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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.89 no.1 São Paulo July 2007

https://doi.org/10.1590/S0066-782X2007001300005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevenção de fibrilação atrial com amiodarona em moderada dosagem no pós-operatório de cirurgia cardíaca é segura e eficaz em pacientes de alto risco para desenvolver essa arritmia

 

 

Renato Jorge Alves; Glaucylara Reis Geovanini; Gisele de Brito; Gabriel A. S. Miguel; Valéria A. Glauser; Kenji Nakiri

Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo - Hospital Santa Cruz - São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar se a profilaxia com amiodarona em moderada dosagem, no pós-operatório de cirurgia cardíaca (revascularização miocárdica e/ou cirurgia valvar), reduz a incidência de fibrilação atrial em pacientes de alto risco para desenvolver essa arritmia.
MÉTODOS: Estudo clínico, randomizado e prospectivo, realizado em 68 pacientes submetidos a cirurgia cardíaca eletiva. A média de idade foi de 64 anos e 59% dos participantes eram do sexo masculino. Os pacientes com três ou mais fatores de risco para fibrilação atrial, de acordo com a literatura, foram randomizados em dois grupos, para receber ou não profilaxia com amiodarona no primeiro dia de pós-operatório. A dose administrada foi de 600 mg/dia a 900 mg/dia, por via intravenosa, no primeiro dia de pós-operatório, seguida de 400 mg/dia por via oral até a alta hospitalar ou até completar sete dias. Os demais pacientes, com dois ou menos fatores de risco, foram seguidos até a alta hospitalar. Todos os pacientes foram observados por monitorização cardíaca e/ou eletrocardiografia.
RESULTADOS: No grupo que recebeu amiodarona, 7% dos pacientes apresentaram fibrilação atrial, enquanto no grupo controle 70% desenvolveram a arritmia. Nos indivíduos não-randomizados (com dois ou menos fatores de risco), apenas 24% apresentaram fibrilação atrial.
CONCLUSÃO: O uso profilático de amiodarona foi eficaz na prevenção de fibrilação atrial nos pacientes com três ou mais fatores de risco para essa arritmia. Esse tratamento pode ser benéfico na redução da permanência na Unidade de Terapia Intensiva e, conseqüentemente, nas complicações advindas do maior tempo de internação hospitalar.

Palavras-chave: Fibrilação atrial/terapia, amiodarona, cirurgia torácica, cuidados pós operatórios.


 

 

Introdução

Fibrilação atrial é a arritmia mais comumente encontrada no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Seu aparecimento pode ocorrer por múltiplos mecanismos1.

A prevalência dessa arritmia é de cerca de 11% a 40% pós-revascularização miocárdica, mas pode chegar a 50% dos casos pós-cirurgia valvar2-4. Geralmente ocorre entre o primeiro e o quinto dias de pós-operatório, sendo mais prevalente nos indivíduos com mais de 65 anos de idade5-8.

Apesar da possibilidade de retorno espontâneo ao ritmo sinusal após seis a oito semanas9, essa arritmia aumenta o tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), elevando-se, assim, o risco de o paciente contrair infecção hospitalar e de apresentar instabilidade hemodinâmica10.

Entre os principais fatores de risco que contribuem para o aparecimento dessa arritmia estão: idade avançada, sexo masculino, doença valvar, aumento atrial, arritmias prévias, doença pulmonar obstrutiva crônica, cirurgia cardíaca prévia, interrupção do uso de betabloqueadores, uso de digoxina, disfunção ventricular e anemia11.

Sabe-se que quanto maior o número de fatores de risco maior será a chance de ocorrência de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca12,13.

A profilaxia da fibrilação atrial pode ser eficazmente realizada por betabloqueadores e também por amiodarona. Por outro lado, o uso de verapamil, digoxina e/ou procainamida não mostrou benefício12,14-17.

Em geral, a eficácia da amiodarona equivale ou é maior que a das demais drogas com as mesmas indicações e não existe consenso sobre uma dose ótima. Sua posologia deve ser a menor possível para o melhor efeito desejado, no intuito de se evitar os efeitos colaterais, geralmente dose-dependentes. Esses foram os motivos que levaram os autores deste estudo a escolher a amiodarona, fármaco pertencente à classe III dos antiarrítmicos. Essa droga tem a capacidade de relaxar a musculatura lisa e diminuir a resistência tanto coronariana como vascular periférica. Sua ação prolonga o potencial de ação e a refratariedade de todas as fibras cardíacas, sem afetar o potencial de repouso. Reduz também as freqüências sinusal e atrioventricular (AV) e prolonga o tempo de condução AV. Além disso, pode desencadear aumento do intervalo QT e aparecimento de onda U. Pode ser indicada para tratar arritmias ventriculares, taquicardia paroxística supraventricular, fibrilação e flutter atrial. Além disso, mostrou-se segura e eficaz na prevenção de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca18.

