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Brazilian Journal of Poultry Science

Print version ISSN 1516-635XOn-line version ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.2 no.2 Campinas May/Aug. 2000

https://doi.org/10.1590/S1516-635X2000000200006 

Anticorpos Para o Vírus da Anemia das Galinhas (CAV) em Matrizes de Corte no Brasil

Antibodies to Chicken Anemia Virus (CAV) in Broiler Breeder Flocks in Brazil

 

 


Autor(es) / Author(s)

Brentano L1
Silva BG2
Sayd S3
Flores SW1

1- Embrapa Suínos e Aves
2- Akzo Nobel-Divisão Intervet
3- Idexx Lab. Inc.

Correspondência / Mail address

Liana Brentano

Embrapa Suínos e Aves
BR 153 Km 110 - Caixa Postal 21
89700-000 - Concórdia – SC - Brasil

e-mail: liana@cnpsa.embrapa.br

Unitermos / Keywords

anemia infecciosa das galinhas, vírus da anemia das galinhas, anticorpos, ELISA

chicken anemia virus

Observações / Notes

Este trabalho foi executado em colaboração e com recursos da Akzo Nobel – Divisão Intervet, Idexx Laboratories Inc. e Embrapa - Centro de Pesquisa de Suínos e Aves.

RESUMO

Apesar do diagnóstico da anemia infecciosa e mais evidências recentes de infecção em campo (Brentano & Ottati, 1999), não havia até hoje dados disponíveis da prevalência do vírus da anemia das galinhas (CAV) no Brasil. Uma vez que o conhecimento da prevalência do vírus e da distribuição de anticorpos nos lotes de matrizes é essencial para o delineamento de estratégias de controle da doença, realizamos um levantamento em 5 Estados com produção comercial intensiva de linhas de corte, abrangendo lotes de aves com diferentes idades. De 2.355 soros testados por ELISA, 89% foram positivos, indicando a alta prevalência do CAV no Brasil, em todos os Estados testados. A análise do soro de aves das 6 até as 70 semanas de idade demonstrou que lotes de 6 a 18 semanas apresentam desuniformidade na imunidade ao CAV, caracterizada por títulos de anticorpos abaixo dos níveis considerados protetores e aves ainda negativas para o CAV. A desuniformidade nos títulos de anticorpos e a ausência dos mesmos são evidentes ainda, mas em menor proporção também até as 24 semanas, enquanto que apenas partir das 25 semanas há 100% de soroconversão, acompanhada de significativa redução da desuniformidade no título de anticorpos das matrizes para menos de 2,5% das aves. Esses resultados fornecem evidência de uma progressiva disseminação do vírus em matrizes de corte, mas com riscos da presença de aves ainda susceptíveis à transmissão vertical e inadequada transferência de imunidade passiva no início do período de postura, que podem culminar em surtos da doença na progênie.

 

ABSTRACT

Although the isolation and identification of CAV as well as other recent diagnosis of the virus in broiler flocks have provided evidence for chicken anemia virus, Brentano & Ottati (1999), the prevalence of CAV had not yet been determined in Brazil. Since the knowledge of the prevalence of the virus and the level of antibodies against CAV in breeders flocks provide key information for designing control measures against chicken infectious anemia, we conducted a serological survey in broiler breeders of different ages, in five States with intensive commercial broiler flock production. Of a total of 2,355 sera tested by a commercial ELISA assay, 89% were found positive for antibodies to CAV, indicating a high prevalence of the virus in Brazil, in all the surveyed states. The analysis of antibodies to CAV in 6 to 70 week-old breeders showed that flocks between 6 and 18 weeks of age have the highest number of seronegative and low antibody titer chickens, thus representing the age group with the most uneven level of immunity against CAV. Chickens with negative or low antibody titers were still detected until 24 weeks of age, whereas at 25 weeks there was a 100% seroconversion to CAV and a reduction to less than 2,5% in the number of chickens with low antibody titers. These results provide evidence for a gradual and progressive virus spread in broiler breeder flocks, with the occurrence of a small percentage of chickens with low antibody titers at beginning of lay and therefore susceptible to inadequate transfer of passive immunity and vertical transmission of CAV to their progeny.


