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Ciência Animal Brasileira

Print version ISSN 1518-2797On-line version ISSN 1809-6891

Ciênc. anim. bras. vol.18  Goiânia  2017  Epub July 06, 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1089-6891v18e-31274 

ZOOTECNIA

EVOLUÇÃO APÓS QUATRO ANOS DE APLICAÇÃO DA CAPACIDADE ANDROLÓGICA POR PONTOS (CAP) EM TOUROS NELORE E ESTUDO DA RELAÇÃO COM A PRENHEZ EM ESTAÇÃO DE ACASALAMENTO

EVOLUTION AFTER FOUR YEARS OF BREEDING SOUNDNESS EVALUATION (BSE) IN NELLORE ZEBU BULLS AND ASSESSMENT OF THE RELATIONSHIP WITH FERTILITY IN A BREEDING SEASON

Gustavo Eduardo Freneau1  * 

Jose Roberto Puoli2 

Emmanuel Arnhold1 

1Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

2Limão Consultoria Ltda. Campo Grande - MS


Resumo

Estudou-se a evolução da capacidade andrológica por pontos (CAP) de 1092 touros Nelore, mantidos a pasto, durante quatro anos, e sua relação com a porcentagem de prenhez após uma estação reprodutiva. A cada ano, realizaram-se avaliações clínico-andrológicas em que mediu-se o perímetro escrotal (PE) e se coleou sêmen por eletroejaculação, para avaliação dos aspectos físicos e morfológicos dos ejaculados. A partir dos pontos obtidos pelo PE (PEP), motilidade progressiva (MOT) e morfologia espermática (MORF), computaram-se os CAP. Na estação de monta foram utilizadas 4319 fêmeas e 256 touros Nelore, em regime de pasto, para avaliação da fertilidade do rebanho. Após a escolha de 157 touros dentro das faixas A-C do CAP, foram estabelecidos, aleatoriamente, 15 grupos de touros para diferentes categorias e quantidade de fêmeas. Nos quatro anos de estudo houve aumento significativo do CAP, de 59,5 a 79,0. A PEP, MOT e MORF aumentaram no mesmo período de 17,5, 12,7 e 29,3 para 30,1, 14,8 e 34,4, respectivamente (P<0,05). Foram observadas correlações entre o CAP com os seus componentes, o ano e as características reprodutivas estudadas. Houve aumento significativo de touros enquadrados nas categorias A e B do CAP de 9,0% e 46,9% vs. 43,5% e 44,8%, respectivamente. O CAP e a porcentagem de prenhez das fêmeas foram de 82,0 ± 13,2 pontos e 83,1 ± 8,4 %, respectivamente. Houve correlação (P<0,001) entre o CAP e a taxa de prenhez (r=0,25). A utilização de grupos de touros das faixas A e B do CAP favoreceu o aumento da percentagem de prenhez no rebanho. A relação touro:fêmea observada sub-utiliza o potencial reprodutivo dos touros. A técnica empregada foi importante para avaliar a fertilidade potencial e modificar as características reprodutivas da população de touros estudada.

Palavras-chave: bovinos; exame andrológico; fertilidade; morfologia espermática

Abstract

We studied the evolution and the relationship between the fertility of a cow herd and the breeding soundness evaluation (BSE). During four years, 1092 Nellore zebu bulls were maintained on pasture conditions in Mato Grosso do Sul State - Brazil. After the clinic evaluation, scrotal circumference was measured and semen was collected by electro ejaculation and analyzed for physical and morphological aspects. Scores for CAP were established by sperm progressive motility (MOT), sperm morphology (MORF), and scrotal circumference (PEP). Modifications to original BSE were established by sperm concentration, sperm motility intensity, and testicles morphology. During the breeding season, 157 bulls were chosen from a-c BSE score. Fifteen reproductive groups of bulls were established randomly among three groups of females (Nellore zebu heifers, first-calf cows, mature cows, and first-calf cross-bred cows). After four years of observations, there was a significant increase in BSE varying, respectively, from 59.5 to 79.0 in 1994 to 1997. The BSE scores PEP, MOT and MORF increased in the period from 17.5, 12.7, and 29.3 to 30.1, 14.8, and 34.4, respectively. Correlations were observed among the BSE components with the year and the studied reproductive characteristics. There was a significant increase of bulls in the BSE categories 'a' and 'b' of 9.0% and 46.9% vs. 43.5% and 44.8%, respectively. The data of 1997 breeding season were: 82.0 ± 13.2 points and 83.1 ± 8.4% for BSE and pregnancy rate, respectively. There was a relationship (P <0.001) between BSE and pregnancy rate (r=0.25). The Breeding Soundness Evaluations (BSE) showed a positive correlation with the pregnancy rate in a herd with different categories of females. The use of 'a' and 'b' BSE bull groups is compatible with the high fertility potential of the herd. The ratio bull:cow used underestimates the reproductive potential of the bulls' fertility. The technique used was important to evaluate the group potential fertility and to modify the reproductive characteristics of bulls herd.

