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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273On-line version ISSN 1678-9865

Rev. Nutr. vol.19 no.6 Campinas Nov./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732006000600005 

ORIGINAL ORIGINAL

 

Qualidade protéica de multimisturas distribuídas em Alfenas, Minas Gerais, Brasil

 

Protein quality from "multimixture" distributed in Alfenas, Minas Gerais, Brazil

 

 

Jane Cristina de SouzaI; Ana Karina MauroI; Helenice Aparecida de CarvalhoII; Márcia Regina Pereira MonteiroIII; Hércia Stampini Duarte MartinoIV, *

IDepartamento de Nutrição, Universidade Federal de Alfenas. Alfenas, MG, Brasil
IIDepartamento de Farmácia, Universidade Federal de Alfenas. Alfenas, MG, Brasil
IIIDepartamento de Ciência da Nutrição, Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil
IVDepartamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa. Av. P.H. Rolfs, s/n., Campus Universitário, 36571-000, Viçosa, MG, Brasil

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: O propósito do estudo foi avaliar a qualidade protéica de quatro multimisturas distribuídas para combater a desnutrição em comunidades do Município de Alfenas-MG.
MÉTODOS: Foram utilizados ratos da raça Wistar, machos, distribuídos ao acaso em 6 grupos (n=6) em gaiolas individuais de aço inox, com temperatura controlada (25ºC, desvio padrão= 2ºC), durante 14 dias. O grupo padrão recebeu dieta à base de caseína, o grupo controle dieta livre de nitrogênio e os outros quatro grupos experimentais receberam dietas à base de multimistura. Para avaliação da qualidade protéica foram utilizados os métodos biológicos Quociente de Eficiência Protéica, Razão Protéica Líquida, Utilização Protéica Líquida e Digestibilidade Verdadeira.
RESULTADOS: O quociente de eficiência protéica, a razão protéica líquida e a digestibilidade dos grupos recebendo multimistura foram inferiores (p<0,05) ao da caseína. A utilização protéica líquida promovida pelas dietas à base de multimisturas foi inferior à dieta à base de caseína em todos os grupos experimentais, exceto no grupo cuja multimistura apresentava maior proporção de leite em pó e não era adicionada de pó de sementes, de folha de mandioca e de casca de ovo. A digestibilidade das multimisturas foi em torno de 89%, entretanto a utilização protéica foi de, aproximadamente, 27%.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as multimisturas apresentaram baixa retenção protéica, não sendo adequadas para o crescimento dos animais ou até mesmo para a manutenção do peso corporal em um dos grupos teste.

Termos de indexação: desnutrição; dieta; multimistura; rato.


ABSTRACT

OBJECTIVE: The study was developed to evaluate the protein quality of four multimixtures distributed in communities in Alfenas, MG, Brazil, to combat malnutrition.
METHODS: Male Wistar rats were randomaly assigned to one of six groups (n=6) and individually housed in stainless steel cages on controlled temperature (25ºC, standard deviation 2ºC) for 14 days. The standard group was fed a casein diet, control group was fed a free nitrogen diet and four-test groups were fed different multimixture diets. A biological assay was carried out to determine the protein quality by Protein Efficiency Ratio, Net Protein Ratio, Net Protein Utilization and True Protein Digestibility.
RESULTS: The Multimixture test groups showed lower (p<0.05) Protein Efficiency Ratio, Net Protein Ratio and digestibility than casein group. The net retention protein from multimixture test groups was lower (p<0.05) than casein group, except the group fed with multimixture contained a higher powdered milk proportion and was not added with powdered seeds, leaf cassava and egg shell powders in their formula. The multimixture digestibility was roughty 89% however the protein retention was approximately 27%.
CONCLUSION: In conclusion, the multimixture showed low protein retention, did not promote adequate animal growth and was not capable of maintaining body weight in one multimixture test-group.

Indexing terms: malnutrition; diet; multimixture; rats.


 

 

INTRODUÇÃO

A desnutrição é detectada em muitos países subdesenvolvidos, especialmente entre crianças de condições socioeconômicas desfavoráveis. A ingestão inadequada de alimentos, as infecções parasitárias, as condições pobres de higiene e os baixos níveis de instrução e de poder aquisitivo são algumas das principais causas desse quadro1.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 30% da população infantil mundial é desnutrida. Entre as 12 milhões de mortes de menores de 5 anos registradas a cada ano, nos países em desenvolvimento, cerca de 7 milhões podem ser diretamente atribuídas à desnutrição1,2.

