*
O artigo é fruto de tese defendida junto ao Programa de Pós-graduação em História da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante dois anos pude contar com bolsa
da Capes e depois do CNPq. Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos a estas
instituições e, particularmente, à minha orientadora, Regina Helena Alves da Silva.
Artigo recebido em 6 de julho de 2012 e aceito em 15 de outubro de 2012.
1
NORA, Pierre. O retorno do fato. In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre. História: novos
problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. p. 182.
2
ANOS rebeldes. Autor: Gilberto Braga. Direção: Denis Carvalho, Silvio Tendler e Ivan
Zettel. Direção geral: Dennis Carvalho. Produção: Rede Globo de Televisão, 1992-2003.
3 DVDs (680 min). Período de exibição: de 14-7-1992 a 14-8- 1992. Horário: 22h30. No
de capítulos: 20.
3
ALEGRIA, alegria: enquanto os governistas trocam favores, com humor e objetividade a
rebeldia adolescente toma as ruas pedindo a saída do presidente. Veja, São Paulo, n.
1.248, p. 18-23, 19 ago. 1992.
4
A FORÇA da galera. A geração Coca-Cola deixa os shoppings, vai às ruas e lidera com
humor o movimento a favor do impeachment de Collor. IstoÉ, São Paulo, n. 1.196, p.
32-35, 2 set.1992.
5
WOLTON, Dominique. Elogio do grande público: uma teoria crítica da televisão. São
Paulo: Edições Asa, 1996 [1990].
6
RÜSEN, Jörn. Razão histórica. In: _____. Teoria da História I: fundamentos da ciência
histórica. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. (Na verdade, esta é uma
das premissas de toda a obra do autor.) WERTSCH, James V. Voices of collective
remembering. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
7
RÜSEN, Jörn. Razão histórica, op. cit.; WERTSCH, James. Voices of collective
remembering, op. cit.; CARRETERO, Mario; ROSA, Alberto; GONZÁLEZ, María Fernanda.
Enseñanza de la historia y memoria colectiva. Buenos Aires: Paidós, 2006.
8
WILLIAMS, Raymond. Television: technology and culture form. Nova York: Schocken
Books, 1975.
9
WILLIAMS, Raymond. Literatura e marxismo. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979
[1971].
10
RÜSEN, Jörn. Historiografia comparativa intercultural. In: MALERBA, Jurandir. (Org.).
A história escrita: teoria e história da historiografia. São Paulo: Contexto, 2006.
p. 188.
11
RÜSEN, Jörn. História viva. Teoria da história III: formas e funções do conhecimento
histórico. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2007. p. 28-38.
13
PALTI, Elias José. "Giro linguístico" e história intelectual. Buenos Aires:
Universidad Nacional de Quilmes, 1998.
14
BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec,
1997; WILLIAMS, Raymond. La larga revolución. Buenos Aires: Nueva Visión, 2003
[1961]; WILLIAMS, Raymond. Television: technology and culture form, op. cit.; STAM,
Robert. Bakhtin: da teoria literária à cultura de massa. São Paulo: Ática, 1992. p.
33-34. WERTSCH, James. Voices of collective remembering, op. cit.; CARRETERO, Mario;
ROSA, Alberto; GONZÁLEZ, María Fernanda. Enseñanza de la historia y memoria
colectiva, op. cit.
15
LA CAPRA, Dominick. Repensar la historia intelectual y leer textos. In: PALTI, Elias
José. "Giro linguístico" e história intelectual, op. cit. p. 237-293.
16
BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e filosofia da linguagem, op. cit. p.
131.
17
WILLIAMS, Raymond. Television: technology and culture form, op. cit.; WILLIAMS,
Raymond. Literatura e marxismo, op. cit.
18
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; SACRAMENTO, Igor (Org.). Bakhtin: linguagem, cultura e
mídia. São Carlos, SP: Pedro e João Editores, 2010.