Keywords: breeding soundness evaluation; cattle; pregnancy rate; sperm morphology

Introdução

A capacidade andrológica por pontos (CAP) é utilizada para avaliar as condições de aptidão reprodutiva de um grupo de touros. Utilizando-se os padrões mínimos aceitáveis do CAP e uma profunda compreensão da espermatogênese e do processo de maturação espermática, é possível analisar e avaliar de forma mais eficiente os touros do rebanho(1), além de se identificarem touros com problemas de fertilidade aparente(2).

Essa metodologia foi amplamente utilizada em estudos de reprodutores de raças europeias e zebuínas(3-7). Foram reportadas correlações genéticas e fenotípicas entre CAP e o crescimento corporal e testicular de touros de sobreano, calculando-se sua herdabilidade(8,9).

Foram reportados estudos em que estes procedimentos serviram para adequar o manejo dos touros como passo prévio à tomada de decisões da estação de acasalamento(8), para estimar parâmetros genéticos de herdabilidade em touros(9,10) e para classificar os touros(11). Constataram-se correlações positivas entre os componentes do CAP e a idade em touros jovens, e peso corporal, perímetro escrotal, defeitos espermáticos maiores e totais, libido e testosterona em touros adultos(10,12-16).

Objetivou-se neste estudo avaliar o uso e a evolução do CAP em uma população de touros, bem como verificar a sua relação com a taxa de prenhez de rebanhos de diferentes categorias e número de fêmeas.

Material e Métodos

O trabalho foi realizado na Companhia Agrícola e Pastoril Campanário, localizada no município de Caarapó, Estado de Mato Grosso do Sul, durante quatro anos consecutivos (1994-1997). Foram avaliados 1092 touros da raça Nelore, mantidos a pasto, em regime extensivo, com várias espécies de gramíneas cultivadas, suplementação mineral e calendário profilático-sanitário de acordo com o preconizado para a região. A população de touros não tinha histórico de avaliação andrológica prévia não classificatória. Nos anos citados foram avaliados 297, 246, 293 e 256 touros, respectivamente.

Entre os meses de agosto e setembro, nos quatro anos, foram realizadas as avaliações individuais clínico-andrológica, idade, características zootécnicas, aparelho locomotor, conformação anatômica e consistência dos testículos e epidídimos. Os touros considerados aptos para essas características foram submetidos à aferição do perímetro escrotal (PE) com auxílio de fita métrica. O sêmen foi coletado por meio de eletroejaculação e o ejaculado foi avaliado quanto aos aspectos físicos (aspecto, turbilhonamento, motilidade espermática individual progressiva e vigor espermático) e morfológicos, caracterizando o percentual de defeitos espermáticos maiores e menores(17).

Determinou-se a capacidade andrológica por pontos (CAP 9-105), modificado segundo Ball et al.(18), para cada touro. O CAP individual foi composto pelas amplitudes de classes de 40-3, 40-3 e 25-3 pontos para as classes de perímetro escrotal (PEP), morfologia espermática (MORF) e motilidade individual progressiva dos espermatozóides (MOT), respectivamente. As classes de PEP para a raça Nelore foram baseadas nas faixas etárias descritas por Silva et al.(19) com modificações de acordo com a morfologia e consistência testicular. Os touros foram distribuídos em quatro categorias de CAP, touros de CAP A (105-85), B (84-60), C (59-35) e D (<35).

Durante todos os anos, além dos touros descartados pela avaliação prévia, foram também eliminados da população touros com CAP denominados D e a maioria dos classificados com C (exceto os mais novos e com maior perímetro escrotal). No quarto ano, fez-se a avaliação clínico-andrológica de 256 animais individualmente e determinou-se o CAP. Em dezembro foi iniciada a estação de monta de 105 dias, quando 157 touros foram destinados para 4919 fêmeas. Foram utilizados somente touros com CAP A, B e, eventualmente, C. Os touros foram distribuídos, aleatoriamente, quanto à categoria e pontuação de CAP em 15 grupos ou lotes de acasalamento (G1-G15, Tabela 3). A quantidade de fêmeas Nelore usadas foi 464 novilhas, 850 primíparas, 3212 vacas e 393 primíparas mestiças (F1 de raças europeias). Foram estabelecidos 15 grupos de acasalamento com relação touro:fêmea e pontuações de CAP para os touros ao acaso. Sessenta dias após o final da estação de monta, foi realizado o diagnóstico de gestação por palpação transretal.

