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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53 no.3 Belo Horizonte June 2001

https://doi.org/10.1590/S0102-09352001000300009 

Freqüência de dirofilariose canina (D. immitis) em algumas regiões do Estado de São Paulo por meio da detecção de antígenos circulantes

[Frequency of canine heartworm disease (D. immitis) in some regions of São Paulo State using a circulating antigen indicator test]

 

N.F. Souza1, M.H.M.A Larsson2

1Faculdade de Ciências Agrárias do Pará
Caixa Postal 917
66077-530 – Belém - PA
2
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP

 

Recebido para publicação, após modificações, em 5 de janeiro de 2001.
E-mail:
uapg@fcap.br 

 

 

RESUMO

Determinou-se a freqüência da dirofilariose canina em 310 (158 machos e 152 fêmeas) cães oriundos da cidade de São Paulo (154) e do litoral paulista (156). O levantamento foi realizado por meio da técnica de Knott (pesquisa de microfilárias) e do teste de ELISA para detecção de antígenos circulantes solúveis. Vinte e cinco (8,0%) amostras apresentaram-se positivas utilizando-se os dois métodos para D. immitis, seis (3,9%) da cidade e 19 (12,2%) da área litorânea. Detectou-se positividade ao Knott em 19 (6,1%) amostras, quatro de São Paulo e 15 do litoral, e 12 (3,9%) reagentes ao ELISA, quatro de São Paulo e oito do litoral; seis (1,9%) amostras foram positivas pelos dois métodos, duas em São Paulo e quatro no litoral. A percentagem de cães positivos pelo método de Knott no litoral foi maior do que em São Paulo (P<0,05), porém ao teste de ELISA os casos positivos foram eqüivalentes. A infecção patente (microfilarêmica) prevaleceu sobre a infecção oculta (amicrofilarêmica), portanto não houve grande freqüência de cães infectados provavelmente por não se tratar de áreas de alta endemicidade, onde a ocorrência é maior que 10%.

Palavras-Chave: Cão, dirofilariose Dirofilaria immitis, ELISA, freqüência

 

ABSTRACT

The frequency of canine heartworm disease was determined in 310 dogs (158 males and 152 females) from São Paulo city (154) and several towns along the São Paulo state coast (156). The survey was carried out through the Knott's technique (direct presence of microfilariae in the blood) and ELISA for soluble circulating antigen detection. Twenty five (8.0%) samples were positive to D. immitis using both methods being 6 dogs (3.9%) from the city and 19 (12.2%) from the coastal area. Nineteen dogs (6.1%) were positive to the Knott's technique (4 from the city and 15 from the coastal area) and 12 dogs (3.9%) to the ELISA (4 from the city and 8 from the coastal area); six dogs (1.9%) were positive for both methods being two from the city and four from the coastal area. The frequency of positive dogs by the Knott's technique in the coastal area was higher than that in São Paulo city (P<0.05), but equivalent frequency was found in dogs from both areas when the ELISA test was used. Higher number of dogs with a patent infection (microfilaremic) was found than those with occult infection (amicrofilaremic). This survey has shown that the dogs were not infected with high frequency probably because the studied areas were not hiperenzootic endemic (higher than 10% of frequency).

Keywords: Dog, canine heartworm disease, Dirofilaria immitis, ELISA, frequency

 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, a distribuição da dirofilariose já foi notificada em todas as regiões: 1,1% no Rio Grande do Sul; 12,5% em Santa Catarina; 12,4% na Paraíba; 12,5% em Alagoas; 9,6% em Cuiabá (Labarthe, 1997); 14% no Rio de Janeiro; 29,7% em Niteroi (RJ) (Labarthe et al., 1997); 10,7% em Belém (PA) (Souza et al., 1997); 2,3% em Recife (PE) (Alves et al., 1998) e 8,8% no Estado de São Paulo (Larsson, 1990).

