SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.9 número3Prevalência de desvios-padrão determinados pela ultra-sonometria de calcâneo e sua associação com índice de massa corporal e idade em mulheres pós-menopáusicas residentes em Manaus-AMPerfil de instituições asilares no município do Recife, PE, Brasil índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia

versão impressa ISSN 1809-9823versão On-line ISSN 1981-2256

Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.9 no.3 Rio de Janeiro set./dez. 2006  Epub 24-Out-2019

https://doi.org/10.1590/1809-9823.2006.09033 

Artigos originais

Os periódicos especializados em Geriatria e Gerontologia no Brasil de 1969 até 2006

Brazilian journals specialized in Geriatrics and Gerontology from 1969 to 2006

Shirley Donizete Prado* 

aNutricionista, Professor Adjunto no Departamento de Nutrição Social do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Vice-Diretora do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: shirley_prado@terra.com.br


Resumo

Descrevemos periódicos especializados em Geriatria e Gerontologia publicados no Brasil. A coleta de dados realizou-se a partir do Portal de Revistas Científicas disponível na página eletrônica do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde6 (Bireme) e do acervo do Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento da Universidade Aberta da Terceira Idade, programa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro que conta com a mais ampla coleção de periódicos brasileiros nesse campo. Foram identificadas nove revistas publicadas a partir de 1966. Para sua análise, adotamos como referência os critérios de seleção de periódicos para a base de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde17: conteúdo, revisão por pares, comitê editorial, regularidade de publicação, periodicidade, tempo de existência, normalização e apresentação gráfica. A descontinuidade marca a história da maioria desses periódicos. Atualmente, três encontram-se em atividade regular: A Terceira Idade3, estável desde 1988, é essencialmente uma revista de divulgação. A Revista Kairós: Gerontologia25, de 1998 e a Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia24 (anterior Textos sobre Envelhecimento), também de 1998, são iniciativas mais recentes, já indexadas na base Lilacs e em processo de consolidação para indexação em outras bases.

Palavras-Chave: palavras-chave: publicações periódicas; geriatria; Brasil

Abstract

We describe Brazilian journals specialized in Geriatrics and Gerontology. Data was collected from the Portal de Revistas Científicas available on the Latin American and Caribbean Center on Health Sciences Information’s homepage (Bireme) and from the Reference and Documentation Center on Aging, at the Open University for Studies on the Elderly, a program of Rio de Janeiro State University which holds the most complete collection of scientific journals in this field. Nine journals, published since 1969, were identified. To analyze them, we adopted the Latin American and Caribbean Health Sciences database’s criteria for journals selection: content, peer review, editorial committee, regularity of publication, periodicity, time of publication, normalization and layout. Discontinuity marks most of these journals, and three still are being regularly published. A Terceira Idade, published since 1988, is mainly a divulgation journal. Revista Kairós: Gerontologia, issued in 1998, and the Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia(former Textos sobre Envelhecimento), also in 1998, are recent publications, indexed in Lilacs and in process of consolidation for indexation in other databases.

Key words: periodicals; geriatrics; Brasil

INTRODUÇÃO

Quais os periódicos nacionais voltados especificamente para a divulgação de conhecimento técnico-científico relativo à velhice, aos velhos e ao processo de envelhecimento humano? A pergunta nasceu a partir de nossos estudos e questionamentos acerca da produção de conhecimento nesse campo. Criadas recentemente ou que venham de longa data, as revistas especializadas consolidadas – ou seja, as que divulgam conhecimento científico original, importante, válido e que contribuem efetivamente para a área – podem ser tomadas como indicadores da consolidação do parque científico estruturado em determinado campo do conhecimento.

Em texto divulgado em 1997 pela revista Gerontologia10 , de autoria de Renato Maia Guimarães15, intitulado “Processo de envelhecimento como campo de investigação”, são apresentadas algumas idéias acerca das iniciativas brasileiras, que podem ser muito bem resumidas na expressão que o autor utiliza para iniciar seu artigo: “A pesquisa na área da Gerontologia pode ser comparada a um veleiro em busca de melhores ventos e de bons timoneiros” (p. 18). O autor considerava, então, que a maioria dos estudos brasileiros estava fundamentada em concepções deficitárias e universalistas sobre a velhice; destacava a realização de dois estudos epidemiológicos e a criação de duas publicações periódicas em seu notável esforço em busca de rigor editorial, mesmo reconhecendo importantes limitações em relação ao material publicado.

