Capparaceae no Rio Grande do Norte, Brasil* 1 * Parte da dissertação de Mestrado do primeiro autor.

Capparaceae in the state of Rio Grande do Norte, Brazil

Raimundo Luciano Soares Neto Jomar Gomes Jardim Sobre os autores

Resumo

O presente estudo consiste no levantamento florístico-taxonômico das espécies de Capparaceae para o estado do Rio Grande do Norte (RN), Nordeste do Brasil. Foram registrados cinco gêneros e seis espécies: Capparidastrum (1 sp.); Crateva (1 sp.); Cynophalla (2 spp.); Mesocapparis (1 sp.) eNeocalyptrocalyx (1 sp.). As espécies ocorrem com maior frequência em Caatinga sensu lato e em Floresta Estacional Semidecidual. Capparidastrum frondosum e Mesocapparis lineata são novas ocorrências, esta última restrita a uma única localidade no estado. São apresentadas descrições, chave de identificação para as espécies e ilustrações.

Palavras-chave:
Brassicales; taxonomia; flora; Cynophalla; Região Nordeste

Abstract

This study consists in the floristic-taxonomic survey of the Capparaceae species in the state of Rio Grande do Norte (RN), Northeastern Brazil. Five genera and six species of Capparaceae were registered: Capparidastrum (1 sp.); Crateva (1 sp.); Cynophalla (2 sp.);Mesocapparis (1 sp.) and Neocalyptrocalyx(1 sp.). The species occur more frequently in vegetation of Caatingasensu lato and in Seasonal Semideciduous Forest.Capparidastrum frondosum and Mesocapparis lineata are new records for the state, with last one being restricted to a single locality. Descriptions, identification key for species, illustrations and images are presented.

Key words:
Brassicales; taxonomy; flora; Cynophalla; Northeastern Brazil

Introdução

Capparaceae abrange 25 gêneros e aproximadamente 480 espécies, das quais ca. 110 (~23%) de 18 gêneros estão distribuídas na região Neotropical (Cornejo & Iltis 2012Cornejo, X.; Mori, S.A.; Aguilar, R.; Stevens, H. & Douwes, F. 2012. Phytogeography of trees of the Osa Penisula, Costa Rica. Brittonia 64: 76-101.; Soares Neto et al. 2014Soares Neto, R.L.; Magalhães, F.A.L.; Tabosa, F.R.S.; Moro, M.F.; Costa e Silva, M.B. & Loiola, M.I.B. 2014. Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae. Rodriguésia65: 671-684.). Tem distribuição pantropical e ocorre com grande frequência em ambientes sazonalmente secos (Hall et al. 2002Hall, J.C.; Kenneth, J.S. & Iltis, H.H, 2002. Phylogeny of Capparaceae and Brassicaceae based on chloroplast sequence data. American Journal of Botany 89: 1826-1842.). Apresenta hábito arbóreo, arbustivo e raramente lianescente, folhas simples ou compostas 3-folioladas, brácteas florais decíduas, flores tetrâmeras e de antese noturna, estames exsertos, numerosos, ovário elevado por um ginóforo e frutos geralmente carnosos (Cornejo 2009). Agentes polinizadores e dispersores dessa família ainda são pouco conhecidos (Cornejo & Iltis 2012Cornejo, X.; Mori, S.A.; Aguilar, R.; Stevens, H. & Douwes, F. 2012. Phytogeography of trees of the Osa Penisula, Costa Rica. Brittonia 64: 76-101.).

Entre as espécies que se destacam pelo valor econômico, pode ser citadaCapparis spinosa L., a alcaparra, muito utilizada na alimentação humana, cujos botões florais e frutos são consumidos ao vinagrete (Cornejo &Iltis 2012Cornejo, X.; Mori, S.A.; Aguilar, R.; Stevens, H. & Douwes, F. 2012. Phytogeography of trees of the Osa Penisula, Costa Rica. Brittonia 64: 76-101.). Já Cynophalla flexuosa (L.) J.Presl é utilizada como forrageira para alimentação animal no Nordeste brasileiro (Almeida Netoet al. 2011Almeida Neto, J.X.; Andrade, A.P.; Lacerda, A.V.; Félix, L.P. & Silva, D.S. 2011. Crescimento e bromatologia do feijão-bravo (Capparis flexuosa L.) em área de Caatinga no Curimataú paraibano, Brasil. Revista Ciência Agronômica 42: 488-492.). O trapiá (Crateva tapia L.) é utilizado para arborização e recomposição de áreas degradadas e seus frutos são consumidos como refrescos ou bebidas vinosas (Lorenzi 2002Lorenzi, H. 2002. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 2. Instituto Plantarum, São Paulo. 368p.; Alves et al. 2012Alves, E.U.; Santos-Moura, S.S.; Moura, M.F.; Guedes, R.S. & Estrela, F.A. 2012. Germinação e vigor de sementes de Crateva tapia L. em diferentes substratos e temperaturas. Revista Brasileira de Fruticultura 34: 1208-1215.).

