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Revista Brasileira de Educação Médica

versão impressa ISSN 0100-5502versão On-line ISSN 1981-5271

Rev. bras. educ. med. vol.29 no.3 Brasília set./dez. 2005  Epub 15-Jun-2020

https://doi.org/10.1590/1981-5271v29.3-031 

REVISÃO

Fatores que Orientam a Escolha do Curso Médico

Factors that Guide the Choice of the Medical Course

Arelusa Guedes de Azevedo1 

Carolina Brasil Tollendal1 

Diana das Graças Nogueira1 

Fernanda de Paula Bartels1 

Fernando Castro de Paula1 

F ranciane Maria Marzano Be raldo1 

1Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada, Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC, Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME, Barbacena, Minas Gerais, Brasil.


Resumo:

A escolha pela carreira médica é determinada por vários fatores e vem sendo pesquisada e discutida em muitas escolas médicas. Já em 1951, iniciou-se a abordagem sobre vocação médica e até hoje são diversas e controversas as opiniões dos estudiosos. Ana Mercês Bock afirma que a ideia de vocação é exatamente não ter vocação nenhuma. Entretanto, o jornalista Alexandre Garcia descreve que a carreira médica é uma vocação para super-homem. “Quem tiver vocação para super-homem, vira médico”. Existem fatores determinantes antes de ingressar na faculdade e os fatores que orientam o estudante durante o curso médico a decidir-se por ser médico. Assim, uma família de médicos; círculo de amizades; matérias preferenciais no colégio, como biologia; fatores psicológicos, por exemplo, ter enfrentado problemas e situações infantis. Direcionam o adolescente pela escolha da Medicina.

Palavras-chave: Escolha da profissão; Educação Médica; Papel Profissional

Abstract:

Ther choice of the medical creer is determined by diferente factors being ivestigated and discussed in many medical schools. The issue medical vocation was first approached as early as in 1951, scholars’ opinions to this respect however remain divergente and controversial up to the presente days. Ana Mercês Bock affirms that the idea of vocation is exactly not to have a vocation at all. The journalist Alexander Garcia, on the other hand, classifies the medical career as a vocation for Superman. “Who has a vocation for superman becomes a doctor”. A number of determinative factors can lead the students before entering the college and during the medical course to decide for being a physician. Coming from a Family of doctors for example, the circle of friendship, preferred subjects at school such as biology, psychological factors like having faced problems during chilhood can influence the adolecent to choose Medicine.

Key-words: Career choice; Education, Medical; Professinal Role

REVISÃO DE LITERATURA

Sabe-se que a escolha pelo curso médico é determinada por inúmeros fatores, muitos deles já pesquisados cm diver­sas escolas médicas do país (como, por exemplo, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo -FMUSP) e outros ainda que vem sendo questionados e investigados de maneira informal por pessoas interessadas em conhecer o motivo da opção profissional do indivíduo. É interessante ressaltar que esses fatores estão em permanente interação, e é exatamente esta combinação entre eles que caracteriza o quadro geral da escolha profissional1.

Em 1951, quem primeiro abordou a vocação médica e lutou pela implantação de critérios sólidos para seleção de médicos em nosso meio foi Pacheco e Silva durante apresentação de trabalho à Congregação da FMUSP.

De acordo com o estudo realizado no Policy Studies Institute de Londres foram entrevistados 640 médicos para investigar a motivação consciente de estudar Medicina e encontraram-se as seguintes razões: terem sido bons alunos em ciências na escola; quererem realizar os objetivos e aspirações de uma carreira atraente; desejarem trabalhar com pessoas e ajudá-las. Este mesmo estudo evidenciou que 60% dos entrevis­tados se decidiram antes dos 15 anos de idade, 17% das mulheres e 10% dos homens se decidiram antes dos 10 anos de idade3.