19
BAKHTIN, Mikhail. O discurso no romance. In: _____. Questões de literatura e de
estética. São Paulo: Unesp; Hucitec, 1998. p. 197.
20
STAM, Robert. Bakhtin: da teoria literária à cultura de massa, op. cit. p. 33-34.
21
REIS FILHO, Daniel A. Ditadura e sociedade: as reconstruções da memória. In: REIS
FILHO, Daniel A.; RIDENTI, Marcelo; MOTTA, Rodrigo P. S. (Org.). O golpe e a ditadura
militar: 40 anos depois (1964-2004). Bauru: Edusc, 2004. p. 39.
22
Uma série de problemas relativos às questões que envolvem memórias sociais e História
levou alguns autores a definilas, genericamente, como formas de "evocação do passado"
- preferência de Ricœur e Yerushalmi. No sentido de problematizar um pouco mais essas
relações, Ricœur transcreveu uma passagem de Yerushalmi, explicando tratar-se de um
historiador dos judeus, povo que nunca se preocupou em dar tratamento historiográfico
às suas memórias, e afirmando que ela serve a todos os historiadores: a História "não
tem a intenção de restaurar a memória, mas representa outro gênero, realmente novo de
memória". Sob este viés, a oposição clássica, nascida entre os gregos, converte-se em
disputa deliberada na contemporaneidade: essas formas de evocação do passado -
"memórias" e História - estão em luta por legitimar-se, socialmente, como guardiãs do
passado. A intenção dos autores ou a nossa não é desqualificar a operação
historiográfica, mas reconhecer que, do ponto de vista das práticas sociais efetivas
e no contexto da cultura histórica, memórias sociais e História cumprem papéis
análogos. Aliás, este é o problema com o qual os historiadores se deparam cada vez
com mais frequência: legitimar a matriz disciplinar História como a mais confiável
(e, diríamos, também crítica) representação do passado dos povos. RICœUR, Paul. La
memoria, la historia, el olvido. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica de
Argentina, 2000. p. 517.
23
RÜSEN, Jörn. História viva, op. cit. p. 121.
24
ABREU, Martha; SOIHET, Rachel; GONTIJO, Rebeca (Org.). Cultura política e leituras do
passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2007.
25
KOSELLECK, Reinhart. La formación del concepto moderno de historia. In: _____.
historia/Historia. Madri: Trota, 2004. p. 27-106.
26
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a expansão do
nacionalismo. Lisboa: Edições 70, 2005 [1983/1991]; HOBSBAWM, Eric J. Nações e
nacionalismo: programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002;
BALAKRISHNAN, Gopal (Org.). Um mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto,
2000.
27
WILLIAMS, Raymond. Television: technology and culture form, op. cit.
28
RÜSEN, Jörn. Razão histórica, op. cit. p. 160.
29
FENTRESS, James; WICKHAM, Chris. Memória social: novas perspectivas sobre o passado.
Lisboa: Teorema, 1994 (1992).
30
Veja, São Paulo, p. 87, 15 jul. 1992; grifo nosso.
31
DREIFUSS, Réne Armand. 1964, a conquista do estado: ação política, poder e golpe de
classe. Petrópolis: Vozes, 1981; ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no
Brasil (1964-1984). Tradução de Clovis Marques. Petrópolis: Vozes, 1984; SKIDMORE,
Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo, 1964 a 1985. Tradução de Mario Salviano Silva.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
32
REIS FILHO, Daniel A.; RIDENTI, Marcelo; MOTTA, Rodrigo P. S. (Org.). O golpe e a
ditadura militar, op. cit.; FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucília de Almeida Neves
(Org.). O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século
XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
33
Apud MATTELART, Michèle; MATTELARD, Armand. O carnaval das imagens: a ficção na TV.
2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1998 [1989]. p. 117.
34
KORNIS, Mônica de Almeida. Uma memória da história nacional recente. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO, XXIV, 2001, Campo Grande.
35
Ibidem. Consultar também Memória Globo:
<http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYN0-5273-23
5954,00.html>
36
GOMES, Dias. Apenas um subversivo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. p. 336.