Para o Brasil são registrados 12 gêneros e 29 espécies, das quais 12 são endêmicas do país, destacando-se Colicodendron yco Mart. eNeocalyptrocalyx longifolium (Mart.) Cornejo & Iltis, espécies típicas da Caatinga (Costa e Silva 2002Costa e Silva M.B. 2002. Distribuição das espécies de Capparaceae na Caatinga. InSampaio, E.V.S.B.; Giulietti, A.M.; Vírginio, J. & Gamarra-Rojas, C.F.L. Vegetação e Flora da Caatinga. Recife: APNE/CNIP. 2002. Pp. 127-128.; Cornejo et al.2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). Estudos sobre Capparaceae no Brasil foram realizados para o Rio de Janeiro, por Carvalho (1959Carvalho, L.A.F. 1959. Capparidaceae do Rio de Janeiro. Rodriguésia 33-34: 329-338.) e Fuks & Costa e Silva (2000Fuks, R. & Costa e Silva, M.B. 2000. CapparisL. (Brassicaceae Burnett) do estado do Rio de Janeiro. Albertoa 1(Série Brassicales): 1-12.), que realizaram um tratamento florístico, e Costa e Silva (2014), que listou as espécies e o estado de conservação no Catálogo da Flora do Rio de Janeiro; para o Mato Grosso, por Dubs (1998Dubs, B. Capparaceae. 1998. Prodromus florae matogrossensis 3: 49-50.), que listou as espécies ocorrentes; para Pernambuco, por Costa e Silva (1995), que realizou um tratamento taxonômico do gênero Capparis L.; e Soares Netoet al. (2014Soares Neto, R.L.; Magalhães, F.A.L.; Tabosa, F.R.S.; Moro, M.F.; Costa e Silva, M.B. & Loiola, M.I.B. 2014. Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae. Rodriguésia65: 671-684.), que realizaram um tratamento florístico para o estado do Ceará.

Atualmente, são reconhecidas 1.343 espécies de angiospermas para o Rio Grande do Norte (Lista de Espécies da Flora do Brasil 2015) e, segundo Versieux et al. (2013Versieux, L.M.; Tomaz, E.C. & Jardim, J.G. 2013 . New genus and species records of Bromeliaceae in the Caatinga of Rio Grande do Norte state, northeastern Brazil: Orthophytum disjunctum L.B.Sm. (Bromelioideae) and Tillandsia paraibensis R.A. Pontes (Tillandsioideae). Check List 9: 663-665.), o estado possui uma flora pouco conhecida, com estudos escassos ou pontuais. Merecem destaque dois levantamentos sobre Leguminosae da Mata Atlântica (Queiroz & Loiola 2009Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gêneroChamaecrista Moench (Caesalpinoideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.; São-Mateuset al. 2013São-Mateus, W.M.B.; Cardoso, D.; Jardim, J.G.& Queiroz, L.P. 2013 . Papilionoideae (Leguminosae) na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Brasil. Biota Neotropica: 13 315-362.), estudos pontuais sobre Myrtaceae, Rubiaceae e Poaceae (Silva 2009Silva, J.O.N. 2009. A família Myrtaceae no Parque Estadual das Dunas do Natal-RN, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. 60p.; Mól 2010Mól, D.F.F. 2010. Rubiaceae em um remanescente de Floresta Atlântica no Rio Grande do Norte, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. 70p.; Oliveira et al.2014, respectivamente) e dois tratamentos florísticos sobre Turneraceae (Rocha et al.2012Rocha, L.N.G.; Melo, J.I.M. & Camacho, R.G.V. 2012. Flora do Rio Grande do Norte, Brasil: Turneraceae Kunth ex DC.. Rodriguésia 63: 1085-1099.) e Erythroxylaceae (Costa-Lima et al.2014Costa-Lima, J.L.; Loiola, M.I.B. & Jardim, J.G. 2014. Erythroxylaceae no Rio Grande do Norte, Brasil. Rodriguésia65: 659-671.).

O presente estudo objetiva o estudo florísticotaxonômico das Capparaceae na flora do Rio Grande do Norte, contribuindo para ampliar e complementar lacunas de conhecimento sobre a flora do estado, incluindo informações sobre a morfologia, chave de identificação para os táxons, distribuição geográfica, ecologia e conservação das espécies.

Material e métodos

Área de estudo

O estado do Rio Grande do Norte está localizado na Região Nordeste do Brasil, entre os intervalos de 4°−7° de latitude Sul e 34°−38° de longitude Oeste, apresentando uma extensão de 53.077,3 km², limitando-se ao oeste com o Ceará, ao sul com a Paraíba e a leste e ao norte com o Oceano Atlântico (SEPLAN 2013). A vegetação do estado está representada por Caatingas (Hiperxerófila, Hipoxerófila e Seridó), Cerrados, Florestas (Caducifólia, Subcaducifólia, Subperenifólia e Estacional Mista Dicótilo-Palmácea), Vegetação de Dunas, Vegetação de Restinga, Formações rupestres, Campos (de várzea e antrópicos), Manguezais, Desertos Salinos, Capoeiras e Vegetação Aquática (SUDENE 1971SUDENE. 1971. Levantamento exploratório Reconhecimento de solos do Rio Grande do Norte. Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste, Recife. 531p.).

Metodologia

Expedições de campo para observação, registro fotográfico e coleta de material foram realizadas no estado no período de maio de 2013 e abril de 2014. As coleções dos herbários ALCB, ASE, CEPEC, EAC, HUEFS, IPA, JPB, MOSS, UFRN e VIES, acrônimos segundo Thiers (2014Thiers, B. 2014 [continuously update]. Index Herbariorum: A global directory of public herbaria and associated staff. New York Botanical Garden's Virtual Herbarium. Disponível em <Disponível emhttp:// sweetgum.nybg.org/ih/ >. Acesso em 30 abril 2014.
http:// sweetgum.nybg.org/ih/...
), foram consultadas para verificar dados de distribuição geográfica e para comparação e identificação dos espécimes da área de estudo. As descrições e as análises morfológicas se basearam nos materiais coletados no estado, porém quando as amostras eram insuficientes foram utilizados materiais adicionais de outros estados do Brasil. Para a ausência de alguma estrutura morfológica em algumas espécies utilizou-se o termo "não observado". Apenas para o gêneroCynophalla (DC.) J.Presl foi elaborada uma descrição genérica, por estar representado na área de estudo por mais de uma espécie.