Em outros estudos conduzidos previamente em cursos de graduação médica, como o realizado pelo Grupo de Apoio Psicológico a Alunos (GRAPAL) na FMUSP, a existência de uma 'vocação'; a influência de terceiros (especialmente dos pais médicos); o interesse pela Biologia no segundo grau; a chance de ser útil, curar, salvar e ajudar o próximo; o ficar próximo de outros indivíduos e a participação ativa no âmbito social são os principais elementos incentivadores na escolha pela Medicina como profissão. Evidenciou-se também neste estudo que aspirações, como status, boa remuneração financeira e a atuação no mercado de trabalho são mais raramente constatados2.

Ao iniciarmos um estudo a respeito da escolha da profissão médica, devemos primeiramente conceituar vocação, que, segundo o Dicionário escolar da língua portuguesa, é o ato de chamar, escolha, predestinação, tendência ou inclinação, talento, simpatia, predileção4. Entende-se que vocação seja um agregado de caracteres distribuídos de forma personalizada, tornando um indivíduo mais habilitado para realizar determinada função. A respeito da vocação médica o dr Adib Domingos Jatene, Professor da FMUSP, acha que: "se vale a pena fazer alguma coisa, que ela seja bem feita, seja o que for". Para ele, "é melhor gostar do que faz do que fazer o que gosta. Porque muitos não sabem do que gostam. Então. é melhor gostar do que faz e se dedicar ao que tiver que fazer''2.

Para o jornalista Alexandre Garcia, a carreira médica é uma vocação para super-homem; ele escreveu para o Jornal do Conselho Federal de Medicina":

Mais do que todas as profissões, a do médico é a mais humanitária, a mais altruísta, a mais sacrificada. Por isso é a mais nobre. Ela combate a dor, a doença, a mote - traz a cura, o conforto, a esperança, a vida. Tudo isso sem ser um deus - mas é quase. E é isso que a população espera desse super-homem: que ele esteja à altura da expectativa ética da comunidade - de agir não como um profissional comum, humano, mortal, com defeitos e erros, mas como um semideus5.

E mais ao final do texto:

Mesmo assim, no exercício da ciência e da arte da Medicina, não bastam a técnica e o conhecimento. O desprendimento, a sabedoria, a percepção fazem o médico um mortal incomum. Por isso, antes de tudo, é preciso ter nascido para isso. Quem tiver vocação para ser super-homem, vira médico5.

Já para Ana Mercês Bahia Bock1:

A vocação do ser humano é exatamente não ter vocação nenhuma. Explicitando um pouco tal afirmação, queremos dizer que em se tratando da história do ser humano, desde o seu surgimento até agora, o que diferencia o homem de todos os outros animais é exatamente sua não-especialização (biológica) para nenhuma atividade específica.

Com isto pretende-se dizer que o aparato biológico de um indivíduo pode possuir elementos da concretização de certos trabalhos e não de outros. Porém, não são esses elementos biológicos do homem que promovem sua realização profissional e nem tampouco que possibilitam discutir sobre vocação, dom ou talento. O aparato biológico do homem se comunica com um meio social e físico, e esta interação biológico-social e que será a base das determinações do homem.

Torna-se continuamente necessária a observação das multideterminações que influenciam o indivíduo - fatores psicológicos, sociais e biológicos-orientando sua opção profissional e seu futuro.

A preferência por certa profissão está vinculada à identidade profissional, podendo ocorrer de maneira precoce ou tardiamente. Essa identidade começa a ser formada no fim da adolescência, quando frequentemente o adolescente inicia uma seleção de seu campo de interesse, por meio de vários fatores, um deles certamente ligado à formação da personalidade6. Assim, os psicólogos elaboram meios para descobrir as vocações dos jovens, principalmente através de testes vocacionais que são muitas vezes empregados nas escolas.

