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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.1 no.2 Manaus Aug. 1971

https://doi.org/10.1590/1809-43921971012037 

CIÊNCIAS DO AMBIENTE

Light Environment in Tropical Rain Forest of Central Amazonia

W. L. F. Brinkmann1 

1 Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia


Abstract

Light intensity above the groundstoreys (120 cm) and inbetween the ground strata of a Riverine forest, a Carrasco forest and a terra firme Rain forest was recorded through two day periods of time in the rain season (April/May) and the dry season (August) of 1969. Measurements were undertaken between 6 a.m. and 18 p.m. in minute by minute intervals (51.840 readings). The relative frequency of light intensity was computed for seven intensity classes and three periods of time per day. The spectral composition of light was determined as relative frequency of light intensities for five filter ranges of wavelengths, seven intensity classes and three periods of time per day. The riverine forest (best light conditions for the undertorey plant communities) and the terra firme Rain forest (worst conditions) developed extremely oposite positions with respect to forest light climate, while the Carrasco forest showed up with a somewhat intermediate character, but with a strong shift to terra firme Rain forest conditions. The spectral composition of light received by the ground strata of all three forest stands was as follows: 1) light intensities peaked in the RG 630 filter range of wavelenths (5.920 Ǻ — 7.500 Ǻ), 2) a secondary intensity peak covered the VG 9 filter (4.420 Ǻ — 6.440 Ǻ) and 3) a less important secondary peak matched the BG 12 filter band (3.500 Ǻ — 5.150 Ǻ). Inbetween the understorey communities, spectral light intensities were pretty low and showed another considerable red-shift.

Resumo

O Autor apresenta um estudo comparativo do fator "luz" em três tipos de floresta na região central da Amazônia: floresta ribeirinha (floresta da baixa terra firme), carrasco e mata primária. São discutidas as dificuldades e a complexidade do problema enfatizando-se a importância das correlações entre luz e estrutura da floresta. É caracterizado o equipamento utilizado e descrito o procedimento seguido para a determinação da intensidade luminosa total, utilizando-se diferentes filtros em 51.840 determinações durante a estação chuvosa e a estação sêca, procurando verificar a intensidade luminosa total e espectral em cada stratum e como são aquelas intensidades distribuidas no tempo. A frequência relativa da intensidade luminosa foi computada em sete classes de intensidade e três períodos de tempo por dia. A composição espectral da luz foi determinada como frequência relativa de intensidades por meio de filtros para cinco faixas de comprimento de ondas. Na floresta ribeirinha foram encontradas as melhores condições de luz e na mata primária foram registrados os valores luminosos mais baixos. O carrasco ocupa uma posição intermediária, com nítida tendência às condições encontradas na mata primária. Quanto à composição espectral da luz recebida pelo stratum ao nível do solo nos três tipos de floresta, foi encontrado um pico de intensidade na faixa 5.950 Ǻ — 7.500 Ǻ, um pico secundário entre 4.420 e 6.440 Ǻ e um terceiro pico, menos importante, entre 3.500 a 5.150 Ǻ

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