Tabela 1 Características reprodutivas de touros Nelores avaliadas pela Capacidade Andrológica por Pontos (CAP) em quatro anos consecutivos 

1º ano 2º ano 3º ano 4º ano Geral
Idade (meses) 72,8 ± 25,6 a 67,6 ± 30,8 a 54,8 ± 29,4 b 67,9 ±28,1 a 65,7 ± 29,2
PE (cm) 34,7 ± 2,9 b 35,3 ± 2,9 b 34,8 ±3,2 b 36,8 ±2,5 a 35,4 ± 3,0
PEP 17,5 ±9,7 c 23,6 ± 9,8 b 24,5 ± 9,9 b 30,1 ± 10,1 a 23,6 ± 11,0
Motilidade (%) 63,2 ± 17,9 a 54,4 ± 23,7 b 63,1 ± 17,5 a 57,7 ± 18,2 b 60,6 ± 18,9
Vigor (0-5) 3,4 ± 0,7 a 2,9 ± 0,9 b 3,4 ± 0,8 a 3,4 ± 0,7 a 3,2 ± 0,6
Turb. (0-5) 1,7 ± 0,9 1,7 ± 1,0 2,0 ± 1,1 1,9 ± 1,1 1,8 ± 1,1
MOT 12,7 ± 6,6 c 13,9 ± 7,4 b 16,1 ± 6,8 a 14,8 ± 6,9 ab 14,4 ± 6,9
Def. maiores (%) 16,0 ± 19,7 a 12,5 ± 8,6 ab 12,6 ± 11,0 ab 10,1 ±8,7 b 13,1 ± 14,1
Def. totais (%) 25,2 ± 20,1 a 21,2 ±12,2 ab 17,9 ± 11,5 b 17,9 ± 10,4 b 20,6 ± 15,1
MORF 29,0 ± 13,6 b 30,1 ± 11,8b 30,9 ± 11,3 ab 34,4 ± 9,7 a 31,2 ± 11,9
CAP 59,5 ± 21,7 c 67,5 ± 23,3 b 71,6 ± 20,9 b 79,0 ± 17,5a 67,9 ± 22,3

PE=perímetro escrotal; PEP pontos por perímetro escrotal no CAP; Turb. = turbilhonamento; MOT = pontos por motilidade progressiva no CAP; Def. = defeitos; MORF = pontos por morfologia no CAP; CAP = indice de capacidade andrológica por pontos. Valores seguidos por letras distintas na linha indicam diferenças pelo teste de SNK (P<0,05).

Tabela 2 Frequência das classes de Capacidade Andrológica por Pontos (CAP) em touros da raça Nelore, criados extensivamente em regime de pasto, em quatro anos consecutivos no Mato Grosso do Sul, Brasil 

Faixa 1º ano 2a ano 3º ano 4a ano Total
de CAP N %
e/anos
%
d/ano
n %
e/anos
%
d/ano
n %
e/anos
%
d/ano
n %
e/anos
%
d/ano
n %
A 25 11,2 9,0 16 7,2 15,7 83 37,6 32,7 97 43,9 43,5 221 25,8
B 130 35,8 46,9 35 9,6 34,3 98 27,0 38,6 100 27,6 44,8 363 42,4
C 82 42,5 29,6 28 14,5 27,5 63 32,6 24,8 20 10,4 9,0 193 22,6
D 40 50,6 14,5 23 29,1 22,5 10 12,7 3,9 6 7,6 2,7 79 9,2
Total- % 277 32,4 100 102 11.9 100 254 29,7 100 223 26,0 100 856 100,0

e/ anos = comparação entre anos; d/ano dentro do ano, X2 (P<0,05)

Tabela 3 Características reprodutivas, frequência de touros Nelore pelo CAP, prenhez e relação touro:femea por grupos de touros em estação de acasalamento em Mato Grosso do Sul 