Fazem parte da escolha do adolescente todos os elementos que ingressam em seu mundo psíquico. As habilidades que já desenvolveu até o momento, as imagens registradas de seu mundo interior relacionadas às profissões, suas expectativas em relação a si próprio, a percepção que tem de suas condições materiais, seus gestos, a profissão das pessoas que lhe são significativas, seus limites e possibilidades, tudo aquilo que dese­ja afirmar e negar, enfim, todo seu interior é direcionado para escolha profissional, inclusive os fatores inconscientes2.

Lief em seu estudo "As Características da Personalidade dos Estudantes de Medicina" avaliou os fatores inconscientes de 60 alunos do primeiro ano. Na entrevista, observou que 32% deles estavam maduros e motivados pelo interesse cm ciências e pelo desejo de trabalhar com pessoas; 30% eram ajustadose38%conflituosos. Estes dois últimos grupos (68%) estavam reagindo a impulsos neuróticos e inconscientes e a conflitos não resolvidos na infância7.

As características de personalidade de cada indivíduo são responsáveis pela determinação da identidade profissional do médico, o que pressupõe um sistema de associação que desperta um certo grau de ansiedade que necessita ser supero do e elaborado.

Segundo Georges Newman em seu trabalho “Some notes on medical education in England", o futuro médico deve ter determinadas características, como índole elevada com capacidade e disposição para manter a dignidade da profissão, além de adequada educação geral e de observação minuciosa, aptidão na experimentação, sólido raciocínio e interpretação. Características estas essenciais para formação da identidade profissional do indivíduo2.

O despertar profissional é bastante característico e possui seus desafios, mas nascer é só o início de um percurso, daí peso de possuir uma boa estrutura pessoal. A vocação do médico é um dos maiores desafios da psicologia médica, já que é desafiador compreender quais são as razões que levam um indivíduo a viver tão próximo da morte, pois na maioria dos casos é o que mais lhe confere medo e o que mais anseia ver distante de si.

É de fundamental relevância na escolha profissional as relações do adolescente com seu meio familiar e social.

Aquele que é originário de uma família de médicos escolhe a Medicina pela presença de laços variados com grupo familiar, como rivalidade, submissão, cooperação, proteção e reparação, nos revelando a profundidade dos mecanismos de identificação6.

Outro fator de extrema importância na escolha profissional é o círculo de amizades, já que as contestações de valores familiares preestabelecidos ocorrem neste meio. Finalmente, o desempenho do homem e da mulher no âmbito social também influencia na escolha, observando-se atualmente um equilíbrio entre homens e mulheres que optam pela área2. Como mostra uma pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz, no Brasil há 32,8% de mulheres entre os profissionais médicos, entretanto, o número de estudantes de Medicina do sexo feminino, em todo território nacional atinge a cifra de 50%5.

O interesse científico pela Biologia e pelas Ciências Experimentais é mostrado nos estudos como um dos principais determinantes da escolha da carreira médica, pois é possível observar cm vários alunos o desejo de experimentar e de transgredir, associado ao gosto do saber e da curiosidade do conhecimento do corpo humano.

As aspirações do médico devem ser embasadas no sentido de ajudar, salvar, curar e ser útil às pessoas, sendo que atualmente exige-se mais do que isto de tal profissional, como, por exemplo, a dedicação e participação da vida coletiva.

A Medicina é, no seu contexto geral, uma das profissões mais gratificantes que existe, pois você tem oportunidade de sentir gratidão, sentimento este extremamente confortante para o médico, que, desde estudante, lida com a pobreza, vê as dificuldades de seus clientes, apurando o sentimento de fraternidade, solidariedade. Segundo o dr. Adib Domingos Jatene:

É a única profissão que pega um indivíduo que ganha salário mínimo, gasta nesse indivíduo uma enorme quantidade de dinheiro para recuperar a saúde dele, para ele voltar a ganhar salário mínimo! Nenhuma outra profissão faz esse tipo de investimento2.