37
Ferreira Neto era mantido no quadro de funcionários da TV Globo graças aos contatos
que mantinha com os militares. CLARK, Walter; PRIOLLI, Gabriel. O campeão de
audiência. São Paulo: Best Seller, 1991.
38
GOMES, Dias. Apenas um subversivo, op. cit. p. 336.
39
39 CLARK, Walter; PRIOLLI, Gabriel. O campeão de audiência, op. cit.; ORTIZ, Renato;
BORELLI, Silvia Helena Simões; RAMOS, José Mário Ortiz. Telenovela: história e
produção. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1991 [1989].
40
CLARK, Walter; PRIOLLI, Gabriel. O campeão de audiência, op. cit. p. 146.
41
ORTIZ, Renato; BORELLI, Silvia Helena Simões; RAMOS, José Mário Ortiz. Telenovela:
história e produção, op. cit.
42
DOCE vingança de um fazedor de sucesso. Correio Brasiliense, 12 jun. 1992. Caderno
Correio da TV, p. 10.
43
Memória Globo. Disponível em:
44
FUSCO, Tânia. O alienado vai à luta; Gilberto Braga faz de sua minissérie Anos
Rebeldes um libelo contra a repressão montada pelo regime militar. IstoÉ, São Paulo,
n. 1.176, p. 5, 15 abr. 1992. Seção: Entrevista.
45
Vale conferir depoimento do autor décadas depois da realização da obra no qual Braga
confirma o que dissemos (O Sol: caminhando contra o vento. Direção: Tetê Morais e
Martha Alencar. Manaus: Videolar, 2006. 95 min.)
46
KORNIS, Mônica de Almeida. Uma memória da história nacional recente, op. cit.;
XAVIER, Ismail. Do senso moralreligioso ao senso comum pós-freudiano: imagens da
história nacional na teleficção brasileira. In: LOPES, Maria Immacolata Vassallo de.
Telenovela: internacionalização e interculturalidade. São Paulo: Loyola, 2004. p.
47-73.
47
Houve, na verdade, censura da direção a algumas passagens de um capítulo que
apresentava cenas mais violentas, ligadas aos militares e suas atitudes contra os
estudantes. Mas, trata-se de um preciosismo que preferimos negligenciar, enfocando os
demais capítulos ao longo dos quais aspectos da história do Brasil dos anos
1960-1970-1980 são apresentados. A respeito de objeções feitas à obra, merece atenção
o debate suscitado pelo filme O que é isso companheiro? (1997) e algumas posições
assumidas pelos debatedores sobre a minissérie. (REIS FILHO, Daniel Aarão et al.
Versões e ficções: o sequestro da História. 2. ed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo,
1997.)
48
"ANOS rebeldes" revê anos 60. O Estado de S. Paulo, 27 abr. 1992.
49
KORNIS, Mônica de Almeida. Anos Rebeldes e a construção televisiva da história. In:
1964-2004: 40 ANOS DO GOLPE: DITADURA MILITAR E RESISTÊNCIA NO BRASIL, 2004, Niterói
e Rio de Janeiro. FICO, Carlos et al. (Org.). 1964- 2004: 40 anos do golpe: ditadura
militar e resistência no Brasil. Rio de Janeiro: 7Letras, 2004. p. 321-328, 327.
50
A REBELDIA de uma geração na Globo. Correio Brasiliense, Brasília, 14 jul. 1992.
Caderno Dois, p. 8.
51
"ANOS rebeldes" revê anos 60. O Estado de S. Paulo. 27 abr. 1992.
52
A REBELDIA de uma geração na Globo. Correio Brasiliense, Brasília, 14 jul. 1992.
Caderno Dois, p. 8.
53
GIANNINI, Silvio. Romance nos porões: com a minissérie Anos Rebeldes, pela primeira
vez a TV mostra o Brasil do regime militar de 1964. Veja, São Paulo, n. 1.243, p. 86,
15 jul. 1992.
