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Revista Brasileira de Oftalmologia

Print version ISSN 0034-7280

Rev. bras.oftalmol. vol.72 no.3 Rio de Janeiro May/June 2013

https://doi.org/10.1590/S0034-72802013000300006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Conhecimento em cirurgia refrativa entre estudantes de medicina da Universidade Estadual de Londrina

 

 

Aluisio Rosa Gameiro FilhoI; Nathalia Mayumi Thomaz de AquinoII; Eliana Barreiros de Arruda PachecoIII; Ana Paula Miyagusko Taba OguidoIII; Antonio Marcelo Barbante CasellaIII

IAcadêmico do sexto ano de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – Londrina (PR), Brasil
IIAcadêmica do sexto ano de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – Londrina (PR), Brasil
IIIDocentes da Disciplina de Oftalmologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – Londrina (PR), Brasil

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o conhecimento de estudantes de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em cirurgia refrativa, assim como analisar o percentual de estudantes que são portadores de ametropias, seus métodos de correção e seu interesse ou não na realização do procedimento cirúrgico.
MÉTODOS: Realizou-se um levantamento através de questionário autoaplicável, previamente testado, entre 154 estudantes do primeiro ao quarto ano de Medicina da Universidade Estadual de Londrina entre setembro e novembro de 2011.
RESULTADOS: Foi relatado que 70,8% dos estudantes possuíam algum tipo de erro de refração, sendo a miopia o erro mais prevalente, com 72,5% dos estudantes amétropes apresentando-a, associada ou não a outros erros de refração. Os óculos foram o método de correção visual referido como o mais utilizado, por 80% dos pesquisados. Quanto à cirurgia refrativa, 85,7% dos estudantes já haviam ouvido falar a respeito, porém, apenas 42,9% sabiam como o procedimento é realizado, sendo o oftamologista a principal fonte de informação sobre o tema, para 23,5% dos alunos. Apenas 43,2% dos alunos têm interesse na realização da cirurgia, e apenas 3 (1,9%) estudantes já foram submetidos ao procedimento.
CONCLUSÃO: Apesar da importância da cirurgia refrativa na Oftalmologia verificou-se baixo conhecimento acerca do tema entre os estudantes, o que afeta o interesse dos mesmos em serem submetidos ao procedimento. Observou-se também uma taxa relativamente alta de falsa expectativa quanto ao seu resultado, principalmente entre os estudantes que querem ser submetidos ao procedimento, provavelmente pelas fontes pouco confiáveis alegadas pelos estudantes. Considerando o fato de que se tratam de futuros médicos, fica clara a necessidade de maiores esclarecimentos sobre o tema na graduação.

Descritores: Estudantes de medicina; Miopia; Acuidade visual;Erros de refração; Conhecimento


 

 

INTRODUÇÃO

Cirurgia refrativa consiste em todo o procedimento cirúrgico que tem como finalidade a correção de um erro refracional. É uma modalidade cirúrgica relativamente recente já que foi no ano de 1898 que o dr. Lendeer Jans Lans publicou seus resultados de ceratectomias e termoceratoplastias em coelhos, para tratar astigmatismo(1). Em 1933, o oftalmologista japonês Sato iniciou estudo em um paciente com ceratocone agudo associado à rotura da membrana de Descemet que desenvolveu um achatamento da córnea e diminuição do grau de miopia, o que o levou a realizar, em 1939, as primeiras ceratotomias anteriores e posteriores para tratamento de astigmatismo e ceratocone. Porém, foi apenas após o estudo Perk (Prospective Evaluation of Radial Keratomy) do National Eye Institute, em 1981, que a ceratotomia radial começou a apresentar importância mundial. Desde então, os procedimentos evoluíram em uma velocidade impressionante, motivada pelo grande interesse de pacientes, médicos e pesquisadores, de achar uma alternativa definitiva ao uso de óculos.

São vários os tipos de procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados a fim de corrigir olhos amétropes, tais como lentes intraoculares, e implantes intracorneanos. Porém, atualmente, os métodos mais utilizados são os que utilizam o excimer laser(2), como o PRK (Photo Refractive Keratectomy) e o Lasik (Laser Assisted in Situ Keratomileusis), que são procedimentos rápidos e seguros, com menor incidência de complicações em relação aos procedimentos mais utilizados no passado.