A essência da profissão médica é, na realidade, servir ao semelhante e não se servir do doente. O ideal médico deve-se constituir na vontade de socorrer, no amor ao próximo e no espírito de sacrifício2.

É notável a opção profissional embasada na experiência da angústia e impotência diante da morte; dessa maneira, um médico crê que, por meio de sua profissão, tenha a possibilidade de salvar todas as vidas e, sobretudo, a de impedir sua própria morte.

Exemplificando, dr. Jacob Kligerman, diretor do Hospital do Câncer do Rio de Janeiro, responsável pela definição da política de combate ao câncer em todo o pais e ligado ao Ministério da Saúde, quis ser médico desde pequeno porque perdeu sua mãe com câncer de intestino. Segundo Kligerman:

Perder a mãe aos seis anos de idade é uma marca muito forte...a palavra câncer sempre ficou no meu inconsciente. Você quer lutar contra a doença que ocasionou a perda da pessoa mais importante da sua vida8.

É comum, também, notarmos que a escolha da carreira médica seja fruto de defesas associadas a angústias primitivas, presentes em todo indivíduo, como fragilidade, desamparo e medo da própria destrutibilidade9.

O talento para se cuidar da melhor forma possível do doente, sempre dento de seus limites e recursos acessíveis, proporciona ao indivíduo que visa ingressar no curso médico a oportunidade de participação ativa no âmbito social, fator este notável na escolha da Medicina como profissão. É comum que o se aluno sinta impotente e frustrado, pois os problemas não são resolvidos de imediato; apesar de seu trabalho; seu conhecimento científico é limitado, as condições do hospital, na maioria das vezes, não são as ideais para que haja extrema qualidade no atendimento médico.

Segundo dr. Lacaz:

...muitos indivíduos realmente entram para a Faculdade de Medicina imbuídos no desejo de querer se servir a humanidade. Acho que esse é o grande desejo. Por que eu acho que a maior grandeza da nossa profissão reside nesse movimento primitivo e bíblico: daquele que pede e daquele que dá. É o gesto de todos os tempos que vai assegurar a perenidade da nossa profissão, não há dúvida alguma! É servir ao doente em todas as circunstâncias. Felizmente existem ainda indivíduos que entram para a Faculdade de Medicina para servir, para procurar servir ao seu semelhante. É um número reduzido, mas tenho a impressão de que, à medida que eles vão entrando em contato com o sofrimento humano, eles vão sentindo a grandeza da profissão, e muitos deles se formam bons profissionais, que querem realmente viver o lado humano da profissão e não o seu lado material2.

Aspirações como status e boa remuneração financeira foram mais raramente observados como determinantes na opção pelo curso de Medicina em vários estudos não formais analisados. Segundo o professor Adib Domingos Jatene:

Medicina não é uma profissão! Medicina é uma opção de vida! O sujeito não faz Medicina para ganhar dinheiro, para conquistar posição social. Ele faz Medicina para ajudar os doentes! É um outro enfoque. Ele até ganha dinheiro. Alguns até podem ganhar muito dinheiro. Isso é uma outra circunstância, pelo tipo de clientela que o médico venha a ter. Mas não é o objetivo. Quem vai estudar Medicina como querendo ajudar, ele vai estudar Medicina para ajudar. Eu, quando fui estudar Medicina, fui estudar Medicina para ir para o Acre! Eu não fui estudar Medicina para ser cirurgião cardíaco, para ter prestígio! Isso e algo, alguma coisa que aconteceu por circunstância, mas não era o objetivo. É por isso que muitos não entende, que eu vá para cargo público, fique discutindo, buscando. Porque acho que é dever de quem conquistou alguma posição de ser ouvido, poder tentar modificar o caráter da profissão...2.

Juntamente com os aspectos relatados, outros não mencionados nos estudos já realizados devem ser considerados. Dessa forma, toda pessoa, antes de optar pela Medicina, enfrentou problemas e situações penosas infantis. É como se o médico refletisse no doente suas próprias dificuldades (vontade inconsciente de curar e tratar de si mesmo através da outra pessoa).