Hoje, passados nove anos da publicação do artigo, o que teríamos de novo acerca dos periódicos especializados em Geriatria e Gerontologia no Brasil? E o que estariam nos dizendo sobre a pesquisa nacional voltada para o envelhecimento? Essas são as questões que pretendemos discutir no presente artigo.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O primeiro passo para a identificação dos periódicos brasileiros especializados em Geriatria e Gerontologia foi a realização de busca no Portal de Revistas Científicas disponível na página eletrônica do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde6 (Bireme, 2006). Encontram-se aí 13.315 revistas catalogadas, originárias de diversos países, das quais 94 são especializadas em Geriatria e Gerontologia; seis periódicos constam como registros nacionais nesse campo: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23, Anais Brasileiros de Geriatria e Gerontologia1, Arquivos Brasileiros de Geriatria e Gerontologia2, A Terceira Idade3, Revista Kairós: Gerontologia25e Textos sobre Envelhecimento24.

Buscamos, em seguida, o acervo do Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento5 da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2006), onde estão reunidas e organizadas as mais amplas coleções de periódicos nacionais especializados no campo, em formato convencional. Identificamos mais dois títulos: Gerontologia e Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento8. Com base nos exemplares disponíveis, foi possível uma aproximação bastante confiável do universo em estudo.

Consultas à Internet, nas páginas eletrônicas das revistas e/ou das instituições que as acolhem e a leitura dos artigos nos permitiram identificar mais uma revista: Geriatria em Síntese9.

Segue-se um quadro que sintetiza as informações obtidas a partir das fontes mencionadas.

Quadro 1 Periódicos especializados em Geriatria e Gerontologia editados no Brasil até 2006 

Título Instituição responsável Período de atividade
Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28. 1966-1976
Anais Brasileiros de Geriatria e Gerontologia1 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28. 1979-1982
Geriatria em Síntese9 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28. 1982-1988
A Terceira Idade3 Serviço Social do Comércio de São Paulo 1988-
Gerontologia10 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28. Seção São Paulo 1993-2000
Arquivos Brasileiros de Geriatria e Gerontologia 2 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28. Seção Rio de Janeiro. 1996-2000
Revista Kairós: Gerontologia25 Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento. Programa de Pós-Graduação em Gerontologia. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 1998-
Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23 (título anterior Textos sobre Envelhecimento) Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento5. Universidade Aberta da Terceira Idade. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 1998-
Estudos Interdisciplinares sobre Envelhecimento8 Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. Universidade Federal do Rio Grande do Sul 1999-

Como referência para a discussão desses periódicos mais recentes, tomamos os critérios de seleção de periódicos para a base de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (2006). A base Lilacs, coordenada pela Bireme, abrange toda a literatura relativa às Ciências da Saúde publicada nos países da região da América Latina e Caribe, a partir de 1982.

Para indexação nessa base são adotados os seguintes critérios: (a) conteúdo, (b) revisão por pares, (c) comitê editorial, (d) regularidade de publicação, (e) periodicidade, (f) tempo de existência, (g) normalização e (h) apresentação gráfica.

A avaliação de conteúdo de um periódico considera como fator principal o mérito científico, que leva em conta: validade, importância, originalidade do tema, contribuição para a área temática em questão e estrutura do trabalho científico. A definição estrutural dos principais tipos de artigos considerados na seleção de periódicos para a base de dados Lilacs inclui: (a) artigos originais, que são trabalhos resultantes de pesquisa científica apresentando dados originais de descobertas com relação a aspectos experimentais ou observacionais e incluem análise descritiva e/ou inferências de dados próprios; (b) artigos de revisão, que correspondem a trabalhos que têm por objeto resumir, analisar, avaliar ou sintetizar trabalhos de investigação já publicados em revistas científicas; (c) artigos de atualização ou divulgação, definidos como trabalhos que relatam informações geralmente atuais sobre tema de interesse para determinada especialidade – uma nova técnica, por exemplo –, e que têm características distintas de um artigo de revisão; e (d) relatos de caso que representam dados descritivos de um ou mais casos explorando um método ou problema através de exemplo, apresentando as características do(s) indivíduo(s) estudado(s), com indicação de sexo e idade. Os periódicos científicos devem publicar predominantemente contribuições originais resultantes de pesquisa científica e/ou significativas para a área.

A revisão e aprovação das contribuições para os periódicos científicos devem ser realizadas pelos pares. O periódico deve especificar formalmente qual é o procedimento de arbitragem seguido para a aprovação de artigos. É recomendável a indicação das principais datas do processo de arbitragem, incluindo as datas de recepção e aprovação.

O periódico deve possuir um Comitê Editorial reconhecidamente idôneo, cuja composição deve ser pública e seus integrantes devem ser especialistas com experiência reconhecida na área. É recomendável que o periódico indique a cidade ou país a que pertencem os membros do Comitê Editorial. Quando necessário, o Comitê de Seleção Nacional da base Lilacs verifica a produção científica dos membros do comitê editorial em bases de dados especializadas internacionais.

