Nor Laegeforen 1996;116:41-2.

6 ¾ Edição com suplemento

Shen HM, Zhang QF. Risk assessment of nickel carcinogenicity and occupational lung cancer. Environ Health Perspect 1994;102 Suppl 1:275-82.

7 ¾ Fascículo com suplemento

Payne DK, Sullivan MD, Massie MJ. Women's psychological reactions to breast cancer. Semin Oncol 1996;23(1 Suppl 2):89-97.

8 ¾ Parte de um volume

Ozben T, Nacitarhan S, Tuncer N. Plasma and urine sialic acid in non-insulin dependent diabetes mellitus. Ann Clin Biochem 1995;32(Pt 3):303-6.

9 ¾ Parte de um fascículo

Poole GH, Mills SM. One hundred consecutive cases of flap lacerations of the leg in ageing patients. N Z Med J 1994;107(986 Pt 1):377-8.

10 ¾ Fascículo sem volume

Turan I, Wredmark T, Fellander-Tsai L. Arthroscopic ankle arthrodesis in rheumatoid arthritis. Clin Orthop 1995;(320):110-4.

11 - Sem fascículo e sem volume

Browell DA, Lennard TW. Immunologic status of the cancer patient and the effects of blood transfusion on antitumor responses. Curr Opin Gen Surg 913:325-33.

12 - Paginação em algarismos romanos

Fisher GA, Sikic BI. Drug resistance in clinical oncology and hematology. Introduction. Hematol Oncol Clin North Am 1995 Apr;9(2):xi-xii.

13 ¾ Indicação do tipo de artigo, se necessário (review, abstract, etc.)

Enzensberger W, Fischer PA. Metronome in Parkinson's disease [carta]. Lancet 1996;347:1337.

Clement J, De Bock R. Hematological complications of hantavirus nephropathy (HVN) [resumo]. Kidney Int 1992;42:1285.

14 - Artigo contendo retração

Garey CE, Schwarzman AL, Rise ML, Seyfried TN. Ceruloplasmin gene defect associated with epilepsy in EL mice [retração de Garey CE, Schwarzman AL, Rise ML, Seyfried TN. In: Nat Genet 1994;6:426-31]. Nat Genet 1995;11:104.

15 ¾ Artigo retratado

Liou GI, Wang M, Matragoon S. Precocious IRBP gene expression during mouse development [retracted in Invest Ophthalmol Vis Sci 1994;35:3127]. Invest Ophthalmol Vis Sci 1994;35:1083-8.

16 ¾ Artigos com erratas publicadas

Hamlin JA, Kahn AM. Herniography in symptomatic patients following inguinal hernia repair [errata publicada aparece em West J Med 1995;162:278]. West J Med 1995;162:28-31.

Livros e outras monografias

[Obs.: O estilo Vancouver anterior incorretamente sugeria uma vírgula em vez de um ponto e vírgula entre a editora e a data.]

17 ¾ Indivíduo como autor

Ringsven MK, Bond D. Gerontology and leadership skills for nurses. 2nd ed. Albany (NY): Delmar Publishers; 1996.

18 ¾ Organizador, Editor, Compilador como Autor

Norman IJ, Redfern SJ, editors. Mental health care for elderly people. New York: Churchill Livingstone; 1996.

19 ¾ Instituição como autor e publicador

Institute of Medicine (US). Looking at the future of the Medicaid program. Washington: The Institute; 1992.

20 - Capítulo de livro [Obs.: O estilo Vancouver anterior sugeria dois pontos em vez de um p antes do(s) número(s) de página(s).] Phillips SJ, Whisnant JP. Hypertension and stroke. In: Laragh JH, Brenner BM, editors. Hypertension: pathophysiology, diagnosis, and management. 2nd ed. New York: Raven Press; 1995. p. 465-78.

21 ¾ Evento (Anais/Proceedings de conferência)

Kimura J, Shibasaki H, editors. Recent advances in clinical neurophysiology. Proceedings of the 10th International Congress of EMG and Clinical Neurophysiology; 1995 Oct 15-19; Kyoto, Japan. Amsterdam: Elsevier; 1996.

