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Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul

Print version ISSN 0101-8108

Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.29 no.1 Porto Alegre Jan./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-81082007000100012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Adaptação transcultural do Inventory of Countertransference Behavior (ICB) para o português brasileiro

 

 

Patrícia Rivoire Menelli GoldfeldI; Daniela WiethaeuperII; Luciana TerraIII; Rosana BaumgardtIII; Martha LauermannIII; Victor MardiniIV; Claudio AbuchaimV; Anne SordiVI; Luciana SoaresVII; Lúcia Helena Freitas CeitlinVIII

IPsiquiatra. Mestranda, Programa de Pós–Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria, UFRGS, Porto Alegre, RS
IIPsicóloga. PhD em Psicologia Clínica. Professora adjunta, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo, RS
IIIPsicóloga
IVMédico
VPsiquiatra. Mestre em Psicologia
VIAcadêmica de Medicina, UFRGS
VIIAcadêmica de Psicologia, UNISINOS
VIIIPsiquiatra. MpH, PhD em Medicina. Professor adjunto, Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal, UFRGS

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O artigo apresenta a adaptação transcultural do Inventory of Countertransference Behavior (ICB) para o português brasileiro. O ICB constitui–se numa escala de 21 itens que busca acessar o comportamento contratransferencial. Esta escala, que deve ser preenchida pelo supervisor após a sessão de supervisão, abrange a contratransferência em suas categorias positiva e negativa.
MÉTODO: Foram realizadas as etapas de equivalência conceitual, equivalência de itens, equivalência semântica, equivalência operacional, equivalência funcional e aprovação da versão final pelo autor original do instrumento.
RESULTADOS: Os critérios de equivalência foram satisfeitos, tendo a versão final sido aprovada pelo autor do instrumento original.
CONCLUSÃO: A adaptação do ICB disponibiliza para uso um instrumento de utilização prática, que abrange as categorias de contratransferência positiva e negativa. Constitui, deste modo, uma ferramenta de grande utilidade para a clínica, a supervisão e a pesquisa em psicoterapia e psicanálise, onde a contratransferência tem se mostrado um importante recurso, especialmente no tratamento de patologias fundamentadas em estágios precoces do desenvolvimento, nos casos graves e nos traumas severos.

Descritores: Contratransferência, Inventory of Countertransference Behavior, adaptação transcultural.


 

 

Introdução

O estudo da contratransferência (CT) tem servido aos psicanalistas e psicoterapeutas de modo geral como um instrumento útil na pesquisa do inconsciente do paciente1–14. Este recurso é considerado ainda mais importante nos casos graves, nas patologias fundamentadas em estágios precoces do desenvolvimento e em casos de trauma severo, onde a capacidade de simbolização e verbalização dos sentimentos fica abolida ou prejudicada15–29.

O conceito de CT foi inicialmente definido por Freud para referir–se ao que ele via como patológico e problemático no analista, devido à potencial irrupção de impulsos não analisados. Freud preconizou que a CT era um problema permanente para o médico, que precisava ser compreendido e superado (conceito clássico)30–32. Essa colocação refere–se a um conceito fundamental em psicoterapia e psicanálise: as limitações que as neuroses, pontos cegos e traços de caráter do terapeuta ou psicanalista impõem à habilidade de compreender e responder às comunicações de outra pessoa. Desenvolvimentos posteriores ampliaram e modificaram o conceito de CT, de modo que esta passou também a abarcar todos os sentimentos conscientes e inconscientes do terapeuta e a ser utilizada como um instrumento terapêutico (conceito totalístico)7,8,13,14.

Glover, em suas "Leituras sobre a técnica em psicanálise" distinguiu a CT como positiva (afetos relacionados à linha amorosa), e negativa (afetos relacionados à linha agressiva)33,34. Esta forma de classificar a CT ainda é muito utilizada atualmente, como um dos modos mais simplificados de classificação.

