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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692On-line version ISSN 1806-9940

Rev Bras Med Esporte vol.22 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1517-869220162206158906 

ARTIGOS ORIGINAIS

RESPOSTA FISIOLÓGICA E PERCEPTUAL NA VELOCIDADE CRÍTICA E PONTO DE COMPENSAÇÃO RESPIRATÓRIA

PHYSIOLOGICAL AND PERCEPTUAL RESPONSE AT CRITICAL SPEED AND RESPIRATORY COMPENSATION POINT

RESPUESTA FISIOLÓGICA Y PERCEPTUAL EN LA VELOCIDAD CRÍTICA Y PUNTO DE COMPENSACIÓN RESPIRATORIA

Danilo Alexandre Massini1  , Educador Físico

Dalton Muller Pessôa Filho1  , Educador Físico

Renato Aparecido Corrêa Caritá2  , Educador Físico

Benedito Sérgio Denadai2  , Educador Físico

1Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), Bauru, São Paulo, Brasil.

2Laboratório de Performance Humana, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), Rio Claro, São Paulo, Brasil.

RESUMO

Introdução:

O ponto de compensação respiratória (PCR) representa a taxa metabólica durante um teste incremental máximo, a partir da qual se perde o controle do equilíbrio ácido-base. Entretanto, a velocidade crítica (VC) define o limite superior do domínio pesado do exercício, no qual a exaustão não está relacionada à perturbação metabólica.

Objetivo:

Comparar a resposta fisiológica (frequência cardíaca - FC, lactato sanguíneo - [La] e consumo de oxigênio - V̇O2) e perceptual (percepção subjetiva de esforço - PSE) durante o exercício na VC e no PCR, visando analisar as similaridades contextuais.

Métodos:

Dez corredores adolescentes (15,8 ± 1,7 anos) submeteram-se a um teste progressivo (incrementos de 1,0 km×h-1 por minuto, até a exaustão) para determinar V̇O2max, PCR e velocidades correspondentes. A VC foi estimada por três esforços, com tempo limite previsto entre 2 e 12 minutos. Os participantes realizaram dois esforços de sete minutos cada, em dias diferentes, na VC e vPCR. Foram registradas FC, PSE (escala 6-20) a cada minuto e [La] de repouso e após cada esforço. O V̇O2 foi analisado respiração a respiração durante os esforços. O teste de Mann-Whitney comparou as respostas de FC, [La], V̇O2 e PSE em VC e vPCR. A variância entre essas respostas foi analisada pelo coeficiente de dispersão (R2). O índice de significância foi P≤0,05.

Resultados:

Os valores máximos no teste progressivo foram 56,1 ± 5,5 ml×kg-1×min-1 (V̇O2max), 16,5 ± 1,7 km×h-1 (vV̇O2max), 202 ± 12 bpm (FCmax), 19,4 ± 1,3 (PSE) e 12,7 ± 3,1 mmol×L-1 ([La]). Não foram observadas diferenças entre VC (a 83,8 ± 3,6% vV̇O2max) e vPCR (a 86,5 ± 3,6% vV̇O2max) nas respostas de PSE (P = 0,761), FC (P = 0,096), [La] (P = 0,104) e V̇O2 (P = 0,364). Demonstrou-se haver correlações entre VC e vPCR nas respostas de [La] (R2 = 0,76; P = 0,011), PSE (R2 = 0,84; P < 0,01) e V̇O2max (R2 = 0,82; P < 0,01).

Conclusão:

Pode-se inferir que o exercício em PCR reproduziu uma resposta fisiológica e perceptual similar àquela em VC.

Descritores: consumo de oxigênio; frequência cardíaca; ácido láctico; exercício

ABSTRACT

Introduction:

The respiratory compensation point (RCP) is the metabolic rate for a maximal incremental test, from which the control of the acid-base balance is lost. However, the critical velocity (CV) defines the upper limit of the heavy exercise domain, in which the exhaustion is not related to metabolic disturbance.

Objective:

To compare the physiological (heart rate - HR, blood lactate - [La], and oxygen uptake - V̇O2) and perceptual (rating of perceived exertion - RPE) responses, while exercising at CV and at RCP, in order to analyze contextual similarities.

