O Brasil abriga uma vasta biodiversidade com plantas de potencial alimentício e medicinal. No entanto, as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) ainda são subvalorizadas nas políticas públicas, apesar de seu papel na saúde e segurança alimentar. Este estudo examina as espécies listadas em três documentos oficiais - Renisus, Monografia de Plantas Medicinais (6ª edição da Farmacopeia Brasileira) e 2a edição do Formulário de Fitoterápicos para identificar PANC com propriedades medicinais. Utilizando a abordagem “Uma Saúde” (One Health), a pesquisa explora a relevância dessas plantas para a saúde pública, a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais. Com base em revisão bibliográfica, as espécies foram classificadas como PANC, plantas alimentícias convencionais ou não comestíveis. A análise identificou 43 espécies (25,9 %) constantes nas listas que também podem ser classificadas como PANC. A integração dessas plantas às políticas de saúde e alimentação pode fortalecer a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar. Recomenda-se a implementação de uma lista abrangente que inclua espécies PANC e medicinais, valorizando a biodiversidade brasileira e fortalecendo a base científica para políticas públicas.
Palavras-chave:
biodiversidade; plantas comestíveis; etnobotânica; saúde única
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