22 ¾ Trabalho apresentado em evento

Bengtsson S, Solheim BG. Enforcement of data protection, privacy and security in medical informatics. In: Lun KC, Degoulet P, Piemme TE, Rienhoff O, editors. MEDINFO 92. Proceedings of the 7th World Congress on Medical Informatics; 1992 Sep 6­10; Geneva, Switzerland. Amsterdam: North-Holland; 1992. p. 1561-5.

23 - Relatório científico ou técnico

- Publicado pela agência patrocinadora :

Smith P, Golladay K. Payment for durable medical equipment billed during skilled nursing facility stays. Final report. Dallas (TX): Dept. of Health and Human Services (US), Office of Evaluation and Inspections; 1994 Oct. Report No.: HHSIGOEI69200860.

- Publicado pela agência responsável por seu desenvolvimento:

Field MJ, Tranquada RE, Feasley JC, editors. Health ser-vices research: work force and educational issues. Washington: National Academy Press; 1995. Contract No.: AHCPR282942008. Sponsored by the Agency for Health Care Policy and Research.

24 ¾ Dissertação e Tese

Kaplan SJ. Post-hospital home health care: the elderly's access and utilization [dissertation]. St. Louis (MO): Washington Univ.; 1995.

25 - Patente

Larsen CE, Trip R, Johnson CR, inventors; Novoste Corporation, assignee. Methods for procedures related to the electrophysiology of the heart. US patent 5,529,067. 1995 Jun 25.

Outros trabalhos publicados

26 - Artigo de jornal

Lee G. Hospitalizations tied to ozone pollution: study estimates 50,000 admissions annually. The Washington Post 1996 Jun 21;Sect. A:3 (col. 5).

27 - Material audiovisual

HIV+/AIDS: the facts and the future [videocassette]. St. Louis (MO): Mosby-Year Book; 1995.

28 ¾ Documentos legais

Leis aprovadas:

Preventive Health Ammendments of 1993, Pub. L. No. 103-183, 107 Stat. 2226 (Dec. 14, 1993).

Projetos de Lei:

Medical Records Confidentiality Act of 1995, S. 1360, 104th Cong., 1st Sess. (1995).

Código de regulamentação federais:

Informed Consent, 42 C.F.R. Sect. 441.257 (1995).

Audiência:

Increased Drug Abuse: the Impact on the Nation's Emergency Rooms: Hearings Before the Subcomm. on Human Resources and Intergovernmental Relations of the House Comm. on Government Operations, 103rd Cong., 1st Sess. (May 26, 1993).

29 - Mapa

North Carolina. Tuberculosis rates per 100,000 population, 1990 [demographic map]. Raleigh: North Carolina Dept. of Environment, Health, and Natural Resources, Div. of Epidemiology; 1991.

30 ¾ Texto da Bíblia

The Holy Bible. King James version. Grand Rapids (MI): Zondervan Publishing House; 1995. Ruth 3:1-18.

31 ¾ Dicionários e obras de Referência similares

Stedman's medical dictionary. 26th ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1995. Apraxia; p. 119-20.

32 ¾ Obras clássicas

The Winter's Tale: act 5, scene 1, lines 13-16. The complete works of William Shakespeare. London: Rex; 1973.

Material não publicado

33 - No prelo [Obs.: A NLM prefere "prestes a ser publicado" uma vez que nem todos os itens serão publicados]

Leshner AI. Molecular mechanisms of cocaine addiction. N Engl J Med. No prelo 1996.

Material eletrônico

34 ¾ Artigo de revista em formato eletrônico

Morse SS. Factors in the emergence of infectious diseases. Emerg Infect Dis [série online] 1995 Jan-Mar [citado 1996 Jun 5];1(1):[24 telas]. Disponível em: URL: http://www.cdc.gov/ncidod/EID/eid.htm

35 ¾ Monografia em formato eletrônico

CDI, clinical dermatology illustrated [monograph on CD-ROM]. Reeves JRT, Maibach H. CMEA Multimedia Group, producers. 2nd ed. Version 2.0. San Diego: CMEA; 1995.