Methods:

Ten adolescent runners (15.8±1.7 years old) underwent progressive test (increments of 1.0 km×h-1 per minute until exhaustion) to determine V̇O2max, RCP and the correspondent velocities. The CV was estimated for three efforts with time limit of 2 to 12 minutes. The participants performed two efforts of seven minutes each on separate days, in CV and vRCP HR, RPE (scale 6-20) were recorded every minute, and [La] was measured at rest and after each effort. The V̇O2 was analyzed breath by breath during efforts. The Mann-Whitney test compared HR, [La], V̇O2, and RPE responses in CV and vRCP. The variance between these responses was examined by the scatter coefficient (R2). The significance level was P≤0.05.

Results:

The maximum values in the progressive test were 56.1±5.5 ml×kg-1×min-1 (V̇O2max), 16.5±1.7 km×h-1 (vV̇O2max), 202±12 bpm (HRmax), 19.4±1.3 (RPE) and 12.7±3.1 mmol×L-1 ([La]). No differences were observed between CV (at 83.8±3.6% vV̇O2max) and vRCP (at 86.5±3.6% vV̇O2max) in RPE responses (P=0.761), HR (P=0.096), [La] (P=0.104) and V̇O2 (P=0.364) responses. Correlations were observed between the CV and vRCP in [La] (R2=0.76; P=0.011), RPE (R2=0.84; P<0.01) and V̇O2max (R2=0.82; P<0.01) responses.

Conclusion:

It was inferred that exercise in RCP reproduced a physiological and perceptual response similar to that in CV.

Keywords: oxygen consumption; heart rate; lactic acid; exercise

RESUMEN

Introducción:

El punto de compensación respiratoria (PCR) es la tasa metabólica para un test incremental máximo, a partir de la cual se pierde el equilibrio ácido-base. Sin embargo, la velocidad crítica (VC) define el límite superior del dominio de ejercicio pesado, en el que el agotamiento no está relacionado con el trastorno metabólico.

Objetivo:

Comparar la respuesta fisiológica (frecuencia cardiaca - FC, lactato en sangre - [La] y consumo de oxígeno - V̇O2) y la perceptual (percepción subjetiva del esfuerzo - PSE) en VC y PCR con el fin de analizar las similitudes contextuales.

Métodos:

Diez corredores adolescentes (15,8 ± 1,7 años) fueron sometidos a una prueba progresiva (incrementos de 1,0 km×h-1 por minuto hasta el agotamiento) para determinar V̇O2max, PCR y las velocidades correspondientes. La VC se estimó por tres esfuerzos con tiempo límite previsto entre 2 y 12 minutos. Los participantes realizaron dos esfuerzos de siete minutos cada en diferentes días en VC y vPCR. Se registraron, FC, PSE (escala 6-20) cada minuto y [La] de reposo y después de cada esfuerzo. El V̇O2 se analizó respiración a respiración durante el esfuerzo. La prueba de Mann-Whitney comparó las respuestas de FC, [La], V̇O2 y PSE en VC y vPCR. La varianza entre estas respuestas fue examinada por el coeficiente de dispersión (R2). El nivel de significación fue de P ≤ 0,05.

Resultados:

Los valores máximos en la prueba progresiva fueron 56,1 ± 5,5 ml×kg-1×min-1 (V̇O2max), 16,5 ± 1,7 km×h-1 (vV̇O2max), 202 ± 12 lpm (FCmax), 19,4 ± 1,3 (PSE) y 12,7 ± 3,1 mmol×l-1 ([La]). No se observaron diferencias entre VC (en 83,8 ± 3,6% vV̇O2max) y vPCR (en 86,5 ± 3,6% vV̇O2max), en las respuestas de PSE (P = 0,761), FC (P = 0,096), [La] (P = 0,104) y V̇O2 (P = 0,364). Se ha demostrado que hay correlaciones entre CV y vPCR en las respuestas del [La] (R2 = 0,76, P = 0,011), PSE (R2 = 0,84, P<0,01) y del V̇O2max (R2 = 0,82; P < 0,01).

Conclusión:

Se puede deducir que el ejercicio en PCR reproduce una respuesta fisiológica y perceptual similar a la respuesta en VC.

