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Revista Brasileira de Educação Médica

versão impressa ISSN 0100-5502versão On-line ISSN 1981-5271

Rev. bras. educ. med. vol.33 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2009

https://doi.org/10.1590/S0100-55022009000200004 

PESQUISA

 

Ensino de imunologia na educação médica: lições de Akira Kurosawa

 

Teaching immunology in medical education: lessons from Akira Kurosawa

 

 

Rodrigo Siqueira-BatistaI; Andréia Patrícia GomesII; Verônica Santos AlbuquerqueIII; Rodrigo Madalon-FragaI; Ana Maria Coutinho AleksandrowiczIV; Mauro GellerI

ICentro Universitário Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil; Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis, Rio Janeiro, Brasil
IICentro Universitário Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil; Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
IIICentro Universitário Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil
IVFundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O ensino e a investigação no campo da Imunologia se inscrevem, prevalentemente, num paradigma marcial - ou belicoso -, segundo o qual as interações hospedeiro-microrganismo são vistas de acordo com uma concepção de processos de ataque-defesa. Uma vez que este saber é tradicionalmente abordado nos cursos de graduação da área de saúde, tal perspectiva tem evidente influência na formação destes profissionais, incluídos os médicos. No presente artigo, reflete-se sobre as questões pedagógicas relativas ao modelo ataque-defesa. Realizou-se uma pesquisa teórica, utilizando-se o seguinte método: (1) revisão crítica da literatura, com textos obtidos nos livros e nos capítulos de livros de Imunologia; (2) leitura crítica dos textos; (3) elaboração de síntese reflexiva sobre o tema. Identificou-se que o modelo marcial da Imunologia se apresentou hegemônico nos livros-texto consultados, estando inscrito em idêntica concepção teórica inerente à medicina ocidental, ajudando a compor a visão dos estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação e dos trabalhadores da área de saúde. É possível buscar alternativas, inclusive possibilidades para pensar a Imunologia em termos de novos modelos, em termos de homeostase e interdependência (ambos delimitando um paradigma ecológico), talvez mais propícios à abordagem das questões que ora se impõem nos seus horizontes, com inquestionáveis efeitos na educação.

Palavras-chave: Imunologia. Educação médica. Modelo Imunológico.


ABSTRACT

Teaching and research in the field of Immunology adhere predominantly to a military or warlike paradigm, according to which the host-microorganism interactions are viewed from the perspective of attack-and-defense processes. Since such knowledge is traditionally addressed in undergraduate health courses, this perspective has an obvious impact on the training of future health professionals, including physicians. The current article reflects on the pedagogical issues pertaining to the attack-and-defense model. A theoretical inquiry was conducted according to the following method: (1) critical review of the literature, with texts obtained from books and book chapters on Immunology; (2) critical reading of the texts; and (3) elaboration of a reflexive synthesis on the theme. The military model of Immunology is hegemonic in the textbooks, consistent with the identical theoretical concept that is inherent to Western medicine, helping condition the views of undergraduate and graduate students and future health professionals. It is possible to seek alternatives, including possibilities for conceiving Immunology in terms of new models, including homeostasis and interdependence (both shaping an ecological paradigm), potentially more amenable to an approach to the issues now on the horizon, with undeniable effects on medical education.

Keywords: Immunology; Medical education. Models Immunological.


 

 

INTRODUÇÃO

A ciência pode ser concebida como a atividade humana que tem na (tentativa de) descrição da realidade um dos aspectos cruciais do seu saber-fazer1. De fato, a atividade científica diz respeito ao

[...] conjunto de conhecimentos e de pesquisas com grau suficiente de unidade e generalidade, suscetíveis de levar [...] a conclusões concordantes que não resultam de convenções arbitrárias nem de gostos ou interesses individuais [...] mas, sim, de relações objetivas que se descobrem gradualmente e que se confirmam por métodos de verificação definidos. (p.278)2

Entre as diferentes perspectivas de concepção dos processos de construção histórica da ciência está a ideia de descontinuidades/rupturas entre suas teorias e seus métodos, como proposto por Thomas Kuhn no conceito de paradigma3, âmbito no qual se consubstanciam "realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes". (Kuhn3 2006)

Nestes termos, o paradigma representa uma matriz disciplinar, composta por teorias, leis, técnicas e hipóteses, a qual subjaz à atividade de pesquisa científica, norteando-a e legitimando-a.

