Esta conferência examina o “Grande Embaralhamento Simbólico” em curso nos Estados Unidos e em outros contextos nacionais, tomando como eixo analítico os processos de reconhecimento e estigmatização. A partir de uma abordagem comparativa e multiescalar, o texto analisa como fronteiras simbólicas e sociais são produzidas, contestadas e transformadas por lideranças políticas, instituições, produtores culturais, movimentos sociais e grupos marginalizados. O argumento central é que a desigualdade não se reproduz apenas por meio da exploração econômica ou da dominação simbólica, mas também por processos culturais que definem quem merece dignidade, pertencimento e valorização social. Com base em pesquisas anteriores e em trabalhos em andamento, a conferência discute as narrativas inclusivas produzidas por agentes culturais, as estratégias de reconhecimento mobilizadas por jovens trabalhadores nos Estados Unidos e as tensões entre trabalho, território e responsabilidade ambiental entre povos indígenas no Canadá. Ao final, sustenta-se que o reconhecimento não deve ser entendido como um jogo de soma zero, mas como dimensão fundamental para construção de sociedades mais inclusivas.
Palavras-chave
reconhecimento; estigmatização; desigualdade; fronteiras simbólicas; processos culturais
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