Descriptores: consumo de oxígeno; frecuencia cardíaca; ácido láctico; ejercicio

INTRODUÇÃO

Dentre os domínios de intensidade do exercício (ex.: moderado, pesado e severo), o exercício pesado é caracterizado pela maior intensidade do exercício que não está associado ao acúmulo de metabólitos, sendo a perturbação da homeostase muscular e sanguínea por acidose um evento fisiológico associados ao exercício acima deste domínio1,2. Tradicionalmente, esse limite é demarcado pela inclinação da relação hiperbólica entre intensidade do esforço e sua tolerância (tempo limite, tLim): a velocidade crítica (VC), ou potência crítica (PC)1. No entanto, os procedimentos de determinação de VC (ou PC) têm sido descritos por diferentes protocolos de exercício, com duração entre dois a quinze minutos, e ajustes matemáticos lineares e não-lineares que demandam respostas fisiológicas variando entre 18 - 24%3,4 e, assim, comprometem a precisão da demarcação do limite superior do domínio pesado5. Essa limitação metodológica conduz à investigação de outros parâmetros, com elevado potencial teórico para representar o domínio fisiológico caracterizado pelo exercício em VC (ou PC). O Ponto de compensação respiratória (PCR) é um desses parâmetros com melhor respaldo teórico, pois caracteriza-se pela intensidade metabólica, durante um teste incremental máximo, em que os mecanismos de controle do equilíbrio ácido-base perdem a capacidade de tamponar a produção de ânions (principalmente hidrogênio, H+ associada à ativação contínua e crescente do metabolismo glicolítico anaeróbio para atender à demanda energética6-8. As principais respostas gasosas observadas ao nível pulmonar, que decorrem do acúmulo de metabólitos durante o exercício acima de PCR são: (a) aumento desproporcional da ventilação (V̇E), que ocorre independente da produção de dióxido de carbono (V̇CO2), concomitantemente, à (b) redução na pressão expiratória de CO2 (PETCO2) e aumento na pressão inspiratória de O2 (PETO2), representando a tendência de falência dos mecanismos de tamponamento e do consumo muscular de O29-11.

A representatividade de PCR, em relação ao comportamento fisiológico observado em VC (ou PC), é descrita pela comparação da taxa metabólica relativa ao V̇O2max que ambas tendem a demarcar em seus contextos de avaliação12; ou ainda, pelas amplitudes e tempos de respostas do V̇O2 frente ao exercício de fase constante ao redor de PCR13. Mas a comparação direta do perfil fisiológico, em resposta ao exercício de fase constante em ambas as intensidades (PCR e VC) ainda não foi descrito. Essa informação descreveria, ou não, a tendência de similaridade na magnitude das repostas cardiorrespiratória e metabólica, pressupondo assim paridade nas respostas centrais e periféricas que, de acordo com Murias, Kowalchuk14 e Daussin, Zoll 15, são determinantes taxa oxidativa e da tolerância ao exercício nesta zona de intensidade.

Dessa forma, o domínio do exercício parametrizado pela resposta fisiológica na VC tem sido comparado à outros índices limítrofes do exercício sustentado por análises pontuais, em diferentes condições de exercício, que não permitem descartar a casualidade. Tendo por intenção contribuir com informações sobre a taxa de ativação de parâmetros fisiológicos em resposta ao exercício em VC e PCR, o presente estudo investigou a hipótese de não haver diferenças no pico da demanda do V̇O2, frequência cardíaca (FC) e concentração sanguínea de lactato ([La]) entre às transições repouso-exercício realizadas VC e PCR. Outra intenção deste estudo foi a descrição do esforço percebido (PSE) em ambas as intensidades, com o propósito de legitimar as semelhanças pela informação perceptual. Espera-se que a intensidade do exercício em VC e PCR seja classificada pela PSE em patamares atribuídos à outros índices do esforço tolerável em alta intensidade (ex.: PC e Limiar Anaeróbio por resposta lactacidêmica).

MATERIAL E MÉTODOS

Foram avaliados 10 atletas (15,8±1,7 anos de idade; 1,7±0,1 m de estatura; e 57,1±12,4 kg de peso corporal). Os participantes foram previamente instruídos sobre os procedimentos de avaliação, e todos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Na ocasião do estudo, os participantes apresentavam experiência de dois anos e volume médio semanal de 24,9±5,2 km, divididos em seis sessões semanais de treinamentos, com distribuição da intensidade em 34,2±23,0% na zona moderada (≤ LPG), 31,7±25,4% na zona pesada (> LPG e ≤ PCR) e 34,2±19,5% na zona severa (> PCR). O presente estudo teve aprovação do Comitê de Ética da Faculdade de Ciências - UNESP, sob o registro CAAE: 02589012.3.0000.5398.