 

 

INTRODUÇÃO

A anemia infecciosa das aves é uma doença de aves jovens, caracterizada por marcada anemia, aplasia de medula óssea, mortalidade variável, atrofia generalizada de órgãos linfóides, retardo no crescimento (Yuasa et al., 1979; Yuasa e Imai,1986; e Goryo et al., 1987) e imunosupressão (Cloud et al.,1992; e McConnel et al., 1993), com conseqüente aparecimento de infecções secundárias e oportunísticas (Bulow e Schat, 1997), bem como baixas respostas imunes vacinais a determinadas doenças (Otaki et al., 1988; De Boer et al., 1994; e Box et al., 1988). O vírus da anemia das galinhas - CAV (chicken anemia virus), atualmente classificado como um circovírus, isolado pela primeira vez no Japão (Yuasa et al., 1979), foi também isolado e identificado no Brasil, em frangos de corte com histórico de anemia, atrofia de timo e grande desuniformidade dos lotes (Brentano et al., 1991); com perdas econômicas por condenações, em um quadro compatível com a síndrome hemorrágica e dermatite (Brentano et al., 1992) relacionadas à infecção pelo CAV (Jorgensen, 1991). A infecção nos primeiras dias de vida resulta na ocorrência da doença, observada principalmente em lotes de 2 a 5 semanas de idade, enquanto que aves infectadas com mais de duas semanas normalmente desenvolvem apenas uma infecção subclínica (Yuasa et al., 1988; Hu et al., 1993). Matrizes adultas não desenvolvem a doença, mas quando infectadas no início ou durante o período de postura, transmitem o CAV verticalmente, até que venham a desenvolver imunidade contra a transmissão vertical do CAV (Yuasa et al., 1980; Hoop, 1992). O controle de surtos da doença tem sido baseado principalmente em dados que sugerem que a infecção nos primeiros dias de vida pode ser evitada através do estabelecimento de imunidade em 100% das matrizes, sob a condição também, de que as matrizes apresentem níveis de anticorpos neutralizantes suficientemente altos, para poder evitar a transmissão vertical do vírus à progênie (Hoop, 1992). Portanto, o monitoramento sorológico de lotes é uma estratégia que pode ser utilizada para determinar o número de aves positivas e também se os níveis de imunidade das aves são considerados protetores; e assim, definir a necessidade de adoção de estratégias de imunização das matrizes, para garantir adequada imunidade do lote antes do início do período de postura.

Levantamentos sorológicos demonstraram a ampla distribuição de anticorpos ao CAV em matrizes, tanto de corte como de postura, e em frangos de corte, em diferentes países (McNulty et al., 1988; Yuasa e Tezuka, 1985; e Lucio et al., 1990). No entanto, desconhecia-se ainda, a prevalência do vírus no Brasil e não havia disponível um amplo levantamento de perfis de imunidade em lotes de matrizes de corte em diferentes regiões e fases de produção. Dados sorológicos da distribuição do CAV no Brasil foram determinados através de teste imunoenzimático de ELISA, em diferentes regiões e fases de produção de matrizes, para definir a prevalência do vírus no país e para gerar informações que subsidiassem programas de monitoramentos sorológicos de lotes e introdução de práticas específicas de imunização de matrizes para controle da anemia infecciosa das galinhas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Amostragem