A terminologia utilizada para a descrição dos caracteres morfológicos seguiuRadford et al. (1974Radford, A.E.; Dickson, W.C. & Massey, J.R. 1974. Vascular Planty Systematics. Harper & Row, New York. 891p.) e para os frutos, Spjut (1994Spjut, R.W. 1994. A systematic treatment of fruit types. Vol. 70. The New York Botanical Garden Press, New York. 187p. ). As abreviaturas dos autores dos táxons estão de acordo com oIPNI (2015)IPNI. 2015. The International Plant Names Index. Disponível em <Disponível em http://www.ipni.org >. Acesso em 10 março 2015.
http://www.ipni.org...
. Para a classificação da vegetação onde as espécies ocorreram considerouse a proposta de Thomas & Barbosa (2008Thomas, W.W. & Barbosa, M.R.V. 2008. Natural vegetation types in the Atlantic costal forest of Northeastern Brazil. Memoirs of the New York Botanical Garden 100: 1-20.) para a Mata Atlântica e a da SUDENE (1971)SUDENE. 1971. Levantamento exploratório Reconhecimento de solos do Rio Grande do Norte. Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste, Recife. 531p. para a Caatinga. Os períodos de floração e frutificação foram obtidos dos rótulos das exsicatas analisadas. A lista de exsicatas examinadas segue a ordem de apresentação: coletor, número de coleta e espécie segundo a apresentação no texto.

Resultados e Discussão

Para o Rio Grande do Norte foram registradas seis espécies de Capparaceae pertencentes a cinco gêneros: Capparidastrum (DC.) Hutch. (1); Crateva L. (1); Cynophalla (DC.) J.Presl (2); Mesocapparis

(Eichler) Cornejo & Iltis (1) e Neocalyptrocalyx Hutch. (1).Capparidastrum frondosum (Jacq.) Cornejo & Iltis eMesocapparis lineata (Dombey ex. Pers.) Cornejo & Iltis são novas ocorrências para o estado e todas as espécies ocorrem em pelo menos uma Unidade de Conservação.

Apenas Crateva tapia L. e Neocalyptrocalyx longifolium (Mart.) Cornejo & Iltis ocorreram associadas apenas à Caatinga, enquanto Mesocapparis lineata é conhecida até o presente por apenas uma coleta na Mata Atlântica. Capparidastrum frondosum, Cynophalla flexuosa (L.) J.Presl e C. hastata (Jacq.) J.Presl ocorreram tanto na Caatinga quanto na Mata Atlântica, sendo as duas últimas às espécies mais amplamente distribuídas no estado.

Capparaceae Juss., nom. cons.

Chave de identificação das Capparaceae ocorrentes no Rio Grande do Norte

Ramos glabros ou com tricomas simples.

Folhas 3-folioladas; pétalas unguiculadas; fruto anfisarca, globoso .....................2. Crateva tapia 2'. Folhas simples; pétalas não unguiculadas; fruto cápsula folicular, cilíndrico ou estreito-linear.

Folhas trísticas, geralmente congestas no ápice ou formando verticilos ao longo do ramo; lâmina 20−25 cm compr.; nectários ausentes nas axilas foliares; cálice com prefloração valvar .......................................................................................1.Capparidastrum frondosum

3'. Folhas dísticas, distribuídas ao longo dos ramos; lâmina 4,8 ̶ 10 cm compr.; nectários presentes nas axilas foliares; cálice com prefloração imbricada (Cynophalla)

Folhas com ápice agudo ou acuminado; botão floral globoso; filetes totalmente brancos

.................................................................................................... 3. Cynophalla flexuosa

4'. Folhas com ápice arredondado ou emarginado; botão floral capitado; filetes com a base

vinácea e ápice branco .................................................................4.Cynophalla hastata

1'. Ramos com tricomas estrelados.

Liana; folhas ovadas ou subcordadas; flores solitárias ............................ 5. Mesocapparis lineata 5'. Árvore ou arbusto; folhas lineares ou lanceoladas; flores em racemos ..........................................

......................................................................................................6.Neocalyptrocalyx longifolium

Árvores ou arbustos, raramente lianas. Ramos lenhosos, glabros ou pilosos, tricomas simples ou estrelados. Estípulas, se presentes, intrapeciolares. Folhas simples ou raro compostas 3-folioladas, alternas, às vezes congestas no ápice dos ramos, raramente opostas, às vezes nectários presentes nas axilas foliares. Inflorescência racemosa, corimbosa ou flores solitárias, terminal ou axilar; brácteas 1−2, basais. Botão floral globoso ou capitado, raro formando uma caliptra. Flores actinomorfas, tetrâmeras, pediceladas; cálice com prefloração valvar ou imbricada, sépalas 4, dispostas em um ou dois verticilos, livres ou parcialmente fusionadas, iguais ou de tamanhos diferentes, às vezes nectários presentes na base. Pétalas 4, livres, imbricadas, lanceoladas ou obovadas, ápice arredondado, caducas. Estames 20 a 150, livres, centrífugos; filetes geralmente maiores que as pétalas, glabros a levemente pilosos na base; anteras rimosas, basifixas ou dorsifixas, introrsas. Ginóforo cilíndrico, glabro a piloso; ovário 2-carpelar, 1−2-locular, cilíndrico, fusiforme a globoso, placentação parietal, 2 placentas, óvulos numerosos; estigma séssil, discoide. Fruto cápsula folicular, anfisarca ou peponídeo, deiscente ou indeiscente, estipitado, globoso, ovoide, alongado, às vezes toruloso, moniliforme, glabro ou piloso; sementes 1-muitas, reniformes ou elipsoides, testa membranácea ou rija; embrião conduplicado.