Delineamento experimental

Os participantes foram submetidos a três diferentes protocolos de testes. O primeiro protocolo consistiu na avaliação da aptidão aeróbia, empregando um teste progressivo (tipo rampa) para determinação do limiar de permuta gasosa (LPG), ponto de compensação respiratória (PCR) e consumo máximo de oxigênio (V̇O2max), bem como a intensidade de corrida correspondente (vLPG, vPCR e vV̇O2max). Após 24h iniciaram-se os testes de velocidade constante a 85%, 90% e 110% vV̇O2max para predição da VC. Os participantes foram instruídos, bem como encorajados, a conduzir seu esforço ao limite da tolerância em cada velocidade de corrida. Foi respeitado um intervalo mínimo de 24h e máximo de 48h entre cada esforço. O último protocolo consistiu em realizar duas transições repouso-exercício por sete minutos em VC e vPCR. As transições foram executadas e repetidas aleatoriamente, com intervalo mínimo de duas horas, sendo realizadas duas por dia16. No total, os participantes realizaram oito testes em até 2-3 semanas. Todos os testes foram realizados em uma esteira motorizada (HP/Cosmos Pulsar, Nussdorf-Traunstein, Germany), com inclinação mantida em 1,0%, dentro de um ambiente fechado com temperatura controlada (21-23º C). Os indivíduos foram instruídos a evitar treinos exaustivos, bebidas alcoólicas e cafeínadas no dia anterior a avaliação, bem como comparecer alimentados e hidratados.

O teste progressivo foi realizado em esteira motorizada, com inclinação mantida em 1,0%17 ao longo do protocolo. A velocidade inicial foi 7,0 km×h-1, com incrementos totalizando 1,0 km×h-1×min-1 (i.e., 0,1 km×h-1 a cada 6 seg)18, progredindo até a exaustão voluntária. O V̇O2 foi mensurado respiração-a-respiração durante todo o teste, a partir de uma unidade CPET (QuarkPFTergo, Cosmed, Roma, Itália). A calibração do software de análise das concentrações de O2 e CO2 foi realizada antes de cada teste, conforme instruções do fabricante. As amostragem do V̇O2 foi suavizada por filtro de três seg e obtido médias a cada intervalo de nove seg. A frequência cardíaca (FC) e a percepção subjetiva de esforço (PSE) foram registrados ao final de cada minuto e ao final do teste, sendo neste último instante considerados "FCmax e PSEmax". A PSE foi analisada empregando a escala de 15 pontos (6 - 20)19 e a FC foi registrada batimento-a-batimento por frequencímetro (Polar(r) S810i, Kempele, Finland). A concentração de lactato sanguíneo ([La]) foi analisada no primeiro minuto após o término do teste progressivo e definido como "[Lamax]". Para a análise da concentração de lactato, uma amostra de 25µl de sangue arterial foi retirada do lóbulo da orelha. Essa amostra foi imediatamente acondicionada em tubo Eppendorf, contendo 50µl de fluoreto de sódio (NaF) a 1%. Em seguida, a amostra foi analisada, ou congelada para ser analisada posteriormente. A análise da concentração de lactato foi realizada pelo método enzimático (YSL 2500STAT, Yellow Spring, Colorado).

LPG e PCR foram determinados conforme as recomendações de Beaver et al6 e Caiozzo et al.20, por observação visual das respostas de V̇E×V̇CO2 -1, V̇E×V̇O2 -1, PETCO2 e PETO2. Os critérios para determinar LPG foram: aumento na curva da relação V̇E×V̇O2 -1 e na PETO2, sem alteração da relação V̇E×V̇CO2 -1 e na PETCO2; e para PCR: aumento concomitante e sustentado dos parâmetros V̇E×V̇O2 -1 e V̇E×V̇CO2 -1, concomitante à diminuição da PETCO2. O V̇O2max foi considerado o maior valor registrado e a vV̇O2max foi considerada a velocidade de corrida que projetou o V̇O2 ao máximo. Também foram adotados critérios secundários para confirmar o esforço máximo nos estágios finais do protocolo: quociente respiratório (QR)>1,1; frequência cardíaca (FC>95%FCmax prevista pela idade; e concentração de lactato sanguíneo ([La])≥8 mmol×L-121. As análises de determinação de LPG, PCR e V̇O2max foram realizadas por dois ou três pesquisadores experientes, de forma independente.