No presente estudo, realiza-se uma análise da prevalência dos erros de refração em estudantes de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), assim como de métodos de correção visual mais utilizados, número de estudantes que já foram submetidos à cirurgia refrativa, e, com base em estudo de Kara José(3) realizado com estudantes da Faculdade de Medicina do ABC, avaliar o conhecimento e interesse em cirurgia dos estudantes referidos.

 

MÉTODOS

O estudo foi realizado no período de setembro a novembro de 2011, nas dependências do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 320 estudantes de Medicina do primeiro ao quarto ano, utilizando-se um questionário autoaplicável padronizado (Anexo 1), que consistia em 28 perguntas, sendo 26 de múltipla escolha, previamente testado com alunos do primeiro ano de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina, como instrumento de coleta de dados. No questionário os estudantes foram indagados quanto a características epidemiológicas, prevalência referida de miopia e outros erros de refração (astigmatismo, hipermetropia, presbiopia) e métodos de correção utilizados, conhecimento e interesse sobre cirurgia refrativa, expectativas quanto ao procedimento e fontes de informações utilizadas, tomando-se como base estudo semelhante realizado na Faculdade de Medicina do ABC (3).

Os questionários foram aplicados durante o horário letivo, sendo que apenas os alunos presentes no momento da aplicação do teste e que quiseram participar da pesquisa, responderam ao mesmo, o que corresponde a 154 estudantes.

Foram utilizados apenas dados selecionados do questionário, sendo os excedentes disponibilizados para possíveis futuros estudos.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Curso de Medicina (CEP), parecer nº 039/2011, da Universidade Estadual de Londrina, e todos os voluntários receberam informações a respeito dos objetivos e procedimentos do trabalho e participaram do estudo, após assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido.

 

RESULTADOS

Dos 154 estudantes de Medicina, 109 (70,8%) afirmaram apresentar algum tipo de erro de refração, 38 (24,7%) referiram não apresentar deficiências visuais, 4 (2,6%) não souberam referir, e apenas 3 (1,9%) afirmaram terem sido submetidos à cirurgia refrativa.

Dos 109 estudantes com problemas refracionais, 44 (40,4%) apresentavam apenas miopia, 35 (32,1%) miopia e astigmatismo, 21 (19,3%) apenas astigmatismo, e 9 (8,3%) apresentavam outros erros refracionais (ou combinações de erros) não mencionadas previamente, conforme demonstra-se na tabela 1.

 

 

Os estudantes apresentavam uma idade média de 21,88 anos (desvio padrão: 3,2).

Quanto à raça, 126 (81,8%) se autodeclararam brancos, 17 (11%) amarelos, 10 (6,5%) pardos e apenas 1 (0,6%) negro.

Em relação ao sexo, 68 (44,2%) eram homens e 86 (55,8%) mulheres. Entre os homens, 68,7% apresentavam al-gum problema de refração, sendo o percentual maior entre as mulheres 72,4%.

Foram contabilizados 143 (92,8%) alunos que referiram já terem sido consultados por oftalmologista, sendo que 76 (53,1%) destes referiram a última consulta há menos de um ano, 49 (34,3%) entre 1 a 3 anos, e 18 (12,6%) foram consultados pela última vez há mais de 3 anos. Quando levado em conta apenas os alunos que referiram erros refracionais encontramos 66 (60,5%) que se consultaram há menos de um ano, 39 (35,5%) entre 1 a 3 anos e apenas 4 (3,7%) referiram última consulta há mais de 3 anos.

Quanto ao tipo de correção visual utilizada, a maior parte dos estudantes utiliza óculos (79,7% dos míopes e 60% com outros erros), associado ou não a lente de contato, além disso, 10,1% dos míopes declararam que não utilizam nenhum tipo de correção visual, apesar de indicado, valor que se eleva para 26,7% dos estudantes com erros refracionais que não a miopia, o que pode se ver na tabela 2.

Conforme demonstra a tabela 3, dos 154 estudantes, 132 (85,7%) referiram já ter ouvido falar sobre a cirurgia refrativa, sendo que apenas 65 (49,2%) disseram saber como o procedimento é realizado. Dos estudantes que já ouviram falar, 95 apresentam erros de refração, o que corresponde a 72% destes. Quanto às fontes de informação a respeito da cirurgia, o oftalmologista foi o mais citado com 23,5% das respostas, seguido por familiares, com 17% das respostas, conforme demonstrado na figura 1. Os estudantes portadores de erros refracionais foram também indagados quanto ao desejo de serem submetidos à cirurgia refrativa, ao que 43,2% dos estudantes confirmaram, 38,9% declinaram e os 17,9% restantes não sabiam ou não responderam.

