Open-access A questão regional no pensamento de Antonio Gramsci e Celso Furtado

Resumo

Este artigo analisa a questão regional na interpretação de dois intelectuais do século XX: Antonio Gramsci e Celso Furtado. Na primeira parte, aborda o enfoque da questão do Mezzogiorno na Itália por Gramsci; na segunda, trata da leitura de Furtado acerca da questão do nordeste no Brasil. Na última parte, procede-se a um paralelo entre os dois autores, apontando semelhanças e diferenças entre suas interpretações e projetos.

questão regional; Antonio Gramsci; Celso Furtado.


Abstract

This article analyses the topic of regional difficulty in the interpretation of two intellectuals of 20th century: Antonio Gramsci and Celso Furtado. The first part is about Gramsci's analysis of the Mezzogiorno problem in Italy; in the second part, it deals with Furtado's work on the Northeastern problem in Brazil. Lastly, the article makes a comparison between the two authors, pointing out similarities and differences over their interpretations and projects.

regional problem; Antonio Gramsci; Celso Furtado.


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1

A publicação completa mais recente, no Brasil, dos cadernos da prisão de Gramsci é de 2004: GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho; co-edição de Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. 6 v., 3a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

2

COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci. Um estudo sobre o seu pensamento político. Rio de Janeiro: Campus, 1989, p. 77. Segundo Coutinho, a libertação de Gramsci foi uma manobra de Mussolini, para evitar que ele morresse como prisioneiro do fascismo, haja vista o fato de sua saúde já estar bastante debilitada quando de sua libertação.

3

FURTADO, Celso. Celso Furtado: obra autobiográfica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997, 3 v., v. 1, pp. 9-14.

4

FURTADO, Celso. A operação Nordeste. Rio de Janeiro: ISEB, 1959, e GTDN. Uma política de desenvolvimento econômico para o Nordeste. In: TAMER, Alberto. O mesmo Nordeste. São Paulo: Herder, 1968, pp. 173-232.

5

"Furtado explicou nosso atraso, diz economista". Folha de São Paulo. São Paulo, 28 nov. 2004, p. A 10. GRAMSCI, Antonio. A questão meridional. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

6

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit.

7

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 164. Nesse trecho, Gramsci se refere aos velhos intelectuais do sul da Itália.

8

Autores como Carlos Nelson Coutinho e Hugues Portelli rejeitam veementemente interpretações que afirmam ter Gramsci saí-do dos marcos do marxismo, ou então, como quer Norberto Bobbio, ter colocado a primazia na superestrutura. Ver: COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre o seu pensamento político, op. cit. e PORTELLI, Hugues. Gramsci e o bloco histórico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

9

COUTINHO, Carlos Nelson, op. cit., pp. 8-9.

10

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta. A favor de Gramsci. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977, p. 103.

11

Gramsci dedicou muito de suas reflexões ao Risorgimento. Cf. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho; co-edição de Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, v. 5, pp. 13-128, ver especialmente pp. 62-65; MACCIOCCHI, Maria-Antonietta, op. cit., p. 114; COUTINHO, Carlos Nelson, op. cit., pp. 67-74.

12

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 154.

13

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta, op. cit., pp. 113-114.

14

As expressões "Campo Político" e "Campo Ideológico" são do próprio Gramsci. Entendemos que, a julgar pelo sentido em que elas estão utilizadas, poderiam ser substituídas pelos conceitos de "Sociedade Política" e "Sociedade Civil", categorias que Gramsci desenvolveria, posteriormente, na prisão. Cf. GRAMSCI, Antonio. Maquiavel, a política e o Estado Moderno. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.

15

PORTELLI, Hugues, op. cit., pp. 157-158.

16

Esses conceitos seriam aprofundados nos Cadernos, já na prisão. Em A Questão Meridional, os dois tipos de intelectuais são colocados com outros nomes. Cf. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho; co-edição de Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, v. 1, pp. 93126 e GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. 7 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.

17

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 155.

18

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional , op. cit., p. 155.

19

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta. A favor de Gramsci, op. cit., p. 113.

20

PORTELLI, Hugues. Gramsci e o bloco histórico, op. cit., p. 122.

21

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., pp. 161-162.

22

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 77.

23

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 139.