Na área da psicologia e psicanálise, é comum a construção de escalas para medir variáveis, conceitos ou constructos teóricos não diretamente observáveis, entre estes, a CT35. Tem sido considerada pelos especialistas a necessidade de se disponibilizar, no Brasil, instrumentos padronizados para avaliar a CT, de modo a auxiliar terapeutas e psicanalistas na clínica e na pesquisa em psicoterapia e psicanálise. Com esta intenção, foi selecionado na literatura científica, entre os instrumentos para avaliação deste constructo, o Inventory of Countertransference Behavior (ICB)36, por ser um instrumento bem elaborado, de manejo relativamente simples, e que não requer treinamento específico para ser utilizado por especialistas da área.

O ICB é um instrumento importante a ser utilizado pelo supervisor de psicoterapia ou psicanálise, pois busca avaliar a CT de modo clássico. Ele permite acessar aspectos conscientes e latentes de CT, abrangendo as categorias de CT positiva (sentimentos do espectro positivo) e negativa (sentimentos do espectro negativo).

O ICB consiste em uma escala de 21 itens a ser preenchida pelo supervisor, após uma sessão de supervisão, que busca avaliar o comportamento contratransferencial.

O objetivo deste estudo é apresentar o processo de adaptação transcultural do ICB para o português brasileiro relativamente à equivalência conceitual, de itens, semântica, operacional, funcional e aprovação da versão final pelo autor.

Inventory of countertransference behavior (ICB)

Esta escala foi desenvolvida por Gelso & Friedman36, para acessar o comportamento contratransferencial do terapeuta, tal como ele é percebido pelo supervisor durante sessões de supervisão. A escala foi originalmente composta por 32 itens, cada um com 5 níveis de resposta (1 = muito pouco, até 5 = muito intenso). Atualmente, possui 21 itens com respostas do tipo Likert, de 1 = pouco ou em nenhum grau, a 5 = em alto grau, para ser respondida pelo supervisor após a sessão de supervisão. Os itens compreendem a CT no sentido clássico, como obstáculo, separando os comportamentos contratransferenciais dos terapeutas avaliados pelo supervisor nos seus aspectos positivos e negativos. O escore da escala é obtido somando–se separadamente os itens positivos e os negativos. O autor da escala preconiza desconsiderar as respostas Likert = 1 ou 2 e somar apenas as = 3 ou mais.

Na análise do ICB, 11 especialistas proveram validade de face para os itens, indicando que cada um deles era, de alguma forma, uma expressão de CT. A escala total e cada sub–escala (CT positiva e CT negativa) revelaram alta consistência interna. Uma análise fatorial exploratória de medidas de 126 supervisores de sessões supervisionadas revelou, como esperado, a evidência de dois fatores. Estes fatores, mais do que refletir as dimensões de superenvolvimento e subenvolvimento como hipóteses, foram melhor categorizados dentro dos conceitos de CT negativa e positiva.

 

Métodos

Utilizou–se o mesmo referencial teórico conceitual e metodológico proposto por Herdman et al.37, que preconizam a utilização de um modo universalista de abordar a pesquisa transcultural. Para eles, esta abordagem não cometeria o equívoco de pressupor a priori que os constructos sejam os mesmos entre as diferentes culturas, e que isto implicaria na necessidade de estabelecer se o conceito existe e é interpretado similarmente nas duas culturas e, se sim, em que grau este é interpretado similarmente. O objetivo do modo universalista é verificar quais aspectos do conceito são genuinamente universais entre as culturas e utilizar somente estes aspectos para o desenvolvimento de instrumentos para medir o conceito em diferentes culturas. Os autores também utilizaram as contribuições metodológicas de Moraes, Hasselmann e Reichenheim38. A seguir, descrevem–se as etapas metodológicas resultantes desta influência.

Em primeiro lugar, houve a permissão do autor para a tradução e utilização do ICB. Foi realizada a avaliação da equivalência conceitual e de itens da escala original por um grupo de discussão, que incluiu profissionais bilíngües e conhecedores do assunto tratado na escala (uma psiquiatra doutora; uma psiquiatra e psicanalista e uma psicóloga doutora). O grupo considerou o constructo, bem como os itens da escala, que foram vistos como igualmente relevantes em nossa cultura. Após essa fase, o instrumento foi traduzido de forma independente para o português, por 2 tradutores bilíngües, sendo que um especialista em língua inglesa e o outro psiquiatra.