No Brasil, a desnutrição energético-protéica, na década de 80, atingiu 8% dos recém-nascidos com baixo peso e 70% dos pré-escolares apresentavam algum grau de desnutrição. Segundo Madruga et al.3, a fome e a desnutrição continuam sendo as principais causas de morbimortalidade de milhões de crianças no País.

Fontes alternativas de alimentos, de baixo custo, vêm sendo desenvolvidas na tentativa de combater a desnutrição, que atinge enormes segmentos populacionais das áreas menos desenvolvidas do planeta. No Brasil, entre as diversas formas de intervenção que buscam melhorar o estado nutricional da população, o uso de multimisturas alimentares vem se destacando4.

Segundo Santos et al.5, as multimisturas consistem na junção de pós de farelos, folhas, cascas e sementes de diversos subprodutos a serem acrescentados à dieta, visando ao aumento de seu valor nutricional. A resolução nº53/2000, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)6, regulamenta a composição e os requisitos para identificação e qualificação de misturas à base de farelos e cereais, estabelecendo os ingredientes obrigatórios e opcionais, permitindo uma grande variação na proporção e no conteúdo das multimisturas.

As carências nutricionais existentes no País, somadas à propagação do uso de multimisturas, amplamente distribuídas pela Pastoral da Criança e ao questionamento de sua utilização, vêm motivando a realização de vários estudos para avaliar o valor nutritivo de diversas multimisturas4,7-9. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade protéica de quatro multimisturas distribuídas em diferentes comunidades do município de Alfenas, MG.

 

MÉTODOS

Foram coletadas quatro amostras de multimisturas, sendo uma delas produzida pelo projeto "alimentação alternativa", do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG) e as demais produzidas pela Pastoral da Criança em três diferentes comunidades da cidade de Alfenas, MG. Cada uma das multimisturas apresentava diferenças qualitativas e quantitativas em sua composição de ingredientes (Tabela 1).

 

 

As análises da composição centesimal das multimisturas e das dietas experimentais foram realizadas em duplicata, utilizando as seguintes metodologias:

- Umidade: determinada em estufa, a 105°C, até peso constante, segundo as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz10.

- Proteínas: por meio do nitrogênio total pelo método de Kjeldahl, transformando-se em percentagem de proteína pelo fator de conversão 6,25, conforme descrito pela Association of Official Analytical Chemists (AOAC)11.

- Cinzas (resíduo mineral fixo): por incineração da matéria orgânica em forno mufla a 550°C, até peso constante11.

Lipídios: por extração contínua, com éter de petróleo, em aparelho do tipo Soxhlet10.

Fibras alimentares: quantificaram-se as fibras em detergente ácido (FDA)11 e em detergente neutro (FDN)12.

Ensaio biológico

Foram utilizados 36 machos de Rattus norvegicus, raça Wistar, variedade albinus, recém desmamados, com 23 dias de idade. Os animais foram distribuídos em 6 grupos (n=6), de modo que a média dos pesos entre os grupos não excedesse 10 gramas, conforme recomendações da AOAC11. Os ratos foram mantidos em gaiolas individuais, sob condições de temperatura controlada (25ºC dp= 2ºC) e ciclo claro-escuro de 12 horas, recebendo água e alimento ad libitum, durante um período de 14 dias.

As dietas experimentais foram elaboradas conforme as recomendações do American Institute of Nutrition (AIN93-G)13 com teor de proteínas entre 9% a 10%. (Tabela 2). O grupo padrão recebeu dieta com fonte protéica à base de caseína, o grupo controle dieta livre de nitrogênio e os outros grupos experimentais dietas com fonte protéica das multimisturas (MM). Os grupos receberam as seguintes denominações: grupo D1, fonte protéica multimistura M1 composta por farelo de trigo e arroz, farinha de trigo e mandioca, fubá e leite em pó; grupo D2, fonte protéica multimistura M2 composta por farelo de trigo e arroz, farinha de trigo e mandioca, fubá, leite em pó, semente de abóbora, pó de folha de mandioca e de casca de ovo; grupo D3, fonte protéica multimistura M3 composta por farelo de trigo e arroz, semente de girassol, pó de folha de mandioca e de casca de ovo; grupo D4, fonte protéica multimistura M4 composta por farelo de trigo e arroz, farinha de trigo e mandioca, fubá e leite em pó, pó de folha de mandioca e sementes de melão e mamão.

Durante o período experimental foram determinados o Quociente de Eficiência Protéica (PER), a Razão Protéica Líquida (NPR), a Utilização Protéica Líquida (NPU) e a digestibilidade verdadeira14.

O quociente de eficiência protéica foi determinado tomando-se o ganho de peso do grupo teste em relação ao consumo de proteína do grupo teste. O NPR foi calculado no 14º dia do experimento, tomando-se o ganho de peso do grupo teste mais a perda de peso do grupo controle, em relação ao consumo de proteína do grupo teste.

