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Revista Brasileira de Reumatologia

versão impressa ISSN 0482-5004versão On-line ISSN 1809-4570

Rev. Bras. Reumatol. vol.56 no.4 São Paulo jul./ago. 2016

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbre.2016.05.005 

Artigos de revisão

Efeitos da prática do método Pilates em idosos: uma revisão sistemática

Patrícia Becker Engers2 

Airton José Rombaldi2 

Elisa Gouvêa Portella2 

Marcelo Cozzensa da Silva2  * 

2Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil


RESUMO

Diversos estudos apontam os benefícios da inclusão de atividades físicas de resistência muscular e aeróbicas na rotina dos idosos. Dentre as diversas possibilidades da atividade física, o método Pilates se tornou uma modalidade popular nos últimos anos, por meio de um sistema de exercícios que possibilita trabalhar o corpo todo, corrige a postura, realinha a musculatura e desenvolve a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável. O objetivo do presente estudo foi revisar as evidências atuais sobre os efeitos da prática do método Pilates em idosos. A revisão sistemática da literatura foi feita nas bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo, Lilacs/Bireme, Scopus, Pedro e Isi of Knowledge a partir dos descritores pilates, elderly, old adults e aging. A seleção teve como critérios de inclusão artigos originais nas línguas inglês, português e espanhol. Todos os processos de seleção e avaliação de artigos foram feitos por pares e a qualidade foi verificada pela escala de Downs and Black. Foram incluídos 21 estudos. O ano de publicação variou de 2003 a 2014 e a amostra de oito a 311 idosos, com idade mínima de 60 anos. O período de intervenção apresentou variação de quatro semanas a 12 meses de exercícios do método Pilates. Concluiu-se que apesar de os estudos apontarem para benefícios físicos e motores do método Pilates em idosos, não podemos afirmar que o método é ou não efetivo, tendo em vista a baixa qualidade metodológica dos estudos que compõem a revisão.

Palavras-chave: Idoso; Envelhecimento; Atividade motora; Revisão

ABSTRACT

Several studies show the benefits of including muscle strength and aerobic physical activity in the routine of elderly people. Among the various possibilities of physical activity, the Pilates method has become a popular modality in recent years, through a system of exercises enabling to work the whole body and that corrects posture and realigns the muscles, developing the body stability needed for a healthier life. The aim of this study was to review the current evidence on the effects of the practice of the Pilates method in the elderly. A systematic literature review was conducted in the following electronic databases: Pubmed, Scielo, Lilacs/Bireme, Scopus, Pedro and Isi of Knowledge, from descriptors pilates, elderly, old adults, aging. In the selection of studies the following inclusion criteria were used: original articles in English, Portuguese and Spanish languages. All selection and evaluation processes of the articles were performed by peers and the quality was verified by the Downs and Black scale. Twenty-one studies were included. The year of publication ranged from 2003 to 2014 and the size of the sample varied from 8 to 311 elderly subjects, aged at least 60 years old. The intervention period was from 4 weeks to 12 months of Pilates exercise practice. It was concluded that despite the studies pointing to physical and motor benefits of the Pilates method in the elderly, we cannot state whether or not the method is effective, in view of the poor methodological quality of the studies included in this review.

Keywords: Elderly; Aging; Motor activity; Review

Introdução

Segundo o censo de 2010,1 o Brasil avança rumo a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, com aumento na quantidade de idosos.2 Devido aos avanços da medicina, entre outros aspectos, a expectativa de vida do brasileiro tem se tornado cada vez maior, para 2050 o IBGE projeta 81 anos.1

O envelhecimento é um processo involuntário e inevitável que provoca perda estrutural e funcional progressiva no organismo, como deteriorações da capacidade funcional, perda da massa e força muscular decorrente principalmente da sarcopenia, perda da massa óssea e da produção hormonal, lentidão no tempo de reação, os quais são fatores de risco que levam a perda de autonomia e aumento nos riscos de queda.3-6

Levar a vida de forma independente, autônoma, ser capaz de fazer suas tarefas básicas da vida diária é um aspecto fundamental para manutenção da qualidade de vida dos idosos.7 Contudo, para que o idoso possa ter autonomia, é necessário que mantenha sua aptidão física. A prática de atividade física parece ser uma estratégia para manutenção da autonomia, melhoria da capacidade funcional, diminuição dos riscos de queda e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida.6,8