A regularidade de publicação é um dos critérios obrigatórios no processo de avaliação. Para ser selecionado para a base de dados Lilacs, o periódico deve aparecer pontualmente de acordo com a periodicidade estabelecida, isto é, um periódico trimestral deve ser publicado quatro vezes ao ano; um semestral, duas vezes, e assim por diante. A periodicidade é um indicador do fluxo da produção científica da área específica coberta pelo periódico. Na área das Ciências da Saúde é recomendável que o periódico seja, no mínimo, trimestral.

Quanto ao tempo de existência, o periódico deve ter pelo menos quatro números publicados para ser considerado para avaliação. Assim sendo, não devem ser enviados para o Comitê de Seleção Nacional periódicos recém-editados, antes de completar o número de fascículos exigido.

No que se refere à normalização, os periódicos devem: (a) especificar a(s) norma(s) seguida(s) para apresentação e estruturação dos textos e referências, de modo que seja possível avaliar a obediência à normalização proposta; (b) incluir instruções claras para os autores, que reflitam, se possível, critérios de seleção de trabalhos, identificação do(s) autor(es), indicação das fontes de financiamento das pesquisas, identificação de responsabilidade do autor pelo conteúdo do trabalho e de conflitos de interesse que possam interferir nos resultados, normas adotadas no periódico, incluindo orientações sobre apresentação de resumos e seleção de descritores e classificação das seções existentes no periódico; (c) possuir formato de apresentação compatível com as normas para publicações de artigos científicos; (d) conter resumos e descritores dos trabalhos no idioma do texto e em inglês; e (e) ter registro de ISSN (International Standard Serial Number).

Finalmente, o periódico deve ter qualidade gráfica: apresentação gráfica (layout), ilustrações e impressão. O formato de apresentação é muito importante para garantir o acesso ao documento, seja por meios tradicionais impressos ou eletrônicos.

Evidentemente não estamos aqui avaliando periódicos com vistas à indexação. A partir desses referenciais, discutiremos cada uma destas revistas, buscando problematizar a produção científica sobre envelhecimento no Brasil: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23, Anais Brasileiros de Geriatria e Gerontologia1 e Geriatria em Síntese.9

As três revistas são registradas de modo particular, uma vez que, definitivamente, não prosseguiram em suas atividades. Precisam, porém, ser mencionadas por conta de seu significado histórico, pois o encerramento de um periódico nos diz da dinâmica de disseminação de conhecimentos em determinado campo da ciência.

Nossos dados nos permitem indicar que a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia28 (SBGG) investiu na criação de um periódico, então denominado Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23, que esteve em atividade entre os anos de 1969 e 1976, e cujas atividades foram encerradas por limitações de ordem financeira. Em seguida, a mesma entidade criou os Anais Brasileiros de Geriatria e Gerontologia1, que tomaram caminho semelhante após serem publicados entre os anos de 1979 e 1982. Posteriormente, um contrato feito com o laboratório Aché garantiu a publicação da revista Geriatria em Síntese9 , entre os anos de 1982 a 1988. Essas informações encontram apoio também em Pereira19 (2006), quando descreve um pouco da história da Geriatria e da Gerontologia brasileiras. Esses parecem ter sido os primeiros passos das publicações científicas nesse campo da ciência nacional.

Após o final da década de 1980, várias outras iniciativas foram implementadas, já num cenário de crescente interesse dos meios acadêmicos brasileiros pela temática do envelhecimento humano (Groisman13,14, 1999 e 2002; Prado e Sayd,20,21,22, 2004, 2004a e 2006). Nessa década também tomam corpo os critérios para indexação de periódicos científicos no Brasil, o que muito passa a influenciar as revistas em relação a seu conteúdo e formato.

As revistas de que tratamos daqui por diante já têm outra estrutura de apresentação e adotam procedimentos para avaliação dos originais submetidos à apreciação gradativamente diferenciados em relação às anteriores. Mesmo que nem todas estejam em atividade nos dias atuais, são aqui consideradas, pois sua história nos diz dos caminhos da Geriatria e da Gerontologia brasileiras.

