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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273On-line version ISSN 1678-9865

Rev. Nutr. vol.18 no.5 Campinas Sept./Oct. 2005

https://doi.org/10.1590/S1415-52732005000500007 

REVISÃO REVIEW

 

Consumo de cafeína e prematuridade

 

Caffeine intake and prematurity

 

 

Rita Adriana Gomes de Souza*; Rosely Sichieri

Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco E, 20550-030, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

 


RESUMO

A cafeína (1, 3, 7-trimetilxantina) é uma metilxantina que facilmente atravessa a barreira placentária, com quantidades substanciais passando para o líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, plasma e urina dos neonatos. As maiores fontes de cafeína são café, chá, chocolate e refrigerantes do tipo cola. Além disso, cerca de mil drogas prescritas e 2 mil drogas não prescritas contêm cafeína, e 25 dessas drogas podem ser usadas na gravidez. Embora estudos em animais indiquem que a cafeína leve à diminuição no crescimento intrauterino fetal, redução do peso ao nascer, reabsorção fetal e teratogênese, nos estudos epidemiológicos os achados são, ainda, inconclusivos. Pelo fato de os alimentos com cafeína serem amplamente consumidos na gravidez, é importante avaliar se o uso dessa substância está associado com a redução da idade gestacional. Este artigo examina o conhecimento atual do consumo de cafeína durante a gravidez, abordando os estudos epidemiológicos sobre a associação entre consumo de cafeína e prematuridade, as fontes de cafeína e seu consumo na gravidez, a bioquímica, a fisiopatologia e a plausibilidade biológica da associação e as principais limitações dos estudos sobre cafeína e prematuridade.

Termos de indexação: consumo de cafeína, gravidez, prematuridade.


ABSTRACT

Caffeine (1, 3, 7-trimethylxanthine) is a methylxanthine that easily crosses the placental barrier, substantial amounts passing into the amniotic fluid, umbilical cord blood, and the plasma and urine of the neonates. The main sources of caffeine are coffee, tea, chocolate and cola soft drinks. Moreover, about 1000 prescribed drugs and 2000 non-prescribed drugs contain caffeine, and 25 of these drugs can be used during pregnancy. Although animal studies indicate that caffeine leads to a decrease in fetal intrauterine growth, low birth weight, fetal re-absorption and teratogenesis, these findings are still inconclusive in the epidemiological studies. Since foods containing caffeine are widely consumed during pregnancy, it is important to evaluate if the consumption of this substance is associated with a reduction in gestational age. This article examines current knowledge on caffeine intake during pregnancy, based on epidemiological studies evaluating the association between caffeine intake and prematurity, the sources of caffeine and its consumption during pregnancy, the biochemistry, physiopathology and biological plausibility of the association, and the main limitations of the studies on caffeine and prematurity.

Indexing terms: caffeine intake, pregnancy, prematurity.


 

 

INTRODUÇÃO

O interesse pelo estudo da cafeína começou na década de setenta, quando estudos em animais indicaram que a cafeína estaria relacionada à diminuição no crescimento intra-uterino fetal, redução do peso ao nascer, reabsorção fetal e teratogênese1,2.

Com base nesses achados, ainda na década de setenta, ocorreram os dois primeiros estudos de coorte sobre o consumo de cafeína na gravidez, um nos Estados Unidos3 e outro na Alemanha4. Ambos mostraram associação entre consumo de cafeína e baixo peso ao nascer (BPN), mas somente o primeiro mostrou associação com a prematuridade.

Desde então, tem-se estudado a relação entre a cafeína e os possíveis efeitos indesejáveis durante a gravidez, sobretudo nos Estados Unidos da América (EUA), onde o Food and Drug Administration (FDA), em 1980, com base nos achados de estudos em animais, sugeriu que as mulheres grávidas evitassem ou diminuíssem o consumo de alimentos e/ou bebidas contendo cafeína5. Os resultados de estudos experimentais animais, entretanto, não podem ser aplicados à experiência humana, pois a absorção, metabolismo, excreção e toxicidade à cafeína podem ser diferentes6. Além disso, muitos dos efeitos da cafeína em animais ocorreram com o uso de doses que não estão dentro do limite do consumo humano7.

Os Anexos 1 e 2 trazem um resumo dos artigos publicados sobre a associação entre cafeína e prematuridade. As tabelas se referem aos artigos recuperados no Medline sob os temas "preterm", "premature infants", "prematurity", "coffee", "caffeine intake", "consumption".

No Brasil, somente três estudos abordaram o consumo de cafeína na gravidez. O primeiro8, realizado em Campinas, mostrou um efeito dose-resposta e restrição de crescimento intra-uterino (RCIU). O segundo, realizado em Pelotas9, pesquisou a relação entre consumo de cafeína e BPN e não encontrou associação. O terceiro, realizado também em Campinas10, não mostrou associação entre o consumo de cafeína e BPN, prematuridade ou RCIU.

