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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.2 Belo Horizonte Apr. 2000

https://doi.org/10.1590/S0102-09352000000200013 

Efeito da temperatura ambiente e da umidade relativa do ar sobre a freqüência de ingestão de alimentos e de água e de ruminação em vacas da raça Holandesa

[Effect of air temperature and humidity on frequency of feeding, water ingestion and rumination in Holstein cows]

 

J.A.B. Portugal1, M.F.A. Pires2, M.C. Durães2

1Instituto de Laticínios Cândido Tostes - EPAMIG
Rua Tenente Luiz de Freitas, 116. Bairro Santa Terezinha
36045-560 - Juiz de Fora, Minas Gerais
2Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Leite – CNPGL/EMBRAPA

 

Recebido para publicação, após modificações, em 3 de janeiro de 2000
E-mail: jabportugal@hotmail.com

 

 

RESUMO

Estudaram-se a ingestão de alimentos e de água e a ruminação em vacas primíparas e multíparas da raça Holandesa, com alta produção de leite, criadas em sistema de confinamento do tipo free stall, em diferentes combinações de temperatura ambiente e umidade relativa do ar. Foram realizadas três coletas de dados nos meses de verão e três nos de inverno, todas elas com duração de 24 horas. As atividades de alimentação e ruminação foram monitoradas em intervalos de 15 minutos e a de ingestão de água, continuamente ao longo das 24 horas. A temperatura ambiente e a umidade relativa do ar foram observadas em intervalos de uma hora. O binômio temperatura ambiente/umidade do ar alteraram significativamente (P<0,05) o padrão de alimentação de vacas e novilhas nas coletas de verão, período de alimentação esperado de 6h-18h, para o intervalo de 18h-24h. A ruminação foi afetada principalmente pelo padrão diário de alimentação. O padrão de ingestão de água, da mesma forma, variou significativamente (P<0,05) em função do comportamento de alimentação e das condições ambientais (temperatura ambiente e umidade do ar), marcadamente no lote de vacas.

Palavras-chave: Bovino de leite, ambiente, ruminação, ingestão de água, ingestão de alimento

 

ABSTRACT

The feeding behaviour, rumination and water consumption of primiparous and multiparous Holstein cows, housed in a free-stall system were studied, in response to different combinations of temperature and relative air humidity. Data were collected during three days (24 hours) in the summer and winter months. Feeding behaviour and rumination were monitored in each 15 minute intervals, and the water ingestion, continuously all day long. Environmental temperature and relative humidity were also monitored in each hour interval. During summer time, the environmental temperature and relative humidity significantly affected (P<0.05) feeding behaviour of the cows with an increasing time of feeding intervals, from 6am - 6pm to 6pm - 12pm. Daily pattern of rumination was defined by the daily pattern of feeding. The water ingestion varied significantly (P<0.05) as a function of the feeding behavior due to environmental temperature and air humidity, mainly in the cow group.

Keywords: Dairy cattle, environment, rumination, water intake, feed intake

 

 

INTRODUÇÃO

O estudo do comportamento animal ou etologia, associado aos aspectos ecológicos e bioclimáticos, contribui para adequação do manejo e seleção de rebanho, quando relacionado com a adaptação de um determinado animal ou espécie (Dethier & Stellar, 1988; Dawkins, 1989; Friend, 1991; Muller & Botha, 1993; Ridley, 1995).

O conhecimento das interações do animal com o meio ambiente é importante, visto que os padrões fixos de comportamento (Dawkins, 1989; Ridley, 1995) podem ser determinados por um estímulo que desencadeia uma resposta ou uma seqüência de respostas (Dethier & Stellar, 1988).

A ingestão de alimentos e água e a ruminação são considerados padrões fixos de comportamento que podem ser alterados por fatores bióticos (temperatura corporal e freqüência respiratória) ou abióticos (temperatura ambiente e umidade relativa do ar) (Hafez & Schein, 1962; Arnold & Dudzinski, 1978; Empel et al., 1994).

Para a temperatura ambiente são definidas zonas de conforto térmico e de termoneutralidade específicas para as diferentes espécies de animais. Para bovinos da raça Holandesa, os limites térmicos da zona de conforto variam de –1ºC a 21ºC, a de termoneutralidade situa-se em 27oC, e o limite de umidade relativa ideal para animais domésticos varia de 60 a 70% (Müller, 1989). A umidade relativa do ar pode causar desconforto térmico se estiver associada com altas temperaturas, prejudicando os processos de dissipação de calor corporal (Johnson et al., 1963; Pereira & Miranda, 1980; Armstrong, 1994).

O estudo da influência dos fatores abióticos sobre os animais deve estar associado à análise das condições de manejo e das características particulares de cada animal ou rebanho (espécie, raça, idade, sexo, estado fisiológico) que, juntos, podem interferir nos padrões de comportamento, favorecendo situações de estresse (Johnson et al., 1963; Shebaita et al., 1992; Abeni et al., 1993; Beede et al., 1994; Grant & Albright, 1995).