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), indivíduos idosos devem fazer atividades de força muscular (duas vezes por semana ou mais que envolva a maioria dos grupos musculares) e aeróbicas (pelo menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade vigorosa ou uma combinação dessas duas, por semana), com o objetivo de reduzir o risco de mortalidade por todas as causas, doenças coronarianas, infarto, hipertensão e diabetes tipo 2.9 Dentre as diversas possibilidades da atividade física, o método Pilates se tornou uma modalidade popular nos últimos anos. Tal método surgiu como uma forma popular de melhoria da força e do condicionamento geral para pessoas de todas as idades e, atualmente, tem sido usado como auxiliar na reabilitação de lesões.10 Segundo diversos autores, tal método acarreta benefícios como o aumento da densidade mineral óssea, mudanças positivas na composição corporal, melhoria da força e resistência muscular, coordenação, equilíbrio e flexibilidade.11-13

Tendo em vista os benefícios descritos anteriormente e a prática individualizada, o que reduz os riscos de eventuais lesões, esse método tem sido bastante indicado para idosos. Contudo, são escassos os estudos de revisão sistemática, em especial aqueles que avaliam a qualidade metodológica das pesquisas, no sentido de verificar as evidências para tomadas de decisões sobre o uso do método nos programas de atividades físicas voltadas para a saúde dos idosos.

Nesse sentido, o objetivo do presente estudo é verificar os efeitos do método Pilates nos parâmetros da aptidão física, funções fisiológicas e cognitivas em idosos.

Material e métodos

A revisão sistemática da literatura foi feita em bases de dados eletrônicas, com os seguintes critérios de inclusão: artigos originais, idiomas português, inglês ou espanhol e sem restrição ao ano de publicação. Foram considerados como critérios de exclusão artigos de revisão, estudos de caso, teses e dissertações.

A busca eletrônica foi conduzida nas seguintes bases de dados: Pubmed, Scielo, Lilacs/Bireme, Scopus, Pedro e Isi of Knowledge. Os descritores usados (Pilates, elderly, old adults, aging) estavam inseridos nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), no idioma inglês e seus correspondentes em português. Os descritores foram usados com as seguintes combinações: Pilates and elderly, Pilates and old adults e Pilates and aging.

Todos os artigos encontrados nas diferentes bases de dados foram importados para o software gerenciador de bibliografias EndNote. Após a exclusão dos artigos duplicados, foi feita uma análise nos títulos sendo que aqueles que não abordaram o Pilates foram excluídos. Posteriormente, foram analisados os resumos dos artigos e foram excluídos aqueles que não se relacionavam com os objetivos da revisão, como, por exemplo, não incluir sujeitos na faixa etária de interesse do estudo (indivíduos com 60 anos ou mais). Os artigos que permaneceram após a análise dos resumos foram lidos na íntegra e, se inexistissem motivos para a exclusão, foram incluídos na presente revisão. Todos os processos de seleção e avaliação de artigos foram feitos por duas pessoas de forma independente.

Os estudos incluídos foram avaliados quanto à qualidade segundo o Checklist de Downs and Black.14 Essa avaliação também foi feita por dois avaliadores independentes e em caso de não concordância na pontuação atribuída aos itens, uma terceira avaliação era solicitada a um outro avaliador independente.

A ferramenta de avaliação proposta por Downs and Black é composta por 27 questões, divididas em cinco subescalas: avaliação de informações adequadas (10 itens), validade externa (três), validade interna das mensurações detalhadas e viés de resultado (sete), fatores de confusão (seis) e poder (um). O escore máximo permitido a ser alcançado pelo instrumento é de 32 pontos. Cada item que compõe o checklist atribui pontuação de 0 a 1, com exceção do item que avalia a descrição dos fatores de confusão, que pode atribuir até dois pontos, e o item que avalia a descrição do poder do estudo, o qual pode atribuir até cinco pontos. O item 27 foi modificado conforme usado em outros estudos,15,16 para o qual a pontuação que originalmente atribui de 0 a 5 pontos foi modificada para pontuar entre 0 e 1 ponto, de forma que o escore 1 foi dado se o artigo apresentou cálculo de poder e/ou cálculo de tamanho da amostra e 0 se não apresentou algum desses cálculos. Após ser modificado, o checklist passou a ter escores totais que variam de 0 a 28 pontos.