Grupos G2 G13 G6 G9 G1 G10 G12 G11 G7 G14 G8 G15 G4 G5 G3
de n 8 n 7 n 19 n 15 n 18 n 4 n 5 n 3 n 6 n 11 n 9 n 13 n 14 n 13 n 12
touros
/femeas
Idade 3,9cde 5,1bc 4,6cd 5,7b 4,4cd 2,5c 7,4a 4,7bcd 6,2ab 3,2de 5,1bc 5,9ab 6,8a 4,5cd 6,1ab
Ccorp 6,2a 6,4a 6,4a 6,7a 6,6a 6.2a 6,4a 7,0a 6,8a 6,4a 6,4a 6,7a 6,5a 6,6a 6,6a
PE 36,1b 38,1a 37.0b 37,8a 37,4ab 35.2b 39,8a 38.6a 37,5ab 36,2b 36,7b 36,9b 38,5a 36,4b 37,9a
PEP 31,7ab 31,3ab 32,9a 31,1ab 34,4a 36,2a 32,0ab 31,0ab 26,2ab 35,7a 29,2ab 25,0b 27,2ab 28,0ab 25,6b
MOT 17,4a 19,1a 12,3b 14,0ab 15,2ab 18,5a 12,8b 17,7a 18,5a 13,7ab 10,1b 15,8a 14,5ab 16,2a 17,0a
MORF 36,2ab 35,7ab 38,4ab 37,0ab 39,1ab 40,0a 31,0b 40,0a 39.6a 35,9ab 32,6b 38,8ab 37,8ab 33,1b 31,9b
CAP 85,4ab 86,1ab 83,7ab 82,1ab 88,8a 94,8a 75,8cd 88,7ab 84,7ab 85,4ab 71,9d 79,7bc 79,5bc 77,4bc 74,5cd
%CAPa 62,5 42,9 57,9 46,7 61,1 75,0 20,0 66,7 50,0 54,6 22,2 30,8 35,7 30,8 25,0
%CAPb 37,5 57,1 42,1 53,3 38,9 25,0 80,0 33.3 50,0 45,4 66,7 61,5 64,3 61,5 58,3
%CAPc - - - - - - - - - - 11,1 7,7 - 7,7 16,7
N-fém. 401 261 555 579 425 167 200 63 215 324 311 393 383 331 311
C-fcm. None Vene Vene Vene Vene Vene Vene None Prine Prine Vene Pricru Vene Vene Princ
R-T/Fé 50,1 37,3 29,2 38,6 23,6 41,7 40,0 21,0 35,8 29,5 34,6 30,2 27,3 25,5 25,9
%Prc 92,8 92,3 91,9 91,4 91,0 89,8 86,0 84,1 81,4 78,1 77,5 76,6 75,2 71,9 69,8

Idade em anos; Ccorp = Condição corporal (1-9); PE perímetro escrotal. em cm; PEP = pontos por PE dentro do CAP; MOT - pontos por motilidade progressiva dentro do CAP; MORF = pontos por morfologia espermática dentro do CAP; CAP = índice de capacidade andrológica por pontos; %CAPa. b e c = porcentagem de touros nas faixas por pontos do CAP. N-fem. = número total de fêmeas; C-fêm. = categoria de fêmeas; None - novilhas Nelore; Vene = vacas Nelore de dois partos ou mais; Prine = primíparas Nelore; Prieru= primiparas cruzadas; R-T/Fê = relação touro:fêmea. %; Pre = % de prenhez; Valores seguidos por letras distintas na linha indicam diferenças pelo teste de minimos quadrados (P<0,05).

Avaliou-se a taxa de prenhez em função dos defeitos espermáticos menores, maiores e totais, MOT, PEP, MORF e CAP, além da relação de fêmeas por touro e a idade dos touros, por meio de modelos de regressão linear simples e da correlação de Pearson. O efeito de todas estas variáveis na prenhez foi avaliado de forma conjunta em um modelo misto, incluindo o tipo de fêmea (novilha, vacas, primíparas Nelore e cruzadas) como componente aleatório no modelo, e as demais variáveis (defeitos espermáticos menores, maiores e totais, MOT, PEP, MORF e CAP, além da relação de fêmeas por touro e a idade dos touros) como efeitos fixos no modelo. As variáveis em que os efeitos foram não significativos na análise de variância foram retiradas do modelo. Todas as análises foram realizadas com auxílio do software R(20) (R Core Team, 2013), utilizando-se funções do pacote lme4(21). Foram comparadas as médias de CAP e as frequências das faixas de CAP e comparadas por análise de variância e teste de chi quadrado, respectivamente.