1. Capparidastrum frondosum (Jacq.) Cornejo &

Iltis, Harvard Pap. Bot. 13(2): 232. 2008.

Figs. 1a, 2a-b

Arvoretas ou arbustos até 4 m alt.; ramos glabros. Estípulas 1,5 × 0,5 mm, triangulares. Folhas alternas trísticas, geralmente congestas no ápice ou formando verticilos ao longo do ramo, simples; pecíolo 3-9 cm compr., ocasionalmente com pulvino, glabro; lâmina 20−25 × 6−8 cm, elíptica, ápice acuminado ou caudado, base cuneada, margem inteira, glabra; nectários ausentes nas axilas foliares. Corimbo terminal ou subterminal; bráctea floral não observada. Botões florais 0,6−1 × 0,3−0,4 cm, globosos, glabros. Cálice com prefloração valvar; sépalas 2−4 × 1−3 mm, em um verticilo, arredondadas, glabras, nectários presentes na base. Pétalas 0,5−1 × 0,4−0,7 cm, brancas, elípticas. Estames 50−80; filetes 1,1−1,3 cm compr., base vinácea e ápice branco, glabros; anteras 2 × 0,5 mm, oblongo-elípticas, dorsifixas. Ginóforo 0,4−0,9 cm compr., glabro; ovário 2−3 × ca. 1 mm, unilocular, cilíndrico, glabro; estigma ca. 0,5 mm compr., discoide. Fruto cápsula folicular, 5,2−8,3 × 1,1−2 cm, vinácea, cilíndrica, alongada, levemente moniliforme; semente 0,5 ̶1,3 × 0,5 ̶1 cm, reniforme.

Material examinado: Baía Formosa, Mata Estrela,

6°22'40"S, 35°01'22"W, 9.III.2012, bot., W.M.B. SãoMateus et al. 100 (UFRN); Martins, trilha partindo da cidade, 6°05'64"S, 37°53'56"W, 30.X.2011, fr., J.G. Jardim et al. 6127 (UFRN); Natal, Parque Estadual das Dunas de Natal, trilha da Peroba, 5°42'20"S, 35°12'43"W, 16.II.2012, bot., W.M.B. São-Mateus et al. 45(UFRN); Tibau do Sul, Parque Estadual da Mata de Pipa-PEMP, trilha a partir do povoado de Pipa, 6º14'45"S, 35º03'20"W, 7.XII.2014, bot. e fl., J.G. Jardim et al. 6776 (UFRN).

Essa espécie é amplamente distribuída nas Américas (Cornejo et al. 2012Cornejo, X.; Mori, S.A.; Aguilar, R.; Stevens, H. & Douwes, F. 2012. Phytogeography of trees of the Osa Penisula, Costa Rica. Brittonia 64: 76-101.). No Brasil, ocorre nas Regiões Nordeste (Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia), Norte (Amazonas, Pará), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná), em Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila e Restinga (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). No Rio Grande do Norte ocorre na Caatinga hipoxerófila, Floresta Estacional Semidecidual e na Restinga, associada ao sub-bosque. Registrada no Parque Estadual Dunas do Natal, Parque Estadual da Mata da Pipa e RPPN Mata Estrela. Coletada com flores em fevereiro, março e dezembro e com frutos em outubro e dezembro.

Figura 1
a. Capparidastrum frondosum - flores. b.Crateva tapia - detalhe dos ramos com inflorescências. c. Cynophalla flexuosa - flor. d. Cynophalla hastata - ramo com flor. e.Neocalyptrocalyx longifolium - inflorescência com botões florais e flor aberta. Fotos: Edweslley Moura (a), R. Soares Neto (b,d), Jomar Jardim (c,e).
Figure 1
a. Capparidastrum frondosum – flowers. b. Crateva tapia – detail of branches with inflorescences. c. Cynophalla flexuosa – flower. d. Cynophalla hastata – branch with flower. e. Neocalyptrocalyx longifolium – inflorescence with buds and open flower. Photos: Edweslley Moura (a), R. Soares Neto (b,d), Jomar Jardim (c,e).

As populações encontradas em Floresta Estacional Semidecidual e Restinga apresentam filotaxia trística, pecíolos curtos (até 3 cm compr.) e sem pulvino, enquanto na caatinga, apresentam folhas congestas no ápice do ramos, com pecíolos longos (até 9 cm compr.) com pulvinos.