Resultados

Após a busca nas diferentes bases de dados, foram identificados 170 artigos. Desses, 83 foram excluídos por serem duplicados, 53 foram descartados em função de o título não relacionar o artigo aos objetivos da presente revisão. Além disso, 13 foram excluídos após a leitura dos resumos. No fim do processo de seleção, 21 artigos preencheram os critérios de inclusão e compuseram a revisão sistemática, conforme mostra o fluxograma (fig. 1).

Figura 1 Fluxograma da busca nas bases de dados. 

Os 21 estudos incluídos na pesquisa obtiveram escore por meio da avaliação da sua qualidade com o Checklist Downs and Black, que variou de 10 a 19 pontos dos 28 possíveis de alcançar (média 14,76 DP 2,12). Os estudos que obtiveram maior pontuação foram os de Bird et al.17 e Mallery et al.,18 com 19 pontos, e os artigos com menor pontuação foram os estudos de Kaesler et al.,19 Newell et al.20 e Ruiz-Montero et al.,21 com 12 pontos cada. Os critérios de qualidade que apresentaram menor pontuação foram: não descrever claramente os fatores de confusão; não relatar os eventos adversos mais importantes; não apresentar informações sobre o ambiente e os cuidados que a amostra estudada recebeu; não informar se os sujeitos das amostras eram iguais aos da população em geral; não relatar ajuste para fatores de confusão; não relatar se houve perdas e se tal fato foi levado em consideração; falta de grupo controle para adequada comparação e falta de randomização da amostra. Além disso, nenhum estudo fez cálculo de tamanho amostral ou cálculo de poder.

Em relação aos países em que os estudos foram feitos, identificaram-se quatro estudos no Brasil,22-25 quatro na Austrália17,19,26,27 e quatro na África do Sul28-31 (19%), dois na Turquia32,33 e dois na Hungria34,35 (9,5%) e um no Canadá,18 Inglaterra,20 Sérvia,21 Coreia do Sul36 e Estados Unidos.37

A tabela 1 sintetiza as principais características dos artigos que compõe o estudo de revisão, bem como objetivo, procedimentos metodológicos e principais resultados. Dentre esses artigos, encontraram-se 16 estudos experimentais,17,18,21-24,27-36 quatro quase-experimentais19,25,26,37 e um observacional,20 com publicações que variaram de 2003 a 2014. A amostra dos estudos variou de oito19 a 31121 idosos. A idade mínima relatada foi de 60 anos, havendo 12 estudos com amostras compostas por ambos os sexos17-21,23,26,27,32,35-37 e nove somente por mulheres.22,24,25,28-31,33,34 O período de intervenção variou de quatro semanas18 a 12 meses,32 com predominância de intervenções de oito19,20,22,28-31,37 (38%) e 12 semanas26,27 (9,5%). Em mais da metade dos estudos (n = 11) não houve relato de aumento gradativo da intensidade do exercício de acordo com a evolução do praticante.17,22,23,25,26,28,29,31,32,35,36

Tabela 1 Descrição das características e resultados dos estudos que envolveram o método Pilates 