Gerontologia

Órgão oficial de divulgação da SBGG, Seção São Paulo, a revista Gerontologia10surgiu em 1983, dentro de um formato próximo ao de um periódico científico em saúde e se manteve, até março de 2000, em seu volume 8, número 1; foram publicados 29 números. Em setembro de 1998, a intenção de indexar o periódico é explicitada no editorial, que anuncia também providências relativas ao layout (capa, ISSN...) buscando atender a padrões de indexação. Nas palavras de Gorzoni12 (1998, p. 97), a “indexação da revista Gerontologia10 é, na verdade, o grande e ambicioso projeto do corpo editorial”. A consecução desse projeto não aconteceu e não há dados, em nenhum dos 21 números aos quais tivemos acesso, inclusive o último, de março de 2002, que indiquem indexação em outra base. Produzida por uma editora especializada, a revista trazia páginas inteiras de anúncios de empresas privadas, com destaque para o setor de medicamentos, o que certamente garantia sua viabilidade financeira. Entretanto, a partir de 1999, os editoriais nos dão conta de dificuldades para cumprir os prazos de conclusão de cada número e a responsabilidade pelos problemas é claramente atribuída à editora (Gorzoni11, 1999). Por fim, no ano de 2000, uma nova editora assume o projeto gráfico, a execução editorial e a editoração da revista, que se apresenta totalmente renovada; daí em diante, não nos foi possível identificar a publicação de novos números.

No que se refere ao conteúdo da revista Gerontologia10, houve uma distribuição razoavelmente equilibrada entre temas geriátricos e gerontológicos. Tomando as seções, conforme apresentadas na revista, foram publicados 45 artigos originais, 27 artigos de revisão, três pesquisas e trabalhos, cinco comunicados científicos, dois painéis de discussão, um consenso científico, uma crônica, uma discussão de caso, dois relatos de caso e seis textos na seção de debates. Porém, a leitura desses 45 artigos originais indica claramente que a categorização utilizada pelo periódico pode ser questionada em várias situações: alguns correspondiam a relatos de experiência; outros, a estudos de caso ou trabalhos de atualização. O mesmo se passa com os artigos de revisão, e há situações em que é difícil saber o que fundamenta a definição de um texto para a seção de pesquisa e trabalhos, por exemplo. Em outras palavras, há problemas com a conceituação adotada para estabelecer as seções, mas o mais importante é que há bem menos artigos originais presentes no periódico, o que pode indicar prováveis fragilidades do próprio campo geronto-geriátrico brasileiro, no que se refere à produção de conhecimento técnico-científico.

Convém registrar que no último número ao qual tivemos acesso, diferentemente dos anteriores, há bastante clareza no estabelecimento do que seria incluído em cada seção. O último número diferenciava-se dos demais em todos os aspectos, percebendo-se com clareza providências para que mais quesitos para indexação estivessem contemplados: mais transparência quanto aos procedimentos adotados durante o processo de seleção dos trabalhos apresentados, algumas informações sobre datas de seu recebimento e aprovação; especificação de normas adotadas, instruções aos autores mais próximas de padrões para indexação, da mesma forma, resumos e descritores, ISSN. Enfim, vários itens que já vinham sendo, em algum grau, encaminhados e nos quais houve avanços substantivos. Quanto à regularidade, mesmo considerando os atrasos assumidos nos editoriais, os quatro números anuais sempre foram publicados.

Então a revista saiu de circulação. A interrupção na publicação de um periódico é muito significativa e, mesmo com todo o esforço empreendido pela SBGG-SP, os sinais de fragilidade que percebíamos no interior da revista parecem estar bem mais além da própria entidade. Devemos registrar que há, hoje, na página eletrônica da SBGG-Seção São Paulo uma mensagem indicando, para breve, o lançamento de uma nova revista intitulada Envelhecimento e Saúde (Sociedade, 2006).

Arquivos Brasileiros de Geriatria e Gerontologia

Órgão oficial da SBGG-Seção Rio de Janeiro, a revista Arquivos Brasileiros de Geriatria e Gerontologia2 surgiu em 1996, também dentro de um formato relativamente próximo ao de um periódico científico em saúde, mantendo-se, até abril de 2000, em seu volume 4, número 1. Estimamos que tenham sido publicados 13 números. Constam de seu último fascículo as seguintes fontes de referência e indexação: CAS – Chemical Abstracts Service of American Chemical Society, EMBASE - Excerpta Medica, IBICT – Sumários Correntes Brasileiros e Ulrich’s International Periocals Directory.

Trata-se de uma iniciativa que guarda muitas semelhanças com o que colocamos em relação à revista Gerontologia10. Foram publicados 74 textos, nos quais predominam temas geriátricos. Em seu início publicou, com freqüência, pequenos textos, roteiros ou esquemas abordando temas introdutórios da Geriatria que não podem ser considerados artigos em quaisquer de suas categorias. Em seguida foram incorporados, de forma gradativa, vários artigos, inclusive originais e, freqüentemente, atualizações sobre patologias em idosos. Não havia distinção de seções e a predominância de artigos originais não acontecia.