Os esforços preditivos de VC foram realizados à 85%, 90% ou 110% vV̇O2max. Cada esforço foi realizado de forma aleatória, com intervalos mínimos de 24h. Antes de cada esforço, foi realizado um aquecimento de 5 min em intensidade correspondente à 50 - 60% vV̇O2max, seguido de 5 min de intervalo. O tempo-limite (tLim) foi considerado a tolerância máxima ao exercício em cada %vV̇O2max e expressado em seg. Os valores individuais de velocidade e tLim foram ajustados pelo modelo velocidade vs. inverso do tempo (v-tLim -1, Equação 1), estimado VC e a D' (equivalente ao W' do modelo trabalho-tempo limite)12,22.

onde: v = velocidade de corrida; D' = equivalente ao W'; t = é o tempo de exercício e VC = é a velocidade crítica.

Os participantes realizaram duas transições em VC e vPCR, cada uma com 7 min de duração. No máximo duas transições foram realizadas em cada dia, com intervalo mínimo de 2h, sendo a ordem de execução sorteada. Outras duas transições, foram realizadas com 24h de intervalo, repetindo-se o mesmo procedimento. Antes de cada teste foi realizado um aquecimento de 5 min em intensidade correspondente a 50 - 60% vV̇O2max, seguido de 5 min de intervalo.

O comportamento fisiológico foi analisado pela resposta do V̇O2, FC e [La], enquanto a resposta perceptual foi analisada pela PSE (escala 6 - 20). O V̇O2 e a FC foram obtidos durante todo o protocolo de exercício em VC e vPCR, sendo registrados respiração-a-respiração e batimento-a-batimento, respectivamente. A PSE foi obtida ao final de cada minuto e o sangue amostrado apenas ao final das transições. Os valores mais elevados de V̇O2, FC, PSE e [La] foram considerados resposta de pico (ex.: V̇O2pico, FCpico, PSEpico) e finais ([La]Fim) durante ambas transições.

Análise estatística

Os dados foram expressos em média±DP. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Os parâmetros fisiológicos (FCpico, [La]Fim e V̇O2pico) e perceptuais (PSEpico) foram analisados em termos relativos aos valores máximos destes mesmos índices observados no teste progressivo. As diferenças entre as médias de resposta destes índices em VC vs. vPCR foram averiguadas pelo Teste de Mann-Whitney (U). As análises de variância e concordância entre as respostas destes índices em VC vs. vPCR foram realizadas pelo coeficiente de dispersão (R2 e por Bland-Altman. O poder amostral frente ao coeficiente de correlação linear foi determinado pela equação:

onde Z1-β fornece o coeficiente para a determinação do poder amostral pela distribuição normal bicaudal de seu valor e "r" é o coeficiente linear23. Em todas as análises, o nível de significância foi fixado em P ≤ 0,05.

RESULTADOS

Os valores obtidos durante o teste incremental foram: V̇O2max = 56,1±5,5ml×kg-1×min-1; vV̇O2max = 16,5±1,7 km×h-1; FCmax = 202±12 bpm; PSEmax = 19,4±1,3; e [La] = 12,7±3,1 mmol×L-1. As referências de intensidade para VC e vPCR situaram-se à 83,8±3,6% e 86,5±3,6% da vV̇O2max, respectivamente (Figura 1). A Figura 2 apresenta os valores para as respostas das variáveis PSEpico, FCpico, V̇O2pico e [La]Fim durante as transições em VC e vPCR. Os valores (média±DP) estão descritos em termos relativos às respostas máximas das respectivas variáveis obtidas no teste progressivo. Não foram observadas diferenças entre as respostas em VC e vPCR para PSEpico (U = 46,0; P = 0,761; Z = -0,304); FCpico (U = 28,0; P = 0,096; Z = -1,664); [La]Fim = (U = 28,5; P = 0,104; Z = -1,627); e V̇O2pico = (U = 38,0; P = 0,364; Z = -0,907).