Para a determinação do NPU foi utilizado o método da carcaça. No 14º dia do experimento, os animais foram sacrificados por inalação, em um recipiente plástico com tampa, contendo algodão embebido em éter etílico. Em seguida, as carcaças foram secas em estufa com circulação de ar, a 105ºC, durante 24 horas. Após esse período as carcaças foram resfriadas, pesadas, trituradas, desengorduradas com éter de petróleo em extrator Soxhlet durante 6 horas. Posteriormente, as amostras foram pulverizadas em liquidificador para a determinação do teor de nitrogênio, retido na carcaça. Os valores de NPU foram estabelecidos pela diferença entre a retenção nitrogenada do grupo teste e do grupo controle, dividida pelo teor de nitrogênio ingerido pelo grupo teste.

Para o cálculo da digestibilidade, as dietas foram marcadas com carmim (100mg por 100g de dieta) e as fezes coletadas do 7º ao 14º dia do experimento, sendo acondicionadas em recipientes individuais e mantidas sob refrigeração. Após o período de coleta, as fezes foram secas em estufa com circulação de ar, a 105ºC, durante 24 horas. Em seguida, foram resfriadas, pesadas, desengorduradas e trituradas em liquidificador para a determinação do teor de nitrogênio.

Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias, quando significantes, comparadas pelo teste de Duncan, com 5% de significância, utilizando o software SAEG15. A dispersão da média foi expressa nas tabelas de resultados com desvio-padrão.

Aspectos éticos: os procedimentos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética na Experimentação Animal (CEEA) da UNIFAL-MG, protocolo no 02/2002.

 

RESULTADOS

Na composição centesimal foram observados teores de proteínas de 11% a 22% e elevados teores de fibras alimentares (Tabela 3).

O teor de proteína observado esteve de acordo com o planejado, apenas o controle diferiu (p<0,05) dos outros grupos experimentais. O teor de lipídios foi semelhante (p>0,05), entretanto o teor de cinzas e umidade foi diferente (p<0,05) entre os grupos experimentais (Tabela 4).

Entre os animais recebendo dieta à base de multimistura, foram encontrados valores de PER inferiores (p<0,05) ao grupo padrão. Entre os grupos recebendo multimistura houve diferença (p<0,05) de crescimento, de acordo com o PER, dos animais recebendo dietas D3 e D4, mas não entre D1 e D2. O resultado de crescimento avaliado pelo NPR foi semelhante ao PER, exceto entre os grupos D3 e D4 nos quais não houve diferença (p>0,05) de crescimento (Tabela 5).

A digestibilidade e a retenção de nitrogênio (NPU) dos animais recebendo dieta padrão foram superiores (p<0,05) às demais dietas com multimistura, exceto para NPU do grupo D1. Entre os grupos recebendo multimistura houve diferença (p<0,05) de balanço de nitrogênio entre D1 e D4, mas não entre D2 e D3, sendo que o grupo D4 apresentou a menor (p<0,05) digestibilidade. Já para a retenção de nitrogênio corporal, as dietas D2, D3 e D4 e, D1 e D2 não diferiram (p<0,05) entre si (Tabela 5).

 

DISCUSSÃO

A composição centesimal das multimisturas estudadas foi similar aos resultados de Madruga et al.3; Boaventura et al.7; Siqueira et al.16 e Glória et al.17.

Ao analisar a variação do peso corporal como reflexo global da atuação da proteína ingerida, constatou-se a superioridade da caseína em manter e aumentar o peso corporal em relação às multimisturas. Dados semelhantes foram encontrados por Bion et al.4, ao avaliar a qualidade protéica de dietas à base de arroz e feijão, acrescidas ou não de multimisturas. A diferença significativa entre valores de PER e NPR, nos grupos recebendo multimisturas, indica que a proteína presente nas mesmas não é eficiente para promover crescimento, apenas para a manutenção.

O menor crescimento dos animais recebendo dieta D3, em comparação às dietas D1 e D2, se deve, provavelmente, às diferenças na composição dos ingredientes das multimisturas, visto que a multimistura utilizada na dieta D3 era constituída apenas de farelos, semente e casca de ovo, já as presentes em D1 e D2 possuíam, além desses ingredientes, fubá, leite e farinhas de trigo e mandioca. Estes resultados estão de acordo com os de Glória et al.17, em que multi-misturas acrescidas de produtos lácteos apresentaram melhor eficiência alimentar. Sant'Ana8 relata que os farelos de trigo e arroz apresentam altos teores de fibras insolúveis e inibidores de proteases, quando comparados com a farinha de trigo e o fubá. Segundo Monteiro et al.18, os inibidores de proteases atuam sobre tripsina e quimiotripsina, inibindo a ação digestiva e as fibras alimentares insolúveis, acarretam uma maior excreção fecal de nutrientes.