Foi definida pela hipótese da existência de vírus superior a 90% nos lotes, com base em dados da alta prevalência em outros países, e resultados sorológicos em amostragem preliminar de matrizes e frangos de corte realizados na EMBRAPA Suínos e Aves (não publicados). Foram colhidos 15 a 20 soros por lote, de granjas de matrizes comerciais, distribuídos nos estados do RS, SC, PR, SP, MG, CE, PB, PA, PE, por serem estados com produção intensiva comercial de aves de corte, representativos da produção avícola em diferentes regiões do Brasil. Foram testados soros de 1 a mais de 20 granjas de matrizes, conforme a produção de matrizeiros nos diferentes Estados, abrangendo diferentes regiões e empresas avícolas, compreendendo as diferentes linhas genéticas de corte comerciais produzidas no país. Foram testados lotes de aves de 6 a 73 semanas de idade para determinar a prevalência do CAV e avaliar os níveis de anticorpos nas fases anteriores e durante o período de postura.

Número de lotes testados

Ceará: 6 lotes, Pará: 1 lote e Paraíba: 1 lote (total de 299 soros); Minas gerais: 10 lotes (150 soros); Paraná: 13 lotes (272 soros); São Paulo: 17 lotes (339 soros); Rio Grande do Sul: 24 lotes (496 soros) ; Santa Catarina: 45 lotes (799 soros). Total de soros testados: 2.355 soros.

ELISA para detecção de anticorpos para o CAV

Todos os soros foram testados através de um kit comercial de teste de ELISA competitivo, para diagnóstico de anticorpos para o CAV (Idexx Lab., USA). Por ser um ELISA competitivo, os níveis de anticorpos são inversamente proporcionais às densidades óticas lidas no teste.

Os procedimentos do teste foram conduzidos segundo instruções contidas no Kit de ELISA. Os resultados foram calculados e interpretados através do programa xChek ®, em que as densidades ópticas de cada uma das amostras são relacionadas com os controles positivos e negativos da placa em que foi utilizado, gerando um índice denominado razão S/P (sample/positive).

A razão S/P determina o ponto de corte, ou seja, o valor de densidade ótica no teste que determina os soros positivos e negativos.

Expressão dos resultados do ELISA

Através do programa de análise xChek®, as razões S/P do ELISA são expressas na forma de razão S/N. Os resultados dos soros testados foram então organizados de acordo com os valores da razão S/N dos soros, em grupos S/N 0,0 (razões S/N compreendidos entre 0,00 a 0,09), grupo S/N 0,1 (razão S/N entre 0,1 a 0,19), grupo S/N 0,2 (0,2 a 029), grupo S/N 0,3 (0,3 a 0,39), grupo S/N 0,4 (0,4 a 0,49), grupo S/N 0,5 (0,5 a 0,59), grupo S/N 0,6 (0,6 a 0,69), grupo S/N 0,7 (0,7 a 0,79), grupo S/N 0,8 (0,8 a 0,89), grupo S/N 0,9 (razão S/N 0,9 a 0,99) e grupo S/N (razão S/N iguais ou maiores que 0,1. O ponto de corte do ELISA está estabelecido no valor S/N de 0.6. Os grupos da razão S/N superiores a 0.6 são considerados negativos para anticorpos contra o CAV; e entre 0.0 a 0.6, são considerados positivos para anticorpos contra o CAV. Os grupos da razão S/N entre 0.0 a 0.2 são considerados títulos de anticorpos necessários para proteção passiva da progênie e os valores compreendidos entre 0.3 e 0.6 indicam níveis baixos e insuficientes de imunidade. Os grupos razão S/N considerados protetores e não protetores são interpretados com base numa correlação, determinada pelo fabricante do kit de ELISA, entre valores da razão S/N do ELISA com títulos de anticorpos neutralizantes contra o CAV em amostras de soros de galinhas.

Emissão dos resultados

Os resultados dos testes de ELISA (razões S/N) foram transferidos para uma planilha de cálculo (Excel, Microsoft Inc.), para organização e emissão dos gráficos demonstrativos de anticorpos para o CAV, nos diferentes grupos de idade de matrizes e nas diferentes regiões geográficas amostradas.