Figura 1 Exemplo da determinação da velocidade crítica (VC) em dois participantes. O EPE médio associado à VC foi 0,11 ± 0,06 m.s-1

Figura 2 Média ± DP para as respostas de PSEpico, FCpico, [La]Fim e V̇O2pico. Obs.: valores estão descritos em termos relativos às respectivas respostas máximas no teste progressivo. 

Os coeficientes de explicação da variância nas respostas de PSEpico, FCpico, [La]Fim e V̇O2pico durante o exercício em vPCR para aquele realizado em VC estão apresentados nas Figuras 3A, 3B, 3C e 3D. O poder amostral (n = 10) para o efeito da similaridade, com baixa probabilidade de ocorrência de erro tipo II, entre as respostas de PSEpico (Zβ-1 = 1,29; valor de Z = 0,90), FCpico (Zβ-1 = -0,20; valor de Z = 0,42), [La]Fim (Zβ-1 = 0,67; valor de Z = 0,75), e V̇O2pico (Zβ-1 = 1,07; valor de Z = 0,86) mostram-se satisfatórios (Zα-1 = 1,96 e poder de 80%) apenas para as variáveis PSE e VO2. Os valores do coeficiente de correlação linear, aplicados na equação 2, mostram efeitos significativos entre VC vs. vPCR para as variáveis [La]Fim (r = 0,76; P = 0,011), PSEpico (r = 0,84; P < 0,01) e V̇O2pico (r = 0,82; P < 0,01), mas não para FCpico (r = 0,58; P = 0,08). No entanto, a análise Bland-Altman (Figura 4) revela que há concordância entre as respostas de pico de PSE, FC e V̇O2 e [La]Fim durante o exercício em VC e vPCR.

Figura 3 Relação entre as variâncias nas respostas de pico de PSE (A), FC (B), e V̇O2 (D) e final de [La] em VC e vPCR. Ver texto para detalhes sobre o poder amostral do efeito de similaridade. 

Figura 4 Análise de Bland-Altman para a concordância entre as respostas de pico de PSE (A), FC (B), e V̇O2 (D) e final de [La] (C) em VC e vPCR. 

DISCUSSÃO

O presente estudo não encontrou diferenças entre a magnitude das respostas dos índices fisiológicos e perceptuais analisados durante as transições em VC e vPCR. Assim, frente as respostas de pico de FC, V̇O2 e PSE e final de [La], ao executar e repetir o exercício em VC e vPCR, pode-se confirmar a hipótese de similaridade no patamar de esforço caracterizado por ambas as intensidades. Portanto, se à VC é atribuído o papel de delimitar a intensidade máxima do exercício sustentada sem que a fadiga ocorra pelos eventos da acidose metabólica (ex.: domínio pesado)24, então há uma tendência de PCR em representar também essa mesma função.

As respostas fisiológicas e perceptuais ao exercício em VC tendem a ser similares entre os métodos de determinação4. Bull et al.4 analisaram a frequência cardíaca (FC) e a percepção subjetiva do esforço (PSE) durante dois esforços até a exaustão e/ou 60 min de duração. Dentre aqueles que completaram a atividade, o 1º esforço (FC = 93±5% FCmax; PSE = 19±1) não diferiu do 2º esforço (FC = 91±5%FCmax; PSE = 17±3) durante o exercício em VC pelo método não-linear de 3 parâmetros. Housh at al.3 também observaram similaridades nas respostas do V̇O2, FC e lactato sanguíneo durante os exercícios em VC determinado por diferentes métodos. Esses autores descreveram as respostas pelos métodos linear da distância total (d-tLim) (95%V̇O2max; 97%FCmax; 74% [La]max), para linear-v (v-tLim) (96%V̇O2max; 98%FCmax; 76% [La]max), não linear-2p v-tLim (94%V̇O2max; 96% FCmax; 71% [La]max), não linear-3p v-tLim (89%V̇O2max; 93% FCmax; 63% [La]max) e exponencial (105% V̇O2max; 104% FCmax; 103% [La]max). Os valores do presente estudo para as respostas destes mesmos parâmetros em VC e PCR diferenciam-se apenas dos valores em respostas à intensidade parametrizada pelo método exponencial. Dessa forma, as diferenças entre as respostas fisiológicas em VC e vPCR, quando houverem, não tendem a ser superior aquelas demonstradas durante o exercício em VC determinada pelos métodos comumente aplicados: (d-tLim, linear v-tLim, não linear-2p v-tLim e não linear-3p v-tLim).