Ao contrário dos estudos prévios, realizados com terapêutica profilática ainda no período pré-operatório, não existem trabalhos científicos evidenciando benefício em pacientes de alto risco, e, portanto, mais suscetíveis a essa arritmia, com intervenção farmacológica iniciada apenas no pós-operatório.

 

Métodos

Estudo clínico e prospectivo, realizado de agosto de 2004 a fevereiro de 2005, em 68 pacientes, sendo 59% do sexo masculino e com média de idade de 64 anos. Os pacientes foram submetidos a cirurgia cardíaca eletiva (revascularização do miocárdio e/ou cirurgia valvar) com circulação extracorpórea.

Os critérios de inclusão foram definidos para os pacientes que apresentassem três ou mais fatores de risco arritmogênicos para fibrilação atrial, de acordo com a literatura (tab. 1). Esse critério foi adotado por método estatístico (análise multivariada conhecida como árvore CART – Classification and Regression Tree) em estudo previamente realizado, mas ainda não publicado, segundo o qual a presença de três ou mais fatores de risco, dentre os listados na literatura, aumentaria a incidência dessa arritmia no pós-operatório de cirurgia cardíaca.

 

 

Após inclusão, os pacientes foram selecionados para uma segunda randomização, sendo divididos em dois grupos: amiodarona (grupo 1) e controle (grupo 2). Os critérios de exclusão e o modelo de estratificação utilizado na seleção dos pacientes estão descritos nas tabelas 2 e 3, respectivamente.

 

 

 

 

Os pacientes do grupo 1 receberam, no primeiro dia de pós-operatório, amiodarona por via intravenosa na dose de 600 mg a 900 mg em 24 horas, seguida de 400 mg/dia por via oral, até completar sete dias de tratamento ou até a alta hospitalar. Os pacientes do grupo 2 seguiram tratamento convencional. Aqueles com dois ou menos fatores de risco e que não seriam randomizados para profilaxia com a medicação do estudo foram observados até a alta hospitalar.

Todos os pacientes do estudo foram avaliados por meio de eletrocardiografias e/ou monitorização cardíaca.

Análise estatística - Para avaliar a associação entre ocorrência de fibrilação atrial e fatores de risco, foi utilizado o teste exato de Fisher; para comparar a média das idades dos pacientes, o teste t de Student; e para avaliar a eficácia da utilização de amiodarona na prevenção de fibrilação atrial, o teste exato de Fisher. Para a comparação da média das idades dos pacientes entre os grupos (grupos com até dois fatores de risco, com três ou mais fatores de risco, com e sem amiodarona), foi utilizada a análise de variâncias (ANOVA). O nível de significância adotado no estudo foi de 5% (p < 0,05).

 

Resultados

Dos 68 pacientes analisados, 33 (49%) apresentavam dois ou menos fatores de risco e foram observados até a alta hospitalar. Os 35 (51%) restantes, que possuíam três ou mais fatores de risco, foram randomizados para receber ou não amiodarona (fig. 1). No grupo que recebeu amiodarona (n = 15), apenas um paciente (7%) desenvolveu fibrilação atrial, enquanto no grupo controle (n = 20), sem profilaxia, 14 pacientes (70%) desenvolveram a arritmia (tab. 4). Dessa forma, verificou-se que o grupo que recebeu amiodarona apresentou menor ocorrência de fibrilação atrial (nível de significância de 5%).

 

 

 

 

Daqueles que não foram randomizados para receber amiodarona, visto possuírem dois ou menos fatores de risco, apenas oito pacientes (24%) apresentaram fibrilação atrial, enquanto 25 (76%) não desenvolveram essa afecção. O fator idade, já estabelecido pela literatura como fator de risco relevante para a ocorrência de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca, apresentou-se elevado nesta casuística, mas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (tabs. 5 e 6). Esse achado provavelmente decorreu da elevada idade dessa população. Revascularização miocárdica foi o tipo de cirurgia mais prevalente, ocorrendo em 79,7% dos casos analisados (tab. 7).