2. Crateva tapia L., Sp. Pl. 1: 444. 1753.

Fig. 1b

Árvore 4−8 m alt.; ramos glabros. Estípulas ausentes. Folhas alternas espiraladas, compostas 3-folioladas; pecíolo 6,2−9,8 cm compr., glabro. Folíolos 8,2−11,4 × 4,6−5,8 cm; peciólulo 0,8−1,5 cm compr.; lâmina elíptica ou ovada, ápice acuminado ou cuspidado, base obtusa, margem inteira, glabra. Racemo axilar ou terminal; brácteas não observadas. Botões florais não observados. Cálice com prefloração valvar; sépalas 3−5 × 1−3 mm, em um verticilo, lanceoladas, glabras, nectários presentes na base. Pétalas brancas, unguiculadas, unha 0,5−0,8 mm compr., lâmina 0,7−1,6 × 0,6−1 cm, elíptica. Estames 28−40; filetes 2−2,5 cm compr., vináceos, glabros; anteras 0,4−0,5 × ca. 0,1 mm, oblongas, basifixas. Ginóforo 3,1−3,6 cm compr., glabro; ovário 2−5 × 1-1,5 mm, unilocular, globoso, glabro; estigma ca. 1 mm compr., discoide. Fruto anfisarca, 2−2,7 × 1,6−3 cm, globosa, alaranjada; semente 1 ̶ 1,5 × 0,6 ̶ 1 cm, reniforme.

Material examinado: Caicó, Sítio Penedo, 28.I.2007, fl. e fr., A.A. Roque 429 (UFRN); Florânia, Serra da Garganta, 6°06'24"S, 36°53'43"W, 27.II.2011, fr., A.C.P. Oliveira et al.1262 (UFRN); Martins, Hotel Sabino, na mata do hotel, 6°05'14"S, 37°54'33"W, 11.X.2008, fl.,R.C. Oliveira 2316 (MOSS); Santa Cruz, na estrada próximo ao açude da cidade, 6°13'14"S, 36°03'12"W, 22.II.2014, fl., R.L. Soares Neto et al. 84 (UFRN); Sítio Novo, APA Pedra de São Pedro, 6°07'33"S, 35°56'4"W, 23.II.2014Soares Neto, R.L.; Magalhães, F.A.L.; Tabosa, F.R.S.; Moro, M.F.; Costa e Silva, M.B. & Loiola, M.I.B. 2014. Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae. Rodriguésia65: 671-684., fl., R.L. Soares Neto 97 (UFRN). Ocorre desde o México até a Argentina (Cornejo & Iltis 2008Cornejo, X. & Iltis, H.H. 2008. Two New Genera of Capparaceae:Sarcotoxicum and Mesocapparis stat. nov., and the reinstatement of Neocalyptrocalyx. Harvard Papers in Botany 13: 103-116.). É uma espécie amplamente distribuída no Brasil, ocorrendo nas Regiões Norte

(Acre, Aamazonas, Pará), em todos os estados da Região Nordeste e no Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo), em vegetação de Caatingas.s., Carrasco e Floresta Ciliar (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). No Rio Grande do Norte ocorre em Caatinga hipoxerófila e Seridó, Floresta Cliar e Floresta Estacional Semidecidual, geralmente associada a corpos d'água. Registrada na APA Pedra de São Pedro. Coletada com flores em janeiro, fevereiro e outubro, e com frutos em janeiro e fevereiro.

É facilmente reconhecida devido às folhas compostas trifolioladas, sendo a única dentre as Capparaceae registradas no Brasil com essa característica.

Cynophalla (DC.) J.Presl, Prir. Rostl. 2: 275. 1825.

Árvores ou arbustos, geralmente escandentes. Ramos glabros ou revestidos por tricomas simples. Folhas simples, alternas, dísticas, distribuídas ao longo dos ramos, nectários nas axilas foliares e raque. Inflorescência em corimbo. Cálice com prefloração imbricada, sépalas em dois verticilos, nectários ausentes. Pétalas obovadas, não unguiculadas, caducas, nectários presentes na base. Estames 80 ̶150. Ovário uni-bilocular, glabro; estigma séssil, discoide. Fruto cápsula folicular, cilíndrica, geralmente torulosa.

3. Cynophalla flexuosa (L.) J.Presl, Prir. Rostlin

Aneb. Rostl. 2: 275. 1825. Figs. 1c, 2c

Árvores ou arbustos 2−5 m alt.; ramos glabros ou levemente pilosos. Estípulas 1 × 0,5 mm, triangulares. Folhas com pecíolo 0,5−1 cm compr., glabro; lâmina 4,8−10 × 2,9−7 cm, elíptica ou ovada, ápice agudo ou acuminado, base arredondada, margem inteira, glabra; nectários 1−2 × 1−1,5 mm, 1−3 na raque, turbinados ou globosos. Corimbo axilar e/ou terminal; bráctea não observada. Botão floral 1,5−2,6 × 0,5−0,9 cm, globoso, glabro. Sépalas externas 4,5−5 × ca. 5 mm, as internas 5,5−6 × 5−6 mm, côncavas, glabras. Pétalas 0,8−2 × 0,7−1 cm, brancas ou cremes. Estames 100-150; filetes 1,2−3,4 cm, brancos, pilosos na base; anteras 2,5−3 mm, estreitamente oblongas, dorsifixas. Ginóforo 1−2,5 cm compr., glabro; ovário 3−6 × ca. 2 mm, cilíndrico-linear. Fruto moniliforme, 4,5−8,7 × 0,5−1,3 cm; semente 0,6−0.8 × 0,3−0,5 cm, elipsoide ou ovoide.