36 ¾ Programa de Computador

Hemodynamics III: the ups and downs of hemodynamics [computer program]. Version 2.2. Orlando (FL): Computerized Educational Systems; 1993.

TABELAS

Digite ou imprima cada tabela em espaço duplo em folhas separadas. Não apresente tabelas na forma de fotografias. Numere as tabelas consecutivamente seguindo a ordem de sua citação no texto e forneça um título curto para cada uma delas. Inclua um título curto ou abreviado para cada coluna. Insira texto explicativo em notas de rodapé, e não junto com o título. Explique, em notas de rodapé, todas as abreviações não-padronizadas que forem utilizadas em cada tabela. Para as notas de rodapé, utilize os seguintes símbolos, nesta seqüência: *, †, ‡, §, ||, ¶, **, ††, ‡‡, etc.

Identifique as medidas estatísticas de variações tais como desvio padrão e erro padrão da média.

Não utilize réguas internas horizontais ou verticais.

Certifique-se de que cada tabela tenha sido citada no texto.

Se utilizar dados de outra fonte publicada ou não-publicada, obtenha permissão e faça menção nos agradecimentos.

A utilização de muitas tabelas em relação à extensão do texto pode produzir dificuldades na configuração das páginas. Verifique as normas do periódico ao qual pretende apresentar seu trabalho a fim de estimar quantas tabelas podem ser utilizadas para cada 1000 palavras de texto.

O editor, ao aceitar o trabalho, pode recomendar que tabelas adicionais contendo informações suplementares importantes, mas excessivamente extensas para publicação, sejam depositadas em um serviço de arquivos, como o Serviço Nacional de Publicações Auxiliares (National Auxiliary Publication Service) nos estados Unidos, ou que sejam colocadas à disposição pelos autores. Nesse caso, a informação apropriada será adicionada ao texto. Apresente tais tabelas para avaliação juntamente com o trabalho.

FIGURAS

Apresente o número solicitado de conjuntos completos de ilustrações ou "figuras". As figuras devem ter sido desenhadas e fotografadas com um padrão profissional; a inclusão de letras manuscritas ou datilografadas não será aceita. Em vez dos desenhos, raios-x, filmes e outros materiais originais, envie impressões nítidas em branco-e-preto utilizando papel fotográfico brilhante. As fotografias enviadas são geralmente, mas não necessariamente, no tamanho 127 × 173 mm. No entanto, ao diferirem destas dimensões, não devem ser maiores do que 203 × 254 mm. Letras, números e símbolos devem estar claros e uniformes em toda a figura e devem apresentar um tamanho suficientemente grande para que, quando reduzidos para publicação, ainda permaneçam legíveis. Os títulos e explicações detalhadas devem aparecer em legendas e não nas ilustrações.

Cada figura deve conter uma etiqueta em seu verso indicando seu número, o nome do primeiro autor e a parte de cima da figura. Não escreva no verso da Figura, não as arranhe ou as danifique com a utilização de clipes de papel. Não dobre as figuras ou cole-as em papelão.

Fotomicrografias devem conter marcadores de escala internos. Símbolos, setas e letras utilizados nas fotomicrografias devem contrastar com o fundo.

Se forem utilizadas fotografias de pessoas, os sujeitos não devem ser passíveis de identificação ou tais figuras devem estar acompanhadas por autorização escrita para utilização de fotografias (vide Proteção dos Direitos de Pacientes à Privacidade).

As figuras devem ser numeradas consecutivamente de acordo com a ordem na qual elas foram mencionadas pela primeira vez no texto. Caso figuras sejam publicadas, sua fonte original deve ser citada e a permissão escrita do portador dos direitos autorais para reprodução de seu material deve ser apresentada. Tal permissão é necessária independentemente de quem seja o autor ou qual seja a editora, exceto para documentos de domínio público.