As duas versões em Português foram unificadas por uma psiquiatra e psicanalista, resultando numa terceira versão.

Neste momento, a escala foi apresentada a um grupo de 5 profissionais independentes do grupo de pesquisa (2 psicanalistas, 2 psicólogas e uma estudante de medicina), que discutiram a compreensão e adequação dos itens. As alterações sugeridas foram anotadas e houve comunicação com o autor para esclarecimento de dúvidas. A terceira versão em Português e as sugestões do grupo de profissionais foram analisadas quanto à validade de conteúdo por uma dupla de especialistas na área de saúde mental (uma psicóloga e uma psiquiatra), sendo criada uma quarta versão em Português. Esta última versão foi retrotraduzida por tradutor independente, bilíngüe, psiquiatra (que não conhecia a escala).

Por último, o grupo de pesquisa se reuniu para discutir o significado referencial de termos/palavras constituintes da escala37, comparando o original e a versão retrotraduzida, utilizando uma escala analógica visual39, permitindo que a equivalência entre pares fosse pontuada de modo contínuo, de 0 a 100%. Também buscou avaliar o significado geral de cada item, que transcende a literalidade das palavras, levando em consideração o contexto cultural da população alvo (psicoterapeutas e psicanalistas brasileiros), utilizando–se de uma classificação em 4 níveis: inalterado, pouco alterado, muito alterado ou completamente alterado.

Foi avaliada a equivalência operacional, que consiste na possibilidade de utilizar a escala na mesma formatação, modo de administração e métodos de mensuração do instrumento original, e a equivalência funcional, que busca avaliar a capacidade que instrumento tem de medir, em nosso meio, o que se propõe a medir na cultura original. Para isto, a escala foi utilizada para o treinamento de três juízes, e depois se mediu o índice de coeficiente intraclasse (ICCm) de acordo interjuízes. A equivalência funcional foi demonstrada em outro estudo, realizado com uma amostragem de 92 terapeutas, e que está em vias de publicação. A escala retrotraduzida foi enviada ao autor da escala original, para análise.

 

Resultados

O objetivo, ao construir estas escalas, é que suas medidas sejam o mais precisas possível e que meçam realmente o que se propõem a medir35. Ao elaborar a adaptação transcultural do ICB, o presente estudo também buscou avaliar a validade da escala com relação ao conteúdo: validade de conteúdo e de face. A validade de conteúdo trata basicamente da questão do exame sistemático do conteúdo do teste, elaborado por pessoas de reconhecido saber na área em questão, que avaliaram os itens para determinar se estes cobriam uma amostra representativa do universo do comportamento a ser medido e para determinar se a escolha dos itens era apropriada e relevante. Os especialistas que avaliaram o ICB consideraram que a escala apresentava validade de conteúdo em relação ao constructo CT no sentido clássico. Os especialistas também encontraram validade de face, que se refere não ao que o teste mede realmente, mas ao que ele mede aparentemente, o que também se refere à linguagem, à forma como conteúdo está sendo apresentado. A discussão com o grupo de especialistas sobre a apreciação da equivalência conceitual e de itens levou a ajustes lingüísticos e adaptações terminológicas nos termos de 8 itens. Verificou–se que na questão 1: "Colluded with the client in the session", a palavra colluded não possuía equivalente na língua portuguesa como verbo, optando–se por traduzi–la como: "mostrou/estabeleceu conluio com o cliente na sessão". No item 4, foi necessária uma modificação: a tradução de "Befriended the client in the session" foi interpretada no grupo como: "Ficou amigo do cliente na sessão", optando–se por uma expressão mais comumente usada no português para esses casos: "Agiu como amigo do cliente na sessão". No item 6, foi necessário o contato com o autor porque não ficou claro o que ele queria dizer com a expressão: "Behaved as if she or he were "somewhere else" during the session", ou em Português: "Comportou–se como se estivesse em outro lugar durante a sessão". O autor explicou que "em outro lugar", queria dizer ausente, pensando em outra coisa, que não o material da sessão. No item 9 a palavra "criticou" foi alterada para "foi crítico", para ser melhor compreendida. Nos itens 12 e 13, a palavra "forma" foi alterada para "maneira". No item 18, foi alterado de "realizou excesso de auto–revelação" para "engajou–se em comportamento de auto–revelação excessivo". No item 21, foi alterado de "estruturou excessivamente a sessão" para "forneceu estrutura excessiva à sessão". As alterações foram realizadas para que os itens fossem melhor compreendidos na língua portuguesa, procurando obter o real significado original.