 

 

O principal motivo para a não realização do procedimento pelos que desejam ser submetidos à cirurgia refrativa é a contraindicação médica, correspondendo a 30,2% das respostas, seguido por problemas financeiros, motivo de 24,5% dos estudantes, o que pode ser visualizado no esquema a seguir na figura 2.

 

 

Já os alunos que não desejam ser submetidos ao procedimento, 74,4% alegam o baixo deficit visual como principal motivo. Dentre os que não sabiam o último argumento também foi o mais mencionado, porém, com um prevalência de 35,5% das respostas, o que é demonstrado na figura 3.

 

 

Quanto às expectativas, 89 (67,4%) dos estudantes que referem conhecimento a respeito do procedimento esperam apenas uma diminuição da dependência visual após a realização da cirurgia refrativa (tabela 4), sendo a porcentagem dos que esperam a cura através da cirurgia é maior entre os estudantes que querem realizá-la, conforme demonstra a figura 4.

 

 

Percebemos também que, dentre os erros de refração, os estudantes míopes são os que mais veem o procedimento como uma opção, já que 69,8% dos míopes desejam ser submetidos à cirurgia.

Apenas 3 estudantes referem já ter realizado cirurgia refrativa, sendo dois homens e uma mulher, com idades de 22, 23 e 33 anos. Todos referiram terem sido consultados com oftalmologista há menos de 1 ano. Observou-se também que o diagnóstico da ametropia foi feito entre os 6 e 12 anos de idade nos três estudantes. Foi observado que ambos os pais dos estudantes em questão também apresentavam algum erro de refração. Os três referiram que tinham como expectativa a cura completa antes da realização da cirurgia, e, no momento da aplicação do questionário, nenhum referia apresentar deficit visual, sendo assim, declararam terem ficado satisfeitos com o resultado. Quanto à fonte de informações em relação à cirurgia, todos assinalaram a opção oftalmologista, e, mesmo já tendo realizado o procedimento 1 dos estudantes (33,3%) refere que ainda gostaria de saber mais.

As cirurgias citadas foram realizadas no mesmo ano da aplicação do questionário, sendo uma realizada através de convênio médico, e duas particulares. Quanto ao grau de deficit visual antes da cirurgia, dois apresentavam entre -1,25 a -3,00 dioptrias e 1 mais que -3 dioptrias. A renda familiar de todos era superior a 15 salários mínimos.

 

DISCUSSÃO

Entre os estudantes de Medicina pesquisados, 109 (70,8%) referiram apresentar algum erro de refração. A miopia foi o erro refracional mais encontrado, referida por 40,4% dos estudantes pesquisado. Essa prevalência é o dobro da encontrada em estudos anteriormente realizados na população em geral, que gira em torno de 25%(4). Esse dado corrobora com estudos prévios realizados com estudantes de Medicina, que também encontraram prevalência dobrada nessa população(5,6). Um exemplo foi o estudo realizado na Universidade Federal do Paraná, no qual 48,23% dos estudantes de Medicina eram míopes(7).

Entre os estudantes pesquisados, apenas 82 (85,7%) já haviam ouvido falar sobre cirurgia refrativa, índice considerado baixo já que os indivíduos pesquisados são estudantes de Medicina e a cirurgia refrativa é uma das mais notórias na Oftalmologia. Esse índice é menor que o encontrado no estudo de Kara José(3) realizado na Faculdade de Medicina do ABC, que era de 92,8%.

Por outro lado, no presente estudo, apenas 32,6% dos alunos referiam esperar a cura total com a realização da cirurgia, em contraste com 69% dos alunos do estudo de Kara José(3), que referiram apresentar tal falsa expectativa. Ainda em relação a esse tema, percebe-se que os indivíduos que expressam desejo de serem submetidos ao procedimento são os que mais esperam a cura como resultado final.

Outro dado relevante verificado na análise dos questionários foi a qualidade da informação e quanto a mesma depende da fonte. O percentual de alunos que receberam informações do oftalmologista é maior entre os alunos que referem saber como o procedimento é realizado, assim como entre os que conhecem os riscos da cirurgia. Por outro lado, entre os alunos que já tinham ouvido falar de cirurgia refrativa, mas não sabiam como esta é realizada, as principais fontes de informação encontradas foram televisão e amigos, consideradas fontes precárias, por proverem apenas informações restritas, o que poderia explicar o conhecimento parcial sobre o assunto nesse grupo.