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da temperatura ambiente e da umidade relativa do ar sobre a freqüência de ingestão de água e de alimentos e de ruminação em vacas primíparas e multíparas da raça Holandesa.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no sistema intensivo de produção de leite, do tipo free stall, da Embrapa/Gado de Leite, localizado no Município de Coronel Pacheco, Estado de Minas Gerais, região de clima tropical úmido, caracterizado por verão chuvoso e inverno seco.

O estábulo possuía quatro divisões limitadas por um corredor central de circulação e um corredor lateral de alimentação, separado por um sistema de canzis fixos. Cada lote tinha um bebedouro com água potável, um cocho para sal mineralizado e baias individuais utilizadas como cama. O manejo dos animais do experimento não foi alterado ao longo do período experimental, mantendo-se três horários de ordenha (5h30min, 13h30min, 20h30min), dois períodos de distribuição de alimento (7h e 13h) fornecido ad libitum (mistura completa: silagem, feno, concentrados e minerais). O rodízio dos animais entre os lotes foi definido de acordo com a produção de leite e/ou tempo de lactação.

O período experimental foi dividido em duas etapas segundo as estações do ano, definidas para uma região de clima tropical, verão e inverno, sendo feitas três coletas de dados em cada período.

Foram acompanhadas, em média, 10 vacas primíparas e 16 vacas multíparas entre 0-100 dias de lactação. A metodologia adotada para realização das coletas de dados foi baseada na indicação de Camargo (1988). Cada coleta teve a duração de 24 horas, compreendendo observações contínuas para a ingestão de água, realizadas ao longo das 24 horas, e observações intermitentes, para a alimentação e ruminação feitas em intervalos de 15 minutos. Os resultados foram computados em quatro períodos definidos: 6h-12h, 12h-18h, 18h-24h e 24h-6h.

A temperatura ambiente e a umidade relativa do ar foram medidas por meio de um par de psicômetros, um de bulbo seco e um de bulbo úmido, instalados em um abrigo meteorológico, fixado à altura padrão dentro do estábulo. As leituras foram realizadas em intervalos de uma hora, ao longo das 24 horas.

Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva para estudos em comportamento de bovinos adotada por Hafez & Schein (1962), Arnold & Dudzinski (1978) e Camargo (1988).

Usaram-se os modelos freq e estat do pacote estatístico Embrapa/NTIA (1993) para cálculos da freqüência e qui-quadrado (2´4, com três graus de liberdade) comparando cada atividade, nos quatro intervalos de horas, nos períodos de coletas de verão e inverno. Os intervalos do dia, 6h-12h, 12h-18h, 18-24h e 24h-6h foram considerados os períodos utilizados para avaliar a freqüência de cada atividade entre estações. Em seguida, foram feitos três testes de qui-quadrado (duas estações comparadas com dois períodos a saber, verão e inverno comparados nos intervalos de 6-12h e 12-18h, verão e inverno comparados nos intervalos de 18-24 e 24-6h e verão e inverno comparados nos intervalos 24-6h e 6-12h), levando-se em consideração cada atividade realizada.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A temperatura e a umidade relativa do ar, médias registradas no período experimental, variaram, respectivamente, de 20,7 a 29,4ºC e de 62 a 92% no verão, e de 16,6 a 25,3ºC e de 63 a 90,1%, no inverno (Tab.1).

 

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A média da temperatura ambiente registrada no intervalo de 12h-18h do verão (29,4ºC) foi superior ao limite máximo da zona de termoneutralidade (27ºC). Nos períodos de 6h-12h (22,6ºC) e 18h-24h (24,9ºC) no verão e 12h-18h (25,3ºC) no inverno, a temperatura permaneceu dentro da faixa de termoneutralidade, mas foi superior ao limite de 21ºC da zona de conforto para bovinos leiteiros, que corresponde ao limite térmico máximo em que os animais conseguem manter a temperatura corporal constante com um mínimo de esforço do sistema termorregulador (Müller, 1989).

Essas condições térmicas, associadas com alta umidade relativa, como as registradas no verão (62,0%, 88,8% e 77,7%) e inverno (63%) nos horários citados, constituem o binômio responsável por alterações fisiológicas e de comportamento nos animais, levando inclusive a situações de estresse térmico (Armstrong, 1994).

As freqüências e respectivas percentagens de cada atividade são apresentadas nas Tab. 2 e 3.

 

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Estações seguidas por diferentes letras apresentaram diferença significativa entre períodos (P<0,05) por atividade. Valores entre parênteses representam a percentagem de cada atividade realizada nos respectivos períodos.

 

 

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Estações seguidas por diferentes letras apresentaram diferença significativa entre períodos (P<0,05), por atividade. Valores entre parênteses representam a percentagem de cada atividade realizada nos respectivos períodos.