Em 1999, o periódico passou por uma reformulação, aproximando-se mais dos padrões que tomamos para referência de discussão neste estudo sem, entretanto, dar conta de todos os quesitos integralmente. Passou a oferecer mais informações sobre o processo de arbitragem dos trabalhos, a partir daí submetidos à apreciação de pares. Embora houvesse menção à divulgação das principais datas do processo de seleção, estas não apareceram nos artigos. A regularidade dessa publicação quadrimestral foi mantida ao longo de sua existência. Normas foram explicitadas nas instruções aos autores, havia resumos e descritores na língua original do texto e em inglês e número de ISSN. Apresentava boa qualidade gráfica.

E, assim como aconteceu com a revista Gerontologia10, os Arquivos Brasileiros de Geriatria e Gerontologia2 saíram de circulação no ano 2000. Não há, neste caso, elementos explícitos em editoriais para nos dar alguma pista do quê tenha determinado tal desfecho para a revista. Mas isso não nos impede de pensar, mais uma vez, no caráter jovem dessa publicação, ainda que com uma editora científica por trás. Talvez o sustentáculo maior – uma produção de conhecimento técnico-científico estruturada e fundada num parque científico sólido – não estivesse presente em volume suficiente para garantir sua continuidade.

Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento

Publicada pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, órgão vinculado ao Departamento de Educação e Desenvolvimento Social da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a revista Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento8foi criada em 1999 e produzida através do Programa de Apoio à Editoração de Periódicos da UFGRS. Situada no espaço acadêmico da extensão, sempre se apresentou bem organizada como periódico científico. Sua implementação, entretanto, parece apresentar algumas limitações importantes. Nas palavras do editor: “Publicamos os dois primeiros números em 1999. No ano passado, 2000, não foi publicado nenhum número por problemas de ordem interna do Núcleo. Em 2001 estamos conseguindo retomar nossa revista, embora ainda não com a periodicidade prevista. Planejamos para 2002 a volta da periodicidade semestral” (Carlos4, 2001, p. 6).

Até agora foram publicados seis números, conforme se pode identificar na página eletrônica institucional, sendo o último de 2004 (Estudos8, 2006). Nesse site é possível acessar resumos dos trabalhos; dos seis números publicados, tivemos acesso integral aos três primeiros, em formato convencional. De tônica gerontológica, a revista divulgou, predominantemente, contribuições originais, entre os 21 artigos publicados.

Há algumas informações sobre o processo de avaliação dos trabalhos apresentados, sem indicação das principais datas nesses eventos. O comitê editorial é divulgado e composto adequadamente, as normas utilizadas são especificadas nas instruções aos autores, resumos e descritores encontram-se discriminados, assim como a numeração de ISSN. A apresentação gráfica também é adequada.

Trata-se de uma iniciativa de conteúdo qualificado, mas que não conseguiu manter a periodicidade semestral, havendo inclusive dificuldade em saber se houve números posteriores a 2004. Caso a revista alcance regularidade, poderá estabelecer-se como um veículo qualificado de disseminação de conhecimentos e saberes sobre envelhecimento no Brasil.

A Terceira Idade

Tem suas origens no Serviço Social do Comércio (SESC), Administração Regional do Estado de São Paulo, através da Gerência de Estudos e Programas da Terceira Idade. Em sua tradição no desenvolvimento de atividades voltadas para pessoas idosas (Neri e Cachione18, 1999), o SESC também investiu na divulgação de informações, através do periódico A Terceira Idade 3 (2006). As palavras de Szajman26 registram a iniciativa: “O lançamento, portanto, desta nova publicação comemorativa dos 25 anos de trabalho junto ao idoso, é bastante oportuna e será, por certo, de grande utilidade para gerontólogos e trabalhadores sociais” (1988, p. 3).

Ao longo de 18 anos, 36 números foram publicados; os resumos de alguns trabalhos por número encontram-se disponíveis na Internet; tivemos acesso a 25 números em formato convencional. O periódico menciona indexação em Edubase (Faculdade de Educação/UNICAMP) e Sumários Correntes de Periódicos Online.

A organização do conteúdo divulgado na revista passou por algumas mudanças: durante os anos 80, havia várias seções (artigos, experiências, pesquisa, editorial, cartas, apresentação, bibliografia comentada, informações e depoimentos); após 1993, as sessões foram suprimidas e os textos passaram a ser apresentados em seqüência, sem especificação do tipo de trabalho; e a partir de 2001 foi retomada a seção de depoimentos e surgiu uma seção de entrevistas com nomes expressivos, como Adélia Prado, Rubem Alves e Dom Paulo Evaristo Arns.