A avaliação de equivalência semântica entre a escala original e a retrotradução evidenciou uma boa equivalência, de modo geral. Apenas 1 dos 21 itens da retrotradução apresentou, segundo a escala analógico visual, um grau de equivalência de significado referencial aquém de 90% em vista do original (Tabela 1). Observou–se que o significado se manteve inalterado em 95,2% dos itens. O item considerado pouco alterado foi o item 4: "Befriended the client in the session", para o qual os especialistas consideraram não haver uma expressão exata do termo no português, optando por usar: "ficou amigo do cliente na sessão".

 

 

A avaliação de equivalência operacional mostrou que o instrumento pode ser utilizado na mesma formatação, modo de administração e métodos de mensuração do instrumento original e também poderá ser utilizado para o treinamento de juízes, com a finalidade de pesquisa em psicoterapia e psicanálise. Para isto, foi constituído um grupo de juízes com duas psicólogas e uma estudante de medicina. Os juízes receberam um treinamento no instrumento, de 15 horas de duração, tendo atingido um Índice de Coeficiente Intraclasse (ICCm = 0,72) considerado alto. O instrumento mostrou que apresenta equivalência funcional, ao medir em nosso meio o que se propõe a medir na cultura original. Tal fato foi constatado com uma amostra de 92 terapeutas, e será demonstrado em outro artigo, que está em vias de publicação.

A versão final do ICB está disponível no Brasil, porém só poderá ser utilizada com a autorização do autor.

 

Discussão

Herdman, Fox–Rushby e Badia37 preconizam a utilização de um modo universalista de abordar a pesquisa transcultural, que pretende avaliar e respeitar as diferenças culturais. Essa abordagem implicaria na necessidade de estabelecer se os conceitos compreendidos em determinado instrumento existem e são interpretados similarmente nas duas culturas em questão e, se sim, em que grau estes são interpretados similarmente.

A discussão do grupo de especialistas, para equivalência conceitual e de itens, considerou que os conceitos e itens relativos ao constructo CT positiva e negativa utilizados na elaboração do instrumento eram igualmente relevantes em nossa cultura. Além disso, de modo geral, os itens foram considerados adequados na avaliação das duas dimensões estudadas: CT positiva e negativa.

Ainda é necessário que seja verificada a fidedignidade (precisão, exatidão) da escala, e a sua validade (se o teste está medindo o que o pesquisador pensa que está medindo) em relação a critério (validade concorrente e preditiva) e constructo (validade convergente, discriminante, preditiva e fatorial). Também é necessário avaliar o quanto estas são similares ao instrumento original35. No entanto, o presente estudo realizou uma adaptação transcultural para o português brasileiro de maneira criteriosa, disponibilizando para uso um instrumento muito completo e elaborado para avaliação do constructo CT no sentido clássico.

 

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Correspondência
Patrícia Rivoire Menelli Goldfeld
Rua Pedro Chaves Barcelos, 1114/502, Bairro Auxiliadora
CEP 90450–010 – Porto Alegre, RS
E–mail: rivoire@via–rs.net

Recebido em 19/01/2007. Aceito em 21/03/2007.

 

 

Anexo

 

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