O diagnóstico definitivo é feito pela identificação de microfilárias (MCF) de D. immitis por meio da técnica de concentração, teste de Knott, previamente considerado o melhor método para detectar MCF e priorizar o início da terapia. O diagnóstico presuntivo é feito por evidência sorológica do antígeno (Ag) do verme adulto ou da MCF (O'Grady, 1994). A técnica de Knott modificada e a de filtração são de 50 a 90% mais eficazes na detecção de MCF do que o esfregaço direto ou o teste do hematócrito em tubo capilar (Calvert & Rawlings, 1986). A técnica de Knott é padrão, com a qual todos os outros métodos são comparados, e permite a diferenciação das espécies de MCF por meio da observação dos detalhes de morfologia de cauda e cabeça (Herd, 1978). Porém a diferenciação das duas principais espécies de filárias caninas (D. immitis e D. reconditum) pode ser realizada por meio do método de atividade da fosfatase ácida (Chalifoux & Hunt, 1971). Apesar de os testes antigênicos serem freqüentemente recomendados, a combinação destes com o teste de Knott pode melhorar a detecção da infeção em cães provenientes de populações que apresentam alta prevalência da forma patente da doença. Os testes para detecção de MCF são mais importantes em cães adultos jovens que não foram submetidos a tratamento preventivo com macrolídios (filaricidas) (Hoover et al., 1996). O presente artigo teve como objetivo determinar a freqüência de cães positivos para dirofilariose em parte do litoral e da capital paulista por meio da pesquisa de microfilárias e da detecção de antígenos circulantes.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram colhidas amostras de sangue de 310 cães (158 machos e 152 fêmeas), dos quais 154 atendidos no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (HOVET) e 156 domiciliados na área litorânea (Boiçucanga, Camburi, Guarujá, Peruíbe, Santos e Ubatuba) do Estado de São Paulo, com idade igual ou acima de seis meses, peso, raça e porte variados, no período de fevereiro a julho de 1998. Os animais não apresentavam história clínica da doença e nem tinham sido submetidos a qualquer tipo de tratamento para a referida infeção. A idade aproximada dos animais da área litorânea (Guarujá e Santos) foi avaliada pela dentição, por se tratarem de animais obtidos do Centro de Controle de Zoonose (CCZ). Daqueles atendidos no HOVET, a idade exata foi obtida por meio da ficha de identificação do animal.

Para realização dos métodos de diagnóstico foram obtidos 2ml de sangue da veia cefálica em tubos a vácuo contendo EDTA para execução da técnica de Knott, e 5ml de sangue em tubos a vácuo contendo gel, posteriormente centrifugados (Centrífuga Excelsa Baby II - Fanem - São Paulo – Brasil) a 1500G/10 minutos. O soro obtido foi conservado a –20ºC para posterior análise.

A técnica de Knott modificada foi realizada segundo Newton & Wright (1956). O teste sorológico utilizado foi o de um "kit" ELISA para detecção de antígeno solúvel de fêmea adulta de D. immitis (Witness (Witness Dirofilaria - Merial - São Paulo – Brasil.)), processado e interpretado individualmente de acordo com as instruções do fabricante, utilizando-se uma gota de soro e duas gotas de tampão, com leitura do teste feita após cinco minutos, observando-se a presença ou não de faixa cor de rosa. As amostras com leituras inconclusivas foram retestadas.

O método estatístico utilizado foi o teste de duas proporções com aproximação normal de 5% pela distribuição normal de probabilidade, ao nível de significância de 5% (µ =0,05), conforme recomendação de Goldstein (1965).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Das 310 amostras examinadas, 25 (8,0%) resultaram positivas para D. immitis, 6 (3,9%) da cidade de São Paulo e 19 (12,2%) do litoral paulista (Tab. 1). Larsson (1990), utilizando a técnica de Knott, obteve 8,8% de prevalência no Estado de São Paulo, não havendo, portanto, variações significativas em comparação aos resultados do presente trabalho. Dados apresentados por outros autores sugerem prevalência acima de 10% em áreas litorâneas (Nunes, 1993; Labarthe, 1997). Dos seis cães positivos na cidade, três haviam freqüentado o litoral (Bertioga e Maresias), tinham idade acima de cinco anos e apresentavam tosse, cansaço e dispnéia. Os cães positivos do litoral estavam aparentemente sadios e a maior ocorrência foi observada na faixa etária acima de cinco anos, justificada pelo maior número de amostras provenientes de cães de rua (apreendidos pelo CCZ), os quais são abandonados pelos proprietários, e também pelo fato de estarem expostos aos fatores que predispõem à ocorrência da infeção, tais como dormirem fora do domicílio e presença de vetores de espécies variadas. Segundo Selby et al. (1980), a idade é um fator de risco importante, determinado pelo tempo de exposição na área endêmica, e de acordo com Montoya et al. (1998), a prevalência da doença é maior em cães mais velhos, o que reforça os achados do presente trabalho.