Autor-ano/país de origem do trabalho Tipo de estudo Objetivo Amostra Idade Intervenção Frequência/Intensidade/Duração Resultado principal/Efeito Check list
Dows and Black
Guimarães et al., 201423/
Brasil
Experimental Observar o efeito do método Pilates no quadril e ombro níveis de flexibilidade cinto em idosos 60 idosos: 30 GC/30 GI (85% mulheres; 15% homens) Média de 68 anos
(DP ± 5,1)
Exercícios do método Pilates com e sem o uso de máquinas 60 minutos, 2X/semana/Intensidade média a moderada, séries de 10 a 12 repetições para cada exercício/duração de 12 semanas Flexibilidade do quadril:
GC normal e inferior no pré-teste e reteste. GP pré-teste: 60% normal e 10% superior e no reteste 66,7% normal e 33% superior (p = 0,180)
Flexibilidade de ombro:
GP pré-teste: 63% normal e 17% superior e no reteste 47% normal e 33% superior (p = 0,001)
13
Bird & Fell, 201426/
Austrália
Quase experimental Investigar o efeito do exercício de Pilates sobre o risco de queda física 30 idosos de ambos os sexos Média de 69 anos
DP = 7
Aulas de Pilates 5 semanas de intervenção (T1)/pós intervenção (T2) 12 meses mais tarde (T3) Existiram diferenças significativas equilíbrio dinâmico e força entre os participantes que continuaram a fazer Pilates e aqueles que tinham cessado. As melhoras no equilíbrio foram mantidos um ano mais tarde, em todos os participantes 14
Bird et al., 201217/
Austrália
Experimental Avaliar os efeitos de uma intervenção de Pilates no equilíbrio e função em idosos residentes na comunidade 32 idosos de ambos os sexos (16 GC e 16 GP) Acima de 60 anos:
média de 67,3 anos
(DP ± 6,5)
Exercícios do método Pilates 2 sessões de 60 min de grupo por semana/duração de 5 semanas Não houve diferenças significativas entre o GP e GC para todas as variáveis medidas. O equilíbrio estático e dinâmico melhorou significativamente do pré para pós-Pilates (P < 0,05) 19
Rodrigues et al., 201024/
Brasil
Experimental Avaliar o efeito do método Pilates na autonomia funcional de idosas 52 idosas- sexo feminino: (27 GP; 25 GC) 60 a 78 anos:
GI (66,9; DP ±5,3 anos); GC (65,2; DP ±3,9 anos)
Prática de Pilates, usando uma bola Bobath e os aparelhos específicos do método 2 duas vezes por semana. Cada sessão com duração de 1 hora/duração de 8 semanas O GP teve melhoras significativas no desempenho funcional das idosas (p < 0,05) 15
Curi Pérez et al., 201425/
Brasil
Quase experimental Analisar o método Pilates (PM) para avaliar se ele pode ajudar a melhorar o desempenho de atividades que os idosos realizam em suas vidas diárias 22 mulheres idosas 65 a 74 anos Método clássico de Pilates Sessões de 50 minutos duas vezes por semana/duração de 12 semanas Depois de 12 semanas de treinamento as idosas passaram a levar menos tempo para realizar as atividades de vida diária 14
Fourie et al., 201328/
África do Sul
Experimental Determinar os efeitos de um programa de Pilates na gordura corporal em mulheres idosas 50 idosos do sexo feminino (25 GC; 25 GP) 60 anos ou mais Programa de exercícios de Pilates 3 sessões semanais com duração de 60 minutos/duração de 8 semanas O GP demonstrou uma redução significativa na gordura corporal total 14
Fourie et al., 201329/
África do Sul
Experimental Descrever a amplitude de movimento de articulações simples ou múltiplos em idosos frágeis 50 idosos do sexo feminino (25 GC; 25 GP) 60 anos ou mais Programa de exercícios de Pilates 3 sessões semanais com duração de 60 minutos/duração de 8 semanas Significativa melhora na flexão do ombro (de 152,84; DP ± 21,32 graus para 179,60; DP ± 10,53 graus; P = 0,000) e flexão do quadril (de 74,36; DP ± 13,07 graus para 82,60. DP ± 16,40 graus; P = 0,002) 14
Hyun et al., 201436/
Coreia do Sul
Experimental Comparar os efeitos do exercício de Pilates no equilíbrio e estabilidade do tronco de idosos do sexo feminino 40 idosos de ambos os sexos
(divididos em GP E GC)
65 anos ou mais Exercícios do método Pilates 3 vezes por semana, com duração de 40 minutos cada sessão/duração de 12 semanas Após o tempo de intervenção, a duração de oscilação, velocidade de oscilação do equilíbrio diminuiu de forma significativa (p <0,05) em ambos os grupos 14
Siqueira Rodrigues et al., 201022/
Brasil
Experimental Avaliar os efeitos do método Pilates na autonomia pessoal, equilíbrio estático e qualidade de vida em mulheres idosas saudáveis 52 mulheres idosas
(27 GP; 25 GC)
60 anos ou mais Exercícios do método Pilates 2 sessões de 1 hora por semana/duração de 8 semanas Houve diferença significativa no pós-teste no grupo de Pilates no equilíbrio (Delta% = 4,35%, p = 0,0001); no índice de autonomia funcional (Delta% = −13,35%, p = 0,0001) e qualidade de vida (Delta% = 1,26%, p = 0,0411) 15
Irez et al., 201432/
Turquia
Experimental Comparar os efeitos do Pilates e um programa de exercício de caminhada no equilíbrio dinâmico, flexibilidade e força muscular entre uma população de idosos 45 idosos de ambos os sexos