Resultados e Discussão

Na avaliação clínica andrológica prévia, foram descartados e, consequentemente, não avaliados pelo CAP 236 touros (21,6%), discriminados por anos da seguinte forma: 1994 - 20 touros descartados (6,3%); 1995 - 46 descartados (17,9%); 1996 - 39 (13,3%); e 1997 - 33 (12,9%). Na Tabela 1 encontram-se as características reprodutivas dos touros, nos quatro anos de observações consecutivas.

Se comparados os dados do 1º e 4º anos houve diferença (P<0,05) no perímetro escrotal (PEP), na motilidade progressiva dos espermatozoides (MOT), nos defeitos maiores e totais, na morfologia espermática (MORF) e CAP. Estas diferenças observadas refletiram uma melhoria significativa na qualidade das características reprodutivas da população de touros no processo de avaliação periódica nesta propriedade.

A idade dos touros diminuiu, especialmente no 3º ano, com a incorporação de animais de 24 meses de idade. Houve diminuição no número de touros com mais de seis anos de idade a partir do primeiro ano estudo. Eles representaram 73,4%, 57,3%, 35,5% e 44,6% nos quatro anos consecutivos (1994-1997), respectivamente. A correlação entre idade e ano foi de baixa intensidade e negativa (r = -0,11; P<0,01), o que mostra uma diminuição da idade dos touros da população.

A correlação entre PE e ano foi positiva (r = 0,21 P<0,01). O PE aumentou significativamente nos touros, sendo de 2 cm a mais em 1997. Observaram-se coeficientes de correlação significativos (P<0,01) entre PE com motilidade progressiva dos espermatozoides (MOT), defeitos espermáticos maiores e totais, morfologia (MORF) e o índice de CAP de 0,16; 0,21; -0,20 e -0,22, 0,28 e 0,51, respectivamente. O aumento dos pontos do perímetro escrotal no CAP (PEP) foi de 12,6 pontos nos quatro anos, o que representa o aumento do tamanho testicular em touros de menor faixa etária e apresentou uma correlação com o ano (r = 0,42; P<0,01). Esta diferença em magnitude de aumento entre o PE e PEP pode ser justificada pelo descarte e ingresso no rebanho de animais mais precoces (menor idade com maior PE).

A motilidade progressiva dos espermatozoides, o vigor e o turbilhonamento apresentaram-se em valores compatíveis com os recomendados(2) (Tabela 1). Houve correlações positivas entre a motilidade progressiva com o vigor e o turbilhonamento (r = 0,81 e r = 0,50; P<0,01). A MOT apresentou uma elevação entre os anos com uma correlação positiva de r = 0,13 (P<0,01). Os defeitos espermáticos maiores e totais tiveram uma redução significativa com o tempo e apresentaram correlações negativas com o ano (r = -0,16 e r = -0,21; P<0,01). A MORF apresentou um incremento nos quatro anos e foi observada correlação com o ano (r = 0,16; P<0,01). O CAP aumentou significativamente, próximo dos 20 pontos em quatro anos, sendo este correlacionado com o ano (r = 0,36; P<0,01). Houve elevada correlação entre o CAP e seus componentes (PEP, r = 0,51; MOT, r = 0,60 e MORF, r = 0,79) e entre este com a motilidade progressiva (r = 0,53), vigor (r = 0,44), turbilhonamento (r = 0,33), os defeitos espermáticos totais (r = -0,67) e os defeitos maiores (r = -0,61) P<0,01. Estes achados se agregam aos relatados sobre a raça Santa Gertrudis, e Nelore(5,22). Os valores de CAP apresentados em 1997 foram equivalentes aos relatados para touros de raças europeias(8,23) e zebuínas(24) .

Na Tabela 2 encontram-se as frequências de categorias do CAP entre e dentro dos anos em estudo.

Houve aumento de touros nas categorias A e B do CAP ao longo do tempo, fato semelhante aos relatos que utilizaram esta metodologia como seleção de touros ao longo do tempo(4). Possivelmente devido ao descarte de touros inadequados e à compra de touros jovens com maior perímetro escrotal, as porcentagens de touros nas categorias A e B, na avaliação do ano 1997, foram semelhantes às de estudos anteriores sobre raças taurinas(23,25-27) e maiores que os observados por Kennedy et al. (28) com dez grupos zootécnicos de raças europeias e seus mestiços. Neste último caso, os animais foram avaliados ao sobreano. No presente estudo, os touros foram superiores aos avaliados em clima tropical na Costa Rica(29), o que possivelmente se deve a diferenças raciais e de manejo.