Material examinado: Ceará-Mirim, Fazenda Diamante, 5°35'25"S, 35°25'51"W, 14.III.2012, fr., A.A. Roque et al. 1276 (UFRN); Natal, Parque das Dunas, Via Costeira, próximo ao Hotel Pestana Natal, 5°50'37"S, 35°10'58"W, 8.II.2014, bot., R.L. Soares Neto 83 (UFRN); Nísia Floresta, Dunas da Praia de Búzios, 20.III.2008, fr., F.S.R. Sousa 01(UFRN); São Bento do Norte, 5°03'18"S, 35°56'02", 1.I.2014, fl., A. Ribeiro. 345 (UFRN); Tibau do Sul, Pipa, área pertencente ao SPA da Alma, 6°14'36"S, 35°02'23"W, 9.IX.2013, bot. e fr., E.O. Moura et al. 111 (UFRN).

Figura 2
a,b. Capparidastrum frondosum - frutos. c.Cynophalla flexuosa - frutos torulosos. d,e. Cynophalla hastata - frutos (cilíndricos) abertos, expondo as sementes. f. Neocalyptrocalyx longifolium - fruto imaturo. Fotos: Jomar Jardim (a,b,c,d,e) e R. Soares Neto (f).
Figure 2
a, b. Capparidastrum frondosum – fruits. c. Cynophalla flexuosa – fruits toruloses. d, e. Cynophalla hastata – fruits cylindric, open fruits exposing the seeds. f. Neocalyptrocalyx longifolium – young fruit. Photos: Jomar Jardim (a,b,c,d,e) e R. Soares Neto (f).

Cynophalla flexuosa ocorre dos Estados Unidos à Argentina (Costa e Silva 1995Costa e Silva M.B. 1995. Estudos taxonômicos sobre o gêneroCapparis L. (Capparaceae Juss.) em Pernambuco. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife. 163p.). No Brasil, apresenta ampla distribuição nas Regiões Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia), Nordeste, Sudeste, Centro-oeste (Mato Grosso, Mato Grosso Sul) e Sul (Paraná, Santa Catarina) e ocorre em Caatinga s.s., Carrasco, Restinga, Floresta Estacional Semidecidual e Decidual (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). Na Caatinga ocorre em Caatinga cristalina e sedimentar, Inselbergs, Mata Ciliar e no Agreste (Moro et al.2014Moro, M.F.; Lughadha, E.N.; Filer, D.L.; Araújo, F.S. & Martins, F.R. 2014. A catalogue of the vascular plants of the Caatinga Phytogeographical Domain: a synthesis of floristic and phytosociological survey. Phyotaxa 160: 1-118.). No Rio Grande do Norte é encontrada em Caatinga hiperxerófila, Restinga, Floresta Estacional Semidecidual e Decidual. Registrada no Parque Estadual Dunas do Natal, Parque Estadual da Mata da Pipa e RDS Estadual Ponta do Tubarão. Coletada com flores de janeiro a março e em julho e com frutos de janeiro a julho e em dezembro.

Cynophalla flexuosa é comumente confundida com C. hastata, principalmente em materiais herborizados. Entretanto,C. flexuosa apresenta folhas elípticas ou ovadas, com ápice agudo a acuminado (vs. folhas oblongas, com ápice arredondado ou emarginado) e estames brancos (vs. estames com base vinácea e ápice branco). Embora seus frutos apresentem dimensões similares, os frutos deC. flexuosa tendem a ser mais longos, estreitos e moniliformes (Figura 2c), enquanto os deC. hastata tendem a ser mais curtos, robustos e levemente moniliformes (Figura 2d-e).

4. Cynophalla hastata (Jacq.) J.Presl. Prir. Rostlin

Aneb. Rostl. 2: 275. 1825. Figs. 1d, 2d-e

Árvores ou arbustos 2-3,5 m alt.; ramos glabros. Estípulas menores do que 1 mm, triangulares. Folhas com pecíolo 0,3-0,7 cm compr., glabro; lâmina 5−8,2 × 2,7−7,1 cm, elíptica ou oblonga, ápice arredondado ou emarginado, base arredondada, margem inteira, glabra; nectários ca. 1 × 0,5 mm, e 3-5 na raque, globosos ou cordiformes. Corimbo axilar e/ou terminal; brácteas não observadas. Botão floral 1,8-2 × 0,8-1 cm, capitado, glabro. Sépalas em dois verticilos, as externas 5 - 8 × 3-5 mm, as internas 5-10 × 7-9 mm, arredondadas, glabras. Pétalas 1,2-2 × 0,7-1,2 cm, cremes. Estames 80 - 100; filetes 2,7-4 cm compr., base vinácea e ápice branco, pilosos na base; anteras 3-5 mm compr., recurvadas, basifixas. Ginóforo 3,5-5 cm compr., glabro; ovário 6,5-8 × ca. 1 mm, cilíndrico. Fruto levemente moniliforme, 5-11 × 1,3-1,5 cm; semente 1 ̶ 1,5 × 0,7 ̶ 1 cm, elipsoide.

Material examinado: Acari, Sítio Talhado, 6°20'39"S, 36°36'42"W, 26.II.2011, fr.,J.L. Costa-Lima et al. 419 (UFRN); Florânia, Serra da Garganta, 6°06'24"S, 36°53'43"W, 27.II.2011, fr., A.C.P. Oliveira et al. 1260 (UFRN); João Câmara, Comunidade de Cauassu, 5°41'60"S, 36°14'40"W, 25.V.2013, fr., R.L. Soares Neto et al. 49 (UFRN); Jucurutu, RPPN Stoessel de Britto, 22.IX.2007, bot., A.A. Roque 306 (UFRN); Mossoró, Distrito de Alagoinha, Fazenda Experimental Rafael Fernandes, 5°03'07"S, 37°23'46"W, 1.XII.2006, bot. e fl., M.L. Silva 176 (MOSS); São Bento do Trairi, estrada para o Sítio Camelo, 6°20'26"S, 36°06'49"W, 22.II.2014, fl., R.L. Soares Neto 91(UFRN); Santa Cruz, estrada Santa Cruz-Sítio Novo, 6°11'57"S, 35°59'18"W, 23.II.2014, fr., R.L. Soares Neto 94 (UFRN).