54
GLOBO não é bobo. Estreia Anos rebeldes, a série de Gilberto Braga cujo pano de fundo
é o regime militar. IstoÉ, São Paulo, n. 1.189, p. 62, 17 jul. 1992.
55
SCHWARZ, Roberto. Cultura e política, 1964-1969. In: _____. O pai de família e outros
estudos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978 [1970]. p. 62. (Coleção Literatura e
teoria literária; v. 27) Grifo do autor.
56
REIS FILHO, Daniel Aarão. A revolução faltou ao encontro: os comunistas do Brasil.
São Paulo: Brasiliense. 1990 [1989] e GORENDER, Jacob. Combate nas trevas: a esquerda
brasileira: das ilusões perdidas à luta armada. São Paulo: Ática, 1987.
57
Referimo-nos aos depoimentos dos oficiais envolvidos com os governos da ditadura,
recolhidos, organizados e publicados pelos pesquisadores da Fundação Getulio Vargas
que consultamos. Acrescente-se o documento Projeto Orvil (1988) atribuído aos
militares (submetidos às ordens do ministro do Exército do governo Sarney, Leônidas
Pires Gonçalves), que reitera a mesma interpretação. Projeto Orvil. Documento
produzido durante o primeiro governo civil depois do golpe de 1964, cujo nome é
"História da luta armada no Brasil", assim denominado pelo Centro de Informações do
Exército (CIE). Disponível em: Acesso em: 2008 e 2009.
58
Para Aumont "A diegese seria, assim, a história tomada na plástica da leitura, com
suas falsas pistas, suas dilatações temporárias, ou, ao contrário, seus
desmoronamentos imaginários, com seus desmembramentos e remembramentos passageiros,
antes de se congelar em uma história que posso contar do começo ao fim de maneira
lógica". AUMONT, Jacques et al. A estética do filme. Campinas: Papirus, 1995. p. 115.
59
A REBELDIA de uma geração na Globo. Correio Brasiliense, Brasília, 14 jul. 1992.
Caderno Dois, p. 8.
60
GLOBO não é bobo, op. cit. p. 62.
61
FANTASMAS do Brasil: a minissérie Anos Rebeldes estreia terça-feira mostrando o país
dos anos 60. Correio Brasiliense, Brasília, 12 jun. 1992. Caderno Correio da TV, p.
8.
62
Ridenti, Marcelo. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo: Editora da
Universidade Estadual Paulista, 1993; REIS FILHO, Daniel Aarão. A revolução faltou ao
encontro, op. cit.
63
Ver o depoimento do diretor, Dennis Carvalho, nos extras disponíveis na caixa de DVDs
que acompanham a obra.
64
Sobre a cultura da televisão e seu significado na e para a sociedade brasileira dos
anos 1980 conferir ORTIZ, Renato. A moderna civilização brasileira: cultura
brasileira e indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1988; ORTIZ, Renato;
BORELLI, Silvia Helena Simões; RAMOS, José Mário Ortiz. Telenovela: história e
produção, op. cit.; MATTELART, Michèle; MATTELARD, Armand. O carnaval das imagens,
op. cit.; LEAL, Ondina Fachel. A leitura social da novela das oito. Rio de Janeiro:
Vozes, 1986 [1983]; ROCHA, Amara Silva Souza. Nas ondas da modernização: o rádio e a
TV no Brasil de 1950 a 1970. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007.
65
Conferir em: <www.youtube.com/watch?v=N3PkdH-y5iM> Acesso em: 19 abr. 2012.
66
MATTELART, Michèle; MATTELARD, Armand. O carnaval das imagens, op. cit. p. 130.
67
GIANNINI, Silvio. Romance nos porões: com a minissérie Anos Rebeldes, pela primeira
vez a TV mostra o Brasil do regime militar de 1964. Veja, São Paulo, p. 84, 15 jul.
1992.
68
VENTURA, Zuenir. 1968, o ano que não terminou. 39. impr. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2003 [1988]. p. 15. Grifos nossos.