Utilizando as seções, conforme descritas na própria revista, foram publicados 18 artigos, três experiências, uma pesquisa, 102 textos não-categorizados, além dos demais conteúdos em editoriais, depoimentos, etc. A leitura desses trabalhos nos conduz a conteúdos de caráter essencialmente gerontológico, abordando temas mais bem situados no campo das ciências humanas, o que é a tônica do SESC em sua atuação junto à população idosa. Não chega a 1% a parcela de trabalhos de cunho geriátrico. Tomando por roteiro de discussão a classificação a partir da definição estrutural dos principais tipos de artigos adotada para indexação na base Lilacs, encontramos absoluta predominância de textos de divulgação e relatos de experiência com grupos de idosos.

Sobre o processo de revisão e aprovação das contribuições, consta que os “artigos para publicação podem ser enviados para apreciação da comissão editorial”, não havendo registro de datas de recepção e aprovação dos trabalhos.

A comissão editorial da revista é publicada e seus integrantes (através dos dados disponíveis no periódico, não é possível saber se todos) vinculados ao SESC São Paulo. Quanto à regularidade, o periódico foi anual em seu início, aumentando o número de fascículos de forma irregular até que, em novembro de 2001, em seu volume 12, número 23, assumiu periodicidade quadrimestral, o que mantém até agora. O formato de numeração dos fascículos, entretanto, é cumulativa e ainda não padronizada. O periódico não adota normas como as da ABNT ou outras, não apresenta instruções aos autores, resumos ou descritores. Conta com número de ISSN. A qualidade gráfica é elevada, com produção esmerada e elementos visuais muito bem elaborados.

Pelos elementos reunidos, não nos parece que A Terceira Idade3 possa ser considerada um periódico caracteristicamente científico, no sentido da priorização da divulgação de conhecimentos e saberes originais no campo. Trata-se de um veículo que poderia ser mais bem caracterizado como uma revista de divulgação e disseminação de relatos de experiências com idosos, voltada para profissionais interessados em temáticas gerontológicas. O futuro nos dirá de possíveis reorientações de suas perspectivas.

Revista Kairós: Gerontologia

Publicada pelo Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (NEPE), órgão vinculado ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a Revista Kairós: Gerontologia25 foi criada em 1998 e produzida pela Editora da PUC-SP. Gerada no espaço acadêmico, traz as estruturas básicas de um periódico científico e está indexada na base Lilacs.

Após publicar três números em periodicidade anual, a revista informou em suas páginas introdutórias que a partir de 2001 passaria a ser semestral. e, em 2002, acrescentou que se encontrava em curso seu processo de indexação na base Lilacs. Até o momento foram publicados 13 números e mais dois Cadernos Temáticos, conforme consta da página eletrônica institucional, onde são divulgados os resumos dos trabalhos (Programa, 2006). Tomamos sete fascículos em formato convencional para discussão neste artigo. Jovem e em transformação, a revista busca consolidar-se no bojo do também jovem programa de pós-graduação, que conta com curso de mestrado acadêmico avaliado com conceito 3 da CAPES7 (2006).

O periódico veicula a produção de sua instituição e recebe contribuições externas. Seu conteúdo é essencialmente gerontológico, bem situado nas áreas das Ciências Humanas e Sociais aplicadas, afins à sua origem: o Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP. Na organização dos conteúdos não há classificação sistemática dos textos publicados e a leitura desses textos nos remete a vários artigos originais. A partir de 2001, a revista propõe a divulgação das Semanas de Gerontologia, promovidas anualmente pelo Programa de Pós-Graduação em Gerontologia, com a transcrição de palestras, mesas-redondas, painéis, debates, comentários, cursos, ora em formato de artigo, ora em formato coloquial, tendo por autores alguns convidados e o próprio corpo da instituição. Em 2002 a Revista Kairós25 anuncia uma nova modalidade para apresentação de seus conteúdos: os Cadernos Temáticos.

Quanto aos procedimentos de arbitragem, consta que o conselho editorial dispõe de plena autoridade para decidir sobre a conveniência da aceitação das contribuições e há vários registros de data de recebimento e aceitação, observando que, em muitos casos, essas datas são coincidentes. O comitê editorial é divulgado, a regularidade semestral é anunciada em 2001, as instruções aos autores são sucintas, resumos e descritores são apresentados, assim como número de ISSN. Apresenta boa qualidade gráfica.

É uma revista recente que vem mantendo sua periodicidade semestral há alguns anos e que conta com um cenário favorável – qual seja, a inserção acadêmica em um programa de pós-graduação.

Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (título anterior: Textos sobre Envelhecimento)

O Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento5 da Universidade Aberta da Terceira Idade, programa de extensão vinculado à Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, publicou, em 1998, o primeiro número da então Série Textos sobre Envelhecimento. Os procedimentos de programação visual, editoração e produção gráfica estavam ao encargo do Núcleo de Apoio à Produção Editorial e da Gráfica da UERJ. Objetivando inicialmente a divulgação da produção acadêmica da UnATI, foram produzidos dois números (1998 e 1999).

Em 2000 foi anunciada a iniciativa de implementação da revista semestral Textos sobre Envelhecimento, aberta a contribuições externas. O seriado passou gradativamente por várias adaptações, que o aproximaram cada vez mais do modelo típico de periódico científico.

A revista, de conteúdo marcado por um olhar mais gerontológico, passou gradualmente a classificar os textos divulgados e que correspondem, hoje, a artigos originais, de revisão e relatos de experiência. Houve elevação do número de trabalhos publicados por fascículo, com predominância de artigos originais. Os procedimentos de avaliação das contribuições acontecem por meio de revisão sigilosa por pares, com indicação das principais datas do processo; o comitê editorial é público e formado por especialistas reconhecidos; há especificação das normas utilizadas, clareza nas instruções aos autores, apresentação adequada de resumos e descritores e numeração de ISSN. Foram divulgados 15 números até o final de 2005. Até 2004 manteve periodicidade semestral, passando a quadrimestral a partir de então.

Em 2006, o periódico passou por reformulação, adotando nova apresentação gráfica e novo título: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia23; além da versão em português, adotou também a língua inglesa para divulgação dos artigos.

Acrescentemos que, desde seus primórdios, é a única revista brasileira sobre envelhecimento disponibilizada em formato convencional e na Internet em texto completo e sem qualquer ônus para o usuário.

Trata-se de uma iniciativa que se apresenta promissora como veículo qualificado para a divulgação de produção científica nacional no campo do conhecimento em questão, sustentada financeiramente pela própria instituição, que corresponde a espaço acadêmico por excelência. A revista está indexada nas bases Latindex e Lilacs.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A consolidação de periódicos especializados pode ser tomada como indicador da solidez da produção de conhecimento dessas áreas. No plano internacional, é amplo o rol de periódicos científicos voltados para as questões relativas ao envelhecimento reconhecidos e estáveis.

Hoje, considerando as informações que pudemos reunir, três periódicos se encontram em atividade regular entre as oito iniciativas implementadas desde os anos 1960.

A Terceira Idade3, estável desde 1988, apresenta-se como uma revista de divulgação, que poderá caminhar para tornar-se um seriado em condições de estar indexado em bases eminentemente científicas.

A Revista Kairós: Gerontologia25 e a Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia 24 (anterior: Textos sobre Envelhecimento) são iniciativas mais recentes, em processo de consolidação e que, em futuro próximo, certamente virão a figurar entre as revistas nacionais indexadas na base SciELO.

No caso brasileiro, a descontinuidade tem sido a marca da maior parte das revistas que se propuseram a cumprir o papel de veículos para a divulgação da geração de conhecimento no campo.

Esse perfil de tentativas que encontram grandes dificuldades de sustentação pode estar nos dizendo o quanto é difícil manter uma revista científica, seja por motivações de ordem financeira, de organização das instituições que se propõem a manter os periódicos ou por fragilidades que marcariam setores que hoje se voltam, de forma mais específica, para a vida acadêmica e para a produção de conhecimentos e saberes relativos ao envelhecimento.

Essas fragilidades vêm sendo apontadas direta ou indiretamente nos próprios seriados aqui discutidos. Dificuldades atribuídas às editoras (Gorzoni11, 1999, p. 125) ou ao conselho editorial (Carlos4, 2001, p. 6). O número reduzido de artigos publicados, sobretudo originais, por fascículo, também caracteriza essas revistas. Periodicidade aquém da trimestral, que é a referência mínima recomendada pela Lilacs, apresenta-se como outro limitador importante.

Isto não significa a inexistência de produção científica qualificada sobre envelhecimento no Brasil, senão, que esta certamente está sendo canalizada de forma mais regular e intensa para periódicos consolidados em outras áreas afins, como Biologia, Medicina, Saúde Coletiva, Sociologia, Antropologia, etc., tanto no Brasil quanto no exterior.

