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Saúde em Debate

Print version ISSN 0103-1104On-line version ISSN 2358-2898

Saúde debate vol.39 no.spe Rio de Janeiro Dec. 2015

https://doi.org/10.5935/0103-1104.2015S005001 

Apresentação

Apresentação

Vera Lucia Luiza1 

Luciana Dias de Lima2 

Maria Lucia Frizon Rizzotto3 

Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato4 

Ruben Araújo de Mattos5 

1Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

2Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

3Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) - Cascavel (PR), Brasil. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) - Brasil

4Universidade Federal Fluminense (UFF), Escola de Serviço Social, Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social - Niterói (RJ), Brasil. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) - Brasil

5Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Instituto de Medicina Social (IMS) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil


A ideia deste suplemento foi gestada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz). Nasceu em conversas despretensiosas, regadas a cafezinhos, durante as quais se ponderava sobre a importância da produção científica da área de Políticas, Planejamento e Gestão no campo da saúde coletiva, assim como da necessidade de dar visibilidade à produção de pesquisadores neófitos, na tentativa de arejar saberes, ideias e discursos.

A opção de fazê-lo na revista 'Saúde em Debate', do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), colocou-se de forma tanto natural quanto oportuna, uma vez que, desde sua criação em 1976, o principal objetivo da revista tem sido fomentar o pensamento crítico no campo da saúde, por meio da difusão de produções teóricas articuladas ao direito universal à saúde e seus correlatos. Entendemos, portanto, que a missão histórica da revista se confunde com a consolidação da saúde coletiva e, particularmente, da área de políticas, planejamento e gestão enquanto campo de saberes e práticas, voltado para os sistemas e serviços de saúde, comprometido com a transformação social e com a formulação de alternativas para a melhoria das condições de vida e saúde da população.

Já nos momentos iniciais, tornou-se claro que era imprescindível produzir uma chamada aberta, que possibilitasse o envio de trabalhos de diversas instituições de ensino e pesquisa em saúde coletiva no Brasil.

Assim, este número contém artigos originais, ensaios e revisões resultantes de dissertações e teses produzidas em 12 diferentes programas de pós-graduação acadêmicos no País. Envolve 64 autores afiliados a 32 instituições situadas em diferentes níveis de gestão e regiões do Brasil e a 2 estrangeiras. Ressalta-se que alguns autores possuem distintos vínculos e que muitos que eram alunos na época do estudo encontram-se inseridos no mercado de trabalho, confrontando-se com o desafio de traduzir a reflexão acadêmica em melhores práticas na gestão e na produção do cuidado em saúde.

Os trabalhos aqui publicados foram concluídos no período de janeiro de 2011 a março de 2015, e muitos deles expressam os dilemas e conquistas do SUS no contexto político e econômico vigente à época. Por um lado, os aspectos analisados nesses estudos vêm a público revertidos e adicionados de novos acontecimentos, como é o caso da introdução do zika vírus e de alterações no ambiente político-institucional que colocam em cheque a universalização do direito à saúde no Brasil. Por outro, essa publicação coincide com a realização da XV Conferência Nacional de Saúde que possibilitou renovar reflexões e ampliar a base político-social de apoio à implantação do SUS em uma conjuntura adversa.

Foram recebidos 149 artigos de todo o Brasil, que, por meio do trabalho desenvolvidos pela equipe de editores convidados, foram submetidos à avaliação (peer review), revistos pelos autores e, após aprovação, cuidadosamente selecionados para integrar este suplemento especial da revista. Os temas tratados, examinados sob diferentes abordagens e lentes metodológicas, abrangem desde o cenário internacional até o nacional, envolvendo tanto aspectos da macro quanto da microgestão. A riqueza e a diversidade do campo são ilustradas em análises que englobam as relações entre Estado, sociedade, políticas e sistemas de saúde, e as formas de organização e prestação da atenção à saúde.

Esperamos que desfrutem da leitura.

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