A Imunologia, como disciplina científica, tem se constituído em torno de um paradigma caracterizável como predominantemente "marcial", "belicoso" ou "beligerante", segundo o qual as interações hospedeiro-microrganismo são vistas segundo uma concepção de processos de ataque-defesa - ou seja, uma narrativa sobre a guerra inter e intraorganismos -, em que se estabelecem os termos de um discurso capazes de constituir uma genuína cosmovisão:

Os vocabulários nunca são neutros. As coisas que são incluídas em um vocabulário passam a compor uma realidade familiar; aquelas que são deixadas de fora são ignoradas ou chegam a ter a sua existência negada. Além disso, um vocabulário oferece uma versão de como o mundo funciona e por quê. (p. 70-71)4

Tais ideias têm impacto nos âmbitos epistemológicos e pedagógicos da disciplina - como pontuado em investigação preliminar sobre o assunto5 -, com decisiva ingerência na formação médica6.

Com base nestas considerações, o presente artigo tem por escopo (1) apresentar o paradigma marcial da Imunologia a partir de sua identificação em livros-texto da disciplina; (2) discutir possíveis alternativas a este modelo; (3) pontuar as consequências destes debates sobre a formação médica.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma pesquisa teórica apoiada na revisão crítica da literatura. A primeira etapa consistiu na busca de textos, utilizando-se a consulta a livros e a capítulos de livro de Imunologia. Busca complementar foi realizada nas seguintes bases: BVS - Biblioteca Virtual em Saúde; Pubmed - U. S. National Library of Medicine; e Scielo - Scientific Eletronic Library Online.

A segunda etapa consistiu na leitura dos manuscritos e na identificação de suas ideias centrais à luz da concepção de paradigma marcial.

Na terceira e última etapa, construiu-se uma síntese reflexiva sobre o tema, cujas conclusões são aplicáveis no âmbito da educação na área médica.

 

RESULTADOS

Foram consultados nove livros e dois capítulos de livros7-17.

Os textos da Imunologia estão, em grande medida, inscritos no paradigma marcial - ou belicoso -, como explicitado no Quadro 1.

As citações "falam por si mesmas": vive-se numa terrível guerra - cuja metáfora seria Ran de Kurosawa18 -, vencida por aquele que dispuser das melhores armas: os "invasores" (em geral, microrganismos), eventualmente os "rebeldes" (como as células neoplásicas) ou os "invadidos" (habitualmente seres vivos multicelulares, incluído o Homo sapiens sapiens).

 

DISCUSSÃO

O modelo marcial da Imunologia é uma das manifestações de idêntica concepção teórica inerente à medicina ocidental - como, por exemplo, nas consagradas expressões propedêutica armada e arsenal terapêutico. Em última análise, representa uma leitura deveras empobrecida, pois reduz a diversidade e complexidade do sistema imunológico (SI) a simples relações causais, nas quais cabe ao hospedeiro tão-somente se proteger das bárbaras invasões (microbianas) ou das rebeliões internas (tumorais). Tal perspectiva acaba por infestar - para se manter no vocabulário vigente - a compreensão dos estudantes de Medicina, fazendo-os crer que microrganismos são inimigos que precisam ser vencidos por linfócitos e anticorpos - às vezes, com reforços dos antimicrobianos19 -, genuínos soldados e armas. Trata-se, pois, de uma lídima metáfora bélica, com importantes consequências:

Metáforas podem criar realidades para nós, especialmente realidades sociais. Uma metáfora pode, então, ser um guia para ação futura. Tal ação, obviamente, corresponderá à metáfora. Isto, por sua vez, reforçará o poder da metáfora de tornar a experiência coerente. Neste sentido, as metáforas podem ser profecias que validam a si mesmas.20

Ao se validar a si mesma, a metáfora da guerra - constituinte do paradigma marcial - acaba por se tornar "real", perpetuando a inscrição no modelo, uma vez que estes estudantes, assim como os outros das áreas de saúde e de ciências biológicas, serão os imunologistas de amanhã.