Deve-se considerar ainda que as regras em vigor para avaliação da produção dos pesquisadores, por parte das agências de fomento, em especial a CAPES7, impõem a publicação em periódicos indexados em bases internacionais, como o Institute of Scientific Information16 (2006), por exemplo. A Scientific Eletronic Library27Online (2006) vem-se estabelecendo, cada vez mais, como importante referência de qualidade nacional com padrões de exigência bem superiores aos utilizados para indexação na base Lilacs. Mas, se os seriados nacionais ativos voltados para as questões relativas ao envelhecimento não estão indexados sequer na base SciELO, como poderão atrair número suficiente de artigos originais situados na fronteira do conhecimento sobre envelhecimento? Esta é uma situação que exigirá empenho e persistência por parte do editores e, acima de tudo, investimentos crescentes em qualidade para a produção nacional de conhecimento nesse campo. Um processo de superação, pelo menos, longo.

REFERÊNCIAS

1. Anais Brasileiros de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; 1979/1982. [ Links ]

2. Arquivos de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção Rio de Janeiro; 1996/2000. [ Links ]

3. A Terceira Idade. São Paulo: Serviço Social do Comércio, Administração Regional do Estado de São Paulo; 1988-. Disponível em http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/ti/index.cfm?forget=13. [ Links ]

4. Carlos SA. Editorial. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento 2001; 3: 6-7. [ Links ]

5. Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento. Universidade Aberta da Terceira Idade. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.unati.uerj.br . [ Links ]

6. Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME). Portal de Revistas Científicas. Disponível em http://www.bireme.br. [ Links ]

7. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Disponível em http://www.capes.gov.br/. [ Links ]

8. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. Porto Alegre: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, Departamento de Educação e Desenvolvimento Social da Pró-Reitoria de Extensão. Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 1999- Disponível em http://www.ufrgs.br/3idade/sum.html. [ Links ]

9. Geriatria em Síntese. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; 1982-1988. [ Links ]

10. Gerontologia. São Paulo: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção São Paulo;1983/ 2000. [ Links ]

11. Gorzoni ML. Editorial . Gerontologia 1999; 7(3): 125 [ Links ]

12. Gorzoni ML. Editorial . Gerontologia 1998; 6(3): 97. [ Links ]

13. Groisman D. Velhice e história: perspectivas teóricas. Cadernos do IPUB 1999; 1(10): 43-56, [ Links ]

14. Groisman D. A velhice, entre o normal e o patológico. Hist. cienc. saude. [online] 2002 jan; 9(1): 61-78. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702002000100004&lng=pt&nrm=iso> [ Links ]

15. Guimarães RM. Processo de envelhecimento como campo de investigação. Gerontologia 1997; 20(20). [ Links ]

16. Institute of Scientific Information. Disponível em http://www.isinet.com. [ Links ]

17. Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. Critérios de Seleção de Periódicos. Disponível em http://bvsmodelo.bvsalud.org/site/lilacs/P/selecao.htm. [ Links ]

18. Neri AL, Cahione M. Velhice bem-sucedida e educação. In: Neri AL, e Debert GG, organizadoras. Velhice e sociedade. Campinas, SP: Papirus; 1999. p 113-40. [ Links ]

19. Pereira SRM. História da fundação e consolidação da SBGG. Disponível em http://www.sbgg.org.br/profissional/historico/historia.asp. [ Links ]

20. Prado SD, Sayd JD. Gerontologia como campo do conhecimento científico: conceito, interesses e projeto político. Ciencia & Saúde Coletiva 2006; 11 (2): 211-21. [ Links ]

21. Prado SD, Sayd JD. A pesquisa sobre envelhecimento humano no Brasil: pesquisadores, temas e tendências. Ciencia & Saúde Coletiva 2004; 9(3): 763-72 . [ Links ]

22. Prado SD, Sayd JD. A pesquisa sobre envelhecimento humano no Brasil: grupos e linhas de pesquisa. Ciencia & Saúde Coletiva 2004a; 9(1): 57-67. [ Links ]

23. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 1969/ 1976. [ Links ]

24. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento, Universidade Aberta da Terceira Idade, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 1988-. Disponível em: http://www.unati.uerj.br. (Título anterior: Textos sobre Envelhecimento). [ Links ]

25. Revista Kairós: Gerontologia. São Paulo: Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento. Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1998-. Disponível em http://www.pucsp.br/pos/gerontologia/rk.html. [ Links ]

26. Szajmam A. Apresentação. A Terceira Idade 1988; 1(1); 3. [ Links ]

27. Scientific Eletronic Library. Disponível em http://www.scielo.orgLinks ]

28. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Seção São Paulo. http://www.sbgg-sp.com.br/. [ Links ]

Recebido: 03 de Julho de 2006; Aceito: 06 de Setembro de 2006

*Correspondência / Correspondence Shirley Donizete Prado Rua São Francisco Xavier, 524 – 12º andar, bloco D, sala 12028 20559-900 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil E-mail: shirley_prado@terra.com.br

Creative Commons License  This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.