Um estudo realizado com touros de raças taurinas revelou boa eficiência reprodutiva no rebanho utilizando-se relação touro:vaca de 1:44 e 1:40, sendo que não houve efeito desta relação sobre a fertilidade do rebanho(30). A partir desta constatação, grupos de touros categorizados com CAP A e B poderiam trabalhar em estação de monta de 90 dias em uma relação touro:vaca de 1:40 sem prejudicar a fertilidade do rebanho. Pelos dados apresentados na Tabela 2, quando comparados os anos 1º e 4º, observou-se 16,7% a menos de touros; além do fato de a propriedade apresentar um número maior de touros A e B, o que permitiria acasalar 36,2% a mais de fêmeas neste último ano. Esta relação poderia ser maior, já que, nos dois anos em questão, a proporção de touros A e B foi de 9,0% e 46,9% (1º ano) e 43,5% e 44,8% (4º ano), respectivamente. Outros relatos sobre as vantagens de avaliação se agregam a estes dados(31). Este estudo confirma que o emprego sistemático da técnica do CAP em uma população de touros (permanentes e de reposição) pode modificar o seu perfil andrológico em poucos anos. A avaliação de touros (na compra e descarte) pelo CAP mostra-se como uma ferramenta básica para contribuir no incremento da eficiência reprodutiva de uma população de touros dentro do rebanho.

Na Tabela 3 estão representadas as características reprodutivas dos touros, a relação touro:fêmeas, a categoria e o número de fêmeas e as taxas de prenhez por grupo de touros, na estação de monta do 4º ano de estudo.

Com respeito à faixa etária dos grupos de acasalamento de touros, observou-se que quando foram utilizados touros novos (G10 da Tabela 3) na relação de 1:42, o grupo apresentou uma porcentagem de prenhez elevada. A idade na população teve uma amplitude de 2-10 anos e apresentou correlações negativas com CAP e com a taxa de prenhez, respectivamente (r = -0,60 e r = -0,36; P<0,001). Portanto, pode-se inferir que a utilização de touros Nelore de 24-30 meses de idade é compatível com elevadas taxas de gestação em relações touro:fêmea superiores a 1:40 desde que avaliados e utilizados nas classes superior do CAP. A condição corporal dos touros não diferiu entre os grupos de touros (P>0,05).

O perímetro escrotal, como era de se esperar, foi fortemente influenciado pela idade (r = 0,83; P<0,01), porém, quando transformado em pontos do CAP (PEP), apresentou correlações (P<0,01) negativas com idade (r= - 0,70) e positivas com CAP (r = 0,66). Esta inversão de sinal na correlação da idade com o PE e PEP justifica-se porque os touros mais jovens, ingressados ao rebanho após o 1º ano, foram previamente escolhidos pelo maior perímetro escrotal, o que caracterizou a formação de uma população mais precoce. Esta categorização do perímetro escrotal por faixa etária é outra das vantagens da utilização do CAP, quando comparada com a sua aferição sem levar em conta a idade do touro.

Observou-se correlação negativa entre os defeitos espermáticos totais (r = -0,16) e maiores (r = -0,22) com a taxa de prenhez (P<0,001). Esta observação coincide com trabalhos realizados em 16 fazendas no norte da Austrália, que utilizaram testes de paternidade para constatar a fertilidade de touros e observaram que, entre todos os aspectos da avaliação andrológica, a morfologia espermática foi a característica isolada que teve mais repetibilidade e relação com o números de bezerros gerados por touro(31).

Um fato que merece atenção é a relação de touro:fêmea, que apresentou uma correlação de 0,42 (P<0,001). A relação existente entre a quantidade de fêmeas por touros no rebanho e a fertilidade do mesmo representa-se como uma função quadrática; assim sendo, o aumento de touros no rebanho teria uma relação positiva até um ponto de inflexão em que se voltaria negativa, com declínio da fertilidade(32). A correlação observada no presente estudo sugere que o número de fêmeas por touro utilizado neste trabalho estaria na porção ascendente da curva. Isto permitiria especular que, em grupos de touros de CAP elevado, a relação de fêmeas por touro utilizada no presente rebanho foi inferior a seu verdadeiro potencial. Estes achados confirmam relatos sobre a quantidade de touros em rebanho de fêmeas (30).