 

RESULTADOS

Soroprevalência do CAV do Brasil

Os resultados do levantamento sorológico para o CAV estão demonstrados nos seguintes gráficos:

Dos 2.355 soros testados, 2.092 foram positivos, representando 88,90% de positivos, indicando uma alta prevalência do CAV no Brasil (Figura 1), em todos os Estados testados (Figura 2, Gráficos 2, 3, 4, 5, 6, 7). Apenas 263 soros foram negativos, representando 11,1% do total de aves testadas.

 

 

 

 

Anticorpos para o CAV nos diferentes Estados

Quando comparados os diferentes Estados (Figura 2, Gráficos 2 a 7), a presença de anticorpos para o CAV foi superior a 83% em todos, variando até 99% no caso de São Paulo, o que confirma uma alta prevalência do CAV em regiões de produção comercial intensiva de aves de linhas de corte. Essa variação reflete, contudo, diferenças na amostragem de idades dos lotes, a exemplo de Santa Catarina (Gráfico 7), onde comparativamente a outros Estados, foi avaliado um maior número de aves de 6 e 24 semanas de idade (dados não demonstrados), que conforme indicado a seguir, apresentam menores taxas de soroconversão do que lotes de 25 a 70 semanas de idade.

Amostragem representativa por idades

Na Figura 5, Gráfico 16, consta a distribuição do número de lotes testados nas diferentes idades, demonstrando uma ampla e equilibrada amostragem nas diferentes idades, com exceção de um maior número de lotes (22%) testados entre 25 e 34 semanas de idade.

 

 

 

 

 

 

A distribuição e níveis de anticorpos para o CAV conforme as idades dos lotes

Os resultados individuais de cada um dos lotes testados (resultados não demonstrados) indicaram que a população de aves negativas se limita principalmente aos lotes de 6 a 18 semanas de idade (Figura 3, Gráfico 8 e 9) e em menor proporção também em lotes de 19 a 24 semanas de idade (figura 3, Gráfico 10).

Os lotes de 6 a 12 semanas apresentaram o maior grau de desuniformidade nos títulos de anticorpos, com apenas 50% das aves com níveis de anticorpos considerados adequados (Grupo razão S/N de 0.0 a 0.2), 7% das aves com títulos baixos de anticorpos (razão S/N 0.3 a 0.6) e 42% de aves sorologicamente negativas. A desuniformidade entre positivos e negativos, e nos títulos de anticorpos, se mantém entre 13 e 18 semanas de idade, uma vez que 15% das aves ainda possuem títulos baixos de anticorpos, mas há uma tendência à maior redução do número de aves negativas para 21% e ao aumento do número de aves com títulos de anticorpos protetores, que passam a 61.70 % das aves nesta faixa de idade (Figura 3, Gráfico 9).

A variação nos títulos de anticorpos e a presença de aves negativas tendem a se reduzir após as 18 semanas, mas entre as 18 a 24 semanas (Figura 3, Gráfico10) ainda são identificadas 12% de aves negativas (títulos superiores a 0,6) e 5% das aves com títulos superiores a 0,2 (títulos considerados baixos), indicando haver lotes que ainda mantêm certa desuniformidade quanto à resposta imune das matrizes no período pré-postura, o que demonstra a ocorrência de lotes susceptíveis à transmissão vertical do vírus ao entrarem no período de postura. A partir das 25 semanas de idade, todos os lotes foram 100% positivos (Figura 3, Gráficos 11, 12, 13), indicando a completa disseminação do vírus com soroconversão e desenvolvimento de títulos máximos de anticorpos detectados pelo ELISA em 99% das aves a partir de 45 semanas de idade (Gráfico 13). Contudo, ainda são encontradas 2,760 % de aves entre as 25 e 34 semanas (Gráfico 11) e 3,150 % das aves entre 35 a 44 semanas (Gráfico 12) com anticorpos no ELISA nas razões S/N inferiores a 0.2 e portanto, nessas faixas de idade, mesmo que em pequeno número, ainda há lotes de matrizes com a presença de aves que oferecem riscos à transmissão vertical do CAV.