24

COUTINHO, Carlos Nelson, op. cit., p. 69.

25

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., pp. 139-140.

26

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p.146.

27

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta. A favor de Gramsci, op. cit., p. 134.

28

GRAMSCI, Antonio. A questão meridional, op. cit., p. 164.

29

SECCO, Lincoln. Gramsci e o Brasil. São Paulo: Cortez, 2002.

30

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta. A favor de Gramsci, op. cit., p. 102.

31

MACCIOCCHI, Maria-Antonietta. A favor de Gramsci, op. cit., p. 102.

32

Cf. SECCO, Lincoln. Gramsci e o Brasil, op. cit. e COUTINHO, Carlos Nelson, op. cit.

33

SILVEIRA, Rosa Maria Godoy. O regionalismo nordestino: existência e consciência da desigualdade regional. São Paulo: Moderna, 1984 e CASTRO, Iná Elias. O mito da necessidade: discurso e prática do regionalismo nordestino. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.

34

Cf. FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Publifolha, 2000, FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento. 2 ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964 (especialmente a parte 3: "O processo revolucionário no nordeste", pp. 143-181) e FURTADO, Celso. A pré-revolução brasileira. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1962 (especialmente a parte 3: "O problema do nordeste", pp. 47-63).

35

GTDN, op. cit. O GTDN - Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do Nordeste foi criado no Governo JK para estudar os problemas do Nordeste. O documento Uma política, embora não assinado, é de autoria de Celso Furtado, coordenador do GTDN.

36

Para um aprofundamento da idéia de nação e sua importância no pensamento de Furtado cf. KALVAN, Fábio Ricar-do. O lugar da nação: estudo da abordagem da nação no Dual-estruturalismo de Celso Furtado e nos estudos sobre a dependência de Fernando Henrique Cardoso. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP. São Paulo, 2000. e SANTOS, Maria Odete. Nação e mundialização no pensamento de Celso Furtado. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp. Campinas, 1998.

37

GTDN, op. cit., p. 174.

38

GTDN, op. cit., p. 186.

39

GTDN, op. cit., p. 187. Essa tese de uma aliança operários-burgueses contra operários foi duramente criticada por OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: Sudene, Nordeste, planejamento e conflito de classes. 6 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. Outro ponto criticado por Oliveira é o de Furtado não considerar o importante fato de que, ao empresariado do centro-sul, a abundância de mão-de-obra é benéfica, ao rebaixar os salários, portanto, diminuir os custos. Por que a burguesia se oporia à existência desse reservatório de mão-de-obra?

40

FURTADO, Celso. A operação Nordeste, op. cit., p. 16. O livro A operação Nordeste é uma reprodução de uma palestra proferida por Furtado, para oficiais das Forças Armadas, no dia 13 de junho de 1959, no Instituto Superior de Estudos Brasileiros - ISEB.

41

Cf. COHN, Amélia. Crise regional e planejamento (o processo de criação da SUDENE). São Paulo: Perspectiva, 1976 e HIRSCHAMN, Albert. Política econômica na América Latina. São Paulo: Fundo de Cultura, 1965.

42

Esse tratamento dado à questão nordestina é uma transposição das análises cepalinas (pensadas para países). Segundo Wil-son Cano, foi esse um dos principais equívocos da SUDENE. CANO, Wilson. Celso Furtado e a questão regional no Brasil. In: TAVARES, Maria da Conceição (Org.). Celso Furtado e o Brasil. São Paulo: Perseu Abramo, 2000, pp. 93-120 e CANO, Wilson. Desequilíbrios regionais no Brasil: alguns pontos controversos. In: MARANHÃO, Silvio (Org.). A questão Nordeste. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, pp. 55-70.

43

GTDN, op. cit., p. 174.

44

GTDN, op. cit., p. 190.

45

É interessante notar como a categoria "Nordeste", assim como "Centro-Sul", aparecem como "entidades" gerais, e não aparecem, pelo menos neste trecho, os empresários do Sul ou do Nordeste.

46

FURTADO, Celso. A operação Nordeste, op. cit., pp. 42-43.

47

FURTADO, Celso. A operação Nordeste, op. cit., p. 43.