Ferreira et al.19 verificaram PER inferior ao grupo controle em ratos desnutridos recebendo dieta acrescida de multimistura, semelhante à MM3, deficiente em vitaminas e minerais. Entretanto, o grupo que recebeu multimistura na dieta deficiente apenas em vitaminas apresentou PER semelhante ao grupo controle.

A multimistura utilizada na composição da dieta D4, que continha basicamente os mesmos ingredientes das multimisturas presentes nas dietas D1 e D2, acrescida apenas de pó de sementes de melão e mamão, apresentou quociente de eficiência protéica inferior a todos os grupos testes, não sendo suficiente nem para a manutenção do peso dos animais. Um fator que pode ter interferido nesses resultados seria a composição das sementes de melão e mamão, que poderiam conter fatores antinutricionais e até compostos tóxicos, prejudicando o crescimento dos animais. Câmara & Madruga9 encontraram baixas concentrações de fitato e tanino e níveis não detectáveis de aflatoxina e de ácido cianídrico em multimistura não acrescida dessas sementes, contendo 30% de farelo de trigo, 30% de farinha de milho, 3% de folha de mandioca, 4% de semente de abóbora e 3% de pó de casca de ovo. Um outro fator que poderia interferir nesses resultados seria a contaminação da multimistura por microorganismos patogênicos, já que em alguns estudos, como o de Andrade & Cordonha20 e o de Brito & Paschoal21, foram encontrados níveis de coliformes fecais acima dos limites permitidos por legislação, além da presença de outros microorganismos patogênicos.

A digestibilidade média da multimistura foi elevada, 92% em relação ao padrão (100%), indicando boa hidrólise das proteínas pelas enzimas digestivas e absorção pelo organismo. Resultados semelhantes foram encontrados por Heinemann et al.22. A diferença significativa na digestibilidade entre a dieta padrão e as dietas com multimistura, pode ser atribuída à presença de fibra alimentar e a fatores antinutricionais, como fitatos, taninos, oxalato interferindo na absorção dos aminoácidos8,19.

Os resultados de NPU dos grupos alimentados com as dietas D2, D3 e D4 demonstram que a qualidade das proteínas das multimisturas presentes nessas dietas foi inferior à caseína para a promoção da síntese protéica, visto que o NPU mede o quanto da proteína ingerida permanece retido no organismo14.

Entre as dietas experimentais contendo multimistura acrescida de leite em pó, D1 apresentou retenção protéica líquida próxima à caseína e melhor digestibilidade, em comparação a D2 e D4, provavelmente porque aquela não foi adicionada de nenhum tipo de semente, pó de folha de mandioca e de casca de ovo. Já a multimistura D2, que continha todos esses ingredientes, além dos ingredientes da D1, não diferiu da D3, composta, basicamente, por farelos e sem adição de leite em pó. Provavelmente, a presença de fatores antinutricionais nesses constituintes interferiu no aproveitamento da proteína do leite em pó, pois essa fornece todos os aminoácidos essenciais em qualidade e quantidade, apresentando elevada digestibilidade23. Com isto, ressalta-se a importância da realização de novos estudos que investiguem a presença de fatores antinutricionais e a composição aminoacídica dos constituintes das multimisturas.

 

CONCLUSÃO

A utilização das multimisturas como fonte protéica não promoveu o crescimento adequado dos animais, portanto o uso das mesmas em programas de combate à desnutrição não é justificado. A recuperação do estado nutricional, observada em alguns desses programas, se deve, provavelmente, a outros fatores, como as medidas de combate à diarréia e às parasitoses. Neste estudo, era esperado que todos os grupos experimentais que receberam dietas com multimisturas contendo leite em pó, apresentassem melhoria na qualidade protéica. A não obtenção destes resultados demonstra que houve interferência no aproveitamento das proteínas do leite, o que pode ser atribuído à presença de fatores antinutricionais contidos nas sementes e no pó de folha de mandioca, não justificando o uso na alimentação humana desses alimentos não convencionais.

AGRADECIMENTOS

Ao apoio do Programa de Bolsas de Iniciação Científica, Universidade Federal de Alfenas, processo nº 02/2002.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 30/11/2005
Versão final reapresentada em: 20/6/2006
Aprovado em: 31/8/2006

 

 

* Correspondência para/Correspondence to: H.S.D. MARTINO.

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