Para as figuras coloridas, confirme se o periódico exige negativos coloridos, transparências positivas ou fotografias coloridas. A inserção de desenhos marcados indicando a região a ser reproduzida pode ser útil ao editor. Alguns periódicos publicam figuras coloridas somente se o autor arcar com os custos extras.

Legendas das figuras

Digite ou imprima as legendas das figuras em espaço duplo, a partir de uma página separada com algarismos arábicos correspondentes às figuras. Quando símbolos, setas números ou letras forem utilizados para identificar partes de uma figura, identifique e explique cada um deles claramente na legenda. Explique a escala interna e identifique o método de marcação nas fotomicrografias.

UNIDADES DE MEDIDA

Medidas de comprimento, altura, peso e volume devem ser relatadas em unidades métricas (metro, quilograma, litro, etc.) ou por meio de seus múltiplos decimais.

Temperaturas devem ser informadas em graus Celsius. Pressão sangüínea deve ser dada em milímetros de mercúrio.

Todas as medidas hematológicas e clínicas químicas devem ser fornecidas no sistema métrico em termos do Sistema Internacional de Unidades (International System of Units - SI). Os editores podem solicitar que medidas alternativas, que não estejam em conformidade com o SI, sejam acrescentadas pelos autores antes da publicação.

ABREVIAÇÕES E SÍMBOLOS

Utilize somente abreviações padronizadas. Evite abreviações no título e no resumo. O termos por extenso aos quais as abreviações correspondem devem preceder sua primeira utilização no texto, a menos que sejam unidades de medidas padronizadas.

ENVIANDO O MANUSCRITO PARA O PERIÓDICO

Envie o número exigido de cópias do manuscrito em um envelope resistente, envolvendo, se necessário, as cópias e ilustrações em papelão a fim de evitar que as fotografias se dobrem. Coloque as fotografias em um envelope resistente separado.

Os manuscritos devem estar acompanhados de uma carta assinada por todos os co-autores, a qual deve conter (a) informações sobre publicação anterior/ em duplicata ou apresentação para publicação a outro periódico de qualquer parte do trabalho, como já definido acima, (b) uma declaração das relações financeiras ou de qualquer outro tipo que possam levar a um conflito de interesses, (c) uma declaração de que o manuscrito foi lido e aprovado por todos os co-autores, de que as exigências de autoria, como mencionado anteriormente neste documento, foram atendidas e que cada co-autor realmente acredita que o manuscrito representa um trabalho honesto; e (d) o nome, endereço e número de telefone do autor para correspondência, o qual será responsável pela comunicação com os outros autores com relação às revisões e aprovação final das provas. A carta deve também conter qualquer informação adicional que possa ser útil ao editor, tal qual o tipo de artigo naquele periódico em particular que o manuscrito representa e se o(s) autor(es) estão dispostos a arcarem com os custos da reprodução de ilustrações coloridas.

O manuscrito deve estar acompanhado por cópias de todas as permissões necessárias para a reprodução de material publicado, utilização de fotografias, o relato de informações sobre pessoas que podem ser identificadas ou para citar os nomes de pessoas por suas contribuições.

  • *
    Tradução em português do documento: International Committee of Medical Journal Editors. Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals. New Engl J Med 1997; 336:309-16. Tradução elaborada por Carlos Augusto Pantoni e aprovada pela Comissão de Editoração
    **
    Os nomes do "Committee" são: Linda Clever (West Journal of Medicine), Lois Ann Colainni (Index Medicus), Frank Davidoff (Annals of Internal Medicine), Richard Horton (Lancet), Jerome P. Kassirer and Marcia Angell (New England Journal of Medicine), George D. Lundberg and Richard Glass (Journal of the American Medical Association), Magne Nylenna (Tidsskrift for den Norske Laegeforenig), Richard G. Robinson (New Zealand Medical Journal), Richard Smith (British Medical Journal), Bruce P. Squires (Canadian Medical Association Journal), and Martin Van Der Weyden (Medical Journal of Australia)

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Abr 2008
  • Data do Fascículo
    Abr 2001
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