 

 

 

 

Discussão

Fibrilação atrial permanece como a complicação mais freqüente do pós-operatório de cirurgia cardíaca. Sua incidência varia, de acordo com a literatura, em 20% a 50% dos casos, dependendo do tipo de cirurgia (mais freqüente nas cirurgias valvares)1-4. Essa co-morbidade prolonga o tempo de internação na UTI, fato que pode levar a diversas complicações clínicas.

Idade avançada dos pacientes e associação de fatores de risco contribuem para maior taxa de ocorrência de fibrilação atrial no pós-operatório15,19. Neste estudo, o número de fatores de risco (três) foi fator determinante na seleção dos indivíduos para a profilaxia ou não com amiodarona.

Muitos estudos clínicos têm avaliado a efetividade das intervenções farmacológicas para redução da incidência dessa arritmia18-22. Contudo, esses ensaios são, em geral, pouco significativos estatisticamente para estimar o efeito desses tratamentos na redução do tempo de internação hospitalar ou na ocorrência de acidente vascular cerebral. A principal indicação na profilaxia de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca ainda é a redução do tempo de internação hospitalar e a redução de complicações como o acidente vascular cerebral16,17.

Estudos randomizados avaliaram a profilaxia dessa arritmia com medicamentos, tais como amiodarona, betabloqueador, sotalol e até marcapasso biatrial. A efetividade desses fármacos na redução de ocorrência de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca foi confirmada. Todavia, a redução de acidente vascular cerebral ainda foi inconclusiva15.

Estudo com administração intravenosa de até 1 g/dia de amiodarona, comparado a placebo, já evidenciou a segurança e a efetividade dessa droga na redução de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca19. A eficácia da administração oral também já foi analisada em estudo clínico controlado com placebo, sendo de 2 g/dia de um a quatro dias antes da cirurgia e de 400 mg/dia até sete dias depois da cirurgia20.

Neste estudo não foi necessária internação prévia dos pacientes para demonstrar a efetividade da amiodarona na prevenção de fibrilação atrial. O fármaco foi iniciado apenas no primeiro dia de pós-operatório nos indivíduos selecionados (de alto risco). Além disso, o que diferencia este de outros estudos realizados previamente é que a dosagem de amiodarona empregada, tanto na dose de ataque (600 mg/24 horas a 900 mg/24 horas por via intravenosa) como na de manutenção (400 mg/dia por via oral até a alta hospitalar ou até completar sete dias), foi menor, portanto com menos risco de eventos adversos para os pacientes.

A comparação entre drogas antiarrítmicas, tais como betabloqueador, sotalol e amiodarona, em terapia combinada ou não, também já demonstrou redução significativa da fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Em estudos em que o antiarrítmico foi a amiodarona houve redução do tempo de internação hospitalar21,22.

Neste trabalho também foi verificada redução do tempo de internação hospitalar no grupo que recebeu profilaxia com amiodarona, quando comparado ao grupo controle (dois e cinco dias, respectivamente).

A administração intravenosa de amiodarona para prevenção de fibrilação atrial, em pacientes selecionados quanto aos fatores de risco (tais como idade avançada, cirurgia valvar, portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica e outros analisados), demonstrou boa relação custo-efetividade a favor da profilaxia23,24.

A eficácia da profilaxia com amiodarona na ocorrência de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca foi confirmada neste estudo. O esquema terapêutico utilizado protegeu 93% daqueles indivíduos com três ou mais fatores de risco, enquanto no grupo controle 70% dos indivíduos apresentaram fibrilação atrial.

Além de comprovar a necessidade de uma seleção mais rigorosa, na qual se incluem pacientes de maior risco (portadores de três ou mais dos fatores de risco supracitados), este estudo demonstrou o benefício dessa terapêutica em dose moderada e iniciada somente no período pós-operatório.

 

Conclusão

A amiodarona mostrou-se segura e eficaz na prevenção de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca em pacientes com três ou mais fatores de risco arritmogênicos. Essa profilaxia mostrou-se segura e poderá reduzir o tempo de internação hospitalar, bem como as complicações clínicas decorrentes do prolongamento da estadia em UTI.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

Esse estudo foi financiado com recursos próprios do investigador.

Vinculação Acadêmica à Pós-Graduação

Não há vinculação desse estudo a programas de pós-graduação.

 

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Correspondência:
Renato Jorge Alves
Unidade Coronariana
Rua Santa Cruz, 398
04122-000 - São Paulo, SP - Brasil
E-mail: rjorge@cardiol.br

Artigo recebido em 23/11/06; revisado recebido em 23/01/07; aceito em 13/03/07.

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