A taxa de prenhez apresentou correlação (P<0,001) com as seguintes características: MORF (r = 0,24), CAP (r = 0,27) e idade dos touros (r = -0,21). Apesar de correlações de baixa intensidade, mostra que as características avaliadas nos touros apresentam relação com a prenhez. Estes achados da relação entre prenhez e CAP agregam-se aos dados apresentados por estudos sobre a mesma raça que utilizaram sincronização de cios(29) e cios naturais com uma relação fixa de 1:25(33); entretanto, não se relacionam com outros estudos que não apresentaram relação com a fertilidade de rebanho(16). Estas diferenças possivelmente se devem ao fato de esses touros terem sido alocados de forma individual ou em um grupo na relação de 1:25 touros:vacas. Como discutido acima, grupos com maior número de touros por vaca apresentariam menor eficiência reprodutiva.

Não houve correlação entre a taxa de prenhez e MOT (r = 0,004, P>0,05). Possivelmente, esta falta de correlação ocorreu porque esta medida de avaliação está sujeita a interferências na hora da colheita (temperatura ambiente, ventos, repouso sexual etc). Isto pode ter afetado a análise, o que demonstra a necessidade de equipamentos e medidas de manejo, para minimizar esta interferência. Outro ponto importante é que a MOT apresenta 20 pontos no CAP, o que permite que um touro com pouca pontuação neste item possa alcançar a faixa 'A' de CAP. Esta característica também foi reportada como não suficientemente boa para detectar diferencias entre os touros avaliados(34); apesar de esse autor ter utilizado diferentes classes para motilidade progressiva dos espermatozoides. Os outros componentes do CAP (MOT e MORF) apresentaram correlações com o CAP de r = 0,43 e r = 0,73, (P <0,01), respectivamente, concordando com estudos anteriores(10,14).

Os valores de CAP médio foram altos para todos os grupos e apresentaram algumas diferenças entre eles (Tabela 3). Os grupos com maiores médias de CAP apresentaram porcentagens de prenhez superiores a 80%. Grupos de touros com CAP superior a 80 pontos e sem a presença de touros enquadrados na classe C apresentaram maiores porcentagens de prenhez. Coulter e Kozub(35) utilizaram modelo de regressão para prever a fertilidade de grupos de touros em regime de monta e determinaram a paternidade para verificar a fertilidade individual. O modelo de regressão para predizer a fertilidade dos touros foi de 29% da variância total da fertilidade. Esse estudo demonstrou que seleção de touros por PE e baixa porcentagem de defeitos espermáticos maiores, somados a poucas montas orientadas com moderados números de serviços durante os testes de comportamento sexual, poderia melhorar a fertilidade de touros de corte em condições extensivas. Em última análise, até o presente momento a melhor forma de alcançar o potencial de fertilidade de um grupo de touros seria por meio da análise dos vários aspectos reprodutivos (testiculares, seminais e de comportamento sexual).

As frequências de touros dentro das classes do CAP em cada grupo de acasalamento estão apresentadas na Tabela 3. Pode-se observar que os grupos com maiores taxas de prenhez apresentaram touros A e B em proporções equilibradas. Os grupos que apresentaram touros C tiveram menores taxas de prenhez.

Na Tabela 4 encontram-se as características reprodutivas referentes aos grupos por tipo de fêmeas e a média das propriedades que integraram a estação de acasalamento.

Tabela 4 Características reprodutivas, frequência de touros Nelore pelo CAP, prenhez e relação touro:fêmea por categorias de fêmeas em estação de acasalamento em Mato Grosso do Sul 

Categoria de
Fêmea
/ número de
touros
Novilhas
Nelore / n. 11
Pimíparas
Nelore / n. 29
Vacas
Nelore / n.
104
Pimíparas
Cruzadas / n.
13
Total
n. 157
Idade (anos) 4,1 ± 1,5 b 5,0 ± 2,1 ab 5,1 ± 1,9 ab 5,9 ± 2,0 a 5,1 ± 1,9
Ccorp (1-9) 6,4 ± 0,7 a 6,5 ± 0,5 a 6,5 ± 0,6 a 6,7 ± 0,6 a 6,5 ± 0,6
PE (cm) 36,8 ± 2,8 a 37,2 ± 2,6 a 37,4 ± 2,2 a 36,7 ± 2,0 a 37,3 ± 2,3
PEP 31,5 ± 10,2 a 29,5 ± 10,3 a 31,2 ±9,3 a 25,1 ± 11,2 b 30,4 ± 9,8
MOT 17,5 ± 3,4 a 16,0 ±. 7,7 a 14,4 ±6,9 a 15,7 ± 7,2 a 15,0 ± 6,9
MORF 37,3 ± 6,0 a 35,1 ± 8,9 a 36,6 ± 6,9 a 38,8 ± 4,1 a 36,6 ± 7,1
CAP 86,3 ± 11,3 a 80,7 ± 16,0 b 82,2 ± 12,7 ab 79,7 ± 12,7 b 82,0 ±13,2
% CAPa 63,6 41,4 45,2 30,8 44,6
% CAPb 36,4 51,7 52,9 61,5 52,2
% CAPe - 6,9 1,9 7,7 3,2
N-fêm. 464 850 3212 393 4919
R-Fê/T 42,2 ± 13,6 a 29,3 ± 3,7 b 30,8 ± 6,0 b 30,2 ± 0,0 b 31,3 ± 6,9
%Prenhez 90,4 ± 4,0 a 75,3 ± 4,9 c 85,3 ± 8,1 b 76,6 ± 0,0 e 83,1 ± 8,4