Em 1998, foram publicadas duas metanálises sobre o consumo de cafeína e desenlaces na gravidez. A primeira11 indicou uma modesta mas significante relação entre os consumos médio e alto de cafeína na gravidez e o risco de aborto espontâneo e BPN. Já a segunda12 sugeriu um provável efeito da cafeína no peso ao nascer, mas não na prematuridade. Porém, como os estudos foram muito heterogêneos entre si, essa segunda metanálise concluiu que não haveria a possibilidade de obter uma medida sumária.

Os dois estudos mais recentes foram estudos de coorte com avaliação prospectiva durante toda a gravidez sobre o consumo de cafeína e ambos não mostraram associação com a prematuridade13,14. O estudo de Bracken et al.14, entretanto, indica possibilidade de associação entre BPN e altas doses de cafeína.

Fontes de cafeína e seu consumo na gravidez

As maiores fontes de cafeína são café, chá, chocolate e refrigerantes do tipo cola15. Nesses alimentos o conteúdo de cafeína pode variar enormemente. O conteúdo de cafeína no café pode variar de 29 a 176mg/xícara, no chá, de 8 a 107mg/xícara, no chocolate de 5 a 10mg/xícara e no refrigerante do tipo cola de 32 a 65mg/360mL16.

O FDA5, em 1980, relatou que cerca de mil drogas prescritas e 2 mil drogas não prescritas contêm cafeína, e isso pode ser uma importante fonte para uma minoria de pessoas, particularmente para aquelas que não consomem alimentos e/ou bebidas cafeinadas17.

A cafeína pode ser encontrada em comprimidos para resfriados e alergias, e em analgésicos (15 a 64mg/U), moderadores de apetite (50 a 200mg/U) e estimulantes (100 a 200mg/U)18. Entre drogas prescritas, a dosagem varia de 30 a 100mg de cafeína por cápsula e entre drogas não prescritas varia de 15 a 200mg por cápsula, dependendo do tipo de produto e marca envolvida15, e 25 dessas drogas podem ser usadas na gravidez19.

A cafeína é, provavelmente, a droga mais freqüentemente ingerida no mundo, sendo consumida por pessoas em todas as idades20. O seu consumo é tão amplo que cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem alguma cafeína, seja através da alimentação ou através de medicação21.

A prevalência do consumo de cafeína durante a gravidez é relativamente alta. Em uma pesquisa nos EUA, Pastore & Savitz22, estudando o consumo de cafeína durante a gravidez e a sua relação com a prematuridade, encontraram uma prevalência de consumo de cafeína no final da gestação de 68,1% entre os casos e 73,1% entre os controles. Fortier et al.23, no Canadá, também estudaram a mesma relação e encontraram uma prevalência de 78,4% entre a população estudada. Santos et al.9, estudando a relação entre consumo de cafeína e BPN no Sul do Brasil, encontraram uma prevalência de consumo durante a gestação de 93,0% entre os casos e 92,0% entre os controles. Camargo et al.24, analisando o consumo diário de cafeína dos produtos brasileiros (café, chá, produtos achocolatados e bebidas carbonadas) em uma amostra com 600 indivíduos de 9 a 80 anos, encontraram que 81,0% dos indivíduos consumiram regularmente refrigerante, 75,0% café, 65,0% produtos achocolatados e 37,0% chá, com uma média de consumo diário de 2,74mg/kg/dia e mediana de 1,85mg/kg/dia.

O consumo diário per capita de cafeína, considerando todas as fontes, é cerca de 3-7mg/kg/dia, aproximadamente 200mg/dia na população geral. Entretanto, grávidas parecem consumir menos cafeína do que outros adultos, com uma redução de 20% a 22% no consumo, que decorre principalmente da redução de café fervido ou instantâneo15. Essa redução pode estar relacionada a uma temporária perda do paladar para o café durante a gravidez21,25 e também, possivelmente, em resposta a muitos relatos publicados sobre os efeitos adversos reprodutivos.

Bioquímica, fisiopatologia da cafeína e plausibilidade biológica

A cafeína (1, 3, 7-trimetilxantina) é uma metilxantina que facilmente atravessa a barreira placentária, passando quantidades substanciais para o líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, plasma e urina dos neonatos11. O metabolismo hepático é o mecanismo dominante de eliminação, com menos de 5% de uma dose ingerida sendo eliminada inalterada na urina. A biotransformação da cafeína é complexa, e pelo menos dezessete metabólitos urinários podem ser detectados seguindo o consumo de cafeína26. A cafeína é metabolizada à paraxantina (1,7-dimetilxantina), teofilina (1,3-dimetilxantina) e teobromina (3,7-dimetilxantina). Em humanos o principal metabólito da cafeína é a paraxantina27.