O interesse pela posição socioeconômica, a busca de prestígio e o desejo de segurança pessoal são menores no início do curso e aumentam gradativamente, o que pode ser interpretado como consequência de uma perda consecutiva das motivações de caráter humanitário2.

Ao escolher a profissão, é importante considerar o mercado de trabalho; contudo, por ser instável, esse mercado não pode ser apontado como fator decisivo da escolha1.

O motivo da escolha do curso médico como carreira se faz em um momento em que ainda, não se atingiu estado pleno de desenvolvimento. A completa compreensão das motivações de uma pessoa necessitará talvez de anos de introspecção. Algumas pessoas escolhem a Medicina como profissão para realizar aspirações de auto cura, auto comando, segurança e necessidade de serem úteis. A principal motivação para cursar Medicina é um forte anseio de conseguir aprovação de indivíduos importantes, como o pai ou o médico da famílias.

Observou-se que, ao ingressar na faculdade após longo período de estudos, o aluno se sente com valor maior perante a sociedade e orgulha-se de seu desempenho. A faculdade é vista pelo aluno como lugar onde suas expectativas serão satisfeitas e onde aquele desejo de ser médico, muitas vezes presente desde a infância (principalmente quando desde criança o estudante sofre influência de parentes médicos), será finalmente realizado. Há toda uma incitação de crenças de caráter onipotente, como se todos os problemas estivessem findos.

Terminadas as comemorações, aparece uma infinidade de reclamações com relação à didática, às aulas e à estrutura da faculdade. Com o resultado das primeiras provas, o desencanto aumenta, já que as expectativas eram muito maiores. Este fato pode ser desencadeador do surgimento do desejo de abandonar o curso e até mesmo de urna verdadeira crise de identidade. Mediante tais transições dolorosas, o acadêmico começa a perceber que será necessário reaprender a estudar, significando uma maior utilização de seu tempo; assim, é a partir deste momento que se observa a menor disponibilidade para o lazer e para usufruir antigas amizades e contatos familiares. Nota-se que a escolha pela carreira médica provoca inúmeras perdas, o que leva, na maioria das vezes, a sentimentos de desânimo e questionamentos sobre a veracidade das motivações que levaram o estudante a optar pela profissão médica1.

A Medicina é, portanto, uma profissão baseada em confiança e tem sigilo. Como disse o professor Jatene em entrevista ao Jornal do Conselho Federal de Medicina10:

...Medicina é basicamente uma relação de confiança...Medicina não é negócio, não é comércio, não é uma atividade como as outras. Medicina é diferente, porque não cuida das coisas que a pessoa tem, cuida da própria pessoa.

...Medicina não é uma profissão impessoal. Tem uma relação humana forte. E quando essa relação se rompe o sistema é desvirtuado2.

Dentro da gama de fatores mencionados cabe a cada indivíduo buscar quais são mais prevalentes na escolha do curso. Assim, a escolha será adequada e haverá êxito no decorrer do curso reduzindo o desejo de abandono e crises de identidade. A opção de seguir a profissão médica deverá ser feita com clareza e segurança para que haja realização pessoal e profissional. Ser médico exige responsabilidade e dedicação constantes.

Agradecimentos:

Agradecemos ao dr. Sebastião Vidigal (Orientador de conteúdo) e ao dr. Dilermando Fazito de Rezende (Orientador de metodologia)

REFERÊNCIAS

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3. Allen I. Doctors and their Careers. London: Policy Studies lnstitute; 1988. [ Links ]

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10. Jornal do Conselho Federal de Medicina, Ano X, nº56, Janeiro.1995 [ Links ]

Recebido: 13 de Julho de 2004; Revisado: 19 de Outubro de 2004; Revisado: 22 de Agosto de 2005; Aceito: 14 de Outubro de 2005

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