As comparações diretas entre VC (ou PC) e vPCR corroboram essa similaridade de intensidade de esforço e de ativação metabólica entre ambos. Dekerle et al.25 foram pioneiros em demonstrar essa tendência de similaridade, observando que PC (278±22 W; 85,4±4,8%V̇O2max) e iPCR (286±28 W; 85,3±5,6% V̇O2max) não diferiram entre si (p=0.96) no ciclismo, embora ambos sejam intensidades maiores (p < 0,05) que MFEL (239±21 W; 74,3±4,0V̇O2max) e LV (159±23 W; 52,9±6,9%V̇O2max). Recentemente, a similaridade entre VC e vPCR também foi examinada por Broxterman et al.12, que não observaram diferenças entre VC e vPCR ao serem comparados pela velocidade de corrida (11,5±2,3 km×h-1 vs. 11,7±2,3 km×h-1, respectivamente) e reposta do V̇O2 (2,83±0,72 L×min-1 vs. 2,88±0,80 L×min-1, respectivamente). Em outro estudo, Broxterman et al.26 analisaram o efeito da cadência sobre a determinação de PC e PCR e verificaram que iPCR é alterada significativamente quando determinada a 100 rpm e a 60 rpm (61,8±10,2% vs. 68,6±8,4% iV̇O2max, respectivamente), contudo igual alteração foi observada na determinação de PC (60,3±8,8% vs. 65,9±11,1% iV̇O2max, respectivamente à 100 rpm e à 60 rpm), sendo novamente impossível distinguir PC de iPCR seja a 100 rpm ou a 60 rpm. Essa similaridade não se limitou à intensidade, como também à resposta do V̇O2 a 100 rpm (72,0±4,0% vs. 73,0±9,0%V̇O2max) ou a 60 rpm (79,0±14,0% vs. 78,0±9,0% V̇O2max), respectivamente para PC de iPCR. Por fim, mesmo com a alteração de protocolo (teste all-out em cicloergômetro), Bergstrom et al.27concluíram que não há diferenças entre PC (187±47 W; 83±6%V̇O2max) e iPCR (190±49 W; 84±6 %V̇O2max). Essas similaridades conduziram os autores a postular que caso existam diferenças entre PC e iPCR estas são atribuídas ao nível de treinamento entre os participantes analisados, e que a variabilidade na respostas fisiológica pode estar associado ao erro na estimativa de PC e iPCR, ou ainda aos métodos e instrumentos de determinação dos parâmetros fisiológicos analisados.

A PSE é considerada uma variável psicológica capaz de indexar a intensidade do exercício pela informação perceptual, integrando os níveis de ativação de diferentes sistemas (muscular, cardiorrespiratório e neural) que sustentam o esforço físico19. Enquanto indexador da capacidade de tolerância ao exercício prolongado, a PSE tem evidenciado significativa correspondência com índices fisiológicos do exercício aeróbio de alta intensidade28. Por exemplo, Bergstrom et al.29 verificaram que a estimativa do V̇O2 (81% V̇O2pico), carga (78% iV̇O2pico) e PSE15 correspondente ao limiar de esforço percebido não difere da estimativa destes mesmos para PCR (83% V̇O2pico, 81% iV̇O2pico e PSE = 15,4), porém são maiores que aqueles observados para LPG (74% V̇O2pico, 70% iV̇O2pico e PSE = 14). Ao analisar a resposta da PSE durante o exercício em intensidade correspondente à potência crítica (PC) (82,5% V̇O2max), Soares-Caldeira et al.30 observaram que o valor de PSE progride até o valor máximo no momento da exaustão. Para esses autores, a PSE foi o único parâmetro que esboçou essa tendência, quando comparado às resposta de elevação da FC (93,3% FCmax) e [La] (81,8% [La]max). Porém, entre 5 a 10 min de exercício, a PSE esteve em aproximadamente 14 (ou ~76% PSEmax). Em outro estudo, que também analisou a resposta da PSE na PC, Bergstrom et al.27 observaram a mesma tendência de progressão durante o exercício contínuo até a exaustão, porém os valore entre o terceiro e o quinto minuto de atividades foram adotados pelos autores como referência para a resposta de parâmetros fisiológicos (V̇O2 ~86% V̇O2pico e FC ~90% FCpico) e perceptual (PSE = 15,6, ou ~80% PSEmax). No estudo de Marcora e Staiano28, a resposta da PSE e de outros índices fisiológicos foi analisada durante um teste constante até a exaustão, em intensidade correspondente à 80% V̇O2pico. Também observaram ao oitavo minuto de exercício valores para a PSE, FC e [La] que atingiram, respectivamente, ~77%, ~95% e ~70% da resposta ao final do exercício. Assim, ao comparar os valores apresentados na Figura 2 do presente estudo com os valores mencionados acima, verifica-se que houve similaridades nas respostas em VC e PCR. Portanto, pode-se afirmar que os contextos de intensidade do esforço caracterizados pelo exercício em VC e PCR não diferem daqueles analisados na literatura e que, quando comparados por parâmetros perceptuais e fisiológicos, tampouco diferem entre si.