 

 

Na distribuição das amostras por sexo, o número de machos acometidos por D. immitis foi maior do que o de fêmeas (Tab.2), dados semelhantes aos de Mendonça et al. (1994), que observaram 15,4% em machos e 3,2% em fêmeas, para um total de 123 amostras examinadas. Em todas as seis localidades litorâneas pesquisadas, houve animais positivos pelos dois métodos: Boiçucanga (2/8); Camburi (4/13); Guarujá (5/90); Peruíbe (1/1); Santos (6/41) e Ubatuba (1/3). Dentre estas, Guarujá já havia sido estudada por Larsson et al. (1987), os quais encontraram 61,5% de prevalência pelo método de Knott e 84,6% à necropsia, e Ubatuba por Nunes (1993), que detectou 26,4% de ocorrência, por meio do método da gota espessa.

 

 

Utilizando-se os métodos parasitológico (Knott) e sorológico (ELISA), 19 (6,1%) foram positivos ao Knott, sendo 4 (21%) de São Paulo e 15 (79%) do litoral e 12 (3,9%) foram reagentes ao ELISA, sendo 4 (33,3%) de São Paulo e 8 (66,7%) do litoral. Seis (1,9%) foram positivos aos dois métodos (Tab. 3).

 

 

A percentagem de cães classificados como positivos pelo Knott no litoral foi maior do que em São Paulo (P<0,05), porém ao ELISA os casos positivos se equivaleram (P>0,05).

Ao examinar 244 soros em São Paulo, Larsson et al. (1992) encontraram 14,4% de casos ocultos, positivos segundo o teste de ELISA, que ao serem comparados com os resultados (2,6%) do presente trabalho revelaram declínio dessa modalidade de infeção, justificado talvez pelo uso de macrolídios (filaricidas) nos últimos cinco anos. Ao examinar 200 amostras em São Paulo (1997) e utilizar um "kit" ELISA (Snap Canine Heartworm/IDEXX/USA), Larsson et al. (1998) encontraram 2,5% de infeções, dados bem próximos aos do presente trabalho, o qual utilizou outro "kit" ELISA (Witness Dirofilaria/MERIAL). Segundo Wong (1983), apud Sisson et al. (1985), em áreas de baixa endemicidade, a causa mais comun de infecção amicrofilarêmica é possivelmente a infeção unissexual. Para Theis (1997) isto significa que se deve recorrer mais aos testes sensitivos para microfilaremia nessas regiões, na tentativa de confirmar ou não os resultados de testes antigênicos no mesmo cão. Ao comparar os resultados das formas amicrofilarêmicas (7,6%) com as microfilarêmicas (12,2%) encontrou-se maior ocorrência no segundo grupo. Para Rawlings et al. (1982), os animais infectados com maior freqüência são amicrofilarêmicos e para Otto (1978), apud Levine et al. (1988), as infecções ocultas podem ser numerosas em áreas de alta prevalência, o que faz crer que os cães deste experimento não foram infectados com grande freqüência por não se tratar de área de alta endemicidade. O teste antigênico Witness foi negativo em 13 amostras de animais microfilarêmicos, segundo Bundensen et al. (1990). Quando isso ocorre com um teste antigênico é provável que o cão tenha sido infectado com apenas um ou dois vermes adultos e pelo menos um macho, pois a quantidade de antígeno liberado pelo verme adulto é variável e é provavelmente o resultado de uma relação complexa hospedeiro-parasito, individual para cada animal. Para Collins & Pope (1987), uma pequena carga de parasitos não está associada aos sinais clínicos da dirofilariose. No presente estudo os animais negativos ao ELISA não apresentaram sintomas da doença, o que sugere a probabilidade de parasitismo por um pequeno número de vermes. Dentre os 12 cães amicrofilarêmicos, a proporção mais alta (7 = 58,3%) de infeção oculta ocorreu nos animais mais velhos (acima de 5 anos) e a maior proporção de infeção pré-patente (19 cães) ocorreu nos mais jovens (13 = 68,4%), com idade abaixo de cinco anos. Tais dados são compatíveis com os de Grieve et al. (1986) e Hoover et al. (1996). De acordo com Levine et al. (1988), quando a prevalência da doença na população é baixa (<10%), tanto o teste sorológico quanto o parasitológico reconhecem com eficácia os cães livres de filárias como negativos. A reatividade imunológica específica no ELISA, como resultado da exposição à D. immitis, deve justificar os resultados discrepantes entre o imunoensaio e a observação da presença do parasito.

 

AGRADECIMENTOS

O presente trabalho foi realizado com os "kits" ELISA Witness fornecidos gentilmente pelo Laboratório Merial. Os autores também agradecem ao professor doutor Pedro Leal Germano pela análise estatística e ao professor doutor Enrico Lippi Ortolani pela colaboração na redação do resumo em inglês.

 

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