Ocorre nas Antilhas Menores, Haiti, Porto Rico, Ilhas Virgens, Trinidad, Curaçao, Colômbia e Venezuela (Al-Shehbaz 1988Al-Shehbaz, I. 1988. Capparaceae. Flora of the Lesser Antilles Leeward and Windward Islands, v. 4, pp. 293-310.). No Brasil, está restrita apenas à Região Nordeste, exceto o estado do Maranhão (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). No Rio Grande do Norte é encontrada em vegetação de caatinga hiper e hipoxerófila e no seridó, além de floresta ciliar. Registrada na RPPN Stoessel de Britto. Coletada com flores em fevereiro, setembro e dezembro e com fruto em fevereiro e maio.

5. Mesocapparis lineata (Pers.) Cornejo & Iltis.

Harvard Pap. Bot. 13(1): 115. 2008.Fig. 3

Liana até 5 m alt.; ramos, pecíolo e face abaxial das folhas revestidos por tricomas estrelados. Estípulas ausentes. Folhas alternas dísticas, simples; pecíolo 1,6−2,3 cm compr.; lâmina 3,7−5,5 × 8−9 cm, ovada ou subcordada, ápice agudo ou acuminado, base arredondada ou subcordada, margem inteira, glabrescente na face adaxial. Botão floral 1−1,5 × ca. 0,5 cm, globoso. Flores solitárias, axilares. Cálice com prefloração imbricada; sépalas em dois verticilos, as externas 5−8 × 3−6 mm, as internas 9−10 × 6−8 mm, ovadas, pilosas, nectários presentes na base. Pétalas 1−1,2 × 0,8−1 cm, brancas, obovadas. Estames 20-30; filetes 1,5−2 cm compr., brancos, glabros; anteras 2−2,5 mm compr., recurvadas, basifixas. Ginóforo 1,8−2 cm compr., glabro; ovário 3,5−5 × ca. 2 mm, botuliforme, unilocular, tomentoso; estigma discoide. Fruto peponídeo 6−8,5 × 3−4 cm, marrom, oblongo, piloso; semente 0,6 ̶ 1 × 0,4 ̶ 0,7 cm, reniforme.

Material examinado: Tibau do Sul, Parque Estadual da Mata da Pipa, 6°11'13"S, 35°05'31"W, 26.III.2014, R.L. Soares Neto et al. 107(UFRN).

Material adicional examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Conceição da Barra, Área 126 da Aracruz Celulose S.A., 02.XII.1992, fl., O.J.Pereira. 4280 (VIES); Linhares, Comboios, 19.X.1993, bot.,O.J.Pereira5123 (VIES); Vitória, Reserva Ecológica de Camburi, 9.III.1990, fr., P.C. Vinha (VIES 4315).

Mesocapparis lineata é endêmica do Brasil com registros nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Piauí e Maranhão (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). No Rio Grande do Norte foi registrada em Floresta Estacional Semidecidual e no Parque Estadual da Mata da Pipa. Não foi possível afirmar o período de floração e frutificação desta espécie no RN, pois é conhecida de apenas uma coleta estéril.

Distingue-se das demais espécies pelo hábito lianescente, sendo a única das Capparaceae brasileiras com essa característica (Cornejo et al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
).

6. Neocalyptrocalyx longifolium (Mart.) Cornejo & Iltis. Harvard Pap. Bot. 13(1): 111. 2008Cornejo, X. & Iltis, H.H. 2008. Two New Genera of Capparaceae:Sarcotoxicum and Mesocapparis stat. nov., and the reinstatement of Neocalyptrocalyx. Harvard Papers in Botany 13: 103-116..

Figs. 1e, 2f

Figura 3
Mesocapparis lineata - a. ramo florífero. b. detalhe do ovário com tricomas simples. c. fruto em secção longitudinal (a-b. O.J. Pereira 2897; c.P.C. Vinha s.n. VIES 4315)
Figure 3
Mesocapparis lineata – a. floriferous branch. b. detail of ovary with simple trichomes. c. fruit in longitudinal section (a-b. O.J. Pereira 2897; c. P.C. Vinhas s.n. VIES 4315).

Árvore ou arbusto até 2,5 m alt.; ramos, pecíolos, face abaxial das folhas, bráctea e sépalas revestidos por tricomas estrelados. Estípulas ausentes. Folhas alternas espiraladas, simples; pecíolo 0,2−0,5 cm compr.; lâmina 8,5−12,3 × 0,7−1,5 cm, linear ou lanceolada, ápice caudado, base emarginada, margem inteira, glabrescente na face adaxial. Racemo terminal; bráctea única 4−5 × ca. 1 mm, linear-subulada. Botão floral 1−1,4 × 0,3−0,5 cm, globoso, formando uma caliptra. Cálice com prefloração imbricada; sépalas em dois verticilos, as externas 6−9 × 5−6 mm, as internas 4−6 × 3−5 mm, largamente ovadas, côncavas ou não. Pétalas 0,8−1 × 0,6−0,7 cm, cremes, obovadas. Estames 50−70; filetes 2,5−2,9 cm compr., brancos, glabros; anteras 1,2−1,5 × ca. 0,5 mm, reniformes, dorsifixas. Ginóforo 2−2,8 cm compr.; ovário 3−3,5 × 5,2−6 mm, botuliforme, unilocular, glabro; estigma séssil, discoide. Fruto anfisarca 3,8−7,5 × 1−3,5 cm, amarelo na maturidade, oblongo; semente 1,3 ̶ 2 × 2, 2,3 cm, reniforme.