O interesse no estudo da cafeína é baseado no fato de que o clearance da cafeína é alterado durante a gravidez, sobretudo no segundo e terceiro trimestres, quando a meia-vida da cafeína é de cerca de sete e dez/onze horas, respectivamente, quando o normal é de duas horas e meia a quatro horas e meia em mulheres não grávidas28. Esse aumento da meia-vida da cafeína nas mães coincide com o período durante o qual o desenvolvimento fetal é exponencial e então um acúmulo dessa substância pode representar um potencial risco para o feto e para a placenta, que é a responsável pela transferência de nutrientes29.

Alguns mecanismos têm sido postulados para explicar tal fenômeno. A diminuição no clearance da cafeína durante a gravidez coincide com as mudanças dramáticas na concentração dos hormônios esteróides. Níveis aumentados de estrogênio e progesterona têm um efeito antagonista no metabolismo da cafeína, pois são hormônios metabolizados por enzimas hepáticas do tipo envolvidas no metabolismo das metilxantinas30,31. Esses hormônios levariam a um progressivo decréscimo no citocromo P-450 (enzima hepática), que é considerado, primariamente, o responsável pela desmetilação da cafeína em adultos32. Devido a isso, há um aumento da concentração de cafeína. A cafeína inibe a fosfodiesterase e essa enzima degrada a adenosina monofosfato cíclica (cAMP), elevando, dessa maneira, os níveis de cAMP, podendo interferir no crescimento e desenvolvimento das células fetais33.

A cafeína é, também, uma substância farmacologicamente ativa, com efeitos diferentes em muitos sistemas orgânicos. Os efeitos vasoconstrictores da cafeína, pelo aumento das catecolaminas (especialmente a epinefrina), podem também influenciar o desenvolvimento placentário, diminuindo o suprimento fetal de oxigênio34. Morte fetal, diminuição do peso fetal, malformação fetal e diminuição da idade gestacional podem ser conseqüências da hipóxia fetal35. Os níveis sangüíneos materno e fetal de cafeína são virtualmente o mesmo e as enzimas necessárias para o metabolismo da cafeína estão ausentes no feto e até o oitavo mês após a gravidez36.

Além disso, por causa da similaridade química entre a cafeína e os componentes de purina dos ácidos nucléicos, e, portanto, o ácido desoxirribonucléico, investigadores têm se interessado pelo potencial mutagênico da cafeína6,37. A possível incorporação de cafeína no material genético pode alterar as instruções de replicação celular6, diminuindo a fase G2 da mitose e, conseqüentemente, o tempo para reparo do dano no cromossomo, aumentando, dessa maneira, o percentual de células mortas38. Embora a cafeína seja mutagênica em organismos inferiores e sistemas celulares simples, seu efeito mutagênico em humanos é ainda incerto7.

Limitações dos estudos sobre cafeína na associação com a prematuridade

Dentre os principais fatores que dificultam a avaliação dos possíveis efeitos nocivos da cafeína na gravidez, podemos citar: múltiplos fatores de confusão que podem dificultar a análise do efeito da cafeína sobre a prematuridade (um dos mais importantes é o tabagismo); ampla variação no conteúdo de cafeína contido em comidas e bebidas, dificultando a obtenção de interpretações válidas de muitos estudos em humanos37; mensuração incompleta do consumo de cafeína, ou seja, não inclusão da informação sobre todas as fontes de cafeína11; possível viés de memória por parte das mães (muitos estudos foram caso-controle, nos quais a prematuridade pode afetar o relato do consumo de cafeína, particularmente se as mulheres conhecem a possibilidade de associação entre o consumo e a prematuridade)21; tamanho pequeno de amostra, principalmente com relação ao grupo de mulheres que consomem grandes quantidades de cafeína; e mudanças no consumo de cafeína durante a gravidez27.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista as questões metodológicas levantadas nas pesquisas que avaliaram cafeína, estudos que contemplem esses aspectos, particularmente em populações com alto consumo de cafeína, e que incluam tanto prematuridade quanto BPN seriam conclusivos em relação ao efeito de alimentos-fonte de cafeína na gestação. Enquanto não houver tais estudos, parece prudente que os profissionais de saúde informem as gestantes sobre o risco de consumo elevado de alimentos-fonte de cafeína durante a gestação.

 

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Recebido para publicação em 31 de novembro de 2003 e aceito em 13 de julho de 2004.

 

 

* Correspondência para: R.A.G. SOUZA. E-mails: <ritadriana@ims.uerj.br>, <ritadriana@bol.com.br>.

 

 


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