Ccorp = Condição corporal (1-9); PE perímetro escrotal em cm; PEP = pontos por PE dentro do CAP; MOT = pontos por motilidade progressiva dentro do CAP; MORF = pontos por morfologia espermática dentro do CAP; CAP= indice de capacidade andrológica por pontos; %CAPa, b e, c = porcentagem de touros nas faixas por pontos do CAP; N-fêm. - número total de fêmeas; R-T/Fê = relação touro:fêmea; % Prenh (obs) % de prenhez observado. Valores seguidos por letras distintas na linha indicam diferenças pelo teste de Tukey (P<0,05). %Prenhez*CAP = modelo ajustado mínimos quadrados para categoria de fêmea, CAP e relação femea:touro. Valores seguidos por letras distintas na linha indicam diferenças P<0.0001

Os valores do CAP nos touros do presente estudo foram superiores aos relatados em outros estudos com raças taurinas(8,22,24,25), para touros taurinos adaptados aos trópicos e zebuínos(9,11,15,28); contudo, os touros deste estudo foram selecionados de um grupo maior de touros o que não foi relatado nos trabalhos citados.

A diferença encontrada nas idades dos touros entre os grupos de fêmeas (Tabela 4) e a correlação observada nesta característica (CAP) com a prenhez (r =-0,26; p<0,001) levam a refletir sobre a prática rotineira de manejo de se colocarem touros de maior idade nas categorias de fêmeas de menor fertilidade potencial, o que, neste estudo, não foi estabelecido.

Os valores de CAP dos touros apresentaram diferenças entre as categorias de fêmeas (Tabela 4). Da mesma forma que na análise da Tabela 3, a frequência de faixas de CAP, em cada categoria de fêmeas, mostra que a presença de touros C em detrimento de touros A representou em uma queda na taxa de prenhez.

A relação de macho:fêmea apresentou diferenças em favor do grupo de novilhas (1:42) com elevadas taxas de prenhez e menor idade dos touros, o que sugere que touros jovens poderiam ser melhor aproveitados dentro da prática rotineira. Como era esperado, a categoria de fêmea teve uma grande influência na taxa de prenhez, o que levou à realização ajustes no modelo pelo diferente número fêmeas e categoria das mesmas. Foram observadas diferenças na taxa de prenhez entre as categorias de fêmeas. Como os dados provém de uma amostragem não balanceada, o modelo elaborado para análise da prenhez foi ajustado de acordo com a categoria de fêmeas, a relação macho:fêmea e o CAP dos touros.

Conclusão

De acordo com a metodologia empregada, pôde-se concluir que houve aumento significativo nos valores do CAP ao longo de quatro anos de aplicação sistemática, o que incrementa o potencial reprodutivo da população de touros na propriedade. Existem relações positivas entre o CAP e as características reprodutivas quando aplicado sistematicamente ao longo de quatro anos. A classificação dos touros pelo índice de (CAP) apresenta relação positiva com a porcentagem de prenhez em rebanho de várias categorias de fêmeas. A relação macho:fêmea utilizada rotineiramente deve ser aumentada em touros avaliados por esta técnica. A utilização de grupos de touros das classes A e B do CAP em estação de acasalamento são compatíveis com elevada fertilidade no rebanho.

Agradecimentos

Os autores agradecem aos responsáveis da Companhia Agrícola e Pastoril Campanário - Carapoó - MS pelos dados fornecidos para realizar este trabalho.

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Received: July 29, 2014; Accepted: February 16, 2016

*Autor para correspondência - gfreneau@gmail.com, gfreneau@ufg.br.

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