Particularmente, essa afirmação corrobora a suposição de Marcora e Staiano28 sobre o papel da PSE em indexar a tolerância ao esforço aeróbio de alta intensidade, juntamente com outros fatores do engajamento no exercício, como o potencial motivacional. Foi preconizado por esses autores que o valor de PSE em um momento comum do exercício de alta intensidade tende a influenciar de forma negativa o tempo de exaustão, pressupondo a existência de modelo psicobiológico de estimativa do desempenho. Portanto, o presente estudo permite especular que não há diferenças na percepção do esforço ao realizar o exercício em VC e PCR e que, além disto, há uma provável tendência de similaridade na disposição à tolerância nestas duas intensidades. Todavia, essa última especulação é limitada pelo fato do presente estudo não ter analisado o tempo-limite do exercício em VC e PCR.

Uma possivel limitação deste estudo é o protocolo utilizado para determinar VC, uma vez que sua variabilidade está associada aos protocolos de avaliação (tempo-limite nos esforços preditivos para permitir o alcance do V̇O2max: 3 a 15 min, à 90%, 100% e 110% V̇O2max) e tipos de ajuste (linear e não-linear)5. Todavia, no presente estudo, os tempos-limites (Figura 1) situaram-se entre ~116 s (primeira preditiva) e ~721 s (terceira preditiva), que estão em conformidade com as sugestões de Hill et al.31 e Greco et al.32 para as preditivas de VC (ou PC). Assim, apesar da possibilidade de VC ter sido superestimada, os procedimentos atenderam aos critérios estabelecidos na literatura e apresentaram valores baixos de EPE (Figura 1).

CONCLUSÃO

A contribuição do presente estudo é relevante ao demonstrar que há uma intensidade fisiológica durante o exercício progressivo, limítrofe da regulação respiratória para compensar a manifestação da acidose metabólica, capaz de fornecer um parâmetro (ex. PCR) delimitador do limite superior domínio pesado do exercício, frente às similaridades fisiológicas e perceptuais com o exercício em VC (ou PC). Apesar da amostragem (n = 10) apresentar um poder estatístico de 86% e 90%, respectivamente para a similaridade da variância nas resposta do V̇O2 e PSE durante o exercício em PCR e VC, é importantante ressaltar que a efetividade desta comparação e interpretação deste resultado está associado às particularidades da população analisada. Assim, restringindo uma possível generalização à população com faixa etária diferente daquela analisada no presente estudo.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o apoio financeiro ao projeto n° 479262/2013-6 .

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Recebido: 24 de Janeiro de 2016; Aceito: 08 de Setembro de 2016

Correspondência: Dalton Muller Pessôa Filho.Departamento de Educação Física, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP). Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01 Vargem Limpa, Bauru, SP, Brasil. 17033-360 dmpf@fc.unesp.br

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

CONTRIBUIÇÕES DOS AUTORES: Cada autor contribuiu individual e significativamente para o desenvolvimento do manuscrito. DMPF (0000-0003-3975-9260)*, e DAM (0000-0003-1088-0040)* foram os responsáveis pela idealização da proposta, coleta de dados, apresentação dos resultados e discussão literária dos resultados observados. BSD (0000-0003-0775-1889)*, acompanhou o tratamento dos dados e contribuiu com a revisão do manuscrito e da base conceitual do estudo. RACA (0000-0002-6198-0423), participou do processo de coleta dos dados, armazenamento e tratamento do dados, bem como da revisão conceitual final. *ORCID (Open Researcher and Contributor ID).

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