(15 GP; 15 GC e 15 grupo caminhada) com 10 feminino e 5 masculino em cada grupo.
Acima de 65 anos Exercícios de solo à base de Pilates 3 vezes por semana, com duração de 60 minutos cada sessão/duração de 14 semanas As diferenças estatisticamente significativas foram encontradas nos escores pré e pós-intervenção quanto ao peso (z = –2,94; p = 0,03), a flexibilidade (z = –2,87, p = 0,04), a força muscular de flexão do quadril (z= –2,37,p = 0,02), equilíbrio (z = –2,67, p = 0,03), a confiança de equilíbrio (z = –2,24; p = 0,04) e o risco de queda de Downton (z = –2,12, p = 0,03) no grupo de Pilates
16
Marinda et al., 201330/
África do Sul
Experimental Determinar os efeitos do Pilates na frequência cardíaca de repouso, pressão arterial de repouso, glicose de jejum, colesterol e triglicerídeos em mulheres idosas 50 mulheres idosas (25 GC e 25 GP) 60 anos ou mais; média de 65,32 (DP ± 5,01) no GC e 66,12 (DP ± 4.77) no GI Programa de exercícios de Pilates 60 minutos, 3 X na semana/
Intensidade progressiva/duração de 8 semanas
Redução significativa estatisticamente da pressão arterial sistólica, aumento da glicose sanguínea 15
Newell et al., 201220/
Reino Unido
Observacional Investigar se sujeitos idosos que participam de um programa da comunidade de Pilates supervisionado melhoraram em termo de marcha e padrão de equilíbrio 9 idosos de ambos os sexos 60 a 76 anos; média de 67,8 (DP = 5,0) Exercícios do método Pilates solo e acessórios 60 minutos/1x na semana/Intensidade não foi relatada/duração 8 semanas Melhora significativa na velocidade da caminhada e do ciclo do passo. Aumento significativo do comprimento do passo.
Diminuição da oscilação tanto anterior quanto posterior, com melhora no índice de risco de quedas
12
Irez et al., 201133/
Turquia
Experimental Determinar se o exercício de Pilates pode melhorar o equilíbrio dinâmico, flexibilidade, tempo de reação e força muscular, a fim de diminuir risco de quedas 60 mulheres idosas: 30 no GC e 30 no GP Acima de 65 anos:média de 72,8 (DP = 6,7) anos no GI e 78 (DP = 5,7) no GC Exercícios do método Pilates de solo e com acessórios, elástico e bola 60 minutos/3x na semana/não relata intensidade/duração de 12 semanas O grupo que realizou Pilates (GP) demonstrou uma melhora significativa no equilíbrio dinâmico comparado ao grupo controle.
Com relação a flexibilidade o GP apresentou uma melhora significativa do teste Sit na Reach do pré para o pós teste, enquanto o GC não apresentou diferença significativa.
GP também apresentou melhora da força muscular e tempo de reação, tanto no simples quanto de escolha, após 12 semanas de Pilates.
Um menor número de quedas foi relatado pelo GI
18
Kuo et al.,200927/
Austrália
Experimental Determinar mudanças na postura sagital da coluna em adultos idosos durante as posições, sentado e em pé, após programa de exercícios baseado em Pilates 34 idosos (10 homens; 24 mulheres) Acima de 60 anos:média de 64 anos (DP = 6) Exercícios do método Pilates realizados no solo, em equipamentos e com acessórios 75 minutos, 2 x na semana, não relataram sobre a intensidade, porém o nível do exercício foi de acordo com o progresso do participante/duração 12 meses Postura em pé e sentado continuaram sem mudanças, exceto o ângulo da coluna lombar sentado. Imediatamente após o programa de exercícios de Pilates, os idosos apresentaram pequena redução da flexão torácica em pé e sentaram-se com aumento da extensão lombar 14
Pata et al., 201437/
Estados Unidos
Quase experimental Determinar se um programa de exercícios baseados no método Pilates foi efetivo em melhorar o equilíbrio dinâmico, mobilidade, estabilidade postural, a fim de reduzir o número de quedas em idosos 35 idosos (31 mulheres e 4 homens) 61- 87 anos Exercícios utilizando os princípios chave do Pilates designados para idosos 60 minutos/2x na semana/exercícios progressivos/duração de 8 semanas Melhora significativa nos testes Time up and Go, Turn-180 e Teste Forward reach.
Melhora da confiança, com relação ao medo de cair. Resultados sugerem que um programa baseado no método Pilates pode ser efetivo em melhorar equilíbrio, mobilidade, estabilidade postural e reduzir número de quedas
18
Kaesler et al., 200719/
Austrália
Quase experimental Examinar uma intervenção através de exercícios designados para melhorar o equilíbrio em posição vertical, baseados nas técnicas de Pilates 8 homens e mulheres idosos Idade entre 66 e 71 anos Os exercícios e técnicas selecionados foram baseados, inspirados nos princípios do Pilates, dissociação, estabilização mobilização, e estabilização dinâmica 60 min/2x na semana/progressão dos exercícios foi feita conforme necessário, sujeito deveria realizar 15 repetições/duração 8 semanas Melhora significativa em alguns componentes estáticos de dinâmicos da oscilação postural, assim como melhora da funcionalidade demonstrada através da melhor no teste Time get up and GO.