Os principais motivos que levam os alunos que desejam ser submetidos ao procedimento mas não a realizaram ainda são a contraindicação médica e problemas financeiros, com 30,2% e 24,5%, respectivamente. Esse dado condiz com trabalho semelhante realizado na Faculdade de Medicina do ABC, no qual 39,6% das respostas indicaram contraindicação médica e 24,7%(3) problemas financeiros.

Já o principal motivo citado como responsável pela ausência de vontade de ser submetido à cirurgia foi o baixo grau de deficit visual, que também foi o mais encontrado no estudo na Faculdade de Medicina do ABC(3).

Outra observação relevante é a de que o medo do procedimento ou de seus resultados foi declarado como motivo quase que exclusivamente por estudantes que referiam não saber como o procedimento é realizado. Esse grupo foi também o que menos referiu interesse em realizar a cirurgia.

Foram encontrados apenas 3 estudantes que foram submetidos à cirurgia refrativa na amostra estudada. Isso se deve provavelmente à baixa idade dos indivíduos, que apresentavam uma média de idade de 21 anos, idade em que normalmente ainda não houve a estabilização do grau visual, um pré-requisito indispensável para a realização da mesma.

 

CONCLUSÃO

O ensino médico brasileiro atual tende a priorizar certas áreas da Medicina em detrimento de outras, sendo a Oftalmologia pouco valorizada no currículo médico. Esse dado fica evidente quando se analisa que apesar de um número significativo de estudantes referirem conhecer o procedimento, menos da metade dos mesmos sabem como esse é realizado. Desta forma, observa-se uma evidente falta de conhecimento a respeito de um dos procedimentos mais frequentes e comentados da área, o que pode ser demonstrado pelo fato de que o Lasik é uma das cirurgias mais realizadas no mundo. Percebe-se que faltam informações a respeito da área a amostra, a qual, por lógica, deveria ter muito mais conhecimento sobre o assunto, se tratando da área médica.

Percebe-se também que a falta de conhecimento a respeito do assunto acaba por afetar o interesse dos entrevistados em realizar a cirurgia, considerando que, entre os que não sabiam como a cirurgia era realizada o índice de falta de desejo de realizar a cirurgia foi consideravelmente maior.

O principal objetivo da cirurgia refrativa é a diminuição da dependência de métodos de correção. Fato peculiar é que os estudantes que referiram desejo de serem submetidos à cirurgia apresentam um índice maior de falsa expectativa quando em comparação aos que não querem realizá-la, isto é, esperam a cura total do erro de refração. Essa situação foge do ideal, já que, a satisfação dos pacientes tende a ser maior quanto mais realistas forem suas expectativas.

Percebe-se, dessa forma, a necessidade de maiores esclarecimentos quanto ao assunto para a população em geral e principalmente aos estudantes da área médica. Esse fato assume grande importância considerando que esses também terão, no futuro, a função de tirar dúvidas da população leiga em relação ao assunto.

Agradecimentos

Marcelo Rosa Gameiro e Leonardo Thomaz de Aquino Filho

 

REFERÊNCIAS

1. Alves AA. Refração. 5a ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 2008.         [ Links ]

2. Victor G, Urbano A, Marçal S, Porto R, Francesconi CM, Forseto AS, et al. Primeiro censo brasileiro em cirurgia refrativa.ArqBras Oftalmol. 2005;68(6):727-33.         [ Links ]

3. Kara-José FC, Passos LB, Jervásio AC, Salomão GH. Interesse e conhecimento em cirurgia refrativa entre estudantes de medicina. ArqBras Oftalmol.2002;65(1):71-4.         [ Links ]

4. Sperduto RD, Seigel D, Roberts J, Rowland M. Prevalence of myopia in the United States.Arch Ophthalmol. 1983;101(3):405-7.         [ Links ]

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7. Barreto Júnior J, Prevedello LM, Silveira CA, Yared JH, Abib FC. Prevalência da miopia em estudantes de medicina da Universidade Federal do Paraná. RevBras Oftalmol. 2000;59(10):719-23.         [ Links ]

 

 

Recebido para publicação em: 19/6/2012
Aceito para publicação em: 29/1/2013
Os autores declaram não haver conflitos de interesse

 

 

Trabalho realizado na Universidade Estadual de Londrina - UEL – Londrina, PR, Brasil.

 

 


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