48

PREBISCH, Raúl (1949). O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus problemas principais. In: BIELS-CHOWSKY, Ricardo (Org.). Cinqüenta anos de pensamento na CEPAL. Rio de Janeiro: Record, 2000, 2 v., pp. 69-136.

49

Uma crítica a essas teses do GTDN pode ser vista em CANO, Wilson. Desequilíbrios regionais no Brasil: alguns pontos controversos. In: MARANHÃO, Sílvio (Org.). A questão Nordeste, op. cit., pp. 55-70.

50

Não há, nos textos em análise, qualquer ideia de obstacularização ao desenvolvimento do capitalismo no Brasil. Há, sim, a tese de que a escassez de alimentos, devido à estrutura agrária arcaica, impedia a industrialização no nordeste (vale registrar que, mesmo a tese da insuficiência de alimentos, emperrando a industrialização atual (até 1959) no nordeste, deve ser vista com cuidado. Na página 228, o GTDN é claro quanto a esse aspecto. No entanto, não se deve simplificar tanto o problema, uma vez que, em outras passagens do mesmo texto e em A Operação Nordeste, o autor diz claramente que a industrialização e o aumento da oferta de alimentos teriam que caminhar concomitantemente, não sendo, por exemplo, viável aumentar a produção de alimentos sem o aumento da industrialização, já que não haveria mercado consumidor para tais alimentos).

51

Assim, a crítica de Amélia Cohn (op. cit.), segundo a qual o GTDN apontava a economia do nordeste como entrave ao desenvolvimento do país, parece improcedente. O que o GTDN afirmava é que as disparidades regionais levariam a uma concorrência e conflito entre os próprios trabalhadores o que, aliás, teria como consequência não a paralisia do centro-sul, mas a formação de uma aliança operários-patrões de uma região contra a outra e, por conseguinte, o risco à unidade nacional. O que parece ter ocorrido foi uma "contaminação" dos textos de 1959 (Uma Política e A Operação Nordeste) pelos escritos de Furtado nos anos 60, quando a tese estagnacionista foi defendida (FURTADO, Celso. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966).

52

GTDN, op. cit., p. 179.

53

Essa crítica é muito divulgada. Cf., por exemplo, SOUZA, João Gonçalves de. O Nordeste brasileiro: uma experiência de desenvolvimento regional. Fortaleza: BNB, 1979.

54

GTDN, op. cit., p. 231.

55

GTDN, op. cit., p. 177.

56

A esse respeito, cf. OLIVEIRA, Francisco. Elegia para uma re(li)gião, op. cit.; SOUZA, João Gonçalves de, op. cit.; CARVALHO, Inaiá Maria Moreira de; HAGUETTE, Teresa Maria F. (Orgs.). Trabalho e condições de vida no Nordeste brasileiro. São Paulo: HUCITEC/Brasília: CNPq, 1984; e HOLANDA, Nilson. Incentivos fiscais e desenvolvimento regional. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 1975.

57

Acerca da intenção de Furtado de manter a economia nordestina sob o controle da burguesia regional, ver ARAÚJO, Tâ-nia Bacelar de. A "questão regional" e a "questão nordestina". In: TAVARES, Maria da Conceição (Org.). Celso Furtado e o Brasil, op. cit., p. 78.

58

Ver especialmente COHN, Amélia. op. cit. e ROBOCK, Stefan H. Desenvolvimento econômico regional: o nordeste brasileiro. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964; OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: Sudene, Nordeste, planejamento e conflito de classes. 6 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993; ARAÚJO, Tânia Bacelar de. Industrialização do Nordeste: intenções e resultados. In: MARANHÃO, Sílvio (Org.). A questão Nordeste, op. cit.; e CARVALHO, Inaiá Maria Moreira de. O Nordeste e o regime autoritário: discurso e prática do planejamento regional. São Paulo: Hucitec, 1982.

59

MARANHÃO, Silvio. Estado e planejamento regional: A experiência do Nordeste brasileiro. In: ______. A questão Nordeste, op. cit., p. 92.

60

Uma questão interessante é saber até que ponto o regionalismo era compartilhado pelos chamados movimentos populares. Para Gadiel Perruci, essa "ideologia" era das elites e de "intelectuais de classe média", não dos movimentos populares. Cf. PERRUCI, Gadiel. A formação histórica do Nordeste e a questão regional. MARANHÃO, Sílvio (Org.). A questão nordeste, op. cit.