Para ilustrar a negatividade de lotes jovens e sua completa soroconversão a partir das 25 a 30 semanas de idade, foram testados soros de um mesmo lote, mantidos no banco de soros do laboratório de virologia da Embrapa Suínos e Aves. Os resultados desses soros com 8 e 29 semanas (Figura 4, Gráficos 14 e 15), confirmaram as evidências de aves negativas na recria, com disseminação do vírus no lote e a completa soroconversão ao CAV, com altos níveis de anticorpos às 29 semanas de idade.

 

DISCUSSÃO

A prevalência do vírus da anemia infecciosa das galinhas não havia sido ainda determinada no Brasil e tampouco havia disponível um amplo levantamento de perfis de imunidade em lotes de matrizes de corte em diferentes regiões e fases de produção. Este primeiro levantamento sorológico compreensivo, contemplando um amplo número de lotes de matrizes de corte comerciais no Brasil, distribuídos em diferentes Estados com produção comercial intensiva de frangos de corte, demonstrou que o CAV é altamente prevalente no país, estando amplamente distribuída em todas as regiões avaliadas. A prevalência de aves sorologicamente positivas para o CAV no Brasil é comparável à situação encontrada em outros países, onde levantamentos sorológicos demonstraram similarmente uma ampla distribuição de anticorpos ao CAV em matrizes de corte (McNulty et al., 1988; Yuasa e Tezuka, 1985; Lucio et al.,1990).

Uma vez que a imunidade na fase de postura é necessária ao controle de surtos da anemia infecciosa das aves, a ocorrência de lotes negativos e/ou com níveis baixos de anticorpos no início do período de postura indicam a necessidade da adoção de estratégias de imunização contra o CAV em matrizes comerciais com esses perfis sorológicos. A comparação da distribuição de anticorpos em lotes de diferentes idades permitiu agregar resultados da situação de matrizes quanto à uniformidade na imunidade, dependendo da idade dos lotes, demonstrando que a ocorrência de aves negativas e com títulos variáveis de anticorpos se concentram nos lotes de aves jovens até o início do período pré-postura. A subseqüente soroconversão de 100% das aves após as 25 semanas indica tendência de progressiva, mas gradual, disseminação do vírus, culminando numa soroprevalência superior a 97% das aves após as 25 semanas de idade. Contudo, apesar da tendência à redução na variação dos títulos de anticorpos, a presença de aves negativas até as 25 semanas, mesmo que em menor percentagem, indica ainda haver lotes com desuniformidade na resposta imune das matrizes no período pré-postura, impondo ainda riscos à transmissão vertical do CAV e a uma inadequada transferência de imunidade passiva à progênie.

Esses resultados são uma amostra ilustrativa da realidade no campo, onde diferentes lotes das mesmas idades podem variar significativamente entre si quanto a soroconversão ao CAV dependendo de diferentes fatores, tais como, biosegurança, manejo, tempo de produção do núcleo de matrizes no local ou sinergismo do vírus da anemia das galinhas com outros agentes imunosupressores, como micotoxinas e infecções virais, especialmente vírus da doença de Marek e vírus da doença de Gumboro.

Conforme os resultados apresentados, a evidência de desuniformidade na imunidade ao CAV, especialmente até as 24 semanas de idade, no período pré-postura e início de postura, reitera a relevância de estabelecer perfis sorológicos de plantéis de matrizes e a utilização desses perfis na tomada de decisão da introdução de estratégias vacinais. Nesses casos, a munização tem sido preconizada em diversos países para garantir que 100% das matrizes desenvolvam títulos elevados de anticorpos e assim, buscar atingir o controle contra surtos da doença via a imunidade materna, como meio de prevenção contra a anemia infecciosa das aves na progênie.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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