69
69 ORTIZ, Renato; BORELLI, Silvia Helena Simões; RAMOS, José Mário Ortiz. Telenovela:
história e produção, op. cit.; RAMOS, José Mário Ortiz. Cinema, televisão e
publicidade: cultura popular de massa no Brasil nos anos 1970-1980. 2. ed. São Paulo:
Annablume, 2004.
70
FONSECA, Thais Nívia de Lima e. História & ensino de história. 2. ed. Belo
Horizonte: Autêntica, 2004. (História & Reflexões; 6)
71
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense,
1994.
72
ANOS rebeldes, 2003, disco 1, 60:42:21.
73
DEUS e o diabo na terra do sol. Direção: Glauber Rocha. Rio de Janeiro: Copacabana
Filmes, 1964.
74
ANOS rebeldes, 2003, disco 1, 60:44:04.
75
NAPOLITANO, Marcos. A arte engajada e seus públicos (1955/1968). Estudos Históricos,
Rio de Janeiro, n. 28, p. 103- 124, 2001.
76
ANOS rebeldes, 2003, disco 1, 60:21:10.
77
ANOS rebeldes, 2003, disco 1, 120:10:54-120:13:15.
78
RIDENTI, Marcelo. Artistas e intelectuais no Brasil pós-1960. Tempo Social: revista
de sociologia da USP, São Paulo, ano 1, v. 17, p. 81-110, jun. 2005.
79
HOBSBAWM, E. J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. 2. ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.
80
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro,
v. 2, n. 3, p. 3-15, 1989; CARRETERO, Mario; ROSA, Alberto; GONZÁLEZ, María Fernanda.
Enseñanza de la historia y memoria colectiva, op. cit.
81
RÜSEN, Jörn. História viva, op. cit. p. 43.
82
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos.
Rio de Janeiro: Contraponto; PUC-RJ, 2006.
83
RÜSEN, Jörn. História viva, op. cit.
84
DAGNINO, Evelina. (Org.). Os anos 90: política e sociedade. São Paulo: Brasiliense,
1994; ALVAREZ, Sonia E.; DAGNINO, Evelina; ESCOBAR, Arturo (Org.). Cultura e política
nos movimentos sociais latino-americanos: novas leituras. Belo Horizonte: UFMG,
2000.
85
AQUINO, Maria Aparecida de. Um certo olhar. In: TELES, Janaína (Org.). Mortos e
desaparecidos políticos: reparação ou impunidade. São Paulo: Humanitas; FFLCH-USP,
2001. p. 41.
86
WILLIAMS, Raymond. La larga revolución, op. cit.
87
GOMES, Dias. Apenas um subversivo, op. cit.; GILBERTO Braga diz que novela é
literatura e sai aplaudido na ABL. Folha de S.Paulo, 26 ago. 2010. Disponível em:
88
SILVA, Marcos Antônio. Dossiê temático: construções da história. In: SWAIN, Tania
Navarro (Org.). História no plural. Brasília: Ed. da UnB, 1994. p. 109-126.
89
O ator Cássio Gabus Mendes faz o seguinte comentário sobre Anos rebeldes: "Minha
geração foi pouco informada sobre o que aconteceu no Brasil naquele período. Acredito
que Anos Rebeldes vá contar coisas que muitos não sabem". In: "ANOS rebeldes" revê
anos 60. O Estado de S. Paulo, 27 abr. 1992. A FORÇA da galera. A geração Coca-Cola
deixa os shoppings, vai às ruas e lidera com humor o movimento a favor do impeachment
de Collor. IstoÉ, São Paulo, n. 1.196, 2 set. 1992.
90
FICO, Carlos; POLITO, Ronald. A história no Brasil: elementos para uma avaliação
historiográfica. Ouro Preto: UFOP, 1992.
91
WILLIAMS, Raymond. La larga revolución, op. cit.
92
HOBSBAWM, E. J. Era dos extremos, op. cit.
93
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio, op. cit.