Os resultados sugerem que um pequeno período de treinamento baseado no método Pilates pode melhorar estabilidade postural, assim como a funcionalidade em idosos
12
Plachy et al., 201234/
Hungria
Experimental Avaliar se um programa de treinamento regular com duração de um ano pode ter um efeito positivo na flexibilidade, amplitude de movimento, resistência aeróbica em uma amostra composta por idosas 42 mulheres idosas divididas em três grupos: GP: n = 15
GP+ água: n = 15
GC: n = 12
Média de 67,1 anos (DP ± 4,5 anos) Exercícios de método Pilates e exercícios aquáticos 60 minutos,/3x na semana (GP-3x Pilates, GP + A- 2 x exercícios na água e 1 x Pilates)/intensidade não foi relatada/duração 6 meses Para os sujeitos de ambos os grupos que realizaram exercício, todas as variáveis apresentaram diferença significativa.
Os resultados com maior diferença significativa foram, para o GP, o teste de caminhada de 6 minutos e o sit-to-stand, e com relação a ambos grupos intervenção se destacou a melhora da flexibilidade de ombro e quadril.
Os resultados sugerem que um programa de treinamento tem efeito de melhora da performance física e das necessidades de vida diária de idosos
14
Ruiz-Montero et al., 201421/
Sérvia
Experimental Avaliar as diferenças na composição corporal e mensurações antropométricas em uma amostra de mulheres Sérvias acima de 60 anos, em um estudo de intervenção clínica de 24 semanas, através de um programa guiado que combinou exercícios aeróbicos e Pilates 311 idosos: 303 mulheres e 8 homens Idade entre 60 e 70 anos Programa de treinamento consistiu em exercício aeróbico com música, e exercícios do método Pilates de nível básico e intermediário 55-60 minutos/2x por semana/intensidade foi gradualmente aumentada baseada na percepção de esforço da primeira sessão na escala de Borg (0-10)/duração de 24 semanas Aumento na pressão arterial tanto sistólica quanto diastólica no pós-teste.
Redução significativa da gordura corporal. O diâmetro ósseo e perímetro muscular não apresentou diferença significativa.
Foi demonstrada uma alta correlação entre a gordura corporal e a relação cintura-quadril.
Baseado nos resultados a prática de um programa misto de Pilates e exercício aeróbico geram efeitos de melhora da massa muscular e redução da gordura corporal, sem causar deterioração durante a prática e no período após o exercício
12
Mallery et al., 200318/
Canadá
Experimental Mensurar a aderência e a complacência a um programa de resistência quando realizado durante tratamento agudo em hospital 39 idosos de ambos os sexos: GP- n = 19 (5 homens e 14 mulheres), GC- n = 20 (11 homens e 9 mulheres) Acima de 70 anos: média de idade: GI-82,7 (DP = 8,5)
GC-81,4 (DP = 6,1)
Exercícios baseados nos princípios do treinamento resistido e o método Pilates.
O grupo controle recebeu fisioterapia convencional, através de movimentação passiva
Média de 10 minutos a sessão/3x na semana/intensidade: resistência 60-80% de 1 RM, máximo de 10 repetições/duração dependeu do tempo de internação hospitalar, porém, no máximo 4 semanas No GI, a participação foi de 71% (p = 0,004) e a aderência 63% (p = 0,020) e no GC a participação foi 96% e aderência 95%.
Prescrever exercício resistido para pacientes hospitalizados resulta em aceitabilidade e aderência
19
Gildenhuys et al.,201331/África do Sul Experimental Verificar os efeitos do treinamento de Pilates na agilidade, mobilidade funcional e VO2máx. em mulheres idosas 50 idosos do sexo feminino (25 GC; 25 GP) 60 anos ou mais Programa de exercícios de Pilates 3 sessões semanais com duração de 60 minutos/duração de 8 semanas O treinamento melhorou significativamente a agilidade (de 6,18/1,22 seg a 4,70/0,90 seg; p = 0,000) e a mobilidade funcional (em todos os testes p = 0,000).Não teve melhora significativa no VO2max 14
Kovach et al., 201335/Hungria Experimental Medir os efeitos dos treinamentos de Pilates e na água sobre a aptidão funcional e qualidade de vida em indivíduos mais velhos 54 idosos de ambos os sexos divididos em três grupos: GP: n = 22
Grupo fitness aquático: n = 17
GC: n = 15
Média de 66,4 anos (DP ± 6,2 anos) Exercícios de método Pilates e exercícios aquáticos 60 minutos,/3x na semana (GP e exercícios na água) intensidade não foi relatada/duração 6 meses Foi encontrada melhoria significativa na força de membro inferior e superior, flexibilidade, mobilidade física (especialmente equilíbrio dinâmico), e resistência aeróbia no grupo Pilates. A flexibilidade de ombro melhorou significativamente no grupo de fitness aquático. IMC não se alterou significativamente em qualquer um dos grupos. WHOQOL (qualidade de vida) mostrou melhora na percepção e autonomia no grupo Pilates e na sociabilidade no grupo aquático 14