61

FURTADO, Celso. A operação Nordeste, op. cit., pp. 33 e 68.

62

OLIVEIRA, Francisco de. A economia brasileira: crítica à razão dualista. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 1981, p. 13.

63

PERRUCI, Gadiel. A formação histórica do Nordeste e a questão regional. MARANHÃO, Sílvio (Org.). A questão nordeste, op. cit.

64

GTDN, op. cit. pp. 180-181.

65

O papel das classes sociais no pensamento de Furtado está mais bem expresso em FURTADO, Celso. A pré-revolução brasileira. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1962 e FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento. 2 ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964. Em Dialética do desenvolvimento, o autor dedica um capítulo especial ao Nordeste, "O Processo Revolucionário no Nordeste", no qual identifica e reconhece, com muito mais desenvoltura do que no texto do GTDN, os conflitos de classes existentes no interior da região.

66

GTDN, op. cit., p. 205.

67

No pensamento de Furtado, resume Maria Odete Santos, "O desenvolvimento econômico nacional não se deve subordi-nar ao desenvolvimento regional." SANTOS, Maria Odete, op. cit., p. 119.

68

SANTOS, Maria Odete, op. cit.

69

FURTADO, Celso. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961, pp. 173-174.

70

FURTADO, Celso. Desenvolvimento e subdesenvolvimento, op. cit., pp. 184-185.

71

CEPÊDA, Vera Alves. Raízes do pensamento político de Celso Furtado: desenvolvimento, nacionalidade e Estado democrático. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Política da USP. São Paulo, 1998.

72

MORAES, Reginaldo C. Correa. Planejamento: ditadura ou democracia?Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da USP. São Paulo, 1987.

73

A defesa de uma distribuição de renda aparece em praticamente todos os textos da CEPAL, com especial nitidez em PRE-BISCH, Raúl. Dinâmica do desenvolvimento latino-americano. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964.

74

FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento, op. cit., p. 88.

75

FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento, op. cit., p. 69.

76

FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento, op. cit., pp. 110-111.

77

FIGUEIREDO, Argelina Cheibub. Democracia ou reformas? Alternativas democráticas à crise política: 1961-1964. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

78

OLIVEIRA, Francisco de. Um republicano exemplar. In: BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos; REGO, José Marcio (Or-gs.). A grande esperança em Celso Furtado. São Paulo: Editora 34, 2001, p. 219.

79

GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, op. cit., v. 5, p. 37.

80

FURTADO, Celso. A fantasia organizada. In: Celso Furtado: obra autobiográfica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997, 3 v., v. I, p. 98.

81

Acerca disso cf. especialmente MORAES, Reginaldo C. Correa, op. cit.

82

GRAMSCI, Antonio. Maquiavel, a política e o Estado Moderno, op. cit. Sobre "a sociedade regulada e o fim do Estado" em Gramsci cf. COUTINHO, Carlos Nelson, op. cit., pp. 135-143.

83

O argumento de Furtado está bem expresso em FURTADO, Celso. Dialética do desenvolvimento, op. cit., especialmente na primeira parte intitulada "Dialética do desenvolvimento", pp. 11-90.

84

FURTADO, Celso. A pré-revolução brasileira, op. cit., p. 25.

85

FURTADO, Celso. A pré-revolução brasileira, op. cit., p. 25.

86

GRAMSCI, Antonio. Maquiavel, a política e o Estado Moderno, op. cit.

87

Cf. OLIVEIRA, Francisco. A navegação venturosa. In: OLIVEIRA, Francisco (Org.). Celso Furtado. São Paulo: Ática, 1983, pp. 17-18 (Grandes Cientistas Sociais, 33).

88

GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, op. cit., v. 5, pp. 64-65, 93.

89

BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder. São Paulo: Unesp, 1997, p. 130.

90

FURTADO, Celso. A fantasia organizada, op. cit., v. I, p. 101. Sobre a influência de Mannheim em Furtado, ver também DANTAS, José Adalberto Mourão. A problemática desenvolvimento-subdesenvolvimento no pensamento de Celso Furtado: os fundamentos de um pensamento original. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Econômica da USP. São Paulo, 1999, especialmente o capítulo IV: "A razão planejada".

91

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jun 2009
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