Estará, então, a "guerra perdida"? Provavelmente não. De fato, a despeito deste panorama, há autores que questionam o modelo vigente:

Quando dizemos que o sistema imune nos defende, identificando e eliminando materiais estranhos, em meio aos componentes do corpo, estamos usando, deliberadamente ou não, uma metáfora. Não existe uma entidade inteligente planejando e desenvolvendo estratégias defensivas contra invasores antigênicos no meio do sistema imune. As modificações, que o sistema atravessa, surgem como decorrências inevitáveis de sua estrutura celular e molecular. Tais mudanças estruturais ocorrem como se o corpo se defendesse e, usualmente, resultam na eliminação de materiais estranhos sem causar danos excessivos à estrutura do organismo. Mas elas não derivam de um planejamento da defesa. A defesa não é intencional.21

A citação de Vaz e Faria21 traz apontamentos para se pensar novos modelos de compreensão do sistema imunológico a partir de concepções presentes na literatura desde a década de 196022,23. Com efeito, esforços têm sido envidados na proposição de paradigmas alternativos, abrindo possibilidades para uma possível transição paradigmática na Imunologia24,25, cujos padrões de compreensão enfatizariam: (1) a imunidade concomitante22,23; (2) o funcionamento em rede - por exemplo, no caso das sinapses imunológicas26,27; (3) a auto-organização28; (4) a homeostase29; (5) as relações ecológicas30,31.

Esta transição paradigmática anunciada pode trazer reais implicações à educação médica, especialmente na vertente ecológica, na medida em que, de acordo com Capra32, é inerente à ecologia fazer perguntas profundas a respeito dos próprios fundamentos da cosmovisão vigente, questionando modelos com base num ponto de vista relacional: a partir da perspectiva dos relacionamentos de todos os seres com as gerações futuras e com a teia da vida da qual se é parte. Assim, pois, é admissível pensar que o ensino de Imunologia, tal qual o de outras ciências inter-relacionadas - Bacteriologia, Virologia, Micologia, Parasitologia, por exemplo -, sob a égide do paradigma ecológico, favoreceria uma formação mais integral e reflexiva, considerando a complexidade dos fenômenos estudados.

Nesse contexto, deve se ressaltar a possibilidade de ampliar a compreensão - e delinear possíveis respostas - de significativos desafios contemporâneos, como o surgimento de doenças emergentes e reemergentes, o desenvolvimento de resistência bacteriana aos antimicrobianos e a modulação de fatores de virulência.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A transição do paradigma marcial da Imunologia é não apenas pensável, mas também possível, podendo se obter indícios de que novos modelos já se encontram em gestação. De fato, paradigmas alternativos, de tessitura ecológica, nos quais é afirmada a complexidade das inter-relações entre os seres vivos, vêm ganhando espaço, ainda que de modo bastante preliminar, no âmbito da Imunologia. Nestas situações, a destruição de um ou de ambos os seres vivos relacionados ou sua convivência por anos a fio - observada, amiúde, nas infecções por Schistosoma mansoni e por Trypanosoma cruzi, por exemplo -, passariam a ser vistas como possibilidades dentre uma miríade de desenlaces possíveis.

Estas reflexões poderão contribuir para a elaboração e o ensino de modelos mais fecundos à compreensão dos sistemas vivos, contexto cujas implicações na educação médica são profundas. Esse novo horizonte - menos beligerante e talvez mais dirigido a entender a resposta imune como busca do equilíbrio perdido, algo que permeia Rapsódia em agosto, também de Kurosawa18 -, será, provavelmente, mais propício à formação de médicos mais aptos à solvência dos diferentes problemas colocados no âmago da disciplina.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Rodrigo Siqueira-Batista
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Rua Lucio Tavares, 1045. Centro - Nilópolis
CEP.: 26530060 RJ
E-mail: rsiqueirabatista@terra.com.br

Recebido em: 14/04/2008
Reencaminhado: 15/06/2008
Aprovado: 18/06/2008

 

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
Rodrigo Siqueira-Batista concebeu, originalmente, o presente artigo. Ato contínuo, trabalhou, lado a lado, com Andréia Patrícia Gomes, Verônica Santos Albuquerque, Rodrigo Madalon-Fraga, Ana Maria Coutinho Aleksandrowicz e Mauro Geller para a preparação da versão final do texto.
CONFLITO DE INTERESSES
Declarou não haver

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