GC, grupo controle; GP, grupo Pilates; DP, desvio padrão das médias.

Os principais efeitos do método Pilates relatados para a faixa etária estudada foram o aumento do equilíbrio,19,22,26,32,33,36,37 da flexibilidade,23,29,32,34 da força,9,32 modificações positivas na composição corporal,21,28,32 além da melhoria da autonomia funcional22,24,25 e na redução do risco de quedas20,32,37 de idosos.

Discussão

Em termos metodológicos, de acordo com o Checklist Downs and Black, os artigos avaliados apresentaram escore baixo, mais da metade obteve pontuação igual ou inferior a 14 de 28 pontos. Critérios importantes e primordiais para a solidez científica dos estudos não foram atendidos ou, pelo menos, não apresentados em grande parte desses estudos. Dentre os indicadores de qualidade ausentes, destacam-se a descrição objetiva dos fatores de confusão; o relato de eventos adversos importantes ao estudo; a descrição de informações sobre o ambiente e os cuidados recebidos pela amostra estudada; a indicação da representatividade da amostras; o ajuste para fatores de confusão; relato de perdas e se tal fato foi levado em consideração; grupo controle e randomização da amostra. Todos esses fatores põem em risco os achados de alguns estudos, os quais devem ser analisados com bastante cautela.

Constatou-se que os estudos foram compostos, predominantemente, por amostras do sexo feminino ou por ambos os sexos, não houve estudo com amostra composta unicamente por homens. A maior procura e adesão por parte do sexo feminino ao método Pilates pode ajudar a explicar tal achado. Por outro lado, em relação ao local de origem das pesquisa, o Brasil22,24 e a Austrália17,26 se destacam, provavelmente em função da procura por esse método nesses países.38

Vários estudos que compuseram a presente revisão apontaram que a prática do método Pilates teve efeito positivo no aumento e na prevenção da redução nos níveis de flexibilidade de idosos.23,29,33,34 Apesar dos relatos de resultados positivos, os estudos não informaram sobre o controle dos fatores de confusão, sobre o cegamento de quem aplicou a intervenção, os possíveis efeitos adversos da mesma, bem como o cálculo de tamanho amostral.

Outros estudos demostraram, como efeitos do método Pilates, melhorias do equilíbrio estático e dinâmico.19,22,33,36,37 Os principais problemas metodológicos identificados nesses estudos referem-se a ausência de: controle para os fatores de confusão, identificação dos possíveis efeitos adversos da intervenção, cegamento de quem aplicou e de quem recebeu a intervenção, representatividade das amostras e cálculo de tamanho amostral.

Quando se trata de avanços na autonomia pessoal, estudos relataram que os exercícios de Pilates promoveram evolução significativa no desempenho funcional de idosas saudáveis, em atividades como vestir a camiseta, levantar-se da posição sentada e deitada22,24 e de marcha.20 Entretanto, os estudos têm seus achados enfraquecidos em consequência da falta de descrição objetiva de: fatores de confusão, características dos sujeitos das amostras que foram perdidos, cegamento para a intervenção e cálculo de tamanho amostral.

