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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.18  supl.1-2 Manaus  1988

https://doi.org/10.1590/1809-43921988185229 

FARMACOLOGIA

Estudos farmacológicos preliminares dos extratos da Casearia sylvestris Swartz

Fernando Amarante Silva **  

Ana Luiza Muccillo Baisch **  

Beatriz Oliveira **  

Ana Maria Battastini **  

Fiorina Torres **  

Gilmar Racoski **  

Eli Sinnot Silva ***  

Marilene Farias Alam ***  

Júlio César Gama Apolinário ****  

Antonio José Lapa *****  

**Fundação Universidade do Rio Grande (FURG) - Depto Ciênc. Fisiol. Rio Grande, RS

***Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - Instituto de Biologia - Departamento de Fisiologia e Farmacologia - Pelotas, RS

****Bolsista CNPq

*****Escola Paulista de Medicina - InFar - São Paulo, SP


RESUMO

O "chá de bugre", Casearia sylvestris Sawartz tem sido popularmente usado com várias finalidades. Mais recentemente lhe tem sido atribuído características abortivas. Esta possibilidade levou-nos a avaliar a toxicidade dos extratos brutos de suas folhas e os efeitos no útero sobre a motilidade espontânea e as contrações induzidas pela ocitocina. A dose letal média do extrato aquoso a quente é de 1,792g de resíduo por quilo de peso, para camundongos albinos. Com a solução aquosa do extrato etanólico observamos, "in vitro", na motilidade espontânea uterina de ratos aumento da freqüência de contração e do tonus basal e diminuição da amplitude de contração; na curva dose-resposta à ocitocina, diminuição da resposta máxima e aumento da dose efetiva média. O extrato aquaso a frio produziu, na motilidade espontânea uterina, aumento de todos os parâmetros observados; na curva-dose-resposta à ocitocina, também aumentou a resposta máxima, diminuindo, entretanto, sua dose efetiva média. Os resultados sugerem que os extratos de folhas de C.sylvestris são capazes de modificar a atividade uterina "in vitro". Estes dados poderiam explicar o uso abortivo.

ABSTRACT

The "chá de bugre", Casearia sylvestris Swartz has been popularly used for several purposes. More recently, abortive characteristics have been attributed to it. This possibility has prompted us to evaluate the toxicity of its crude natural products and their "in vitro" effects on uterine motility. The median lethal dose of the aqueous extract from C.sylvestris leaves is 1792g/kg, in albino mice. With the aqueous solution of the ethanol extract we have observed "in vitro" on rat uterine spontaneous motility; increase of frequency of contraction, elevation of resting tone and decrease in the amplitude of contraction. This solution of ethanol extract has reduced the maximum response and increased the median effective dose (ED50) to oxytocin. The aqueous mecerated solution, a kind of galenical preparation, has increased all the parameters observed on uterine spontaneous motility; it has also affected the cumulative dose-response of oxytocin by increasing the maximum response and decreasing the ED50. These results suggest that extracts from leaves of C. sylvestris are able to modify, "in vitro", uterine activity. These data are in agrument with the popular use of this plant as abortive, in our country.

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