 

Independente da estação, observou-se tendência de maior freqüência de alimentação de primíparas e vacas entre 6h-12 h e 12h-18h, no verão e no inverno, determinada, provavelmente, pelo manejo adotado no sistema de produção, o qual inclui nesse intervalo duas das três ordenhas e, principalmente, as duas reposições de alimento fresco, que são fatores que estimulam o comportamento de alimentação, confirmando os dados de Hafez & Schein (1962) e Arnold & Dudzinski (1978).

Foram feitas três comparações levando-se em consideração as freqüências de cada atividade como mostrado nas Tab. 2 e 3. Comparando-se a freqüência da alimentação no período de 6h-12h com as ocorridas entre 12h-18h no verão e inverno, para vacas primíparas (Tab. 2), detectou-se que no inverno houve maior freqüência na ingestão de alimentos do que no verão. A freqüência da ingestão de alimentos ocorrida entre 18h-24h e 24h-6h entre estações também foi significativa, todavia, não se detectou diferença significativa na ingestão de alimentos nos períodos de 24h-6h e 6h-12h. Essa diferença na freqüência do consumo de alimentos pode ser explicada pelo fato de que no período da manhã, até as 7h, é retirada a sobra do alimento colocado no dia anterior e distribuída a ração para o período do dia. No período da tarde, por volta das 13h, é retirada a sobra de alimento e colocada a ração para o consumo no período da tarde e da noite.

Semelhantes comparações foram realizadas com as vacas de duas ou mais crias. Todavia, nestas, apenas a freqüência do consumo de alimento (85 e 75 no inverno e 193 e 74 no verão) ocorrida nos períodos de 18h-24h e 24h-6h, foi significativamente diferente (P<0,05).

Nas Tab. 2 e 3 pode ser notado que a freqüência de alimentação, no intervalo 18h-24h, foi maior durante o verão quando comparado ao mesmo intervalo no inverno, determinado, provavel-mente, pela alta temperatura registrada no período de 12h-18h (29,4ºC), superior ao limite da zona de termoneutralidade. Nessas condições, o animal modifica o padrão de comportamento, estendendo o período de alimentação para os intervalos em que as combinações temperatura ambiente e umidade do ar sejam mais adequadas.

No inverno, observa-se que primíparas e multíparas tiveram maior freqüência de alimentação concentrada no intervalo de 6h-18h, destacando-se que a repetição desse comporta-mento foi mais intensa nas primíparas no intervalo de 12h-18h, se comparadas com a categoria de vacas. Dessa forma, é provável que a temperatura ambiente de 25,3ºC, associada à umidade do ar de 63%, registradas entre 12h e 18h, não inibiram a atividade de alimentação em novilhas, mas podem ter afetado o padrão de alimentação das vacas, pois esta é uma categoria animal mais susceptível ao efeito do calor, devido às diferenças de massa corporal e nível de produção de leite.

Os resultados obtidos para o comportamento de ruminação, atividade diretamente associada ao comportamento alimentar, indicam que para novilhas houve diferença significativa (P<0,05) entre os intervalos de horas comparados no verão e inverno, levando-se em consideração os períodos de 24h-6h e 6h-12h. Contudo, não houve diferença significativa nessa atividade realizada pelas vacas de duas ou mais crias. Em termos percentuais, nota-se que o padrão diário de ruminação foi determinado pelo padrão diário de alimentação, como ressaltado por Hafez & Schein (1962) e Arnold & Dudzinski (1978).

A freqüência de ingestão de água registrada para vacas multíparas e vacas primíparas foi definida, basicamente, pelo binômio temperatura/umidade e atividade de alimentação, com diferenças significativas entre verão e inverno. Dessas interferências, destaca-se o período de 12h-18h no verão, quando a temperatura foi de 29,4ºC associada a umidade de 62,0%, gerando, provavelmente, maior necessidade de procura por água pelos animais, como um mecanismo auxiliar de termorregulação.

Entretanto, nota-se que a freqüência de ingestão de água, particularmente para o lote de vacas, foi maior no inverno que no verão, nesse mesmo período (12h-18h), talvez determinada por uma demanda excessiva por água pelos animais do referido lote, provocada por essa condição ambiental, causando superlotação do bebedouro e permitindo que apenas poucos animais conseguissem ingerir água ao mesmo tempo, reduzindo, dessa forma, a repetição do referido comportamento. Essa maior demanda por água pode estar associada à alta produção de leite do lote e à maior sensibilidade térmica desses animais, se comparados ao lote de primíparas.

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que os padrões de comportamento analisados foram semelhantes para primíparas e multíparas; as condições médias de temperatura ambiente atuaram diretamente sobre o comportamento de alimentação de primíparas e multíparas, alterando o padrão diário de alimentação esperado (6h-12h e 12h-18h), ocasionando um terceiro período significativo de alimentação à noite (18h-24h), em ambos os lotes experimentais, durante as coletas de verão; o comportamento de ruminação foi determinado basicamente pela alimentação, e a ingestão de água acompanhou a ingestão diária de alimentos; os índices de umidade do ar, quando associados à temperatura ambiente, podem ter tido uma ação decisiva sobre os padrões fixos de comportamento estudados.

 

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