Quanto à composição corporal, Fourie et al.28 relatam que o método se mostrou eficiente na estabilização e até mesmo reversão de implicações corporais do envelhecimento, como na perda de massa magra e, ainda, na normalização e redução da gordura corporal, controlou ou reverteu morbidades associadas à obesidade, como a hipertensão e intolerância à glicose. Em relação a este estudo, vários fatores importantes a se considerar na avaliação da qualidade do artigo não puderam ser determinados pela falta de descrição dos mesmos na pesquisa (representatividade da amostra, cegamento, adesão da intervenção, randomização, controle de fatores de confusão e relato das perdas).

Irez et al.32 encontraram resultados positivos da prática para ganhos de força muscular que, juntamente com o aumento ou estabilização da perda de equilíbrio e da flexibilidade, levam à diminuição no número de quedas entre os idosos. No entanto, aspectos importantes de qualidade não estão esclarecidos no estudo, entre os quais a distribuições dos principais fatores de confusão em cada grupo de sujeitos que foram comparados, os possíveis efeitos adversos da intervenção e o cálculo de tamanho amostral.

Ainda no tocante a resultados relacionados à composição corporal, Ruiz-Montero et al.21 relataram que a combinação do método Pilates com exercícios aeróbios mostrou modificações positivas, como redução nas dobras cutâneas, além de evitar a perda de massa magra. Apesar de os resultados parecerem promissores, esse estudo21 foi o que apresentou a menor pontuação na escala de avaliação da qualidade metodológica entre todos os estudos avaliados (12 pontos). Tal fato inviabiliza a credibilidade das conclusões da pesquisa.

Com relação às mudanças posturais, o estudo de Kuo et al.27 reporta como principal resultado que redução da cifose em pé foi detectada no plano sagital, imediatamente após o programa Pilates. Esse estudo não descreve as distribuições dos principais fatores de confusão em cada grupo de sujeitos, bem como não fez o cegamento deles para a intervenção, não fez randomização e não apresentou cálculo de tamanho amostral.

O único estudo a relacionar o método Pilates a variáveis cardíacas e metabólicas foi o de Marinda et al.,30 o qual demonstrou que oito semanas de Pilates não produziram melhoria nas variáveis cardiometabólicas testadas, com exceção da pressão arterial sistólica, a qual apresentou redução. Em nenhum momento os autores descrevem as características da amostra e das perdas do estudo, as distribuições dos principais fatores de confusão em cada grupo de sujeitos, os possíveis efeitos adversos da intervenção, o cegamento dos indivíduos e se houve cálculo de tamanho amostral.

Um estudo relacionou mudanças positivas em parâmetros como funcionalidade, estabilidade, mobilidade, equilíbrio dinâmico e estático, força muscular, flexibilidade, entre outros, com melhoria da autoconfiança e redução do medo de cair e do número de quedas em idosos.37 Apesar de ser um dos estudos com maior pontuação na avaliação metodológica feita, informações relativas a eventos adversos importantes da intervenção, cegamento dos sujeitos para intervenção, randomização da amostra e cálculo amostral não foram apresentados no estudo.

Em conclusão, apesar de os estudos apontarem para benefícios físicos e motores do método Pilates em idosos, não podemos afirmar que o método é ou não efetivo, por causa da baixa qualidade metodológica dos estudos que compõem a revisão.

Por conseguinte, sugere-se que novos estudos, em especial ensaios clínicos randomizados, sejam feitos, com amostras mais amplas, maior tempo de intervenção e com indivíduos de ambos os sexos. Além disso, seria fundamental um maior controle metodológico, uma vez que a pontuação obtida na avaliação da qualidade dos estudos incluídos na presente revisão sistemática foi baixa, em especial as que se referiram à inclusão de grupo controle, ao ajuste a fatores de confusão, à informação sobre os eventos adversos importantes, ao cálculo de tamanho amostral e ao poder e relato sobre perdas. Também indica-se a realização de estudos que comparem o método Pilates com outros tipos de exercício físico, bem como pesquisas que confrontem os exercícios do método feitos no solo com os que usam acessórios e/ou aparelhos.

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Recebido: 21 de Junho de 2015; Aceito: 18 de Novembro de 2015

*Autor para correspondência. E-mail: cozzensa@terra.com.br (M.C. Silva).

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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