Material examinado: Bento Fernandes, Serra da Cachoeira do Sapo, 5°42'51"S, 35°53'51"W, 8.II.2012, bot., J.L. Costa-Lima 616 (UFRN); Campo Redondo, Fazenda Malhadas Vermelhas, 6°11'11"S, 36°07'29"W,

31.V.2012, fr., A.A. Roque et al. 1397 (UFRN); CerroCorá, Margem da estrada Cerro-Corá, 28.III.1982, bot., A. Fernandes (EAC 11158); João Câmara, Comunidade Cauaçu, 5°34'15"S, 35°52'45", 25.V.2013, fl.,R.L. Soares Neto et al. 48 (UFRN); Sítio Novo, APA Pedra de São Pedro, 6°07'31"S, 35°56'44"W, 23.II.2014Soares Neto, R.L.; Magalhães, F.A.L.; Tabosa, F.R.S.; Moro, M.F.; Costa e Silva, M.B. & Loiola, M.I.B. 2014. Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae. Rodriguésia65: 671-684., bot. e fr., R.L. Soares Neto 98 (UFRN).

Espécie endêmica do Brasil, ocorrendo apenas na Região Nordeste, nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, em Caatinga s.s., Cerrado s.l. e Floresta Estacional Semidecidual (Cornejoet al. 2015Cornejo, X.; Maciel, J.R.; Marques, J.S.; Soares Neto, R.L.; Costa-e-Silva, M.B. 2015. Capparaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <Disponível em http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100861 >. Acesso em 8 março 2015.
http://floradobrasil. jbrj.gov.br/jabot/...
). No Rio Grande do Norte foi registrada na Caatinga hiper e hipoxerófila e na APA Pedra de São Pedro. É utilizada como forrageira, para alimentação, uso abortivo e veterinário (Trindade 2013Trindade, M.R.O. 2013 . Uso e disponibilidade da vegetação lenhosa em comunidades rurais no Rio Grande do Norte e Paraíba, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. 88p.) e, em Cerro-Corá (RN), há relatos de que raposas e o veado-catingueiro se alimentam de seus frutos (J.C. Souza Jr., com. pess.). Coletada com flores de janeiro a março e em maio, julho e outubro e com frutos, de janeiro a, março e em maio e outubro.

Diferencia-se das outras espécies devido à lâmina foliar estreita (0,7−1,5 cm de largura) e pelos botões florais formarem uma caliptra.

Agradecimentos

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a bolsa concedida ao primeiro autor. Ao Programa PPBIO Semiárido, o financiamento de expedições a campo (Processo n. 457427/2012-4) . Aos curadores (N. Roque, A.P. Prata, A.A. Amorim, M.I.B. Loiola, L.P. Queiroz, R. Pereira, M.R.V. Barbosa, L.O.F. Sousa e L.D. Thomaz) e equipes dos herbários consultados (ALCB, ASE, CEPEC, EAC, HUEFS, IPA, JPB, MOSS e VIES). Ao editor (José F. A. Baumgratz) e os revisores anônimos, as importantes sugestões. A Edweslley Moura, as imagens concedidas. A Rhudson Henrique Cruz, a confecção das pranchas .

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  • 2
    Lista de exsicatas A. Almeida 7021(4); A. Fernandes EAC 5684(6), EAC 11158(6); A. Ribeiro 345(3); A.A. Roque 261(4), 306(4), 343(3), 429(2), 1210(6), 1276 (3), 1397(6), 1481(6); A.C.P. Oliveira 1260(4), 1262(2); D.F. Torres 205(2); E.O. Moura 111(3); F.S.R. Sousa 1(3); J.G. Jardim 5926(4), 6127(1), 6402(1); J.L. Costa-Lima 66(3), 419(4), 616(6); J.S. Carvalho Jr. 18(6); L.A. Cestaro 76(3); M.A. Targino 50(6); M.A.G. Paiva 50(4), 61(4); M.B. Sousa 91(3); M.I.B. Loiola 1035(3), 1068(4), 1189(3); M.L. Silva 176(4); M.M. Antunes EAC 18691(4); M.R.O. Trindade 47(6), 62 (4), 87(6); N. Oliveira UFRN 192(3); O.J. Pereira 2897(5), 4280(5), 4468(5), 5123(5); P.C. Vinha VIES 4315(5); R.C. Oliveira 2135(4), 2316(2); R.L. Soares Neto 48(6), 49(4), 66 (1), 84(2), 83(3), 87(3), 91(4), 92(3), 94(4), 97(2), 98(6), 99(3), 105(4), 107(5); V.R.R. Sena 201(3); W.M.B. São-Mateus 45(1), 100(1).
  • 1
    * Parte da dissertação de Mestrado do primeiro autor.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    July-Sep 2015

Histórico

  • Recebido
    03 Jul 2014
  • Aceito
    11 Maio 2015
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